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Artigos de opinião
Publicado em: setembro de 2026
Nivalde de Castro Luciano Zunino Luiza Bonazza

As terras raras brasileiras na estratégia de transição energética

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL-UFRJ), Luciano Zunino e Luiza Bonazza (Pesquisadores do GESEL-UFRJ) tratam do papel estratégico das terras raras na transição energética e das oportunidades para o Brasil avançar em etapas de maior valor agregado da cadeia. Os autores destacam que a demanda global por terras raras magnéticas já dobrou desde 2015 e deve superar 120 mil toneladas em 2030, enquanto a China concentrou, em 2024, 60% da produção mineral, 91% do refino e 94% dos ímãs permanentes sinterizados. O Brasil possui cerca de 19% das reservas mundiais, mas participa com menos de 1% da produção. Um estudo da Amcham estima potencial de R$ 192 bilhões adicionais no PIB e 750 mil empregos até 2050. O texto destaca ainda a Lei 15.506/2026, que criou a PNMCE e o FGAM, com participação da União de até R$ 2 bilhões. Concluem que financiamento, industrialização, tecnologia e salvaguardas socioambientais serão decisivos para evitar que o país permaneça apenas como exportador de concentrados minerais.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: agosto de 2026
Nivalde de Castro Vitor Santos

O que aprender com a eletrificação europeia

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão [ISEG] da Universidade de Lisboa) analisam a eletrificação europeia como política simultaneamente climática, industrial, tecnológica e de segurança energética. Sustentam que a forte dependência de combustíveis fósseis importados expõe a União Europeia à volatilidade de preços e a riscos geopolíticos, apesar do avanço expressivo das fontes limpas na geração elétrica. O Plano de Ação para a Eletrificação busca elevar a participação da eletricidade no consumo final, hoje estagnada, enfrentando barreiras nos transportes, no calor industrial e nos edifícios, além do alto custo relativo da eletricidade. Os autores destacam a necessidade de redes, armazenamento, financiamento e incentivos bem calibrados, mas alertam contra subsídios permanentes e metas sem condições econômicas. Concluem que a eletrificação só reforçará soberania e competitividade se for eficiente, atraente e acompanhada por infraestrutura, proteção aos vulneráveis e capacidade industrial.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: julho de 2026
Nivalde de Castro Paulo Mauricio A. Senra

O Brasil e o novo cenário mundial da energia nuclear

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL-UFRJ]) e Paulo Mauricio Senra (Pesquisador Associado do GESEL-UFRJ) analisam como as crises internacionais de energia recolocam a energia nuclear no centro das estratégias de segurança energética. Os autores retomam a crise do petróleo de 1973 para mostrar como ela impulsionou investimentos em alternativas energéticas, destacando o etanol, o gás natural e o programa nuclear brasileiro. Argumentam que o Brasil desenvolveu uma cadeia produtiva nuclear completa, mas limitada pela ausência de escala e por restrições institucionais que dificultam investimentos privados. Sustentam que a atual conjuntura geopolítica, agravada pelos conflitos recentes e pela instabilidade no mercado de petróleo e gás, cria uma oportunidade para reposicionar o país no setor, especialmente com o avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs). Concluem que a retomada de Angra III e a adoção de novos modelos de investimento são condições essenciais para fortalecer a competitividade da cadeia nuclear brasileira e ampliar sua inserção internacional.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: julho de 2026
Nivalde de Castro Kalyne Brito Cristina Rosa

Transição energética e política industrial verde no Brasil

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ), Kalyne Brito e Cristina Rosa (Pesquisadoras associadas do Gesel-UFRJ) defendem que a transição energética deve ser compreendida não apenas como uma agenda ambiental, mas como estratégia de desenvolvimento industrial, segurança energética e fortalecimento da competitividade nacional. Os autores argumentam que, embora o Brasil disponha de vantagens naturais e tecnológicas relevantes, elas não se converterão automaticamente em capacidades produtivas sem políticas públicas coordenadas que promovam inovação, agregação de valor e fortalecimento das cadeias produtivas domésticas. O texto distingue reconversão verde e diversificação produtiva, ressaltando que ambas precisam ser articuladas para consolidar uma indústria de baixo carbono. Ao analisar iniciativas como a Política Nacional de Transição Energética, a Nova Indústria Brasil e o Plano de Transformação Ecológica, conclui que o êxito da estratégia brasileira dependerá da coordenação entre financiamento, regulação, planejamento, inovação e qualificação profissional para transformar vantagens potenciais em capacidades industriais efetivas.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Artigos de opinião
Publicado em: fevereiro de 2026
Nivalde de Castro Piero Carlo Sclaverano dos Reis João Pedro Burlamaqui Andrade Leonardo Gonçalves

