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IFE
21/05/2026

IECC 372

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

IFE
21/05/2026

IFE nº 372

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Astrid Yanet Aguilera Cazalbón e Rubens Rosental
Assistente de pesquisa: Paulo Giovane e Sérgio Silva

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IECC 372

Marco Institucional

GESEL lidera pesquisa inédita no Enase 2026 para orientar a governança do setor elétrico

O Enase 2026, principal encontro do setor elétrico brasileiro, acontece nos dias 17 e 18 de junho, no Rio de Janeiro, em um momento estratégico marcado pelas eleições gerais e pelas discussões sobre o futuro da energia no país. Com o tema “O futuro da energia – reformas e eleições moldando o setor elétrico”, o evento reunirá lideranças, especialistas e representantes políticos para debater propostas e desafios do setor. Entre os destaques internacionais está Dan Woodfin, vice-presidente de Operações do ERCOT, operador do sistema elétrico do Texas, que participará como Keynote Speaker. A programação contará ainda com trilhas sobre planejamento, operação do sistema e inovação, abordando temas como armazenamento, inteligência artificial, mercado livre e segurança energética. Em parceria inédita com o Gesel-UFRJ, o Enase realizará uma pesquisa de opinião junto aos congressistas para mapear gargalos e propostas do setor, gerando inteligência estratégica que poderá subsidiar a governança e as futuras políticas para o setor elétrico brasileiro. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Agência CanalEnergia - 12.05.2026)

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Lula renova conselho da Itaipu e deixa ENBPar fora da nova composição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou novos integrantes do conselho de administração da Itaipu Binacional, incluindo representantes dos ministérios da Fazenda, Casa Civil e Planejamento. Foram indicados Dario Durigan, Miriam Belchior e Bruno Moretti, todos com mandato até maio de 2028. A nova composição chamou atenção pela ausência de representantes da ENBPar, estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia responsável pela administração dos ativos brasileiros ligados às empresas nucleares e binacionais, incluindo Itaipu. Permanecem no conselho Alexandre Silveira, Mauro Vieira, Esther Dweck e Iggor Gomes Rocha. A mudança ocorre em meio às discussões sobre governança e gestão estratégica da usina hidrelétrica binacional, considerada um dos principais ativos do setor elétrico brasileiro. (CNN Brasil – 14.05.2026)

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Lula reforça defesa de distribuidora estatal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a retomada da atuação estatal no mercado de distribuição de combustíveis e criticou a privatização da antiga BR Distribuidora, atual Vibra Energia, durante evento na fábrica de fertilizantes da Petrobras na Bahia. A manifestação ocorre em meio ao debate eleitoral e reforça a estratégia do governo de ampliar a presença estatal no setor energético. A bancada do PT já apresentou projeto de lei autorizando a criação de uma nova empresa pública para atuar na distribuição de combustíveis, biocombustíveis e GLP. Lula também criticou a privatização da Eletrobras e defendeu maior autonomia nacional em fertilizantes. A edição ainda destacou a aproximação entre Petrobras e produtores de biodiesel, com a estatal negociando ingresso da PBio na Ubrabio, além da intenção da Frente Parlamentar do Biodiesel de apresentar projeto para obrigar o aumento da mistura de biodiesel ao diesel. Também foram citadas discussões sobre o SBCE, preços de combustíveis e o processo de caducidade da Enel SP. (Agência Eixos - 15.05.2026)

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Luz para Todos é prorrogado até 2028

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto que prorroga até dezembro de 2028 o prazo do Programa Luz para Todos para atendimento às áreas rurais. A data anterior para universalização nessas áreas era dezembro de 2026, e o novo prazo passa a coincidir com o limite já previsto para instalação de sistemas de geração em comunidades isoladas da Amazônia. O governo estima que a ampliação permitirá atender cerca de 230 mil novas famílias. Parte do déficit é atribuída à paralisação da política pública no Amazonas, em meio à disputa sobre a transferência de controle da Amazonas Energia para a Âmbar, do Grupo J&F. O decreto também autoriza o uso produtivo da energia, com equipamentos mais robustos para atividades geradoras de renda, como moagem de açaí e quebra de castanha-do-Pará, além de incluir mulheres chefes de família, idosos e pessoas com deficiência entre os públicos prioritários. (Agência CanalEnergia - 08.05.2026)

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Governo amplia prioridades do Luz para Todos

O governo publicou o Decreto nº 12.964, que altera o Programa Luz para Todos, prorroga sua execução e amplia os grupos prioritários para eletrificação rural, com foco em populações vulneráveis e regiões remotas da Amazônia Legal. Famílias chefiadas por mulheres inscritas no CadÚnico passam a ter prioridade, assim como pessoas com deficiência, idosos dependentes, beneficiários do BPC, comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas e extrativistas, assentamentos rurais, agricultores familiares e áreas impactadas por empreendimentos de geração ou transmissão. O decreto também inclui infraestruturas coletivas e serviços essenciais, como conectividade, água, assistência social, segurança alimentar, cozinhas comunitárias, câmaras frias, associações e cooperativas. A medida permite o uso produtivo da energia, prevê qualificação de mão de obra local e obriga o MME a revisar em 180 dias o manual do programa. (Agência CanalEnergia - 11.05.2026)

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Governo anuncia R$ 130 bi para distribuição

O Ministério de Minas e Energia anunciou a assinatura de termos aditivos de renovação das concessões de 14 distribuidoras e investimentos de R$ 130 bilhões nos próximos cinco anos para modernização e expansão das redes. O valor considera obras de 16 concessionárias que atendem cerca de 42 milhões de unidades consumidoras em 13 estados, incluindo empresas que renovam contratos agora e duas que já haviam assinado prorrogação em 2025. As diretrizes estão no Decreto nº 12.068/2024, que exige melhoria da qualidade, digitalização, eficiência econômico-financeira e maior rigor nos contratos. A estimativa do governo é que as obras gerem 100 mil empregos diretos e indiretos e formem 30 mil profissionais até 2030. Entre os investimentos previstos estão subestações, linhas de distribuição, redes inteligentes, expansão de ligações rurais e projetos de resiliência em estados como São Paulo, Bahia, Pará, Maranhão e Rio de Janeiro. (Agência CanalEnergia - 08.05.2026)

