IFE
22/11/2022

IFE Transição Energética 3

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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22/11/2022

IFE nº 03

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 3

Dinâmica Internacional

Artigo Gesel: “A retomada da energia nuclear”

Em artigo publicado pelo Valor econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL) e Marcel Biato (foi Representante Permanente do Brasil junto à AIEA – Agência Internacional de Energia Atômica em Viena), abordam os entraves que a Guerra Rússia-Ucrânia tem gerado no mercado energético mundial, o papel protagonista que a transição energética tem tido globalmente e como a retomada da energia nuclear no mercado energético contribuiria para o cumprimento das metas climáticas e garantiria a segurança energética dos países. Os autores concluem que “no processo de transição energética, busca-se descarbonizar a geração de energia elétrica, através, principalmente, das fontes intermitentes eólica e solar. A energia nuclear, porém, ressurge como uma alternativa, uma vez que atende aos três principais objetivos da política energética: flexibilidade, sustentabilidade e segurança de suprimento. Neste contexto, os SMRs são uma tecnologia disruptiva que abre caminho para novos investimentos na indústria nacional, tão necessitada carente de crescimento, emprego e renda.” (GESEL-IE-UFRJ – 28.10.2022) 
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Artigo Gesel: “Oportunidades no Mercado do Hidrogênio Verde”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nelson Siffert (Pesquisador associado do GESEL), Ana Carolina Chaves (Pesquisadora Plena do GESEL) e Adely Branquinho (Pesquisadora associada do GESEL) abordam as oportunidades no mercado do hidrogênio verde, com destaque ao fundo de investimento H2 Global, iniciativa da União Europeia e do German Ministry for Economic Affairs and Climate Action (BMWK). O presente artigo apresenta de maneira direta o funcionamento da iniciativa. Por fim, concluiu-se com o seguinte questionamento, “dadas as condições já estabelecidas e os aprimoramentos que ainda serão incorporados no leilão, surge a seguinte questão: terá o Brasil algum competidor no anunciado certame de 2023? […] O que se sabe, certamente, é que a competição no leilão será acirrada e global” (GESEL - 2022). 
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COP27: alerta para “inferno climático” e pedidos de financiamento

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, esteve na abertura da Cúpula de Implementação Climática para a primeira plenária oficial da Conferência das Nações Unidas Sobre Mudança Climática (COP27). Durante a abertura, Guterres pediu que fosse feito um pacto histórico entre países ricos e em desenvolvimento para combinar capacidade e orientar o mundo na redução das emissões de carbono, transformar sistemas energéticos e evitar uma catástrofe climática. O chefe da ONU também fez um apelo ao progresso na adaptação e na construção de resiliência às futuras perturbações climáticas, observando que três bilhões e meio de pessoas vivem em países altamente vulneráveis aos impactos climáticos. Isso significaria que os países cumpririam a promessa feita na COP26, de investir US$ 40 bilhões em apoio à adaptação até 2025. (Nações Unidas - 07.11.2022)
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COP 27: Líderes climáticos divulgam carta aberta para governos

A Aliança de CEOs Líderes Climáticos divulgou uma carta aberta conclamando líderes mundiais a trabalharem em parceria com o setor privado para conter o avanço da temperatura no planeta em 1,5 graus Celsius. A carta foi divulgada no contexto da Conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas (COP27), em Sharm El- Sheik, no Egito, e é uma iniciativa do Corporate Knights and the Global 100 Council. A carta reconhece os progressos feitos até o momento, mas alerta para um gap de redução de emissões necessário para que o aumento da temperatura do planeta fique limitado a 1,5 graus Celsius. O documento encoraja os líderes mundiais em estabelecer metas baseadas em ciência para reduzir pela metade as emissões globais até 2030 e atingir o zero líquido até 2050, no máximo. (Além da Energia – 08.11.2022) 
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COP27: IRENA faz alerta sobre potencial inexplorado de energias renováveis no combate às mudanças climáticas

As energias renováveis são o pilar fundamental da transição energética e uma solução climática viável. Entretanto, dentre as 183 partes que compõem o Acordo de Paris que têm componentes energéticos renováveis em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), somente 143 quantificaram metas, a grande maioria com foco apenas no setor elétrico. Somente 12 países se comprometeram com metas no que concerne a participação de energias renováveis abrangendo todo o setor energético. O relatório Metas das Energias Renováveis em 2022: A guide to design, publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP27, avalia o nível de ambição das energias renováveis nos compromissos nacionais climáticos e estabelece os objetivos climáticos globais para limitar o aumento da temperatura em 1.5°C. O relatório mostra claramente que a ambição global para a transição para energias renováveis até agora não é suficiente, apesar de o Pacto Climático de Glasgow atualizar os objetivos dos compromissos nacionais até 2030. (Petronotícias - 07.11.2022) 
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COP 27: IRENA e IPCC concordam em fazer parceria em energias renováveis para ação climática

A Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) assinou um Memorando de Entendimento (MoU) com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) no dia 16 de novembro. Por meio da parceria, as duas partes concordaram em trocar conhecimento e colaborar em iniciativas para acelerar a adoção generalizada de energia renovável para mitigar as mudanças climáticas. De acordo com o World Energy Transitions Outlook da IRENA, evitar as consequências catastróficas do aquecimento global de 1,5°C requer uma mudança fundamental na forma como a energia é gerada e consumida. As energias renováveis são a maneira mais prontamente disponível e econômica de fornecer 90% de toda a descarbonização até 2050, mas isso requer triplicar a capacidade de energia renovável atualmente instalada até 2030. O progresso dependerá de vontade política, investimentos bem direcionados e uma combinação de tecnologias, acompanhadas de pacotes de políticas para implementá-las e otimizar seu impacto econômico e social. (EE Online – 17.11.2022) 
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COP27: Diretor da AIEA defende operação de longo prazo das usinas nucleares

Enquanto o setor nuclear toma seu lugar na reunião da COP27, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica diz que a Operação de Longo Prazo (prolongar a vida útil das usinas nucleares existentes) é o “herói desconhecido da luta contra o aquecimento global”. Grossi e uma série de outras figuras do setor enfatizaram o importante papel que a energia nuclear deve desempenhar nos esforços para reduzir as emissões de carbono e combater as mudanças climáticas. Ele disse que o fato de haver um pavilhão na COP27 para energia nuclear foi “um primeiro e um reflexo de como as coisas estão mudando”. Durante a sessão, Grossi também reafirmou a necessidade de uma zona de proteção ao redor da usina nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia, que, como ele ressaltou, está na linha de frente da guerra. (Petronotícias - 10.11.2022) 
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COP 27: International Hydropower Association defende fim das barreiras às hidrelétricas

