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Slides da apresentação do pesquisador Eduardo Teixeira no workshop “Desenhos de Mercado Atacadista de Energia Elétrica”. A apresentação aconteceu no dia 9 de fevereiro de 2018 em Lisboa, Portugal. O evento foi realizado dentro dos marcos do Acordo de Cooperação Acadêmica firmado entre o Gesel-UFRJ e o português ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa), e teve o patrocínio da EDP. A justificativa central do evento esteve relacionada ao fato de que, na União Europeia, o crescimento da geração de fontes renováveis não controláveis introduziu uma série de problemas na formação de preços. O objetivo do workshop foi o de recolher visões e análises de especialistas de Portugal e do Brasil sobre a infraestrutura de comercialização de energia financeiramente robusta e os fluxos de caixa dos agentes mais previsíveis.
Slides da apresentação das pesquisadoras Joana Resende e Thereza Aquino no workshop “Desenhos de Mercado Atacadista de Energia Elétrica”. A apresentação aconteceu no dia 9 de fevereiro de 2018 em Lisboa, Portugal. O evento foi realizado dentro dos marcos do Acordo de Cooperação Acadêmica firmado entre o Gesel-UFRJ e o português ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa), e teve o patrocínio da EDP. A justificativa central do evento esteve relacionada ao fato de que, na União Europeia, o crescimento da geração de fontes renováveis não controláveis introduziu uma série de problemas na formação de preços. O objetivo do workshop foi o de recolher visões e análises de especialistas de Portugal e do Brasil sobre a infraestrutura de comercialização de energia financeiramente robusta e os fluxos de caixa dos agentes mais previsíveis.
Em artigo publicado no site Canal Energia, Nivalde de Castro, Roberto Brandão e Ana Carolina Católico (respectivamente: coordenador, pesquisador sênior e pesquisadora do GESEL-UFRJ) voltam a analisar as hidrelétricas reversíveis (UHR) no contexto de mudanças significativas no parque gerador brasileiro, dada a perda de uma de suas “principais especificidades, qual seja, a grande capacidade de armazenamento de energia e de regularização da oferta”. Segundo os autores, “o aumento da capacidade de armazenamento energético, promovido pelas UHRs, poderá proporcionar maior segurança energética ao sistema, modicidade tarifária e atendimento à demanda horária. Contudo, ainda se fazem necessários estudos mais detalhados no âmbito econômico, social e ambiental, incluindo modelagens econômico-financeiras, de forma a definir alternativas e sugestões de inovações regulatórias a serem implementados pela ANEEL”.
(Publicado na Agência CanalEnergia)
A difusão da geração distribuída consiste em um processo que vem acontecendo em um ritmo exponencial, e se confirma a nível internacional. Apesar dos inúmeros benefícios associados a esse processo, há diversos desafios que decorrem dessa difusão, e que já estão sendo amplamente discutidos no cenário internacional, sobretudo nos países onde a GD já atinge considerável participação na geração de carga, e cujos impactos já são encarados por agentes do setor elétrico. No âmbito das discussões acerca de impactos e medidas de mitigação, ganha destaque a questão dos efeitos negativos da difusão da GD sobre o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras, considerando que o arcabouço institucional vigente foi formulado considerando outro paradigma, marcado pela geração centralizada e pelo caráter “passivo” da rede. Considerando esse cenário, a presente dissertação se propõe a discutir os efeitos da disseminação da GD sobre as distribuidoras de energia elétrica, do ponto de vista teórico; analisar os casos da Califórnia e da Itália, no sentido de identificar quais dos efeitos se verificam, assim como mapear as medidas adotadas no sentido de mitigar o impacto; e, por fim, discutir e sistematizar as mudanças regulatórias implementadas nos casos avaliados, considerando o arcabouço teórico disponível sobre o tema.
Em artigo publicado pelo serviço ‘Broadcast’ do jornal O Estado de São Paulo, Nivalde de Castro, Roberto Brandão e Ana Carolina Católico (respectivamente: coordenador, pesquisador sênior e pesquisadora do GESEL-UFRJ) tratam da possibilidade de utilização de hidrelétricas reversíveis (UHR) em um contexto de mudanças significativas no parque gerador brasileiro que “vêm transformando a estrutura da matriz energética nacional, impondo aprimoramentos do arcabouço regulatório, operacional e comercial do modelo atual do Setor Elétrico Brasileiro (SEB)”. Segundo os autores, “análises preliminares de viabilidade da incorporação de UHRs no Sistema Interligado Nacional (SIN), desenvolvidas pelo Grupo de Estudo do Setor Elétrico da UFRJ, permitiram identificar algumas possibilidades de instalação deste modelo de hidrelétrica no país”.
(Publicado pelo Estadão Broadcast)
Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Nivalde de Castro, Roberto Brandão e Pedro Vardiero, (respectivamente: coordenador, pesquisador sênior e pesquisador do GESEL-UFRJ) analisam as mudanças nas funções das usinas termoelétricas no Setor Elétrico Brasileiro (SEB) à luz da alteração do perfil da matriz brasileira. Segundo os autores, “a partir de 2004, o perfil da matriz elétrica brasileira começou a se alterar estruturalmente em função de dois drivers: o fim da construção de UHE com reservatórios e a expansão da capacidade de geração priorizar o aproveitamento do potencial das fontes solar e eólica”. Eles concluem que “a tendência irreversível é que as termoelétricas passem a deter uma função cada vez mais importante, estratégica e determinante nesse novo paradigma”.
