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Artigos de opinião
Publicado em: maio de 2026
Roberto Brandão Nivalde de Castro

Leilão de Reserva de Capacidade, PLD e curtailment: Três faces do mesmo descasamento

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Brandão (Diretor técnico-científico do GESEL-UFRJ) e Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) analisam o Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 e defendem que seu elevado custo não decorre de falhas pontuais, mas de questões estruturais do sistema elétrico brasileiro. Os autores sustentam que o leilão, o aumento do curtailment e a volatilidade do PLD são manifestações de um mesmo fenômeno: o descasamento entre a geração renovável variável, especialmente solar, e o perfil de consumo. Argumentam que a expansão desordenada de fontes não controláveis, aliada à insuficiência de geração despachável e limitações de transmissão, gera excedentes em determinados horários e escassez em outros, exigindo contratação de capacidade firme. Destacam ainda distorções regulatórias, como o piso artificial do PLD e a alocação inadequada dos custos do curtailment. Concluem que a solução passa por aperfeiçoamentos regulatórios, expansão do armazenamento e realização contínua de leilões, reconhecendo o papel transitório das termelétricas no equilíbrio do sistema.
(Publicado pela Agência CanalEnergia)

Artigos de opinião
Publicado em: abril de 2026
Nivalde de Castro Fernando de Lima Caneppele

A Guerra Contra o Irã e a Ascensão do Hidrogênio de Baixo Carbono

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Fernando de Lima Caneppele (professor da USP e pesquisador associado do GESEL-UFRJ) analisam como a instabilidade geopolítica decorrente da guerra contra o Irã acelera a busca por alternativas energéticas aos combustíveis fósseis, com destaque para o hidrogênio de baixo carbono. Os autores defendem que choques de oferta e riscos logísticos globais impulsionam decisões estratégicas voltadas à segurança energética, transformando o hidrogênio em ativo relevante para mitigar volatilidade e garantir previsibilidade. Argumentam que a redução expressiva dos custos dos eletrolisadores, especialmente pela indústria chinesa, viabiliza a expansão dessa tecnologia em escala industrial. Sustentam ainda que o Brasil possui vantagens competitivas significativas, como matriz elétrica limpa e potencial renovável, que podem posicioná-lo como hub global desse mercado. Concluem que a transição energética é irreversível e que o hidrogênio de baixo carbono tende a se consolidar como pilar da nova infraestrutura energética mundial.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: abril de 2026
Nivalde de Castro Vitor Santos

A guerra contra o Irã e os impactos no mercado mundial de petróleo e gás

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Vitor Santos (professor catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão – da Universidade de Lisboa) analisam os efeitos da guerra contra o Irã sobre o mercado global de energia. Os autores defendem que o conflito gera externalidades negativas significativas ao afetar diretamente a produção e o transporte de petróleo e gás, elevando preços e propagando impactos inflacionários em diversas cadeias produtivas. Destacam o papel estratégico do Estreito de Ormuz e evidenciam a vulnerabilidade energética de economias dependentes de importações. Argumentam que choques de oferta ampliam incertezas globais e que os mercados reagem de forma desigual, especialmente no caso do gás natural. Sustentam ainda que os Estados Unidos se beneficiam economicamente e geopoliticamente do cenário, ampliando sua influência sobre esses mercados. Concluem que países importadores devem intensificar investimentos em transição energética para reduzir dependências externas.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Artigos de opinião
Publicado em: abril de 2026
Nivalde de Castro Cristina Rosa Piero Carlo Sclaverano dos Reis

Sandbox regulatório no Setor Elétrico Brasileiro

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – GESEL), Cristina da Silva Rosa (Pesquisadora Associada do GESEL e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Economia da UFRJ) e Piero Carlo Sclaverano dos Reis (Pesquisador Associado do GESEL e doutorando do PPE da Coppe – UFRJ) analisam o papel do sandbox regulatório como instrumento estratégico para a modernização do Setor Elétrico Brasileiro (SEB) diante dos desafios impostos pela transição energética. Os autores argumentam que a crescente complexidade decorrente de inovações tecnológicas, novos modelos de negócio e descentralização da geração exige mecanismos regulatórios mais flexíveis e adaptativos. Nesse contexto, o sandbox surge como ambiente experimental supervisionado pela Aneel, permitindo testar soluções inovadoras com menor risco institucional e maior capacidade de aprendizado regulatório. O texto destaca a evolução desse instrumento no Brasil, sua aplicação inicial no campo tarifário e sua expansão para áreas como resposta da demanda, serviços ancilares e inclusão energética. Conclui que a consolidação do sandbox como ferramenta estruturante depende de sua integração a uma estratégia regulatória mais ampla, capaz de promover inovação com segurança, eficiência e estabilidade institucional.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Artigos de opinião
Publicado em: março de 2026
Nivalde de Castro Daniel Araujo Carneiro

