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Artigos de opinião
Publicado em: julho de 2026
Nivalde de Castro David Alexander Gustavo Esteves

Os desafios do Setor Elétrico Brasileiro em busca de flexibilidade

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL-UFRJ), David Alexander (pesquisador associado do GESEL e doutorando da COPPE-UFRJ) e Gustavo Esteves (pesquisador associado do GESEL e mestrando do Instituto de Economia da UFRJ) analisam como a transição energética vem impondo ao Setor Elétrico Brasileiro o desafio crescente da flexibilidade operacional, indispensável para equilibrar rapidamente oferta e demanda diante da expansão das fontes renováveis, especialmente da geração solar distribuída. Os autores explicam que o avanço acelerado da micro e minigeração distribuída intensifica a chamada “curva do pato”, amplia a ocorrência de cortes de geração e exige novos mecanismos operacionais e regulatórios. Nesse contexto, destacam a realização do primeiro leilão de reserva de capacidade voltado a sistemas de armazenamento por baterias como um avanço importante, ao lado da perspectiva de futuros projetos de usinas hidrelétricas reversíveis. Concluem que a solução dependerá da construção de um portfólio diversificado de tecnologias de armazenamento e flexibilidade, sustentado por leilões recorrentes, previsibilidade regulatória e planejamento compatível com a trajetória da transição energética brasileira.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: julho de 2026
Nivalde de Castro Vitor Santos

Os impactos energéticos da Guerra do Irã nos EUA, na China e na União Europeia

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Vitor Santos (professor catedrático do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa) analisam como a Guerra do Irã alterou de forma estrutural a geopolítica da energia e reforçou a transição energética como questão de segurança estratégica. Os autores argumentam que, ainda que as negociações diplomáticas reduzam as tensões e aliviem os preços do petróleo e do gás natural, o risco associado à dependência de combustíveis fósseis permanece elevado. O texto examina os diferentes impactos do conflito sobre Estados Unidos, China e União Europeia, destacando que os EUA fortalecem sua posição como exportador de energia no curto prazo, enquanto China e UE aceleram políticas voltadas à eletrificação, energias renováveis, armazenamento e diversificação de suprimentos. Conclui que a transição energética deixa de ser guiada prioritariamente por metas climáticas para tornar-se um imperativo de segurança energética, autonomia estratégica e competitividade diante das incertezas geopolíticas.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Artigos de opinião
Publicado em: junho de 2026
Nivalde de Castro Katarina Ferreira Paulo Giovane Silva

Segurança e Resiliência na Transição Energética

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), Katarina Ferreira e Paulo Giovane (Pesquisadores do GESEL-UFRJ) defendem que a segurança e a resiliência dos sistemas elétricos devem ocupar posição central no planejamento da transição energética brasileira. Os autores argumentam que a crescente eletrificação da economia, a expansão das fontes renováveis intermitentes, a digitalização das redes e os impactos das mudanças climáticas ampliam a exposição do setor elétrico a eventos extremos, exigindo novas abordagens regulatórias e de investimento. O texto destaca o papel do Plano de Transição Energética (PLANTE) como instrumento capaz de incorporar a resiliência ao planejamento energético, além de enfatizar a necessidade de modernização tecnológica das redes, adoção de métricas orientadas a resultados e fortalecimento de mecanismos de inovação regulatória. Também são ressaltadas a importância estratégica do armazenamento de energia e o potencial das usinas hidrelétricas reversíveis para ampliar a flexibilidade e a segurança do Sistema Interligado Nacional. Conclui-se que a consolidação da transição energética dependerá da capacidade de integrar resiliência, inovação e planejamento de longo prazo à infraestrutura elétrica brasileira.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: junho de 2026
Mauricio Moszkowicz Cesar Sobral Lillian Monteath Kalyne Brito João Vieira

BESS Embarcados: Uma nova fronteira tecnológica para a flexibilidade do setor elétrico

