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Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Vitor Santos (professor catedrático do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa) analisam como a Guerra do Irã alterou de forma estrutural a geopolítica da energia e reforçou a transição energética como questão de segurança estratégica. Os autores argumentam que, ainda que as negociações diplomáticas reduzam as tensões e aliviem os preços do petróleo e do gás natural, o risco associado à dependência de combustíveis fósseis permanece elevado. O texto examina os diferentes impactos do conflito sobre Estados Unidos, China e União Europeia, destacando que os EUA fortalecem sua posição como exportador de energia no curto prazo, enquanto China e UE aceleram políticas voltadas à eletrificação, energias renováveis, armazenamento e diversificação de suprimentos. Conclui que a transição energética deixa de ser guiada prioritariamente por metas climáticas para tornar-se um imperativo de segurança energética, autonomia estratégica e competitividade diante das incertezas geopolíticas.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão – da Universidade de Lisboa) analisam os efeitos da guerra contra o Irã sobre o mercado global de energia. Os autores defendem que o conflito gera externalidades negativas significativas ao afetar diretamente a produção e o transporte de petróleo e gás, elevando preços e propagando impactos inflacionários em diversas cadeias produtivas. Destacam o papel estratégico do Estreito de Ormuz e evidenciam a vulnerabilidade energética de economias dependentes de importações. Argumentam que choques de oferta ampliam incertezas globais e que os mercados reagem de forma desigual, especialmente no caso do gás natural. Sustentam ainda que os Estados Unidos se beneficiam economicamente e geopoliticamente do cenário, ampliando sua influência sobre esses mercados. Concluem que países importadores devem intensificar investimentos em transição energética para reduzir dependências externas.
(Publicado pelo Valor Econômico)
A urgência da transição energética está promovendo o papel do armazenamento de energia como a chave da paz para um futuro de energia limpa. No entanto, o papel desta tecnologia na futura rede elétrica ainda está em análise. Consideramos o armazenamento de energia como uma tecnologia de nicho em transição para o regime. Portanto, as políticas públicas e os investimentos direcionados são os principais impulsionadores da difusão da tecnologia. Os casos da Califórnia (CA) e da Austrália Meridional (SA) foram avaliados e ambos forneceram uma visão sobre a crescente relevância do armazenamento de energia nas metas de descarbonização e na confiabilidade de uma rede renovável.