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IFE
09/03/2026

Data Center 19

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
09/03/2026

IFE nº 19

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Cristina Rosa e Piero Carlo Sclaverano
Pesquisadores: Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Data Center 19

Tendências de Mercado

Curso GESEL "Oportunidades e Impactos dos Data Centers no SEB" - Gesel

O curso analisa o papel estratégico dos data centers no contexto do Setor Elétrico Brasileiro (SEB), abordando sua relevância econômica, o uso da eletricidade como insumo essencial, cenários de expansão e impactos sobre a demanda elétrica. A programação inclui estudos de casos internacionais, com foco nos EUA, União Europeia e China, e debates sobre tendências de mercado, investimentos, políticas públicas e regulação, com destaque para o REDATA e a MP das ZPEs. Com início previsto para 16 de março de 2026, o curso será oferecido em formato online, com aulas síncronas às segundas e quartas-feiras, das 18h às 20h, totalizando 12 horas (6 aulas). Mais informações aqui. Inscreva-se já: https://forms.gle/1jm78Jr4n8RxUQHC6. (GESEL-IE-UFRJ – 16.03.2026)

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Brasil: IA e eletrificação pressionam expansão de renováveis, armazenamento e redes

A demanda crescente por eletricidade associada à inteligência artificial, à eletrificação industrial e de frotas, ao maior uso de ar-condicionado e à atração de investimentos em data centers exige alinhamento entre planejamento de longo prazo e investimentos no setor elétrico, segundo Mathieu Piccin, diretor da Schneider Electric Advisory Services. Apesar de a matriz brasileira ser apontada como 90% renovável, o executivo avalia que há gargalos para garantir oferta limpa e acessível a grandes consumidores. Ele defende investimentos que vão da expansão da geração renovável ao armazenamento de energia, além da modernização de transmissão e distribuição para lidar com intermitência solar e eólica e com a incerteza climática. Piccin também cita atraso nas metas corporativas de descarbonização e dificuldades para assegurar suprimento de longo prazo com preços competitivos em 2025, em meio a incertezas regulatórias, novas regras e redução de incentivos. Soma-se a isso o curtailment, que tem desestimulado novos projetos. Sem evolução regulatória, planejamento e investimento, a combinação de IA e eletrificação pode elevar tarifas e até gerar risco de falta de energia para sustentar o crescimento industrial. (Agência Eixos – 04.03.2026)

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Brasil: Caducidade do Redata cria incerteza regulatória

A perda de validade da Medida Provisória 1.318, que instituiu o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), abriu um hiato regulatório que pode adiar decisões de investimento em infraestrutura digital no Brasil. Embora o setor avalie que a política pública permanece preservada no Projeto de Lei nº 278/2026, aprovado na Câmara e ainda pendente no Senado, a ausência temporária das regras ocorre em meio a restrições da Lei de Responsabilidade Fiscal e da Lei das Eleições, que limitam a criação ou ampliação de benefícios fiscais em ano eleitoral. O Redata prevê renúncia fiscal estimada em R$ 5,2 bilhões em 2026 e cerca de R$ 1 bilhão nos dois anos seguintes. Empresas indicam que projetos de data centers e infraestrutura associada podem ficar represados até que haja segurança jurídica. Nos bastidores, também há debate sobre ampliar o escopo energético do regime, hoje voltado a fontes renováveis, para incluir gás natural e nuclear. Entidades do setor alertam que a indefinição pode desviar investimentos para outros países, enquanto o déficit brasileiro em serviços de computação e informação já supera US$ 7,9 bilhões. (MegaWhat Energy – 27.02.2026)

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EUA: OpenAI capta US$ 110 bilhões para expandir infraestrutura de IA e data centers

A OpenAI concluiu uma rodada histórica de financiamento de US$ 110 bilhões que elevou seu valuation para US$ 730 bilhões, reforçando a corrida global por infraestrutura de inteligência artificial e capacidade computacional. A Amazon liderou o aporte com US$ 50 bilhões, enquanto SoftBank e Nvidia investiram US$ 30 bilhões cada. Como parte da parceria estratégica, a OpenAI passará a utilizar chips proprietários de IA da Amazon, os Trainium, e desenvolverá modelos personalizados para aplicações internas da empresa. O acordo também prevê que a desenvolvedora de IA contrate cerca de US$ 100 bilhões em serviços da Amazon Web Services ao longo de oito anos, ampliando significativamente a demanda por data centers e computação em nuvem. A captação ocorre em um momento em que empresas de IA intensificam investimentos em chips e infraestrutura para sustentar o avanço de modelos cada vez mais complexos. Ao mesmo tempo, o modelo de financiamento circular entre startups de IA, provedores de nuvem e fabricantes de semicondutores levanta questionamentos sobre a sustentabilidade do crescimento caso a demanda por aplicações de IA não acompanhe as expectativas do mercado. (Bloomberglinea – 27.02.2026)

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Brasil: Energia e arquitetura distribuída redefinem investimentos em infraestrutura de data centers

A expansão da inteligência artificial está transformando a lógica de investimento em infraestrutura digital e data centers, com energia, localização e arquitetura tecnológica tornando-se fatores decisivos para novos projetos. A crescente demanda por aplicações de IA está migrando de modelos centralizados de treinamento para estruturas mais distribuídas, voltadas à inferência próxima do usuário e com requisitos mais rígidos de latência, resiliência e soberania de dados. Nesse contexto, a disponibilidade e previsibilidade de energia elétrica passaram a ser o principal limitador para novos empreendimentos, superando inclusive fatores tradicionais como custo de terreno ou conectividade. Em diversos mercados, o gargalo já está na capacidade de conexão à rede e na expansão da infraestrutura elétrica. Para países com grande mercado interno e matriz energética renovável, como o Brasil, essa mudança abre oportunidade estratégica de atração de investimentos. No entanto, a conversão desse potencial em projetos concretos depende de coordenação entre política energética, agenda digital, formação de talentos e estabilidade regulatória capaz de reduzir riscos e atrair capital de longo prazo. (Telesintese – 24.02.2026)

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Brasil: Matriz elétrica renovável pode posicionar país como polo de data centers na corrida global da IA

