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IFE
09/02/2026

IECC 359

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
09/02/2026

IFE nº 359

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 359

Marco Institucional

Curso GESEL "Oportunidades e Impactos dos Data Centers no SEB"

O curso analisa o papel estratégico dos data centers no contexto do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), abordando sua relevância econômica, o uso da eletricidade como insumo essencial, cenários de expansão e impactos sobre a demanda elétrica. A programação inclui estudos de casos internacionais, com foco nos EUA, União Europeia e China, e debates sobre tendências de mercado, investimentos, políticas públicas e regulação, com destaque para o REDATA e a MP das ZPEs. Com início previsto para 16 de abril de 2026, o curso será oferecido em formato online, com aulas síncronas às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h, totalizando 12 horas (6 aulas). Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/1jm78Jr4n8RxUQHC6 (GESEL-IE-UFRJ – 04.02.2025)

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Luz para Todos terá novo ciclo com R$ 2,5 bi e expansão de contratos a partir de 2026

O programa Luz para Todos iniciará em 2026 um novo ciclo de expansão, com previsão de R$ 2,5 bilhões em novos investimentos, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME). Os recursos, definidos na Consulta Pública nº 207/2025, somam-se aos R$ 3,5 bilhões já empenhados e sustentam a ampliação de contratos e metas voltadas à universalização do acesso à energia elétrica. Em 2025, o programa firmou 23 novos contratos de operacionalização, com impacto direto na execução orçamentária do próximo exercício. Apenas no último trimestre do ano, 11 contratos foram celebrados em nove estados, com uma maior concentração no Pará e dois contratos voltados a Amazônia Legal. No total, os contratos assinados somam R$ 4,39 bilhões e podem beneficiar 142,2 mil unidades consumidoras. Paralelamente, dados do Novo PAC mostram uma aceleração no ritmo de ligações, com uma alta de 20,5% ante 2024, o avanço foi puxado pelo atendimento convencional, que cresceu 30,4%. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

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Governo cria órgão para administrar relações institucionais de energia nuclear

A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, criou a Unidade de Governança de Relações Institucionais (Ugor), por portaria publicada no Diário Oficial da União em 3 de fevereiro. A nova unidade será responsável por representar a Cnen, quando solicitada, em fóruns, reuniões e negociações com governos, entidades e sociedade civil. Seu objetivo é estruturar e fortalecer conexões estratégicas, funcionando como um canal formalizado de articulação institucional da comissão. (Megawhhat – 03.02.2026)

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Consulta pública do MME visa criar desconto na energia para produtores rurais

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a reabertura da Consulta Pública nº 209/2025. A consulta trata de diretrizes para a concessão de descontos especiais nas tarifas de energia elétrica aplicáveis às unidades consumidoras da classe rural, com foco no consumo relacionado às atividades de irrigação e aquicultura. O prazo para envio de contribuições será de 15 dias, contados a partir da data de publicação da portaria. A iniciativa está fundamentada no art. 25 da Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2022. Em resumo, a proposta busca aprimorar as condições tarifárias para consumidores rurais, incentivando práticas sustentáveis e o desenvolvimento das atividades de irrigação. Por fim, os documentos e informações relacionados estão disponíveis no site oficial do Ministério de Minas e Energia. (Agência CanalEnergia - 30.01.2026)

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MME e GCCE abrem seleção para projetos de gestão energética municipal (Procel GEM)

O Grupo Coordenador de Conservação de Energia (GCCE) abriu, no dia 03 de fevereiro, a Chamada de Ideias do 6º Plano de Aplicação de Recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PAR Procel). As propostas podem ser enviadas por meio da plataforma do programa. A iniciativa é coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) visa ampliar a transparência e estimular a participação da sociedade. Nesta edição, o foco recai sobre propostas ligadas ao Procel GEM. Explicando melhor, o programa apoia prefeituras e entes públicos na adoção de práticas mais eficientes de consumo de energia e também incentiva a estruturação de projetos locais. Seu mecanismo se baseia em uma avaliação feita pelo GCCE das propostas, e uma escolha do colegiado, sem vínculo com as instituições proponentes. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

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MME amplia programa de investimentos em eficiência energética na indústria

O ministro Alexandre Silveira anunciou a ampliação nacional do programa PotencialiEE – Investimentos Transformadores de Eficiência Energética na Indústria. Nessa nova fase, o programa contará com R$ 75 milhões voltados a medidas de eficiência energética para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) em todo o país. Segundo o ministro, o objetivo é aumentar competitividade, reduzir custos e, ao mesmo tempo, avançar na descarbonização da economia brasileira. O PotencializEE atua em todas as etapas: capacita profissionais, identifica empresas aptas a receber diagnósticos energéticos e apoia o acesso a linhas de crédito para implementar projetos. (Megawhat – 05.02.2026)

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TCU exige justificativas para cortes e plano de autonomia financeira das agências reguladoras