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Mauricio Moszkowicz, Cesar Sobral, Lillian Monteath, Kalyne Brito (pesquisadores do Gesel-UFRJ) e João Vieira (Project Manager da Karpowership Brasil Energia) analisam o potencial dos sistemas de armazenamento de energia em baterias embarcados em embarcações como solução inovadora para ampliar a flexibilidade dos sistemas elétricos. Os autores argumentam que a crescente participação de fontes renováveis intermitentes exige novos mecanismos de confiabilidade e armazenamento, destacando os chamados BESS embarcados como alternativa capaz de oferecer mobilidade, rápida realocação e suporte operacional a redes elétricas. O texto examina experiências internacionais, especialmente na Europa, onde embarcações eletrificadas e sistemas integrados de carregamento já contribuem para a redução de emissões e, em alguns casos, para a prestação de serviços ao sistema elétrico por meio dos conceitos ship-to-grid e vessel-to-grid. Também são discutidas barreiras técnicas, econômicas e regulatórias relacionadas à integração entre os setores elétrico e marítimo-portuário. Para o Brasil, os autores identificam oportunidades relevantes em sistemas isolados, na descarbonização portuária e na oferta de serviços ancilares, suporte à confiabilidade e redução de restrições operacionais. Concluem que a expansão dessa tecnologia dependerá principalmente da construção de um arcabouço regulatório específico e de mecanismos de coordenação institucional capazes de capturar os benefícios sistêmicos proporcionados pelos ativos móveis de armazenamento.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)

Artigos de opinião
Publicado em: junho de 2026
Nivalde de Castro Kalyne Brito

O Plano Nacional de Transição Energética Brasileira

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]) e Kalyne Brito (pesquisadora associada do GESEL) analisam o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE), apresentado pelo Ministério de Minas e Energia como instrumento estratégico para orientar a descarbonização da economia brasileira. Os autores destacam que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, mas ainda enfrenta desafios relevantes em setores dependentes de combustíveis fósseis. O texto explica que o PLANTE complementa os instrumentos tradicionais de planejamento energético, estruturando ações de longo prazo apoiadas em três pilares: segurança energética, justiça energética e climática e competitividade econômica de baixo carbono. Também ressalta o caráter participativo de sua elaboração, envolvendo órgãos públicos, setor produtivo, sociedade civil e academia. A análise evidencia ainda a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica, o combate à pobreza energética e o aproveitamento das vantagens competitivas brasileiras em minerais estratégicos e biocombustíveis. Conclui que o plano fortalece a institucionalidade do setor energético, embora seu sucesso dependa de monitoramento contínuo, financiamento adequado e ampla participação social.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: maio de 2026
Nivalde de Castro Sérgio Augusto Gomes Coelho

A energia eólica offshore no contexto da transição e segurança energética

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Sérgio Augusto Gomes Coelho (Pesquisador associado do GESEL) analisam o papel estratégico da energia eólica offshore diante do cenário de instabilidade geopolítica e crescente preocupação com a segurança energética global. Os autores argumentam que conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, evidenciam a vulnerabilidade das cadeias de suprimento de combustíveis fósseis e reforçam a necessidade de ampliar fontes renováveis capazes de reduzir riscos de abastecimento. Nesse contexto, defendem que o Brasil reúne condições excepcionais para desenvolver a geração eólica marítima, em razão de seu vasto potencial técnico, extensa costa oceânica, baixa incidência de eventos climáticos extremos e experiência acumulada em operações offshore ligadas ao setor de petróleo e gás. O texto destaca a maturidade tecnológica da fonte, a redução expressiva de seus custos e sua contribuição potencial para a eletrificação da economia e a produção de hidrogênio de baixo carbono. Também examina desafios regulatórios, industriais, ambientais e de infraestrutura, ao mesmo tempo em que ressalta avanços institucionais recentes. Concluem que a energia eólica offshore pode consolidar uma nova fronteira de investimentos, fortalecer a segurança energética e ampliar a competitividade sustentável da economia brasileira.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Artigos de opinião
Publicado em: maio de 2026
Nivalde de Castro Bianca de Castro Luiza Masseno

Novos desafios para as distribuidoras de energia elétrica

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]), Bianca de Castro (Pesquisadora coordenadora da área jurídica do GESEL) e Luiza Masseno (Pesquisadora do Núcleo de Coordenação do GESEL) analisam os impactos da transição energética sobre o segmento de distribuição de energia elétrica no Brasil. O texto sustenta que as redes de distribuição serão o principal espaço das transformações tecnológicas impulsionadas pela expansão de painéis solares, veículos elétricos, digitalização das redes e sistemas de armazenamento por baterias. Os autores argumentam que as distribuidoras precisarão assumir um papel estratégico como coordenadoras da flexibilidade do sistema elétrico, exigindo elevados investimentos e novas capacidades regulatórias. O artigo também destaca a relevância dos novos contratos de concessão estruturados após o Decreto nº 12.068/2024, considerados fundamentais para garantir segurança regulatória, expansão da infraestrutura elétrica e estímulo à inovação tecnológica. A conclusão enfatiza que os novos contratos fortalecem o Setor Elétrico Brasileiro e criam condições para sustentar a eletrificação da economia e o avanço da transição energética nas próximas décadas.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Textos de discussão - TDSE
Publicado em: maio de 2026
Jorge Arbache