A expansão global da inteligência artificial está ampliando rapidamente a demanda por grandes centros de processamento de dados, criando uma oportunidade estratégica para países capazes de oferecer energia abundante e competitiva. No Brasil, onde cerca de 90% da geração elétrica é proveniente de fontes renováveis, o ambiente energético favorável pode atrair investimentos em data centers voltados ao treinamento e operação de modelos de IA. Globalmente, cerca de 40% da eletricidade consumida por data centers ainda provém de usinas a gás e 15% de carvão, enquanto empresas de tecnologia buscam reduzir emissões associadas às suas operações. Outros países já competem por esses investimentos com incentivos fiscais e políticas industriais específicas, como a Índia, que anunciou isenção de impostos até 2047 para projetos de infraestrutura digital. Nesse cenário, especialistas apontam que o Brasil precisa avançar rapidamente em marcos regulatórios e incentivos para não perder a janela de oportunidade criada pela corrida tecnológica da IA e pela expansão global da capacidade computacional. (O Globo – 24.02.2026)

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EUA: Meta firma acordo com AMD para instalar 6 GW em infraestrutura de data centers de IA

A Meta fechou um acordo estratégico com a AMD para instalar 6 gigawatts de equipamentos de data center baseados em processadores da fabricante ao longo de cinco anos, a partir do segundo semestre de 2026. A operação, avaliada em dezenas de bilhões de dólares por gigawatt, integra a estratégia da companhia de acelerar sua capacidade computacional para inteligência artificial. Como parte do contrato, a Meta receberá warrants que permitem adquirir até 160 milhões de ações da AMD de forma escalonada, condicionados ao avanço das instalações e a metas de valorização das ações, que podem chegar a US$ 600. A empresa utilizará versões customizadas do acelerador MI450 e de futuras gerações de chips da AMD, voltadas principalmente para a etapa de inferência de modelos de IA. O acordo fortalece a posição da AMD na disputa com a Nvidia no mercado de semicondutores para data centers e acompanha a ofensiva da Meta para construir dezenas de gigawatts de capacidade computacional nesta década, ampliando investimentos bilionários em infraestrutura digital e inteligência artificial. (Bloomberglinea – 24.02.2026)

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Expansão e Investimentos

Coreia do Sul: Hyundai anuncia data center de IA e integra H2V e solar ao projeto

A Hyundai Motor vai investir 9 trilhões de wons (US$ 6,3 bilhões) em Saemangeum, na Coreia do Sul, combinando um data center de inteligência artificial, uma fábrica de robôs e um polo de hidrogênio. O maior bloco do capex será o data center de IA, de 5,8 trilhões de wons, equipado com 50.000 GPUs para suportar o desenvolvimento de direção autônoma e o aprendizado contínuo de robôs. O plano inclui ainda 1 trilhão de wons para uma unidade de eletrólise de água capaz de produzir 80 toneladas/dia de hidrogênio verde e 1,3 trilhão de wons para uma usina solar que fornecerá energia às iniciativas de IA e H2. A estratégia busca acelerar novas tecnologias em meio à pressão sobre o negócio automotivo, enquanto o governo projeta 71.000 empregos e atração de parceiros globais; o desenho energético prioriza geração dedicada, sem detalhar soluções de armazenamento, apesar da necessidade de firmeza e flexibilidade para cargas intensivas. (Bloomberglinea – 27.02.2026)

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EUA: Prometheus planeja campus hyperscale com até 200 MW

A Prometheus Hyperscale detalhou planos para um novo campus de data center no Texas, em um terreno de 500 acres no condado de Kaufman, a oeste de Dallas, entre Talty e Post Oak Bend City. Segundo postagem do presidente Trevor Neilson, o site com refrigeração líquida pode alcançar 200 MW de carga e ter quatro grandes edifícios. O projeto prevê energia “behind-the-meter” por meio de motores a gás Jenbacher J620 e conexão com um sistema de armazenamento em baterias (BESS) adjacente da Engie North America, combinando geração local e flexibilidade para atender picos e reduzir riscos de conexão. A iniciativa se apoia em parcerias com Engie e com a Conduit Power, que fornece ativos de gás e baterias, e ocorre após a empresa revisar seu plano original em Wyoming para uma ambição maior, mirando múltiplos sites. A Conduit já anunciou pedidos de 75 unidades de geração, totalizando cerca de 250 MW, e prevê primeira entrega em 2026. (Data Center Dynamics – 27.02.2026)

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Islândia: CPP Investments e Equinix compram atNorth por US$ 4 bi para expandir data centers de alta densidade

A aquisição da operadora de data centers atNorth por CPP Investments e Equinix, avaliada em US$ 4 bilhões, reforça a estratégia global de expansão de infraestrutura de processamento e armazenamento de dados em regiões com vantagens energéticas. A atNorth opera principalmente nos países nórdicos, que se consolidaram como destino preferencial para data centers de alta densidade devido à disponibilidade de energia renovável, clima frio favorável ao resfriamento e estabilidade regulatória. Segundo Esther Peiner, da Partners Group, investidora anterior do ativo, o setor é fortemente dependente de escala e da construção de plataformas capazes de crescer por meio de expansão modular e diversificação de clientes. Com cerca de 1 GW de energia já assegurada para novos projetos, a companhia está posicionada para ampliar sua capacidade e atender à crescente demanda de hyperscalers e empresas por infraestrutura para cargas de inteligência artificial e computação de alto desempenho, que exigem sistemas de resfriamento avançados, incluindo liquid cooling. A atNorth continuará operando de forma independente, mas contará com apoio financeiro e comercial dos novos acionistas para acelerar a construção de novos campi na região. (Data Centre Magazine – 27.02.2026)

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Polônia: Projeto prevê campus hyperscale de 500 MW em Bełchatów

Um campus de data center de 500 MW foi anunciado como parte de uma zona industrial planejada para Domiechowice, na comuna de Bełchatów, na Polônia central. O empreendimento, ainda em fase inicial, deve ocupar 50 hectares (123 acres) e foi apresentado por autoridades locais como potencialmente o maior da Europa Oriental, com negociações avançadas com um investidor. Documentos oficiais indicam foco em serviços escaláveis e de alto desempenho para IA, o que tende a elevar requisitos de confiabilidade elétrica e gestão térmica. A infraestrutura de acesso viário e conexões locais está em preparação desde pedidos recebidos em 2024. A reportagem destaca que o fornecimento pode vir da usina a carvão de Bełchatów, referência histórica de alta intensidade de emissões, o que pode pressionar metas corporativas e licenciamento. Apesar do crescimento do mercado polonês, o anúncio não detalha estratégias de armazenamento em baterias para suavizar picos, apoiar contingências ou integrar fontes mais limpas, ponto crítico em projetos de alta densidade. (Data Center Dynamics – 26.02.2026)

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Brasil: Engie avalia baterias e data centers para reduzir curtailment em megaparque solar no RN