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Governo exige desempenho de distribuidoras

O Ministério de Minas e Energia assinou os atos de renovação das concessões de 14 distribuidoras e anunciou R$ 130 bilhões em investimentos até 2030 para melhoria da prestação do serviço por 16 concessionárias com contratos renovados. O ministro Alexandre Silveira classificou o compromisso como a maior rodada de modernização das redes de distribuição do país e cobrou desempenho das empresas e maior atuação fiscalizatória da Aneel, citando ferramentas para penalizar concessionárias que descumprirem metas, inclusive com possibilidade de caducidade. A presidente da Abradee, Patricia Audi, informou que os investimentos previstos por todas as associadas devem chegar a R$ 235 bilhões até 2029. O presidente Lula também afirmou que o governo exigirá o cumprimento dos contratos e criticou a atuação da Enel no Brasil. Das 19 distribuidoras com contratos a vencer até 2031, seguem pendentes as três empresas do grupo italiano. (Agência CanalEnergia - 08.05.2026)

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Regulação

Aneel estende suspensão de ressarcimento por curtailment

A Aneel prorrogou por mais 60 dias a suspensão dos ressarcimentos previstos em contratos regulados para casos de constrained-off de usinas eólicas e solares. A medida atende parcialmente pedidos da Abeeólica, Absolar e do Ministério de Minas e Energia. Em janeiro, a agência havia suspendido os reembolsos por 90 dias, aguardando regulamentação do MME sobre a compensação financeira prevista na Lei nº 15.269 para geradores impactados por cortes de geração. A legislação ampliou as hipóteses de compensação, incluindo eventos por confiabilidade elétrica além das restrições de transmissão. O ministério avalia que a regulamentação afeta diretamente as contabilizações e liquidações conduzidas pela CCEE, justificando a suspensão temporária dos valores ligados aos contratos regulados de energia de reserva e disponibilidade. A prorrogação permanecerá válida até a publicação da minuta do Termo de Compromisso para adesão dos geradores. (Agência CanalEnergia - 13.05.2026)

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Aneel amplia prazo para analisar revisão tarifária extraordinária de distribuidoras

A Aneel aprovou prazo adicional de 60 dias para análise dos pedidos de Revisão Tarifária Extraordinária apresentados por seis distribuidoras de energia: Light, Neoenergia Coelba, Neoenergia Pernambuco, Neoenergia Cosern, Neoenergia Brasília e Copel. As empresas alegam impactos financeiros decorrentes da pandemia de Covid-19, incluindo aumento da inadimplência e redução do mercado consumidor. Nota técnica da agência apontou ainda efeitos da pandemia sobre parâmetros regulatórios como o WACC, indicador utilizado no cálculo da remuneração de capital das concessionárias. O processo está em fase de avaliação após consulta pública promovida pela Aneel. A decisão poderá impactar tarifas futuras e o equilíbrio econômico-financeiro das distribuidoras de energia elétrica. (CNN Brasil – 13.05.2026)

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Pauta do 7º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel

A pauta do 7º Circuito Deliberativo Público Ordinário da Diretoria da Aneel, previsto para 12 de maio de 2026, reúne 19 processos com temas relevantes para a regulação do setor elétrico, sob relatoria dos diretores Fernando Mosna, Willamy Moreira Frota, Agnes da Costa, Gentil Nogueira e Sandoval Feitosa. Entre os destaques estão a homologação do resultado do Leilão de Transmissão nº 1/2026-ANEEL, alterações nas quotas do PROINFA para 2026, regulamentação do Decreto nº 10.798/2021 e pedido de reembolso de combustível para operação da UTE Manicoré. A diretoria também analisará recursos administrativos envolvendo a Enel Ceará, empreendimentos fotovoltaicos Humaitá, Energisa Amapá, Amazonas Energia e J&F Investimentos, além de diversos pedidos de medida cautelar apresentados por associações do setor e agentes de geração, transmissão e distribuição relacionados à micro e minigeração distribuída, pareceres de acesso, enquadramento de GD, contratos em sistemas isolados e intervenções em áreas de transmissão. A pauta inclui ainda requerimento da Afluente Transmissão para inclusão de ativos na Base de Remuneração Regulatória, declaração de utilidade pública para implantação de subestações no Piauí e prorrogação de pedido de vista sobre revisão tarifária extraordinária de distribuidoras em razão dos impactos da pandemia de Covid-19. Acesse a pauta aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Empresas

Petrobras lucra R$ 32,7 bi no 1º tri 2026 e aprova R$ 9 bi em dividendos

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 7,2% inferior ao obtido no mesmo período do ano anterior. O EBITDA ajustado alcançou R$ 59,6 bilhões, com queda de 2,4% na comparação anual. A estatal também aprovou pagamento de R$ 9,03 bilhões em dividendos, equivalentes a R$ 0,70097272 por ação, como antecipação da remuneração referente ao exercício de 2026, segundo a companhia, a distribuição está alinhada à política de remuneração aos acionistas e à sustentabilidade financeira da empresa. O desempenho reflete um ambiente de volatilidade nos mercados internacionais de petróleo e os impactos geopolíticos sobre preços e demanda global de energia. (CNN Brasil – 11.05.2026)

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Petrobras abandona desinvestimentos e mira expansão no setor de energia

