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Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Gustavo Esteves e Luiza Bonazza (pesquisadores associados do GESEL-UFRJ) tratam do papel estratégico da medição inteligente na abertura do mercado de eletricidade no Brasil. Os autores destacam que os medidores eletromecânicos registram apenas o consumo mensal agregado, enquanto os inteligentes permitem leitura remota, medição em intervalos curtos e comunicação bidirecional. Hoje, cerca de 85 mil empresas atuam no mercado livre, mas até novembro de 2028 qualquer consumidor poderá migrar, em um mercado potencial de mais de 90 milhões de unidades. Como a compra de energia é apenas parte da fatura, novos produtos tarifários serão decisivos para ampliar os ganhos. Contudo, a cobertura é de apenas 5% a 6% das unidades, e a Portaria Normativa MME nº 126/2026 exige instalação adicional de ao menos 2% ao ano por 24 meses a partir de 1º de março de 2026. Concluem que, embora o Decreto nº 13.097/2026 não condicione a migração à troca do medidor, sem ele os benefícios ficarão limitados.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL-UFRJ), Gustavo Esteves (Mestrando em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela UFRJ e Pesquisador do GESEL-UFRJ) e Rachel S. G. Almeida (Mestranda em Ciências Militares na ECEME e Pesquisadora do GESEL-UFRJ) analisam a crescente exposição do Setor Elétrico Brasileiro a riscos de ataques cibernéticos diante do avanço da digitalização e da descentralização do sistema. Segundo dados da Aneel citados no estudo, a capacidade instalada da micro e minigeração distribuída solar (MMGD) ultrapassou 50 GW, representando cerca de 20% do parque gerador nacional, o que multiplica os pontos de conexão e exige maior proteção das tecnologias operacionais (OT). Para ilustrar a gravidade dessas ameaças em redes descentralizadas, os autores citam um ataque recente na Polônia contra cerca de 30 instalações de geração, que empregou um malware do tipo wiper e poderia ter deixado 500 mil pessoas sem eletricidade. Os autores destacam que, embora o Brasil conte com avanços regulatórios da Aneel e do ONS, é fundamental estabelecer requisitos mínimos de segurança para equipamentos como inversores fotovoltaicos, definir responsabilidades entre os agentes e reconhecer a cibersegurança como uma dimensão essencial da segurança do suprimento elétrico.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL-UFRJ), Cristina Rosa e Gabriel Eleoterio (Pesquisadores do GESEL-UFRJ) analisam o crescimento das perdas não técnicas de energia elétrica e seus impactos econômicos para as distribuidoras e os consumidores. Segundo dados da Aneel citados no estudo, essas perdas atingiram 44,9 TWh em 2025, representando um custo estimado de R$ 11,5 bilhões, dos quais R$ 7,9 bilhões foram reconhecidos nas tarifas e arcados pelos consumidores regulares. Os autores destacam que o combate ao furto de energia exige uma atuação conjunta, envolvendo investimentos em tecnologia, aprimoramento da regulação e maior participação do poder público, considerando as particularidades sociais e territoriais de cada região.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL-UFRJ), Katarina Ferreira e Luiza Bonazza (Pesquisadoras do GESEL-UFRJ) tratam da influência dos rios voadores e da cobertura florestal amazônica sobre a geração hidrelétrica brasileira. Os autores destacam que a fonte hídrica respondeu por 52,2% da oferta interna de eletricidade em 2025 e explicam como a umidade transportada da Amazônia influencia chuvas, vazões, Energia Natural Afluente e Energia Armazenada. Itaipu e Belo Monte, que representam aproximadamente 23% da geração hidráulica nacional, são citadas como exemplos dessa dependência. Estudos indicam que o desmatamento explicou cerca de 74,5% da redução da precipitação na estação seca em áreas amazônicas. Os autores defendem incorporar aos modelos elétricos cenários de alteração de chuvas e vazões, identificar territórios estratégicos para os fluxos de umidade e articular conservação, restauração e financiamento climático. Concluem que preservar a floresta também contribui para a resiliência do SIN e deve integrar o planejamento energético, a adaptação climática e a descarbonização.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL-UFRJ), Luciano Zunino e Luiza Bonazza (Pesquisadores do GESEL-UFRJ) tratam do papel estratégico das terras raras na transição energética e das oportunidades para o Brasil avançar em etapas de maior valor agregado da cadeia. Os autores destacam que a demanda global por terras raras magnéticas já dobrou desde 2015 e deve superar 120 mil toneladas em 2030, enquanto a China concentrou, em 2024, 60% da produção mineral, 91% do refino e 94% dos ímãs permanentes sinterizados. O Brasil possui cerca de 19% das reservas mundiais, mas participa com menos de 1% da produção. Um estudo da Amcham estima potencial de R$ 192 bilhões adicionais no PIB e 750 mil empregos até 2050. O texto destaca ainda a Lei 15.506/2026, que criou a PNMCE e o FGAM, com participação da União de até R$ 2 bilhões. Concluem que financiamento, industrialização, tecnologia e salvaguardas socioambientais serão decisivos para evitar que o país permaneça apenas como exportador de concentrados minerais.