A Engie Brasil Energia estuda instalar sistemas de armazenamento em baterias ou data centers voltados à mineração de bitcoin no complexo solar Assú Sol (RN), como forma de reduzir os cortes de geração (curtailment) impostos pelo ONS e melhorar o retorno do projeto. Inaugurado como o maior parque solar do portfólio global da Engie, o Assú Sol soma 753 MW, entrou plenamente em operação comercial em fevereiro após dois anos e meio de obras e investimento de R$ 3,3 bilhões, com mais de 1,5 milhão de módulos e energia contratada no mercado livre. Segundo o country manager Eduardo Sattamini, a restrição de escoamento está afetando a rentabilidade e se tornou um problema estrutural do setor renovável, com perdas bilionárias desde 2023, após boom de oferta, especialmente de geração distribuída solar, e sobreoferta durante o dia. A companhia avalia criar demanda local por energia com armazenamento e cargas flexíveis, mas ressalta que não é solução de curto prazo e pode levar anos; também indica que não deve expandir solar até corrigir distorções do mercado. (Folha de São Paulo – 23.02.2026)

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EUA: PPL eleva pipeline de data centers para 25,2 GW

A PPL Corp informou que seu pipeline de projetos de data centers em estágio avançado no processo de conexão na Pensilvânia cresceu 23% em relação ao trimestre anterior, alcançando 25,2 GW. A empresa espera ter ao menos 10 GW assinados em Electricity Service Agreements (ESA) até o fim do 1T, com cláusulas de proteção como pré-pagamentos, garantias de crédito e exigência de carga mínima equivalente a cerca de 80% do forecast até a recuperação dos custos de expansão. O estado discute uma classe tarifária específica para grandes cargas (pico de 20 MW ou mais). No Kentucky, a PPL mapeia mais de 9 GW de carga potencial até o início dos anos 2030, sendo 8 GW ligados a data centers, com 500 MW em construção. A utility afirma que, se o crescimento se confirmar, serão necessários novos recursos de geração e aumenta a pressão para que data centers tragam geração própria ou paguem pela expansão; o texto também menciona preocupações de acessibilidade tarifária no PJM e reforça a relevância de flexibilidade, inclusive via armazenamento, para mitigar picos e reforçar confiabilidade. (Data Center Dynamics – 23.02.2026)

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Arábia Saudita: HUMAIN investe US$ 3 bi na xAI e impulsiona projeto de data center de 500 MW para IA

A empresa saudita HUMAIN anunciou investimento de US$ 3 bilhões na xAI, iniciativa que fortalece o desenvolvimento de infraestrutura de inteligência artificial e inclui a construção de um data center de próxima geração com capacidade de 500 MW no país. A instalação será a primeira infraestrutura da xAI fora dos Estados Unidos e utilizará chips da NVIDIA para suportar cargas avançadas de computação voltadas a IA. O projeto integra a estratégia da Arábia Saudita de diversificar sua economia e desenvolver capacidades soberanas de processamento e armazenamento de dados para aplicações de inteligência artificial. A parceria também prevê a implantação dos modelos Grok em território saudita e amplia a participação da HUMAIN, que passa de parceira estratégica a acionista após converter participações em xAI em ações da SpaceX. Elon Musk destacou que a expansão do poder computacional exigirá novas fontes energéticas, sugerindo que no futuro parte da computação para IA poderá ser alimentada por energia solar capturada por satélites no espaço, capaz de fornecer eletricidade contínua para grandes clusters de processamento. (Data Centre Magazine – 20.02.2026)

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EUA: Nvidia planeja investir US$ 30 bi em rodada da OpenAI e reforça pressão por infraestrutura

A Nvidia planeja investir US$ 30 bilhões em uma próxima rodada de captação da OpenAI, que pode superar US$ 100 bilhões e avaliar a empresa em US$ 730 bilhões (pré-money), segundo reportagens citadas pela Data Center Dynamics. A movimentação ocorre após controvérsia sobre uma sinalização anterior de até US$ 100 bilhões vinculada a marcos de implantação: em 2025, as empresas assinaram uma carta de intenção prevendo ao menos 10 GW de sistemas da Nvidia nos data centers da OpenAI, com a primeira fase esperada para o segundo semestre de 2026 usando a plataforma Vera Rubin, mas a Nvidia indicou que o acordo ainda estava em estágio preliminar no fim de 2025. A nova cifra de US$ 30 bilhões seria separada desse arranjo e não atrelada a milestones, com possibilidade de aportes adicionais no futuro; SoftBank e Amazon também são citados como participantes prováveis. O avanço reforça a escalada de capex em data centers de IA e a necessidade de energia firme e gestão de picos, embora o texto não apresente um desenho específico de armazenamento em baterias para suporte à carga. (Data Center Dynamics – 20.02.2026)

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EUA: Duos ampliará data center em Amarillo com nova unidade em estacionamento

A Duos Edge AI, controlada da Duos Technologies Group, vai implantar mais um data center de borda (Edge) em Amarillo, Texas, ampliando a capacidade local de processamento e armazenamento próximo ao usuário final. Autoridades aprovaram em 26 de janeiro um contrato de arrendamento de aproximadamente 12.600 pés² (1.170 m²) em um estacionamento, por cinco anos. A empresa já opera uma unidade Edge na cidade, que presta serviços de computação e processamento de dados ao Region 16 Education Service Center, mas ainda não está definido se a nova instalação terá a mesma finalidade. A expectativa é que o site entre em operação até o fim de março. A Duos, fundada em 2001 e sediada na Flórida, atua com soluções de inspeção automatizada baseada em visão e criou a divisão Edge no ano anterior, quando captou US$ 2,2 milhões para o roll-out inicial. (Data Center Dynamics – 16.02.2026)

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Políticas Públicas e Regulatórias

Brasil: MCom promete política nacional para data centers em até três meses

O Ministério das Comunicações informou que pretende lançar, em até três meses, uma política nacional para data centers e outra para cabos submarinos, com foco em dar previsibilidade a investidores e destravar infraestrutura para processamento e armazenamento de dados no país. O ministro Frederico Siqueira afirmou que a agenda pode avançar mesmo sem lei específica, mas depende, na prática, de incentivos econômicos, com expectativa de alternativas para concessão de benefícios ainda em 2026. No caso dos cabos, a proposta deve tratar de licenciamento, pontos de ancoragem e descentralização geográfica, incluindo “balcão único” para reduzir burocracia. O MCom também trabalha na renovação da linha do Fust, citando R$ 3,2 bilhões liberados entre 2023 e 2026 para modernização de redes, além de US$ 100 milhões para regionais e R$ 500 milhões do BID para TV 3.0. (Telesintese – 04.03.2026)

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Brasil: Anatel defende “regulação inteligente” para IA