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que a companhia encerrou a fase de desinvestimentos iniciada em governos anteriores e adotará estratégia voltada à ampliação da presença da estatal no setor de energia. Segundo a executiva, a Petrobras pretende fortalecer participação em diferentes segmentos e avalia, inclusive, retorno ao mercado de distribuição de combustíveis. Entre 2015 e 2022, a empresa vendeu refinarias, subsidiárias, gasodutos e participações em ativos estratégicos como BR Distribuidora, Liquigás, TAG, NTS e Refinaria de Mataripe. Magda criticou a política de privatizações adotada anteriormente e reforçou que a estatal pretende priorizar expansão operacional e fortalecimento de ativos considerados estratégicos. A mudança marca inflexão relevante na estratégia corporativa da Petrobras sob a atual gestão federal. (CNN Brasil – 12.05.2026)

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Governo de Minas Gerais descarta privatizar Cemig

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, afirmou que a privatização da Cemig não está na pauta do governo estadual neste momento. Segundo ele, a prioridade é concluir a venda da Copasa e avançar na melhoria da qualidade dos serviços prestados pela companhia elétrica ao consumidor final. Simões disse que a intenção do governo nunca foi vender a Cemig para obter recursos, mas modernizar sua administração. O governador defendeu a continuidade de um plano de profissionalização da empresa, com conselho de administração técnico e sem indicações políticas, para assegurar melhor desempenho operacional. A declaração foi dada após a posse de Alexandre Ramos Peixoto como novo presidente da Cemig, em contexto de busca por eficiência, modernização e maior qualidade no atendimento. (Valor Econômico - 11.05.2026)

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Cemig investe R$ 1,5 bi em MG no 1º tri 2026

A Cemig investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em Minas Gerais no primeiro trimestre de 2026, avanço de 22,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia planeja aportar aproximadamente R$ 6,73 bilhões no estado até o fim do ano. O segmento de distribuição concentrou R$ 1,28 bilhão dos investimentos, com entrega de seis novas subestações e modernização de uma instalação, ampliando em 107,5 MVA a capacidade de transformação do sistema elétrico. No período, também foram construídos 765 quilômetros de redes de baixa e média tensão. Na região metropolitana de Belo Horizonte, os investimentos da Cemig Distribuição superaram R$ 208 milhões, alta de 60% na comparação anual. Em geração e transmissão, os aportes somaram R$ 123 milhões, dos quais R$ 103 milhões destinados a reforços e melhorias em linhas de alta tensão, adicionando R$ 15,1 milhões em RAP. (Brasil Energia – 08.05.2026)

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Cemig empossa Alexandre Ramos como novo presidente

A Cemig empossou Alexandre Ramos Peixoto como presidente da companhia, em cerimônia com a presença do governador de Minas Gerais, Mateus Simões. O executivo substitui Reynaldo Passanezi, que comandava a concessionária desde 2020, após indicação do governo estadual e aprovação do Conselho de Administração em 7 de maio. Ele afirmou que a transição energética, a digitalização, a descentralização da geração e o protagonismo do consumidor redesenharão o papel das empresas do setor elétrico. Engenheiro, Ramos ingressou na Cemig em 1989 e construiu trajetória de 36 anos, com passagens pela Aneel, MME, EPE e pela Diretoria de Regulação e Relações Institucionais da companhia. Entre 2023 e 2026, presidiu o Conselho de Administração da CCEE, atuando na abertura do mercado livre ao varejo. (Brasil Energia – 11.05.2026)

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Leilões

Aneel homologa resultado do Leilão de Transmissão 1/2026

A diretoria da Aneel homologou e adjudicou, em circuito deliberativo, o resultado do Leilão de Transmissão 1/2026 para os lotes 1, 2, 4 e 5 e sublotes 3A, 3B, 3C e 3D. O certame, realizado em 27 de março na B3, contratou concessões de transmissão com investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões. Os projetos somam 798 km de linhas que passarão a integrar a Rede Básica do SIN e ampliarão a capacidade em 2.150 MVA. Os empreendimentos abrangem 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo. As propostas vencedoras apresentaram RAP média 50,69% inferior ao teto da agência. A assinatura dos contratos está prevista para 3 de junho, no caso do lote 1, e 26 de junho, para os demais lotes e sublotes. (Aneel – 13.05.2026)

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MME pede prioridade para antecipar térmicas do LRCAP

O MME pediu à Aneel prioridade nos procedimentos de celebração dos Contratos de Reserva de Capacidade de usinas vencedoras do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026, em movimento para viabilizar eventual antecipação do suprimento a partir de agosto. O ministério concentra a análise em empreendimentos existentes com início originalmente previsto para 2027 e 2028, por apresentarem maior viabilidade operacional. A lista inclui térmicas como Termomacaé, Três Lagoas, Araucária, Uruguaiana I, Termocabo Gás e embarcações da Karpowership. Segundo o MME, a medida busca resguardar o atendimento eletroenergético do SIN diante da expectativa de maior necessidade de energia e potência com altas temperaturas. A antecipação dependerá de análises do ONS e da EPE e de deliberação do CMSE. (Brasil Energia – 12.05.2026)

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LRCAP garantirá R$ 4,5 bi à Petrobras

A Petrobras estima receita anual de R$ 4,5 bilhões com o Leilão de Reserva de Capacidade realizado em março de 2026, no qual todas as nove termelétricas da companhia sem contrato foram recontratadas. Segundo a presidente Magda Chambriard, o resultado fortalece a área de gás e energia da estatal e integra o plano de ampliação de capacidade da empresa. A companhia também pretende antecipar para 2026 a entrada em operação das UTEs Macaé, TermoCeará e Três Lagoas, originalmente previstas para 2027, em atendimento a solicitação do MME. O projeto greenfield UTE Boaventura não foi viabilizado no certame, mas segue em negociação para futura parceria. A Petrobras confirmou ainda que a aquisição de 49,99% da Lightsource BP deve ser concluída em junho, marcando sua entrada no segmento solar, e informou que avalia participação no futuro leilão de baterias por meio de parcerias estratégicas. (Agência CanalEnergia - 12.05.2026)