Descompasso entre demanda e oferta no Setor Elétrico Brasileiro

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]), Piero Carlo Sclaverano dos Reis (pesquisador associado do GESEL-UFRJ e doutorando em Planejamento Energético pela COPPE-UFRJ), João Pedro Burlamaqui Andrade e Leonardo Gonçalves (pesquisadores associados do GESEL-UFRJ) tratam do desequilíbrio recente entre oferta e demanda no Setor Elétrico Brasileiro (SEB), destacando que, impulsionada pela transição energética global e por subsídios nacionais, especialmente à micro e minigeração distribuída (MMGD), a capacidade instalada de fontes eólica e solar cresceu muito acima do consumo, levando o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a intensificar cortes de geração (curtailments) diante de limitações na transmissão e excesso estrutural de oferta. Os autores apontam que a expansão acelerada, descolada do planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), somada a subsídios cruzados que pressionam tarifas e criam distorções como a “espiral da morte”, resultou em energia aparentemente barata, mas onerosa ao consumidor final pelos custos sistêmicos de integração. Defendem, assim, a revisão de subsídios ineficientes, aprimoramentos regulatórios, investimentos em armazenamento e em transmissão, além de novos mecanismos de sinalização econômica que alinhem a expansão da oferta ao crescimento efetivo da demanda, mitigando riscos de estresse operacional como o observado em 2023.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: novembro de 2025
Nivalde de Castro Piero Carlo Sclaverano dos Reis Cristina Rosa

Estratégia para os data centers após a promulgação do Redata

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), Piero Carlo Sclaverano dos Reis e Cristina Rosa (Pesquisadores Associados do GESEL-UFRJ) analisam a estratégia para o desenvolvimento de data centers no Brasil após a promulgação do Redata — regime especial que busca consolidar um marco de política industrial e ambiental para o setor. O avanço da Inteligência Artificial (IA) acelera a demanda por infraestrutura digital, exigindo grande oferta de energia elétrica confiável e competitiva, já que os data centers são eletrointensivos. A demanda projetada saltou de 2,5 GW em 2024 para 20,1 GW em 2025, o equivalente a quase um quarto do consumo médio nacional, evidenciando uma tendência estrutural. Para converter esse crescimento em infraestrutura concreta, os autores propõem uma estratégia baseada em quatro eixos integrados: planejamento e investimentos adicionais na rede elétrica; estímulo à eficiência energética e flexibilidade da demanda; expansão da geração limpa e flexível; e avanço nos sistemas de armazenamento de energia (SAE), que garantem segurança e estabilidade. O artigo conclui que o sucesso do Redata dependerá de um planejamento energético coordenado, transparente e monitorável, capaz de transformar a corrida por data centers em uma trajetória sustentável e previsível, fortalecendo a infraestrutura digital e a competitividade do país.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: outubro de 2025
Nivalde de Castro Roberto Brandão

Curtailments da geração renovável no Brasil

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL/UFRJ) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL/UFRJ) analisam o avanço dos curtailments da geração renovável no Brasil. Impulsionada por políticas de incentivo e pela expansão acelerada da eólica e solar — que já representam 28,8% da matriz elétrica —, a transição energética brasileira enfrenta crescentes restrições operacionais e cortes de geração por confiabilidade e excesso de oferta. Em 2025, os curtailments médios atingiram 36,4% da energia solar e 24,1% da eólica, sem previsão de compensação regulatória aos geradores. Os autores destacam a necessidade urgente de ajustes regulatórios para equilibrar os impactos entre geração centralizada e distribuída e de investimentos em armazenamento de energia, condição essencial para garantir flexibilidade, confiabilidade e sustentabilidade na expansão do Setor Elétrico Brasileiro.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: setembro de 2025
Cristina Rosa Nivalde de Castro Piero Carlo Sclaverano dos Reis