O Tribunal de Contas da União determinou que o governo federal justifique eventuais contingenciamentos no orçamento das agências reguladoras e preserve recursos destinados ao custeio e à fiscalização, além de apresentar em até 180 dias um plano para garantir autonomia financeira a esses órgãos. A decisão, baseada em auditoria sobre Anatel, Aneel, ANP e ANM, será estendida às demais agências e obriga a Secretaria de Orçamento Federal e a Junta de Execução Orçamentária a demonstrar que os valores previstos são suficientes quando ficarem abaixo do solicitado, bem como explicar congelamentos bimestrais. O TCU criticou a recorrente limitação de repasses, apesar das receitas próprias geradas pelas agências, apontando prejuízos à fiscalização, como a suspensão de programas da ANP, redução da capacidade de atuação da Aneel e carência de servidores na ANM. (Valor Econômico - 05.02.2026)

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Falta de transparência em indenizações leva MPF a pedir paralisação de obra em três estados

O Ministério Público Federal recomendou à Agência Nacional de Energia Elétrica a suspensão imediata das autorizações que permitem o uso de terras para a construção de uma linha de transmissão que atravessa os estados de Minas Gerais, São Paulo e Goiás. A medida foi tomada após o MPF identificar falhas no processo de comunicação da concessionária responsável pelo empreendimento com os moradores e prefeituras das cidades atingidas. O objetivo é garantir que as comunidades recebam informações claras sobre o projeto. O empreendimento é da empresa Transmissora EKTT9, da NeoEnergia, e prevê a construção, operação e manutenção de instalações de torres que passam por 35 municípios e mais de 200 propriedades rurais. Para que a empresa possa usar áreas privadas, a agência reguladora emite a chamada Declaração de Utilidade Pública, como documento de autorização oficial. No entanto, o MPF apontou um descumprimento por parte da empresa no quesito transparência perante as indenizações. Esse descompasso acarretou a suspensão feita pelo MPF que vale até a comprovação do cumprimento integral da norma. Por fim, a empresa informou estar de acordo com todos os requisitos de execução do projeto e está disposta a responder a quaisquer questionamentos. (Agência CanalEnergia - 29.01.2026)

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Consulta pública define EPE como gestora oficial de dados de consumo de energia

O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública para a atualização da norma que trata da coleta e gestão de dados do setor elétrico. A proposta pretende adequar os procedimentos vigentes à realidade atual. Ela também formaliza o papel exercido pela Empresa de Pesquisa Energética como responsável por informações de consumo. A minuta de portaria estabelece as regras para registro na plataforma da EPE. Objetivamente, as informações vão compor a base de dados da empresa para a realização de estudos e avaliações de planejamento energético. Entre os agentes obrigados a fornecer dados estão distribuidoras, vendedores, comercializadores, autoprodutores, produtores independentes e consumidores livres. Ademais, o MME irá receber dos interessados contribuições até 28 de fevereiro como data limite. Por fim, a norma proposta também reconhece formalmente a Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica como instância técnica de apoio. (Agência CanalEnergia - 30.01.2026)

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Arthur Valério pede demissão e Silveira avalia sucessão interna no MME

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Arthur Valério, pediu demissão do cargo ao ministro Alexandre Silveira e deve deixar a pasta nos próximos dias, com expectativa de publicação da exoneração até o fim da semana. Segundo apurou o Valor, Silveira pretende optar por uma solução interna para a sucessão e avalia nomes da própria equipe, com destaque para o secretário de Transição Energética e Planejamento, Gustavo Ataíde, apontado como favorito. Advogado da União desde 2006, Valério ocupava o cargo desde janeiro de 2024 e atuava no MME desde 2023, tendo participado da modelagem jurídica de projetos e de agendas estratégicas como a renovação das concessões de distribuição e propostas legislativas para o setor elétrico. Apesar de já ter sinalizado a saída em 2025 e da expectativa de que pudesse assumir o comando do ministério em contexto eleitoral, Valério decidiu migrar para a iniciativa privada, com planos de abrir um escritório próprio após cumprir licença da AGU e a quarentena legal. Ataíde, servidor público desde 2010, está no MME desde junho de 2025 e é responsável pelo planejamento de leilões de reserva de capacidade e do primeiro certame de armazenamento de energia do país. (Valor Econômico - 03.02.2026)

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Gustavo Ataíde é nomeado Secretário-Executivo do Ministério de Minas e Energia

Foi publicado no Diário Oficial do dia 5 de fevereiro, o decreto nomeando Gustavo Ataide como Secretário – Executivo do Ministério de Minas e Energia. Ele entra no lugar de Artur Valério, que deixou o cargo no começo da semana. Ataíde ocupava desde junho a Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento do MME, no lugar de Thiago Barral. O novo número dois da pasta também já chefiou o gabinete do presidente da Empresa de Pesquisa Energética e é servidor público efetivo desde 2010, como Analista de Infraestrutura do Ministério da Gestão, Inovação e Serviços Públicos. Além disso, seu currículo acadêmico notável passa pela UnB, FGV e PUC-Rio. (Agência CanalEnergia - 05.02.2026)

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Joaquim Passarinho é eleito presidente da Comissão de Minas e Energia da Câmara

O deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA) foi eleito presidente da Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados, por unanimidade (28 votos), em 3 de fevereiro de 2026. Logo de início, ele pretende marcar audiências com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e com representantes do setor para buscar “soluções rápidas”, lembrando que, por ser ano eleitoral, o trabalho de um ano terá de ser feito em cerca de seis meses. Passarinho quer que a comissão seja um “ponto de referência de interlocução” entre segmentos que muitas vezes entram em conflito, apoiando-se em uma equipe técnica que considera qualificada. Na pauta prioritária, destacou a exploração de petróleo na Margem Equatorial e o “mapa do caminho” para substituir gradualmente fontes fósseis por biocombustíveis. Também chamou atenção para a situação das eólicas no Nordeste, que classificou como “problema sério”, sem detalhar medidas, mas indicando que o tema estará no centro dos debates. Aos 64 anos, arquiteto de formação, Passarinho já foi secretário de Obras Públicas do Pará, vereador de Belém, deputado estadual e está no terceiro mandato como deputado federal (desde 2015). Ele já ocupou vice-presidência da CME em 2017 e 2021, integrou o grupo de trabalho do Código de Mineração e foi relator da proposta que resultou na Lei 14.066/2020, que reforçou as exigências de segurança de barragens de rejeitos e tornou obrigatório o Plano de Ação Emergencial para mineradoras. (Megawhat – 04.02.2026)

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Curso GESEL “Reforma Tributária e o Setor Elétrico”

Diante da Reforma Tributária em curso no Brasil e de seus impactos sobre todos os setores da economia, o GESEL oferece um curso objetivo e prático voltado à capacitação de equipes técnicas do setor elétrico. O conteúdo abrange o funcionamento atual do sistema tributário brasileiro, sua complexidade e impactos específicos no setor elétrico; apresenta a nova estrutura com unificação de tributos, imposto de consumo dual, fases de implementação e simplificação de obrigações; discute a situação tributária atual do setor, marcada por alta incidência de impostos e energia cara ao consumidor; e detalha o cenário futuro, com tributação no fim da cadeia, diferimento do IBS e CBS, split payment, obrigações acessórias e repactuação de contratos. Voltado a agentes do setor elétrico interessados no tema, o curso oferece aulas online síncronas, com espaço para debates e esclarecimento de dúvidas. Início previsto para 10 de março de 2026, com encontros sempre às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, totalizando 16 horas totais (8 aulas). Ao final, será emitido certificado aos participantes que cumprirem os requisitos de participação e aproveitamento. Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/YmXf87B154ZPZpA5A (GESEL-IE-UFRJ – 22.01.2025)

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ANEEL: Workshop sobre tarifa branca discute caminhos para qualificar a comunicação com o consumidor

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, nesta terça-feira (3/2), o terceiro e último workshop da série dedicada ao debate sobre a Nova Tarifa Branca, encerrando o ciclo com discussões voltadas às estratégias de comunicação e divulgação do novo modelo tarifário. Transmitido ao vivo pelo canal da Aneel no YouTube, o workshop reuniu especialistas em comunicação e profissionais de diferentes áreas. Entre o público presente na sede da Agência e os participantes que acompanharam pelo YouTube, a sessão contou com mais de 220 espectadores. Participaram da mesa Heloísa Fischer (fundadora da Comunica Simples), Leila Coimbra (jornalista e sócia da Agência iNFRA), Leonardo Zanelli (diretor‑executivo da FSB Comunicação), Rutelly Marques da Silva (consultor legislativo do Senado Federal) e Silla Motta (fundadora e CEO da Donna Lamparina). Os convidados apontaram desafios e caminhos para traduzir adequadamente as mudanças trazidas pela Nova Tarifa Branca, destacando a necessidade de fortalecer o diálogo com o consumidor, esclarecer benefícios com narrativas claras e consistentes, e promover campanhas educativas que considerem diferentes perfis de público. (Aneel – 03.02.2026)

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ANEEL e MME: Sobreposição de processos sobre medidores inteligentes revela conflito de atribuições

As diretrizes para a instalação de medidores inteligentes foram anunciadas pelo governo na semana passada como um passo concreto para o avanço da digitalização no segmento de distribuição. No entanto, a publicação da portaria do Ministério de Minas e Energia foi vista como um sinal de que falta coordenação com a Aneel. Em resumo, a norma foi publicada no dia 29 de janeiro, na mesma data em que a agência reguladora abriu consulta pública para discutir o tema. Esse movimento de sobreposição de processos evidenciou para o mercado um movimento de possível invasão de competência do MME perante a Aneel. A versão final da portaria, contudo, trouxe algumas flexibilizações consideradas importantes pelos agentes. Uma delas foi a redução da exigência de instalação de medidores de 4% para 2% no mercado de baixa tensão. Além disso, a norma permitiu a adoção de solução alternativa à implementação de sistema de medição inteligente. Por fim, o setor ainda observa melhor esse movimento. Deixando evidente suas concepções negativas, como a dúvida sobre a própria definição de “medição inteligente”. Como ponto positivo, há a expectativa de que os experimentos regulatórios, como os sandboxes tarifários, possam se estabelecer como uma alternativa viável para o mercado. (Agência CanalEnergia - 02.02.2026)

