IFE
05/05/2023

IFE Transição Energética 16

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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05/05/2023

IFE nº 16

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 16

Dinâmica Internacional

IEA: Caminhos confiáveis para 1,5°C

O relatório "Caminhos confiáveis para 1,5°C: Quatro pilares de atuação na década de 2020", lançado pela Agência Internacional de Energia (IEA) em preparação para a COP28. O relatório destaca quatro pilares fundamentais para manter o limite de aquecimento global em 1,5°C, que incluem a descarbonização da eletricidade, a aceleração da eficiência energética e eletrificação, a redução do desmatamento e o combate às emissões não relacionadas ao CO2. O relatório enfatiza que é necessário implementar ações imediatas e fortes nesses quatro pilares, bem como contribuições de todos os países, para atingir a meta de 1,5°C (IEA – Abril 2023).
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PwC: Transição energética impulsiona renováveis, mas incerteza freia fusões e aquisições no setor

A perspectiva de investimentos na transição para uma economia de baixo carbono deverá manter aquecido o movimento de fusões e aquisições no setor elétrico, com aumento da demanda por energia renovável, na avaliação de especialistas da consultoria PwC. Pelos dados da consultoria, 2022 foi o melhor ano para essas transações desde 2014, mas, neste ano, as incertezas macroeconômicas, marcadas pelos juros elevados, deverão frear os negócios. Conforme mapeamento da PwC, em 2022, foram registradas 136 transações no setor classificado como “energy, utilities and resources”, que inclui, além do setor elétrico, a indústria de mineração e de petróleo e gás, o maior número desde 2014. Nesse setor, o número de transações cresceu 20,3% ante 2021, diferentemente do que ocorreu no mercado como um todo. (Broadcast Energia - 24.04.2023)
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IEA: Grécia deve aproveitar seus sucessos na redução da dependência de combustíveis fósseis

A Grécia tem tomado medidas significativas para apoiar suas metas climáticas ambiciosas e alcançou progressos notáveis desde a última revisão da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) em 2017. O país estabeleceu novas metas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, reduziu drasticamente o uso de geração a carvão, reformou seus mercados de eletricidade e gás natural, expandiu suas interconexões transfronteiriças e aprovou legislação para permitir o desenvolvimento da geração eólica offshore. Apesar disso, a Grécia ainda precisa reduzir sua dependência de combustíveis fósseis e acelerar o processo de licenciamento de novos projetos de energia renovável para atingir sua meta de emissões líquidas zero até 2050. A política energética do país busca aumentar a geração de energia renovável, expandir suas conexões regionais e internacionais e melhorar sua eficiência energética. (IEA – 27.04.2023)
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IEA: Austrália elevou suas metas climáticas e deve acelerar sua transição para energia limpa

A Agência Internacional de Energia analisou o progresso da Austrália em relação à energia limpa e mudanças climáticas e recomendou que o país continue a fortalecer suas políticas e planos de longo prazo para garantir o cumprimento de suas metas. A Austrália é um grande exportador de combustíveis fósseis e minerais essenciais usados em muitas tecnologias de energia limpa. A transição para a energia limpa apoiaria a diversificação econômica e o crescimento industrial do país, proporcionando resiliência de longo prazo contra os choques do mercado global de energia. O relatório da IEA elogia as medidas recentes tomadas pela Austrália para acelerar sua transição energética, mas destaca que ainda são necessários maiores esforços para melhorar a eficiência energética e aumentar o investimento em energia limpa, bem como uma abordagem de todo o governo para acabar com a alta dependência do país de combustíveis fósseis. (EE Online – 25.04.2023)
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IEA: Nova Zelândia pode usar seus pontos fortes de eletricidade limpa para descarbonizar seu sistema de energia

A Agência Internacional de Energia (IEA) publicou um relatório sugerindo que a Nova Zelândia pode alcançar suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa usando seus recursos de energia renovável para descarbonizar o transporte e a indústria. O relatório destaca a necessidade de desenvolver caminhos para atingir seus objetivos ambiciosos e adaptar o sistema elétrico para integrar maiores quotas de energias renováveis variáveis, como a eólica e a solar. Além disso, o relatório recomenda avançar em reformas no sistema de licenciamento para novos projetos renováveis e finalizar uma estrutura regulatória para eólica offshore. O foco principal deve estar na descarbonização dos setores de transporte e industrial por meio de eletricidade limpa e tecnologias para reduzir as emissões de maneira econômica. O relatório conclui que a Nova Zelândia tem potencial para ser pioneira global na integração de altas parcelas de energias renováveis, mas ainda precisa garantir um foco sustentado e financiamento contínuo para programas de eficiência energética.
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América Latina: Banco de desenvolvimento promete apoio para acelerar transição energética

O CAF, banco de desenvolvimento da América Latina, e o Instituto das Américas (IOA) assinaram um acordo para desenvolver projetos que acelerem a transição energética na região. As instituições se comprometeram a trocar conhecimentos, promover pesquisas e publicações, cursos de capacitação e eventos, incluindo a organização conjunta de uma sessão e visita de campo durante a Cúpula de Cidades das Américas de 2024. O acordo foi assinado durante a cúpula de 2023 em Denver, nos Estados Unidos. Os recursos do CAF fazem parte dos US$ 231 milhões aprovados pelo Fundo Verde para o Clima para financiar a transição do sistema de transporte para a eletrificação em países latino-americanos. A iniciativa Cities Forward do Departamento de Estado dos EUA selecionará cidades das Américas para desenvolver projetos de design que estimulem a criação de empregos, o investimento em inovação, a mitigação da poluição, o fortalecimento da resiliência climática no ambiente construído e a melhoria da saúde e do bem-estar em comunidades carentes. O Brasil assume a liderança com a Rede de Cidades Antirracistas e Pacto de Combate ao Racismo, ambas lançadas pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o trabalho será expandido de 26 cidades brasileiras para toda a região. (EPBR – 27.04.2023)
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EUA: Instalação de 43 Itaipus de energia renovável até 2030

De acordo com a BloombergNEF, os EUA instalarão energia solar e eólica nova suficiente para abastecer mais de 100 milhões de residências nos próximos sete anos, se os desafios de conexão à rede elétrica não atrapalharem. Com o impulso de uma nova lei e demanda forte de estados, empresas, investidores e consumidores, a nova capacidade instalada pode chegar a 606 GW até 2030. Isso equivaleria a cerca de 43 vezes os 14 GW de capacidade de Itaipu. As ameaças ao boom incluem inflação, no curto prazo, e problemas de interconexão que precisam melhorar até 2025. “O maior empecilho serão os gargalos da rede”, disse Pol Lezcano, analista de energia solar da BloombergNEF. Os projetos incluirão 358 GW de painéis solares, 137 GW de turbinas eólicas e mais 111 GW de armazenamento, a serem construídos entre 2023 e 2030. (Valor Econômico - 24.04.2023)
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EUA: Agência de Proteção Ambiental deve limitar emissões de usinas a gás e a carvão

