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IFE
28/07/2026

IECC 382

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
28/07/2026

IFE nº 382

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 382

Marco Institucional

PL das térmicas pode elevar curtailment em R$ 500 mi

A contratação de 2,5 GW em novas usinas termelétricas a gás, aprovada pelo Senado recentemente, poderá elevar em 12% a redução compulsória da geração renovável em 2032 e aumentar em cerca de R$ 500 milhões os custos anuais associados ao curtailment, segundo estudo da Aurora Energy Research. De acordo com o modelo nodal da consultoria, o prejuízo anual provocado pelos cortes de geração eólica e solar passaria de R$ 2,50 bilhões para R$ 2,98 bilhões em 2032. Em relação ao cenário-base da empresa, as taxas de curtailment da energia solar fotovoltaica e da eólica terrestre cresceriam 1,6 ponto percentual cada. Segundo a Aurora, a obrigatoriedade de despacho fará com que as termelétricas produzam cerca de 15,3 TWh por ano, reduzindo o espaço para absorção da geração eólica e solar em períodos de elevada oferta renovável. Por fim, o Nordeste concentraria os maiores impactos: o curtailment total aumentaria 3,3 pontos percentuais, impulsionado principalmente pelo crescimento de 2,4 pontos percentuais nos cortes da geração eólica. Já no Sudeste, o principal efeito recairia sobre a geração solar fotovoltaica. (Brasil Energia - 20.07.2026)

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TCU analisará representação contra Enel SP

O Tribunal de Contas da União deve analisar em 22 de julho a representação que acompanha a atuação da Enel SP e dos órgãos fiscalizadores diante de interrupções de energia registradas na capital paulista. O processo, relatado pelo ministro Augusto Nardes, ocorre em paralelo ao procedimento da Aneel que pode levar à caducidade da concessão da distribuidora. No início do mês, a área técnica da agência recomendou a continuidade do processo após avaliar pedido de reconsideração da companhia, concluindo que os argumentos apresentados não afastam evidências de descumprimento contratual. A Advocacia-Geral da União também entendeu que a defesa da Enel não invalida a decisão da Aneel. A caducidade avalia a perda do direito de operar o serviço público e foi instaurada após indícios de falhas graves e recorrentes, como interrupções prolongadas, demora no atendimento e problemas no planejamento para eventos climáticos extremos. (CNN Brasil – 20.07.2026)

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MME regulamenta ressarcimento a geradores eólicos e solares por curtailment

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou portaria que regulamenta o ressarcimento a geradores eólicos e solares afetados pelos cortes de geração por razões sistêmicas (curtailment) ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025, conforme previsto na Lei nº 15.269/2025 de modernização do setor elétrico. A portaria traz a minuta do termo de compromisso a ser assinado pelas empresas elegíveis, que renunciarão ao direito de discutir compensações na via administrativa, arbitral ou judicial, inclusive desistindo de ações em curso. Como etapa inicial, os agentes interessados deverão registrar manifestação de interesse no Sistema de Registro de Interesse para Compensação pelos Cortes de Geração (Celebra), do próprio ministério. (Valor Econômico – 21.07.2026)

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Ressarcimento por curtailment pode alcançar R$ 3,3 bi

O ressarcimento aos geradores eólicos e solares afetados por cortes de geração deverá alcançar aproximadamente R$ 3,3 bilhões, segundo estimativas de fontes do governo. A regulamentação abrangerá eventos ocorridos desde 1º de setembro de 2023 até a entrada em vigor da lei de modernização do setor elétrico, sancionada em novembro de 2025. O direito à compensação dependerá da assinatura de termo de compromisso com a União e não incluirá qualquer tipo de curtailment: cortes provocados exclusivamente por sobreoferta de energia renovável permanecerão sem ressarcimento. A cobertura estará concentrada em restrições relacionadas à confiabilidade elétrica, associadas aos limites de escoamento da rede de transmissão. Ao aderirem ao acordo, as empresas deverão desistir de ações judiciais sobre o tema, o que gerou preocupação quanto à renúncia irreversível de direitos antes do conhecimento dos valores individuais a serem reconhecidos. (Broadcast Energia - 21.07.2026)

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EPE estuda modernização de concessões de transmissão que vencem até 2035

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda as quase 80 concessões de transmissão de energia elétrica que vencem entre 2027 e 2035 para identificar oportunidades de digitalização e adaptação às mudanças climáticas, independentemente do modelo (renovação ou relicitação) que o governo adotar, disse o presidente da EPE, Thiago Prado, durante o Greener Summit. Um decreto de 2022 estabelece a relicitação como regra geral, admitindo prorrogação apenas se a nova licitação for comprovadamente inviável. Prado também citou as concessões vincendas de hidrelétricas, que somam 19 GW, como oportunidade para modernizar os empreendimentos e até adaptá-los para operação como usinas reversíveis, capazes de bombear água entre reservatórios para gerar energia nos momentos de maior necessidade do sistema. (Valor Econômico – 21.07.2026)

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Associações pedem revisão ampla de regras sobre cortes elétricos e autoprodução

Associações de geradores pediram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) uma revisão mais ampla da resolução decorrente da consulta pública 45/2019, além das mudanças já sinalizadas pelo diretor Fernando Mosna em voto-vista. As entidades defendem a exclusão de regras que permitem reclassificar, na etapa comercial, cortes inicialmente atribuídos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a indisponibilidade externa, argumentando que a metodologia proposta raramente identificaria cortes elétricos elegíveis para ressarcimento. Também pedem a retirada do rateio de cortes entre usinas sensíveis a restrições e do rateio regionalizado entre submercados com base no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), além da exclusão das regras aplicáveis à autoprodução industrial in situ, que poderiam forçar paralisações de processos produtivos. As associações apoiam, porém, testar — sem efeitos financeiros — o rateio conjunto entre hidrelétricas, eólicas e solares durante a operação sombra, prevista para um ano após a aprovação da norma. (MegaWhat – 21.07.2026)

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Entidades cobram redução de subsídios e encargos elétricos

Quatro entidades do setor elétrico apresentaram carta aos candidatos à Presidência defendendo redução de subsídios, revisão dos encargos e maior eficiência no planejamento do sistema. O documento é assinado por ABIHV, ABIAPE, ABRACE Energia e Global Renewables Alliance. Segundo o grupo, a Conta de Desenvolvimento Energético cresceu cerca de 129% entre 2022 e 2026, de R$ 23 bilhões para mais de R$ 52 bilhões anuais, enquanto o Encargo de Potência para Reserva de Capacidade, hoje em R$ 5,9 bilhões por ano, pode chegar a quase R$ 48 bilhões na próxima década. As entidades afirmam que o Brasil desperdiçou quase 20% da geração eólica e solar disponível em 2025, com perdas acumuladas de R$ 6 bilhões, e que o impacto financeiro triplicou no início de 2026. Também destacam pedidos de conexão superiores a 54 GW para data centers e projetos de hidrogênio de baixo carbono, defendendo suprimento renovável competitivo e confiável. (Broadcast Energia - 21.07.2026)

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Governo antecipa contratos de cinco termelétricas para reforçar sistema elétrico

O Ministério de Minas e Energia (MME) decidiu antecipar a contratação de cinco usinas termelétricas — Manaus 1 (Companhia Energética Amazonense), Três Lagoas, Termomacaé e Termoceará (Petrobras) e Araucária (Âmbar Energia, grupo J&F) —, cujos contratos previam entrada em operação apenas em 2027 e 2028, disponibilizando 1,8 GW de capacidade a partir de 1º de setembro. A medida, decidida pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) a pedido do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), busca reforçar o sistema diante da previsão de El Niño mais intenso no segundo semestre — que pode reduzir a geração hidrelétrica nos rios Madeira e Belo Monte e elevar o consumo por causa do calor — e das incertezas do conflito no Oriente Médio sobre os preços de combustíveis. A antecipação também recompõe o déficit de cerca de 2 GW deixado pelo Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de março, que contratou apenas 2,2 GW dos 4,2 GW previstos, e deve evitar o acionamento das usinas no modelo "merchant", cujo despacho custa cerca de 25% mais. (Valor Econômico – 23.07.2026)

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MME detalha regras de ressarcimento por cortes de geração eólica e solar

O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou portaria detalhando as regras de ressarcimento a geradores eólicos e solares por cortes ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025, conforme a Lei nº 15.269/2025. Os interessados terão 20 dias para manifestar interesse prévio via Sistema de Registro de Interesse para Compensação pelos Cortes de Geração (Celebra), mas o pagamento efetivo só ocorrerá em 2027, após um processo de apuração pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que pode levar até 280 dias. Serão compensados apenas cortes classificados como indisponibilidade externa ou confiabilidade elétrica — os por sobreoferta ficam de fora, conforme previsto na lei. A compensação será calculada por hora, sem limite atrelado à garantia física, e valorada pelo Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) do submercado para a energia não vinculada a contratos regulados; a adesão ao Termo de Compromisso implica renúncia irrevogável a ações judiciais sobre o tema. (MegaWhat – 22.07.2026)

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Curtailment: Portaria do MME é avanço, mas ainda há dúvidas

A Portaria Normativa 140, divulgada em 21 de julho pelo Ministério de Minas e Energia (MME) com o objetivo de criar diretrizes para a compensação aos geradores eólicos e solares dos custos decorrentes do curtailment, foi avaliada como um passo importante rumo a uma solução, na visão de especialistas e advogados ouvidos pela Brasil Energia. Eles ressalvam, contudo, que ainda há pontos que precisam de definições e esclarecimentos para que ocorra a adesão à iniciativa. Do lado positivo, eles apontam que a portaria representa um alívio temporário para projetos; define que serão reembolsados também eventos de confiabilidade elétrica; e determina que os volumes cortados serão contabilizados como "geração efetiva", representando alívio para os geradores. Por outro lado, ressaltam que a portaria não é uma solução sistêmica, nem explicita a fórmula de cálculo da compensação. Além disso, um deles afirma que a adesão exige uma escolha estratégica complexa por parte dos investidores e geradores, pois a contrapartida imposta pelo MME exige uma análise criteriosa da operação. (Brasil Energia - 22.07.2026)

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Curtailment pode impulsionar fusões no setor renovável