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MPF defende suspensão do LRCAP 2026 na Justiça

O Ministério Público Federal apresentou parecer favorável à suspensão dos atos de homologação, adjudicação e assinatura dos contratos do LRCAP 2026, em ação civil pública movida pela Abraenergias contra União, Aneel, EPE e ONS. O órgão apontou indícios de vícios graves, com potencial de gerar custos entre R$ 190 bilhões e R$ 510 bilhões aos consumidores em dez anos. O parecer cita suspeitas de superestimação da demanda de potência, elevação abrupta dos preços-teto às vésperas do certame, baixa competitividade e priorização de térmicas fósseis em detrimento de baterias. Os leilões contrataram cerca de 19 GW de potência, ao custo estimado de R$ 516,67 bilhões, com deságio médio de 5,52% no principal produto. O caso segue em análise na Justiça Federal. (Brasil Energia – 13.05.2026)

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Justiça mantém tramitação do LRCAP sob análise

A Justiça Federal manteve o andamento do leilão de reserva de capacidade realizado em março, mas determinou que governo federal, Aneel e EPE prestem esclarecimentos sobre o certame em até 48 horas. O LRCAP contratou cerca de 20 GW entre termelétricas a gás natural, carvão, biometano e ampliações hidrelétricas, com remuneração anual de R$ 38,96 bilhões. A ação judicial foi apresentada pela Abraenergias, que aponta supostas irregularidades na modelagem do leilão, nos preços-teto das térmicas e na concentração dos resultados em poucos grupos econômicos. A Aneel argumentou que eventual suspensão poderia provocar prejuízos à segurança do sistema e ao planejamento energético nacional. O caso também está sob análise do TCU e do Cade, que investigam possíveis distorções concorrenciais e atuação de “geradores de papel”. A homologação dos resultados depende agora do desfecho jurídico e poderá ser apreciada em reunião extraordinária da diretoria da Aneel. (Valor Econômico - 14.05.2026)

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ONS reforça necessidade de LRCAP diante do curtailment

O ONS classificou o curtailment de renováveis como uma situação crítica e sem precedentes, defendendo os leilões de reserva de capacidade como medida essencial para garantir segurança energética e suprimento na ponta noturna. Durante evento em São Paulo, a assessora executiva do operador, Sumara Ticom, afirmou que os cortes de geração são necessários para evitar risco de apagões diante do crescimento da geração solar e da falta de demanda em determinados períodos do dia. Segundo ela, o sistema enfrenta rampas cada vez mais profundas, com excesso de geração solar durante o dia e escassez de potência à noite. O ONS destacou que a geração distribuída, hoje a segunda maior fonte do país, opera fora do controle direto do operador, ampliando riscos sistêmicos. A executiva também defendeu a inserção de baterias no sistema elétrico, apontando benefícios como controle de tensão, frequência e suporte dinâmico à rede, além do deslocamento temporal da energia. (Agência CanalEnergia - 13.05.2026)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CMSE discute risco e impacto no preço da energia

O setor elétrico acompanha com expectativa a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcada para quarta-feira (13), que pode redefinir os critérios de aversão ao risco utilizados na formação dos preços de energia para 2027. Parte do mercado considera o modelo atual excessivamente conservador e defende flexibilização capaz de reduzir custos aos consumidores sem comprometer a segurança do sistema. Comercializadoras e consumidores apoiam mudanças, enquanto geradoras hidrelétricas defendem a manutenção dos parâmetros atuais para preservar reservatórios diante dos desafios de suprimento de potência nos horários de pico. O debate ocorre em meio à crise no mercado livre de energia, marcada por volatilidade de preços e judicializações de contratos. A discussão também envolve o espaço para baterias após o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), em disputa com termelétricas. O cenário energético segue pressionado pela alta internacional do petróleo, inflação dos combustíveis e incertezas regulatórias no mercado de gás e de energia elétrica. (Agência Eixos - 11.05.2026)

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ONS publica sistemática da 1ª temporada da PNAST 2026

O ONS publicou a sistemática da 1ª Temporada de Acesso 2026 da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão, documento que define critérios, etapas e procedimentos para o processo. A versão final incorporou a consulta externa conduzida pelo Operador, que recebeu 267 contribuições de 27 fontes. Para detalhar as regras, o ONS realizará em 14 de maio de 2026, das 14h30 às 17h, um webinar online sobre a sistemática, abordando cadastramento, admissão, habilitação, atendimento direto, processo competitivo e emissão do Diagnóstico Prévio de Acesso. O evento também apresentará a Nota Técnica nº NT-ONS DPL 0040/2026 / EPE-DEE-RE-043/2026-R0 e terá participação da EPE, que tratará de aspectos relacionados ao Estudo de Mínimo Custo Global. (Brasil Energia – 11.05.2026)

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MME aponta que capacidade elétrica instalada chegou a 259,5 GW

O Ministério de Minas e Energia publicou edição especial do Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro com a consolidação de 2025\. O documento informa que a capacidade instalada do país chegou a 259,5 GW, alta de 6% frente ao ano anterior, com fontes limpas e renováveis respondendo por 87,2% da capacidade nacional. A geração superou 704 mil GWh no ano, dos quais 89% vieram de fontes renováveis. Na transmissão, o sistema ultrapassou 191 mil km de linhas em operação e 484 mil MVA de capacidade de transformação, com destaque para a conclusão do Linhão Manaus-Boa Vista, que conectou Roraima ao SIN. O boletim também registrou encargos de serviços do sistema de R$ 1,2 bilhão, queda de 53% ante 2024. (Brasil Energia – 13.05.2026)

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MME abre consulta sobre engajamento em eólicas offshore