Em seu Relatório Especial de Mercado de Energia Hidrelétrica de 2021, a Agência Internacional de Energia (AIE) relata que a fonte hidrelétrica representa quase um terço da capacidade mundial de fornecimento flexível de eletricidade, mas há potencial para ampliar esse volume. “Nenhum país chegou perto de alcançar 100% de energias renováveis sem energia hidrelétrica no mix”, diz o documento. Para a International Hydropower Association (IHA) o estímulo à energia hidrelétrica sustentável é, de fato, determinante para atender à crescente demanda mundial por fontes renováveis de eletricidade. Por isso, durante a COP27 a entidade levou aos governos mundiais algumas propostas para desbloquear barreiras ao desenvolvimento do setor, incluindo a apresentação de uma comissão com foco no planejamento climático e o anúncio da criação de uma aliança global de energia renovável. “O papel da energia hidrelétrica como facilitadora de outras energias renováveis, bem como fornecedora direta de eletricidade firme, está refletido nas estratégias líquidas zero dos formuladores de políticas”, ressalta a Associação. A IHA defende que os investimentos em energia hidrelétrica sejam incentivados por meio de mecanismos financeiros e licenciamentos simplificados e que as práticas sustentáveis estejam inseridas na regulamentação governamental. Comissão de Planejamento para o Clima terá como missão acelerar a aprovação de projetos. Esta iniciativa conjunta da IHA, Green Hydrogen Organisation, Global Wind Energy Council e Global Solar Council, que será lançada em 15 de novembro, tem como propósito acelerar o planejamento e aprovações para a implantação massiva de energias renováveis e hidrogênio verde. (Além da energia – 14.11.2022)
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COP 27: Presidência lança Agenda de Adaptação para 2030

A presidência da COP27, em realização no Egito, publicou um documento sugerindo uma Agenda de Adaptação global, com metas até 2030 e consideradas como “urgentemente necessárias” para aumentar a resiliência às mudanças climáticas de cerca de 4 bilhões de pessoas consideradas em estado de vulnerabilidade. A Agenda de Adaptação Sharm-El-Sheikh retrata 30 resultados de adaptação visando acelerar a transformação por meio de cinco sistemas de impacto. São eles: (1) alimentos e agricultura, (2) água e natureza, (3) litoral e oceanos, (4) assentamentos humanos e infraestrutura e (5) finanças. Em suma, o relatório se posiciona como uma agenda de implementações para as promessas já realizadas acerca da redução das emissões de gases de efeito estufa, com o objetivo final de descarbonizar as atividades econômicas do planeta até 2050 e reduzir os efeitos climáticos, principalmente entre os mais vulneráveis. (Além da Energia – 16.11.2022) 
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Crise energética ameaça meta climática global

A tentativa de responder à crise energética, com a aprovação de novos projetos de exploração de gás, coloca em xeque a meta de limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C estabelecida pelo Acordo de Paris. A análise é do Climate Action Tracker e foi apresentada na COP27, no Egito. Ao calcular as emissões de todos os projetos de produção de gás em construção — aprovados e propostos entre 2021 e 2050 —, o Climate Action Tracker descobriu que representariam 10% de toda a emissão máxima prevista para manter o aquecimento em 1,5º C até meados do século. O excesso de oferta de gás natural liquefeito (GNL) em 2030 pode chegar até cinco vezes as importações de gás russo feitas pela União Europeia (UE). Isso pode levar a emissões excessivas de quase duas gigatoneladas de CO2 por ano em 2030, bem acima dos níveis de emissão acordados para atingir a meta de zero-líquido até 2050. “A crise energética tomou conta da crise climática, e nossa análise mostra que o GNL proposto, aprovado e em construção excede em muito o que é necessário para substituir o gás russo”, disse Bill Hare, CEO da Climate Analytics, que participou da atualização do relatório. (Valor Econômico - 10.11.2022) 
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ONU: Empresas não podem reivindicar neutralidade do carbono se investem em combustíveis fósseis

As empresas que reivindicam um compromisso com a neutralidade de carbono não podem continuar investindo em combustíveis fósseis, causar desmatamento ou "compensar" as emissões em vez de reduzi-las, disse um duro relatório de especialistas da ONU na terça-feira (8). "A neutralidade do carbono é totalmente incompatível com o investimento sustentado em combustíveis fósseis", explicou o relatório, encomendado pelo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, que pediu o fim do "engano tóxico" que essas práticas acarretam. Os especialistas querem, assim, colocar um limite ao chamado "greenwashing" usado por empresas, cidades e países. De acordo com as promessas de descarbonização dos últimos meses, 90% da economia global está coberta por algum tipo de promessa de neutralidade de carbono, segundo o site especializado Net Zero Tracker. (Folha de São Paulo – 08.11.2022) 
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IRENA e UNIDO apoiam a transição energética global por meio do hidrogênio verde

No dia 8 de novembro, Francesco La Camera, diretor-geral da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) e Gerd Müller, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) assinaram uma declaração conjunta sobre o avanço da energia sustentável através do papel fundamental do hidrogênio verde. Em sua declaração feita na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP27 em Sharm el-Sheikh, os líderes de ambas as organizações declaram avançar conjuntamente na transição para a energia sustentável através do hidrogênio verde em busca de acesso à energia, segurança energética e desenvolvimento econômico. (IRENA – 08.11.2022) 
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IRENA e parceiros definem agenda para descarbonização industrial global

O setor industrial é o segundo maior emissor depois da geração de energia, respondendo por mais de 30% das emissões globais e quase 40% do consumo global de energia. A meta de limitar o aumento da temperatura global a 1,5° Celsius permanece fora de alcance sem esforços substanciais do setor industrial para reduzir as emissões. Dada a escala dos desafios líquidos zero de hoje, uma única organização ou setor da indústria não tem as soluções para enfrentar a descarbonização sozinha. A descarbonização industrial requer colaboração intersetorial para fortalecer a demanda por soluções de baixo carbono em toda a cadeia de valor. Em 1º de setembro de 2022, a IRENA, a parceira cofundadora Siemens Energy e empresas de todos os setores da indústria, lançaram a Alliance for Industry Decarbonization no Fórum de Investimento G20 sobre Transição Energética em Bali, Indonésia. Estabelecida pela adoção da “Declaração de Bali”, a Aliança visa apoiar os esforços para descarbonizar as cadeias de valor industriais, promover a adoção de soluções baseadas em energias renováveis pela indústria e ajudar no cumprimento das metas líquidas zero específicas de cada país. (IRENA – 12.11.2022) 
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AIE: Aumento da mobilização financeira para permitir substituição do carvão por renováveis

Aumentar a mobilização financeira para acelerar o crescimento das fontes solar e eólica é vital para a redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes da geração de energia com carvão até 2050, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) em comunicado. Essa condição seria necessária para igualar ou limitar o aquecimento global ao limite crítico de 1,5ºC. De acordo com a agência, 95% do consumo de carvão para se produzir energia ocorre em países que já se comprometeram em atingir emissões líquidas zero. Apesar disso, a demanda pelo combustível mais poluente tem se mantido estável em níveis recordes na última década, segundo a agência. No relatório, a agência destaca, ainda, que num cenário em que as atuais promessas climáticas são cumpridas no prazo e na íntegra, a produção das usinas a carvão ininterruptas existentes cai cerca de um terço entre 2021 e 2030, com 75% substituídas por energia solar e eólica. (BroadCast Energia – 16.11.2022) 
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Europa