O setor elétrico pode registrar nova onda de fusões e aquisições envolvendo usinas eólicas e solares a partir de 2027, impulsionada pelos impactos financeiros do curtailment e pela regulamentação da compensação por cortes compulsórios de geração. Especialistas avaliam que a portaria publicada em 21 de julho pelo MME pode destravar negociações, ao dar mais visibilidade sobre riscos e valores envolvidos. O ressarcimento estimado gira em torno de R$ 3,3 bilhões, enquanto o futuro leilão de baterias, com expectativa de contratação entre 2 GW e 4 GW, também tende a reduzir a necessidade de restrições operativas. Segundo a Absolar, os cortes médios sobre a energia solar chegaram a 27,9% até 30 de junho de 2026, ante 25,8% em 2025, com 1.166 MW médios cortados no semestre. Fundos nacionais e internacionais já monitoram ativos estressados, especialmente empreendimentos que enfrentam queda de faturamento, necessidade de compra de energia no curto prazo e renegociação de dívidas. (Estadão – 22.07.2026)

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Absolar diz que portaria de ressarcimento por curtailment é avanço, mas insuficiente

A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) classificou como "avanço importante" a portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) que regulamenta o ressarcimento por cortes de geração renovável (curtailment) ocorridos entre 2023 e 2025, mas avaliou que a medida pode não ser suficiente para encerrar a judicialização sobre o tema. Segundo o presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, a manifestação de interesse não tem caráter vinculante para renúncia imediata de ações judiciais, e a adesão dependerá do conhecimento pleno das regras e da confirmação dos direitos dos geradores. A associação criticou a ausência de ressarcimento para cortes por sobreoferta de energia (cobertos apenas os por confiabilidade elétrica) e a falta de critérios claros para classificação das modalidades de corte, afirmando que seguirá dialogando com o MME, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). (Valor Econômico – 22.07.2026)

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Acordo sobre curtailment pode movimentar R$ 3,3 bilhões, estima Abeeólica

O acordo proposto pelo governo para encerrar disputas judiciais sobre cortes de geração renovável (curtailment) pode movimentar até R$ 3,3 bilhões em ressarcimentos, segundo estimativa da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), a partir da portaria publicada pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Segundo a presidente da entidade, Elbia Gannoum, a ação judicial coletiva reúne cerca de 40 geradores eólicos e solares, e o ressarcimento não terá impacto tarifário, pois será feito por encontro de contas na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), usando um passivo de cerca de R$ 6 bilhões referente a débitos das geradoras por descumprimento de contratos regulados. Gannoum avaliou a portaria como avanço, mas destacou pontos em aberto, como o tratamento de cortes futuros e os critérios para classificar cortes como "sobreoferta" (não elegíveis) versus "confiabilidade" (elegíveis), defendendo que parte dos cortes hoje classificados como energéticos decorre de limitações operacionais do sistema, como o efeito da geração distribuída, e não de excesso de oferta renovável. (Valor Econômico – 22.07.2026)

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Manutenção da bandeira amarela reforça a busca por alternativas energéticas no Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para julho de 2026, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh, vigente desde abril, citando condições hidrológicas menos favoráveis que exigem acionamento complementar de termelétricas de custo mais alto. Nesse cenário, é destacado o avanço da integração entre sistemas fotovoltaicos e Sistemas de Armazenamento de Energia por Baterias (BESS), citando o Grupo EcoPower, que já soma 100 mil projetos homologados no país. Segundo o CEO operacional, o BESS funciona como "cérebro e reservatório" do sistema solar. O executivo afirma ainda que o interesse tem se espalhado de empresários e produtores rurais para residências vizinhas, por efeito de disseminação boca a boca, consolidando a descentralização do consumo como resposta às bandeiras tarifárias mais caras. (Valor Econômico – 23.07.2026)

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Setor elétrico propõe agenda de modernização ao próximo governo

Entidades do setor elétrico enviaram aos candidatos à Presidência uma proposta de agenda nacional para racionalizar encargos e subsídios, aprimorar a formação de preços e modernizar os mecanismos de contratação. ABIHV, Abrace Energia, Abiape e Aliança Global de Renováveis defendem transparência nos componentes tarifários, revisão periódica de descontos e preservação de objetivos sociais e da transição energética. A carta propõe preços horários, contratos de diferentes prazos, resposta da demanda e contratação competitiva de energia, potência, flexibilidade e serviços sistêmicos. Entre 2024 e 2026, os contratos trimestrais do mercado livre subiram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, com projeções de R$ 250/MWh a R$ 450/MWh em 2026 e risco de R$ 1.000/MWh em cenário hidrológico extremo. A CDE avançou 129% em quatro anos, de R$ 23 bilhões para mais de R$ 52 bilhões, enquanto encargos de capacidade podem passar de R$ 5,9 bilhões anuais para quase R$ 48 bilhões na próxima década. Pedidos de conexão para data centers e hidrogênio de baixo carbono já superam 54 GW. (Agência CanalEnergia - 23.07.2026)

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Regulação

Pauta da 15ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria de 2026

A pauta da 15ª Reunião Pública Ordinária da Diretoria da Aneel, convocada para 28 de julho de 2026, reúne 43 processos com temas estratégicos para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Gentil Nogueira de Sá Júnior, Willamy Moreira Frota, Agnes Maria de Aragão da Costa e Fernando Luiz Mosna Ferreira da Silva. Entre os destaques estão as propostas de abertura de consultas públicas para os editais dos Leilões de Reserva de Capacidade de 2026 voltados ao armazenamento de energia em baterias, incluindo uma modalidade com conteúdo nacional, a revisão tarifária periódica da Neoenergia Brasília, o aprimoramento das regras de comercialização relacionadas aos LRCAP de 2026 e dos regulamentos decorrentes do Decreto nº 12.772/2025, além do resultado da terceira fase da Consulta Pública nº 45/2019 sobre critérios operativos para redução ou limitação de geração no Sistema Interligado Nacional. A diretoria também analisará recursos administrativos, pedidos de reconsideração, impugnações e medidas cautelares envolvendo leilões, transmissão, comercialização de energia, penalidades aplicadas pela CCEE, reajustes tarifários, RAP, geração distribuída e contratos de uso do sistema de transmissão. Em bloco, a pauta inclui homologação parcial do Leilão nº 2/2026 de Reserva de Capacidade, reajuste tarifário da EDP Espírito Santo, diversos processos de fiscalização e transmissão, declarações de utilidade pública para implantação e ampliação de subestações em vários estados, autorizações de reforços em instalações de transmissão, além da ratificação de decisões proferidas no 12º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.07.2026)

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Aneel mantém multa por atraso em providências pós-apagão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve multa de R$ 52,5 mil aplicada ao proprietário da Eólica Vento Aragano I, localizada em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, por descumprimento dos prazos definidos pelo Operador Nacional do Sistema para atendimento de providências posteriores ao apagão de 15 de agosto de 2023. A agência retirou do processo as não conformidades relacionadas à operação e manutenção inadequadas e ao envio de modelos matemáticos incompatíveis com a realidade da usina, uma vez que o empreendimento não foi afetado diretamente pelo evento ocorrido no Nordeste. Contudo, rejeitou a justificativa de atraso atribuída a fabricantes e fornecedores. O blecaute começou com o desligamento da linha de 500 kV Quixadá–Fortaleza II, provocou interrupção de aproximadamente 23 GW e levou seis horas para ser totalmente restabelecido. A fiscalização resultou em 750 termos de notificação a geradores em todo o país. (Agência CanalEnergia - 22.07.2026)

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Aneel analisa recursos de comercializadoras em crise

A Aneel julgará em 28 de julho recursos administrativos envolvendo as comercializadoras 2W Ecobank e IBS Energy, ambas em recuperação judicial desde abril de 2026. No caso da 2W, o relator Willamy Frota propôs extinguir o processo por perda de objeto, porque o monitoramento e o procedimento de desligamento conduzidos pela CCEE entre março e agosto de 2025 já foram concluídos e produziram efeitos irreversíveis. A Justiça suspendeu por 120 dias execuções de credores e determinadas cláusulas contratuais, mas não impediu o desligamento da empresa da câmara. Para a IBS, o relator recomendou manter multa de R$ 410,8 mil por insuficiência de lastro na contabilização de abril de 2025. O grupo atribui sua crise a fatores macroeconômicos e setoriais, incluindo a inviabilização da UTE Cidade do Livro, de 80 MW, após a liquidação do Banco Master, que havia emitido carta de garantia para o projeto de R$ 650 milhões. (Agência CanalEnergia - 23.07.2026)

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Aneel libera 53 MW para operação em teste

A Aneel autorizou, a partir de 23 de julho, o início da operação em teste de duas unidades geradoras localizadas em São Paulo e no Amazonas. A UG1 da usina solar fotovoltaica TB Usina, instalada no município paulista de General Salgado, possui 4,9 MW de capacidade. A agência também liberou a UG3 da UTE Manaus I, situada em Manaus, com potência de 48,1 MW. As autorizações foram formalizadas em deliberação publicada no Diário Oficial da União de 23 de julho. A entrada em teste permite que os empreendimentos verifiquem o desempenho técnico das máquinas, sistemas auxiliares, proteções e conexão à rede antes da operação comercial definitiva. Embora o título da publicação mencione 49 MW, as capacidades individuais informadas no texto somam 53 MW. As liberações ampliam a oferta em teste no Sistema Interligado Nacional com geração solar no Sudeste e geração termelétrica na região Norte. (Agência CanalEnergia - 23.07.2026)

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Artigo GESEL: “O Brasil e o novo cenário mundial da energia nuclear”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico [GESEL-UFRJ]) e Paulo Mauricio Senra (Pesquisador Associado do GESEL-UFRJ) analisam como as crises internacionais de energia recolocam a energia nuclear no centro das estratégias de segurança energética. Os autores retomam a crise do petróleo de 1973 para mostrar como ela impulsionou investimentos em alternativas energéticas, destacando o etanol, o gás natural e o programa nuclear brasileiro. Argumentam que o Brasil desenvolveu uma cadeia produtiva nuclear completa, mas limitada pela ausência de escala e por restrições institucionais que dificultam investimentos privados. Sustentam que a atual conjuntura geopolítica, agravada pelos conflitos recentes e pela instabilidade no mercado de petróleo e gás, cria uma oportunidade para reposicionar o país no setor, especialmente com o avanço dos pequenos reatores modulares (SMRs). Concluem que a retomada de Angra III e a adoção de novos modelos de investimento são condições essenciais para fortalecer a competitividade da cadeia nuclear brasileira e ampliar sua inserção internacional. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 23.07.2026)