O Ministério de Minas e Energia abriu consulta pública sobre o estudo “Plano de Engajamento de Partes Interessadas no Desenvolvimento de Eólicas Offshore no Brasil”. O material propõe diretrizes para envolver governos, empresas, comunidades locais, pescadores, ambientalistas, especialistas e demais grupos impactados ou interessados desde as etapas iniciais dos projetos. A iniciativa integra parceria do MME com o Bird, no âmbito do programa ESMAP, e foi desenvolvida pela consultoria RINA sob coordenação do ministério e da EPE. O estudo tem três volumes, que tratam de fundamentos, diagnóstico, planejamento e roteiro de engajamento. A medida integra as ações do GT Eólicas Offshore para consolidar conhecimento técnico, normas e regulação voltadas ao avanço da fonte no país. (Brasil Energia – 13.05.2026)

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Consumidores

CCEE: Modelo simplificado impulsiona migrações

A CCEE concluiu a migração de 4.827 consumidores para o mercado livre de energia no primeiro trimestre de 2026, sendo mais de 70% por meio do novo modelo simplificado de gestão do varejo. Criado para acelerar e automatizar a troca de informações entre comercializadoras, distribuidoras e a Câmara, o modelo utiliza APIs e substitui processos manuais por conexões diretas entre sistemas. Implementada oficialmente em julho de 2025, a solução amplia a eficiência, a confiabilidade e a escalabilidade da CCEE diante do crescimento do ambiente livre. O país já conta com mais de 90 mil empresas e pessoas físicas aptas a escolher seus fornecedores de eletricidade. Após a forte expansão de 2024 e 2025, o ritmo de adesões entrou em fase de acomodação, mas segue acima da média observada até 2023, com liderança dos setores de serviços e comércio. (CCEE – 11.05.2026)

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BBCE transaciona R$ 5,8 bi em abril de 2026

O pregão da BBCE movimentou R$ 5,8 bilhões em contratos de energia elétrica em abril, queda de 34% em relação ao mesmo mês de 2025. O volume negociado somou 24.655 GWh, retração anual de 29,1%, em um ambiente marcado por menor número de operações e maior concentração em negócios de elevado valor. Foram fechadas 3,5 mil transações no período, com tíquete médio de R$ 1,7 milhão, alta de 31,6% na comparação anual. Abril também registrou volatilidade e direções distintas de preços, com elevação de dois dígitos nos ativos com vencimento em 2026. O contrato convencional com entrega em maio no submercado Sudeste/Centro-Oeste encerrou o mês com alta de 37,47%. Segundo a BBCE, o aumento do tíquete médio indica concentração de mercado, com volumes maiores negociados por menos agentes. (Brasil Energia – 12.05.2026)

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Contratos futuros de energia recuam na BBCE

Os preços dos contratos futuros de energia elétrica negociados na BBCE encerraram a semana de 4 a 8 de maio em queda, especialmente nos produtos com fornecimento em 2026. Os contratos para entrega em maio recuaram 17,55%, enquanto os de junho caíram 14,42%. Segundo a plataforma, os produtos de spread lideraram os volumes financeiros e energéticos negociados no período, refletindo a preferência dos agentes por operações desse tipo. No segmento de longo prazo, os contratos com vencimento em 2027 ganharam destaque, indicando maior interesse do mercado em posições de prazo mais extenso. A movimentação ocorre em um contexto de maior volatilidade e busca por estratégias de proteção e gestão de risco no ambiente de comercialização livre de energia elétrica. (Agência CanalEnergia - 12.05.2026)

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Consumidores livres criticam dinâmica de formação de preços

Um grupo de consumidores livres encaminhou carta aberta ao MME manifestando preocupação com a dinâmica de formação de preços no mercado livre de energia elétrica. Segundo os signatários, os preços elevados não guardam proporcionalidade com as condições eletroenergéticas do sistema e dificultam a contratação no horizonte de zero a três anos, especialmente para empresas intensivas em energia. O manifesto afirma que custos elevados comprimem margens, reduzem produção, estimulam desinvestimentos e geram inflação indireta. As entidades defendem a calibração dos parâmetros de aversão ao risco, citando estudos do Comitê Técnico PMO/PLD que apontam viabilidade do CVaR 15/30, em vez do atual 15/40, sem comprometer a segurança energética. Para o grupo, o conservadorismo excessivo eleva artificialmente custos e favorece geradores descontratados. (Brasil Energia – 12.05.2026)

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MCP de março liquida R$ 4,31 bi

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica concluiu a liquidação financeira do Mercado de Curto Prazo referente a março de 2026, movimentando R$ 4,31 bilhões, equivalentes a cerca de 89% dos R$ 4,85 bilhões contabilizados. Os valores não pagos somaram R$ 531,65 milhões. Segundo a CCEE, R$ 320,62 milhões do montante inadimplente estão relacionados a efeitos suspensos pelo Despacho Aneel nº 413/2026. Outros R$ 150,56 milhões concentram-se em um único agente que havia obtido liminar judicial para manutenção de contratos, posteriormente revertida. A Câmara informou que os efeitos dos ajustes deverão aparecer na contabilização de abril. Houve ainda parcelamentos de R$ 221,15 mil no período. Considerando os mecanismos regulatórios de rateio da inadimplência, os agentes credores receberam cerca de 86,5% dos valores devidos na liquidação do mercado de curto prazo. (Agência CanalEnergia - 13.05.2026)

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Mercado livre fecha o 1º tri 2026 com carga de 30.570 MW médios

O mercado livre de energia encerrou o primeiro trimestre de 2026 com carga de 30.570 MW médios, alta de 3,1% em relação ao mesmo período de 2025, segundo acompanhamento em tempo real da CCEE. O desempenho foi impulsionado pela entrada de 4.864 consumidores no ambiente e pelo crescimento de 9 dos 15 ramos de atividade monitorados. Serviços avançou 12%, seguido por Saneamento, com 11,3%, e Extração de Minerais Metálicos, com 10,9%. No sentido oposto, a indústria química recuou 4%, Telecomunicações caiu 3,6% e Metalurgia e Produtos de Metal teve queda de 3,1%. O consumo total do país somou 73.669 MW médios, retração de 1,2%, enquanto o mercado regulado caiu 4,1%, para 43.099 MW médios. (Brasil Energia – 13.05.2026)

