IFE
01/03/2023

IFE Transição Energética 9

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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01/03/2023

IFE nº 9

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 9

Dinâmica Internacional

Artigo GESEL/AHK: “Principais iniciativas e desafios para a certificação do hidrogênio”

Em artigo publicado pelo Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Bruno Elizeu (Pesquisador Júnior do GESEL) abordam as iniciativas e os desafios para a certificação do hidrogênio. Segundo os autores, “a criação de um sistema de rastreamento ancorado em padrões internacionais de produção de hidrogênio exigirá esforços conjuntos de governos, indústrias, organizações da sociedade civil e órgãos técnicos de base científica”. (GESEL-UFRJ - fev/2023)
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Artigo: “O conflito na Ucrânia e suas implicações na geopolítica da energia”

Uma redução no fornecimento de combustíveis fósseis devido a sanções de países ocidentais à Rússia se mostra responsável por fortes repercussões nos preços de petróleo e seus derivados. A crise afetou particularmente a Europa, que depende consideravelmente de hidrocarbonetos russos para atender sua demanda interna de energia. A situação resultou em dificuldades técnicas para os países europeus substituírem as importações de gás da Rússia, críticas para o fornecimento de energia, especialmente no setor de gás natural, onde as importações da Rússia representam cerca de 40% do consumo total da Europa. A consequência foi um aumento nos preços de energia, especialmente para o gás. Embora os preços tenham caído desde então, ainda se mantêm cerca de 4 vezes maiores, se comparados a valores médios de 2018, e a Europa continua enfrentando sérios riscos para sua segurança energética no curto e no médio prazo. (Ensaio Energético - 27.02.2023)
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IEA: Preço do carbono foi insuficiente para frear carvão em 2022

Segundo um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), publicado em fevereiro de 2023, o preço do carbono teve pouco impacto em frear as emissões de carvão no ano de 2022. O levantamento mostrou que menos de 10% das emissões globais estão sujeitas a um preço de carbono acima de US$ 10 por tonelada de CO2 equivalente. A UE, por exemplo, aumentou a geração de carvão em 6% em 2022. A IEA avalia que as políticas de precificação de carbono enfrentam novos desafios que impedem sua eficácia, devido à atual crise energética. O relatório aponta que muitas iniciativas de precificação de carbono tiveram aumento de preço em relação a 2021, mas isso não foi suficiente para frear as emissões de carvão. O relatório também destaca um progresso lento das empresas no desenvolvimento de planos de transição climática. (EPBR - 08.02.2023)
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IEA: Subsídios globais a combustíveis fósseis dobram em 2022 e atingem US$ 1 trilhão

Este relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) revela que os subsídios globais ao consumo de combustíveis fósseis dobraram em 2022 em relação ao ano anterior, alcançando um valor recorde de US$ 1 trilhão. O relatório destaca a magnitude desses subsídios e os potenciais benefícios de sua eliminação para os mercados de energia, objetivos climáticos e orçamentos governamentais. O relatório também enfatiza que a eliminação dos subsídios aos combustíveis fósseis é um passo fundamental para uma transição bem-sucedida para energia limpa. No entanto, a IEA sugere lições para a reforma dos subsídios de energia a partir da atual crise energética, que tornou politicamente desafiador remover esses subsídios. O relatório também acompanha os gastos extras para reduzir as contas de energia, o que representa um significativo fardo fiscal para os governos e riscos de diminuir os incentivos para usar energia de forma eficiente ou mudar para combustíveis mais limpos. Explica-se, também, como a IEA abordou os cálculos de subsídios nas circunstâncias excepcionais observadas em 2022 e considera as várias respostas dos governos, avaliando as implicações mais amplas para a transição energética. Por fim, o relatório observa que as estimativas de subsídios não levam em conta externalidades ambientais, como os preços de carbono. (IEA - Fevereiro de 2023)
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IEA: Energias renováveis dominarão a oferta de energia elétrica