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Empresas

Axia emite R$ 500 mi em debêntures para projeto da UHE Santo Antônio

A Axia Energia realizará sua 11ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, em série única, no montante total de R$ 500 milhões. A operação prevê a emissão de 500 mil debêntures com valor nominal unitário de R$ 1 mil e vencimento em 15 de julho de 2036, prazo de dez anos. Sobre os títulos incidirão juros remuneratórios correspondentes a percentual anual limitado à maior taxa-teto entre a taxa interna de retorno do Tesouro IPCA+ com juros semestrais e vencimento em 15 de maio de 2035, acrescida de spread negativo de 0,20% ao ano, ou 7,80% ao ano. Os recursos captados deverão ser usados exclusivamente para pagamento futuro, reembolso de gastos, despesas ou dívidas relacionadas à implantação do projeto da UHE Santo Antônio. A emissão reforça a estratégia de financiamento da companhia para ativos de geração hidrelétrica, em meio à necessidade de capital para projetos de infraestrutura de longo prazo. (Estadão – 20.07.2026)

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Axia conclui venda de participações em ativos de transmissão por R$ 451,4 mi

A Axia Energia concluiu a venda da totalidade de suas participações minoritárias de 49% em quatro sociedades de propósito específico (SPEs) de transmissão para a Gebbras Participações, em uma operação de R$ 451,4 milhões. Os ativos negociados correspondem às participações na Goiás Transmissão, MGE Transmissão, Transenergia Renovável e Transenergia São Paulo, cujas linhas estão localizadas nos estados de GO, MG, ES, MT, MS e SP. Em conjunto, os ativos somam cerca de 1.086 km de linhas de transmissão, concessões com vencimento entre 2039 e 2040 e receita líquida estimada de R$ 218 milhões para 2027. Além disso, segundo a Axia, a conclusão da operação está alinhada ao seu plano estratégico, reforçando a otimização de participações minoritárias, a disciplina na alocação de capital e a simplificação de sua estrutura societária. A companhia informou ainda que a transação foi finalizada após o cumprimento das condições precedentes. (Brasil Energia - 17.07.2026)

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Axia conclui oferta de debêntures de R$ 2 bi

A Axia concluiu, em 17 de julho, a liquidação de sua 10ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 2 bilhões, já considerando o lote adicional. As debêntures são da espécie quirografária, sem garantia real, e preveem pagamento semestral de juros, sem período de carência. Segundo a companhia, a captação reforça a estratégia de financiamento por meio do mercado de capitais. Além disso, a oferta pública foi realizada sob o rito de registro automático e destinada exclusivamente a investidores profissionais, e a emissão foi estruturada em duas séries, com condições definidas após o procedimento de bookbuilding. Assim, a primeira série compreendeu 1.339.500 debêntures, com vencimento em 15 de julho de 2033, amortização em parcela única (bullet) e remuneração equivalente à taxa DI acrescida de 0,70% ao ano. Já a segunda série reuniu 660.500 debêntures, com vencimento em 15 de julho de 2036. Nesse caso, a amortização ocorrerá em três parcelas anuais, a partir do oitavo ano, com pagamentos previstos para 2034, 2035 e 2036 e remuneração em taxa DI mais 0,85% ao ano. (Brasil Energia - 20.07.2026)

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Axia alcança 98% de aderência em governança

A Axia Energia informou ter alcançado aderência superior a 98% às práticas recomendadas pelo Código Brasileiro de Governança Corporativa. O principal avanço foi a migração para o Novo Mercado da B3, concluída em junho, com adoção do princípio de uma ação, um voto e preservação da golden share detida pela União, conforme a legislação. A companhia destacou que 70% dos integrantes do conselho de administração são independentes e que o estatuto prevê critérios mais rigorosos do que os legais para indicação e eleição de administradores, incluindo regras sobre impedimentos, excesso de cargos, perda de independência e conflitos de interesse. A empresa também realiza avaliação anual do conselho e da diretoria executiva, com verificação da independência dos conselheiros e dos incentivos vinculados à geração de valor. A estrutura de governança inclui ainda programa de compliance e canal de denúncias alinhados a práticas de integridade, ética e conformidade. (Broadcast Energia - 23.07.2026)

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Axia convoca AGE para incorporar quatro subsidiárias

A Axia Energia convocou Assembleia Geral Extraordinária para 28 de agosto, quando os acionistas analisarão a incorporação de Juno Participações e Investimentos, Tijoá Participações e Investimentos, Retiro Baixo Energética e SPE Nova Era Janapu Transmissora. A operação integra a estratégia de simplificação da estrutura societária do grupo e prevê que a controladora suceda integralmente as subsidiárias incorporadas, que serão extintas, assumindo todos os seus bens, direitos, obrigações e contingências. Como as sociedades já são controladas direta ou indiretamente pela Axia, a reorganização não resultará em aumento de capital, emissão de novas ações ou direito de recesso aos acionistas. A conclusão dependerá da aprovação em AGE e das autorizações da Aneel. Os custos e despesas da incorporação são estimados em aproximadamente R$ 340 mil, sem considerar gastos ordinários com registros e publicações legais. (Broadcast Energia - 23.07.2026)

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Leilões

Absae propõe troca de fornecedores no LRCAP de baterias

A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia propôs ao governo permitir a substituição do fabricante indicado no cadastramento dos projetos antes da assinatura dos contratos e da emissão das outorgas do LRCAP de baterias. A medida busca ampliar a concorrência, facilitar o atendimento às exigências de conteúdo nacional e viabilizar o credenciamento dos equipamentos no Sistema CI do BNDES. Os certames estão previstos para 2 e 4 de dezembro, com os produtos Armazenamento Nacional e Armazenamento. Segundo a Absae, apenas dois fabricantes estavam cadastrados, mas outras cinco empresas já confirmaram processos de habilitação. A entidade também solicitou esclarecimentos sobre projetos que compartilham instalações de interesse restrito, aplicação das Áreas de Desenvolvimento da Subestação, individualização regulatória dos sistemas e eventual associação posterior com ativos de geração. As propostas deverão ser debatidas na consulta pública da Aneel sobre os editais. (Agência CanalEnergia - 17.07.2026)

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Engie Brasil confirma participação no leilão de transmissão de outubro

A Engie Brasil Energia confirmou que participará do próximo leilão de transmissão, marcado para outubro, que deve contratar concessões em sete estados com investimentos estimados em R$ 8,9 bilhões, segundo proposta da Aneel. Em declaração após a cerimônia de conclusão de sua oferta de ações na B3, o CEO Eduardo Sattamini afirmou que a definição dos lotes de interesse ainda está em análise pela equipe da companhia. Sobre o leilão de baterias marcado para dezembro, o executivo disse que a participação está em estudo, destacando que a Engie é uma das maiores operadoras de baterias do mundo, com experiência nos EUA e no Chile. O diretor de renováveis e armazenamento, Guilherme Ferrari, afirmou que a estratégia é aproveitar locais onde a empresa já tem infraestrutura de geração para desenvolver projetos de armazenamento. Ambos os executivos ponderaram que a divisão do certame em dois leilões — um com exigência de conteúdo nacional — pode elevar os custos ao restringir a concorrência com fornecedores internacionais. (Valor Econômico – 17.07.2026)

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Leilão de baterias pode impulsionar mercado de ativos renováveis

A expectativa de realização do primeiro leilão brasileiro de armazenamento por baterias e a revisão das regras de ressarcimento por curtailment podem destravar, a partir de 2027, operações de fusão e aquisição de ativos eólicos e solares financeiramente pressionados. Até junho de 2026, os cortes médios na geração solar atingiram 27,9%, ante 25,8% em todo o ano anterior, enquanto o volume restringido chegou a 1.166 MW médios, próximo dos 1.256 MW médios registrados em 2025. Segundo especialistas, projetos afetados perdem em média 30% da receita prevista e ainda precisam comprar energia no mercado de curto prazo para cumprir contratos. A expectativa de contratação de 2 GW a 4 GW em baterias e a regulamentação baseada na Lei nº 15.269/2025 podem melhorar a avaliação dos riscos e facilitar a precificação dos empreendimentos. Fundos nacionais e estrangeiros, inclusive especializados em ativos estressados, já analisam oportunidades, renegociação de dívidas e conversão de créditos em participação societária. (Broadcast Energia - 20.07.2026)

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Aneel analisa garantias mais rígidas para LRCAP de baterias

A Aneel analisa propostas da Empresa de Pesquisa Energética para reforçar as regras dos Leilões de Reserva de Capacidade destinados à contratação de baterias. A EPE defende que projetos vencedores não possam ser transferidos antes da entrada em operação, evitando que o agente responsável pelo lance se dissocie da implantação do empreendimento. A empresa também propõe elevar a Garantia de Proposta, hoje fixada em R$ 30 mil/MW no LRCAP de 2026, para desestimular a inscrição de volumes incompatíveis com a capacidade de execução dos participantes. Outra sugestão é substituir a referência da Garantia de Fiel Cumprimento, atualmente vinculada ao investimento declarado, por valor em R$/MW ou percentual da receita fixa contratada. Os certames estão marcados para 2 e 4 de dezembro, terão contratos de 15 anos e dois produtos: armazenamento com conteúdo nacional e armazenamento sem restrição de origem. O cadastramento termina no fim de julho, quando também é esperada consulta pública sobre os editais. (Agência CanalEnergia - 20.07.2026)

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Aneel nega adiamento de lote do leilão de sistemas isolados

A Comissão Permanente de Leilões (CPL) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou o pedido do consórcio IFX-You.On para adiar em um ano o cronograma do lote 3 do leilão de sistemas isolados de 2025, que combina 18,9 MW de geração solar, 30 MW de armazenamento e 11,2 MW de geração térmica a diesel, com investimento estimado em R$ 240 milhões, para atender Jacareacanga (PA). O consórcio alegava que recursos de concorrentes — AMZ Energia e Clean Energy Solutions — suspenderam a homologação por cinco meses, fazendo o projeto perder a janela seca de acesso pela Transamazônica antes do "inverno amazônico". A Aneel considerou prematuro invocar a cláusula de revisão de cronograma, já que a outorga ainda não foi emitida, e determinou que o consórcio apresente até 24 de julho um novo cronograma preservando a data original de início do suprimento, sob risco de medidas cautelares. (MegaWhat – 21.07.2026)