Comissão Europeia investe em projetos inovadores de tecnologia limpa

No dia 3 de novembro, a Comissão Europeia lançou a terceira chamada para projetos de grande escala no âmbito do Fundo de Inovação da UE. Com um orçamento dobrado para 3 bilhões graças ao aumento da receita do leilão de licenças do Sistema de Comércio de Emissões da UE (ETS), esta chamada de 2022 para projetos de grande escala impulsionará a implantação de soluções industriais para descarbonizar a Europa. Com foco especial nas prioridades do Plano REPowerEU, a chamada fornecerá apoio adicional para acabar com a dependência da UE dos combustíveis fósseis russos. (EE Online – 04.11.2022)
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COP27: Ursula von der Leyen defende parcerias com sul global para acelerar transição energética

Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen defendeu que países do norte global, com alta capacidade de mobilização de capital, e do sul global, abundantes em recursos naturais, formem parcerias para acelerar a transição energética para fontes renováveis, durante discurso na COP27. Ela ainda instou os países que mais emitem carbono no mundo a elevarem suas "ambições climáticas", e pediu que outras nações do norte global aumentem o nível de financiamento aos países emergentes e em desenvolvimento. "A UE está entregando sua parcela justa da promessa de US$ 100 bilhões. Pelo segundo ano seguido excedemos [a quantia de] 23 bilhões de euros, apesar da pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia", argumentou von der Leyen. (BroadCast Energia – 08.11.2022)  
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COP27: Macron diz que Guerra da Ucrânia não vai sacrificar metas climáticas

"Não vamos sacrificar nossas metas climáticas diante da guerra", afirmou o presidente da França, Emmanuel Macron, em discurso na segunda-feira (7) na cerimônia de abertura da COP27. Na fala, Macron reafirmou o compromisso de reduzir pela metade as emissões de gases-estufa até 2030, por meio de investimento em energia limpa. No contexto da Guerra da Ucrânia, os europeus são criticados por investir em novas produções de combustíveis fósseis que devem operar nos próximos anos. Alegam, entretanto, que estão acelerando a transição energética para renováveis e que os novos investimentos em fósseis devem antecipar o pico de emissões do bloco. A preocupação com esse cenário ficou explícita no discurso do secretário-geral da ONU, António Guterres. "Estamos em uma estrada para o inferno climático com o pé ainda no acelerador", afirmou. (Folha de São Paulo – 07.11.2022) 
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Força tarefa energética da UE com os EUA avalia novas medidas para garantir segurança no inverno

A força tarefa energética entre União Europeia e Estados Unidos avalia que suas ações conjuntas contribuirão para garantir a segurança do abastecimento e do armazenamento em 2023, e a preços que reflitam os fundamentos econômicos e o esforço compartilhado pela estabilidade do mercado de energia. De acordo com comunicado emitido pela Comissão Europeia, em encontro das duas delegações, os participantes saudaram os esforços da UE para reduzir a demanda de gás natural em 15%, e consideraram novas medidas de eficiência energética para garantir a segurança durante o inverno de 2022/23. Entre as ações, estão incentivos para concessionárias e consumidores implementarem soluções de eficiência energética para reduzir o uso de eletricidade e gás sem sacrificar o conforto, mudar a demanda para fora do horário de pico e soluções digitais direcionadas para ajudar os consumidores a economizar em suas contas, segundo a publicação. (BroadCast Energia – 07.11.2022) 
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Comissão Europeia destaca a rápida substituição da maioria do gás cortado pela Rússia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, destacou ao Parlamento Europeu que, em oito meses de guerra na Ucrânia, a União Europeia conseguiu substituir a maioria do gás cortado pela Rússia. "Os preços de energia chamam por um sentimento de emergência e para forças estratégicas. Nas últimas semanas, trabalhamos em medidas para baixar os preços, um mecanismo para limitar valores excessivos no nosso mercado de gás e apoiar famílias e empresas vulneráveis", destacou, indicando que, desde agosto, os preços do gás caíram cerca de dois terços. A presidente ainda defendeu o crescimento do programa REPowerEU para garantir que todos os Estados-membros tenham a possibilidade de realizar esses investimentos críticos em energias renováveis. (BroadCast Energia – 09.11.2022) 
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Espanha: Endesa investe quase um bilhão de euros para digitalizar a rede da Catalunha

Entre 2023 e 2025, a concessionária espanhola Endesa investirá € 994 milhões na rede da Catalunha para torná-la mais inteligente e digital. O investimento de quase 1 bilhão de euros também visa implantar energias renováveis, facilitar a transição energética da Catalunha e continuar melhorando a qualidade do serviço recebido pelos 4,4 milhões de clientes da empresa na região. Através de sua subsidiária de distribuição, e-distribución, a Endesa planeja realizar cerca de 1.300 projetos, com o objetivo de melhorar a digitalização, confiabilidade, resiliência, flexibilidade e eficiência da extensa rede de distribuição da empresa na região. As ações incidirão principalmente em quaisquer eixos que permitam continuar a digitalizar a rede da Catalunha, garantindo a sua robustez e resiliência, facilitando o acesso às energias renováveis, melhorando a qualidade e continuidade do fornecimento e preparando as infraestruturas para o aumento da demanda como resultado da eletrificação. (Smart Energy– 02.11.2022) 
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Polônia: Construção de novos reatores nucleares

Depois de anos de pequenos passos em direção à decisão de construir novos reatores nucleares de tamanho real, nas últimas duas semanas o governo fechou um MOU com a Westinghouse para duas centrais elétricas compostas por três reatores cada. Poucos dias depois, a Polônia assinou um memorando de entendimento (MOU) com a Coreia do Sul para construir quatro reatores nucleares. O vice-primeiro-ministro do país, Jacek Sasin, fez os anúncios na semana passada. Se o financiamento for garantido para todos os 10 reatores nucleares, e o projeto estiver concluído, provavelmente em meados da década de 2030, ele se tornaria um dos maiores compromissos com a energia nuclear na Europa. (ABDAN - 07.11.2022)  
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França: Reatores nucleares apresentam problemas estruturais

De acordo com o Wall Street Journal, dezenas de reatores nucleares franceses foram desligados após a detecção de diversos pontos de corrosão e fissuras. Segundo a publicação, as correções estão demorando mais do que o esperado, o que traz uma perspectiva assustadora para o inverno que se aproxima. “É importante que este trabalho seja concluído o mais rápido possível”, disse Emmanuelle Wargon, chefe do regulador de energia da França. “Se não, o risco de não ter eletricidade aumenta”. A frota nuclear em questão, de propriedade do provedor de energia Électricité de France (EDF), é composta por 56 reatores, dos quais 26 estão atualmente parados. (Olhar Digital - 27.10.2022) 
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Alemanha: Parlamento aprova plano para estender vida útil de usinas nucleares

A Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha aprovou na sexta-feira (11) proposta que estende, até abril de 2023, o funcionamento das últimas três usinas nucleares do país em funcionamento. A medida sepulta o plano elaborado pelo governo alemão de acabar com a geração de energia nuclear no país até o final deste ano. A alteração no planejamento foi provocada pelo corte de fornecimento de gás da Rússia em retaliação às sanções ocidentais em resposta à invasão da Ucrânia. A extensão da vida útil das usinas foi proposta inicialmente em outubro, pelo chanceler Olaf Scholz, e criticada por membros de sua coalizão, que inclui Os Verdes, que eram contra a decisão. Após discussões que se arrastaram por semanas, os membros da Câmara Baixa do Parlamento alemão votaram pela mudança na Lei de Energia Atômica do país, mas decidiram que não haverá nova prorrogação para além de abril. (Valor Econômico - 11.11.2022) 
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Ásia