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Regulação

Aneel anuncia bandeira tarifária verde em fevereiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (30/1), que a bandeira tarifária no mês de fevereiro continuará verde. Com isso, não haverá cobrança de custos adicionais na fatura de energia do consumidor. De um modo geral, as chuvas foram mais favoráveis nos últimos 15 dias de janeiro, em relação à primeira quinzena desse mês, havendo uma recuperação do nível dos reservatórios das usinas nas regiões Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Dessa forma, não será necessário despachar as usinas termelétricas mais caras. (Aneel - 30.01.2026)

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Conta Bandeiras irá repassar R$ 142 mi para distribuidoras

A Agência Nacional de Energia Elétrica fixou os valores da Conta Centralizadora dos Recursos de Bandeiras Tarifárias. A ação é para fins da Liquidação das operações do mercado de curto prazo junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Os valores são referente à contabilização de dezembro de 2025. De acordo com Despacho Nº 288, publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira, 03 de fevereiro, o montante repassado àsdistribuidoras credoras, pela Conta Bandeiras, até 09 de fevereiro de 2026, é de R$ 142.488.338,70. Já os valores destinados à Conta pelas concessionárias e permissionárias de distribuição devedoras, até 04 de fevereiro de 2026, totalizam R$ 36.862.690,58. A publicação destaca ainda que as concessionárias inadimplentes e credoras nesta liquidação terão seus créditos retidos para abatimento dos débitos de competências anteriores. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

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Aneel abre tomada de subsídios sobre governança das distribuidoras de energia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, em 30 de janeiro de 2026, a abertura de uma tomada de subsídios destinada a discutir e aprimorar os sistemas de governança corporativa das distribuidoras de energia elétrica no Brasil. Essa iniciativa visa coletar contribuições dos agentes do setor de distribuição para avaliar e aperfeiçoar o marco regulatório vigente, reforçando a transparência, eficiência e responsabilidade nas práticas de governança dessas empresas. O processo de consulta está aberto para recebimento de sugestões e respostas a questionamentos específicos relacionados ao tema, que foram elaborados com base na Avaliação de Resultado Regulatório (ARR). As contribuições devem ser enviadas por meio do site oficial da Aneel até o dia 16 de março de 2026. Conforme indicado em nota técnica da agência, as informações coletadas serão fundamentais para embasar os estudos e possíveis revisões das regras que regem a governança corporativa no setor elétrico, com o objetivo de garantir maior qualidade na gestão das distribuidoras e, consequentemente, na prestação do serviço à população. Essa tomada de subsídios reflete o compromisso da Aneel em promover a evolução regulatória do setor elétrico brasileiro, alinhando-se às melhores práticas de governança corporativa e atendendo às demandas por maior eficiência, transparência e sustentabilidade nas operações das distribuidoras de energia. (BroadcastEnergia - 01.02.2026)

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Projeto exige que Aneel publique relatórios sobre tarifas de energia em linguagem simples

O Projeto de Lei 585/25 obriga a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a manter em seu portal relatórios em linguagem acessível sobre as tarifas de energia. A proposta altera a Lei 9.427/96, que regulamenta o setor elétrico. Pelo texto em análise na Câmara dos Deputados, as informações deverão ser atualizadas a cada reajuste ou revisão tarifária. O objetivo é garantir que a população compreenda as alterações nos valores cobrados pelas distribuidoras. Além disso, a agência deverá divulgar anualmente um estudo comparativo entre as prestadoras do serviço. O documento incluirá os componentes da tarifa e as ações para reduzir diferenças de preços e minimizar impactos aos consumidores. (Agência Câmara de Notícias – 02.02.2026)

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Aneel cria sandbox regulatório para testar tarifas inteligentes com GD, baterias e VEs em AL

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (3/2) a criação de um ambiente regulatório experimental (o chamado sandbox regulatório) para o projeto "Integração Eficiente de Recursos Energéticos Distribuídos" da Equatorial Alagoas. O assunto estava na pauta do primeiro Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel. A proposta tem por objetivo desenvolver, testar em campo e avaliar estruturas tarifárias inteligentes capazes de coordenar, de forma mensurável e eficiente, o uso simultâneo de geração distribuída fotovoltaica, armazenamento distribuído e veículos elétricos, no ambiente de baixa tensão. O projeto será implementado nos municípios de Maceió e Marechal Deodoro, abrangendo 400 unidades consumidoras, distribuídas em grupo de aplicação (200 UC) e grupo de controle (200 UC), selecionadas por sorteio aleatório. A amostra contempla consumidores residenciais, comerciais e de serviços públicos, com e sem participação no Sistema de Compensação de Energia Elétrica, incluindo diferentes perfis de consumo e padrões de recarga de veículos elétricos. O prazo total de execução é de 22 meses, sendo 14 meses dedicados à fase de campo, com início previsto para fevereiro de 2026 e conclusão em novembro de 2027. (Aneel – 03.02.2026)