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EPE aponta flexibilidade como eixo dos futuros leilões

A flexibilidade operacional deverá ser o principal diferencial dos futuros leilões de energia, diante da expansão das fontes eólica e solar e do crescimento da micro e minigeração distribuída, segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Thiago Prado. O executivo defende modelos capazes de valorar atributos como controle, rapidez de resposta, confiabilidade e localização dos recursos, já que baterias instaladas em uma região não necessariamente solucionam déficits de potência em outra. A transmissão também deverá ganhar maior flexibilidade para acomodar mudanças na curva de carga líquida e integrar a geração renovável. Prado prevê que os leilões de reserva avancem para a neutralidade tecnológica, com diferentes camadas de qualificação e preços associados ao valor locacional. Ele citou as judicializações do certame de 2021 como evidência da complexidade de incorporar novos parâmetros e afirmou que as próximas modelagens deverão evoluir até consolidar critérios adequados de contratação. (Agência CanalEnergia - 21.07.2026)

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Paraná defende hidrelétricas reversíveis no leilão de capacidade

O governo do Paraná protocolou ofício ao Ministério de Minas e Energia pedindo neutralidade tecnológica no Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência (LRCap) previsto para dezembro, cujas portarias atuais admitem apenas soluções em baterias. O superintendente Sandro Vieira defende que hidrelétricas reversíveis e baterias são tecnologias complementares, não concorrentes — as reversíveis seriam mais indicadas para armazenamento de longa duração e serviços ancilares, enquanto as baterias se destacam em aplicações de curta duração —, e destaca a vocação do Paraná para esse tipo de usina, com relevo favorável, reservatórios existentes e infraestrutura elétrica consolidada. Um estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no fim de 2025 já apontava custo de manutenção menor para hidrelétricas reversíveis frente às baterias, embora não haja ainda previsão de leilão específico para a tecnologia. (MegaWhat – 21.07.2026)

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Axia conclui leilão de frações após migração ao Novo Mercado

A Axia concluiu o leilão de frações de ações decorrentes da conversão de ações preferenciais classes A1 (PNA1) e B1 (PNB1) em ações ordinárias (ON), etapa vinculada à migração da companhia para o Novo Mercado da B3. Realizado na bolsa, o leilão resultou na venda de 21.632 ações ordinárias ao preço médio de R$ 50,16 por papel, já líquidos das taxas aplicáveis, informou a companhia em 20 de julho. Assim, a conversão foi efetuada na proporção de 1,1 ação ordinária para cada ação preferencial PNA1 ou PNB1, conforme aprovado pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 1º de abril de 2026, no processo de adesão da empresa ao segmento de mais elevado nível de governança corporativa da bolsa. Além disso, os recursos obtidos com a venda das frações serão distribuídos aos respectivos acionistas de forma proporcional às suas participações, com pagamento previsto para começar em 28 de julho. A companhia informou ainda que os acionistas com dados bancários desatualizados poderão resgatar os valores junto à Itaú Corretora de Valores, agente escriturador da AXIA, por até 365 dias. (Brasil Energia - 21.07.2026)

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WEG se prepara para disputar leilão de baterias e amplia capacidade produtiva

A WEG afirmou que está se estruturando para participar do primeiro Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de armazenamento em baterias, avaliando positivamente a chegada de novos fabricantes ao Brasil como validação do potencial do mercado. A empresa possui hoje cerca de 1 GWh de capacidade produtiva em baterias e está construindo uma nova fábrica em Itajaí (SC), com previsão de conclusão em 2027, que somará mais 2 GWh. Segundo o vice-presidente André Rodrigues, o diferencial da companhia é fornecer toda a infraestrutura elétrica de um projeto de armazenamento, não apenas as baterias. A empresa também espera recuperação gradual do segmento de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) no Brasil, à medida que se dissipa a forte base de comparação com 2025 (ano de alto volume de entregas para solar centralizada), impulsionada pelo crescimento de transmissão e distribuição e pela contribuição de projetos hidrelétricos e termelétricos. (MegaWhat – 23.07.2026)

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Aneel habilita Axia e Alupar em lotes de transmissão

A Comissão Permanente de Leilões da Aneel habilitou a Axia Energia e o Consórcio Olympus XX, da Alupar, como vencedores de quatro lotes do leilão de transmissão realizado no início de julho. A Alupar ficou com o lote 7, que reúne 35 quilômetros de linhas subterrâneas de 345 kV e a Subestação São Miguel, com investimento estimado em R$ 1,089 bilhão. A proposta estabeleceu Receita Anual Permitida de R$ 96,720 milhões, deságio de 52% sobre o teto de R$ 201,5 milhões. A Axia venceu os lotes 8, 9 e 10, em Mato Grosso do Sul e São Paulo, com investimentos de R$ 668 milhões e RAP de R$ 50,8 milhões, também com descontos superiores a 50%. No total, o certame registrou deságio médio de 53,20%, RAP contratada de R$ 147,5 milhões e economia estimada de R$ 4,28 bilhões para os consumidores. As empresas deverão obter R$ 3,76 bilhões em receitas ao longo dos contratos. (Broadcast Energia - 24.07.2026)

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Aneel votará consultas para leilões de baterias

A Aneel pautou para a reunião pública de 28 de julho a análise do processo sobre o ordenamento dos cortes de geração elétrica e a abertura de duas consultas públicas para os editais dos leilões de baterias programados para 2 e 4 de dezembro. O primeiro certame exigirá conteúdo nacional, enquanto o segundo será aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento. As regras iniciais foram definidas pelo Ministério de Minas e Energia em portaria publicada em junho, com o objetivo de contratar capacidade capaz de reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional. O processo sobre curtailment permanece sob vista do diretor Fernando Mosna. Segundo avaliações do mercado, a definição dos critérios para os cortes e a estruturação dos leilões de baterias podem reduzir incertezas regulatórias e destravar operações de fusões e aquisições envolvendo ativos renováveis. (Broadcast Energia - 23.07.2026)

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Aneel votará regras de cortes e leilões de baterias

A Aneel pautou para 28 de julho a votação do processo que estabelece o ordenamento dos cortes de geração elétrica e a abertura de duas consultas públicas sobre os editais dos leilões de baterias previstos para 2 e 4 de dezembro. O primeiro certame exigirá conteúdo nacional, enquanto o segundo aceitará todos os projetos de sistemas de armazenamento. As decisões podem reduzir incertezas regulatórias e destravar operações de fusão e aquisição envolvendo ativos renováveis. O CMSE também definiu que, a partir de janeiro de 2027, usinas do Ambiente de Contratação Livre ainda em obras poderão ser consideradas nas simulações do Programa Mensal de Operação, conforme critérios específicos. A agenda inclui ainda o processo de caducidade da Enel São Paulo, no qual a distribuidora pede a anulação ou reforma do Despacho 1.214/2026, e a atualização do PMO pelo ONS. No mercado internacional, o Brent recuava 2,94%, para US$ 97,73 por barril. (Broadcast Energia - 24.07.2026)

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WEG reforça aposta no leilão de baterias

A WEG manteve perspectiva positiva para o leilão de baterias previsto para o fim de 2026 e afirmou que já se prepara para disputar o mercado. A companhia constrói em Itajaí, Santa Catarina, uma fábrica de sistemas BESS com 2 GW de capacidade, início de operação previsto para 2027, investimento de R$ 280 milhões e financiamento do BNDES. Atualmente, possui 1 GWh de capacidade distribuída entre mobilidade elétrica e armazenamento. A empresa considera sua atuação integrada em diferentes equipamentos do setor uma vantagem na contratação de soluções completas. No mercado externo, a tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos elevou custos, com risco de cobrança adicional de 12,5%, levando o encargo a 37,5%. Para mitigar o impacto, a WEG pretende ampliar o uso da fábrica mexicana, responsável por 41% das exportações aos EUA. A mobilidade elétrica também ganhou relevância, com crescimento em powertrain e estações de recarga. (Agência CanalEnergia - 23.07.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

ONS prevê alta de 2,1% na carga de energia em julho

O Operador Nacional do Sistema Elétrico reduziu para 77.862 MW médios a projeção de carga do Sistema Interligado Nacional em julho de 2026, ante estimativa anterior de 78.009 MW médios. O novo volume, que considera consumo de energia e perdas elétricas, representa crescimento de 2,1% em relação ao mesmo mês de 2025. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a carga deverá alcançar 42.010 MW médios, com leve retração anual de 0,2%. Para o Sul, a previsão foi ajustada para 13.643 MW médios, mantendo estabilidade na comparação com julho do ano passado. O Nordeste deverá registrar 13.546 MW médios, avanço de 8,8% na base anual e a maior taxa de crescimento entre os subsistemas. No Norte, o ONS estima carga de 8.662 MW médios, aumento de 7,6% em relação a julho de 2025. Os dados mostram que a expansão nacional continuará sustentada principalmente pelo crescimento do consumo nas regiões Nordeste e Norte. (Broadcast Energia - 17.07.2026)

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Carga no SIN pode subir 2,1% ao fim de julho

O boletim do Programa Mensal de Operação (PMO) para a semana operativa entre os dias 18 e 24 de julho indica cenários prospectivos de recuo da demanda da carga no Sistema Interligado Nacional (SIN), em relação ao previsto na semana anterior. No SIN, a aceleração prevista é de 2,1% (77.862 MWmed), ante 2,3%. No Nordeste, é previsto aumento de 8,8% (13.546 MWmed); e no Norte, 7,6% (8.662 MWmed). No Sul, é prevista estabilidade na carga (13.643 MWmed). No SE/CO, há expectativa de desaceleração de 0,2% (42.010 MWmed). Os números são comparações entre julho de 2026 ante julho de 2025. Em relação à Energia Natural Afluente (ENA), o Sul tem previsão acima da Média de Longo Termo (MLT), em 168%; o SE/CO, em 90% da MLT; o Norte, com 64%; e o Nordeste, com estimativa de 61%. Já a Energia Armazenada (EAR) aponta o Norte com 91,6%; o Sul, com 86,2%; o Nordeste, com 82%; e o SE/CO, com 63,6%. O Custo Marginal de Operação (CMO) aparece com valores equivalentes no SE/CO, Sul e Nordeste: R$ 182,63. No Norte, a projeção é de R$ 289,25. (Brasil Energia - 20.07.2026)