Países asiáticos economizam US$ 34 bi com uso de energia solar em seis meses

Sete países da Ásia economizaram aproximadamente US$ 34 bilhões entre janeiro e junho deste ano ao utilizarem energia solar, de acordo com um relatório feito por três think tanks climáticas apresentado durante a COP27. A maior parte da economia está na China, segundo o documento. O valor corresponde a 9% dos custos totais de combustíveis fósseis que os países incorreram no mesmo período em 2022. A China atendeu 5% da demanda nacional de eletricidade com geração solar e, assim, evitou gastar US$ 21 bilhões em importações de carvão e gás no primeiro semestre de 2022. O Japão foi o segundo em impacto, com economia de US$ 5,6 bilhões graças ao uso de energia solar. Na Índia, foram US$ 4,2 bilhões a menos com a mesma medida. (Valor Econômico - 10.11.2022) 
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Indonésia: Investimento histórico de US$ 20 bi na descarbonização é modelo para outras nações dependentes de carvão

Estados Unidos, Japão, Canadá e seis países europeus se comprometeram a arrecadar pelo menos US$ 20 bilhões sob a Just Energy Transition Partnership (JETP) da Indonésia para ajudar a desmamar a Indonésia do carvão e alcançar a neutralidade de carbono até 2050, uma década antes do planejado. Nos últimos 8 meses, o Rocky Mountain Institute tem apoiado o governo da Indonésia para analisar sua frota de carvão e fornecer orientação baseada em evidências sobre o melhor caminho para a Indonésia fazer a transição para energia renovável por meio de compromissos JETP. (RMI – 15.11.2022) 
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Coreia do Sul: Governo anuncia novas políticas e metas de hidrogênio

O governo sul-coreano anunciou novas políticas e metas que impulsionarão a sua indústria doméstica de hidrogênio. O anúncio foi feito alguns meses após a nova administração do país assumir o cargo, em maio de 2022, e procura ampliar sua estratégia de hidrogênio, que anteriormente se concentrava fortemente em áreas como veículos movidos a hidrogênio e células a combustível de geração de energia. Como parte de seus planos de hidrogênio revitalizados, o governo estabeleceu as metas de produzir 30 mil veículos comerciais movidos a hidrogênio até 2030, construir 70 estações de abastecimento de hidrogênio líquido e garantir que o hidrogênio limpo atenda a 7,1% da matriz energética do país até 2036. O governo também disse que o Ministério da Ciência e TIC (MSIT) espera desenvolver ainda mais a tecnologia local de eletrólise da água e obter tecnologias de processo de liquefação e produção de amônia. (H2 View - 10.11.2022) 
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África e Oriente Médio

EUA: DOE fornecerá US$ 43 mi em apoio a projetos de energia limpa e confiabilidade da rede

Um total de 23 projetos de pesquisa de 19 estados dividirão US$ 43 milhões em apoio do Departamento de Energia dos EUA (DOE) para melhorar o planejamento de energia, aumentar a resiliência da rede e restaurar a energia após desastres. Esses esforços cooperativos, que farão com que os pesquisadores criem e compartilhem ferramentas, tecnologias, métodos e melhores práticas relacionadas a instalações de energia limpa e infraestrutura de rede aprimorada, podem ser divididos em dois grupos. A maior parte dos projetos – 20 no total – será chamada coletivamente de RACER e se concentrará na resiliência a interrupções de clima extremo e outros desastres. Os três restantes operarão sob o programa de financiamento Energyshed e abordarão ferramentas comunitárias para a avaliação e melhor uso dos recursos energéticos locais. (Daily Energy Insider – 04.11.2022) 
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COP27: EUA defende do uso de energia nuclear para combater as mudanças climáticas

O enviado especial para o clima dos Estados Unidos, John Kerry, defendeu na quarta-feira (8) na COP27 o uso da energia nuclear para combater as mudanças climáticas. Kerry reconheceu que já foi contra esse tipo de energia, mas declarou que a energia nuclear é fundamental para evitar o aquecimento global. “Nós simplesmente não atingiremos a meta de uma economia net zero até 2050 sem a energia nuclear”, disse Kerry. Logo depois, o enviado especial para o clima lançou publicamente uma nova iniciativa no mercado de carbono, liderada pelos americanos. Segundo Kerry, grandes empresas que não conseguirem atingir suas metas de redução de emissões poderão comprar créditos de carbono de países que desistirem de usar o carvão como fonte energética. (CNN - 09.11.2022) 
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COP27: EUA anunciam novo mecanismo para atração de capital privado na transição energética

Os EUA anunciaram na COP27, a conferência do clima da ONU, um mecanismo de mercado para acelerar a transição energética nos países em desenvolvimento. É uma aliança público-privada que envolve compra de créditos de carbono, redução do uso de combustíveis fósseis e estímulo ao uso de energias renováveis. A iniciativa é do Departamento de Estado americano, com a Fundação Rockefeller e o Bezos Earth Fund. A lógica do Energy Transition Accelerator é que países ou regiões que reduzirem emissões produzidas pela queima de combustíveis fósseis e passem a gerar energia por fontes renováveis acumulem créditos de carbono. Esses créditos seriam comprados por empresas que compensariam suas emissões. (Valor Econômico - 10.11.2022) 
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COP27: EUA destacam urgência no combate às mudanças climáticas e financiamento

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou hoje que o país está lidando com as mudanças climáticas de forma "urgente para garantir um planeta melhor para todos nós". Em discurso na COP27, o líder destacou que uma boa política climática se reflete em uma boa política econômica. Ademais, ele reafirmou o compromisso com o objetivo de reduzir a emissão de carbono, conforme o Acordo de Paris. Mais cedo, a Casa Branca adiantou, em comunicado, que o chefe do Executivo americano iria anunciar novas iniciativas para enfrentar as mudanças climáticas. Entre as novidades, estão os novos investimentos para o Fundo americano de Adaptação Climática, que irão dobrar para US$ 100 milhões, e a aplicação de mais US$ 150 milhões para o Plano de Emergência do Presidente para Adaptação e Resiliência (Prepare) pela África. (BroadCast Energia – 11.11.2022) 
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EUA: A energia limpa registra trimestre com menor crescimento em anos

A análise da American Clean Power Association, federação de empresas de energias renováveis, referente ao terceiro trimestre de 2022 apresenta uma queda nas instalações de energias renováveis nos EUA. Interrupções na cadeia de suprimentos, disputas comerciais e incerteza na política tributária contribuíram para que as instalações eólicas caíssem 78% no terceiro trimestre, enquanto as instalações solares caíram 23%. Os atrasos em projetos totalizaram 14 GW de capacidade entre os meses de julho a setembro, somando-se a uma crescente carteira de pedidos que agora totaliza 36 GW. E embora haja muitas razões para estar otimista sobre o impacto da Lei de Redução da Inflação na próxima década, a lei histórica não resolve todos os problemas do setor. (Renewable Energy World - 02.11.2022)
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EUA: Estimativa de atingir 13,5 GWh de armazenamento de energia em 2022