As energias renováveis devem dominar o crescimento da oferta mundial de eletricidade nos próximos três anos, de acordo com um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Juntamente com a energia nuclear, espera-se que as fontes renováveis atendam à grande maioria do aumento da demanda global até 2025, segundo o Relatório de Mercado de Eletricidade de 2023. Depois de desacelerar ligeiramente no ano passado para 2% em meio à turbulência da crise global de energia e condições climáticas excepcionais em algumas regiões, espera-se que o crescimento da demanda mundial de eletricidade acelere para uma média de 3% nos próximos três anos. O forte crescimento das energias renováveis significa que sua participação no mix global de geração de energia deve aumentar de 29% em 2022 para 35% em 2025, com a queda da participação da geração a carvão e gás. (Renews.Biz - 08.02.2023) 
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IRENA: Hidrelétricas deverão readequar seu papel perante o futuro

O relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês) destaca que a energia hidrelétrica precisa ajustar a forma como os ativos são projetados, operados e mantidos para atender às metas climáticas do Acordo de Paris e a descarbonização total. Para atingir essas metas, os investimentos em hidrelétricas, incluindo reversíveis, devem mais que dobrar até 2050, com um investimento anual de US$ 85 bilhões. A maior parte do potencial está nos países em desenvolvimento, e as instituições financeiras precisarão atuar em conjunto com os governos para superar riscos e limitações. A necessidade de integrar recursos de geração variável levará a uma mudança na forma como as UHEs são operadas, mas as usinas enfrentam desafios, como a modernização de plantas antigas e a atração de novos investimentos. O Brasil é o segundo maior produtor de energia hidrelétrica no mundo. (CanalEnergia - 14.02.2023)
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BNEF: Investimento em energias renováveis alcança marca recorde em 2022

De acordo com a BloombergNEF, o investimento em energia renovável no ano passado atingiu outro recorde, aproximando-se da marca de meio trilhão de dólares pela primeira vez. O investimento em energia solar saltou 36% em relação ao ano anterior, para US$ 308 bilhões, e estima-se que tenham sido instalados 260 GW em nova capacidade em 2022. O investimento no segundo maior setor, o eólico, permaneceu praticamente estável em US$ 175 bilhões, atrasado pelos lentos procedimentos necessários para obter a permissão para construção dos parques eólicos (especialmente na Europa e na América do Norte). Embora esses números de investimento sejam os mais altos de todos os tempos, eles ficam aquém das estimativas da BNEF do que é necessário para estar no caminho para emissões líquidas globais de carbono zero até 2050. (BNEF - 02.02.2023)
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BNEF: Investimento em captura de carbono atinge recorde de US$ 6,4 bi

O investimento em captura e armazenamento de carbono (CCS) mais que dobrou desde o ano passado, atingindo um recorde de US$ 6,4 bilhões. Os EUA lideraram o grupo, com 45% do investimento global, mas a divisão regional é bem mais equilibrada do que em anos anteriores. O investimento na APAC subiu para US$ 1,2 bilhão devido a projetos na Austrália e na Malásia. A China encomendou um projeto piloto para capturar 0,2 milhão de toneladas de CO2 por ano em um complexo petroquímico, embora ainda esteja atrás de seus vizinhos em termos de desenvolvimento de CCS. O financiamento da UE para CCS foi principalmente capital de risco fluindo para empresas de captura direta de ar como a Climeworks, que garantiu US$ 650 milhões em abril. A UE destinou grande parte de seu financiamento à descarbonização industrial, com US$ 420 milhões investidos em projetos de cimento e aço. (Bnef – 15.02.2023)
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Europa