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ONS registra oscilações recordes de consumo durante a Copa do Mundo

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que a Copa do Mundo apresentou oscilações de consumo de energia superiores à edição de 2022, chegando a 21% na partida Brasil x Japão (29/6), ante variação máxima de 14% na edição anterior. Após o jogo Alemanha x Paraguai, decidido nos pênaltis, a carga do SIN subiu 4.450 MW em 20 minutos. Na final entre Argentina e Espanha, o consumo ficou até 6,6% abaixo do normal para um domingo, com acréscimos de 3.257 MW e 6.479 MW no intervalo e após o título, respectivamente. A preparação do NOS para o evento incluiu suspensão de intervenções na rede (exceto casos inadiáveis) e monitoramento meteorológico intensificado, a fim de antever os impactos nas redes. (Valor Econômico – 20.07.2026)

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Sudeste concentra seca mais severa em junho

A atualização de junho do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico apontou o Sudeste como a região com o quadro mais severo do fenômeno no país. Entre maio e junho, a área afetada pela seca no Brasil caiu de 4,21 milhões para 3,79 milhões de km², equivalente a 45% do território nacional. Apenas Amapá, Distrito Federal e Mato Grosso ficaram livres de seca no período. No Sudeste, 76% da área apresentava algum grau de estiagem e 2% estava em condição grave; o Espírito Santo teve 100% do território afetado. A Região Sul também registrou seca em toda a sua extensão, embora em intensidade mais branda. O Amazonas concentrou a maior área absoluta atingida, seguido por Bahia, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Sul. Houve abrandamento em sete estados, intensificação em outros sete e estabilidade em nove, enquanto o Centro-Oeste teve a menor proporção afetada, com 22%. (Agência CanalEnergia - 21.07.2026)

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Copa de 2026 provoca oscilações recordes na carga do SIN

A Copa do Mundo de 2026 apresentou oscilações de carga mais intensas do que as registradas no Mundial de 2022. Na edição anterior, as maiores variações ficaram entre 11% e 14%; neste ano chegaram a 20%. Na final entre Argentina e Espanha, disputada em 19 de julho, o Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou as oscilações de consumo típicas de grandes eventos esportivos. Ao longo da partida, a carga ficou até 6,6% abaixo do típico. No intervalo e após o fim de jogo, a demanda voltou a crescer de forma acelerada, com acréscimos de 3.257 MW e 6.479 MW, respectivamente. Por outro lado, o maior impacto observado durante a competição ocorreu na partida entre Brasil e Japão em 29 de junho. Entre 14h e 16h, a carga do SIN chegou a ficar 21% abaixo do típico, configurando a maior redução verificada na Copa. Ainda no mesmo dia, após o encerramento do jogo da seleção brasileira, grande parte dos torcedores permaneceu acompanhando a disputa entre Alemanha e Paraguai. A carga apresentou elevação de 4.450 MW em apenas 20 minutos logo após o fim da partida. (Brasil Energia - 21.07.2026)

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ONS registra cortes recordes de geração renovável no Nordeste

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) manteve cortes elevados de geração renovável ao longo do fim de semana, com restrição máxima de 16.670 MW no Nordeste no domingo (mantida durante as 24 horas do dia) e 14.945 MW no sábado, motivados por controle de inequações regionais e de frequência. O Sudeste/Centro-Oeste teve cortes de até 2.264 MW (sábado) e 1.735 MW (domingo) no período diurno, por controle de frequência — mesmo motivo dos cortes no Sul (810 MW no sábado, 449 MW no domingo) e no Norte (44 MW e 15 MW, respectivamente), estes concentrados no período de maior produção solar. (MegaWhat – 20.07.2026)

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Atlas defende proteção de receitas diante do curtailment

O avanço do curtailment exige que empresas de geração renovável adotem estratégias de proteção de receitas e reposicionamento de seus portfólios, segundo Fábio Bortoluzo, presidente da Atlas Renewable Energy no Brasil. O executivo considera que os leilões de armazenamento previstos para dezembro representarão um ponto de inflexão, ao estabelecer parâmetros mais realistas para o uso de baterias e para a gestão das restrições de geração. Na avaliação da companhia, os cortes não serão totalmente eliminados, tornando necessário definir margens de segurança e um nível de equilíbrio aceitável para os projetos. Bortoluzo alertou que a incerteza atual eleva o preço da energia nova e prejudica a viabilidade de diferentes setores econômicos. Como referência, citou o Chile, onde a Atlas possui quatro projetos de grande porte e onde cerca de 8 GW em armazenamento já teriam sido construídos. A empresa avalia que a experiência chilena pode apoiar o desenvolvimento regulatório e comercial da tecnologia no Brasil. (Agência CanalEnergia - 21.07.2026)

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ISA Energia Brasil recebe licença prévia para linha de transmissão de R$ 2,7 bi

A ISA Energia Brasil obteve licença prévia para instalação do projeto Itatiaia, que reforçará a interligação entre Minas Gerais e Rio de Janeiro e ampliará a capacidade de escoamento da geração renovável do Norte de Minas Gerais e do Nordeste para o Sudeste, com investimento de R$ 2,7 bilhões. O projeto, arrematado no primeiro leilão de transmissão de 2023 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê mais de 995 torres, mais de 1.000 km de circuitos, 35 reatores indutivos de 500kV e a construção da subestação Leopoldina 2 (MG), além da ampliação das subestações Governador Valadares 6 (MG) e Terminal Rio (RJ). A energização está prevista para março de 2029, com receita anual permitida (RAP) de R$ 248 milhões no ciclo 2025/2026. (MegaWhat – 20.07.2026)

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PLD supera R$ 400 por MWh no horário de pico

O Preço de Liquidação das Diferenças médio desta quarta-feira foi fixado em R$ 184,99/MWh no submercado Sudeste/Centro-Oeste, R$ 186,53/MWh no Sul, R$ 177,85/MWh no Nordeste e R$ 180,93/MWh no Norte, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. O maior valor horário será registrado às 18h, quando o PLD alcançará R$ 401,74/MWh nos submercados Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte e R$ 401,73/MWh no Nordeste. O preço mínimo será uniforme em todo o Sistema Interligado Nacional, correspondente ao piso regulatório de R$ 57,31/MWh. Esse patamar será observado entre 10h e 12h no Sudeste/Centro-Oeste, no Sul e no Norte. No Nordeste, o preço mínimo permanecerá por período mais longo, das 8h às 12h. A diferença entre os valores horários evidencia a variação do custo marginal de operação ao longo do dia e entre as regiões do sistema elétrico. (Broadcast Energia - 22.07.2026)

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ONS corta até 11.283 MW de renováveis no Nordeste

O Operador Nacional do Sistema Elétrico restringiu até 11.283 MW de geração renovável no Nordeste ao longo de aproximadamente 21 horas na terça-feira, 21 de julho. Os cortes ocorreram entre 0h e 17h58 e, novamente, das 19h22 às 23h59, refletindo a elevada concentração de parques eólicos e solares no submercado. Segundo o ONS, as limitações foram necessárias para controlar inequações regionais, fluxos sistêmicos em condições normais de operação e a frequência do Sistema Interligado Nacional. No Sudeste/Centro-Oeste, a restrição máxima chegou a 680 MW entre 7h46 e 13h38. O Sul também teve limitação da geração renovável entre 7h46 e 15h20, mas sem divulgação do valor máximo. No Norte, o corte alcançou 60 MW entre 7h45 e 12h59, igualmente por necessidade de controle de frequência. Os dados reforçam a recorrência do curtailment em diferentes regiões do país. (Agência CanalEnergia - 22.07.2026)

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SIN entra na fase crítica do período seco com cenário favorável

Após a Copa do Mundo, o Sistema Interligado Nacional (SIN) volta suas baterias para o enfrentamento do auge do período seco, que em condições normais vai de agosto a outubro, este ano potencializado pelo forte El Niño e suas pressões sobre os reservatórios. No dia 1º de maio, quando começou o atual período seco, a preocupação maior era com os reservatórios do Sul, além de muita incerteza associada ao comportamento dos outros subsistemas. Agora, em grande parte graças à recuperação do Sul e ao bom desempenho das estruturantes da Amazônia, o SE/CO está com os mesmos níveis do ano passado, o Nordeste está em situação bem melhor e o Norte em empate técnico. Além disso, na terceira semana de julho, a carga média foi muito parecida com aquela do ano passado, considerando que as ondas de calor de El Niño ainda não chegaram com intensidade. Assim, o retrato do início desta semana é o melhor possível, diante das circunstâncias. Por fim, agora é esperar como o fenômeno se comporta nos meses cruciais de agosto a outubro, incluindo sua influência sobre o retorno das chuvas em parte do país. (Brasil Energia - 22.07.2026)

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Preços trimestrais de energia recuam 2,96%

Os preços de referência da energia elétrica para contratos trimestrais recuaram na última semana, segundo a Dcide. O índice convencional para fornecimento entre agosto e outubro caiu 2,96%, de R$ 216,60/MWh para R$ 210,19/MWh, embora acumule alta de 10,81% em um mês e queda de 12,74% em 12 meses. Na energia incentivada, o valor diminuiu 2,61%, de R$ 245,41/MWh para R$ 239,00/MWh, com avanço mensal de 8,76% e retração anual de 11,39%. Já os contratos de longo prazo seguiram em alta. O índice convencional para entrega entre 2027 e 2030 subiu 1,09%, para R$ 242,14/MWh, acumulando crescimento anual de 32,44%. A energia incentivada de longo prazo avançou 0,90%, para R$ 270,57/MWh, com alta de 26,71% em 12 meses. Os indicadores refletem preços coletados junto a agentes do Sudeste/Centro-Oeste sob metodologia de marcação a mercado. (Broadcast Energia - 22.07.2026)

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Custo térmico cai 24% em junho

