ESCONDER ÍNDICE
IFE
16/03/2026

Data Center 20

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
16/03/2026

IFE nº 20

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

Ver índice

Data Center 20

Tendências de Mercado

Curso GESEL "Oportunidades e Impactos dos Data Centers no SEB" - Gesel

O curso analisa o papel estratégico dos data centers no contexto do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), abordando sua relevância econômica, o uso da eletricidade como insumo essencial, cenários de expansão e impactos sobre a demanda elétrica. A programação inclui estudos de casos internacionais, com foco nos EUA, União Europeia e China, e debates sobre tendências de mercado, investimentos, políticas públicas e regulação, com destaque para o REDATA e a MP das ZPEs. Com início previsto para 16 de março de 2026, o curso será oferecido em formato online, com aulas síncronas às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h, totalizando 12 horas (6 aulas). Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/1jm78Jr4n8RxUQHC6 . (GESEL-IE-UFRJ – 16.03.2026)


Link Externo

Brasil: Expansão de data centers de IA pressiona energia, água e regulação

O Brasil passou a atrair projetos concretos de data centers voltados à inteligência artificial e busca se consolidar como principal polo latino-americano dessa infraestrutura, hoje estimada em 204 unidades em operação no país, embora nenhuma originalmente desenhada para IA. Entre os anúncios estão o complexo da RT-One em Maringá, com 400 mil m² e investimento de R$ 6 bilhões, além de planos em Uberlândia; o Rio AI City, da Elea, com potência inicial de 1.500 MW, podendo chegar a 3.200 MW; e o Scala AI City, no Rio Grande do Sul, com 1.800 MW iniciais e meta de 5.000 MW até 2033. O avanço reforça a demanda por capacidade de armazenamento e processamento de dados, mas acende alertas sobre consumo intensivo de energia e água, especialmente para resfriamento. O debate inclui exigências ambientais, uso de fontes renováveis e o Redata, regime que concede incentivos fiscais atrelados a metas de eficiência hídrica e energética. (Seu Dinheiro – 12.03.2026)

Link Externo

Irã: Ameaça a infraestrutura tecnológica amplia risco para data centers no Golfo

O Irã ampliou a pressão sobre o setor de tecnologia dos Estados Unidos ao prometer atacar empresas instaladas no Golfo Pérsico e ao divulgar uma lista de escritórios e infraestruturas de grupos como Google, Microsoft, Palantir, IBM, Nvidia e Oracle. Segundo a Al Jazeera, os alvos incluem serviços em nuvem e outras instalações em cidades israelenses e em países do Golfo. A credibilidade da ameaça ganhou força após ataques atribuídos ao Irã a dois data centers da AWS, em Dubai e no Bahrein, com impactos diretos e indiretos sobre a operação local. Em resposta, a AWS classificou o ambiente operacional no Oriente Médio como imprevisível e recomendou a migração de cargas de trabalho para outras regiões. O episódio expõe a vulnerabilidade de ativos de armazenamento e processamento digital em uma região que concentra aproximadamente 326 data centers, com maior presença em Israel, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. (Baguete – 12.03.2026)

Link Externo

Brasil: Expansão de data centers expõe gargalos energéticos e regulatórios

O crescimento acelerado da infraestrutura de data centers no Brasil revelou limitações importantes na rede elétrica, na regulação e na infraestrutura de transmissão. Apesar de vantagens estruturais como matriz energética majoritariamente renovável, com 55% de hidrelétricas, 14,1% de eólicas e 9,3% de solar, o setor enfrenta desafios para garantir energia firme e contínua para operações críticas. O Plano Decenal de Expansão de Energia estima que apenas São Paulo, Rio Grande do Sul e Ceará poderão demandar até 2,5 gigawatts adicionais até 2037 devido à expansão de data centers. Especialistas apontam o armazenamento de energia por baterias como solução essencial para garantir estabilidade ao sistema, embora a regulamentação específica ainda esteja em desenvolvimento na Aneel. Também há debates tributários sobre o regime Redata, que pode reduzir custos de implantação de equipamentos importados utilizados na construção dessas instalações. (Agência Eixos - 11.03.2026)

Link Externo

Irã: Conflito eleva risco de custos energéticos para data centers e infraestrutura digital

O conflito envolvendo o Irã passou a pressionar o setor energético e, de forma indireta, a economia dos data centers, sobretudo pela incerteza em torno da segurança no Estreito de Ormuz. Em entrevista ao The Verge reproduzida pelo Olhar Digital, Reed Blakemore, do Atlantic Council, afirmou que a principal variável é a interrupção prática do tráfego na rota, o que elevou a percepção de risco e levou o barril a superar US$ 100 e se aproximar de US$ 120. Nos Estados Unidos, o impacto mais imediato recai sobre o petróleo, enquanto o gás natural e a eletricidade tenderiam a reagir em horizonte de meses, à medida que exportadores de GNL busquem arbitragem externa. Para os data centers, o efeito não deve inviabilizar a compra de energia no curto prazo, mas pode agravar o debate sobre acessibilidade tarifária e ampliar o desgaste social em torno da expansão de instalações intensivas em carga elétrica. (Olhar Digital – 11.03.2026)

Link Externo

América Latina: 247 Data Centers discute estratégia regional para nuvem e IA

Em entrevista ao DCD>Studio, o CEO da 247 Data Centers, Rafael Garrido, detalhou a estratégia da empresa para expandir sua presença na América Latina diante do crescimento da computação em nuvem e da inteligência artificial. O executivo destacou que a demanda por infraestrutura digital cresce rapidamente na região, impulsionada por serviços digitais, plataformas de conteúdo e aplicações de IA. Segundo Garrido, operadores de data centers precisam equilibrar expansão de capacidade com eficiência energética e integração à infraestrutura elétrica local. A discussão também abordou a necessidade de maior coordenação entre governos, operadores e provedores de tecnologia para garantir energia confiável, conectividade internacional e modelos regulatórios adequados. O executivo ressaltou que a região apresenta potencial significativo de crescimento, especialmente em mercados emergentes que buscam desenvolver hubs digitais capazes de atrair investimentos globais. (Data Center Dynamics - 10.03.2026)