A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) se prepara para emitir novas regras que reduziriam a quantidade de gases de efeito estufa produzidos pelas usinas a gás e a carvão nas próximas décadas, de acordo com fontes. Pela primeira vez, as emissões de usinas de gás natural novas e existentes, bem como de usinas a carvão existentes, seriam regulamentadas. As concessionárias de energia elétrica teriam opções para atender aos padrões mais rígidos, como a adoção de sistemas de captura de carbono ou a mudança para combustíveis mais limpos, como o hidrogênio. As usinas de gás e carvão mais antigas que estão prestes a se aposentar ou usinas que são usadas com moderação não seriam obrigadas a atender ao mesmo padrão de gases de efeito estufa. A Casa Branca planeja anunciar as novas regras na primeira semana de maio, embora o prazo possa mudar. (Broadcast Energia - 24.04.2023) 
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Dinamarca: Ampliação de cooperação com a China visando a transição energética

O governante dinamarquês visitará a China para se reunir com altos funcionários do Ministério da Ecologia e Ambiente, da Administração Nacional de Energia e da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O objetivo da visita é discutir a cooperação entre a China e a Dinamarca na aceleração da transição verde e aumentar as ambições para a COP28. Desde 2005, a China e a Dinamarca estabeleceram uma ampla colaboração em áreas como energia renovável, eficiência energética e aquecimento distrital. Durante a visita, o ministro dinamarquês irá assinar um novo acordo para aprofundar a cooperação bilateral em energia e aquecimento distrital para acelerar a transição verde da China. (Renews.Biz - 20.04.2023) 
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União Europeia: Aprovação de reforma no mercado de carbono

Os países da União Europeia aprovaram uma reforma no mercado de carbono que vai aumentar o custo de poluição no bloco e criar limitações para a emissão de carbono em diversos setores produtivos. A decisão ratifica projeto aprovado no Parlamento Europeu na semana passada que previa a tributação das importações com base nos gases de efeito estufa emitidos para a produção dos produtos. Inicialmente o projeto seria aplicado nas importações de ferro, aço, alumínio, cimento, fertilizantes, eletricidade e hidrogênio, porém o acordo assinado pelos países da UE também prevê a cobrança de uma taxa de carbono para transportes aéreos e marítimos. A emissão de carbono de veículos e residências individuais também serão alvo das taxas, mas com um limite até 2030. Os importadores terão que começar a pagar o imposto em 2026. Essa data coincide com o fim gradual das permissões concedidas aos fabricantes europeus, que ainda não estão sendo cobrados pelos gases de efeito estufa que emitem na produção dos produtos taxados. (Valor Econômico - 25.04.2023)
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União Europeia: Taxa de carbono será implementada em 2026

O Conselho Europeu adotou cinco leis que permitirão à União Europeia reduzir emissões de gases-estufa nos principais setores da economia. A mais importante é a aprovação do imposto de ajuste de fronteira sobre carbono, conhecido pela sigla CBAM. Trata-se da primeira taxa de carbono sobre importações do mundo. Os países do bloco também concordaram em promover uma reforma do mercado de créditos de carbono europeu, incluindo novos setores da economia como aviação e transporte marítimo. O CBAM atingirá as importações para a Europa de produtos intensivos em carbono. É uma medida para proteger a indústria europeia, que tem que lidar com os custos de cortar emissões e pode sofrer concorrência de empresas sediadas em outros países com regras climáticas muito mais brandas. A ideia é tornar os produtos estrangeiros de alta emissão mais caros que os europeus. Na primeira fase, o novo imposto europeu irá mirar setores que emitem mais carbono como minério de ferro e aço, cimento, fertilizantes, alumínio, produção de hidrogênio e eletricidade. No caso da CBAM, contudo, há um longo período de transição. As primeiras importações serão impactadas apenas em 2026. (Valor Econômico - 25.04.2023) 
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União Europeia: Armazenamento de energia é peça central da descarbonização europeia

A Comissária de Energia da UE, Kadri Simson, definiu o armazenamento de energia como "peça central" para a construção de um sistema de energia descarbonizado, flexível e econômico por meio da eletrificação e da integração do sistema de energia. Falando em um debate com eurodeputados sobre o papel do armazenamento de energia no sistema elétrico europeu, Simson apresentou as últimas propostas da UE para armazenamento de energia, incluindo a necessidade de recursos de armazenamento em bateria que possam fornecer flexibilidade. Ela disse que o papel do armazenamento é frequentemente "esquecido" em planos e estratégias, apesar de ser vital para atingir as metas do plano REPowerEU da UE e aumentar as metas de energia renovável. (Energy Storage - 19.04.2023) 
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Bulgária: País firma acordos com Banco Europeu para a reconstrução e o desenvolvimento de energia renovável e armazenamento de energia

O Ministério da Energia da Bulgária e o Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (BERD, sigla em inglês) assinaram dois acordos para o desenvolvimento de energias renováveis no país. Como parte fundamental do Plano Nacional de Recuperação e Sustentabilidade, os acordos apoiarão o crescimento de nova capacidade solar fotovoltaica, bem como do armazenamento de energia. O BERD fará uma análise de todas as tecnologias de armazenamento de energia existentes, a fim de determinar as mais adequadas para o país, e também organizará licitações para a entrega de dois sistemas prontos para operação imediata. (Energy Storage News - 05.04.2023) 
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Nacional

Brasil: Descarbonização da energia na Amazônia vai custar no mínimo R$ 5 bi

O governo federal brasileiro está prestes a lançar um novo programa com o objetivo de descarbonizar a região amazônica, que abriga 211 localidades ainda não conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e ainda alimentadas principalmente por geradores a diesel. A Secretaria de Energia Elétrica irá liderar o programa, parte do Programa de Universalização da Energia Elétrica, que visa fornecer energia limpa e renovável, principalmente solar, para comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, incluindo o Território Indígena Yanomami. Cerca de 2,7 milhões de pessoas são atendidas por esses sistemas isolados, e algumas áreas recebem eletricidade por apenas quatro horas por dia. O plano busca substituir gradualmente a geração de combustíveis fósseis nessas áreas. O governo ainda não definiu uma data oficial de lançamento, mas números preliminares sugerem que serão necessários investimentos de pelo menos R$5 bilhões, sendo que R$3 bilhões já estão garantidos para a redução da geração a diesel na região. Especialistas acreditam que a descarbonização da Amazônia deve envolver o desligamento das usinas a diesel e a introdução de projetos fotovoltaicos com sistemas de armazenamento, juntamente com um quadro político para lidar com a logística reversa desses componentes no final de suas vidas. (Valor Econômico – 30.04.2023)
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Transição energética das petroleiras latino-americanas gera preocupações

As empresas de petróleo latino-americanas, incluindo a Petrobras, estão mudando seu foco em direção à energia limpa como parte de uma tendência global, levando a preocupações entre os analistas sobre o negócio principal e o foco de investimentos. A região experimentou a queda mais acentuada na produção de petróleo em todo o mundo na última década, com países como Venezuela e México sendo fortemente impactados. Apesar da incerteza, a transição energética é vista como uma estratégia de longo prazo pelos especialistas. Chile, Argentina, Bolívia e Uruguai estão entre os países que avançam em sua transição energética, com investimentos em energias renováveis e hidrogênio verde. No entanto, a exploração e produção de petróleo e gás continuam sendo parte significativa dos portfólios dessas empresas, e a velocidade da transição varia entre elas. (Valor Econômico – 25.04.2023)
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Brasil: Setor de óleo e gás de mãos dadas com a transição energética