O mercado dos EUA está a caminho de atingir 13,5 GWh de instalações de armazenamento de energia em 2022, de acordo com a Wood Mackenzie Power & Renewables. A empresa de pesquisa e análise de mercado acaba de lançar a edição trimestral do segundo trimestre de 2022 do US Energy Storage Monitor, produzido em parceria com a American Clean Power Association, no qual identificou que no período de análise foram implantados cerca de 3 GWh de armazenamento em toda a rede, abrangendo os segmentos de maior escala, residencial e não residencial. No primeiro trimestre, a WoodMac disse que 2.875 MWh de armazenamento foram implantados em todos os segmentos, incluindo 2.339 MWh de armazenamento em escala de rede - que também foi o trimestre de abertura mais forte de um ano já registrado. (Energy Storage - 15.09.2022)
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Califórnia avança em direção à obrigatoriedade de veículos pesados de zero emissão

O California Air Resources Board (CARB), agente governamental relacionado ao meio ambiente da Califórnia, concordou em avançar com os planos de exigir uma transição para caminhões de zero emissão, ônibus de transporte e alguns outros ônibus a partir de 2024. De acordo com o plano atualmente em discussão, apenas caminhões médios e pesados de zero emissão poderiam ser vendidos na Califórnia a partir do ano modelo 2040. Para frotas federais e comerciais com mais de 50 veículos, ou de propriedade de uma entidade com mais de US$ 50 milhões em receita bruta, todos os novos caminhões adquiridos na Califórnia após 1º de janeiro de 2024 devem ser veículos limpos. Diferentes tipos e usos de veículos teriam várias datas de introdução gradual no plano que o CARB está considerando. (Utility Dive - 31.10.2022)
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EUA e México: Acordo de cooperação nuclear entra em vigor

Um acordo bilateral sobre energia nuclear entre Estados Unidos e México entrou em vigor, disse o Departamento de Estado dos Estados Unidos no dia 3 de novembro, acrescentando que irá aumentar a cooperação em segurança energética. O acordo é o “primeiro acordo bilateral para cooperação nuclear pacífica” entre os dois países, disse o departamento em comunicado. Conhecidos como 123 acordos, essas resoluções abrem caminho para questões delicadas, como a transferência pacífica de material nuclear, equipamentos e informações dos Estados Unidos conforme os requisitos de não proliferação. O México e os Estados Unidos assinaram o acordo em 2018, mas o Senado do México não deu sua aprovação até março. O enviado climático da Casa Branca, John Kerry, viajou ao México na semana passada para discutir energia renovável com o presidente Andrés Manuel López Obrador, com foco em lítio, baterias e indústria automobilística. (CNN - 03.11.2022) 
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EUA: Lei de Redução da Inflação estimula povos tradicionais a buscar microrredes

Diversos povos tradicionais estão no aguardo de parcerias com desenvolvedores de microrredes e energia solar agora que a Lei de Redução da Inflação (IRA) permite que eles recebam pagamentos diretos pelos créditos fiscais fornecidos sob a lei, disseram representantes tribais na Oregon Solar and Storage Conference, conferência de energia solar e armazenamento realizada em Portland, Oregon. Diversos representantes de povos originários falaram durante um painel de discussão sobre como o IRA abriu oportunidades para desenvolvedores fazerem parceria com tribos. Representantes enfatizaram que, quando fazem parceria com desenvolvedores, estão interessados em possuir ações em projetos e querem que os desenvolvedores sejam sensíveis a questões culturais e ambientais importantes para suas comunidades. Além dos pagamentos dos créditos fiscais, as microrredes são almejadas como forma de resolver diversos desafios em relação a interrupções e altos preços de energia enfrentados pelos povos abrigados em áreas remotas. (Microgridknowledge - 06.11.2022) 
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Canadá: Governo reconhece energia nuclear como energia limpa

A inclusão do governo federal de pequenos reatores modulares (SMRs) entre as tecnologias de energia limpa elegíveis para um novo crédito fiscal de investimento foi saudada como um sinal claro de que considera a energia nuclear como energia limpa em pé de igualdade com todas as outras tecnologias de baixo carbono. A Declaração Econômica de Outono de 2022 foi divulgada em 3 de novembro pela vice-primeira-ministra e ministra das Finanças, Chrystia Freeland, que disse que se concentrava em construir uma economia que funcione para todos, um Canadá mais sustentável e mais próspero para as próximas gerações. Em suma, o governo federal, em seu orçamento de abril de 2022, prometeu estabelecer um crédito fiscal de investimento para investimentos em tecnologias limpas, com foco em tecnologias limpas, soluções de armazenamento de baterias e hidrogênio limpo. (WNN - 04.11.2022) 
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Canadá introduz créditos fiscais de investimento reembolsáveis de 30% para armazenamento de energia

Anunciado dia 03 de novembro pela vice-primeira-ministra Chrystia Freeland como parte da Declaração Econômica de Outono 2022 do Canadá, a medida já foi bem recebida por grupos comerciais de energia renovável, armazenamento de energia e manufatura. O governo propõe a introdução de um crédito fiscal reembolsável equivalente a 30% do custo do investimento de capital em sistemas de geração de eletricidade, sistemas estacionários de armazenamento de eletricidade, equipamentos de aquecimento de baixo carbono e veículos industriais de emissão zero e equipamentos de recarga ou reabastecimento relacionados. Projetos que não atenderem aos requisitos das condições trabalhistas locais terão uma redução de 10% na alíquota mínima de crédito fiscal. (Energy Storage – 04.11.2022) 
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América do Sul, Central e Caribe

Perspectivas econômicas da América Latina 2022: Rumo a uma transição verde e justa

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, apresentou o relatório "Perspectiva Econômica Latino-Americana 2022: Rumo a uma transição verde", durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). O relatório explora as opções políticas que a região tem para repensar seus modelos de produção, transformar sua matriz energética e gerar empregos de qualidade no processo. O relatório também observa que, para que essa transição seja justa, são necessários melhores sistemas de proteção social e um diálogo aberto para ajudar a construir novos contratos sociais sustentáveis. Para avançar nessa ambiciosa agenda, o relatório apresenta diferentes ferramentas de financiamento, incluindo o financiamento verde, e defende a renovação de parcerias internacionais. (Cepal – Novembro 2022)  
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Proposta da CNI para COP 27 destaca avanços na pauta climática

A Confederação Nacional da Indústria reuniu uma série de propostas que o setor produtivo considera relevantes nas discussões da conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP27). O documento Visão da Indústria para a COP27 destaca o avanço na criação do mercado global de carbono, na destinação de recursos para financiamento climático e na agenda de adaptação à mudança do clima. O trabalho destaca como urgente a definição de uma estratégia por parte do Brasil para o melhor aproveitamento do novo mecanismo do mercado global de carbono. Também considera crucial a capacidade do país de se organizar internamente para implementar a NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada, na sigla em inglês), que é o compromisso de redução das emissões assumido pelo governo brasileiro para, em conjunto com os demais países, limitar o aquecimento global a 1,5 °C. A meta brasileira passou de 43% para 50% até 2030. (CanalEnergia – 07.11.2022) 
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Brasil: Vendas de VEs no país já superam total de 2021