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Aneel destina R$ 118,6 mi do leilão do GSF para reduzir tarifa no Amapá

A Aneel autorizou a liberação de R$ 118,6 milhões para abater a tarifa da Companhia de Eletricidade do Amapá (Equatorial CEA). O repasse representa impacto de -10,32% no componente financeiro do reajuste tarifário da empresa de 2025. O reajuste deveria entrar em vigor em 13 de dezembro, mas foi adiado pela agência após pedido de vistas do diretor Gentil Nogueira Junior. Esse valor concedido a CEA corresponde a parcela da arrecadação com o leilão dos débitos do risco hidrológico (GSF) que foi destinada à empresa. A legislação estabelece que os valores excedentes do mecanismo competitivo seriam utilizados para reduzir as tarifas das concessionárias com processos tarifários não homologados pela Aneel. Além disso, a Lei nº 15.235 também permitiu o uso para a modicidade tarifária com recursos da repactuação de parcelas ainda a serem pagas a União por geradores com hidrelétricas. A negociação envolve a antecipação de receitas que seriam destinadas a reduzir as tarifas nas regiões abrangidas pelas superintendências de desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste, em 2025 e 2026, mas os benefícios serão estendidos aos consumidores de 21 concessionárias em todo pais. (Agência CanalEnergia - 04.02.2026)

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Pauta do 1° Circuito Deliberativo Público Ordinária da Diretoria da Aneel de 2026

A pauta do 1º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel de 2026, previsto para 3 de fevereiro, reúne cinco processos com foco em temas tarifários, regulatórios e contenciosos do setor elétrico. Entre os destaques está a análise, sob relatoria de Gentil Nogueira, do projeto de sandbox tarifário proposto pela Equatorial Alagoas, voltado à integração eficiente de recursos energéticos distribuídos. A agenda inclui ainda recursos administrativos da Enel Distribuição Ceará relacionados à devolução de valores cobrados indevidamente e à negativa de isenção do Adicional de Encargos de Uso do Sistema de Transmissão (ADCEUST), este último relatado por Fernando Mosna. Também serão julgados recursos da CEEE-T e da Eletronorte contra despachos que autorizaram a implantação de reforços em instalações de transmissão e definiram valores adicionais de Receita Anual Permitida (RAP) e cronogramas de entrada em operação, com relatorias de Agnes da Costa e Willamy Frota, respectivamente. Acesse o informativo aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 02.02.2026)

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Equatorial: Sandbox de tarifa inteligente para REDs em AL

A Aneel autorizou a Equatorial Alagoas a executar um projeto de sandbox tarifário para avaliar a integração de recursos energéticos distribuídos. A proposta envolve a experimentação em campo de estruturas tarifárias inteligentes, que permitam o uso simultâneo de GD fotovoltaica, armazenamento e veículos elétricos na rede de baixa tensão. A distribuidora pretende usar como suporte a medição avançada, com análise de dados em tempo real e engajamento ativo do consumidor. O experimento consiste na aplicação de uma Tarifa Horária de Uso (Time of Use – TOU) incidente sobre o consumo de energia ativa (kWh), sem cobrança de demanda (kW) e sem parcela fixa mensal. Essa tarifa vai sinalizar de forma adequada os períodos de maior e menor custo do sistema, com o objetivo de induzir o deslocamento da recarga de veículos elétricos para fora do horário de ponta do consumo. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

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Empresas

Axia: Expansão de 2,26 km na malha de transmissão até 2028

A Axia Energia informou que ampliará em 2.261 quilômetros sua malha de linhas de transmissão até 2028, alcançando um total de 76.261 quilômetros e respondendo por cerca de 40% do Sistema Interligado Nacional. As novas linhas fazem parte de sete lotes arrematados em leilões nos últimos três anos e têm papel estratégico na integração das fontes renováveis à matriz elétrica brasileira. O Nordeste concentrará a maior parte da expansão, com 1.957 quilômetros distribuídos entre Ceará, Piauí, Bahia, Pernambuco e Alagoas. Segundo a empresa, essa infraestrutura viabilizará o escoamento da geração solar e eólica para regiões de maior consumo, como Sudeste e Centro-Oeste. Para 2026, estão previstos 304 quilômetros em Minas Gerais e Santa Catarina; em 2027, 845 quilômetros no Ceará e Piauí; e, em 2028, outros 1.112 quilômetros no Nordeste. (Agência CanalEnergia - 05.02.2026)

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Cemig: Conclusão da aquisição da ETTM por R$ 30 mi

A Cemig concluiu, em 29 de janeiro de 2026, a aquisição da totalidade do capital da Empresa de Transmissão Timóteo-Mesquita S.A. (ETTM), anteriormente controlada pelo Grupo Fram Capital, pelo valor de R$ 30 milhões. Os ativos incorporados contam com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 6 milhões e incluem a Linha de Transmissão Mesquita-Timóteo 2, com 24 quilômetros de extensão, além da subestação Timóteo 2, que secciona a LT Ipatinga 1-Timóteo 1. As instalações estão conectadas à Rede Básica de 230 kV, já pertencente à Cemig, e localizam-se na região estratégica do Vale do Aço, em Minas Gerais. A operação está alinhada ao planejamento estratégico da companhia, que prioriza investimentos em ativos de transmissão no estado, reforçando a presença regional e contribuindo para a expansão, confiabilidade e modernização da infraestrutura elétrica local. (Agência CanalEnergia - 30.01.2026)