A transição energética em andamento é uma oportunidade para o Brasil ampliar sua participação de fontes renováveis em sua matriz energética, além de aproveitar a chance de explorar novas áreas de petróleo e gás. A demanda global por petróleo e gás permanecerá alta nas próximas décadas, o que significa que o setor de petróleo e gás deve diversificar seu portfólio e investir em tecnologias de baixo carbono para cumprir as metas de descarbonização. O Brasil tem uma produção nacional de petróleo com uma intensidade de carbono por barril mais baixa que a média mundial e uma participação de mais de 40% de fontes renováveis em sua matriz energética, o que o coloca em posição privilegiada na transição energética. O setor de petróleo e gás é estratégico para a economia brasileira e representa 15% do PIB industrial do país, com a estimativa de gerar mais de 445 mil postos de trabalho diretos ou indiretos ao ano na próxima década e cerca de US$ 180 bilhões em investimentos. O Brasil tem desafios e oportunidades, como o desenvolvimento do mercado de gás natural e a entrada de novos operadores privados no mercado nacional, o que significa maior competição e novos investimentos em tecnologia, operação e eficiência. (CNN – 22.04.2023)
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Brasil: ONS poderá propor sandboxes para remunerar serviços ancilares mediante aval da Aneel

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) poderá realizar sandboxes tarifários para remuneração de serviços ancilares - atividades auxiliares à geração de energia elétrica fornecida por usinas, principalmente hidrelétricas. Isso dependerá de autorizações específicas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas já está previsto na norma aprovada pela diretoria da agência. A medida visa atender à evolução do tema, que “exige uma abordagem mais ágil e moderna que permita o tratamento prévio de possíveis soluções”, segundo o relator, Hélvio Guerra. O regulamento também tratou da manutenção da reserva operacional de energia, além do suporte reativo por usinas eólicas e solares, bem como por usinas híbridas e termelétricas. (Broadcast Energia - 25.04.2023)
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Brasil: Geração eólica offshore aguarda regulamentação

Empresas petroleiras estão investindo em pesquisas e parcerias para a geração eólica offshore no Brasil, com a expectativa em torno do Projeto de Lei 576/21 que tramita na Câmara dos Deputados. Especialistas apontam a necessidade de uma estratégia que envolva a complexidade de logística marítima, portos e indústria dos materiais para torres eólicas no mar. Apesar dos atuais riscos da sobrecarga do sistema nacional de energia, os pesquisadores advertem que a demanda de fontes renováveis requer o aproveitamento dos ventos marítimos. Estudos indicam potencial de 700 GW na costa brasileira em áreas com até 50 metros de profundidade e torres de 100 metros de altura. Diversos projetos já foram encaminhados para licença ambiental, como a parceria entre Petrobras e Equinor para sete parques eólicos no mar brasileiro até 2028. (Valor Econômico – 02.05.2023)
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Artigo de Assis Moreira: "Nacionalismo metálico entra no radar"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Assis Moreira, correspondente do jornal em Genebra, aborda a questão das matérias-primas na transição energética. O autor aponta que se por um lado a transição energética reduzirá a dependência global de combustíveis fósseis, por outro, exigirá um aumento enorme da produção e do comércio internacional de várias matérias-primas para descarbonizar as economias: "pelas projeções da Agência Internacional de Energia (AIE), nos próximos 20 anos a demanda do setor de energia limpa por materiais como cobalto, grafite natural ou lítio aumentará de 20 para mais de 40 vezes". Neste sentido, Moreira afirma que o cenário de alta tensão geopolítica faz com que os países da OCDE levantem cada vez mais restrições à exportação de matérias-primas críticas: "o Chile é país que mais recentemente anunciou plano de nacionalizar as reservas de lítio. O México já decidiu a nacionalização de sua indústria dessa commodity no ano passado. A Indonésia controla a exportação de níquel, pela qual quer ser uma potência na energia limpa. O Zimbábue proibiu a exportação de lítio não processado". Por fim, o autor aponta que o Brasil tem um peso nada desprezível em algumas matérias-primas industriais estratégicas e que cabe ao governo explorar parcerias estratégicas com outros países: "conforme levantamento da OCDE, o país detém a segunda maior reserva mundial de elementos de terra rara (18,33% do total), bastante utilizada na indústria de alta tecnologia; de manganês (13,6%) e de ferro-gusa (18,8%). Tem a terceira maior reserva de níquel (12,4%) e também de grafite natural (24%). Mas, em termos de produção, só aparece entre os maiores com o grafite, com 8,5% do total e 2% de ferro-gusa. [...] Agora, cabe ao governo Lula definir claramente a direção que o país vai tomar". (GESEL-IE-UFRJ – 27.04.2023)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

IEA: Carros elétricos compactos e a combustão terão preços equivalentes em breve

Os preços cobrados por carros elétricos compactos deverão cair e alcançar patamar de igualdade com os valores praticados em veículos a combustão de mesmo porte até meados desta década, disse recentemente a Agência Internacional de Energia. De acordo com o órgão, a equiparação financeira acontecerá em mercados da Europa e da América do Norte e será acompanhada de importante crescimento nas vendas de VEs. Segundo previsões, as vendas de carros elétricos em todo o mundo aumentarão 35% este ano e alcançarão cerca de 14 milhões de unidades. Dessa forma, representarão 18% do mercado de automóveis de passeio, muito acima dos parcos 4% registrados em 2020. "Nossa expectativa atual é que possamos ver paridade de preços em carros elétricos de pequeno e médio porte nos mercados da América do Norte e da Europa em algum momento em meados da década de 2020", disse o chefe de política de tecnologia energética da IEA, Timar Guel. (Inside EVs - 28.04.2023) 
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IEA: Vendas de carros elétricos devem atingir recorde em 2023

A nova edição do relatório anual Global Electric Vehicle Outlook da Agência Internacional de Energia indica que este ano as vendas no mundo de carros elétricos devem atingir um novo recorde. A participação no mercado automotivo deve ir a cerca de 20%, impactando em especial o setor petroleiro. O relatório mostra que mais de 10 milhões de carros elétricos foram vendidos em todo o mundo no ano passado e que as vendas devem crescer mais 35% este ano, chegando a 14 milhões. A disparada significa que a participação dos carros elétricos no mercado de automóveis aumentou de cerca de 4% em 2020 para 14% em 2022 e deve aumentar ainda mais para 18% este ano, com base nas últimas projeções da IEA. A expectativa é que políticas como o pacote Fit for 55 na União Europeia e a Lei de Redução da Inflação nos Estados Unidos façam crescer mais a participação no mercado nesta década e no futuro. Até 2030, a participação média dos carros elétricos nas vendas totais na China, na UE e nos Estados Unidos deve aumentar para cerca de 60%. Os projetos anunciados de fabricação de baterias seriam mais do que suficientes para atender à demanda por veículos elétricos até 2030 no Cenário Net Zero Emissions by 2050 da AIE, embora a fabricação se mantenha concentrada na China. (CanalEnergia - 26.04.2023)
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Brasil: País entra no mapa global de lítio para baterias de veículos elétricos

O Brasil deu mais um passo para ampliar sua presença na cadeia global de produção de insumos para baterias de carros elétricos. A Sigma Lithium iniciou oficialmente a extração de lítio verde (Green Lithium) em escala comercial para atender aos mercados externos, concluindo a transição da fase de desenvolvimento para produção em escala. Em comunicado oficial, a empresa canadense, que é controlada por um fundo brasileiro, informa que recebeu a licença ambiental e realizou a transição da fase de pesquisa e desenvolvimento para a produção dentro do cronograma no projeto intitulado Grota do Cirilo, que fica na região do Vale do Jequitinhonha, norte de Minas Gerais. Segundo relatado, a produção inicial atingiu 75% da capacidade instalada no local, com a previsão de que a unidade esteja em plena capacidade até julho deste ano. (Inside EVs - 17.04.2023) 
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Brasil: Governo Federal estuda linha de crédito para impulsionar carro elétrico