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Inadimplência no Mercado de Curto Prazo soma R$ 531,65 mi

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica liquidou R$ 4,31 bilhões no Mercado de Curto Prazo referentes ao mês de março de 2026, equivalente a 89% dos R$ 4,85 bilhões contabilizados. Os valores não pagos somaram R$ 531,65 milhões, dos quais 60% permanecem suspensos por força de decisão regulatória da Aneel relacionada ao Despacho nº 413/2026. Outros R$ 150,56 milhões concentram-se em um único agente que obteve decisão judicial para manutenção de registros contratuais e contabilização de operações no mercado. Segundo a CCEE, eventual reversão da liminar poderá gerar ajustes financeiros na liquidação de abril de 2026. O mercado também registrou parcelamentos somando R$ 221,15 mil no período. (CNN Brasil – 13.05.2026)

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Mercado livre enfrenta crise e consumidores ficam cautelosos

O mercado livre de energia vive um momento de maior cautela após a combinação de alta de preços, dificuldade de contratação de energia no longo prazo e crise de liquidez entre comercializadoras. Segundo dados da CCEE, as migrações para o ambiente livre caíram 36,5% no primeiro trimestre de 2026, passando de 7.603 para 4.827 consumidores. O cenário reduziu a economia obtida pelas empresas, que hoje varia entre 10% e 20% frente ao mercado cativo, abaixo dos descontos de até 35% observados há dois anos. Comercializadoras relatam consumidores mais atentos à solidez financeira dos fornecedores após casos de renegociação contratual e recuperação judicial de agentes. Apesar das dificuldades, o segmento segue representando cerca de 43% do consumo nacional de energia elétrica e mantém expectativa de expansão com a futura abertura para consumidores de baixa tensão prevista para 2027 e 2028. Especialistas avaliam que o setor passa por um processo de amadurecimento regulatório e concorrencial. (Valor Econômico - 14.05.2026)

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Artigo GESEL: “A guerra contra Irã e a eletrificação europeia”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ) e Vitor Santos (Professor Catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e pesquisador associado do Gesel-UFRJ) analisam os impactos da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre o mercado europeu de gás natural e os reflexos desse cenário para a eletrificação das economias da União Europeia. Os autores destacam que a escalada do conflito provocou forte aumento e elevada volatilidade dos preços do gás natural, pressionando os custos da eletricidade e ampliando riscos inflacionários. O texto evidencia que países com maior participação de fontes renováveis apresentaram maior resiliência energética, enquanto economias dependentes do gás importado sofreram impactos mais severos. A análise também compara o ritmo de eletrificação europeu ao avanço chinês e apresenta exemplos como Noruega e França, ressaltando políticas voltadas à descarbonização, segurança energética e expansão das energias limpas. Na conclusão, os autores defendem a eletrificação baseada em fontes renováveis como estratégia indispensável para reduzir a vulnerabilidade geopolítica e energética da Europa. Acesse o texto aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Marco Antônio S. C. Castello Branco: “Minerais críticos e a aprovação do PL 2780”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Marco Antônio S. C. Castello Branco (Engenheiro Metalurgista) analisa criticamente a aprovação do PL 2780/2024, que estabelece uma política nacional para minerais críticos e estratégicos no Brasil. O autor reconhece a relevância da iniciativa para fortalecer cadeias produtivas ligadas à transição energética e à agregação de valor mineral, mas alerta para os riscos institucionais do modelo aprovado pela Câmara dos Deputados. Segundo o texto, o projeto concentra excessivas atribuições no Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, criando possibilidade de lentidão decisória, sobreposição regulatória e disputas burocráticas. O artigo utiliza o caso de Angra 3 como exemplo de como estruturas colegiadas amplas podem gerar inércia administrativa e custos elevados ao Estado. Castello Branco argumenta que o Brasil precisa aproveitar rapidamente a disputa global por minerais estratégicos, evitando tornar-se apenas exportador de matérias-primas. Na conclusão, defende ajustes no Senado para garantir governança por resultados, prazos objetivos, transparência regulatória e maior equilíbrio entre coordenação estatal e eficiência decisória. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Pedro Dante e Roberta Arakaki: “Curtailment como nova normalidade: “soluções behind-the-meter” surgem como estratégia de mercado para os geradores de energia”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Pedro Dante (Sócio de Energia do escritório de advocacia Lefosse) e Roberta Arakaki (Advogada de Energia do escritório de advocacia Lefosse) analisam como o curtailment deixou de ser um evento pontual no setor elétrico brasileiro para se tornar uma condição estrutural, especialmente para empreendimentos renováveis. Os autores argumentam que a combinação entre expansão acelerada da geração, limitações da infraestrutura de transmissão e crescimento desigual da demanda criou um cenário recorrente de excedentes de energia. Nesse contexto, destacam o avanço das soluções behind-the-meter (BTM), nas quais cargas conectadas diretamente às usinas — como data centers e atividades de processamento intensivo de dados — passam a funcionar como estratégia econômica para absorver energia excedente e reduzir perdas financeiras. O artigo enfatiza que essas soluções não substituem o mercado tradicional, mas complementam sua dinâmica, exigindo modelagens contratuais, regulatórias e jurídicas sofisticadas. Os autores também ressaltam desafios relacionados ao enquadramento regulatório das cargas, à segregação de responsabilidades e à mitigação de riscos. Na conclusão, defendem que o setor elétrico precisa incorporar as soluções BTM de forma transparente e compatível com o arcabouço regulatório, reconhecendo o curtailment como uma nova realidade estrutural do sistema elétrico brasileiro. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Clarissa Lins: “Eletrificação: solução estrutural para a crise?”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Clarissa Lins (Economista e sócia fundadora da Catavento Consultoria) analisa os impactos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados globais de energia e discute a eletrificação como alternativa estrutural para reduzir a dependência de combustíveis fósseis sujeitos à instabilidade geopolítica. A autora argumenta que, diante da volatilidade do petróleo e da ameaça de escassez de derivados energéticos, os países precisam decidir entre apenas diversificar fornecedores fósseis ou promover uma transformação estrutural baseada em eletrificação sustentada por fontes renováveis. O texto destaca a experiência chinesa como principal exemplo dessa transição, enfatizando o avanço da geração renovável, da mobilidade elétrica, do armazenamento de energia e das redes inteligentes. Clarissa Lins ressalta que a China consolidou posição dominante nas cadeias globais de tecnologias de baixo carbono, tornando-se referência na chamada “era da eletricidade”. Ao mesmo tempo, alerta para os novos riscos associados à concentração tecnológica e industrial chinesa. Na conclusão, defende que a eletrificação representa solução relevante para fortalecer segurança energética, ampliar a geração doméstica e reduzir vulnerabilidades externas, desde que cada país desenvolva estratégias compatíveis com suas vantagens competitivas e construa sistemas energéticos mais resilientes e flexíveis. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “O Uso Múltiplo das Águas na Lei 15.269/2025”