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Daniel Araujo Carneiro (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) tratam da etapa final da liberalização do mercado elétrico brasileiro, marcada pelo Decreto nº 13.097/2026, publicado em 12 de agosto. A medida prevê a abertura gradual do mercado livre aos consumidores de baixa tensão: em 25 de novembro de 2027 poderão ingressar consumidores comerciais e industriais atendidos em tensão inferior a 2,3 kV e, em 25 de novembro de 2028, a possibilidade será estendida aos consumidores residenciais e rurais. A mudança permitirá a escolha da comercializadora, enquanto a distribuição continuará sob tarifas reguladas pela Aneel, por se tratar de monopólio natural. O processo envolve mais de 90 milhões de unidades consumidoras e exigirá um novo marco regulatório, transparência e participação social. Os autores destacam o papel das comercializadoras varejistas, da digitalização, da portabilidade e da proteção ao consumidor, além da criação do Supridor de Última Instância, função que permanecerá exclusivamente com as distribuidoras até o fim de 2030. Concluem que o principal desafio passa a ser operacional e tecnológico, visando estruturar um mercado varejista seguro, competitivo e eficiente até o fim de 2028.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Cristina da Silva Rosa e Katarina Ferreira (pesquisadoras associadas do Gesel-UFRJ) tratam da necessidade de modernizar os sinais econômicos das redes elétricas diante da transformação do setor. A expansão das fontes renováveis, geração distribuída, eletromobilidade, armazenamento e digitalização alteram fluxos, padrões de consumo e necessidades de flexibilidade, tornando insuficientes estruturas tarifárias concebidas para um sistema centralizado. Na transmissão, a TUST deve orientar localização de empreendimentos, contratação de capacidade e acesso à infraestrutura, enquanto a intensificação de seu componente locacional, aprovada pela Aneel em 2022, busca reduzir a socialização de custos. Na distribuição, tarifas precisam considerar horário, potência, direção dos fluxos e atuação dos “prossumidores”. Os autores destacam ainda sandboxes tarifários de PD&I da Aneel como instrumentos para testar novos modelos. Concluem que tarifas, regras de acesso e mecanismos de flexibilidade devem produzir sinais convergentes e reduzir os custos da transição energética.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL-UFRJ), David Alexander e Gustavo Esteves (Pesquisadores associados do GESEL-UFRJ) tratam dos riscos do El Niño de 2026 para a segurança e a flexibilidade do sistema elétrico brasileiro. Os autores destacam que a fonte hidráulica respondeu por 51,2% da oferta interna de eletricidade em 2025 e que Jirau, Santo Antônio, Tucuruí e Belo Monte somam cerca de 27,1 GW, tornando alterações hidrológicas especialmente relevantes. A redução das vazões pode limitar a capacidade das hidrelétricas de modular a geração diante das rampas provocadas pela expansão da geração solar distribuída, exigindo maior despacho termelétrico, elevando custos e pressionando tarifas. Também são apontados riscos logísticos, queimadas, tempestades e conflitos pelos usos da água. Como resposta, defendem reforço da resiliência das redes, planos de contingência, baterias, usinas hidrelétricas reversíveis e leilões de reserva de capacidade, considerando que eventos climáticos extremos tendem a aumentar em frequência, duração e intensidade.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão [ISEG] da Universidade de Lisboa) analisam a eletrificação europeia como política simultaneamente climática, industrial, tecnológica e de segurança energética. Sustentam que a forte dependência de combustíveis fósseis importados expõe a União Europeia à volatilidade de preços e a riscos geopolíticos, apesar do avanço expressivo das fontes limpas na geração elétrica. O Plano de Ação para a Eletrificação busca elevar a participação da eletricidade no consumo final, hoje estagnada, enfrentando barreiras nos transportes, no calor industrial e nos edifícios, além do alto custo relativo da eletricidade. Os autores destacam a necessidade de redes, armazenamento, financiamento e incentivos bem calibrados, mas alertam contra subsídios permanentes e metas sem condições econômicas. Concluem que a eletrificação só reforçará soberania e competitividade se for eficiente, atraente e acompanhada por infraestrutura, proteção aos vulneráveis e capacidade industrial.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL-UFRJ]) e Paulo Mauricio Senra (Pesquisador Associado do GESEL-UFRJ) analisam como as crises internacionais de energia recolocam a energia nuclear no centro das estratégias de segurança energética. Os autores retomam a crise do petróleo de 1973 para mostrar como ela impulsionou investimentos em alternativas energéticas, destacando o etanol, o gás natural e o programa nuclear brasileiro. Argumentam que o Brasil desenvolveu uma cadeia produtiva nuclear completa, mas limitada pela ausência de escala e por restrições institucionais que dificultam investimentos privados. Sustentam que a atual conjuntura geopolítica, agravada pelos conflitos recentes e pela instabilidade no mercado de petróleo e gás, cria uma oportunidade para reposicionar o país no setor, especialmente com o avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs). Concluem que a retomada de Angra III e a adoção de novos modelos de investimento são condições essenciais para fortalecer a competitividade da cadeia nuclear brasileira e ampliar sua inserção internacional.
(Publicado pelo Broadcast Energia)