A BYD está em negociações avançadas para a instalação de sua fábrica no Brasil. Nesse contexto, os executivos da montadora chinesa se reuniram com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar dos detalhes da futura instalação, onde surgiram demandas para alavancar as vendas de carros elétricos no país. Conforme já noticiamos, o projeto inicial da BYD era adquirir o parque industrial da Ford em Camaçari (BA), que atualmente está desativado. Em visita recente à China, Lula visitou a sede da montadora e se reuniu com os executivos, que reafirmaram a instalação da fábrica em solo brasileiro, mesmo que a negociação não dê certo com a Ford, segundo uma apuração recente da Reuters. O plano B da gigante chinesa seria construir uma fábrica totalmente nova, em outro local fornecido pelo governo da Bahia. Conforme relatado pela reportagem, a BYD até prefere esta segunda opção, pois os chineses consideram que seria mais rápido construir uma fábrica do zero do que fazer adaptações em uma instalação já existente. E segundo o governador da Bahia, os planos da BYD para o Brasil são grandes: a ideia da montadora chinesa é construir a maior linha de montagem para veículos elétricos e eletrificados fora da China, com a missão de abastecer o mercado interno e os países da América Latina. No entanto, a montadora fez algumas exigências para avançar com o projeto, e entre elas está a criação de linhas de crédito para alavancar as vendas de VEs junto a motoristas de aplicativo, taxistas e a população de renda mais baixa. Também está na lista de exigências políticas públicas para que os governos Federal e Estadual assumam o compromisso de incorporar veículos elétricos em suas frotas oficiais, além de ambulâncias, ônibus escolares e transporte público. Por fim, foi colocado na mesa a questão da isenção de IPVA, que o governador disse que eventualmente pode ser atendida de forma parcial. (Inside EVs - 20.04.2023) 
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Brasil: Carros elétricos e híbridos podem ter IPVA zero no estado de SP

Os carros elétricos e híbridos que circulam no estado de São Paulo podem ter o IPVA reduzido ou mesmo zerado. O plano foi comentado pelo governador Tarcísio de Freitas na terça-feira (25) e pode entrar em vigor já em 2024. A fala do governador se dá no mesmo momento em que um aumento de tributação para carros elétricos e híbridos é sustentado pela Anfavea, entidade que representa os fabricantes automotivos no país. O objetivo é passar a cobrar imposto de importação para os modelos eletrificados, que até o momento são isentos desse tributo. Mas voltando ao estado de São Paulo, a isenção de IPVA se mostra uma medida favorável. Vale lembrar que, na capital, desde o ano passado, já existe o desconto de 50% para os veículos eletrificados de qualquer valor. Ampliar essa medida para todo o estado é mais um incentivo para mobilidade elétrica. Na verdade, o governador já havia falado sobre o tema incentivos para carros elétricos (e eletrificados, sem especificar) na semana passada, durante o anúncio do investimento de R$ 1,7 bilhão da Toyota para produzir um inédito veículo compacto híbrido flex em sua fábrica de Sorocaba (SP). (Inside EVs - 26.04.2023) 
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Brasil: Com 'megaprograma' de eficiência energética, governo proporá renovar concessões

O governo deve divulgar nos próximos dias o modelo para renovação das concessões de distribuidoras de energia elétrica. Pelo menos duas dezenas de contratos no setor, incluindo a Enel São Paulo e a CPFL Paulista, vencem até 2030. Juntas, elas têm faturamento anual de quase R$ 100 bilhões e representam 62% do mercado nacional. As regras preliminares dos novos contratos serão anunciadas pelo Ministério de Minas e Energia, que abrirá uma consulta pública para discutir o modelo. Segundo relatos feitos à reportagem, alguns pontos já estão praticamente certos. As atuais distribuidoras poderão mesmo renovar seus contratos por 30 anos (outra opção seria relicitar as concessões) e essa renovação deverá ocorrer sem outorga, ou seja, sem pagamento das empresas à União. O indexador das contas de luz mudará do IGP-M (índice com forte influência dos preços no atacado) para o IPCA, que tem sido a taxa usada preferencialmente nas tarifas públicas desde os anos 2000. Haverá investimentos obrigatórios para aumentar a qualidade dos serviços, com queda das interrupções no fornecimento de energia, e para reduzir perdas na distribuição. Uma das grandes novidades, entretanto, deverá ser a formulação de um “megaprograma” de eficiência energética. As distribuidoras terão que aplicar mais recursos em campanhas e ações que diminuam o consumo de energia. (Broadcast Energia - 26.04.2023)
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EPE/IEA: Atlas de Eficiência Energética Brasil 2022

O Atlas de Eficiência Energética Brasil 2022 tem como objetivo monitorar o progresso da eficiência energética no país através de análise de indicadores, com dados atualizados até 2021. Esta edição também apresenta um capítulo especial sobre a indústria do aço, com foco em avanços em eficiência energética e mitigação de emissões de carbono, resultado de uma cooperação entre EPE, IEA e Instituto Aço Brasil. Essa é uma atualização e complementação do primeiro relatório de indicadores, publicado em 2020, que analisava dados até 2018.
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Berg Insight: Casas inteligentes elevarão a eficiência energética

Uma pesquisa da empresa de análise Berg Insight descobriu que o número de casas inteligentes na Europa e na América do Norte atingiu 120,5 milhões em 2022. Os produtos e serviços domésticos inteligentes que podem ajudar as famílias a reduzir seu consumo de eletricidade provavelmente crescerão nos próximos anos, segundo o relatório. Prevê-se que os condicionadores de ar inteligentes, bombas de calor, termostatos e outros produtos que permitem que as famílias reduzam os custos aumentem em popularidade. A América do Norte é o mercado líder em termos de penetração, com 39,2% de todos os lares com pelo menos um produto ou sistema doméstico inteligente. Durante 2022, o número de casas inteligentes na América do Norte cresceu 12% ano a ano. Estima-se que até 2027 cerca de 88,1 milhões de lares na América do Norte serão inteligentes. Havia um total de 63,1 milhões de casas inteligentes na Europa no final de 2022. Prevê-se que o número de casas inteligentes na região atinja cerca de 112,8 milhões no final de 2027. (Power Grid - 18.04.2023) 
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EUA: Governo pode adiar decisão sobre programa de biocombustíveis para veículos elétricos

O governo dos EUA pode adiar a decisão de fornecer créditos negociáveis a fabricantes de veículos elétricos (VEs) sob um esquema de combustível renovável, devido a preocupações com desafios legais ao plano. O esquema adicionaria créditos para carregar VEs usando energia gerada a partir de gás natural renovável. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA recomendou a adição de VEs ao Padrão de Combustíveis Renováveis dos EUA em 2023-2025, mas o governo agora pode dividir as duas coisas para evitar possíveis atrasos. A transformação da frota de carros do país em VEs é uma parte central do plano de mudanças climáticas do presidente Joe Biden. (Reuters – 01.05.2023)
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Califórnia: Estado atinge 1,5 milhão de carros elétricos