Link Externo

Brasil: projetos de data centers no Ceará podem exigir reforço da oferta de energia

O avanço dos projetos de data centers no Ceará pode demandar uma expansão relevante da infraestrutura elétrica estadual, segundo avaliação do governador Elmano de Freitas durante a abertura da Feira da Indústria da Fiec, em Fortaleza. De acordo com o governador, um único empreendimento em estudo no estado poderá consumir cerca de 1 gigawatt, volume próximo da carga atual de todo o Ceará, estimada em aproximadamente 1,5 gigawatt. A declaração reforça o peso do armazenamento e processamento massivo de dados na reorganização do sistema elétrico regional, ainda que o país hoje conviva com excesso de oferta e cortes de geração renovável no Nordeste determinados pelo ONS para preservar a estabilidade do sistema. Para Elmano, os data centers representam uma oportunidade de exportação de serviços e atração de investimentos, mas exigem novos aportes em geração e infraestrutura energética para sustentar atividades intensivas em consumo elétrico sem comprometer o equilíbrio industrial e operacional do estado. (CNN – 09.03.2026)

Link Externo

Espanha: MWC 2026 destaca monetização de IA, 5G e infraestrutura digital voltada ao mercado corporativo

O MWC Barcelona 2026 evidenciou uma mudança de foco no setor de telecomunicações, com a discussão migrando de tecnologias futuras para aplicações capazes de gerar retorno econômico imediato, segundo avaliação de executivos e analistas presentes no evento. A inteligência artificial dominou o debate ao aparecer integrada a soluções operacionais concretas, voltadas à automação de redes, suporte à decisão e gestão de serviços. A estratégia das operadoras passou a priorizar upgrades incrementais capazes de reduzir custos e aumentar eficiência sem exigir renovação completa da infraestrutura. Outro eixo central foi a crescente importância do mercado B2B, com ofertas que combinam conectividade, processamento de dados, automação e serviços digitais para setores como indústria, agro, mineração e governo. O evento também trouxe discussões sobre governança de IA, segurança cibernética e confiabilidade das redes, além de destacar o avanço da infraestrutura 5G no Brasil, que já apresenta evolução relevante frente a diversos mercados europeus. (Telesintese – 09.03.2026)

Link Externo

Oriente Médio: Conflito regional ameaça planos bilionários de infraestrutura de IA

O agravamento do conflito no Oriente Médio colocou em risco a estratégia de países como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar e Bahrein de se tornarem polos globais de inteligência artificial. A região vinha atraindo trilhões de dólares em investimentos em data centers e infraestrutura de computação, mas ataques recentes a instalações da Amazon nos Emirados Árabes e no Bahrein expuseram a vulnerabilidade desses ativos. Analistas alertam que grandes centros de dados podem se tornar alvos estratégicos em cenários de guerra, além de existirem riscos adicionais associados à infraestrutura de cabos submarinos no Mar Vermelho e no estreito de Ormuz. Apesar das incertezas, os países do Golfo continuam apostando na diversificação econômica baseada em tecnologia e energia barata. Especialistas apontam que a instabilidade geopolítica pode abrir oportunidades para países considerados mais seguros, como o Brasil, na corrida global por infraestrutura de IA. (O Globo - 08.03.2026)

Link Externo

EUA: Projeção de capex do Google para data centers supera US$ 1 tri

O Google indicou que sua expansão de infraestrutura para inteligência artificial poderá alcançar cifras superiores a US$ 1 trilhão em um horizonte de longo prazo, a partir de um capex estimado entre US$ 175 bilhões e US$ 185 bilhões já em 2026. Em entrevista à Forbes, o novo chief technologist de infraestrutura de IA, Amin Vahdat, afirmou que a companhia está investindo “nos níveis mais altos”, embora sem assumir compromisso formal para a década. A estratégia combina compra de chips e equipamentos, construção de novos data centers, contratação antecipada de energia e ampliação do uso comercial das TPUs, hoje disputadas por clientes como Anthropic e potencialmente Meta. Com receita anual acima de US$ 400 bilhões, a Alphabet entra na corrida por infraestrutura com capacidade financeira muito superior à de rivais como OpenAI. O executivo destacou ainda que o desafio não é apenas escalar, mas tornar os data centers mais modulares, repetíveis e rápidos de implantar globalmente. (Forbes– 06.03.2026)

Link Externo

Brasil: Softex aponta “inteligência conectada” como base da competitividade digital

Estudo do Observatório Softex apresentado no Mobile World Congress defende que a competitividade digital das nações dependerá da transição da simples conectividade para um modelo de “inteligência conectada”, que integra infraestrutura digital, dados e inteligência artificial em sistemas capazes de gerar valor estratégico. O artigo sustenta que países que tratam infraestrutura digital como política de Estado conseguem desenvolver ecossistemas mais resilientes e reduzir dependências tecnológicas. A análise também relaciona competitividade digital a soberania e segurança nacional, destacando tensões geopolíticas ligadas a cadeias de suprimentos e dados sensíveis. Para economias emergentes, o risco não é apenas ficar sem conectividade, mas sofrer “exclusão da inteligência”. Entre os fatores críticos apontados estão investimentos coordenados, formação de talentos especializados, governança regulatória consistente e cooperação entre governos, operadoras, universidades e empresas de tecnologia. (Telesintese - 05.03.2026)

Link Externo

Espanha: Oracle propõe transformar operadoras em “fábricas de IA” com infraestrutura distribuída