UE: Divulgação de regras para definição do hidrogênio verde

A União Europeia (UE) emitiu regulamentação rígida para definir o que considera hidrogênio verde ou renovável, afetando os investimentos de empresas em fábricas de hidrogênio nos próximos anos. A produção dessas fábricas será feita através do uso de energia elétrica para mover eletrolisadores, que produzem hidrogênio pela decomposição de moléculas de água. A questão em discussão é quanto da energia elétrica utilizada nesse processo precisa vir de fontes renováveis para que o hidrogênio seja considerado renovável. As regras emitidas ontem pela Comissão Europeia, o braço executivo da UE, pretendem aproveitar a demanda por hidrogênio renovável para estimular uma nova onda de investimentos em parques de captação de energia eólica e solar, em vez de absorver grandes volumes da atual capacidade do bloco em energia renovável. As regras também visam garantir que o hidrogênio renovável seja produzido por energia renovável, e não por usinas a gás ou carvão, não permitindo que os produtores se beneficiem do rótulo de renovável com a assinatura de contratos com usinas nucleares. (Valor Econômico - 14.02.23)
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UE: relatório anual sobre mercado de carbono e o sistema de comércio de emissões

Em 14 de dezembro de 2022, a Comissão Europeia adotou seu relatório anual sobre o mercado de carbono, que acompanha o funcionamento do Sistema de Comércio de Emissões da EU desde o início de 2021 até meados de 2022. O EU ETS regula as emissões de gases de efeito estufa de cerca de 40% de todas as emissões da UE. O relatório constata que as emissões de ETS de instalações estacionárias (indústria intensiva em energia e carbono) aumentaram em 2021, 6,6% em relação a 2020. O aumento reflete maior demanda de eletricidade devido ao impulso de recuperação econômica pós-COVID e um aumento do uso de carvão devido ao aumento dos preços do gás e à escassez de outras fontes de energia. No setor da aviação, após uma queda de cerca de 60% em 2020, as emissões aumentaram em 2021 em 30%. O aumento ano-a-ano das emissões significou uma maior procura de licenças no EU ETS, contribuindo para um aumento do preço do carbono. O leilão de permissões no EU ETS gerou receitas sem precedentes de € 51,7 bilhões no período de janeiro de 2021 a junho de 2022. (Carbon Credit Markets - 23.02.23)
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Reino Unido: Indústria apoia a criação do Departamento de Segurança Energética e Net Zero

A criação do Departamento de Segurança Energética e Net Zero foi bem recebida pelos players do setor de energia do Reino Unido. A Associação de Energia Renovável e Tecnologia Limpa (REA, na sigla em inglês) declarou que seus membros, e o setor de energia renovável e tecnologia limpa como um todo, “estão prontos” para trabalhar ao lado do governo para ajudar na entrega eficiente de suas metas para “garantir fornecimento de energia a longo prazo, reduzir o valor das tarifas e ajudar no combate à inflação”. O reconhecimento das crises do clima e da energia é bem-vindo, mas a entidade instou o governo a adotar as recomendações do Relatório “Missão Zero” do deputado Chris Skidmore para atingir os objetivos. (Renews.Biz - 07.02.2023)
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Reino Unido: Associações pedem que o governo intensifique os investimentos em energias renováveis

Cinco associações comerciais de energia do Reino Unido emitiram um alerta ao Chanceler do Tesouro sinalizando que o crescimento sustentável do país está em risco, a menos que se priorize medidas vitais para o próximo orçamento. Em uma carta a Jeremy Hunt, os executivos-chefes da RenewableUK, Energy UK, Nuclear Industry Association, Scottish Renewables e Solar Energy UK disseram: “Apesar do compromisso de nossa indústria com a transição energética de baixo carbono, estamos preocupados com o fato de não haver um plano para gerar crescimento econômico verde e continuar atraindo investimentos em energia limpa para o Reino Unido”. As associações comerciais estão pedindo mudanças importantes no orçamento para resolver isso. Tais medidas incluem uma reforma das concessões de capital e incentivos financeiros para investimentos em energia de baixo carbono, em resposta aos oferecidos pelos EUA (em sua Lei de Redução da Inflação de US$ 216 bilhões) e pela UE (em seu pacote REPowerEU). (Renews.Biz - 03.02.2023)
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França: Programa de construção de novas usinas nucleares no país

