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Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL-UFRJ), Gustavo Esteves (Mestrando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela UFRJ e Pesquisador do GESEL-UFRJ) e Rachel S. G. Almeida (Mestranda em Ciências Militares na ECEME e Pesquisadora do GESEL-UFRJ) analisam a crescente exposição do Setor Elétrico Brasileiro a riscos de ataques cibernéticos diante do avanço da digitalização e da descentralização do sistema. Segundo dados da Aneel citados no estudo, a capacidade instalada da micro e minigeração distribuída solar (MMGD) ultrapassou 50 GW, representando cerca de 20% do parque gerador nacional, o que multiplica os pontos de conexão e exige maior proteção das tecnologias operacionais (OT). Para ilustrar a gravidade dessas ameaças em redes descentralizadas, os autores citam um ataque recente na Polônia contra cerca de 30 instalações de geração, que empregou um malware do tipo wiper e poderia ter deixado 500 mil pessoas sem eletricidade. Os autores destacam que, embora o Brasil conte com avanços regulatórios da Aneel e do ONS, é fundamental estabelecer requisitos mínimos de segurança para equipamentos como inversores fotovoltaicos, definir responsabilidades entre os agentes e reconhecer a cibersegurança como uma dimensão essencial da segurança do suprimento elétrico.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) publica o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 158, intitulado “Avaliação econômico-financeira de sistemas de armazenagem por baterias: Metodologia de modelagem e aplicações em BESS fixos e móveis”. Elaborado por Nelson F. Siffert, Cesar Sobral, Maurício Moszkowicz e João Vieira no âmbito do Programa de PD&I da ANEEL com apoio da KARPOWERSHIP Brasil Energia, o estudo estabelece uma metodologia estruturada para mensurar a viabilidade e a bancabilidade de Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) embarcadas e móveis no Setor Elétrico Brasileiro.
A abordagem integra projeções de fluxo de caixa descontado (FCFF e FCFE) com indicadores fundamentais (VPL, TIR, WACC, Ke e ICSD) para determinar endogenamente a receita fixa mínima requerida pelos projetos. Como aplicação empírica, realizou-se a modelagem de um caso de 30 MW / 120 MWh balizado pelas diretrizes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026) para um horizonte de 15 anos.
Os resultados demonstram que, para os BESS embarcados e móveis, a arbitragem pura de preços é insuficiente para cobrir os investimentos sob as condições atuais do mercado nacional. Para o modelo de contrato por disponibilidade, a receita anual de equilíbrio calculada foi de R$ 33,12 milhões (sem impostos diretos) e de R$ 60,88 milhões (com tributação). Na análise da variante móvel e embarcada, a mobilidade foi valorada como uma opção econômica que exige um prêmio de receita entre 9,6% e 27,8% para compensar os custos adicionais de CAPEX, logística e infraestrutura.
Conclui-se que o modelo contratual vigente (CRCAP) impõe restrições aos BESS embarcados e móvel devido à exigência de um ponto de conexão fixo. Para superar o entrave e monetizar a flexibilidade locacional, o estudo propõe o aperfeiçoamento regulatório por meio de bônus locacionais nos leilões, da criação de produtos específicos para BESS embarcados e móveis ou da autorização para que o empreendedor comercialize diretamente a energia de carga e descarga.