As vendas de veículos leves eletrificados no Brasil, nos dez primeiros meses de 2022, alcançaram um total de 38.663 veículos, superando em 10,5% os 34.990 de todo o ano passado. Em outubro, as vendas tiveram o terceiro melhor mês da série histórica elaborada pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (Abve), com 4.460 unidades emplacadas. Com o resultado, a associação projeta que o mercado brasileiro de eletrificados deverá fechar o ano com vendas totais entre 44 mil e 46 mil, o que representa crescimento em torno de 25% a 31% em relação a 2021. Outro destaque foram as vendas dos veículos 100% elétricos a bateria (BEV). O segmento chegou a 6.831 unidades emplacadas de janeiro a outubro de 2022 – um aumento de 41,5% sobre o total de veículos BEV de toda a série histórica, de 2012 a 2021 (4.827). No total, o Brasil já tem uma frota de veículos leves 100% elétricos a bateria de 11.658 unidades até outubro. Segundo o presidente da ABVE, Adalberto Maluf, esse crescimento reflete a maior confiança dos compradores na diversidade de produtos oferecida pelo mercado e nos investimentos em infraestrutura de recarga pública e semipública. (CNN Brasil - 07.11.2022)
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Brasil: Desafio do setor elétrico será ajudar outros segmentos na transição energética

Com uma matriz elétrica majoritariamente renovável, o grande desafio do setor elétrico brasileiro deve girar em torno de como ajudar outros segmentos, como o de transportes e a agricultura, a migrarem para uma economia de baixo carbono, avalia o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Carlos Ciocchi, em entrevista ao Broadcast Energia. Nos últimos dias, Ciocchi e uma comitiva do órgão setorial acompanharam as discussões sobre transição energética, com destaque para energias limpas, durante a COP-27, que se realiza em Sharm el-Sheikh, no Egito. O órgão é encarregado de gerenciar operacionalmente o sistema elétrico brasileiro. É dele a incumbência, por exemplo, de determinar quais usinas deverão ser acionadas a cada momento, levando em conta critérios técnicos, econômicos e de segurança. Nessa perspectiva, Ciocchi avalia que, assim como os demais operadores de outros países, o ONS tem, cada vez mais, o desafio de atuar em um ambiente onde não é possível controlar totalmente as fontes de geração, como a eólica e a solar fotovoltaica, que dependem da força da natureza. (BroadCast Energia – 16.11.2022) 
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Brasil: Comercialização de fontes renováveis no mercado livre bate recorde

Dados da Abraceel mostram que a produção das fontes renováveis incentivadas, solar centralizada, eólica, pequenas centrais hidrelétricas e a biomassa, bateu recorde em agosto de 2022, ultrapassando pela primeira vez a barreira dos 20 GW médios, atingindo 20,6 GW médios. A maior parte dessa produção, 11,1 GW médios, precisamente 54%, foi direcionada ao mercado livre de energia, ambiente de contratação onde fornecedores e consumidores podem negociar livremente as condições do fornecimento. As duas marcas foram as maiores já alcançadas no histórico do setor elétrico. O crescimento na geração elétrica por fontes renováveis tem sido acompanhado pela expansão da comercialização da produção no mercado livre de energia, que se consolida cada vez mais como principal ambiente comercial para escoar a energia renovável. (CanalEnergia – 09.11.2022) 
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Brasil: Geração distribuída bate novo recorde e alcança 15 GW

O Brasil atingiu a marca de 15 GW de capacidade em geração própria de energia elétrica, segundo dados da ABGD. O resultado, puxado pela energia solar, conta também com a evolução de fontes complementares, como o biogás, a biomassa, a energia eólica, a energia movida a potencial hidráulico e a cogeração a gás natural. Os dados da ABGD mostram que a geração própria de energia ajudou a colocar a fonte solar na terceira posição da matriz elétrica nacional: cerca de 2/3 da potência dessa fonte vem da geração distribuída, em telhados ou projetos de minigeração, contra 1/3 de geração centralizada (as fazendas solares de grande porte). Até o final do ano, a expectativa é de que a GD cresça mais 1,5 GW de capacidade na fonte solar, empurrando-a para o segundo lugar na matriz. Entre os mais de 1,8 milhão de consumidores beneficiados, a maioria (47,9%) dos projetos são do grupo residencial, seguido pelo consumo comercial (29,6%), rural (14,2%) e industrial (7%). (CanalEnergia – 08.11.2022) 
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Brasil: Potencial para liderar economia mundial de baixo carbono

O Brasil tem potencial para se tornar o primeiro país a alcançar a neutralidade de carbono e, com isso, acelerar seu crescimento econômico nos próximos 8 anos, de acordo com um estudo feito por uma consultoria com organizações multilaterais, setor privado, cientistas e comunidades originárias e apresentado na COP27. Segundo os cálculos, o Brasil pode mitigar 1,3 Gton de carbono até 2030 e contribuir com cerca de 1,9 Gton em excedente para o resto do mundo até 2050. Com isso, o país poder se tornar um exemplo de prosperidade econômica sustentável para as próximas décadas. As conclusões são do relatório “The Amazon’s Marathon: Brazil to lead a low-carbon economy from the Amazon to the world”, realizado pela Systemiq Brasil e apresentado na quarta-feira (9) na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas - a COP27, no Egito. Se alcançar a neutralidade, o crescimento econômico brasileiro pode aumentar em US$100 a US$150 bilhões anuais ao PIB. (Valor Econômico - 09.11.2022) 
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Brasil: BNDES lança programa para compra de créditos de carbono

O BNDES lançou o programa BNDES Créditos de Carbono com o objetivo de estimular projetos geradores destes créditos. A iniciativa prevê a aplicação de recursos para comercialização de instrumentos de compensação de carbono no mercado voluntário por intermédio de projetos que gerem redução de emissão e/ou captura do gás e a escolha se dará por meio de chamadas públicas. A ideia é promover chamadas públicas regulares para promover previsibilidade necessária para que as empresas se organizem e estruturam projetos, aponta o banco. O BNDES ressalta ainda que a precificação do carbono é um estímulo à adoção de processos produtivos mais eficientes e menos poluentes. Além disso, trata-se de alternativa importante para redução, captura e compensação das emissões destes gases causadores do efeito estufa. Além disso, os créditos de carbono podem ser gerados a partir de várias atividades. Como exemplos, podem ser citadas a eficiência energética, substituição de combustíveis, gestão de resíduos, processos aplicados à fabricação industrial, transportes, redução do desmatamento, plantio de árvores que renovam e armazenam o gás carbônico na atmosfera, entre outras. (CanalEnergia - 14.11.2022) 
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Brasil: Resíduos sólidos urbanos tem potencial de 3,3 GW, mas precisa de incentivos

A mais recente fonte de geração que passou a ter um produto dedicado em leilões de energia nova no Brasil depende de incentivos para ser viabilizada. Os resíduos sólidos urbanos (RSU) ou waste to energy, ainda não possui nenhuma central de geração no país. Mas, apesar desse cenário, o segmento está otimista com um futuro próximo, mais pelo marco do saneamento básico do que pelas perspectivas do setor elétrico. Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira da Recuperação Energética de Resíduos, Yuri Schmitke, a fonte tem um potencial técnico mapeado de 3,3 GW no somatório de 28 regiões metropolitanas do país com mais de 1 milhão de habitantes. “Essa capacidade tem potencial de geração de 26,6 milhões de MWh ao ano com o benefício de poder ser feito dentro das cidades”, destacou ele. “O custo ainda é elevado, está em R$ 40 milhões por MW instalado por conta das restrições em termos de emissões que existem”, lembrou ele. (CanalEnergia - 14.11.2022) 
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África e Oriente Médio

IRENA: A transição energética pode beneficiar as economias africanas?