O conselheiro Alexandre Freire, da Anatel, defendeu no MWC 2026 a adoção de “Smart Regulation” para orientar o desenvolvimento e o uso de IA, com regras capazes de evoluir com a tecnologia e evitar detalhamento excessivo que se torne obsoleto. A proposta prioriza abordagem baseada em riscos, com intervenção humana reforçada nos casos mais complexos para proteger cidadãos sem paralisar inovação, e ressalta a especialização setorial, mantendo competências técnicas das agências conforme o contexto de aplicação. Freire citou iniciativas como o Avalia.IA, voltado ao monitoramento em larga escala de reclamações de consumidores, e o Regulatron, direcionado à identificação de produtos irregulares no ambiente digital. Também mencionou o IA.lab, como estrutura para testar e governar soluções, e uma Diretiva Institucional de Ética em IA, com parâmetros de transparência e proteção de direitos fundamentais, destacando cooperação internacional e alinhamento a princípios globais. (Telesintese – 03.03.2026)

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Brasil: Câmara analisa PL que amplia responsabilidade civil por danos de IA

Tramita na Câmara o PL 6707/25, que atribui responsabilidade civil a fornecedores e desenvolvedores de IA por danos a consumidores quando houver “comportamento autônomo, não programado ou imprevisível” do sistema, abrangendo falhas e defeitos associados ao funcionamento. A proposta altera o Código de Defesa do Consumidor e incorpora o conceito de “opacidade algorítmica”, prevendo que o reclamante pode ficar dispensado de provar nexo causal se a falta de transparência impedir a compreensão do funcionamento do modelo. O autor, deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), afirma que a IA deve operar sob garantias constitucionais e busca alinhamento com diretrizes debatidas internacionalmente, incluindo ONU e União Europeia, para assegurar expectativa legítima de segurança. O texto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor e de Constituição e Justiça; para virar lei, ainda precisa de aprovação da Câmara e do Senado. (Telesintese – 03.03.2026)

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Brasil: Abinee pressiona por saída no Senado para votar Redata

A Abinee pediu “solução urgente” para viabilizar a votação do PL 278/2026 no Senado, após o texto travar quando o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, retirou a matéria de pauta, criando incerteza jurídica sobre a continuidade de benefícios fiscais em 2026. A entidade afirma que o Redata é relevante para ampliar a competitividade do Brasil em infraestrutura digital e atrair investimentos em centros de processamento e armazenamento de dados, com potencial de fortalecer a base industrial local. No posicionamento, a associação cita itens da cadeia de data centers que poderiam ganhar tração com o regime, como servidores, storage, equipamentos de rede (switches/roteadores), além de sistemas de energia, refrigeração e outros componentes. O projeto, de autoria do deputado José Guimarães (PT-CE) e apresentado em 4 de fevereiro de 2026, prevê suspensão de tributos federais para aquisição e importação de máquinas e equipamentos destinados a data centers, com contrapartidas de sustentabilidade e investimento em P&D. (Telesintese – 27.02.2026)

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Brasil: Artigo defende PL 278/2026 como âncora do Redata

Artigo sustenta que a perda de validade da MP 1318/25 elevou a incerteza e que o PL 278/2026, ao recriar o Redata, seria decisivo para atrair investimentos em data centers e manter o processamento e armazenamento de dados sob governança local. O texto argumenta que a competitividade depende de desoneração de componentes e do custo de energia, comparando o investimento por MW (R$ 39 milhões no Chile versus R$ 53 milhões no Brasil) e o custo médio do MWh para grandes consumidores (R$ 360 no Brasil, R$ 290 no Chile e R$ 320 na Colômbia). Defende contrapartidas técnicas, como meta de PUE inferior a 1,3 para benefício pleno, e propõe “Reserva de Potência Crítica”, na qual data centers instalariam UPS de dupla finalidade para injetar energia na rede em horários de pico, contribuindo para estabilidade sistêmica. Também reforça a necessidade de P&D e formação, citando demanda de 150 mil especialistas até 2027. (MegaWhat Energy – 27.02.2026)

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Brasil: Emenda ao Redata busca incluir regiões carboníferas do Sul

O projeto que institui o Redata ganhou uma emenda para equiparar regiões carboníferas do Sul às áreas Norte, Nordeste e Centro-Oeste no acesso a condições diferenciadas, em debate que envolve exigências de energia “limpa ou renovável” para data centers. A proposta foi aprovada na Câmara como PL 278/2026 para substituir a MP que perdeu validade em 25/2, mas a votação no Senado foi adiada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O senador Esperidião Amin (PP/SC) apresentou emenda para incluir explicitamente as regiões carboníferas, prevendo redução de 20% nas obrigações de oferta ao mercado interno e de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação. A iniciativa tem apoio da ABCS, que defende data centers como alternativa econômica na transição energética e cita vantagens estruturais, como uso de minas inundadas para resfriamento e galerias subterrâneas para reduzir custos, além de energia firme e discussões sobre incluir carvão com CCS como fonte elegível. (Agência Eixos – 27.02.2026)

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Brasil: ABES critica texto do Senado sobre IA e alerta para impacto em treinamento de modelos e investimentos ligados a data centers

A ABES criticou o projeto de lei de IA em discussão no Senado, afirmando que o texto impõe restrições consideradas excessivas ao mercado, especialmente em direitos autorais, treinamento de modelos e na criação de um regulador residual. Em debate na Câmara, o presidente da entidade, Andriei Gutierrez, disse que o projeto seria “o mais restritivo do mundo” em direitos autorais e treinamento, defendendo que a proteção deve se concentrar no output, e não no input, para evitar inviabilizar o desenvolvimento tecnológico. A avaliação é que limitações no uso de dados para treinamento podem travar investimentos e desestimular que o treinamento de IA ocorra no Brasil, mesmo em um contexto em que o país tenta atrair infraestrutura de processamento e armazenamento via Redata. A ABES também questionou a proposta de regulador residual, alegando que setores já possuem autoridades competentes (como Senacon e agências reguladoras) e que uma nova instância poderia onerar empresas. A entidade pediu transparência e tempo para analisar a versão que será discutida na Câmara. (Telesintese – 25.02.2026)

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Brasil: Haddad diz que Fazenda busca reedição do Redata em 2026