(Publicado na Agência CanalEnergia)
Em artigo publicado no periódico boliviano La Razón, o coordenador do GESEL, Nivalde de Castro, e a pesquisadora do Grupo, Selena Herrera, tratam da implementação de uma hidrelétrica binacional Brasil-Bolívia. Segundo o artigo, “a usina hidrelétrica binacional pode se tornar um fator de transformação e um vetor de desenvolvimento social, ambiental e econômico na região e na Bolívia, com grande repercussão geopolítica para ambos os países. A importância geopolítica da integração elétrica da Bolívia e do Brasil é estratégica, fortalecendo ainda mais os laços econômicos e políticos, fortalecendo as relações diplomáticas de forma mais sólida e duradoura”. Usando a Usina de Belo Monte como exemplo de comparação, Castro e Herrera afirmam ainda que “é essencial determinar a priori os parâmetros de sustentabilidade econômica, social e ambiental que definirão o projeto”.
(Publicado no periódico boliviano La Razón)
Historicamente, o desenvolvimento do Setor Elétrico Brasileiro foi fortemente centrado em usinas hidroelétricas com grande capacidade de reservatório e de regularização da oferta. Esse cenário se manteve relativamente estável até o final do século XX. Entretanto, desde os anos 2000, como consequência da crise de 2001, o Setor Elétrico Brasileiro tem experimentado um processo de transição de uma matriz hídrica para uma matriz hidrotérmica. O novo marco regulatório do setor elétrico, instituído pela Lei Nº 10.848 de 2004, introduziu os leilões de energia elétrica, além da figura da contratação de geração térmica por disponibilidade. No entanto, este modelo se mostrou financeiramente instável durante o período de seca prolongada, entre finais de 2012 e início de 2016, quando o Operador Nacional do Sistema optou por realizar um despacho contínuo e prolongado de grande parte do parque térmico brasileiro. Evitou-se com isso um racionamento, mas os altos preços da energia no curto prazo provocaram grande impacto financeiro para os agentes expostos a ele. Constata-se, ao longo do trabalho, que o problema principal reside no desenho das regras de comercialização de energia, evidenciando a necessidade de se aplicar aperfeiçoamentos regulatórios nas regras comercialização de usinas termoelétricas. Tendo em vista este contexto, esse trabalho visa responder como a experiência internacional pode auxiliar na introdução de inovações regulatórias para o ambiente de contratação de termoelétricas no Brasil. Neste sentido, buscou-se examinar dois mecanismos específicos, os ditos mercados de capacidade e confiabilidade, através do caso colombiano, e os mercados de serviços ancilares, através do caso PJM. Conclui-se que os mercados de capacidade e confiabilidade se mostram insuficientes para embasar possíveis aperfeiçoamentos ao caso brasileiro. Por outro lado, os mercados de serviços ancilares revelam alguns ensinamentos importantes ao caso brasileiro, merecendo uma agenda de estudo específica para este tema.
Em artigo publicado pelo serviço ‘Broadcast’ do jornal O Estado de São Paulo, Nivalde de Castro, Roberto Brandão e Pedro Vardiero (respectivamente: coordenador, pesquisador sênior e pesquisador do GESEL-UFRJ) tratam do perfil da matriz elétrica brasileira hoje, com destaque para as termoelétricas e problemas regulatórios implicados. Segundo os autores, “o atual arcabouço regulatório de contratação e operação das UTE não é adequado e aderente à operação em regime de acompanhamento de carga”. Para os pesquisadores do GESEL, a Audiência Pública nº 071/2017 da Aneel, cujo objetivo é obter subsídios para inovações regulatórias a fim de adequar as UTE ao novo paradigma e realidade do SEB, é “uma iniciativa importante da Agência, que irá viabilizar novas oportunidades de negócios e aumentar a atratividade de investimentos para ampliação do parque térmico, decisivos para se enfrentar a realidade do novo paradigma da matriz elétrica brasileira”.
(Publicado pelo Estadão Broadcast)
Em maio de 2016, dando início ao projeto de pesquisa vinculado ao Programa de P&D da ANEEL, o GESEL promoveu na FIRJAN o Seminário Internacional “Impacto dos Recursos Energéticos Distribuídos sobre o Setor de Distribuição”. Com base na massa crítica de conhecimento gerada neste evento, foi elaborado estudo com um primeiro enquadramento analítico sobre o tema, já se identificando alguns possíveis impactos da geração fotovoltaica distribuída no país. Entretanto, uma análise mais abrangente se faz necessária. Assim, o “TDSE 79 – Impactos Sistêmicos da Micro e Minigeração Distribuída” apresenta uma descrição dos potenciais impactos a serem observados pelo Brasil, devido à expansão em larga escala da geração fotovoltaica distribuída. Estes impactos são de naturezas mais diversas, como econômicas, ambientais, elétricas, entre outras. Como escopo deste estudo, são examinados e detalhados os seguintes impactos: i. Custos evitados (deslocamento) da geração de energia elétrica; ii. Postergação de investimento em novas usinas; iii. Postergação de investimentos na rede de transmissão e de distribuição; iv. Necessidade de investimentos na rede de distribuição; v. Subsídios cruzados e perdas não técnicas; vi. Impactos nos contratos de comercialização de energia; vii. Impactos ambientais da difusão da geração fotovoltaica distribuída; viii. Diversificação da matriz elétrica brasileira; ix. Curva do pato; e x. Serviços ancilares.
ISBN: 978-85-93305-46-7
(Publicado em janeiro de 2018)