ISBN: 978-85-7197-046-5
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Daniel Araujo Carneiro (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) tratam da etapa final da liberalização do mercado elétrico brasileiro, marcada pelo Decreto nº 13.097/2026, publicado em 12 de agosto. A medida prevê a abertura gradual do mercado livre aos consumidores de baixa tensão: em 25 de novembro de 2027 poderão ingressar consumidores comerciais e industriais atendidos em tensão inferior a 2,3 kV e, em 25 de novembro de 2028, a possibilidade será estendida aos consumidores residenciais e rurais. A mudança permitirá a escolha da comercializadora, enquanto a distribuição continuará sob tarifas reguladas pela Aneel, por se tratar de monopólio natural. O processo envolve mais de 90 milhões de unidades consumidoras e exigirá um novo marco regulatório, transparência e participação social. Os autores destacam o papel das comercializadoras varejistas, da digitalização, da portabilidade e da proteção ao consumidor, além da criação do Supridor de Última Instância, função que permanecerá exclusivamente com as distribuidoras até o fim de 2030. Concluem que o principal desafio passa a ser operacional e tecnológico, visando estruturar um mercado varejista seguro, competitivo e eficiente até o fim de 2028.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Cristina da Silva Rosa e Katarina Ferreira (pesquisadoras associadas do Gesel-UFRJ) tratam da necessidade de modernizar os sinais econômicos das redes elétricas diante da transformação do setor. A expansão das fontes renováveis, geração distribuída, eletromobilidade, armazenamento e digitalização alteram fluxos, padrões de consumo e necessidades de flexibilidade, tornando insuficientes estruturas tarifárias concebidas para um sistema centralizado. Na transmissão, a TUST deve orientar localização de empreendimentos, contratação de capacidade e acesso à infraestrutura, enquanto a intensificação de seu componente locacional, aprovada pela Aneel em 2022, busca reduzir a socialização de custos. Na distribuição, tarifas precisam considerar horário, potência, direção dos fluxos e atuação dos “prossumidores”. Os autores destacam ainda sandboxes tarifários de PD&I da Aneel como instrumentos para testar novos modelos. Concluem que tarifas, regras de acesso e mecanismos de flexibilidade devem produzir sinais convergentes e reduzir os custos da transição energética.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Cesar Sobral (pesquisador sênior do Gesel-UFRJ), Mauricio Moszkowicz (pesquisador sênior do Gesel-UFRJ), Henrique Reis (sócio do Demarest Advogados) e João Vieira (Project Manager da Karpowership Brasil Energia) analisam os desafios regulatórios relacionados aos sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) embarcados, móveis e flutuantes, destacando o descompasso entre a rápida evolução tecnológica e a fragmentação normativa existente. Os autores sustentam que a ausência de um regime jurídico específico não inviabiliza essas soluções, desde que haja coordenação entre normas já existentes e adoção de padrões técnicos reconhecidos internacionalmente. O texto examina a experiência internacional, os avanços recentes da regulação brasileira promovidos pela Aneel, pelo MME e pela EPE, bem como as limitações desses marcos diante das características dos ativos móveis. Conclui que o Brasil deve priorizar uma regulação flexível, funcional e tecnologicamente neutra, capaz de promover segurança jurídica sem restringir a inovação, favorecendo a integração dos BESS embarcados à transição energética nacional.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Mauricio Moszkowicz, Cesar Sobral, Lillian Monteath, Kalyne Brito (pesquisadores do Gesel-UFRJ) e João Vieira (Project Manager da Karpowership Brasil Energia) analisam o potencial dos sistemas de armazenamento de energia em baterias embarcados em embarcações como solução inovadora para ampliar a flexibilidade dos sistemas elétricos. Os autores argumentam que a crescente participação de fontes renováveis intermitentes exige novos mecanismos de confiabilidade e armazenamento, destacando os chamados BESS embarcados como alternativa capaz de oferecer mobilidade, rápida realocação e suporte operacional a redes elétricas. O texto examina experiências internacionais, especialmente na Europa, onde embarcações eletrificadas e sistemas integrados de carregamento já contribuem para a redução de emissões e, em alguns casos, para a prestação de serviços ao sistema elétrico por meio dos conceitos ship-to-grid e vessel-to-grid. Também são discutidas barreiras técnicas, econômicas e regulatórias relacionadas à integração entre os setores elétrico e marítimo-portuário. Para o Brasil, os autores identificam oportunidades relevantes em sistemas isolados, na descarbonização portuária e na oferta de serviços ancilares, suporte à confiabilidade e redução de restrições operacionais. Concluem que a expansão dessa tecnologia dependerá principalmente da construção de um arcabouço regulatório específico e de mecanismos de coordenação institucional capazes de capturar os benefícios sistêmicos proporcionados pelos ativos móveis de armazenamento.