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Leilões

Leilão de PCHs deve atrasar e ficar para o 2º semestre de 2026

Previsto na reforma do setor elétrico, o leilão para contratação de até 3 mil MW de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) não deverá ocorrer no prazo legal, estipulado para o primeiro trimestre, e deve ser adiado para o segundo semestre de 2026, segundo avaliação interna do MME. O cronograma é considerado exíguo, já que o rito envolve definição de diretrizes, consulta pública e elaboração de edital pela Aneel, processo que pode levar até seis meses. Embora as PCHs tenham geração mais previsível, especialistas afirmam que elas não são tecnicamente necessárias ao sistema no momento e que a contratação é compulsória, sem respaldo em estudos de planejamento setorial. Como a energia só seria entregue entre 2032 e 2034, analistas avaliam que o atraso não deve causar impactos relevantes à operação do sistema elétrico, enquanto o governo ainda define o modelo do leilão, que pode ser por capacidade ou por energia. (Valor Econômico - 02.02.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE e ONS apresentam nova governança do Comitê PMO/PLD e aprimoramentos do CVaR

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realizaram na última quarta-feira (28) um workshop para apresentar a nova governança do Comitê Técnico PMO/PLD e os aprimoramentos na calibração dos parâmetros do CVaR, que passam a vigorar no ciclo 2025/2026. O evento, organizado de forma online, reuniu cerca de 400 participantes e abriu o calendário de eventos do grupo em 2026. O encontro reforçou o compromisso das instituições com a melhoria contínua dos processos de planejamento, programação da operação e formação de preços de curto prazo do sistema elétrico brasileiro, além de ampliar o diálogo com os agentes em linha com as novas diretrizes do CT. (CCEE - 30.01.2026)

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ONS recebe 43 pedidos de acesso à rede, com datacenters concentrando 97% da potência solicitada

O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que 39 dos 94 processos que tramitavam no Ministério de Minas e Energia foram formalizados ao ONS para solicitações de acesso à Rede Básica, acompanhadas de Garantia Financeira para Solicitação de Acesso válida. Esse conjunto de empreendimentos resultou em 43 solicitações de acesso no SGAcesso, em razão da subdivisão de três protocolos originalmente apresentados ao MME em sete solicitações de acesso. A esmagadora maioria são projetos de datacenters, que concentram cerca de 7.040 MW e 38 solicitações. As cinco solicitações restantes de 258,6 MW estão associadas a projetos de hidrogênio verde, empreendimentos industriais ou de mineração. Diante disso, o estudo da Agência Internacional de Energia indica que a demanda por Data Centers irá exigir 600 TWh em 2026. A EPE avaliará os projetos quanto à necessidade de elaboração, revisão ou de dispensa de apresentação do Estudo de Mínimo Custo Global. O ONS reforçou que os empreendimentos que não se enquadrarem nas exigências do artigo 12 da regulamentação poderão enviar novas solicitações de acesso. (Agência CanalEnergia - 03.02.2026)

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ONS: CMO do dia 4 sobe por conta de frente fria e redução de ventos

O Operador Nacional do Sistema Elétrico informa que para o dia 4 de fevereiro foi definido pelo modelo DESSEM um pico doCusto Marginal de Operação (CMO) no horário de 21h às 21h30. Os valores máximos são da ordem de R$ 4.870/MWh em todos os submercados. Nesse mesmo período há previsão de aumento da carga bruta, na ordem de 1,3GW. Além disso, há redução da geração eólica em torno de 2,9GW quando comparado ao dia anterior. Com isso, houve a necessidade de maximização de geração hidráulica e uma geração térmica adicional em torno de 4,2GW, no mesmo horário. O aumento de consumo de energia viria por conta do bloqueio atmosférico que impede o avanço de frentes frias pela região Sul do Brasil. Assim, acarreta elevação de temperatura. Já a geração eólica apresentou declínio devido a presença de um sistema de baixa pressão que reduz os ventos alísios na região Nordeste, subsistema responsável pela maior parte da geração desta fonte. (Agência CanalEnergia - 04.02.2026)

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ONS monitora operação diante de chuvas e desafios no Carnaval