Durante o MWC 2026, em Barcelona, a Oracle apresentou a estratégia “IA Muda Tudo para a Operadora Autônoma”, defendendo que empresas de telecomunicações evoluam para “fábricas de IA”, combinando inteligência artificial, nuvem distribuída e automação para modernizar operações e criar novos serviços empresariais. A proposta responde ao crescimento contínuo do tráfego de dados, ao aumento das exigências regulatórias e à demanda corporativa por soluções digitais. A arquitetura sugerida envolve processamento distribuído entre ambientes on-premises e edge, com baixa latência, isolamento de cargas de trabalho e maior segurança. A empresa estruturou a oferta em quatro módulos: gestão autônoma de operações com análise de causa raiz e gêmeos digitais; experiência do cliente automatizada por IA; comunicações corporativas habilitadas por IA em ambientes UCaaS e CCaaS; e soluções industriais conectadas a nuvem e edge para setores críticos. Segundo a companhia, até 2028 a autonomia operacional baseada em IA deverá se tornar elemento central na estratégia das operadoras globais. (Telesintese – 05.03.2026)

Link Externo

América Latina: BID alerta para janela histórica de expansão de data centers na região

Relatório estratégico do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aponta que a saturação dos principais hubs globais de data centers, como Virgínia do Norte, Frankfurt, Amsterdã, Cingapura e Pequim, está levando operadores a buscar novos destinos, criando uma oportunidade relevante para a América Latina e o Caribe. O estudo identifica São Paulo, Santiago, Querétaro e Bogotá como polos consolidados e cita um pipeline bilionário de investimentos, incluindo US$ 7 bilhões previstos no México até 2027 e um projeto de US$ 850 milhões da Google no Uruguai. A crescente demanda impulsionada por nuvem, dispositivos conectados e inteligência artificial elevou o consumo elétrico do setor para cerca de 460 TWh em 2022, com expectativa de duplicação até 2026. No entanto, o BID alerta que a região precisa avançar em disponibilidade de energia sustentável, marcos regulatórios ágeis, formação de talentos e infraestrutura digital para não perder espaço na economia global de dados. (Data Center Dynamics - 03.03.2026)

Link Externo

América Latina: Mineração e data centers impulsionam crescimento da demanda elétrica até 2027

A demanda por eletricidade na América Latina deve crescer cerca de 2,8% até o início de 2027, segundo estudo da Moody’s, impulsionada principalmente pela expansão da mineração no Chile e no Peru e pelo avanço de investimentos em data centers no Chile, Brasil, México e Argentina. O aumento dessas cargas intensivas de energia ocorre em paralelo ao crescimento do consumo industrial, à eletrificação do transporte e ao uso mais disseminado de ar-condicionado. A agência também aponta que a redução das taxas de juros tende a melhorar o acesso das empresas de infraestrutura aos mercados de dívida e facilitar a cobertura de juros. No entanto, o ambiente político permanece como fator de incerteza. A Moody’s observa que eleições em países da região podem influenciar o ritmo de investimentos e projetos energéticos. O novo governo chileno tende a priorizar crescimento econômico e infraestrutura, enquanto a continuidade de fusões e aquisições no Peru sugere percepção de risco político limitado por investidores internacionais. (Agência Eixos – 02.03.2026)

Link Externo

EUA: Anthropic rejeita proposta final do Pentágono sobre uso militar do Claude

A Anthropic afirmou que a proposta final enviada pelo Pentágono não trouxe avanço relevante nas negociações sobre limites de uso do modelo Claude em ambientes classificados. Segundo a empresa, a nova redação preservaria brechas jurídicas que poderiam permitir, na prática, o emprego do sistema em vigilância em massa de cidadãos americanos e em armamentos totalmente autônomos, pontos que a companhia considera inaceitáveis. O impasse ganhou urgência porque o governo estabeleceu prazo até 17h01 de sexta-feira para que a Anthropic aceitasse a cláusula de uso para “todos os fins legais” ou enfrentasse possíveis sanções. Mesmo declarando que não abandonará a mesa de negociação, a empresa indicou que a ruptura estava próxima. O embate ocorre enquanto o Pentágono avalia classificar a companhia como risco para a cadeia de suprimentos e até usar a Defense Production Act para compelir a oferta do Claude sem restrições contratuais. (Axios– 26.02.2026)

Link Externo

Expansão e Investimentos

EUA: Envirotech encomenda infraestrutura modular data center no Texas

A Envirotech encomendou à Azio AI cerca de 3 MW em equipamentos modulares de infraestrutura digital para seu projeto piloto de data center integrado à energia no sul do Texas, em uma iniciativa voltada à avaliação de computação de alta densidade com refrigeração líquida e operação adjacente à fonte energética. O pedido foi viabilizado após uma emissão inicial de debêntures de US$ 4,0 milhões, que gerou US$ 3,8 milhões brutos após taxas, enquanto uma segunda parcela de US$ 7,0 milhões depende do registro junto à SEC. A infraestrutura já iniciou um comissionamento em fases, com parte do primeiro sistema modular energizada em ambiente controlado, em processo estimado em duas semanas. O projeto utilizará computação baseada em ASIC em contêineres modulares e gás de poço no próprio local, com intenção futura de avaliar aplicações adicionais, como HPC e IA, conforme viabilidade técnica, mercado e disponibilidade de capital. (Investing – 12.03.2026)

Link Externo

Brasil: Casa dos Ventos usará data center de mineração para absorver energia excedente no Nordeste