Os custos da operação do Sistema Interligado Nacional com geração térmica somaram R$ 674 milhões em junho de 2026, queda de 24% em relação a maio, segundo boletim mensal divulgado pelo ONS. Apesar do recuo no custo total, a composição apresentou movimentos divergentes. Os custos por despacho por ordem de mérito chegaram a R$ 363 milhões, alta de R$ 106 milhões ante o mês anterior, enquanto os custos por inflexibilidade, associados à geração mínima obrigatória de algumas usinas por razões técnicas ou contratuais, caíram R$ 295 milhões, para R$ 246 milhões. Os encargos relacionados ao Unit Commitment, processo de decisão e otimização que define quais unidades devem ser acionadas, somaram R$ 37 milhões, aumento de R$ 12 milhões, influenciado pela elevação do Custo Marginal de Operação. O relatório também apontou exportação de geração térmica para a Argentina durante todo o mês e para o Uruguai em 19 dias, com receita estimada de R$ 619 milhões aos agentes termelétricos. (CNN Brasil – 23.07.2026)

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CMSE incluirá usinas em obras nas projeções do SIN

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu que, a partir de janeiro de 2027, usinas do Ambiente de Contratação Livre ainda em construção poderão ser incluídas nas projeções matemáticas de expansão da oferta do Sistema Interligado Nacional. Os empreendimentos poderão integrar o bloco de ofertas considerado pelo ONS no Programa Mensal da Operação Energética, ferramenta que reúne cronogramas de geração e transmissão, níveis dos reservatórios e previsões de carga. A medida amplia o conjunto de informações utilizado no planejamento do sistema. O CMSE também confirmou a antecipação do suprimento de cinco contratos vencedores dos leilões de capacidade de 2022 e 2026, acrescentando 1,8 GW ao SIN a partir de 1º de setembro. O reforço envolve Termomacaé, Manaus I, Termoceará Diesel, Três Lagoas e Araucária e considera riscos associados ao El Niño, como menor geração no Norte e maior consumo por temperaturas elevadas. (Broadcast Energia - 23.07.2026)

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Colisões contra postes deixam 75 mil sem energia no RN

Mais de 75 mil pessoas já ficaram sem energia desde o início do ano por causa de colisões de veículos contra postes da rede elétrica no Rio Grande do Norte. Os dados foram divulgados pela Neoenergia Cosern, que registrou 255 ocorrências entre 01 de janeiro e 20 de julho – um número que não variou em relação ao mesmo período do ano passado. Os 10 municípios com maior número de casos são Natal, Parnamirim, Mossoró, Ceará Mirim, Macaíba, Extremoz, Baraúna, Macau, São Gonçalo do Amarante e Assú. Além disso, a empresa afirma estar investindo em tecnologias para que os trechos atingidos sejam desligados automaticamente e prevenir acidentes envolvendo energia elétrica. (Brasil Energia - 23.07.2026)

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Ocupação briga por instalação de rede elétrica há mais uma década em São Paulo

A ocupação Douglas Rodrigues, em São Paulo, tenta há 13 anos fazer com que o poder público e as concessionárias de energia instalem e regularizem a rede elétrica na comunidade onde vivem 12 mil pessoas, boa parte delas imigrantes. Desde 2013, o fornecimento de eletricidade é clandestino: as ligações precárias costumam provocar problemas, e, em um incêndio em julho de 2016, duas pessoas morreram e 350 casas foram destruídas. Na última década, lideranças da comunidade têm tentado fazer com que o poder público e as concessionárias de energia regularizem a situação. Por um lado, a Enel afirmou que a comunidade está localizada em uma APP (Área de Preservação Permanente), o que tornaria a instalação inviável ambientalmente. Por outro, a prefeitura afirmou que apenas "parte da área" é APP e que todo o território é uma ZEIS (Zonas Especiais de Interesse Social), destinado a programas de urbanização e moradia social. Assim, segundo a prefeitura, a implantação de rede elétrica em APP é passível de autorização, desde que a intervenção se enquadre no Código Florestal, como no caso de terreno de interesse social. (Folha de São Paulo - 23.07.2026)

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Electra defende manutenção de autorização à Aneel com previsão de superávit em 2027

Após rescindir contratos e entrar em recuperação judicial em junho, a Electra Comercializadora de Energia apresentou defesa à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) argumentando que seu portfólio de contratos deve passar de um déficit de 25 MW médios em 2026 para um superávit de cerca de 22 MW médios a partir de 2027, evidência de que a crise é transitória. A empresa sustenta que a revogação de sua autorização de comercialização seria mais prejudicial ao setor do que sua permanência sob fiscalização, já que ampliaria a exposição das distribuidoras ao Mercado de Curto Prazo (MCP) e poderia elevar tarifas aos consumidores cativos. A Electra argumenta ainda que não há descumprimento atual dos Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) nem risco sistêmico comprovado, defendendo que a decisão da Aneel deve considerar proporcionalidade e coerência regulatória. O pedido vem após a agência já ter aprovado, na semana anterior, a rescisão de 19 contratos da empresa com 17 distribuidoras de pequeno porte. (MegaWhat – 20.07.2026)

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Trafigura compra contrato de energia da CGN por R$ 750 mi no Brasil

A trading global de commodities Trafigura comprou um contrato de longo prazo de R$ 750 milhões de energia elétrica gerada pela chinesa CGN no Brasil, anteriormente detido pelo grupo Bolt, e passará a comercializar essa energia para clientes do mercado livre. A operação marca a primeira transação da Trafigura no mercado brasileiro de comercialização de energia, segmento em que a empresa anunciou entrada no mês anterior. Segundo Marc Erb, líder de comercialização de energia e gás da Trafigura no Brasil, a decisão reflete a identificação de oportunidade para atuar como intermediária e gestora de risco no setor. (Valor Econômico – 22.07.2026)

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Trafigura ingressa no ACL com contrato de R$ 750 mi

A Trafigura, uma das líderes globais no setor de commodities, concluiu sua primeira operação no mercado brasileiro de energia ao firmar um PPA com a CGN Brasil. A transação, avaliada em R$ 750 milhões, marca a entrada da companhia no ambiente de comercialização livre (ACL) ao assumir um contrato de compra de energia de longo prazo com a geradora CGN Brasil, anteriormente detido pelo Grupo Bolt. No acordo, a energia será revendida a consumidores e outros agentes do mercado. Segundo a Trafigura, a operação reforça a estratégia de expansão da companhia no setor elétrico brasileiro, impulsionada pelo crescimento do ACL, favorecido pela abertura gradual do mercado e pela ampliação da participação das fontes renováveis na matriz elétrica. Além disso, o anúncio ocorre poucos meses após a Trafigura obter autorização para atuar na comercialização atacadista de energia no Brasil. (Brasil Energia - 23.07.2026)

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Boven enfrenta ao menos três ações de execução somando R$ 44,6 mi

Dias após informar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que estabilizou sua situação financeira, a Boven Comercializadora de Energia enfrenta ao menos três ações de execução na Justiça de São Paulo, movidas pelas comercializadoras Energizou (R$ 28,6 milhões), Rahcrol (R$ 5,6 milhões) e Elo (R$ 10,4 milhões, somando R$ 44,6 milhões), que alegam descumprimento de contratos de compra e venda de energia, obrigando as contrapartes a recorrer ao Mercado de Curto Prazo (MCP). A Boven contesta a cobrança da Rahcrol, negando a existência de contrato registrado entre as partes. A empresa também mantém disputas com o Metrô de São Paulo e as Casas Pernambucanas, além de ao menos 13 ações identificadas na Justiça paulista relacionadas à crise que levou ao rompimento de mais de 300 contratos. (MegaWhat – 23.07.2026)

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CCEE Academy lança primeira edição on-line de curso em parceria com a PSR

Estão abertas as inscrições para a nova turma do curso “Desenhos do Mercado Spot e Formação de Preços no Setor Elétrico”, promovido pela CCEE Academy em parceria com a PSR. A capacitação foi desenvolvida para profissionais que atuam ou desejam ampliar seus conhecimentos sobre os mecanismos de formação de preços e os diferentes modelos de comercialização de energia. O curso também aborda conceitos aplicados à realidade do setor elétrico brasileiro. Além disso, as aulas serão realizadas de forma on-line, nos dias 5, 6, 8 e 9 de outubro, das 8h30 às 12h30, reunindo especialistas da CCEE e da PSR para discutir temas estratégicos relacionados à evolução do mercado de energia. Ao longo da programação, os participantes terão contato com conteúdos sobre modelos de desenho de mercado, mecanismos de precificação baseados em custo, oferta e arranjos híbridos, além de temas como contabilização, gestão de reservatórios, MRE e estratégias adotadas pelos agentes do setor. A formação também apresenta perspectivas nacionais e internacionais sobre a dinâmica do mercado spot. (CCEE - 22.07.2026)

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Consumidores

Preços têm movimento em duas direções na BBCE

O pregão do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), maior ambiente para negociação de energia do Brasil, apresentou um movimento em duas direções nos preços futuros de energia na semana de 13 a 17 de julho. Houve queda nos ativos com fornecimento até outubro, enquanto os prazos superiores a novembro de 2026 encerraram o período em alta. Por outro lado, as maiores valorizações da semana foram observadas nos ativos do 1T27 (5,52%), novembro (4,89%) e dezembro (4,78%). Em contrapartida, as maiores baixas ocorreram nos vencimentos de agosto (-3,93%), setembro (-2,87%) e julho (-2,22%). Além disso, no que diz respeito à liquidez, os contratos anuais consolidaram a liderança tanto em volume energético quanto financeiro, com destaque para o produto anual com fornecimento em 2027. Já na Safra SE, os preços encerraram o período com ligeira tendência de alta. (Brasil Energia - 20.07.2026)

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Contratos anuais lideram liquidez no mercado futuro de energia da BBCE

O mercado futuro de energia no EHUB da Bolsa Brasileira de Comercialização de Energia (BBCE) encerrou a semana de 13 a 17 de julho com os contratos anuais concentrando a maior liquidez, destacando-se o produto anual 2027, que movimentou 835 GWh com alta de 3,52%, para R$ 279,43/MWh. O maior avanço percentual foi do contrato do primeiro trimestre de 2027 (+5,52%, para R$ 294,79/MWh), enquanto os contratos de curto prazo caíram — agosto de 2026 recuou 3,93%, para R$ 160,82/MWh. A partir de novembro, a curva inverteu a tendência, com altas de até 4,89% nos contratos de novembro e dezembro de 2026. Os dados vêm da BBCE Curva Forward, referência de preços baseada em negócios reais, utilizada por instituições como a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a consultoria PSR. (MegaWhat – 20.07.2026)

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Biblioteca Virtual

GESEL publica TDSE 149 “Curtailment por confiabilidade: como estimar?”

O Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL-UFRJ) está publicando o Texto de Discussão do Setor Elétrico (TDSE) nº 149, intitulado “Curtailment por confiabilidade: como estimar?”. O estudo analisa os desafios impostos pela acelerada transformação da matriz elétrica brasileira, que adicionou mais de 82 GW ao Sistema Interligado Nacional (SIN) nos últimos cinco anos, sendo a quase totalidade proveniente de fontes eólicas e fotovoltaicas. Foram cinco etapas centrais de discussão para a estruturação do método proposto: o levantamento dos requisitos de confiabilidade e do histórico de cortes baseados em dados do ONS; a caracterização estatística das fontes renováveis variáveis por meio de curvas de permanência; a atualização da configuração futura do sistema considerando a expansão da geração e transmissão; e a realização de simulações de regime permanente e dinâmicas para validar a estabilidade dos pontos de operação. O trabalho examinou como o desenvolvimento de um procedimento estruturado de monitoramento e previsão pode subsidiar a compreensão da probabilidade e da magnitude das restrições operativas em um horizonte prospectivo de até cinco anos. Os debates concentraram-se em temas como a identificação de regiões críticas, como Bahia e Minas Gerais, que apresentam maior suscetibilidade a cortes devido a limitações estruturais de transmissão; a análise de situações reais de sobrecarga em transformadores estratégicos, exemplificada pela SE Rio Novo do Sul; e o impacto positivo da entrada em operação de novas linhas de transmissão na redução do curtailment. O estudo acena para a complexidade dessa gestão, que exige o refinamento constante de dados de referência e a integração de novas soluções de flexibilidade, como o armazenamento de energia por baterias e usinas reversíveis. Conclui-se que o principal desafio será capacitar os geradores para antecipar impactos em um cenário de provável agravamento do problema, de modo que o sucesso da transição energética dependerá de métodos capazes de converter requisitos técnicos de segurança em subsídios efetivos para o planejamento e para o aprimoramento do arcabouço regulatório nacional. Acesse o estudo aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 23.07.2026)

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Artigo GESEL: “A Lacuna Regulatória dos BESS Embarcados: Entre a Inovação Tecnológica e a Fragmentação Normativa”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Cesar Sobral (pesquisador sênior do Gesel-UFRJ), Mauricio Moszkowicz (pesquisador sênior do Gesel-UFRJ), Henrique Reis (sócio do Demarest Advogados) e João Vieira (Project Manager da Karpowership Brasil Energia) analisam os desafios regulatórios relacionados aos sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) embarcados, móveis e flutuantes, destacando o descompasso entre a rápida evolução tecnológica e a fragmentação normativa existente. Os autores sustentam que a ausência de um regime jurídico específico não inviabiliza essas soluções, desde que haja coordenação entre normas já existentes e adoção de padrões técnicos reconhecidos internacionalmente. O texto examina a experiência internacional, os avanços recentes da regulação brasileira promovidos pela Aneel, pelo MME e pela EPE, bem como as limitações desses marcos diante das características dos ativos móveis. Conclui que o Brasil deve priorizar uma regulação flexível, funcional e tecnologicamente neutra, capaz de promover segurança jurídica sem restringir a inovação, favorecendo a integração dos BESS embarcados à transição energética nacional. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 20.07.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “Jabutis proliferam para atender a interesses localizados”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (ex-dirigente da Aneel) critica a aprovação de substitutivo ao PL 5.017/2019 por incorporar “jabutis” que determinam a contratação de usinas termelétricas inflexíveis sem justificativa técnica ou econômica. O autor afirma que as medidas atendem a interesses localizados e impõem custos desnecessários aos consumidores, uma vez que o sistema elétrico brasileiro dispõe de energia suficiente, carecendo principalmente de flexibilidade, potência e capacidade de armazenamento. Argumenta que leilões recentes já contrataram usinas capazes de suprir eventuais necessidades de segurança energética, tornando dispensáveis as novas obrigações propostas. O texto sustenta que a proliferação de emendas desconectadas do objeto original dos projetos compromete a eficiência do setor elétrico, encarece a tarifa de energia, reduz a competitividade da economia brasileira e prejudica o interesse público. Conclui apontando como esperança a emenda apresentada para suprimir esses dispositivos. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Artigo de Fernando Lopes: “Instrumentos de mercado, a próxima fronteira da descarbonização”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Fernando Lopes (Fundador do Instituto Totum) defende que a descarbonização corporativa vem deixando de ser apenas uma agenda de eficiência operacional e passa a incorporar instrumentos de mercado capazes de conectar oferta física, atributo ambiental e relato de emissões. O autor argumenta que os instrumentos de mercado vêm ganhando relevância, porque permitem alocar atributos, organizar cadeias de custódia, evitar dupla contagem e dar previsibilidade a mercados em que os materiais se misturam fisicamente a produtos equivalentes de origem fóssil. Destaca que o mercado caminha para sistemas em que a descarbonização não será relatada apenas pelo que foi fisicamente consumido, mas também pelas escolhas contratuais e pelos instrumentos confiáveis de rastreabilidade adotados pelas empresas. Também ressalta que esse tipo de solução tende a ganhar importância onde a pressão por reporte auditável e escolhas contratuais transparentes será cada vez maior. Conclui que o mercado de atributos ambientais ainda está no início, mas se expandindo. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Artigo de JP Coviello: “Infraestrutura energética e segurança global”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, JP Coviello (chefe de estratégia de portfólio do Citi Wealth), trata da emergência de uma "terceira fase" da segurança global, após defesa e inteligência artificial, agora centrada na infraestrutura energética soberana. O autor argumenta que a segurança energética deixou de ser uma questão apenas de acesso a commodities e passou a depender da capacidade de transmissão, armazenamento e controle da eletricidade, já que geração sem rede robusta transforma abundância em vulnerabilidade. Além disso, o texto destaca que o investimento global em energia atingiu US$ 3,3 trilhões em 2025, com fontes limpas representando o dobro de petróleo, gás e carvão, mas que os gastos em redes (~US$ 400 bilhões/ano) ainda estão muito aquém do necessário para acompanhar os investimentos em geração. O artigo conclui que a infraestrutura energética se tornará parte permanente da arquitetura econômica das nações nas próximas décadas, defendendo um modelo de "resiliência em camadas" que combine renováveis, nuclear, armazenamento e expansão de redes, e afirma que essa infraestrutura passou a ser, ela própria, sinônimo de segurança nacional. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Artigo de Ieda Gomes: “Guerras, volatilidade no mercado de gás e impactos para o Brasil”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Ieda Gomes (Consultora independente) defende que a guerra no Irã afetou temporariamente o suprimento de GNL, recolocando o risco geopolítico na formação dos preços internacionais. A autora argumenta que, enquanto diversos países procuram reduzir sua exposição aos preços spots de GNL, mediante contratos de longo prazo e maior diversificação de fornecedores, o Brasil continua convivendo com elevados preços internos mesmo dispondo de abundantes reservas nacionais. Destaca que o país continua dependente de importações para atender à demanda, sobretudo durante períodos de despacho intenso das termelétricas. Também ressalta que, quando os preços do GNL sobem, o custo marginal de suprimento aumenta, elevando os custos de geração elétrica e pressionando tanto os encargos do setor elétrico quanto o PLD (Preço de Liquidação das Diferenças). Conclui que, sem um mercado doméstico competitivo e eficiente, o Brasil continuará exposto às oscilações, e os consumidores seguirão pagando um dos preços mais caros entre os grandes produtores. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Artigo de Alan Beattie: “Apesar da guerra, inflação se mantém contida”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Alan Beattie (colunista do “Financial Times” e escreve sobre comércio) argumenta sobre o impacto econômico da guerra envolvendo o Irã e o Estreito de Ormuz sobre os preços globais de energia e commodities, comparando-o a episódios anteriores como a pandemia de covid-19, a guerra na Ucrânia e o choque do petróleo de 1973. O autor diz que, embora a situação no Golfo Pérsico possa se deteriorar, o impacto de curto prazo do conflito atual foi bem mais brando do que o efeito combinado da covid-19 e da guerra na Ucrânia, com a alta de preços de importações em mercados emergentes significativamente menor. Além disso, o texto aponta que o comércio de produtos não petrolíferos manteve desempenho razoável, já que o Estreito de Ormuz funciona mais como um "capilar" do comércio de petróleo do que como uma via arterial das trocas globais, e que a inflação de alimentos também foi limitada, já que os países do Golfo são importadores líquidos de alimentos. O artigo conclui que o que define uma era de estagflação não são os choques de preços em si, mas a reação de autoridades, consumidores e empresas a eles, e que, até o momento, não há motivos para considerar a guerra atual uma ruptura equivalente à década de 1970. (GESEL-IE-UFRJ – 10.07.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “Os principais pilares da reforma do Setor Elétrico”.