O Conselho de Política Nuclear (CPN) da França, liderado pelo presidente Emmanuel Macron, fez uma reunião recentemente para fazer um balanço de todo o dossiê nuclear francês, tanto a curto quanto a longo prazo. O conselho pediu um novo programa de desenvolvimento de habilidades, bem como estudos sobre como os resíduos radioativos serão gerenciados, para que um novo programa de construção nuclear seja lançado. Com vista a produzir eletricidade livre de carbono e competitiva a longo prazo, o CPN validou também o lançamento de estudos de preparação para a ampliação da vida útil das centrais elétricas existentes para 60 anos e mais, sob estritas condições de segurança garantidas pela Autoridade de Segurança Nuclear. Em fevereiro do ano passado, o presidente Macron anunciou que era o momento certo para um renascimento nuclear na França, dizendo que a operação de todos os reatores existentes deveria ser estendida sem comprometer a segurança e revelando um programa proposto para seis novos reatores EPR2, com opção para mais oito reatores EPR2 a seguir. (Petronotícias - 08.02.2023)
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Ásia

Rússia e Mianmar: Contrato para projetos para uso de tecnologias nucleares de uso pacífico

Rússia e Mianmar trabalharão juntos para o uso da tecnologia nuclear em várias áreas, incluindo o treinamento de uma força de trabalho para construir e operar um pequeno reator modular. O Presidente do Conselho de Administração Estatal e Primeiro Ministro de Mianmar, General Min Aung Hlaing, na foto ao lado, disse que o acordo “é uma cooperação não apenas para Pequenas Centrais Nucleares, mas também para a aplicação de tecnologia nuclear em muitos setores e vai melhorar o desenvolvimento socioeconômico do país”. O diretor-geral da empresa russa de energia nuclear Rosatom, Alexey Likhachov, disse que o acordo marcou “um novo capítulo na história das relações Rússia-Mianmar”. Ele disse ainda que a criação de uma nova indústria no país sem dúvida beneficiará o setor de energia, a indústria e a economia de Mianmar. (Petronotícias - 11.02.2023) 
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Índia: Setor de eletricidade está se transformando rapidamente

O setor elétrico indiano evoluiu rapidamente nas últimas décadas. O país eletrificou todas as aldeias e passou de uma nação com déficit de energia para um país com excedentes crescentes. Mais recentemente, a expansão dos sistemas elétricos está sendo liderada por um crescimento notável na implantação de energia renovável. Além disso, espera-se que o rápido crescimento econômico mantenha uma alta taxa de crescimento da demanda de eletricidade na próxima década. Neste sentido, o crescimento da demanda, juntamente com a meta declarada da Índia de atingir 50% de sua capacidade de geração de energia a partir de fontes renováveis até 2030, exigirá uma mudança de paradigma no mercado de eletricidade da Índia. Para lidar com os desafios do segmento da distribuição, o Ministério de Energia indiano propôs a implementação de um Mecanismo de Despacho Econômico Baseado no Mercado (MBED) para otimizar a programação dos geradores de energia. A iniciativa visa enfrentar as dificuldades financeiras das distribuidoras. (RMI - 10.02.2023) 
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Irã: Exploração da maior mina de Urânio e Molibidênio do país

O Irã começou a explorar a maior mina de urânio-molibdênio do país. O trabalho começou no complexo industrial e de mineração de Narigan, na província de Yazd. A mina foi formalmente inaugurada por Mohamed Eslami, chefe da AEOI, a Organização de Energia Atômica do Irã, que falou sobre o desenvolvimento da capacidade de fornecer o ciclo de combustível nuclear do Irã para fornecimento de eletricidade: ” o uso da radiação é um investimento pesado, significativo e necessário para garantir energia limpa”. Eslami disse que o urânio de Narigan será enviado a Isfahan para “purificação” e fabricação de combustível nuclear. Ele disse que se estima que o local contenha “650 toneladas de urânio metálico e 4.600 toneladas de molibdênio metálico, na categoria de reservas definitivas e prováveis”. A edição mais recente do relatório conjunto da Agência de Energia Nuclear da OCDE (NEA) e da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre recursos, produção e demanda de urânio, conhecido como o Livro Vermelho, diz que o Irã tem 4.316 tU de recursos de urânio razoavelmente garantidos e 5.535 tU de recursos inferidos. Uma planta de 50 tU por ano para processar minério de urânio da mina subterrânea de Saghand em Yazd iniciou suas operações perto de Ardakan em 2017. Uma planta de urânio de 21 tU por ano em Bandar Abbas operou desde 2006, processando minério do depósito de Gachin na província de Hormozgan, mas fechou em 2016. (Petronotícias - 08.02.2023)
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América do Norte