A Casa dos Ventos vai instalar um data center de mineração de criptomoedas em uma de suas usinas no Nordeste para consumir energia excedente e reduzir as perdas provocadas pelos cortes de geração, conhecidos como curtailment. O projeto será financiado por uma empresa parceira responsável pelos equipamentos e começará em uma usina ainda não revelada, com comissionamento previsto entre julho e agosto. Segundo a companhia, a solução poderá cortar em até 50% o prejuízo causado pela limitação de despacho e ainda abrir espaço para a futura instalação de um data center de maior porte. A lógica operacional é usar uma unidade consumidora vizinha ao parque para absorver a energia que seria desperdiçada quando houver excesso de oferta. A iniciativa surge em um contexto em que o setor renovável acumulou prejuízo superior a R$ 6,5 bilhões em 2025, enquanto o Ceará desperdiçou quase 3,3 milhões de MWh em quatro anos. (Diário do Nordeste – 11.03.2026)

Link Externo

Países Baixos: Nvidia investe US$ 2 bilhões na neocloud Nebius

A Nvidia anunciou investimento de US$ 2 bilhões na empresa de computação em nuvem Nebius, sediada em Amsterdã, para ampliar a capacidade global de infraestrutura voltada à inteligência artificial. O aporte permitirá que a companhia implante mais de 5 gigawatts de capacidade computacional até 2030. A Nebius, originada das operações internacionais da Yandex, integra o grupo de chamadas “neoclouds”, empresas que oferecem infraestrutura especializada para treinamento e operação de modelos de IA. A companhia projeta alcançar entre 800 megawatts e 1 gigawatt de energia conectada até o final de 2026, com mais de 3 gigawatts já contratados. A Nvidia tem ampliado investimentos em operadoras de nuvem para garantir demanda futura para seus chips de IA e diversificar sua base de clientes. A estratégia inclui participações em empresas como CoreWeave e contratos bilionários com grandes provedores de tecnologia. (Valor Econômico - 11.03.2026)

Link Externo

México: KIO inicia construção de novo data center de 4 MW na Cidade do México

A operadora KIO Data Centers iniciou as obras do KIO MEX8, nova instalação localizada na Cidade do México com capacidade prevista de 4 megawatts. O projeto integra a estratégia de expansão regional da empresa e busca reforçar a infraestrutura digital em um dos principais mercados tecnológicos da América Latina. Desenvolvido segundo padrões internacionais de eficiência energética e confiabilidade operacional, o data center pretende ampliar a capacidade de colocation e nuvem disponível para empresas de tecnologia e plataformas digitais na capital mexicana. O lançamento contou com a participação da secretária de Desenvolvimento Econômico da cidade, Manola Zabalza Aldama, indicando o interesse do governo local em atrair investimentos em infraestrutura digital. A nova instalação se soma a outros projetos da empresa na região, consolidando a presença da KIO na corrida pela modernização dos data centers latino-americanos. (Data Center Dynamics - 10.03.2026)

Link Externo

Espanha: Amazon amplia investimento para € 33,7 bi em infraestrutura de data centers

A Amazon anunciou durante o MWC26 Barcelona que elevará para € 33,7 bilhões o investimento total planejado na Espanha para expandir sua infraestrutura de data centers, acrescentando € 18 bilhões aos € 15,7 bilhões divulgados em 2024. O aporte, concentrado na região da AWS em Aragão, deverá contribuir com € 31,7 bilhões ao PIB espanhol até 2035 e sustentar cerca de 29.900 empregos em tempo integral por ano, dos quais 6.700 ligados diretamente ao investimento da companhia. A empresa também planeja criar instalações de cadeia de suprimentos para suas operações de data center, incluindo fábrica de servidores, centro logístico e unidade de reparo de servidores de IA e machine learning, com potencial de gerar mais 1.800 empregos em Aragão. A expansão será apoiada por energia 100% renovável, investimentos em projetos solares e eólicos e € 30 milhões em programas comunitários até 2035, combinando infraestrutura digital, IA, nuvem, água e desenvolvimento regional. (TI Inside– 09.03.2026)

Link Externo

EUA: Meta pode assumir expansão de megadata center de IA no Texas

A Oracle e a OpenAI abandonaram os planos de expansão do campus de data centers de inteligência artificial em Abilene, Texas, abrindo espaço para que a Meta Platforms avalie arrendar parte da infraestrutura. O complexo, desenvolvido pela Crusoe e associado ao Projeto Stargate, tem capacidade projetada para cerca de 2 gigawatts e utiliza chips de IA da Nvidia. As negociações entre as empresas enfrentaram dificuldades relacionadas ao financiamento e às constantes revisões das previsões de demanda da OpenAI. Apesar da mudança, a construção das instalações já iniciadas continua avançando. A Nvidia participou das discussões para garantir que seus semicondutores permaneçam no projeto e chegou a pagar um depósito de US$ 150 milhões à desenvolvedora Crusoe para apoiar a continuidade da expansão. O acordo original previa a construção de até 4,5 gigawatts de capacidade adicional de data centers para IA nos Estados Unidos. (O Globo - 08.03.2026)

Link Externo

EUA: Oracle e OpenAI recuam de expansão de data center no Texas

A Oracle e a OpenAI desistiram de expandir o complexo de data centers de inteligência artificial localizado em Abilene, Texas, segundo fontes próximas ao projeto. O local abriga oito edifícios instalados em uma área de 1.100 acres e constitui a primeira etapa do Projeto Stargate, iniciativa que reúne OpenAI, Oracle, SoftBank e o governo americano para construir infraestrutura de IA em larga escala. Apesar da desistência da expansão local, o acordo firmado em 2025 para desenvolver até 4,5 gigawatts de capacidade adicional continua válido para outras localidades. O complexo atual segue em construção e deve ser concluído dentro do cronograma. A notícia ocorre em meio a especulações de que a Meta Platforms estaria avaliando ocupar parte da capacidade planejada originalmente para o projeto. Após a divulgação, as ações da Oracle registraram queda de cerca de 1,1% no pregão. (Valor Econômico - 06.03.2026)