TDSE 156 “The Geography of Decarbonization: Distorted Relative Prices and the Misallocation of Global Green Investment”

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 156, intitulado “The Geography of Decarbonization: Distorted Relative Prices and the Misallocation of Global Green Investment”. O estudo, publicado em língua inglesa, analisa como a transição para uma economia de baixo carbono está promovendo uma reorganização profunda na geografia da produção mundial e na estrutura de preços relativos, considerando a emergência de novos fatores de produção como a energia limpa, o capital natural e os ativos geograficamente fixos. Foram quatro eixos centrais de discussão: a redefinição das vantagens comparativas sob a ótica da descarbonização; o papel das características físicas dos sistemas renováveis no retorno da importância da geografia; os impactos das intervenções de política industrial verde na distorção da competitividade efetiva; e os desafios impostos pela incerteza da demanda e pelas restrições de bancabilidade de projetos. O trabalho examinou como a divergência entre a competitividade estrutural (baseada em fundamentos de custo) e a competitividade efetiva (moldada por subsídios e barreiras) pode subsidiar a compreensão de por que o investimento verde ainda não flui massivamente para economias ricas em recursos renováveis. Os debates concentraram-se em temas como o impacto dos subsídios massivos dos Estados Unidos (IRA) e das barreiras regulatórias da União Europeia (CBAM) na manutenção da produção em locais estruturalmente ineficientes; o fenômeno da “rematerialização” da economia, que aumenta a dependência de ativos físicos como minerais críticos e infraestrutura de transmissão; e o potencial do powershoring para atrair etapas eletrointensivas de cadeias globais de valor para regiões com energia limpa abundante. O estudo acena para a complexidade dessa integração, que exige reconfigurações profundas na governança global e uma articulação institucional coordenada para harmonizar sistemas de certificação e padrões técnicos interoperáveis. Conclui-se que o principal desafio será alinhar as metas climáticas à eficiência econômica global, de modo que o sucesso da transição energética dependerá de arranjos capazes de permitir que a produção se desloque para onde a geografia e a física indicam ser mais barato e menos intensivo em emissões, garantindo uma descarbonização rápida e inclusiva.
ISBN: 978-85-7197-044-1

Artigos de opinião
Publicado em: maio de 2026
Nivalde de Castro Vitor Santos

A guerra contra Irã e a eletrificação europeia

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ) e Vitor Santos (Professor Catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e pesquisador associado do Gesel-UFRJ) analisam os impactos da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre o mercado europeu de gás natural e os reflexos desse cenário para a eletrificação das economias da União Europeia. Os autores destacam que a escalada do conflito provocou forte aumento e elevada volatilidade dos preços do gás natural, pressionando os custos da eletricidade e ampliando riscos inflacionários. O texto evidencia que países com maior participação de fontes renováveis apresentaram maior resiliência energética, enquanto economias dependentes do gás importado sofreram impactos mais severos. A análise também compara o ritmo de eletrificação europeu ao avanço chinês e apresenta exemplos como Noruega e França, ressaltando políticas voltadas à descarbonização, segurança energética e expansão das energias limpas. Na conclusão, os autores defendem a eletrificação baseada em fontes renováveis como estratégia indispensável para reduzir a vulnerabilidade geopolítica e energética da Europa.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: maio de 2026
Roberto Brandão Nivalde de Castro

Leilão de Reserva de Capacidade, PLD e curtailment: Três faces do mesmo descasamento

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Brandão (Diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) analisam o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e defendem que seu elevado custo não decorre de falhas pontuais, mas de questões estruturais do sistema elétrico brasileiro. Os autores sustentam que o leilão, o aumento do curtailment e a volatilidade do PLD são manifestações de um mesmo fenômeno: o descasamento entre a geração renovável variável, especialmente solar, e o perfil de consumo. Argumentam que a expansão desordenada de fontes não controláveis, aliada à insuficiência de geração despachável e limitações de transmissão, gera excedentes em determinados horários e escassez em outros, exigindo contratação de capacidade firme. Destacam ainda distorções regulatórias, como o piso artificial do PLD e a alocação inadequada dos custos do curtailment. Concluem que a solução passa por aperfeiçoamentos regulatórios, expansão do armazenamento e realização contínua de leilões, reconhecendo o papel transitório das termelétricas no equilíbrio do sistema.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)