Os impactos da reforma tributária nas tarifas de energia elétrica

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Daniel Araujo Carneiro (diretor da Dac Consultoria e pesquisador associado do GESE/UFRJ) analisam os efeitos da reforma tributária sobre o setor elétrico brasileiro, com foco na formação das tarifas. Os autores destacam que a substituição de tributos pelo modelo de IVA dual tende a reduzir custos operacionais e eliminar a cumulatividade, permitindo a recuperação de créditos tributários nos investimentos. Esse novo cenário impacta diretamente a Base de Remuneração Regulatória das distribuidoras, elemento central na definição tarifária. O texto discute o dilema regulatório entre considerar valores brutos ou líquidos dos ativos, o que pode levar à redução das tarifas caso os créditos sejam descontados. Também ressalta a necessidade de preservar a segurança jurídica dos ativos existentes e aponta que os efeitos serão graduais, concentrados em novos investimentos. Por fim, indica que o tema será objeto de disputas regulatórias futuras, influenciando o equilíbrio entre modicidade tarifária e atratividade econômica do setor.
(Publicado pelo Valor Econômico)

Artigos de opinião
Publicado em: março de 2026
Nivalde de Castro Roberto Brandão

Leilão de Reserva de Capacidade – Caro ou barato?

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL-UFRJ) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL-UFRJ) tratam do papel do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) realizado em março de 2026, destacando que a contratação de quase 20 GW de potência é o custo necessário para garantir a segurança energética do país. Eles argumentam que a expansão massiva de fontes eólica e solar, impulsionada por subsídios cruzados e lobbies políticos, exige soluções de flexibilidade operativa para que o ONS consiga administrar as “rampas” de carga no início da noite. O Brasil apresenta um crescimento da oferta descolado da demanda real, mas enfrenta entraves estruturais e custos sistêmicos elevados — cerca de R$ 39 bilhões anuais — que sobrecarregam a conta de luz via encargos. O artigo defende a realização desses certames como forma de prover recursos para enfrentar a escassez hídrica e evitar apagões, transformando a reserva de capacidade em uma infraestrutura central para assegurar a confiabilidade do sistema, embora ressalte que a modicidade tarifária dependa urgentemente da revisão de subsídios obsoletos que distorcem o mercado.
(Publicado pelo Broadcast Energia)

Outras categorias
Publicado em: março de 2026
Ana Carolina Católico Mauricio Moszkowicz

Viabilidade Financeira de Projetos de Hidrogênio

Slides de apresentação do seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro, realizado no dia 19 de março de 2026, marcou o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”.

Outras categorias
Publicado em: março de 2026
Nelson Siffert

O desenvolvimento da economia do hidrogênio de baixo carbono

Slides de apresentação do seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro, realizado no dia 19 de março de 2026, marcou o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”.

Outras categorias
Publicado em: março de 2026
Jeferson Soares

Hidrogênio no Planejamento Energético Brasileiro e Implementação da Estratégia

Slides de apresentação do seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro, realizado no dia 19 de março de 2026, marcou o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”.

Outras categorias
Publicado em: março de 2026
Fernando de Lima Caneppele

O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil: Desafios Operacionais e o Vetor ODS7

Slides de apresentação do seminário “O Futuro do Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”, dedicado ao papel do hidrogênio de baixo carbono como um dos vetores mais promissores e consistentes da transição energética no Brasil e no mundo. O encontro, realizado no dia 19 de março de 2026, marcou o encerramento do projeto de P&D “Pecém H2”, desenvolvido no âmbito do Programa de P&D da ANEEL, com financiamento da EDP Brasil, que resultou na construção da primeira planta de hidrogênio verde no contexto da transição energética no país, além do lançamento do livro “Um caminho para o Mercado de Hidrogênio de Baixo Carbono no Brasil”.