EUA: país planeja virar superpotência líder em tecnologia limpa

Com o objetivo de rejuvenescer o cinturão da ferrugem do país, descarbonizar a economia e tomar da China o controle das cadeias de suprimentos de energia do século 21, os EUA está dando início a uma revolução em setores como energia solar, energia nuclear, captura de carbono e hidrogênio verde. A recente Lei de Redução da Inflação, sancionada pelo presidente Joe Biden, está disponibilizando centenas de bilhões de dólares em subsídios para as energias limpas e estimulando os investimentos do setor privado na descarbonização das atividades econômicas. De acordo com o grupo Climate Power, desde a aprovação da legislação, já foram comprometidos US$ 90 bilhões em novos projetos. (Valor Econômico - 17.02.2023)
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EUA: Crescimento solar desacelerou 16% em 2022; mercado nacional deve dobrar até 2027

A capacidade instalada de energia solar da comunidade dos EUA diminuiu 16% em 2022 em comparação com o ano passado, impulsionada principalmente por atrasos na interconexão que impedem o crescimento nos principais mercados estaduais, como Massachusetts, Maine e Maryland. As restrições da cadeia de suprimentos em todo o setor também empurraram os cronogramas dos projetos para 2023, de acordo com o último relatório divulgado pela Wood Mackenzie em colaboração com a Coalition for Community Solar Access (CCSA). Apesar da contração do mercado de curto prazo em 2022, Wood Mackenzie prevê que o mercado de energia solar comunitária dos EUA crescerá 118% nos próximos cinco anos, com pelo menos 6 gigawatts de corrente contínua (GWdc) de capacidade solar comunitária prevista para entrar em operação nos mercados existentes entre 2023 – 2027. Nova York, que atualmente detém 49% do mercado nacional, instalou cerca de 500 megawatts de corrente contínua (MWdc) em 2022. A capacidade instalada total atual para 2022 é estimada em 5,27 GWdc. (WoodMac – 15.02.2023) 
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EUA: Descomissionamento de usinas termelétricas

De acordo com a Administração de Informações de Energia (EIA) do Departamento de Energia dos EUA, as operadoras do país planejam aposentar 15,6 GW de capacidade de geração elétrica em 2023, principalmente usinas a gás natural (6,2 GW) e a carvão (8,9 GW). A EIA disse que uma capacidade instalada substancial de carvão dos EUA foi retirada na última década e um recorde de 14,9 GW foi retirado em 2015. As retiradas anuais de carvão tiveram uma média de 11 GW por ano de 2015 a 2020, caíram para 5,6 GW em 2021 e depois subiram para 11,5 GW em 2022. Em 2023, os proprietários e operadores de usinas termelétricas planejam retirar 8,9 GW de capacidade movida a carvão, cerca de 4,5% da capacidade total movida a carvão no início do ano. (PEi - 08.02.2023) 
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Califórnia: 'Vale do lítio' incentivará investimentos na cadeia de valor da bateria

