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Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão [ISEG] da Universidade de Lisboa) analisam a eletrificação europeia como política simultaneamente climática, industrial, tecnológica e de segurança energética. Sustentam que a forte dependência de combustíveis fósseis importados expõe a União Europeia à volatilidade de preços e a riscos geopolíticos, apesar do avanço expressivo das fontes limpas na geração elétrica. O Plano de Ação para a Eletrificação busca elevar a participação da eletricidade no consumo final, hoje estagnada, enfrentando barreiras nos transportes, no calor industrial e nos edifícios, além do alto custo relativo da eletricidade. Os autores destacam a necessidade de redes, armazenamento, financiamento e incentivos bem calibrados, mas alertam contra subsídios permanentes e metas sem condições econômicas. Concluem que a eletrificação só reforçará soberania e competitividade se for eficiente, atraente e acompanhada por infraestrutura, proteção aos vulneráveis e capacidade industrial.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL-UFRJ]) e Paulo Mauricio Senra (Pesquisador Associado do GESEL-UFRJ) analisam como as crises internacionais de energia recolocam a energia nuclear no centro das estratégias de segurança energética. Os autores retomam a crise do petróleo de 1973 para mostrar como ela impulsionou investimentos em alternativas energéticas, destacando o etanol, o gás natural e o programa nuclear brasileiro. Argumentam que o Brasil desenvolveu uma cadeia produtiva nuclear completa, mas limitada pela ausência de escala e por restrições institucionais que dificultam investimentos privados. Sustentam que a atual conjuntura geopolítica, agravada pelos conflitos recentes e pela instabilidade no mercado de petróleo e gás, cria uma oportunidade para reposicionar o país no setor, especialmente com o avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs). Concluem que a retomada de Angra III e a adoção de novos modelos de investimento são condições essenciais para fortalecer a competitividade da cadeia nuclear brasileira e ampliar sua inserção internacional.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ), Kalyne Brito e Cristina Rosa (Pesquisadoras associadas do Gesel-UFRJ) defendem que a transição energética deve ser compreendida não apenas como uma agenda ambiental, mas como estratégia de desenvolvimento industrial, segurança energética e fortalecimento da competitividade nacional. Os autores argumentam que, embora o Brasil disponha de vantagens naturais e tecnológicas relevantes, elas não se converterão automaticamente em capacidades produtivas sem políticas públicas coordenadas que promovam inovação, agregação de valor e fortalecimento das cadeias produtivas domésticas. O texto distingue reconversão verde e diversificação produtiva, ressaltando que ambas precisam ser articuladas para consolidar uma indústria de baixo carbono. Ao analisar iniciativas como a Política Nacional de Transição Energética, a Nova Indústria Brasil e o Plano de Transformação Ecológica, conclui que o êxito da estratégia brasileira dependerá da coordenação entre financiamento, regulação, planejamento, inovação e qualificação profissional para transformar vantagens potenciais em capacidades industriais efetivas.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL-UFRJ), David Alexander (pesquisador associado do GESEL e doutorando da COPPE-UFRJ) e Gustavo Esteves (pesquisador associado do GESEL e mestrando do Instituto de Economia da UFRJ) analisam como a transição energética vem impondo ao Setor Elétrico Brasileiro o desafio crescente da flexibilidade operacional, indispensável para equilibrar rapidamente oferta e demanda diante da expansão das fontes renováveis, especialmente da geração solar distribuída. Os autores explicam que o avanço acelerado da micro e minigeração distribuída intensifica a chamada “curva do pato”, amplia a ocorrência de cortes de geração e exige novos mecanismos operacionais e regulatórios. Nesse contexto, destacam a realização do primeiro leilão de reserva de capacidade voltado a sistemas de armazenamento por baterias como um avanço importante, ao lado da perspectiva de futuros projetos de usinas hidrelétricas reversíveis. Concluem que a solução dependerá da construção de um portfólio diversificado de tecnologias de armazenamento e flexibilidade, sustentado por leilões recorrentes, previsibilidade regulatória e planejamento compatível com a trajetória da transição energética brasileira.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Vitor Santos (professor catedrático do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa) analisam como a Guerra do Irã alterou de forma estrutural a geopolítica da energia e reforçou a transição energética como questão de segurança estratégica. Os autores argumentam que, ainda que as negociações diplomáticas reduzam as tensões e aliviem os preços do petróleo e do gás natural, o risco associado à dependência de combustíveis fósseis permanece elevado. O texto examina os diferentes impactos do conflito sobre Estados Unidos, China e União Europeia, destacando que os EUA fortalecem sua posição como exportador de energia no curto prazo, enquanto China e UE aceleram políticas voltadas à eletrificação, energias renováveis, armazenamento e diversificação de suprimentos. Conclui que a transição energética deixa de ser guiada prioritariamente por metas climáticas para tornar-se um imperativo de segurança energética, autonomia estratégica e competitividade diante das incertezas geopolíticas.