O ministro Fernando Haddad afirmou que o governo estuda um caminho jurídico para restabelecer o Redata ainda em 2026, caso haja apoio no Senado, após a medida provisória que criou o regime caducar e o projeto de lei não ser apreciado pelos senadores. Segundo Haddad, a Câmara aprovou a matéria, mas a vigência depende de aprovação nas duas Casas, e o governo pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para entender as razões do adiamento. O ministro disse haver “filas de empresas” interessadas em investir em data centers sustentáveis no Brasil, destacando que o programa tem dimensão de soberania digital: afirmou que 60% dos dados pessoais dos brasileiros são processados no exterior, fora do alcance direto da lei brasileira de proteção de dados. Haddad reconheceu que a nova lei complementar sobre benefícios fiscais impõe limitações e que a solução jurídica não é simples, mas disse haver equipe de juristas e advogados públicos dedicada ao tema. (Valor Econômico - 25.02.2026)

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Brasil: Senado aprova transformação da ANPD em agência reguladora

O Senado aprovou o projeto de conversão da MP nº 1.317/2025, transformando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados, autarquia especial com autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira. A mudança reforça a estrutura institucional responsável por aplicar a LGPD e formaliza a agência no rol de reguladoras federais, com criação da Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, incluindo cargos efetivos de Especialista em Regulação, voltados a elaboração normativa, fiscalização, auditorias, estudos e implementação de políticas públicas. A reorganização também se relaciona a competências atribuídas pelo Decreto nº 12.622/2025, que designa a ANPD como autoridade administrativa autônoma para proteger direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital, ampliando o papel diante de plataformas, economia digital e tecnologias emergentes, como IA. A MP foi apresentada em setembro de 2025, passou por comissão mista sob relatoria do senador Alessandro Vieira e foi aprovada na Câmara em 9 de fevereiro; com a aprovação no Senado, segue para promulgação. (Telesintese – 25.02.2026)

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Brasil: Câmara designa relator do PL do Redata e detalha contrapartidas de energia limpa

A Câmara designou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) como relator em Plenário do PL nº 278/2026, que institui o Redata e cria regime fiscal para instalação ou ampliação de serviços de data center no Brasil, com possibilidade de votação ainda no mesmo dia. O texto define serviços de data center como infraestrutura e recursos computacionais dedicados a armazenagem, processamento e gestão de dados e aplicações, incluindo nuvem, HPC e treinamento/inferência de IA. O regime prevê suspensão de PIS/Pasep, Cofins, IPI e Imposto de Importação na aquisição interna ou importação de componentes e produtos de TIC destinados ao ativo imobilizado, convertendo a suspensão em alíquota zero após cumprimento de compromissos. Entre as contrapartidas, exige oferta mínima de 10% da capacidade ao mercado interno, critérios de sustentabilidade, suprimento integral de energia por fontes limpas ou renováveis e WUE igual ou inferior a 0,05 L/kWh, além de investimento de 2% do valor dos bens em P&D. A Receita estimou impacto de R$ 5,20 bilhões em 2026, R$ 1,00 bilhão em 2027 e R$ 1,05 bilhão em 2028. (Telesintese – 24.02.2026)

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Brasil: MCom diz que política de rodovias está pronta e reforça cabos submarinos e data centers como prioridades de 2026

O secretário de Telecomunicações do MCom, Hermano Tercius, afirmou que a Política Nacional de Conectividade de Rodovias está pronta para lançamento e é aguardada pelo setor para permitir regulamentação pela Anatel, com objetivo de ampliar cobertura móvel e “basicamente dobrar” os quilômetros de rodovias federais cobertas, além de expandir rodovias estaduais. No eixo de infraestrutura digital, Tercius destacou a urgência da votação do Redata e afirmou que a política de data centers segue em paralelo, com início de uma segunda fase de trabalho baseada em entrevistas com empresas e associações para mapear gargalos, incluindo licenciamento em diferentes esferas e órgãos, visando tornar a política mais efetiva para investimentos em processamento e armazenamento de dados. Sobre cabos submarinos, informou que há minuta de decreto, portaria e projeto de lei, e a expectativa é lançar a política até o fim de junho, com foco em simplificar licenciamento e reparos, reduzindo entraves com Receita Federal, registros de trabalho e burocracias que atrasam manutenção. Também citou um Plano Nacional de Inclusão Digital com horizonte de cinco e dez anos. (Telesintese – 24.02.2026)

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EUA: Virgínia condiciona incentivos a “credenciais verdes” e mira substituição de diesel e restrição a geração fóssil própria

Nova legislação aprovada na Câmara dos Delegados da Virgínia propõe estender a isenção de imposto sobre vendas e uso para data centers até 2050 (ante expiração atual em 2035), mas com exigências ambientais adicionais para manter subsídios. Pelo House Bill 897, data centers construídos após a entrada em vigor da lei, prevista para julho de 2027, ficariam proibidos de usar energia fóssil própria, como gás natural, prática que vem crescendo com a escassez de recursos na rede. Outras medidas incluem obrigação de compensar eletricidade fóssil adquirida da rede com créditos de energia limpa e a eliminação gradual de geradores de backup a diesel em favor de alternativas mais verdes, afetando diretamente a estratégia de energia de reserva e continuidade operacional. Operadores já beneficiados teriam até 2034 para se adequar se quiserem continuar recebendo o incentivo. A isenção cobre alíquota de 5,3% a 7% e vale para projetos com ao menos 50 empregos e investimento acima de US$ 150 milhões; o benefício teria somado US$ 1,9 bilhão em 2025. (Data Center Dynamics – 24.02.2026)

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Brasil: Artigo sobre ECA Digital aponta verificação de idade como pilar operacional e discute trade-offs de privacidade

Artigo analisa a iminente entrada em vigor do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital) em 17 de março e argumenta que o desafio será transformar o marco legal em mecanismos operacionais efetivos, especialmente na verificação de idade. O texto cita pesquisa Unico/Ipsos segundo a qual 30% de jovens de 10 a 17 anos afirmaram ter burlado idade mínima para acessar plataformas no último ano e 57% relatam exposição a conteúdos inadequados, como violência extrema, pornografia ou apostas, indicando limites do modelo atual. Aponta que não há solução única e descreve trade-offs: métodos baseados em documentos aumentam precisão, mas elevam riscos de privacidade; inferência comportamental reduz coleta direta, porém pode ampliar vigilância e ter baixa confiabilidade; biometria e IA reduzem fricção, exigindo governança e transparência. Defende abordagem baseada em risco e proporcionalidade, com validação sucessiva e escalonada conforme o serviço, em linha com sinalizações da ANPD. Também ressalta papel de empresas de identidade digital em escala e alerta para correlação entre baixa supervisão parental percebida e maior vitimização. (Telesintese – 23.02.2026)

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Brasil: Decreto amplia escopo da Creden para incluir IA e tecnologias emergentes em agenda de segurança nacional