O Conselho de Supervisores de Imperial County, Califórnia, aprovou esquemas para incentivar o investimento na cadeia de valor da bateria de lítio, aproveitando os abundantes recursos de salmoura da região. O raso e sem litoral Salton Sea é um lago salino entre os condados de Riverside e Imperial no sul da Califórnia. Como os leitores regulares deste site saberão, a área está sendo explorada como fonte de energia geotérmica e também de lítio para bateria, que está no subsolo. A região foi identificada como um potencial 'Vale do lítio' e apelidada como tal pela administração Biden-Harris, que disse em outubro do ano passado que cerca de 600.000 toneladas de lítio poderiam ser fornecidas a cada ano. A Comissão de Energia da Califórnia também identificou uma “oportunidade única” para a área. Também se pensa em hospedar capacidade para até 300MW de energia geotérmica, e um consórcio já está executando um projeto piloto para co-produzir energia geotérmica de baixo carbono e extrair lítio da salmoura. (Energy Storage – 10.02.2023)
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América do Sul, Central e Caribe

Artigo GESEL: Mapeamento e avaliação das iniciativas de eletromobilidade aplicada aos ônibus brasileiros

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, intitulado: “Mapeamento e avaliação das iniciativas de eletromobilidade aplicada aos ônibus brasileiros”, os autores Gabriel Pabst (pesquisador associado do Gesel e doutorando do PPE-COPPE-UFRJ), Vinícius José Braz da Costa (pesquisador júnior do Gesel), Marcelo Maestrini (pesquisador pleno do Gesel e doutorando do PPGE-UFF) e Paulo Maurício Senra (pesquisador pleno do Gesel), realizaram um mapeamento acerca das iniciativas de eletromobilidade aplicadas ao setor de transporte público por ônibus no Brasil. Inicialmente, os autores apontam que: “(…) o texto constitucional e a PNMU visam direcionar as cidades para um modelo de desenvolvimento urbano mais sustentável, reduzindo as desigualdades sociais ao regular as condições urbanas de mobilidade e acessibilidade. Assim, os municípios constituem-se como os principais agentes de interesse e de condução das experiências de eletrificação de frotas de ônibus urbanos.” Em seguida, destaca-se que, “Verificadas as experiências ocorridas sobre a eletrificação de ônibus urbanos no âmbito nacional, constata-se uma multiplicidade de resultados a partir de diferentes iniciativas. Dadas as particularidades de cada iniciativa tomada pelas esferas federal, estadual e municipal, bem como da iniciativa privada, os resultados alcançados diferem principalmente em relação às tecnologias adotadas.” Os autores também pontuam que, “(…) ressalta-se a quantidade expressiva de projetos atualmente em desenvolvimento, o que decorre do recente interesse dos setores público e privado em firmar parcerias e financiar projetos de grande vulto, como em geral são caracterizadas as experiências de eletrificação de ônibus urbanos.” Por fim, os autores indicam que, “(…) Como a Constituição Federal atribui a competência da gestão do modal rodoviário público intramunicipal (referido neste artigo a título de síntese como ônibus urbano) aos municípios, cabe aos prefeitos brasileiros e a suas respectivas secretarias de transportes avaliarem a viabilidade e a conveniência da transição energética destes veículos.” (GESEL-UFRJ - fev/2023)
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Brasil: Fontes renováveis devem representar 90% da matriz elétrica brasileira em 2050

Um estudo elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) indica que a modernização do setor elétrico brasileiro é fundamental para viabilizar a transição energética sem aumentar os custos para o consumidor. O relatório aponta que a liderança das fontes renováveis, como a solar e a eólica, fará com que elas ultrapassem a marca de 90% de participação na matriz elétrica brasileira em 2050. A pesquisa indica que a expansão de capacidade de geração será respondida predominantemente pelas fontes eólica e solar, com a consequente redução da participação relativa da hidroeletricidade. O estudo alerta que isso traz a necessidade de expansão das linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN) e destaca que a geração de gases de efeito estufa no Brasil está relacionada às mudanças no uso da terra e agropecuária, representando 73% das emissões totais do país. (Portal Solar - 27.02.2023)
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Brasil e Argentina: Relações bilaterais fortalecidas e fornecimento de eletricidade