Como o continente mais jovem do mundo, espera-se que a África seja o lar de quase 2,5 bilhões de pessoas até 2050. Oitenta por cento delas viverão na África Subsaariana, onde menos da metade de todas as pessoas têm acesso à eletricidade hoje, e apenas 16 % têm acesso a tecnologias e combustíveis limpos para cozinhar. A África também está entre as partes mais vulneráveis do mundo diante das mudanças climáticas e já está experimentando um aumento na insegurança alimentar devastadora relacionada a enchentes e secas, de acordo com o último relatório do IPCC sobre mitigação climática. A transição energética, com sua mudança sistemática para energia renovável, precisa ser entendida não como um fardo imposto às pessoas mais vulneráveis do mundo, mas como uma grande oportunidade para melhorar os meios de subsistência em toda a África de maneiras que transcendem os benefícios puramente econômicos. (IRENA – 17.11.2022) 
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África: Investimento em energia limpa não vê recuperação pós-pandemia

Uma nova pesquisa da BloombergNEF (BNEF) conclui que o investimento em energia renovável na África está muito atrás do resto do mundo. Apesar dos excelentes recursos naturais da África, da demanda de eletricidade em rápido crescimento e da melhoria das estruturas de políticas, apenas US$ 2,6 bilhões de capital foram empregados para novos projetos de geração de energia eólica, solar, geotérmica ou outros projetos de geração de energia renovável em 2021, o menor em 11 anos. O continente respondeu por apenas 0,6% dos US$ 434 bilhões investidos em energias renováveis em todo o mundo. (BNEF – 09.11.2022) 
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Catar-Egito: Autoridade do Catar de olho em projeto de hidrogênio verde de US$ 1 bilhão no Egito

A Zona Econômica do Canal de Suez (SCZone), que receberá investimentos de mais de US$ 1 bilhão, é objeto de uma nova iniciativa de investimento que está sendo analisada pela Autoridade de Investimentos do Catar. Uma delegação de empresários do Catar visitou o Egito na semana passada com o objetivo de fomentar a cooperação econômica e comercial e criar investimentos conjuntos para apoiar o desenvolvimento econômico das duas nações amigas, no âmbito de uma ação coordenada, para maximizar os interesses compartilhados e aproveitar as oportunidades disponíveis. O eixo de desenvolvimento da SCZone, que inclui várias áreas industriais e logísticas significativas, oferece oportunidades promissoras para empresas do Catar que desejam aproveitar a economia em expansão do Egito. O presidente Abdel Fattah Al-Sisi recentemente enfatizou os desenvolvimentos positivos nas relações econômicas e comerciais entre as duas nações amigas. (H2 Energy News - 01.11.2022) 
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Emirados Árabes Unidos: Primeira fase da Estratégia Nacional de Hidrogênio concluída

A primeira fase da Estratégia Nacional de Hidrogênio dos Emirados Árabes Unidos, que consiste em dez pilares, foi concluída, de acordo com Sharif Al Olama, subsecretário do ministério de energia e infraestrutura para assuntos de energia e petróleo. A estratégia, que será publicada no ano seguinte, é um roteiro completo apoiado em vários pilares que tratam da cooperação internacional, financiamento, pesquisa e desenvolvimento e da indústria do hidrogênio. Os Emirados Árabes Unidos pretendem representar 25% dos principais mercados de hidrogênio do mundo, incluindo Índia, Coréia do Sul, Japão e Alemanha, aproveitando sua posição geográfica única como porta de entrada entre o Oriente e o Ocidente. O país possui acesso a recursos naturais, incluindo energia solar e gás natural, que são usados para criar hidrogênio azul e verde, respectivamente. Os Emirados Árabes Unidos têm um conhecimento profundo da energia solar e dos reatores de energia nuclear, os quais podem ser usados para produzir hidrogênio rosa. (H2 Energy News - 01.11.2022) 
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Egito: Segunda unidade nuclear de El-Dabaa recebe aprovação para construção

Em princípio, foi tomada uma decisão para permitir o início da construção da segunda unidade de reator na próxima usina nuclear de El-Dabaa, no Egito. A licença de construção deve ser emitida oficialmente este mês. A Autoridade Reguladora Nuclear e Radiológica do Egito (ENRRA) tomou a decisão durante uma reunião de seu conselho de administração na segunda-feira, informada por uma série de inspeções no local confirmando a prontidão. A licença de construção deverá ser emitida em 19 de novembro, que é o Dia da Energia Nuclear no Egito. De acordo com a autoridade de Usinas de Energia Nuclear (NPPA), este importante evento confirma a insistência do Egito e seu progresso sob os auspícios da liderança política do país em alcançar o sonho tão esperado de produzir eletricidade limpa a partir de usinas nucleares, comprometida com os mais altos padrões de energia nuclear segurança e proteção na construção e operação. (WNN - 01.11.2022) 
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Oceania

Plano australiano para impulsionar 100% de adoção de medidores inteligentes no país

A Comissão Australiana de Mercado de Energia (AEMC) apresentou recomendações para impulsionar 100% de adoção de medidores inteligentes na Austrália até 2030, como parte de um conjunto de reformas com o objetivo de colocar os clientes no centro da transição para o fim das emissões. O relatório descreve as principais recomendações para acelerar a implantação de medidores inteligentes e mostra que uma aceitação de 100% traria benefícios líquidos no valor de $ 318,5 milhões. As principais recomendações do relatório preliminar, Review of the regulatory framework for metering services, incluem possíveis mudanças nas regras de energia para apoiar um programa mais coordenado de substituição de medidores, além de garantir salvaguardas apropriadas para a privacidade. As recomendações estabelecidas pela AEMC, incluem 20 pontos a serem priorizados. (Smart Energy– 04.11.2022)
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Austrália: Queensland anuncia financiamento para usinas hidrelétricas reversíveis

A primeira-ministra de Queensland, Annastacia Palaszczuk, revelou o novo plano de energia de 10 anos do governo estadual, que abrigará o maior esquema de usinas hidrelétricas reversíveis (UHRs) do mundo, que será apoiado com investimento de US$ 62 bilhões. Esse investimento seria efetuado, até 2035, tanto pelos setores público, como também privado, disse Palaszczuk. Nesse sentido, o governo disse que pouco mais da metade do financiamento para a nova geração de energia deve vir do governo estadual. O plano de energia inclui duas UHRs até 2035: a primeira na represa de Borumba e uma segunda, situada a 70 quilômetros a oeste de Mackay, conhecido como o projeto hidrelétrico reversível Pioneer-Burdekin. Segundo Palaszczuk, esse “será o maior armazenamento em UHR do mundo, com 5 GW de potência e armazenamento com capacidade de 24 horas de duração, sendo previsto para ser concluído o primeiro estágio até 2032”, disse ela. (ABC News - 28.09.2022)
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Austrália: Victoria visa armazenamento de energia de 6,3 GW até 2035