Em artigo publicado pelo Brasil Energia, Jerson Kelman (professor aposentado da Coppe-UFRJ) trata da importância da Lei 15.269/2025 para a integração entre gestão hídrica, ambiental e energética no Brasil. O autor sustenta que, embora a norma ainda não constitua a reforma estrutural necessária ao setor elétrico, ela corrige distorções ao reconhecer a geração hidrelétrica como uso racional e sustentável dos recursos hídricos. Ele argumenta que a inclusão de obras de acumulação de água entre os objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos pode fortalecer a segurança hídrica e energética, sobretudo se articulada ao planejamento da EPE, ao uso de ferramentas como o modelo Hera e à identificação de projetos com maior capacidade de armazenamento. O texto também destaca a renovação de outorgas como oportunidade para exigir obras que ampliem a resiliência de sistemas interdependentes, como o Paraíba do Sul-Guandu. O artigo aonclui que a nova legislação pode substituir a lógica do veto por decisões cooperativas, baseadas no interesse público e na visão integrada da infraestrutura. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Jerson Kelman: “Há mercado para produtos que utilizem hidrogênio verde?”

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo, Jerson Kelman (ex-dirigente da Aneel) discute as perspectivas de mercado para produtos associados ao hidrogênio verde diante dos incentivos criados pelo Rehidro, programa federal voltado à produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono. O autor analisa o potencial brasileiro para exportação de hidrogênio verde e derivados, especialmente em setores industriais de difícil descarbonização, mas questiona a viabilidade econômica desses produtos em um cenário internacional ainda pouco disposto a pagar prêmios elevados por soluções sustentáveis. O texto destaca oportunidades na produção de fertilizantes verdes a partir de excedentes de energia renovável, ressaltando o exemplo de um projeto no Paraguai já respaldado por contratos de longo prazo. Kelman também examina as incertezas relacionadas à demanda internacional por aço verde e outros produtos de baixo carbono, diante das mudanças geopolíticas e das prioridades energéticas da Europa e da China. Na conclusão, adverte que o Brasil deve agir com cautela para evitar subsidiar cadeias produtivas voltadas à descarbonização externa sem garantia concreta de competitividade ou de mercado sustentável para os produtos baseados em hidrogênio verde. (GESEL-IE-UFRJ – 13.05.2026)

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Artigo de Ana Beatriz Sousa, Daniel do Valle e Rafael Janiques: “Aneel discute regras de indenização para concessões de transmissão com vencimento até 2042”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ana Beatriz Dias Sousa (advogada da área de energia e regulatório do ASBZ), Daniel H. Ribeiro do Valle e Rafael Janiques (sócios da área de energia e regulatório do ASBZ) analisam o debate regulatório conduzido pela Aneel sobre as regras de indenização aplicáveis às concessões de transmissão de energia elétrica com vencimento entre 2027 e 2042. Os autores destacam que a discussão possui impactos relevantes sobre segurança jurídica, modicidade tarifária, custo de capital e atração de investimentos para expansão da infraestrutura elétrica. O texto contextualiza a regulamentação introduzida pelo Decreto nº 11.314/2022, que estabeleceu a relicitação como regra geral para concessões vincendas, e examina os desdobramentos da Consulta Pública nº 043/2025, especialmente quanto ao tratamento dos ativos ainda não amortizados ou depreciados ao final dos contratos. Os autores questionam a interpretação restritiva defendida por representantes do governo e da Aneel, segundo a qual apenas investimentos decorrentes de reforços e melhorias seriam indenizáveis, argumentando que a legislação e pareceres anteriores da própria Procuradoria Federal junto à Aneel reconhecem o direito à indenização de ativos reversíveis remanescentes. Na conclusão, defendem que a regulamentação futura deve assegurar previsibilidade, equilíbrio econômico-financeiro e confiança regulatória, evitando insegurança jurídica capaz de comprometer novos investimentos no setor de transmissão. (GESEL-IE-UFRJ – 14.05.2026)