A Comissão de Energia da Califórnia afirma que o estado mais rico do país atingiu as vendas de veículos elétricos previamente estipulada de 1,5 milhão de unidades dois anos antes de sua meta de 2025. Isso pode não ser surpresa para as pessoas que acompanham o segmento, graças à enorme popularidade dos veículos elétricos na Califórnia, embora esse não seja o único estado dos EUA com vendas de veículos elétricos em expansão, e a lista está crescendo. De acordo com o site Electrek, o ex-governador da Califórnia, Jerry Brown, estabeleceu a meta de vendas de veículos elétricos para 2025 lá atrás, em 2012. Em 2023, 21% dos carros vendidos até o momento na Califórnia eram VEs. Nenhum outro estado pode afirmar ter números tão altos. De fato, 40% de todos os carros com emissão zero vendidos até o momento nos EUA em 2023 foram vendidos na Califórnia. O país como um todo registrou 5,6% das vendas de veículos elétricos em 2022, o que ainda é um grande salto em relação aos 1-2% dos últimos anos. Os incentivos ajudaram a Califórnia a atingir o marco de vendas de veículos elétricos mais rapidamente do que teria sido possível sem eles. A Electrek afirma que US$ 2 bilhões em incentivos ajudaram o estado ao longo dos anos. (Inside EVs - 24.04.2023)
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China: VEs alcançarão um terço do mercado em 2023

Os veículos elétricos são as estrelas do Salão do Automóvel de Xangai 2023, uma das maiores feiras do setor automotivos do mundo. As vendas de veículos de energia nova, uma categoria composta principalmente por veículos elétricos, estão a caminho de atingir 9 milhões de unidades este ano, cerca de um terço do total de vendas de automóveis. "Este ano teremos veículos de energia nova subindo para perto de 10 milhões de unidades, e seu volume em 2035 será de pelo menos 25 milhões de unidades, o que será 80% de todos os veículos novos vendidos", disse Ouyang Minggao, professor de engenharia automotiva da Universidade Tsinghua, em Pequim. A China é o maior mercado de veículos automotivos e elétricos do mundo, lar de cerca de 200 fabricantes de veículos elétricos. As vendas de todos os veículos novos devem crescer 3% este ano, para 27,6 milhões de unidades, de acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis. (Valor Econômico - 19.04.2023) 
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EUA: Crescimento das vendas de VE aumenta a pressão para atender à demanda de carregamento

Dois terços dos novos veículos leves vendidos nos EUA até 2032 poderão ser VEs se os novos padrões propostos pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA entrarem em vigor, trazendo benefícios e desafios para as cidades em todo o país. Mas as vendas de VEs estão crescendo rapidamente, pressionando os municípios e o setor privado para fornecer a infraestrutura de carregamento necessária para atender à demanda futura. As vendas do primeiro trimestre estabeleceram um novo recorde, com os VEs respondendo por 7,2% das vendas de veículos novos. No ano passado, o Edison Electric Institute projetou que mais de 26 milhões de veículos elétricos estariam rodando nos Estados Unidos em 2030; McKinsey estimou 48 milhões. O desafio de fornecer estações de recarga suficientes e prontamente acessíveis pode ser mais agudo em centros urbanos, particularmente em comunidades de baixa renda, onde a transição para veículos de emissão zero é mais necessária. (Utility Dive - 13.04.2023) 
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

GESEL lança livro “A Economia do Hidrogênio”

O GESEL lançou na terça-feira, dia 25/04, o livro “A Economia do Hidrogênio: Transição, descarbonização e oportunidades para o Brasil”. Fruto de um projeto desenvolvido no âmbito do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e financiado pela empresa Energy Assets do Brasil Ltda com apoio da Siemens Energy, a publicação apresenta uma análise abrangente e atual do arcabouço de conhecimentos técnicos, financeiros, econômicos, regulatórios e ambientais da área de Economia do Hidrogênio. Reunindo resultados das considerações e análises de uma equipe multidisciplinar de pesquisadores do GESEL (Grupo de Estudos do Setor Elétrico) da UFRJ e da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), o documento visa informar tanto os leitores curiosos quanto os atores do setor sobre o estado da arte e as perspectivas de desenvolvimento da economia de hidrogênio de baixo carbono no Brasil. (GESEL-IE-UFRJ – 25.04.2023)
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Artigo GESEL/AHK: Desenvolvimento da cadeia produtiva do H2 e o mercado de trabalho

Foi publicado novo artigo GESEL no Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O texto, assinado por Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Bruno Elizeu (Pesquisador Júnior do GESEL) é intitulado “O desenvolvimento da cadeia produtiva do hidrogênio e as oportunidades para o mercado de trabalho no Brasil”. Segundo os autores, “a transição para uma economia mundial baseada em H2 de baixo carbono, em especial para o H2V, é uma grande oportunidade para o desenvolvimento tecnológico e econômico do Brasil”. (GESEL-IE-UFRJ – 03.05.2023)  
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GESEL publica Observatório de Hidrogênio N° 10

O GESEL está lançando o relatório Observatório de Hidrogênio número dez. O relatório tem como objetivo apresentar um estudo do setor — exposto no Informativo Setorial de Hidrogênio do GESEL — com ênfase nas principais políticas públicas, diretrizes, projetos, inovações tecnológicas e marcos regulatórios de toda cadeia de valor do hidrogênio. O estudo apresenta uma série de pontos importantes como, novas políticas públicas e financiamentos, anúncio de novos projetos de produção, armazenamento e uso final, além de novas pesquisas para o mercado. (GESEL-IE-UFRJ – 03.05.2023)
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GESEL no 1º Simpósio Paraibano de Hidrogênio Renovável

O GESEL participou, na quinta-feira, dia 27/04/23, do 1º Simpósio Paraibano de Hidrogênio Renovável. O pesquisador sênior do GESEL, Mauricio Moszkowicz, e o Diretor do ICT RESEL, Nelson Siffert, participaram como palestrantes do evento, realizado pelo Laboratório de Tecnologias de Conversão de Hidrogênio e o Núcleo de Pesquisa e Extensão de Combustíveis e de Materiais – LACOM, da Universidade Federal da Paraíba, com o apoio do Governo do Governo do Estado da Paraíba. O Simpósio contou também com a presença do Diretor de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Coordenador-geral Tecnologias Setoriais (CGTS) do MCTI, Presidente do SINDALCOOL-PB e diversas entidades de renome envolvidas no setor. (GESEL-IE-UFRJ – 28.04.2023)
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BCG: Hidrogênio verde demandará investimentos de até US$ 12 tri

Uma das principais apostas para a descarbonização das economias ao redor do mundo é o uso do chamado hidrogênio verde (H2V), um combustível que tem potencial de substituir energia de combustíveis fósseis em transporte e produção de indústrias. Segundo cálculo da consultoria BCG, a expectativa é que sejam necessários entre US$ 6 trilhões a US$ 12 trilhões entre 2025 e 2050 para atender a demanda de governos e companhias que se comprometem com a redução de emissões de GEE. O valor se refere ao dinheiro necessário para construção de infraestrutura de produção (o processo é chamado de hidrólise e exige uma alta carga de energia elétrica), armazenamento e transporte. O relatório foco especificamente nas perspectivas do mercado de hidrogênio verde no Brasil e no mundo. A demanda estimada por hidrogênio como fonte de energia é de aproximadamente 350 milhões a 530 milhões de toneladas por ano até 2050, de acordo com o estudo. “O Brasil pode se destacar no mercado de hidrogênio verde e almejar um protagonismo em mercados externos, produzindo cerca de 15 milhões de toneladas de H2V e suprindo as necessidades da Europa e Ásia. Mas, para isso, governos e empresas precisam se mover rapidamente”, completa Ricardo Pierozzi, sócio do BCG dedicado a novas fronteiras em energia renovável, no estudo. (Valor Econômico - 26.04.2023)
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Brasil: 10 projetos de H2V promissores em desenvolvimento