De acordo com um relatório da consultoria Ecolatina, a evolução do comércio com o Brasil será fundamental para a economia argentina, uma vez que o Brasil é o seu principal parceiro comercial e o primeiro destino para exportações há mais de 20 anos. No entanto, um déficit comercial crônico com o país ocorre desde o início do século, o que piorou durante períodos de escassez de reservas, como o atual. Os governos argentino e brasileiro começaram a mencionar a possibilidade de retomar o projeto de uma moeda comum entre ambos os países, bem como outros entendimentos entre os Estados, como a possibilidade de um swap, o fornecimento de eletricidade e medidas para utilizar moedas locais em trocas comerciais bilaterais, entre outras. A Ecolatina destacou a importância de medidas que evitem uma desaceleração nas importações do Brasil e o possível prejuízo que isso poderia causar à economia. O relatório também enfatizou a importância do setor energético, uma vez que o Memorando assinado entre ambos os países permitiu a compra e venda de energia elétrica através de moedas locais. Por fim, o relatório afirmou que existem incentivos para cooperação por parte do Brasil, mas não são esperadas mudanças significativas a curto prazo, e a eficácia dessas medidas determinará se os níveis de intercâmbio podem ser contidos e isolados dos efeitos da economia argentina. (Ámbito - 22.02.2023)
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Brasil: Reunião entre Presidente Lula e CEO da Shell busca avanço na transição energética

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que a ideia de promover um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o CEO da Shell, Wael Sawan, faz parte de uma “nova abordagem” que ele quer implementar na companhia, junto a CEOs globais das grandes empresas do segmento, como forma de “avançar na transição energética”. “Estamos aproximando a Petrobras das outras grandes empresas do setor para construir novas oportunidades de cooperação tanto no segmento de óleo e gás como para a transição energética. Essa iniciativa está dentro da minha nova abordagem de tratar diretamente com os CEOs globais das grandes empresas do segmento para avançarmos na transição energética", afirmou Prates por meio de comunicado à imprensa. (Valor Econômico - 13.02.2023)
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Pacto Global ONU Brasil: Desempenho brasileiro na agenda ESG é insuficiente

O Pacto Global da ONU no Brasil divulgou recentemente a análise de 82 empresas de capital aberto que reportam seus resultados nos padrões do Global Reporting Initiative (GRI), e os resultados não são muito animadores em capítulos importantes da agenda ESG. Apesar do discurso de combate às mudanças climáticas no setor empresarial, por exemplo, apenas duas têm suas metas para mitigação de emissão de gases aprovada pela Science-Based Targets initiative (SBTi), e menos da metade das 82 companhias tem algum tipo de estratégia estabelecida. A maior parte das organizações, 35 delas, concentra suas ações no Escopo 1 (que trata das emissões de gases do efeito estufa pela própria companhia); outras 29 estão cuidando também do Escopo 2 (cujas emissões derivam dos recursos utilizados pela companhia para sua produção); e apenas 12 organizações trabalham para a redução das emissões no Escopo 3 (geradas por terceiros, como fornecedores). (Valor Econômico - 10.02.2023)
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Chile: Indústria de energia em papel de protagonismo de solar e eólica

A indústria de energia chilena deve desempenhar um papel de liderança na economia nacional em 2023 e aparece como o segundo maior setor investidor do país, seguindo a mineração. De acordo com a Generadoras de Chile, a guilda que reúne grandes fornecedores de eletricidade que operam no país, um total de 74 novos projetos que somam 4.318 MW de capacidade instalada e um investimento de US$ 6,04 bilhões devem entrar em operação durante 2023, com 98,2% das iniciativas de investimento correspondendo a energias renováveis, incluindo 51,4% de energia eólica e 38,6% de solar. A guilda destaca a necessidade de abordar condições habilitadoras para sustentar o desenvolvimento de energias renováveis e eletrificação, como a implementação oportuna de armazenamento e regulamentos para integrar mais renováveis, transmissão robusta e oportuna, modernização profunda do Estado, coerência regulatória para alcançar a neutralidade de carbono, modernização do setor de distribuição e trabalhar para tornar a transição energética uma boa notícia para as comunidades e territórios onde os projetos são desenvolvidos. (Revista Eletricidade - 21.02.2023)
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Eventos

