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O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 147, intitulado “Aumentando a Flexibilidade da Geração Hidrelétrica do Sistema Interligado Nacional”. O estudo analisa como o parque hidrelétrico brasileiro, com mais de 100 GW de capacidade, pode ser o principal provedor da flexibilidade operativa necessária para equilibrar o Sistema Interligado Nacional (SIN) frente à expansão das fontes renováveis variáveis. Foram analisados eixos centrais como o impacto da energia solar na formação da “curva do pato”, o paradoxo da subutilização das usinas hidrelétricas (UHEs) e uma proposta de inovação regulatória no Mecanismo de Realocação de Energia (MRE). O trabalho examinou simulações para o horizonte de 2030, demonstrando que a vinculação da remuneração ao perfil horário real de geração pode gerar ganhos de R$ 14,4 bilhões ao ano para os geradores, criando um incentivo econômico direto para a remoção de restrições operativas. Os debates concentraram-se na necessidade de modernizar a regulação para que os sinais de preços horários reflitam a escassez de energia e valorizem atributos de rampa, permitindo que as UHEs garantam a segurança energética e a resiliência da rede. O estudo acena para a complexidade da transição energética e conclui que o ajuste pontual nas regras de comercialização é uma solução de baixo investimento e alto impacto para assegurar a descarbonização eficiente da matriz, transformando o parque hidrelétrico existente no principal lastro de confiabilidade do sistema. Para consolidar o entendimento: a transição energética com alta penetração solar é como um avião que precisa de motores auxiliares potentes (flexibilidade hídrica) para manter a altitude quando o sol se põe, e a mudança na regulação do MRE é a chave para garantir que esses motores estejam sempre prontos para atuar.
ISBN: 978-85-7197-035-9
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), Piero Carlo Sclaverano dos Reis e Cristina Rosa (Pesquisadores Associados do GESEL-UFRJ) analisam a estratégia para o desenvolvimento de data centers no Brasil após a promulgação do Redata — regime especial que busca consolidar um marco de política industrial e ambiental para o setor. O avanço da Inteligência Artificial (IA) acelera a demanda por infraestrutura digital, exigindo grande oferta de energia elétrica confiável e competitiva, já que os data centers são eletrointensivos. A demanda projetada saltou de 2,5 GW em 2024 para 20,1 GW em 2025, o equivalente a quase um quarto do consumo médio nacional, evidenciando uma tendência estrutural. Para converter esse crescimento em infraestrutura concreta, os autores propõem uma estratégia baseada em quatro eixos integrados: planejamento e investimentos adicionais na rede elétrica; estímulo à eficiência energética e flexibilidade da demanda; expansão da geração limpa e flexível; e avanço nos sistemas de armazenamento de energia (SAE), que garantem segurança e estabilidade. O artigo conclui que o sucesso do Redata dependerá de um planejamento energético coordenado, transparente e monitorável, capaz de transformar a corrida por data centers em uma trajetória sustentável e previsível, fortalecendo a infraestrutura digital e a competitividade do país.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Contribuição do GESEL/UFRJ à Tomada de Subsídios relacionada ao Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (REDATA).
Contribuição do GESEL/UFRJ à Tomada de Subsídios para Política de Data Centers Eixo CI (Conectividade e Infraestrutura).
Slides de apresentação da XIV Jornada de Pesquisa Maria da Conceição Tavares, do Instituto de Economia da UFRJ, realizada entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025, que neste ano teve como tema “Economia em tempos de tensões globais: comércio, geopolítica e soberania”. O evento, promovido anualmente pela Diretoria de Pesquisa, busca reunir e debater a produção acadêmica desenvolvida no IE-UFRJ, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação e os programas de pesquisa.
Slides de apresentação da XIV Jornada de Pesquisa Maria da Conceição Tavares, do Instituto de Economia da UFRJ, realizada entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025, que neste ano teve como tema “Economia em tempos de tensões globais: comércio, geopolítica e soberania”. O evento, promovido anualmente pela Diretoria de Pesquisa, busca reunir e debater a produção acadêmica desenvolvida no IE-UFRJ, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação e os programas de pesquisa.
Slides de apresentação da XIV Jornada de Pesquisa Maria da Conceição Tavares, do Instituto de Economia da UFRJ, realizada entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025, que neste ano teve como tema “Economia em tempos de tensões globais: comércio, geopolítica e soberania”. O evento, promovido anualmente pela Diretoria de Pesquisa, busca reunir e debater a produção acadêmica desenvolvida no IE-UFRJ, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação e os programas de pesquisa.
Slides de apresentação da XIV Jornada de Pesquisa Maria da Conceição Tavares, do Instituto de Economia da UFRJ, realizada entre os dias 21 e 23 de outubro de 2025, que neste ano teve como tema “Economia em tempos de tensões globais: comércio, geopolítica e soberania”. O evento, promovido anualmente pela Diretoria de Pesquisa, busca reunir e debater a produção acadêmica desenvolvida no IE-UFRJ, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação e os programas de pesquisa.
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL/UFRJ) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL/UFRJ) analisam o avanço dos curtailments da geração renovável no Brasil. Impulsionada por políticas de incentivo e pela expansão acelerada da eólica e solar — que já representam 28,8% da matriz elétrica —, a transição energética brasileira enfrenta crescentes restrições operacionais e cortes de geração por confiabilidade e excesso de oferta. Em 2025, os curtailments médios atingiram 36,4% da energia solar e 24,1% da eólica, sem previsão de compensação regulatória aos geradores. Os autores destacam a necessidade urgente de ajustes regulatórios para equilibrar os impactos entre geração centralizada e distribuída e de investimentos em armazenamento de energia, condição essencial para garantir flexibilidade, confiabilidade e sustentabilidade na expansão do Setor Elétrico Brasileiro.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Slides de apresentação do seminário “Desafios Regulatórios e Tecnológicos Frente à Transição Energética”, realizado no dia 10 de outubro de 2025 no CRAB Sebrae. O objetivo do evento foi debater os principais desafios regulatórios e tecnológicos da transição energética no Brasil, promovendo um diálogo entre representantes do governo, agências reguladoras, operadoras do sistema e empresas do setor elétrico sobre temas como abertura de mercado, geração distribuída, papel dos operadores de rede (DSO) e inovações tarifárias.