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do GESEL), Katarina Ferreira e Paulo Giovane (Pesquisadores do GESEL-UFRJ) defendem que a segurança e a resiliência dos sistemas elétricos devem ocupar posição central no planejamento da transição energética brasileira. Os autores argumentam que a crescente eletrificação da economia, a expansão das fontes renováveis intermitentes, a digitalização das redes e os impactos das mudanças climáticas ampliam a exposição do setor elétrico a eventos extremos, exigindo novas abordagens regulatórias e de investimento. O texto destaca o papel do Plano de Transição Energética (PLANTE) como instrumento capaz de incorporar a resiliência ao planejamento energético, além de enfatizar a necessidade de modernização tecnológica das redes, adoção de métricas orientadas a resultados e fortalecimento de mecanismos de inovação regulatória. Também são ressaltadas a importância estratégica do armazenamento de energia e o potencial das usinas hidrelétricas reversíveis para ampliar a flexibilidade e a segurança do Sistema Interligado Nacional. Conclui-se que a consolidação da transição energética dependerá da capacidade de integrar resiliência, inovação e planejamento de longo prazo à infraestrutura elétrica brasileira.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]) e Kalyne Brito (pesquisadora associada do GESEL) analisam o Plano Nacional de Transição Energética (PLANTE), apresentado pelo Ministério de Minas e Energia como instrumento estratégico para orientar a descarbonização da economia brasileira. Os autores destacam que o Brasil possui uma das matrizes energéticas mais renováveis do mundo, mas ainda enfrenta desafios relevantes em setores dependentes de combustíveis fósseis. O texto explica que o PLANTE complementa os instrumentos tradicionais de planejamento energético, estruturando ações de longo prazo apoiadas em três pilares: segurança energética, justiça energética e climática e competitividade econômica de baixo carbono. Também ressalta o caráter participativo de sua elaboração, envolvendo órgãos públicos, setor produtivo, sociedade civil e academia. A análise evidencia ainda a necessidade de expansão da infraestrutura elétrica, o combate à pobreza energética e o aproveitamento das vantagens competitivas brasileiras em minerais estratégicos e biocombustíveis. Conclui que o plano fortalece a institucionalidade do setor energético, embora seu sucesso dependa de monitoramento contínuo, financiamento adequado e ampla participação social.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador geral do GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico) e Sérgio Augusto Gomes Coelho (Pesquisador associado do GESEL) analisam o papel estratégico da energia eólica offshore diante do cenário de instabilidade geopolítica e crescente preocupação com a segurança energética global. Os autores argumentam que conflitos internacionais, especialmente no Oriente Médio, evidenciam a vulnerabilidade das cadeias de suprimento de combustíveis fósseis e reforçam a necessidade de ampliar fontes renováveis capazes de reduzir riscos de abastecimento. Nesse contexto, defendem que o Brasil reúne condições excepcionais para desenvolver a geração eólica marítima, em razão de seu vasto potencial técnico, extensa costa oceânica, baixa incidência de eventos climáticos extremos e experiência acumulada em operações offshore ligadas ao setor de petróleo e gás. O texto destaca a maturidade tecnológica da fonte, a redução expressiva de seus custos e sua contribuição potencial para a eletrificação da economia e a produção de hidrogênio de baixo carbono. Também examina desafios regulatórios, industriais, ambientais e de infraestrutura, ao mesmo tempo em que ressalta avanços institucionais recentes. Concluem que a energia eólica offshore pode consolidar uma nova fronteira de investimentos, fortalecer a segurança energética e ampliar a competitividade sustentável da economia brasileira.
(Publicado pelo Valor Econômico)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL]), Bianca de Castro (Pesquisadora coordenadora da área jurídica do GESEL) e Luiza Masseno (Pesquisadora do Núcleo de Coordenação do GESEL) analisam os impactos da transição energética sobre o segmento de distribuição de energia elétrica no Brasil. O texto sustenta que as redes de distribuição serão o principal espaço das transformações tecnológicas impulsionadas pela expansão de painéis solares, veículos elétricos, digitalização das redes e sistemas de armazenamento por baterias. Os autores argumentam que as distribuidoras precisarão assumir um papel estratégico como coordenadoras da flexibilidade do sistema elétrico, exigindo elevados investimentos e novas capacidades regulatórias. O artigo também destaca a relevância dos novos contratos de concessão estruturados após o Decreto nº 12.068/2024, considerados fundamentais para garantir segurança regulatória, expansão da infraestrutura elétrica e estímulo à inovação tecnológica. A conclusão enfatiza que os novos contratos fortalecem o Setor Elétrico Brasileiro e criam condições para sustentar a eletrificação da economia e o avanço da transição energética nas próximas décadas.
(Publicado pelo Broadcast Energia)
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ) e Vitor Santos (Professor Catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e pesquisador associado do Gesel-UFRJ) analisam os impactos da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre o mercado europeu de gás natural e os reflexos desse cenário para a eletrificação das economias da União Europeia. Os autores destacam que a escalada do conflito provocou forte aumento e elevada volatilidade dos preços do gás natural, pressionando os custos da eletricidade e ampliando riscos inflacionários. O texto evidencia que países com maior participação de fontes renováveis apresentaram maior resiliência energética, enquanto economias dependentes do gás importado sofreram impactos mais severos. A análise também compara o ritmo de eletrificação europeu ao avanço chinês e apresenta exemplos como Noruega e França, ressaltando políticas voltadas à descarbonização, segurança energética e expansão das energias limpas. Na conclusão, os autores defendem a eletrificação baseada em fontes renováveis como estratégia indispensável para reduzir a vulnerabilidade geopolítica e energética da Europa.
(Publicado pelo Broadcast Energia)