O governo anunciou planos para legislar um pacote de financiamento de US$ 157 milhões para impulsionar a transição energética de Victoria para energia renovável, distanciando-se, assim, do carvão. As metas farão com que Victoria tenha como objetivo 2,6 GW de capacidade de armazenamento de energia renovável até 2030 e 6,3 GW de até 2035. O governo diz que as novas metas de armazenamento visam viabilizar os sistemas de armazenamento de energia de curta e longa duração – incluindo tecnologias que podem armazenar mais de oito horas de energia – ou seja, inclui-se as baterias, as usinas hidrelétricas reversíveis e tecnologias de hidrogênio. (Renew Economy - 27.09.2022) 
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Artigos e Estudos

IRENA: Metas de energia renovável em 2022, um guia para projetar

Os recentes desenvolvimentos geopolíticos e relacionados ao clima reiteram a necessidade de ação imediata para aumentar a ambição de implantação de energia renovável para atingir as metas climáticas, aumentar a segurança energética, bem como garantir o acesso universal à energia confiável e acessível. Em novo relatório produzido pela IRENA, é proposto apoiar os governos na elaboração de metas de energia renovável que possam ajudar a alcançar esses objetivos prementes. O relatório apresenta uma visão geral das últimas atualizações nos compromissos climáticos feitos antes da COP27, com foco nas metas de energia renovável nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC). A análise ilustra o descompasso existente entre as metas de energia renovável nas NDCs e aquelas estabelecidas nos planos nacionais de energia, após apresentar as últimas tendências nas metas e uma análise do nível de ambição nas metas de energia renovável globalmente. (IRENA - novembro, 2022)
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BNEF: A adoção de veículos de emissão zero está acelerando, mas é necessário um impulso mais forte

A adoção de veículos de emissão zero acelerou no ano passado em quase todos os mercados e segmentos de veículos, de acordo com o Zero-Emission Vehicles Factbook 2022 publicado pela empresa de pesquisa BloombergNEF (BNEF) na COP27 no Egito. O ZEV Factbook conclui que o impulso global em direção ao transporte rodoviário de emissão zero continuou a acelerar em 2022, com vendas de veículos elétricos de passageiros a caminho de mais de 10 milhões de unidades, acima dos 6,6 milhões em 2021. Mais de 13% das vendas de carros novos globalmente em o primeiro semestre de 2022 foi elétrico, subindo de 8,7% em todo o ano de 2021. A capacidade global de fabricação de baterias de íons de lítio também aumentou 38% desde 2021 e os gastos gerais com transporte rodoviário limpo em todo o mundo devem ultrapassar US$ 450 bilhões este ano. (BNEF – 16.11.2022) 
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Artigo de Luis Adolfo Beckstein: "Roadmaps para a transição energética"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Luis Adolfo Beckstein (Mestre em Economia, pesquisador do Grupo de Economia da Energia e Regulação da UFF e consultor de investimentos estrangeiros) aborda questões sobre a busca por minerais críticos como lítio, cobre e polissilício. Segundo o autor, “outra questão estratégica é a busca por minerais críticos (lítio, cobre, polissilício, níquel e terras raras). A garantia de suprimento desses minerais é parte indissociável de uma estratégia bem-sucedida de transição energética. A demanda por minerais críticos para tecnologias de energia limpa deve aumentar de duas a quatro vezes até 2030, dependendo do cenário, como resultado da expansão da implantação de energia renovável.” (GESEL-IE-UFRJ – 11.11.2022)
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Artigo de Flávia Texeira: “Direto da COP27: a importância da conferência para o clima”

Em artigo publicado pelo Além da Energia, Flávia Texeira (Gerente de Meio Ambiente, Responsabilidade Social Corporativa e Transição Energética da ENGIE Brasil) aborda a importância da Conferência das Partes 27 (COP – sigla em inglês para Conference of the Parties) para o clima mundial. A conferência teve início no dia 06 de novembro deste ano. Segundo a autora, “para a ENGIE Brasil, o debate sobre mercado de carbono do Artigo 6.4 é muito importante, pois vemos como uma oportunidade para o financiamento de ações de descarbonização no país – em especial dada a ambição de crescimento em energias renováveis anunciada pelo Grupo ENGIE e o fato da empresa no Brasil estar rumando para ser 100% renovável. Providencialmente, portanto, neste ano, os temas de destaque da COP27 são: (1) a redução das emissões, (2) a limitação de riscos físicos devido às mudanças climáticas e (3) o financiamento para a transição para a economia livre de carbono”. (GESEL-IE-UFRJ – 11.11.2022)
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Artigo de Monica Jaén: "A economia azul e a transição energética"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Monica Jaén (diretora de Sustentabilidade da Wilson Sons) aborda como questões geopolíticas, como o conflito Rússia-Ucrânia, tem afetado a transição energética e o papel da Economia Azul dentro do contexto de transição energética. Segundo a autora, “a jornada de transição energética é de longo prazo, está intrinsecamente relacionada à descarbonização, e se aplica também à questão da Economia Azul, que abrange todas as atividades econômicas que acontecem nos oceanos, mares e zonas costeiras. São regiões com questões ambientais, sociais e econômicas interdependentes e necessitam de políticas de Estado que considerem os elementos nacionais e transnacionais.” (GESEL-IE-UFRJ – 08.11.2022)
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OMC: Fragmentação do comércio tornará transição verde mais lenta e mais cara

Organização Mundial do Comércio (OMC) vem alertando para o risco de o comércio internacional tornar-se mais fragmentado em blocos baseados em geopolítica. As mudanças climáticas representam uma ameaça existencial para as economias, e um comércio mundial fragmentado em blocos amplia o risco de atrasar a transição para uma economia verde e de torná-la muito mais cara. A advertência foi feita na segunda-feira (7) pela diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala, ao apresentar o Relatório Anual de Comércio, na Conferência do Clima (COP27) em Sharm-el-Sheik (Egito), em meio a crescentes tensões geopolíticas. “O cumprimento do Acordo de Paris para limitar o aumento do aquecimento global a menos de dois graus Celsius exige que transformemos a economia global, como consumimos, como produzimos e como vivemos”, disse Ngozi. (Valor Econômico - 07.11.2022) 
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Tokens de crédito de carbono são opção de investimento verde

O mercado de crédito de carbono vem ganhando proporções estratégicas no contexto global de políticas de controle das emissões de gases de efeito estufa, que têm provocado as trágicas mudanças climáticas. Países e grandes empresas se mobilizam para desenvolver mecanismos que realizem a chamada compensação de carbono, em operações em que os emissores recompensam aqueles que ‘sequestram’ carbono da atmosfera, notadamente florestas preservadas ou plantadas. A temática entra na pauta ESG das empresas, o conceito que aborda ações que atendam os critérios de proteção ambiental, social e governança corporativa. Indivíduos também podem fazer parte desse movimento e, atualmente, já contam com a chamada tokenização desses créditos, pelos quais podem compensar sua pegada de carbono em praticamente todas as atividades realizadas no dia a dia. (Valor Econômico - 04.11.2022) 
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