Decreto nº 12.853, publicado em 23 de fevereiro, redefiniu estrutura e atribuições da Câmara de Relações Exteriores e Defesa Nacional (Creden), órgão de assessoramento ao Presidente da República, ampliando o escopo temático e a composição. O texto inclui expressamente “inteligência artificial e outras tecnologias emergentes” quanto a impactos na segurança e defesa, ao lado de segurança cibernética, segurança da informação e proteção de infraestruturas críticas, reforçando a relevância de cadeias de processamento e armazenamento de dados como ativos estratégicos. Também foram incorporados temas como ameaças híbridas, mudança do clima, biossegurança, sistema de mobilização nacional e soberania nacional. A composição passou a reunir 18 ministros, ampliando de 13 no decreto anterior, com inclusão de pastas como Comunicações, Povos Indígenas, Desenvolvimento Agrário, Pesca, Integração e desdobramentos administrativos do governo. O decreto formaliza a participação consultiva, sem voto, do Diretor-Geral da Abin nas reuniões, além de comandantes militares e Estado-Maior Conjunto. Outra mudança é o fim de reuniões ordinárias: a Creden passa a se reunir apenas em caráter extraordinário, e a Secretaria-Executiva fica sob comando direto do GSI. (Telesintese – 23.02.2026)

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Brasil: Alckmin diz que Lula discutirá Redata e data centers com Trump

O presidente em exercício Geraldo Alckmin afirmou que o Redata estará entre os temas da reunião prevista para março entre Lula e Donald Trump, indicando que data centers e infraestrutura de processamento e armazenamento de dados entraram na agenda bilateral. Segundo Alckmin, há “inúmeras empresas americanas interessadas” em investir em data centers no Brasil, em um momento em que a Câmara aprovou urgência para votar o PL do Redata (PL 278/2026), apresentado pelo líder do governo e idêntico ao texto da MP 1318/2025, que estava perto de perder a validade em 25 de fevereiro. Além de data centers, Alckmin citou minerais estratégicos e etanol como tópicos prováveis. No contexto comercial, mencionou efeitos de decisões e anúncios nos EUA sobre tarifas, avaliando impactos para competitividade e oportunidades de complementariedade econômica. A notícia também aponta que Lula cumpria agenda até 21/2 em Nova Delhi, incluindo participação em cúpula sobre impacto da IA, reforçando a interseção entre política industrial, investimentos digitais e regulação tecnológica. (Agência Eixos – 20.02.2026)

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Reino Unido: Ofgem abre consulta para reformar conexões à rede e mira fila de 50 GW em data centers

O regulador britânico de energia Ofgem iniciou uma revisão ampla das regras de conexão de grandes cargas, com crescimento de data centers como fator central para a reforma. Na consulta “Demand Connections Reform”, o órgão aponta que a fila de interconexão teria crescido de 41 GW em novembro de 2024 para 125 GW em junho de 2025, com aproximadamente 50 GW vinculados a projetos de data centers, incluindo pedidos especulativos ou em estágio inicial. A proposta prevê implementação em fases: a primeira é direcionada explicitamente ao mercado de data centers e avalia testes mais rígidos de prontidão e capacidade financeira para filtrar projetos, como depósitos reembolsáveis associados a marcos de entrega, taxas progressivas de compromisso, depósitos não reembolsáveis, evidência de financiamento e exigência de licenças de planejamento como “portas de entrada”. A posição oficial sobre a fase um é esperada para a primavera de 2026. A fase dois ampliaria critérios a todos os setores, podendo priorizar projetos em AI Growth Zones ou alinhados a planos estratégicos de energia. Também são discutidas conexões flexíveis e energização por etapas, relevante para expansão modular de capacidade de processamento e armazenamento. (Data Center Dynamics – 20.02.2026)

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EUA: Illinois propõe pausa de dois anos em incentivos fiscais para data centers por pressão de demanda e preços de energia

O governador JB Pritzker propôs suspender por dois anos a autorização de novos créditos fiscais para data centers em Illinois, argumentando que é necessário avaliar criticamente o futuro uso de energia diante de demanda crescente e preços em alta, priorizando acessibilidade e estabilidade para famílias. A proposta prevê pausa de 1º de julho em diante, permitindo que órgãos estaduais estudem a efetividade dos incentivos, a estrutura do imposto de consumo de eletricidade e impactos na arrecadação. O relatório orçamentário menciona que 37 projetos foram construídos desde a criação do programa e que mudanças recentes no cenário energético exigem revisão mais detalhada. Pritzker também defendeu que o operador regional PJM imponha que desenvolvedores de data centers paguem pelos recursos de capacidade necessários para evitar repasses tarifários a consumidores. Em paralelo, citou objetivo de entregar “ao menos 2 GW” de nova capacidade nuclear limpa, após ordem executiva para acelerar novas usinas. O programa estadual concede abatimentos condicionados a investimento de US$ 250 milhões em 60 meses e criação de 20 empregos, com padrões de eficiência e sustentabilidade, influenciando decisões sobre infraestrutura elétrica e sistemas de backup e continuidade operacional. (Data Center Dynamics – 19.02.2026)

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Oferta de Energia Elétrica

Brasil: Equinix fecha PPA com Auren para autoprodução eólica a partir de 2026

A Equinix anunciou acordo de longo prazo com a Auren Energia para autoprodução de energia renovável no Brasil via Power Purchase Agreement (PPA), com suprimento previsto a partir de 2026 em dois projetos eólicos. A iniciativa integra o roadmap de sustentabilidade da empresa e busca garantir energia para uma parcela significativa de suas operações locais, em um contexto de aumento do consumo energético associado à infraestrutura de data centers. A Auren, terceira maior geradora do país e relevante comercializadora no mercado livre, afirma estar preparada para absorver a expansão do setor oferecendo energia limpa e estável, destacando a adequação das soluções às necessidades específicas da indústria. A Equinix também enquadra o movimento na estratégia global de diversificar o portfólio energético para atender ao crescimento de carga, mantendo a meta de operar com 100% de cobertura de energia limpa e renovável até 2030. A companhia informou ter alcançado 96% dessa cobertura em 2024 globalmente e declarou que, no Brasil, já opera com 100% de cobertura de energia renovável. (Telesintese – 04.03.2026)

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Brasil: Origem planeja armazenamento subterrâneo de gás como “bateria” para térmicas e atração de data centers