Evento debaterá realidade portuária para a transição energética

A transição energética e as oportunidades de negócios envolvendo complexos portuários irão compor um dos painéis do segundo dia do Congresso Intermodal South America, que acontece durante a 27ª Intermodal South America, de 28 de fevereiro a 2 de março de 2023, no São Paulo Expo, sob organização da Informa Markets. Nos tópicos de discussão, está confirmada a presença do diretor técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Sandro Yamamoto. Segundo o executivo, serão abordadas as principais oportunidades e desafios da eólica offshore na conjuntura nacional. O painel que trata do papel dos portos na transição energética trará um resumo de dados globais e a posição do Brasil na discussão. Além disso, será feito um panorama de alguns dos principais caminhos e os próximos passos para a cadeia de valor do segmento com base em estudos existentes, considerando fatores como infraestrutura portuária e logística, papel da fonte na transição energética e transmissão. (CanalEnergia - 15.02.2023) 
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Instituto de Economia da Unicamp: Transição sustentável no Brasil

O Instituto de Economia (IE), por meio do Observatório da Economia Contemporânea, realiza, no dia 9 de março, a partir das 10h, na modalidade online, o evento “Transição sustentável no Brasil”. O encontro virtual contará com a participação dos professores Karin Costa Vazquez, do Center for China and Globalization, e de Marco Aurelio Crocco, docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e presidente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTec). A organização é dos economistas Ricardo Carneiro (Unicamp) e Fernanda Feil, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Interessados em participar devem acessar o link https://youtube.com/live/K8zk8EyyCs8. (UNICAMP)
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19º COBEE: Congresso Brasileiro de Eficiência Energética

Seguindo a tendência mundial de business events em serem cada vez mais focados em negócios, networking e na disseminação de conteúdo de alto nível, o COBEE se apresenta em 2023 em um formato business driven. A ideia é permitir o desenvolvimento de melhores oportunidades de negócios, networking e na entrega de serviços diferenciados aos seus participantes, patrocinadores e colaboradores. Realizado anualmente pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – ABESCO, o COBEE – Congresso Brasileiro de Eficiência Energética, chega à sua 19ª edição, consolidado como ponto estratégico para debates e negócios em torno de melhores práticas, tecnologias e serviços que buscam promover o uso racional dos insumos energéticos. Em 2023, o COBEE será presencial. Sem nunca perder de vista o foco em conteúdo, em 2022 o evento visa aproximar participantes do congresso com os patrocinadores e expositores do evento, focando em gerar oportunidades de negócios e de adição de valor para todos os envolvidos. (COBEE 2023)
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C-Move Brasília 2023

No C-MOVE Brasília, serão discutidos os assuntos que movimentam o Brasil ao caminho da eletrificação. Temas importantes como políticas públicas, infraestrutura e tecnologia que giram em torno da mobilidade híbrida e elétrica. Com 2 dias de congresso, o Encontro levará a mobilidade elétrica para o centro das decisões nacionais. (CanalEnergia)
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CIDE: Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica

No universo da distribuição de energia, todas essas mudanças influenciam o modelo de negócio das concessionárias, que precisam estar cada vez mais atentas a tendências, como transformação digital, automação da operação, digitalização da rede, governança de dados e cibersegurança, além de soluções para integração da geração eólica e solar. Nesse sentido, é fundamental que os agentes do setor estejam atualizados e trabalhando em consonância com todo este movimento. Pensando nisso, o Instituto O Setor Elétrico e a Abradee uniram forças para realizar em conjunto o Congresso de Inovação na Distribuição de Energia Elétrica (CIDE), evento que reunirá executivos, autoridades e grandes especialistas do setor elétrico para discutir os temas mais relevantes e urgentes que estão transformando o mercado de distribuição de energia elétrica. O evento será realizado nos dias 8 e 9 de março de 2023, no Pro Magno Centro de Eventos, em São Paulo. (CanalEnergia)
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