Dezenas de projetos para a produção de hidrogênio verde foram anunciados no Brasil nos últimos dois anos, representando mais de US$30 bilhões em investimentos, de acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Energia Limpa. Embora a maioria deles ainda esteja na fase de estudo de viabilidade, alguns já estão saindo do papel, variando de pilotos a plantas em escala industrial. A maioria dos projetos está localizada nos portos industriais do Brasil, que possuem a infraestrutura necessária para exportar hidrogênio, potenciais consumidores domésticos e estão próximos de grandes projetos de energia eólica offshore. O hidrogênio verde é produzido por meio da eletrólise da água com o uso de energia renovável, como hidrelétrica, eólica, solar, biomassa ou biogás. O hidrogênio pode ser usado em vários setores com alta emissão de carbono, como transporte, petroquímica, aço e mineração. (EPBR – 26.04.2023)
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Alemanha: Aliança de hidrogênio formada para apoiar o consumo industrial

Sete empresas - bp, Gasunie, Nowega, NWO, Salzgitter, Thyssengas e Uniper - formaram uma aliança para combinar seus projetos de hidrogênio no noroeste da Alemanha. As empresas planejam usar Wilhelmshaven como local de importação e produção de hidrogênio para abastecer centros de consumo industrial na Renânia do Norte-Vestfália e na Baixa Saxônia. O hidrogênio, importado ou produzido em Wilhelmshaven, será utilizado por algumas das empresas da aliança, incluindo bp e Salzgitter na região do Ruhr e em Salzgitter. As empresas visam apoiar o objetivo do governo federal alemão de construir 10 GW de capacidade de produção de hidrogênio verde até 2030 e importar volumes maciços do exterior para ajudar as indústrias de difícil descarbonização. (H2 View – 25.04.2023)
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Reino Unido: Primeiro padrão ocupacional nacional para hidrogênio desenvolvido

A Tank Storage Association liderou um grupo de partes interessadas da indústria do Reino Unido para desenvolver um padrão ocupacional nacional para a produção, armazenamento e transporte de hidrogênio, com o apoio do órgão estratégico Cogent Skills. O padrão já foi aprovado pelas autoridades relevantes do Reino Unido e será desenvolvido em qualificações e aprendizados para orientar uma futura força de trabalho de hidrogênio. A iniciativa visa suprir a necessidade de infraestrutura e competência para atender à demanda futura prevista, enquanto ajuda o Reino Unido a atingir suas ambições de zero líquido até 2050. O padrão tem aplicações potenciais em uma variedade de setores e pode ser usado como base para estágios, descrições de cargos, treinamento e avaliações. (H2 View – 27.04.2023)
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Brasil: Energia solar ultrapassa 20 GW em telhados e pequenos terrenos

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) anunciou que a energia solar atingiu mais de 20 GW de potência instalada em todo o país, abrangendo residências, comércios, indústrias e áreas rurais. A entidade também destacou a necessidade de ampliar o uso da tecnologia em áreas isoladas da região amazônica e em populações de baixa renda. Segundo a Absolar, o país possui mais de 1,8 milhão de sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, presentes em 5.526 municípios em todos os estados brasileiros. São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso lideram em potência instalada. (CanalEnergia – 19.04.2023)
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Brasil: Investimento em Geração Distribuída favorece a queda de emissões de CO2 no setor de telecomunicações

Os caminhos para reduzir custos e aumentar o consumo de energia limpa nas empresas de telecomunicações passam pela GD e pela compra via mercado livre de energia elétrica. Desta forma, o setor de telecom diminui, ano a ano, a dependência da aquisição de certificados para garantir consumo de energia totalmente renovável. A partir do projeto de GD, em curso desde 2017, a Claro evitou emitir 500 mil toneladas de CO2. Com 84 usinas em funcionamento, o projeto Energia da Claro prevê a instalação de mais 19 até o fim de 2023, em todas as regiões do país. A maioria é alimentada por energia solar (69%), seguida de biogás (16%). Até o fim de 2023, a Vivo pretende ter 85 usinas do projeto de geração distribuída. O projeto, iniciado em 2018, tem 52 usinas em operação. Construídas com investimento de parceiros, em contratos de longo prazo (20 anos), as usinas utilizam energia solar (61%) e o restante está dividido entre recursos hídricos (27%) e biogás (12%). “Além de trabalharmos com energia 100% renovável e termos o benefício de uma tarifa menor, a construção das usinas do projeto de geração distribuída cria empregos, levando desenvolvimento econômico a municípios muito pequenos”, diz Caio Guimarães, diretor de patrimônio da Vivo. (Valor Econômico - 27.04.2023)
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EUA: Departamento de energia anuncia US$ 38 mi para modernizar a rede elétrica

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) anunciou uma oportunidade de financiamento de US$ 38 milhões para os Laboratórios Nacionais promoverem as principais prioridades de pesquisa e desenvolvimento necessárias para construir uma rede elétrica resiliente, confiável, flexível, segura, sustentável, acessível e equitativa. O financiamento para esta chamada de laboratório da Grid Modernization Initiative (GMI) será usado para desenvolver e apoiar a implantação de conceitos, ferramentas e tecnologias para melhor integrar todas as fontes de eletricidade e armazenamento de energia, melhorar a segurança cibernética de nossa nação e incorporar a justiça energética e dados climáticos no planejamento e operação da rede. Modernizar a rede é essencial para atingir as metas do presidente Biden de 100% de eletricidade limpa até 2035 e uma economia totalmente descarbonizada até 2050. (EE Online – 16.04.2023)
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Austrália: Governo anuncia AUD$120 milhões para expansão de baterias comunitárias em todo o país

A Agência Australiana de Energia Renovável (ARENA, sigla em inglês) anunciou AUD$ 120 milhões em financiamento para a Rodada 1 do Community Batteries Funding Program para apoiar a implantação de baterias comunitárias em toda a Austrália. O programa visa reduzir as contas de energia, as emissões de gases de efeito estufa e, ainda, contribuir com o alívio do sobrecarregamento na rede elétrica. Na primeira rodada, a ARENA está buscando aplicações para financiamento de até AUD$ 20 milhões para implantar um mínimo de cinco baterias comunitárias, que devem ter entre 50 kW e 5 MW de capacidade e serem conectadas à rede de distribuição. O programa é dividido em dois fluxos e faz parte do compromisso de AUD$ 200 milhões do governo australiano para implantar 400 baterias comunitárias em toda a Austrália. (ARENA - 04.04.2023) 
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Israel: Criação de tarifa vinculada ao armazenamento de GD