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Sérgio Augusto Gomes Coelho (Pesquisador associado do GESEL) analisam o papel estratégico da energia eólica offshore diante do cenário de instabilidade geopolítica e crescente preocupação com a segurança energética global. Os autores argumentam que conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, evidenciam a vulnerabilidade das cadeias de suprimento de combustíveis fósseis e reforçam a necessidade de ampliar fontes renováveis capazes de reduzir riscos de abastecimento. Nesse contexto, defendem que o Brasil reúne condições excepcionais para desenvolver a geração eólica marítima, em razão de seu vasto potencial técnico, extensa costa oceânica, baixa incidência de eventos climáticos extremos e experiência acumulada em operações offshore ligadas ao setor de petróleo e gás. O texto destaca a maturidade tecnológica da fonte, a redução expressiva de seus custos e sua contribuição potencial para a eletrificação da economia e a produção de hidrogênio de baixo carbono. Também examina desafios regulatórios, industriais, ambientais e de infraestrutura, ao mesmo tempo em que ressalta avanços institucionais recentes. Concluem que a energia eólica offshore pode consolidar uma nova fronteira de investimentos, fortalecer a segurança energética e ampliar a competitividade sustentável da economia brasileira.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Brandão (Diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) analisam o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e defendem que seu elevado custo não decorre de falhas pontuais, mas de questões estruturais do sistema elétrico brasileiro. Os autores sustentam que o leilão, o aumento do curtailment e a volatilidade do PLD são manifestações de um mesmo fenômeno: o descasamento entre a geração renovável variável, especialmente solar, e o perfil de consumo. Argumentam que a expansão desordenada de fontes não controláveis, aliada à insuficiência de geração despachável e limitações de transmissão, gera excedentes em determinados horários e escassez em outros, exigindo contratação de capacidade firme. Destacam ainda distorções regulatórias, como o piso artificial do PLD e a alocação inadequada dos custos do curtailment. Concluem que a solução passa por aperfeiçoamentos regulatórios, expansão do armazenamento e realização contínua de leilões, reconhecendo o papel transitório das termelétricas no equilíbrio do sistema.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL), Cristina da Silva Rosa (Pesquisadora Associada do GESEL e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFRJ) e Piero Carlo Sclaverano dos Reis (Pesquisador Associado do GESEL e doutorando do PPE da Coppe – UFRJ) analisam o papel do sandbox regulatório como instrumento estratégico para a modernização do Setor Elétrico Brasileiro (SEB) diante dos desafios impostos pela transição energética. Os autores argumentam que a crescente complexidade decorrente de inovações tecnológicas, novos modelos de negócio e descentralização da geração exige mecanismos regulatórios mais flexíveis e adaptativos. Nesse contexto, o sandbox surge como ambiente experimental supervisionado pela Aneel, permitindo testar soluções inovadoras com menor risco institucional e maior capacidade de aprendizado regulatório. O texto destaca a evolução desse instrumento no Brasil, sua aplicação inicial no campo tarifário e sua expansão para áreas como resposta da demanda, serviços ancilares e inclusão energética. Conclui que a consolidação do sandbox como ferramenta estruturante depende de sua integração a uma estratégia regulatória mais ampla, capaz de promover inovação com segurança, eficiência e estabilidade institucional.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Daniel Araujo Carneiro (diretor da Dac Consultoria e pesquisador associado do GESE/UFRJ) analisam os efeitos da reforma tributária sobre o setor elétrico brasileiro, com foco na formação das tarifas. Os autores destacam que a substituição de tributos pelo modelo de IVA dual tende a reduzir custos operacionais e eliminar a cumulatividade, permitindo a recuperação de créditos tributários nos investimentos. Esse novo cenário impacta diretamente a Base de Remuneração Regulatória das distribuidoras, elemento central na definição tarifária. O texto discute o dilema regulatório entre considerar valores brutos ou líquidos dos ativos, o que pode levar à redução das tarifas caso os créditos sejam descontados. Também ressalta a necessidade de preservar a segurança jurídica dos ativos existentes e aponta que os efeitos serão graduais, concentrados em novos investimentos. Por fim, indica que o tema será objeto de disputas regulatórias futuras, influenciando o equilíbrio entre modicidade tarifária e atratividade econômica do setor.
(Publicado pelo Valor Econômico)