A Origem Energia pretende estocar gás natural no subsolo em reservatórios esgotados em Alagoas, com investimento de até US$ 150 milhões, para criar um hedge de preços e aumentar a segurança de suprimento ao sistema elétrico. A estratégia combina compra de gás da rede em momentos de menor preço e uso do estoque quando houver restrição de oferta e picos tarifários, reduzindo o custo marginal de despacho das térmicas e apoiando a complementariedade com renováveis intermitentes. A companhia descreve o hub como potencial “maior bateria do sistema elétrico brasileiro”, usando armazenamento de gás como flexibilidade energética para acionar seu parque térmico em menos de uma hora quando eólica e solar caírem, sobretudo no período noturno. A primeira fase prevê 60 milhões de m³ e entrada em operação em três a quatro meses, além de aliviar gargalos de gasodutos e atender usinas existentes e planejadas. (Bloomberglinea – 02.03.2026)

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Brasil: Mais da metade dos projetos industriais na fila do ONS desiste e data centers lideram pedidos remanescentes

Dos 94 projetos industriais que ingressaram na fila de conexão do ONS via Pnast, 51 desistiram de seguir com a solicitação neste momento, principalmente por não solicitarem o parecer de acesso ou por não apresentarem garantia financeira válida. Além disso, quatro solicitações foram canceladas, incluindo um data center da Serena na Bahia e dois projetos da Qair no Ceará, que poderão reaplicar após ajustes. Entre os empreendimentos intensivos em energia que seguem sem aprovação, predominam data centers e plantas de hidrogênio, que dependem de acesso firme e previsível à rede. O ONS indicou que 39 iniciativas receberam aval inicial para prosseguir, mas ainda passarão por avaliação da EPE para eventual Estudo de Mínimo Custo Global. Com Temporadas de Acesso ao menos semestrais e prazo até 29 de maio para a primeira rodada, o quadro reforça que a ausência de flexibilidade (incluindo soluções de armazenamento e gestão de demanda) e a exigência de garantias elevam a seleção competitiva de projetos. (Agência Eixos – 26.02.2026)

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EUA: projeto em Utah planeja campus de data centers para IA com até 10 GW

A empresa Creekstone Energy está desenvolvendo no condado de Millard, em Utah, um “gigasite” de data centers voltado a inteligência artificial que pode alcançar até 10 GW de capacidade total, tornando-se potencialmente o maior campus do setor no mundo. O projeto iniciou obras em dezembro de 2025 e prevê colocar mais de 300 MW de geração a gás em operação até o primeiro semestre de 2027, com fase inicial capaz de fornecer cerca de 600 MW de energia base aos clientes. Para complementar a oferta elétrica, a empresa assinou memorando de entendimento com a Zeo Energy para implantar aproximadamente 280 MW de geração solar combinada a sistemas de armazenamento de longa duração, tecnologia reforçada após a aquisição da empresa de armazenamento Heliogen em 2025. A infraestrutura busca atender a demanda crescente de energia associada a cargas de IA e computação intensiva. O primeiro cliente confirmado é a Blue Sky AI, com alocação de 50 MW, enquanto a estratégia prevê expansão para múltiplos gigawatts com maior participação de fontes renováveis e soluções de armazenamento para garantir fornecimento contínuo aos operadores de data centers. (Data Center Magazine – 22.02.2026)

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Brasil: Data centers podem atuar como agentes de flexibilidade elétrica e absorver excedentes renováveis

O avanço da inteligência artificial recolocou os data centers no centro do debate energético, tradicionalmente vistos apenas como grandes consumidores de eletricidade. Entretanto, com a expansão da geração renovável no Brasil, essas infraestruturas podem desempenhar papel estratégico ao ajudar a absorver excedentes de energia que hoje resultam em curtailment, desligamento forçado de usinas eólicas e solares pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) quando há oferta superior à demanda. Segundo o professor Fernando de Lima Caneppele, da USP, data centers podem funcionar como “âncoras de consumo” quando instalados próximos a polos de geração ou em regiões com sobra de energia, convertendo geração limpa desperdiçada em processamento de dados. Com o uso de algoritmos de inteligência artificial para gestão da demanda, cargas de processamento não urgentes poderiam ser deslocadas para períodos de maior geração renovável, aumentando o consumo quando há excedente e reduzindo pressão sobre a rede nos horários de pico. Essa lógica permitiria ao Brasil evoluir de exportador de eletricidade para exportador de processamento digital alimentado por energia renovável. (Jornal USP– 20.02.2026)

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Canadá: Hydro-Québec propõe tarifa específica para data centers acima de 5 MW

A Hydro-Québec propôs uma nova tarifa de eletricidade para grandes data centers, fixada em 13 centavos de dólar canadense por kWh, cerca do dobro da taxa atual para alta potência, e submeteu a medida ao regulador Régie de l'énergie. A cobrança se aplicaria a instalações acima de 5 MW, incluindo empreendimentos existentes, com transição gradual em cinco anos, e entrada em vigor prevista para o 2º semestre de 2026, se aprovada. A utility argumenta que a mudança reconhece o valor de sua energia majoritariamente renovável e busca incentivar consumo responsável, em linha com ações governamentais que criam categorias separadas para data centers e operações de blockchain (estas com proposta de 19,5¢/kWh). O movimento reflete a pressão de custos e expansão de carga: Québec soma cerca de 80 data centers e 200 MW instalados. A sinalização regulatória pode incentivar alternativas de flexibilidade, como armazenamento local e otimização de demanda, para mitigar impacto tarifário. (Data Center Dynamics – 20.02.2026)

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EUA: Iron Mountain e Calibrant instalam BESS de 23 MWh em data center de New Jersey

A Iron Mountain firmou parceria com a Calibrant Energy para implantar um sistema de armazenamento em baterias (BESS) de 23 MWh em seu data center de Edison, New Jersey, integrado a uma usina solar de 7,2 MW instalada no telhado. Com controles avançados em tempo real, o BESS deverá atuar como ativo dinâmico para estabilizar a rede regional em horários de pico, reduzir custos e elevar a confiabilidade do fornecimento para uma carga crítica de 30 MW em um campus de 830 mil pés², com mais de 180 clientes e 20+ operadoras. A iniciativa posiciona o armazenamento como componente central para grandes cargas, permitindo deslocamento de consumo, suporte a contingências e melhoria da eficiência operacional do sistema elétrico local. O projeto também reforça a tendência de data centers incorporarem flexibilidade “behind-the-meter”, combinando geração distribuída e baterias como resposta a restrições de rede e aumento de preços. (Data Center Dynamics – 19.02.2026)

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EUA: Microsoft afirma ter compensado 100% do consumo de 2025 com renováveis