Link Externo

Brasil: Axia inaugura primeira neocloud da América Latina para cargas intensivas de IA

A Axia Energia inaugurou no Rio de Janeiro a primeira neocloud da América Latina, infraestrutura de computação baseada em clusters de GPUs dedicada a cargas intensivas de inteligência artificial, modelagem numérica e computação científica de alto desempenho. Desenvolvida em parceria com o Cepel, a estrutura conta inicialmente com 32 GPUs NVIDIA H200, com plano de expansão para 96 unidades até o final de março, capacidade equivalente ao processamento de aproximadamente 10 mil a 15 mil notebooks pessoais. A iniciativa busca ampliar a disponibilidade de infraestrutura computacional no Brasil, historicamente limitada, permitindo treinamento e refinamento de modelos de IA complexos para universidades, startups e instituições de pesquisa. O projeto também integra esforços para transformar o Rio de Janeiro em um hub latino-americano de data centers e inteligência artificial por meio do programa Rio AI City. A empresa destaca ainda que a operação permitirá estudar o gerenciamento energético de chips altamente intensivos em eletricidade, antecipando o crescimento dessas cargas digitais no setor elétrico. (Agência CanalEnergia – 04 de março de 2026)

Link Externo

Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: Angola Cables avalia usar rede estadual para ampliar conectividade de data centers

A Angola Cables negocia o uso do backbone de fibra óptica do Cinturão Digital do Ceará para expandir sua rede de conectividade em Fortaleza e integrar áreas estratégicas da região, incluindo a Zona de Processamento de Exportação do Pecém. A infraestrutura pública, administrada pela Etice, conecta órgãos governamentais e municípios e pode ser utilizada em parcerias com operadores privados. A operadora busca ampliar a capilaridade da rede local e fortalecer a integração com cabos submarinos e data centers presentes na capital cearense. A empresa mantém na cidade o AngoNAP Fortaleza Data Center, inaugurado em 2018, que funciona como ponto de interconexão entre provedores de conteúdo, operadoras e sistemas internacionais de cabos. Entre eles estão o SACS, que liga Fortaleza a Luanda, e o Monet, que conecta o Brasil aos Estados Unidos. (Telesintese - 12.03.2026)

Link Externo

Brasil: Aneel assegura conexão elétrica para data center do TikTok no Ceará

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou medida cautelar garantindo à Casa dos Ventos acesso à infraestrutura de transmissão necessária para viabilizar o projeto de data center desenvolvido com a ByteDance, controladora do TikTok, no complexo industrial do Pecém, no Ceará. O empreendimento, estimado em cerca de R$ 200 bilhões, deverá iniciar operações em 2027 e será o primeiro data center da empresa na América Latina. A empresa possuía contrato de uso da rede de transmissão até 2028, mas mudanças regulatórias que introduziram o modelo de “temporadas de acesso” geraram risco de perda de prioridade na fila de conexão. A decisão da Aneel determina que o Operador Nacional do Sistema Elétrico mantenha a reserva de capacidade necessária até 2030, evitando que novos projetos ultrapassem a solicitação original. A medida permanece válida enquanto o processo regulatório definitivo é analisado pela agência. (Data Center Dynamics - 11.03.2026)

Link Externo

Brasil: Aneel garante acesso à transmissão para data center do TikTok

A Agência Nacional de Energia Elétrica concedeu medida cautelar à Casa dos Ventos que assegura acesso à rede de transmissão para um projeto de data center no complexo industrial do Pecém, no Ceará, desenvolvido em parceria com a ByteDance, controladora do TikTok, e a Omnia, do grupo Pátria Investimentos. O empreendimento prevê investimento total de cerca de R$ 200 bilhões e início de operação em 2027. A empresa possuía contrato de uso do sistema de transmissão até 2028, mas mudanças regulatórias introduzidas pelo governo no modelo de “temporadas de acesso” criaram risco de perda de prioridade na fila de conexão. A cautelar determina ao Operador Nacional do Sistema Elétrico preservar a reserva de capacidade necessária até 2030, evitando que novos projetos avancem na ordem cronológica. A decisão permanecerá válida até a conclusão de processo regulatório em análise na agência. (Valor Econômico - 10.03.2026)

Link Externo

Brasil: TelComp alerta para insegurança regulatória na expansão de data centers

A associação TelComp avalia que a indefinição regulatória em torno do regime ReData e a falta de solução para o compartilhamento de postes podem prejudicar a atração de investimentos em infraestrutura digital no Brasil. Segundo o presidente da entidade, Luiz Henrique Barbosa, o país desperta interesse de grandes empresas globais, mas enfrenta incertezas legislativas que comprometem decisões de investimento em data centers. Paralelamente, a disputa com distribuidoras de energia sobre preços de uso de postes levou a associação a ampliar sua atuação judicial. A TelComp afirma ter identificado mais de 700 processos relacionados ao tema, envolvendo divergências sobre valores de referência e natureza contratual. A entidade considera que, mesmo com novas resoluções regulatórias, o problema pode persistir. O debate sobre infraestrutura digital, segundo a associação, deve integrar conectividade, cabos submarinos, energia e segurança jurídica. (Telesintese - 10.03.2026)

Link Externo

Brasil: Ministério das Comunicações defende soberania digital em debate europeu

O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Hermano Tercius, apresentou no Parlamento Europeu a estratégia brasileira para fortalecer a soberania digital, baseada em investimentos em conectividade, cabos submarinos e data centers. Segundo o governo, a agenda está estruturada em três pilares: o Plano Nacional de Inclusão Digital (PNID), a Política Nacional de Data Centers e a Política Nacional de Cabos Submarinos. A proposta busca ampliar a capacidade nacional de processamento e armazenamento de dados estratégicos, diversificar rotas de tráfego internacional e criar infraestrutura necessária para o desenvolvimento de inteligência artificial no país. Tercius argumentou que a infraestrutura digital é condição essencial para inclusão social, inovação e competitividade econômica. O governo também defende cooperação tecnológica com a União Europeia baseada em valores democráticos e em uma transformação digital que combine inovação, desenvolvimento humano e acesso às oportunidades. (Telesintese - 06.03.2026)