A Autoridade de Eletricidade de Israel anunciou uma tarifa suplementar para usinas solares de baixa tensão integradas a sistemas de armazenamento de energia, a fim de contornar o congestionamento na rede elétrica nacional. Com a medida, a eletricidade gerada por painéis fotovoltaicos pode ser usada durante a noite, quando a demanda é maior. Os desenvolvedores poderão construir instalações de armazenamento adicionais sem aumentar a conexão existente com a rede e sem enviar aplicativos adicionais. A medida se aplica a usinas solares de geração distribuída, principalmente projetos fotovoltaicos de cobertura para autoconsumo, com eletricidade excedente a ser injetada na rede. Se uma usina fotovoltaica distribuída produzir mais energia solar do que a tarifa regulada, o produtor receberá um pagamento adicional cobrindo a diferença entre a tarifa reduzida e a tarifa regulada. (PV Magazine - 19.04.2023) 
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UL Solutions: Publicação de relatório de segurança energética com recursos baseados em inversores na rede

A UL Solutions, certificadora americana de produtos e segurança, publicou a UL 2941, o Esboço de Investigação para Segurança Cibernética de Energia Distribuída e Recursos Baseados em Inversor. O documento de segurança cibernética foi desenvolvido em cooperação com o Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL) e destina-se a fornecer requisitos testáveis para armazenamento de energia e tecnologias de geração na rede de distribuição. A UL 2941 inclui requisitos para inversores fotovoltaicos, carregadores de veículos elétricos, turbinas eólicas, células de combustível e outros recursos. Os requisitos foram anunciados em meados de abril e priorizam aprimoramentos de segurança cibernética para sistemas de energia que lidam com recursos baseados em inversores de alta penetração. Espera-se que a UL 2941 ajude a promover a segurança cibernética como um elemento de design para novos recursos baseados em inversores e sistemas de recursos de energia distribuídos. (Smart Energy - 19.04.2023) 
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ThreatConnect: Ransomware é uma grande ameaça para as utilities

Serviços públicos com receita bruta mais baixa enfrentam os maiores riscos financeiros de hackers, com perdas médias associadas a um ataque de ransomware potencialmente ameaçando 30% da receita operacional de uma pequena empresa, de acordo com uma nova pesquisa da empresa de segurança cibernética ThreatConnect. A ThreatConnect publicou seu primeiro relatório de quantificação de risco, avaliando o potencial impacto financeiro de um ataque de ransomware em empresas com receita de US$ 500 milhões, US$ 1,5 bilhão e US$ 15 bilhões. A análise se concentrou nos setores de saúde, manufatura e serviços públicos. A perda média de ransomware para um utilitário com US$ 500 milhões em receita é de cerca de US$ 17,8 milhões, de acordo com o relatório. Os números de perda incluem impactos de receita, interrupções operacionais e custos de remediação. Uma empresa de assistência médica com receita de US$ 15 bilhões enfrenta custos médios de ataques de ransomware superiores a US$ 100 milhões. Para uma empresa de manufatura desse tamanho, os custos médios de ataque são de quase US$ 187 milhões. (Utility Dive - 18.04.2023) 
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Impactos Socioeconômicos

RMI: Relatório aborda transição do carvão para energias renováveis e parcerias de transição energética justa

O RMI publicou recentemente um relatório em que se discute a transição do carvão para energias limpas nos sistemas de energia. O documento destaca que nos últimos anos houve um impulso significativo para a transição, com o firmamento de compromissos de phase out, redução das emissões e financiamento para energias renováveis. Além disso, os principais países dependentes de carvão, incluindo África do Sul, Indonésia e Vietnã, concordaram com Parcerias de Transição Energética Justas (JETPs) que visam transformar e descarbonizar vários setores de suas economias. No entanto, o relatório aponta que uma tarefa monumental da transição é equilibrar o apoio a uma ação climática ambiciosa com um crescimento econômico robusto e que para isso será necessária uma abordagem integrada, que considere as oportunidades econômicas e que inclua políticas favoráveis para os projetos de baixo carbono (contando com o apoio financeiro necessário). (Abril - 2023)
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Artigo de Edvaldo Santana: "O axioma do furto de energia"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana, doutor em engenharia de produção e ex-diretor da Aneel, aborda a questão dos furtos de energia no SEB. Para o autor, "é vergonhoso falar do índice de perda por furto. Em 2022 correspondia a 14,5% de toda energia injetada na rede. É mais que o consumo do Paraguai, Uruguai, Bolívia, Equador e Suriname - juntos. É maior que o consumo de toda América Central. Detalhe: é zero o furto de energia em países da OCDE". Santana sublinha que "a pressão política, na esfera federal e estadual, blinda o fraudador. Das centenas de “jabutis”, bem ou malsucedidos, jamais um deles teve como foco o combate ao furto de energia". Por fim, o autor aponta que o furto de energia resulta no aumento dos custos para o consumidor honesto e parar a distribuidora local. Neste sentido, "a proporção de interessados em elevar o furto é maior que a dos que desejam a redução. Disso deriva, por absurdo, o axioma da perda por furto: o furto de energia, antes de reduzir, aumentará". (GESEL-IE-UFRJ – 25.04.2023)
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Ásia: ADB e GEAPP lançam fundo de investimento para acelerar o acesso à energia limpa e gerar emprego

O Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, sigla em inglês) e a Aliança Global de Energia para Pessoas e para o Planeta (GEAPP, sigla em inglês) lançaram um fundo de capital de US$ 35 milhões para acelerar o acesso à energia limpa no sul e sudeste da Ásia. O fundo será estabelecido e administrado pelo ADB e apoiará programas prioritários, como o apoio a sistemas de armazenamento de energia em baterias no Vietnã e a desativação antecipada de usinas de carvão na Indonésia. O objetivo do fundo é enfrentar os desafios da mudança climática e do acesso à energia na Ásia. O GEAPP visa reduzir quatro giga toneladas de emissões futuras de carbono, expandir o acesso à energia limpa para um bilhão de pessoas e possibilitar 150 milhões de novos empregos. (Power Engineering International - 14.04.2023) 
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Lula cobra de países desenvolvidos compromissos de financiamento climático

Em evento virtual com chefes de Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou dos países desenvolvidos compromissos de financiamento climático. Segundo ele, desde que o compromisso foi assumido, em 2009, os recursos oferecidos por esses países estão aquém da promessa de US$ 100 bilhões por ano. "É preciso que todos façam sua parte", declarou Lula. De acordo com o presidente, é urgente que se busque uma "relação de confiança" entre os países, diante dos acordos firmados em prol da preservação do meio ambiente. "Desde que o compromisso foi assumido, em 2009, o financiamento climático oferecido pelos países desenvolvidos mantém-se aquém da promessa de 100 bilhões de dólares por ano." As declarações ocorreram de forma virtual durante a Cúpula Virtual do Fórum das Grandes Economias sobre Energia e Clima, promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na quinta-feira, 20. A fala foi fechada e, há pouco, o Palácio do Planalto divulgou o discurso do presidente brasileiro. Apenas o discurso inicial do presidente americano foi transmitido ao vivo. (Broadcast Energia - 20.04.2023)
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Brasil: Governo de MG vai lançar projeto socioeconômico voltado para a cadeia produtiva do lítio