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Artigo de Carlos Augusto Tortoro Jr. e Thais Maria Leonel do Carmo: “BESS: regulação, mercado e meio ambiente”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Carlos Augusto Tortoro Jr. (Sócio do Tortoro, Madureira & Ragazzi Advogados e responsável pela área de energia elétrica) e Thais Maria Leonel do Carmo (Sócia do Tortoro, Madureira & Ragazzi Advogados e responsável pela área ambiental) analisam os desafios regulatórios, econômicos e ambientais associados à expansão dos sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) no setor elétrico brasileiro. Os autores destacam que a Consulta Pública nº 202/2025, conduzida pelo Ministério de Minas e Energia, consolidou o reconhecimento do BESS como ativo estratégico no Leilão de Reserva de Capacidade de 2026, introduzindo um modelo baseado na remuneração por capacidade disponível e sinais locacionais. Contudo, o texto alerta que persistem incertezas regulatórias relevantes, como o risco de dupla tarifação, a ausência de definição sobre empilhamento de receitas e lacunas nas regras de conexão e contratação do sistema, fatores que dificultam o acesso a capital e aumentam o custo dos projetos. O artigo também enfatiza os desafios ambientais ligados à gestão de resíduos, riscos de incêndio, logística reversa e insegurança jurídica decorrente das discussões sobre licenciamento ambiental no Supremo Tribunal Federal. Na conclusão, os autores defendem que a viabilidade dos projetos de BESS dependerá da capacidade de integrar regulação, governança ambiental e estruturação financeira em um ambiente institucional mais previsível, capaz de alinhar incentivos e garantir segurança aos investidores. (GESEL-IE-UFRJ – 14.05.2026)

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Artigo de Gustavo Pimenta: “O futuro da mineração começa com responsabilidade”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Gustavo Pimenta (Presidente da Vale) defende que a mineração do século XXI deve ser orientada pela responsabilidade socioambiental, pela segurança e pela geração de valor compartilhado. O autor sustenta que a expansão da demanda mundial por minerais críticos, impulsionada pela transição energética e pela descarbonização, exige uma transformação estrutural do setor, conciliando crescimento econômico, preservação ambiental e inclusão social. O texto destaca que sustentabilidade deixou de ser um compromisso genérico e passou a integrar decisões estratégicas e operacionais. Pimenta enfatiza a necessidade de reduzir impactos ambientais, adotar tecnologias mais seguras e fortalecer a governança na gestão de rejeitos, mencionando iniciativas da Vale, como a eliminação de barragens a montante e programas de mineração circular. O artigo também ressalta o papel da inovação, da digitalização e da economia circular na redefinição da atividade mineral, além de apontar o potencial estratégico do Brasil diante da crescente disputa global por minerais críticos. Por fim, argumenta que o futuro da mineração dependerá da capacidade de produzir riqueza com segurança, confiança social e compromisso sustentável de longo prazo. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2026)

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Artigo de Pietro Erber: “Remuneração do armazenamento de energia”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Pietro Erber (membro do INEE) analisa os desafios decorrentes da crescente participação das fontes solar e eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em razão da intermitência dessas fontes e do fenômeno do curtailment. O autor argumenta que o armazenamento de energia, sobretudo por baterias e usinas hidrelétricas reversíveis, constitui a solução mais adequada para absorver excedentes de geração e suprir a demanda nos horários de ponta. Entretanto, destaca que ainda falta regulamentação clara sobre remuneração, operação e responsabilidade pelos investimentos nesses sistemas. O texto diferencia o armazenamento voltado à substituição de investimentos em transmissão daquele destinado a reduzir desperdícios de energia renovável. Também critica o modelo atual de contratação da energia intermitente, cujos custos sistêmicos são socializados, defendendo que geradores eólicos e solares assumam os custos relacionados à flexibilidade e segurança exigidas pelo sistema elétrico. Por fim, sustenta que a associação dos custos de armazenamento à geração intermitente é condição necessária para garantir a expansão sustentável dessas fontes renováveis. (GESEL-IE-UFRJ – 15.05.2026)

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Artigo GESEL: “A guerra contra Irã e a eletrificação europeia”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor do Instituto de Economia da UFRJ e Coordenador-Geral do Grupo de Estudos do Setor Elétrico – Gesel-UFRJ) e Vitor Santos (Professor Catedrático do ISEG – Instituto de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e pesquisador associado do Gesel-UFRJ) analisam os impactos da guerra promovida por Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre o mercado europeu de gás natural e os reflexos desse cenário para a eletrificação das economias da União Europeia. Os autores destacam que a escalada do conflito provocou forte aumento e elevada volatilidade dos preços do gás natural, pressionando os custos da eletricidade e ampliando riscos inflacionários. O texto evidencia que países com maior participação de fontes renováveis apresentaram maior resiliência energética, enquanto economias dependentes do gás importado sofreram impactos mais severos. A análise também compara o ritmo de eletrificação europeu ao avanço chinês e apresenta exemplos como Noruega e França, ressaltando políticas voltadas à descarbonização, segurança energética e expansão das energias limpas. Na conclusão, os autores defendem a eletrificação baseada em fontes renováveis como estratégia indispensável para reduzir a vulnerabilidade geopolítica e energética da Europa. (GESEL-IE-UFRJ – 11.05.2026)

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Artigo de Pietro Erber: “Remuneração do armazenamento de energia”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Pietro Erber (membro do INEE) analisa os desafios decorrentes da crescente participação das fontes solar e eólica no Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em razão da intermitência dessas fontes e do fenômeno do curtailment. O autor argumenta que o armazenamento de energia, sobretudo por baterias e usinas hidrelétricas reversíveis, constitui a solução mais adequada para absorver excedentes de geração e suprir a demanda nos horários de ponta. Entretanto, destaca que ainda falta regulamentação clara sobre remuneração, operação e responsabilidade pelos investimentos nesses sistemas. O texto diferencia o armazenamento voltado à substituição de investimentos em transmissão daquele destinado a reduzir desperdícios de energia renovável. Também critica o modelo atual de contratação da energia intermitente, cujos custos sistêmicos são socializados, defendendo que geradores eólicos e solares assumam os custos relacionados à flexibilidade e segurança exigidas pelo sistema elétrico. Por fim, sustenta que a associação dos custos de armazenamento à geração intermitente é condição necessária para garantir a expansão sustentável dessas fontes renováveis. (Valor Econômico – 14.05.2026)

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