Link Externo

EUA: Governo lança compromisso para blindar consumidores do custo dos data centers

Os Estados Unidos anunciaram o chamado Ratepayer Protection Pledge, iniciativa destinada a evitar que a rápida expansão de data centers e infraestrutura de IA eleve a conta de luz das famílias. Pela nova política, empresas de tecnologia com operações de grande escala passam a assumir a responsabilidade integral pelos custos adicionais de energia e de infraestrutura elétrica exigidos por seus empreendimentos. Isso inclui financiar nova geração, reforçar redes de entrega de eletricidade e negociar tarifas específicas com utilities e autoridades estaduais. O governo argumenta que os data centers são essenciais para a competitividade econômica, a computação em nuvem e a liderança americana em inteligência artificial, mas reconhece o risco de pressão crescente sobre o sistema elétrico e sobre as tarifas residenciais. Sete grandes companhias já aderiram formalmente ao compromisso. A medida busca conciliar expansão doméstica de IA, resiliência da rede e proteção do consumidor diante do aumento estrutural da demanda elétrica. (Dig Watch– 05.03.2026)

Link Externo

Global: ONU cria painel científico com 40 especialistas para avaliar riscos da IA

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instalou um novo painel científico internacional independente com 40 especialistas para avaliar os impactos da inteligência artificial sobre economias, sociedades, direitos humanos, segurança e desenvolvimento sustentável. A iniciativa busca reduzir o “gap de conhecimento” em IA e oferecer análises baseadas em ciência, sem subordinação a governos, empresas ou à própria ONU. Durante a reunião inaugural, Guterres afirmou que nenhuma empresa, país ou campo de pesquisa consegue sozinho enxergar o quadro completo de uma tecnologia que avança em “velocidade relâmpago”. O secretário-geral também advertiu que o mundo está em corrida contra o tempo, num contexto de aceleração tecnológica, tensões geopolíticas e conflitos armados. O grupo dará continuidade ao trabalho já iniciado por estruturas consultivas anteriores da ONU, mas com foco em produzir entendimento compartilhado e internacionalmente comparável sobre a IA, para apoiar decisões públicas com maior clareza, equilíbrio e responsabilidade. (Dig Watch– 05.03.2026)

Link Externo

Brasil: Hiato regulatório do Redata pode adiar investimentos em data centers

A perda de validade da Medida Provisória 1.318, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), pode gerar um hiato regulatório capaz de adiar investimentos em infraestrutura digital no Brasil, segundo executivos do setor. Embora o conteúdo da medida tenha sido incorporado ao Projeto de Lei nº 278/2026, aprovado pela Câmara, a proposta ainda não foi votada pelo Senado após a caducidade da MP em 25 de fevereiro. O principal obstáculo está nas regras da Lei de Responsabilidade Fiscal e da legislação eleitoral, que restringem a criação ou ampliação de benefícios tributários em ano eleitoral. O programa prevê renúncia fiscal estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e cerca de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Empresas afirmam que a incerteza jurídica já levou ao represamento de investimentos e ao risco de projetos migrarem para outros países. O debate também envolve a matriz energética que abastecerá data centers, com pressões para incluir gás natural e nuclear além de fontes renováveis. (MegaWhat Energy – 27.02.2026)

Link Externo

Oferta de Energia Elétrica

EUA: Google compra desenvolvedora de energia por US$ 4,75 bi

A Alphabet, controladora do Google, concluiu a aquisição da desenvolvedora de energia renovável Intersect por US$ 4,75 bilhões, em uma estratégia para garantir fornecimento elétrico para a expansão de seus data centers. Com a operação, a empresa torna-se o único gigante de tecnologia a possuir diretamente uma companhia de geração de energia. A transação, realizada com a gestora TPG, envolve um valor empresarial combinado de US$ 12 bilhões após a separação de ativos que originaram a nova empresa IPX Power. A Intersect continuará desenvolvendo projetos de energia solar e armazenamento em baterias, alguns deles integrados a instalações de data centers. O Google já era investidor minoritário da empresa e havia anunciado em 2024 planos de investir US$ 20 bilhões em capacidade de data centers até o final da década, refletindo a crescente demanda energética associada à inteligência artificial e serviços em nuvem. (Valor Econômico - 10.03.2026)

Link Externo

Brasil: Mercado de baterias pode atrair R$ 50 bi em investimentos

O setor de armazenamento de energia por baterias no Brasil pode movimentar pelo menos R$ 50 bilhões nos próximos anos, impulsionado pelo primeiro leilão específico para a modalidade previsto para 2026. Os sistemas de baterias são considerados solução estratégica para equilibrar o sistema elétrico diante da crescente geração solar, que provoca sobreoferta de energia durante o dia e escassez no período noturno. Atualmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico tem realizado cortes de geração, conhecidos como curtailment, para evitar sobrecargas na rede. Especialistas defendem que o armazenamento pode fornecer flexibilidade e potência para atender picos de consumo e cargas intensivas como data centers. O leilão inicial prevê cerca de 2 gigawatts de demanda, embora estimativas de mercado apontem necessidade de ao menos 5 GW. A BloombergNEF projeta ainda a adição de 12 GWh em baterias na América Latina em 2026. (Valor Econômico - 09.03.2026)

Link Externo

Brasil: Origem Energia aposta em armazenamento subterrâneo de gás para atender data centers