Os principais desafios enfrentados pelo setor elétrico no curto prazo incluem a operação do sistema durante o período úmido, que exige atenção especial devido aos baixos níveis de armazenamento nos reservatórios. Segundo a gerente executiva de relacionamento com agentes e assuntos regulatórios do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Tatiane Pestana, atualmente, esses níveis estão em 49%. O índice está abaixo dos 63% registrados em janeiro de 2005. Pestana ressaltou durante o Energyear 2026, realizado nesta quarta-feira, 04 de fevereiro, em São Paulo, que o ONS está monitorando preventivamente as condições do sistema em parceria com instituições do setor e agentes reguladores.No Programa Mensal de Operação (PMO) divulgado no final de janeiro, foram indicadas ações para garantir a segurança da operação . As ações incluem a necessidade de despacho térmico para elevar os níveis de armazenamento. As previsões são de chuvas dentro da média para os primeiros 15 dias de fevereiro. Contudo, há cautela em relação às precipitações esperadas para o trimestre de fevereiro a abril. (Agência CanalEnergia - 04.02.2026)

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EPE publica o painel Mercado de Distribuição

A EPE publica o painel Mercado de Distribuição, ferramenta que proporcionam ao usuário analisar, de forma dinâmica, as estatísticas do mercado brasileiro de distribuição de energia elétrica. Dentre as diversas funcionalidades, destacam-se a exibição de forma interativa de diversos gráficos, possibilitando uma melhor experiência de leitura e análise do comportamento do mercado. O painel Mercado de Distribuição reúne informações inéditas de energia injetada de mini e microgeração distribuída (MMGD) e perda na distribuição, coletadas somente no SIMPLES Projeções Anuais, em agosto de cada ano. O painel apresenta também, para o ano corrente do ciclo de coleta, as seguintes estimativas agregadas dos agentes de distribuição: consumo, energia injetada de MMGD e perda total no mercado de distribuição. Esse trabalho é produto da cooperação dos agentes de distribuição de energia elétrica, realizado no âmbito da Comissão Permanente de Análise e Acompanhamento do Mercado de Energia Elétrica (COPAM). Acesse o estudo aqui. (EPE – 05.02.2026)

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Consumidores

BBCE: Preço da eletricidade para fevereiro sobe 7,29%

Os preços futuros de energia elétrica registraram forte valorização na semana marcada pela reunião do Programa Mensal de Operação (PMO) de fevereiro. O destaque da alta ficou para o contrato de fevereiro, que subiu 7,29% e fechou a R$ 348,08/MWh, liderando também o volume de negociações no Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE). O movimento ocorreu apesar da revisão para baixo da carga pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) e de afluências próximas à média no Sudeste/Centro-Oeste, refletindo a frustração do mercado com as expectativas de chuvas e a alta sensibilidade dos modelos de preços às projeções hidrológicas. Contratos de março, abril e do 2T26 também avançaram, enquanto alguns vencimentos mais longos tiveram leves quedas. O maior volume negociado concentrou-se no 2º semestre de 2026, reforçando a cautela dos agentes diante da volatilidade associada às condições operativas e hidrológicas. (Broadcast Energia – 02.02.2026)

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BBCE: Alcance de R$ 11,6 bi em energia renovável negociada em 2025

A negociação de energia incentivada na plataforma do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) movimentou R$ 11,6 bilhões em 2025, impulsionada pela expansão das fontes renováveis, como eólica, solar, cogeração e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Apesar da redução no número de contratos, que totalizaram 6.315 operações ante 6.888 em 2024, houve expressivo aumento do volume financeiro, indicando maior concentração em contratos de maior valor. Em comparação, o montante negociado em 2024 havia sido de R$ 6,91 bilhões. O volume de energia comercializada atingiu 47.098 GWh em 2025, acima dos 41.071 GWh de 2024 e próximo ao patamar de 2023, sinalizando estabilidade da liquidez. O desempenho se intensificou no fim do ano, com destaque para dezembro, quando foram negociados 5.261 GWh e movimentados R$ 1,38 bilhão, frente a 1.970 GWh e R$ 590 milhões em novembro. (Agência CanalEnergia - 04.02.2026)

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Biblioteca Virtual

Artigo de Fernando Caneppele: "Sinais tarifários e arbitragem: o novo horizonte para a energia solar e o armazenamento no Brasil"

Em artigo publicado pela PV Magazine Brasil, Fernando Caneppele (professor da USP e pesquisador associado do GESEL/UFRJ) trata da mudança de foco no setor elétrico brasileiro, que passa da simples expansão da geração para a gestão eficiente do tempo de produção e consumo de energia, especialmente no contexto da energia solar. O autor destaca que a viabilidade econômica dos projetos depende cada vez mais da capacidade de alinhar geração, consumo e sinais tarifários, que variam por horário, perfil e sazonalidade. Nesse cenário, o armazenamento com baterias ganha papel central ao permitir arbitragem tarifária, redução de picos de demanda e maior autoconsumo, sobretudo após a Lei 14.300, que reduziu a atratividade da compensação na rede. Estratégias como peak shaving e load shifting, inclusive com veículos elétricos como unidades móveis de armazenamento, ampliam a flexibilidade e reduzem custos. Caneppele conclui que a inteligência tarifária, aliada à engenharia e à gestão de dados, torna o armazenamento elemento estrutural para garantir rentabilidade, previsibilidade e segurança energética no Brasil e na América Latina. (GESEL-IE-UFRJ – 06.02.2026)