Oportunidades de investimento para data centers no Brasil

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Piero Carlo Sclaverano Dos Reis (pesquisador associado do GESEL-UFRJ e doutorando em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético [PPE] da UFRJ-COPPE) e Cristina da Silva Rosa (pesquisadora associada do GESEL-UFRJ) tratam do potencial do Brasil para se tornar um importante destino de investimentos em data centers, devido à sua extensa rede elétrica, oferta significativa de energia renovável e custos competitivos, destacando a recente medida provisória nº 1.307/2025, que amplia incentivos fiscais para projetos localizados em Zonas de Processamento de Exportação. Contudo, os autores alertam para a exigência da MP de que o fornecimento de energia seja exclusivamente por novas plantas renováveis, o que pode dificultar o desenvolvimento do setor ao impor investimentos duplos e desconsiderar o excesso de oferta de energia eólica e solar atualmente existente, recomendando a revisão dessa regra para viabilizar o crescimento sustentável e competitivo dos data centers no país.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Textos de discussão - TDSE
Publicado em: setembro de 2025
Ana Carolina Chaves Nivalde de Castro Mauricio Moszkowicz Roberto Brandão

TDSE 144 “Cadeia Produtiva das Usinas Hidrelétricas Reversíveis no Brasil”

O GESEL está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 144, intitulado “Cadeia Produtiva das Usinas Hidrelétricas Reversíveis no Brasil”. O estudo aborda as Usinas Hidrelétricas Reversíveis (UHRs) no Brasil, em resposta à crescente intermitência de fontes renováveis (eólica e solar) e ao descarte de energia (curtailment), que geram urgente necessidade de armazenamento. As UHRs surgem como solução estratégica, com capacidade de armazenar grandes volumes de energia, otimizando o parque hidrelétrico existente e reativando a cadeia produtiva nacional de UHEs. Seus benefícios incluem potência firme, segurança do sistema e postergação de investimentos em transmissão. Apesar do Brasil não ter um arcabouço regulatório específico para UHRs, o MME as priorizou e a ANEEL elabora proposições regulatórias (CP 39/2023). Esperam-se investimentos via leilões competitivos com contratos regulados, valorizando projetos brownfield (em UHEs existentes) e experiência internacional. O seminário do GESEL reuniu órgãos governamentais (Casa Civil, ONS, EPE, ANEEL, BNDES) e a cadeia produtiva. Discutiu-se a inclusão no Novo PAC, o gerenciamento de curtailments, a proposição de leilões A-7/A-8 para projetos com prazos longos, simplificação de outorgas e o potencial de múltiplas receitas. Agentes do setor destacaram a necessidade de especificações técnicas e locacionais claras, melhor licenciamento ambiental e um inventário de projetos. As recomendações finais incluem adaptações regulatórias para múltiplos serviços e receitas, contratos regulados (RAP) e o desenvolvimento de projetos-piloto em infraestruturas existentes (brownfield) para amadurecer a regulação. A definição de um inventário e a liderança do MME são essenciais para aproveitar a oportunidade das UHRs no Brasil, dada a demanda por armazenamento e a capacidade industrial existente.
ISBN: 978-85-7197-031-1

Artigos de opinião
Publicado em: agosto de 2025
Nivalde de Castro Roberto Brandão

O desmonte do setor elétrico

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL-UFRJ) tratam do processo de desmonte do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), provocado principalmente pela crescente interferência do Congresso Nacional, que impõe medidas sem base técnica e favorece interesses privados em detrimento do interesse público, elevando custos para os consumidores de energia. Eles destacam o enfraquecimento do Executivo frente ao Legislativo, evidenciado pela derrubada de vetos presidenciais a emendas (“jabutis”) que ampliam subsídios e elevam a conta de luz, como no caso do marco legal da energia eólica offshore e da privatização da Eletrobras, onde o Congresso interferiu no planejamento técnico do setor. Esse cenário gera desequilíbrios estruturais, aumento da dívida tarifária e insegurança para investidores, ameaçando a sustentabilidade e a expansão do sistema elétrico, além de aumentar o risco de crise futura não relacionada à seca, mas às interferências políticas e lobbies que priorizam benefícios para poucos às custas da sociedade.
(Publicado pelo Valor Econômico)