A Origem Energia planeja investir até US$ 150 milhões em um projeto de armazenamento subterrâneo de gás natural em reservatórios esgotados de Alagoas, com o objetivo de reforçar a confiabilidade do sistema elétrico e apoiar a expansão de data centers no país. A iniciativa prevê estocar gás para acionar rapidamente usinas termelétricas em momentos de escassez de geração renovável, funcionando como mecanismo de hedge de preços e segurança energética. A primeira fase terá capacidade de 60 milhões de metros cúbicos e poderá entrar em operação em três a quatro meses. Segundo o CEO Luiz Felipe Coutinho, o hub energético da empresa pode se tornar “a maior bateria do sistema elétrico brasileiro”, fornecendo energia firme para cargas contínuas como data centers, que exigem operação 24 horas por dia. O projeto também busca reduzir a dependência de gás importado e compensar limitações da malha de gasodutos nacional. (Telesintese - 05.03.2026)

Link Externo

Brasil: Nova política cria janelas competitivas para acesso ao sistema de transmissão

A primeira janela de acesso ao sistema de transmissão dentro da nova Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST) ocorrerá entre 28 de setembro e 8 de outubro, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Os agentes interessados em conectar novos empreendimentos ou ampliar o uso da rede deverão se inscrever nos primeiros 15 dias de junho, enquanto a sistemática detalhada e a primeira nota técnica estão previstas para publicação em 30 de abril. A política busca reorganizar o processo de conexão à rede, substituindo o modelo tradicional de atendimento por ordem de chegada por um mecanismo competitivo e coordenado. As chamadas Temporadas de Acesso permitirão avaliar simultaneamente múltiplos pedidos e priorizar projetos com maior aderência técnica e eficiência no uso da infraestrutura existente. A iniciativa pretende reduzir gargalos na expansão da rede e aumentar a previsibilidade para investimentos em geração e grandes cargas, incluindo projetos industriais e infraestrutura digital de alta demanda elétrica. (Agência CanalEnergia – 04.03.2026)

Link Externo

Brasil: Tecto Data Centers certifica consumo 100% renovável com selo I-REC

A Tecto Data Centers recebeu a certificação internacional I-REC (International Renewable Energy Certificate), que comprova que 100% da energia elétrica consumida por seus data centers no Brasil e na Colômbia é proveniente de fontes renováveis com rastreabilidade reconhecida globalmente. O selo abrange sete instalações operacionais, três em Fortaleza (TFOR1, TFOR2 e TFOR3), uma no Rio de Janeiro (TGIG1) e três em Barranquilla (TBAQ1, TBAQ2 e TBAQ3), e reforça a estratégia da empresa de expandir sua infraestrutura digital alinhada a metas de sustentabilidade e descarbonização. A companhia também desenvolve novos projetos em Porto Alegre (TPOA1) e Santana de Parnaíba (TGRU1). Segundo o CRO Tito Costa, a origem da energia tornou-se fator decisivo para investimentos em data centers diante da crescente demanda de inteligência artificial e workloads de alta densidade energética, que ampliam a necessidade de transparência na matriz elétrica e de redução da pegada de carbono das operações. (Data Center Dynamics - 04.03.2026)

Link Externo

Inovação e Tecnologia

EUA: Marvell amplia portfólio óptico de 1,6T para data centers de IA

A Marvell anunciou a expansão de sua plataforma óptica DSP de 1,6 terabit para atender à transição dos data centers de IA de 800 gigabits para 1,6 terabit, reforçando a capacidade de interconexão e transporte de dados em ambientes de armazenamento e processamento de alta densidade. A empresa apresentou quatro novos chips em tecnologia de 3 nanômetros: Ara T, descrito como o primeiro DSP de óptica retemporizadora de transmissão 8x200G; Ara X, primeiro DSP de 1,6T com recursos avançados de confiabilidade de link; Petra, primeira gearbox 8x100G para 4x200G em 3 nm; e Aquila M, DSP óptico coerente-lite otimizado para banda O com segurança MAC integrada. Os produtos complementam a plataforma Ara já enviada em volume a clientes e começam a ser distribuídos como amostras no primeiro trimestre de 2026. A companhia exibirá o portfólio na OFC 2026, de 15 a 19 de março, em Los Angeles. (Investing – 12.03.2026)

Link Externo

EUA: Meta lança novos chips próprios para sustentar expansão de data centers

A Meta apresentou quatro novos chips internos da família Meta Training and Inference Accelerator, ou MTIA, como parte de sua estratégia para expandir a eficiência de seus data centers e reduzir dependência de fornecedores externos na infraestrutura de IA. O primeiro deles, o MTIA 300, já começou a ser implementado e foi desenhado para treinar modelos menores usados em classificação e recomendação de conteúdos, anúncios e vídeos no Facebook e no Instagram. A companhia informou ainda que concluiu os testes do MTIA 400 e que a implantação em seus data centers está no cronograma, enquanto outros dois chips devem entrar em operação em 2027. Fabricados pela TSMC, os processadores buscam melhorar a relação custo-benefício, ampliar a diversidade no fornecimento de silício e acelerar a evolução tecnológica, num ciclo incomum de lançamentos a cada seis meses, diante do forte avanço do CapEx em infraestrutura de IA. (ADVFN – 11.03.2026)

Link Externo

Austrália: Startup desenvolve data centers baseados em células cerebrais humanas

A empresa de biotecnologia Cortical Labs anunciou a criação de data centers experimentais que utilizam neurônios humanos cultivados em laboratório integrados a chips de silício para realizar computação biológica. A startup já opera uma instalação em Melbourne e está construindo outra em Singapura em parceria com a operadora DayOne Data Centers. As unidades utilizam dispositivos chamados CL1, que combinam células cerebrais derivadas de células-tronco com interfaces eletrônicas capazes de enviar e receber sinais elétricos. Embora a capacidade computacional atual seja limitada, a tecnologia busca explorar a eficiência energética do cérebro humano, que consome muito menos energia que processadores tradicionais. Cada unidade CL1 demanda menos energia do que uma calculadora portátil. A iniciativa surge em meio à crescente preocupação global com o consumo elétrico e hídrico da infraestrutura de inteligência artificial e data centers. (Bloomberglinea - 10.03.2026)