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Jerson Kelman (Professor aposentado da Coppe-UFRJ) defende a reforma do setor elétrico. O autor argumenta que o setor enfrenta uma crise de sustentabilidade econômica e institucional, pois a rápida expansão das fontes intermitentes (solar e eólica) e a proliferação de subsídios tornaram obsoleto o modelo hidrotérmico tradicional, transferindo custos bilionários para a base de consumidores cativos e gerando distorções. Destaca como principais tópicos da reforma: Encargos e Subsídios; Eficiência dos Mercados; Segurança Energética e Resiliência Climática; Governança Setorial e Blindagem Técnica; Integração de Fontes e Custos Sistêmicos; e Tratamento de Mega Cargas. Também aponta, entre outras medidas, para a eliminação dos cortes orçamentários das entidades setoriais, pois eles mais visam enfraquecê-las do que equilibrar as contas. Conclui que essas proposições são frequentemente defendidas pelos que se preocupam em blindar as instituições do setor contra interferências espúrias e em criar regras de funcionamento do mercado a favor do consumidor e da eficiência. (GESEL-IE-UFRJ – 22.07.2026)

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Artigo de Roberto Mielle: “Terras Raras: por que a competitividade do Brasil depende de tecnologia?”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Roberto Mielle (Gerente de desenvolvimento de negócios na Sonda do Brasil) argumenta que a competitividade brasileira na exploração de Terras Raras depende da incorporação intensiva de tecnologias digitais, especialmente da Inteligência Artificial. O autor explica que esses minerais são estratégicos para a economia digital e de baixo carbono e que o Brasil possui reservas expressivas capazes de ampliar sua relevância geopolítica. Entretanto, observa que a complexidade dos processos de lavra e beneficiamento exige elevado controle operacional, área em que a IA proporciona ganhos de produtividade, segurança, eficiência e sustentabilidade. O texto descreve aplicações como integração de dados, modelos preditivos, visão computacional, sensores inteligentes e algoritmos de aprendizado de máquina para otimizar operações e reduzir rejeitos. Ao final, sustenta que a combinação entre recursos minerais e transformação digital permitirá ao país tornar sua mineração mais competitiva, segura e economicamente viável. (GESEL-IE-UFRJ – 22.07.2026)

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Artigo de Miguel Claudio da Silva: “Análise da matriz elétrica do Brasil: crescimento, inovação e sustentabilidade”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Miguel Claudio da Silva (Engenheiro) analisa a evolução recente da matriz elétrica brasileira, destacando o crescimento da capacidade instalada e a predominância das fontes renováveis em comparação ao cenário mundial. O autor demonstra que a expansão projetada para os próximos anos será impulsionada principalmente pelas fontes eólica e solar, reforçando a liderança brasileira na transição energética. Em seguida, relaciona esse avanço ao panorama da inovação tecnológica, examinando pedidos de patentes voltados à geração de energia e mostrando que a maior parte das invenções concentra-se em tecnologias renováveis. O texto ressalta ainda o potencial de fontes emergentes, como a energia undi-elétrica, e discute a baixa utilização do mecanismo de tramitação prioritária para Tecnologias Verdes, apesar das vantagens oferecidas pelo INPI. Conclui que o fortalecimento da inovação e o melhor aproveitamento dos incentivos existentes podem ampliar a competitividade e a sustentabilidade do setor elétrico brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 22.07.2026)

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Artigo de Edvaldo Santana: “A IA sofrerá um freio de arrumação”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, o Edvaldo Santana (doutor em engenharia de produção e ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel]) trata dos gargalos técnicos e de infraestrutura que ameaçam a expansão da inteligência artificial (IA), com destaque para as restrições energéticas dos data centers. O autor argumenta que a IA sofre de dificuldades reais para distinguir "sinal" de "ruído", apontando duas restrições primárias: o esgotamento de dados públicos de qualidade (com risco de degeneração dos modelos treinados em dados sintéticos) e a falta de diversidade em arquiteturas de rede neural, hoje reféns do modelo Transformer. Além disso, o texto destaca as restrições secundárias, sobretudo a energética e a escassez de água para resfriamento, que já gera reação de populações em regiões de estresse hídrico, incluindo partes do Brasil. O artigo cita ainda soluções alternativas como resfriamento por submersão, data centers em fiordes noruegueses e até no espaço, mas conclui que essas apostas mais parecem uma "fuga para frente" do que uma solução real para os gargalos, defendendo que as expectativas de retorno financeiro das big techs precisarão de um ajuste de rota. (GESEL-IE-UFRJ – 22.07.2026)

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Artigo de Paulo Pedrosa: “Brasil, muita energia para perder tantas oportunidades”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Paulo Pedrosa (presidente da Abrace Energia) defende que o setor elétrico brasileiro perdeu racionalidade econômica. O autor argumenta que ele foi ocupado por subsídios, privilégios, reservas de mercado e incentivos desconectados da realidade. Destaca que, para enfrentar as causas estruturais, é preciso desmontar os subsídios e ineficiências e melhorar os sinais econômicos, estimular o consumo nos horários de sobra de energia renovável, ampliar mecanismos de Resposta da Demanda e trazer racionalidade para a expansão. O autor aponta ainda que poderíamos usar a abundância de energia renovável para atrair investimentos, fortalecer a indústria, gerar empregos e produzir bens competitivos e de baixo carbono. Também ressalta que é preciso tratar a energia como estratégia nacional de desenvolvimento, estimular seu consumo para recuperar a capacidade ociosa da indústria, estimular novos projetos e eletrificar e descarbonizar a produção nacional. Conclui que a correção exigirá enfrentar as distorções, revisar incentivos e construir um setor elétrico mais racional, eficiente e equilibrado. (GESEL-IE-UFRJ – 24.07.2026)

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Artigo de Gustavo Ayala: “A arquitetura do mercado de energia: O segundo pilar - a descoberta pública de preço”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Gustavo Ayala (CEO do Grupo Bolt Energy) analisa a necessidade de transformar a formação de preços no mercado brasileiro de energia elétrica por meio de um mecanismo de descoberta pública de preços. O autor contrapõe a experiência internacional e a teoria de Friedrich Hayek ao modelo atualmente adotado no Brasil, sustentando que o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) é um valor calculado por modelos matemáticos, e não um preço revelado pela interação entre oferta e demanda. Argumenta que essa estrutura incorpora volatilidades de modelo e, sobretudo, de governança regulatória, dificultando a liquidez, reduzindo a profundidade do mercado de contratos de longo prazo e elevando custos que acabam repassados aos consumidores. Com base em exemplos como o Nord Pool e o mercado futuro do Henry Hub, defende a separação entre o preço utilizado para liquidação e o preço destinado à sinalização econômica, preservando os modelos existentes apenas como referência inicial. Conclui que o Brasil precisa projetar um sistema de descoberta pública de preços, contínuo e representativo, capaz de reduzir assimetrias de informação e fortalecer o funcionamento competitivo do mercado. (GESEL-IE-UFRJ – 24.07.2026)

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Editorial do Valor Econômico: “Guerra no Irã marca ponto de inflexão no setor de energia”

Em editorial publicado pelo Valor Econômico, é analisado o impacto da retomada da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a segurança energética global e a aceleração dos investimentos em energias renováveis. No texto, argumenta-se que a dependência de combustíveis fósseis exportados por uma região instável constitui uma vulnerabilidade estratégica, o que está levando países a atuar em três frentes: diversificar fornecedores, aumentar a resiliência doméstica (incluindo maior uso do carvão no curto prazo) e acelerar a transição para renováveis e energia nuclear. Além disso, é destacado que a Agência Internacional de Energia projeta queda na demanda global de petróleo em 2026 — a primeira desde a pandemia —, puxada em parte pelo fechamento do Estreito de Ormuz e pela eletrificação do transporte na China, e cita estimativa do Morgan Stanley de que a Ásia deve investir US$ 5,5 trilhões em energia nos próximos cinco anos. O artigo conclui que a guerra, paradoxalmente, acaba favorecendo a China, maior produtora mundial de painéis solares, turbinas eólicas, baterias e veículos elétricos, um resultado que não era a intenção do governo americano ao atacar o Irã. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Editorial do Valor Econômico: “Brasil tem que se preparar para enfrentar o ‘super’ El Niño”

Em editorial publicado pelo Valor Econômico, é evidenciado o despreparo do Brasil para enfrentar eventos climáticos extremos diante da previsão de um El Niño - este sendo potencialmente o mais forte em mais de 100 anos, com 81% de chance de intensidade "muito forte" entre outubro e dezembro, segundo a NOAA. O país segue um padrão reativo diante de desastres — entre 2012 e 2026, a União gastou R$ 21,54 bilhões em resposta a desastres, contra apenas R$ 6,8 bilhões em prevenção, segundo o TCU. Além disso, o texto destaca que, dois anos após a Lei 14.904/2024 exigir planos municipais de adaptação climática, 66% das cidades brasileiras ainda têm baixa capacidade de adaptação a eventos extremos, segundo a plataforma AdaptaBrasil. Em sua conclusão, é apontado que, apesar das limitações técnicas e financeiras dos municípios, a autonomia constitucional que eles possuem também implica responsabilidade sobre a prevenção, citando os R$ 458 bilhões em perdas com enchentes entre 2013 e 2024 como evidência da urgência de romper o ciclo de reação tardia. (GESEL-IE-UFRJ – 23.07.2026)

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Editorial da Folha de São Paulo: “Brasil corre o risco de ficar para trás na corrida da IA”

Em editorial publicado pela Folha de São Paulo, o jornal defende que o Brasil corre o risco de ficar para trás na corrida da IA. O grupo argumenta que o país convive há décadas com um sistema educacional incapaz de formar profissionais qualificados em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, além de não oferecer energia competitiva nem infraestrutura adequada para atrair investimentos em centros de processamento de dados. Destaca que o problema não está apenas na capacidade de geração, mas em tarifas elevadas, subsídios e distorções regulatórias que encarecem a eletricidade, além da dificuldade de assegurar oferta firme para operações ininterruptas. Também ressalta que o Brasil dispõe de ativos importantes, como grande mercado consumidor e matriz elétrica majoritariamente renovável. Entretanto, o grupo afirma: sem uma estratégia para qualificar trabalhadores, melhorar o ambiente de negócios e atrair investimentos em infraestrutura digital, continuará distante da revolução tecnológica que definirá a competitividade. Conclui que o desafio brasileiro é empregar a IA para dar saltos de inovação. (GESEL-IE-UFRJ – 21.07.2026)

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Entrevista com Lars Peter Hansen: “Interconexão torna cenário de incerteza mais complexo"

Em entrevista concedida ao Valor Econômico, o economista Lars Peter Hansen, ganhador do Nobel de Economia de 2013, avaliou que a interconexão entre países torna a incerteza global mais complexa hoje do que no passado, dificultando sua quantificação — especialmente no campo das mudanças climáticas, em que as economias enfrentam cenários sem precedentes históricos. Hansen defendeu que, diante da difícil coordenação política internacional, o investimento em novas tecnologias verdes e em formas alternativas de captura de carbono pode ser um caminho mais viável do que buscar acordos globais de redução de emissões. Ele também citou estudo com pesquisadores brasileiros sobre o custo social do carbono na Amazônia, que estimou que um pagamento de US$ 25 por tonelada capturada poderia incentivar fazendeiros a optarem pelo reflorestamento. Acesse a entrevista aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.07.2026)

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