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Artigo de Adelio Vando Soares Junior: "A energia como motor da Nova Indústria Brasil"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Adelio Vando Soares Junior (analista de Negócios da Concert Technologies) trata do papel central da infraestrutura elétrica na estratégia de reindustrialização verde do Brasil, impulsionada pela Nova Indústria Brasil (NIB), que já mobiliza mais de R$ 300 bilhões em investimentos até 2026. O autor destaca que a política vai além do estímulo econômico, promovendo uma transformação estrutural baseada em energia limpa, inovação tecnológica e integração entre indústria e setor elétrico, com foco em áreas como data centers, semicondutores, inteligência artificial, baterias e hidrogênio verde. A expansão e o fortalecimento das redes de transmissão aparecem como condição essencial para conectar novas fontes renováveis aos polos produtivos e garantir segurança energética diante do crescimento do consumo contínuo e digital. Apesar da vantagem competitiva de uma matriz majoritariamente renovável, o texto ressalta que o sucesso da reindustrialização depende de investimentos constantes em transmissão, distribuição, armazenamento e digitalização do sistema, para que a energia se consolide como motor de produtividade, inovação e desenvolvimento de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 02.02.2026)

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Artigo de Richard Hochstetler, Eduardo Monteiro e Claudio Sales: "Caducidade da concessão da Enel não é a resposta"

Em artigo publicado pelo Estão, Richard Hochstetler, Eduardo Müller Monteiro e Claudio Sales (membros do Instituto Acende Brasil) tratam das interrupções no fornecimento de energia na Região Metropolitana de São Paulo, atribuídas principalmente à queda de árvores sobre a rede elétrica, fenômeno agravado pela intensificação de eventos climáticos extremos, pela alta vulnerabilidade do patrimônio arbóreo urbano e por escolhas estratégicas da Enel ao assumir a concessão em 2018. Os autores destacam que, embora a concessionária tenha obtido avanços relevantes nos indicadores de continuidade em condições normais por meio de investimentos em modernização, tais medidas se mostraram insuficientes diante do aumento da frequência e severidade das tempestades, o que levou a empresa a adaptar sua estratégia com reforço de equipes, intensificação de podas, aquisição de geradores e novos aportes. Defendem que a caducidade da concessão não resolveria os problemas, por serem estruturais e dependentes de investimentos contínuos e aprendizado institucional, além de poder gerar litígios, perda de capital humano e disrupções operacionais, sendo o clamor por essa medida mais associado a interesses políticos do que a soluções efetivas, que exigiriam cooperação, seriedade e planejamento de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 03.02.2026)

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Artigo de Ana Carolina Calil e Fernanda Silva: "SMRs no Brasil: Transição Energética e desafios regulatórios"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ana Carolina Katlauskas Calil (sócia da área de energia do Cescon Barrieu) e Fernanda Silva (advogada associada do Cescon Barrieu) tratam do avanço da transição energética brasileira e do potencial dos Pequenos Reatores Modulares (SMRs) como alternativa para garantir estabilidade ao Sistema Interligado Nacional diante da maior participação de fontes renováveis. As autoras destacam que esses reatores, menores e modulares, podem complementar a geração hídrica, solar e eólica, atender regiões isoladas, apoiar processos industriais e até aplicações offshore, ampliando a segurança energética e a descarbonização. O artigo destaca que iniciativas no Brasil já envolvem governo, empresas e centros de pesquisa em estudos técnicos e regulatórios, mas ressalta desafios jurídicos relevantes, como o monopólio constitucional da União sobre atividades nucleares, a necessidade de adaptação normativa para participação privada e a atuação coordenada entre ANSN, CNEN e ANEEL. Também são citadas possíveis revisões no marco regulatório do setor elétrico para integrar os SMRs, com ajustes em licenciamento, conexão à rede, regras de despacho e modelos de comercialização, garantindo previsibilidade e segurança jurídica. (GESEL-IE-UFRJ – 05.02.2026)

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Artigo de Alfredo Silva: "Os dados como a força para o setor elétrico e seus consumidores"

Em artigo publicado Artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Alfredo Silva (sócio-fundador e CTO da LUZ) trata do potencial transformador dos dados de consumo de energia, comparando-os às informações financeiras que revelam hábitos e orientam decisões mais eficientes. O autor argumenta que, embora pouco explorados, os dados energéticos permitem identificar padrões, reduzir desperdícios e ajustar comportamentos, especialmente com o avanço dos medidores inteligentes e a abertura total do mercado livre, que ampliará o acesso a informações mais detalhadas. Ele cita experiências pessoais em que o monitoramento remoto ajudou a corrigir hábitos domésticos e gerar economia, ilustrando como a leitura de dados pode orientar escolhas práticas. Em escala maior, esse uso pode permitir contratos mais adequados ao perfil de consumo e novas oportunidades para empresas e consumidores. No entanto, destaca a necessidade de educação e de faturas mais simples e compreensíveis, para que a informação se converta em autonomia, eficiência e decisões conscientes no uso da energia. (GESEL-IE-UFRJ – 06.02.2026)

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