A Microsoft informou que, em 2025, igualou 100% de seu consumo anual global de eletricidade com energia renovável e acumulou cerca de 40 GW de capacidade contratada desde 2013, distribuída em mais de 400 contratos em 26 países, com 19 GW já em operação e o restante previsto para energização em até cinco anos. A empresa afirma que PPAs representaram mais de 90% da estratégia e destaca concentração de contratações nos EUA (especialmente PJM, MISO e ERCOT) e na Europa Ocidental. O avanço ocorre em paralelo ao aumento de emissões associado à expansão de IA e cloud, elevando a demanda por fontes de baixa emissão e por soluções que garantam confiabilidade e estabilidade. Embora o comunicado enfatize renováveis, o desafio de energia firme para cargas 24/7 amplia a relevância de armazenamento, gestão de demanda e tecnologias de lastro (incluindo nuclear) no portfólio de suprimento para data centers. (Data Center Dynamics – 19.02.2026)

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Global: Big tech concentra quase metade dos PPAs corporativos e relatório aponta necessidade de solar + armazenamento

Meta, Amazon, Google e Microsoft responderam por 49% das contratações corporativas de energia limpa em 2025, segundo relatório da BloombergNEF citado pela Data Center Dynamics, em um ano em que o volume total de PPAs corporativos caiu para 55,9 GW (queda de 10%), a primeira retração em quase uma década. A dinâmica evidencia dois ritmos: gigantes de tecnologia avançam para acordos maiores e tecnologias “de fronteira”, enquanto compradores menores enfrentam limitações de mercado. O relatório destaca que a retomada do crescimento exige oferta de energia limpa e firme em escala e a preços competitivos, com ênfase em soluções co-localizadas de solar e armazenamento. No lado da oferta, a Engie aparece como maior desenvolvedora, com 3,6 GW contratados globalmente, e cresce a migração de vendedores para produtos com atributos de firmeza. Nos EUA, 29,5 GW de acordos foram liderados pelo setor de data centers, reforçando o papel do armazenamento como elemento de viabilização sistêmica. (Data Center Dynamics – 19.02.2026)

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Global: Startups de fusão nuclear batem recorde de captação e reacendem debate sobre energia para grandes cargas como data centers

Startups de fusão nuclear registraram recorde de rodadas de financiamento em 2025, com 43 captações e US$ 2,3 bilhões investidos, segundo dados da PitchBook citados pela Folha, sinalizando renovado apetite por uma tecnologia que promete energia abundante, barata e sem carbono, mas ainda sem viabilidade comercial comprovada. Parte do setor começa a buscar alternativas no mercado de capitais, com movimentos como a General Fusion mirando listagem via SPAC com valuation próximo de US$ 1 bilhão e a TAE Technologies anunciando plano de listagem com valuation de US$ 6 bilhões. Executivos indicam que empresas mais maduras entram em fases muito mais intensivas em capital, migrando de conceitos para construção de máquinas. Embora céticos apontem riscos de avaliações desconectadas de fluxo de caixa, a atração por “energia limpa e firme” cresce com a pressão de eletrificação e a expansão de data centers, nos quais armazenamento e lastro energético determinam custo, confiabilidade e escalabilidade do suprimento. (Folha de São Paulo – 17.02.2026)

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Reino Unido: Pesquisas em cristais e DNA buscam soluções para armazenamento de dados com menor consumo energético

O avanço do volume global de dados, impulsionado por internet, inteligência artificial e serviços digitais, está estimulando pesquisas em novas tecnologias de armazenamento capazes de reduzir o consumo energético dos data centers. Entre as alternativas estão os chamados “memory crystals”, que utilizam lasers de femtossegundos para gravar dados em vidro de sílica em cinco dimensões, explorando orientação, intensidade da luz e posição espacial para codificação. A técnica pode armazenar até 360 TB em um disco de vidro de 5 polegadas e manter os dados sem consumo de energia após a gravação, potencialmente por milhares de anos. A startup SPhotonix, fundada pelo pesquisador Peter Kazansky, levantou US$ 4,5 milhões para desenvolver protótipos e planeja alcançar velocidades de leitura de 500 MB/s nos próximos três a cinco anos. Outra abordagem investigada é o armazenamento em DNA, capaz de registrar até 215 petabytes por grama e manter dados por séculos sem necessidade de refrigeração. Embora promissoras para dados “frios”, que representam cerca de 80% das informações armazenadas, essas tecnologias ainda enfrentam desafios de custo e integração com infraestrutura existente, o que limita sua adoção imediata em aplicações de computação e IA. (BBC – 24.02.2026)

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Inovação e Tecnologia

Itália: TIM testa conexão “quantum-safe” com QKD entre dois data centers

A TIM Italia realizou o primeiro teste de comunicação quantum-safe entre dois data centers em uma rede óptica operacional, validando distribuição de chaves quânticas (QKD) para criptografia de fluxos de dados em ambiente real ao longo de 40 km na área urbana de Milão, sem interromper o tráfego comercial. O experimento co-propagou o sinal de QKD com dados tradicionais no mesmo par de fibras e atravessou múltiplos nós, em um trajeto deliberadamente complexo para simular cenários típicos de interconexão entre data centers, como replicação, backup e recuperação de desastres. Participaram empresas do ecossistema TIM Enterprise, com Telsy e QTI na camada de criptografia, Noovle na infraestrutura de data centers e colaboração da Cisco para integração à arquitetura existente. A iniciativa se conecta à agenda europeia de comunicações quânticas e a exigências de resiliência cibernética; ao fortalecer segurança ponta a ponta, reduz risco operacional e protege dados críticos armazenados e movimentados entre sites. (Telesintese – 27.02.2026)

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EUA: The Biological Computing Co capta US$ 25 mi e propõe computação biológica

A The Biological Computing Co. (TBC) levantou US$ 25 milhões em rodada seed e anunciou o lançamento de uma plataforma de computação biológica voltada a visão computacional e IA generativa, junto com a abertura de um laboratório em Mission Bay, San Francisco, para suportar implantação em clientes. A startup, fundada em 2022, afirma conectar neurônios vivos a capacidades de IA, codificando dados (texto, imagem e vídeo) em neurônios e decodificando-os em representações complexas mapeadas em modelos avançados, com promessa de maior estabilidade, escalabilidade e eficiência. O argumento central é energético: neurônios exigiriam muito menos potência do que chips de silício, o que, se comprovado, pode reduzir a intensidade elétrica e térmica associada a cargas de IA e, consequentemente, a necessidade de infraestrutura de potência e refrigeração em data centers. Em termos de “armazenamento”, a proposta sugere novas formas de retenção e processamento de informação em substratos biológicos, potencialmente alterando o trade-off entre compute, energia e capacidade instalada. (Data Center Dynamics – 13.02.2026)

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