O governo de Minas Gerais vai lançar mundialmente o Lithium Valley Brazil, projeto socioeconômico focado no desenvolvimento de cidades no norte e no nordeste do Estado em torno da cadeia produtiva do lítio. De acordo com o governo, a região tem potencial para atrair mais de R$ 5 bilhões em investimentos e gerar 2 mil empregos diretos e indiretos. O projeto será apresentado a investidores na Nasdaq, em Nova York, no dia 9 de maio, pelo governador Romeu Zema. Também participarão o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Fernando Passalio, e o diretor-presidente da Agência de Promoção de Investimentos do Governo do Estado de Minas Gerais (Invest Minas), João Paulo Braga. O Lithium Valley Brazil reúne municípios que abrigam a maior reserva de lítio no país, no nordeste e norte de Minas. O objetivo do lançamento internacional é atrair novas empresas e investimentos para a região. “O projeto Lithium Valley Brazil prevê que a região se torne não só uma fornecedora de matéria-prima, mas também um importante centro de desenvolvimento e fabricação de produtos, de tecnologia e inovação em torno do lítio”, afirmou Zema. (Valor Econômico - 27.04.2023)
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Crédito de carbono integral: inclusão social e energia renovável

O crédito de carbono integral propõe uma abordagem inovadora para enfrentar as mudanças climáticas, superar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável através da regeneração de ecossistemas, proteção da biodiversidade, inclusão social e geração de energia renovável. Esse modelo vai além do crédito de carbono tradicional e busca criar cadeias bioindustriais circulares, políticas públicas e modelos econômicos adaptados às características de cada bioma. O crédito de carbono integral está sendo desenvolvido pelo Projeto HidroSinergia, em parceria com o Centro Brasil no Clima, o Instituto Clima e Sociedade, o Projeto Nordeste Potência e a pioneira Cooperativa de Crédito de Carbono Social da Caatinga. O modelo será inicialmente testado no mercado voluntário de carbono e pode se tornar uma plataforma para impulsionar o desenvolvimento regenerativo da Caatinga e de outros biomas. (Valor Econômico – 26.04.2023)
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Transição energética justa?

A transição para uma energia de baixo carbono é necessária para controlar o aquecimento global e deve ser "justa". No entanto, ainda existe confusão sobre o que significa uma transição energética justa. Embora a maioria concorde que a transição deve contribuir para a inclusão social e reduzir a desigualdade de renda, a discussão tem se concentrado principalmente em efeitos locais, como a absorção de mão de obra local, investimento em projetos sociais e projetos de preservação ambiental na área onde o investimento está ocorrendo. Uma transição energética justa deve envolver uma análise macroeconômica das características e necessidades de diferentes países, incluindo a distribuição do orçamento global de carbono e a distribuição dos benefícios econômicos em termos de crescimento industrial. Para ser justa, essa distribuição deve considerar fatores como renda per capita, indicadores de desigualdade e histórico de emissões. Os incentivos promovidos pela transição energética não devem ser fortemente concentrados em países ricos ou aqueles que já concentram uma parte significativa da produção industrial mundial. No entanto, há uma corrida para o avanço tecnológico em tecnologia de baixo carbono, com grande parte da competição ocorrendo entre as maiores economias do mundo. (Valor Econômico – 28.04.2023)
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WEF: O Futuro do Trabalho 2023

O relatório do Fórum Econômico Mundial "O Futuro do Trabalho 2023" revela que a transição verde e a transformação tecnológica levarão à criação de cerca de 69 milhões de empregos entre 2023 e 2027. No entanto, 83 milhões de empregos podem ser eliminados no mesmo período, resultando em uma redução líquida de 14 milhões de empregos, ou 2% do emprego atual. Empregos em inteligência artificial, sustentabilidade, análise de inteligência empresarial e segurança da informação crescerão mais. Educação, agricultura e comércio digital são esperados para ver o maior crescimento em números absolutos. O relatório também destaca a importância da diversidade e inclusão para estabelecer um ambiente de trabalho atraente. Finalmente, investimentos que facilitam a transição dos negócios verdes, padrões ESG e cadeias de suprimentos mais locais devem gerar um crescimento significativo de empregos. (CNN – 30.04.2023)
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Eventos

IEA: Mais de 120 pessoas participam da semana de treinamento em eficiência energética

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) realizou em Paris uma semana de treinamento em eficiência energética para mais de 120 profissionais de energia e formuladores de políticas de mais de 40 países, com foco nas economias emergentes e em desenvolvimento. A iniciativa, que acontece desde 2015 e já treinou mais de 2.000 profissionais, busca compartilhar experiências e melhores práticas para planejar, implementar e avaliar políticas de eficiência energética. A IEA destaca a importância da eficiência energética na promoção de energias limpas e acessíveis para todos. A semana de treinamento deste ano foi a primeira a ser realizada presencialmente após três anos de eventos virtuais devido à pandemia de Covid-19.
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4ª Conferência Internacional de Aviação de Hidrogênio (IHAC 2023) será realizada em Edimburgo, Escócia

A Hy-Hybrid Energy está organizando a 4ª Conferência Internacional de Aviação de Hidrogênio (IHAC 2023) em Edimburgo, Escócia, com foco no uso do hidrogênio na aviação e seus benefícios e desafios. O evento será uma oportunidade de contato com especialistas do setor e aberto a todos os interessados. Espaços gratuitos limitados estão disponíveis para mídia e parceiros de suporte. Aqueles que desejarem ser palestrantes devem enviar um resumo, incluindo um título, nome do apresentador e afiliação. A apresentação deve ser enviada em formato PowerPoint com um máximo de 10 a 12 slides entregues em 15 minutos. O evento ocorrerá em 7 de setembro de 2023, no Centro Internacional de Conferências de Edimburgo (EICC), e todos os participantes registrados receberão um link para os anais do congresso após o evento.
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Global Energy Transition 2023

O Global Energy Transition 2023 reúne líderes mundiais da indústria e energia para acelerar a transição para a energia líquida zero e criar modelos de negócios sustentáveis. O evento oferece oportunidades para estabelecer referências, dar notícias, criar modelos estratégicos e realizar networking, além de apresentar uma vitrine exclusiva net zero e uma zona de inovação. Também é visto como o ponto de encontro dos líderes de energia líquida zero e oferece aos participantes a chance de alcançar suas metas críticas de negócios, transformar juntos, descobrir sua vantagem competitiva e obter insights sobre as melhores práticas.
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Renováveis e Ecosystem Snap Summit 2023: Como o hidrogênio pode impulsionar a descarbonização

A Cúpula de Energias Renováveis e Ecossistema de Hidrogênio da H2 View, patrocinada pela BC Hydro, apresentou uma ampla variedade de oportunidades e desafios enfrentados na implementação e aceleração do uso de hidrogênio. A primeira sessão do evento, "O Poder da Energia Renovável", contou com a participação de Lester Dyck, Gerente de Desenvolvimento de Negócios da BC Hydro; Kate O'Rorke, Gerente de Comunicações de Marketing da Hydrogen Utopia International (HUI); e Naheed Memon, CEO da Oracle Power. A implementação do hidrogênio será necessária para que a Colúmbia Britânica alcance suas metas de emissões. O evento também abordou o crescente problema do lixo plástico não reciclável, onde a HUI está lidando com a questão incorporando um processo térmico ecoquímico que transforma resíduos plásticos em hidrogênio. A segunda sessão do evento, "O Ecossistema do Hidrogênio Verde", concentrou-se no uso de metais preciosos na economia do hidrogênio e nos desafios apresentados pela escassez de irídio. (H2 View – 24.04.2023)
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