Link Externo

EUA: Meta compra plataforma de interação entre agentes de IA

A Meta anunciou a aquisição da startup Moltbook, uma plataforma experimental que funciona como uma rede social voltada exclusivamente para bots de inteligência artificial interagirem entre si. No ambiente digital, agentes de IA podem publicar conteúdos, comentar e votar em postagens de outros sistemas, permitindo experimentos sobre comportamento autônomo de algoritmos. A equipe da startup será integrada ao Meta Superintelligence Labs, divisão criada para acelerar o desenvolvimento de modelos avançados de inteligência artificial. Embora os termos financeiros não tenham sido divulgados, a aquisição faz parte de uma estratégia mais ampla da empresa para competir com rivais como OpenAI e Google na corrida tecnológica. O projeto chamou atenção do setor por demonstrar novas formas de interação entre agentes digitais e por levantar debates sobre segurança, governança e riscos associados à autonomia crescente de sistemas de IA. (Bloomberglinea - 10.03.2026)

Link Externo

Global: Refrigeração líquida torna-se elemento central da infraestrutura de IA

O crescimento acelerado da inteligência artificial está transformando os sistemas de resfriamento em um dos elementos mais críticos da infraestrutura de data centers. Racks que antes operavam em torno de 5 a 10 kW passaram a atingir densidades superiores a 40 kW e podem alcançar até 240 kW nas próximas gerações de hardware, tornando insuficientes os modelos tradicionais de refrigeração por ar. Nesse contexto, a refrigeração líquida surge como solução capaz de remover calor diretamente nos componentes, sendo até 3 mil vezes mais eficiente que o ar em determinadas aplicações. Estudos indicam que essa tecnologia pode reduzir o consumo energético entre 30% e 60%, além de diminuir o uso de água e as emissões de carbono associadas às operações. Especialistas defendem planejamento integrado entre infraestrutura física e TI, bem como parcerias entre fabricantes de hardware e fornecedores de sistemas térmicos para garantir escalabilidade e sustentabilidade na era da IA. (Data Center Dynamics - 09.03.2026)

Link Externo

Brasil: Gestão do ciclo de vida do hardware vira desafio financeiro dos data centers

A corrida global por data centers impulsionada por inteligência artificial e nuvem trouxe um desafio pouco discutido: a rápida obsolescência do hardware. GPUs utilizadas para IA podem custar mais de US$ 50 mil e são substituídas a cada 18 a 24 meses por novas arquiteturas, pressionando o retorno financeiro dos investimentos. Para reduzir impactos contábeis, grandes hiperescalas como AWS, Google e Microsoft ampliaram a vida útil dos servidores de 3–4 para 6 anos, o que diminui em cerca de US$ 18 bilhões a depreciação anual combinada. Mesmo assim, estima-se que cerca de 30% dos servidores globais estejam ociosos, somando aproximadamente 10 milhões de máquinas. Nesse cenário, ganha relevância o mercado de IT Asset Disposition (ITAD), avaliado em US$ 29 bilhões em 2025, que promove revenda e realocação de equipamentos. Especialistas afirmam que a maturidade do setor dependerá da gestão estratégica do ciclo de vida desses ativos. (Data Center Dynamics - 05.03.2026)

Link Externo

Espanha: IA agêntica ganha destaque no MWC e promete redes autônomas

A inteligência artificial agêntica emergiu como um dos principais temas do Mobile World Congress 2026, em Barcelona, com fabricantes e operadoras apresentando soluções capazes de analisar dados, planejar ações e executar tarefas de forma autônoma nas redes de telecomunicações. Empresas como Ericsson, Nokia, Huawei e ZTE demonstraram arquiteturas que integram agentes inteligentes diretamente à infraestrutura, permitindo automação de gestão de capacidade, qualidade de serviço e operação de redes. A abordagem inclui redes orientadas por intenção, nas quais objetivos operacionais descritos em linguagem natural são convertidos automaticamente em configurações técnicas. Especialistas apontam que essa lógica poderá integrar futuras arquiteturas 6G, incluindo gestão dinâmica de latência, slicing e consumo energético. No Brasil, operadoras como Vivo, Claro e TIM já utilizam automação e analytics, o que pode facilitar a adoção gradual de tecnologias baseadas em agentes inteligentes. (Telesintese - 05.03.2026)

Link Externo

Brasil: Densidade energética da IA redefine arquitetura técnica de data centers

A rápida expansão da inteligência artificial está provocando uma mudança estrutural na engenharia de data centers no Brasil. Ambientes corporativos tradicionais operavam com densidades entre 5 e 10 kW por rack, mas workloads intensivos em IA já elevam esse patamar para cerca de 30 kW ou mais, exigindo transformações profundas em infraestrutura elétrica, refrigeração e planejamento de capacidade. Segundo a Agência Internacional de Energia, aplicações de IA podem consumir até dez vezes mais energia por servidor do que sistemas convencionais. Essa evolução pressiona projetos de resfriamento, tornando a refrigeração líquida cada vez mais necessária em instalações de alto desempenho. Ao mesmo tempo, o tráfego global de dados cresce acima de 20% ao ano, impulsionado por nuvem, streaming e serviços digitais. Nesse cenário, especialistas defendem planejamento energético de longo prazo e integração robusta com redes de transmissão, já que data centers operam continuamente e demandam energia firme e redundância operacional permanente. (Data Center Dynamics - 04.03.2026)

Link Externo