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IFE
25/03/2025

IFE Transição Energética 78

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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25/03/2025

IFE nº 78

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 78

Dinâmica Internacional

Wood Mackenzie: Empresas chinesas dominam o mercado global de aerogeradores em 2024

Em 2024, as empresas chinesas dominaram o mercado global de aerogeradores, segundo levantamento da Wook Mackenzie, com a Goldwind, Envision e Mingyang ocupando os três primeiros lugares do ranking. A Goldwind liderou pelo terceiro ano consecutivo, instalando 20 GW, seguida pela Envision com 14 GW e a Mingyang com cerca de 12 GW. Esse crescimento foi impulsionado pela forte demanda doméstica na China, que registrou um aumento de quase 12%, representando mais de 60% da capacidade global instalada. No entanto, a competição intensa e o excesso de oferta de componentes impactaram a lucratividade das empresas chinesas, embora um acordo no quarto trimestre tenha levado a uma recuperação de preços. Fora da China, o mercado enfrentou uma queda nas instalações, com a Vestas ocupando o 4º lugar e outras empresas como Siemens Gamesa, Nordex e GE Vernova figurando entre os 10 primeiros. A energia eólica offshore também enfrentou desafios devido a atrasos, apesar de um crescimento fora da China. (Agência CanalEnergia - 14.03.2025) 
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IRENA: G20 precisa triplicar capacidade renovável até 2030 para atingir meta climática global

Para atingir a meta global de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030, os países do G20 e outras economias precisam mais do que dobrar sua capacidade renovável instalada anualmente. No entanto, o progresso tem sido desigual, com algumas economias avançando mais rapidamente do que outras. A IRENA, em seu relatório divulgado durante o Diálogo de Transição Energética de Berlim, destacou que o G20, que representa 80% do consumo global de energia e das emissões de CO2 relacionadas à energia, precisa aumentar sua capacidade de energia renovável de 3,4 TW para 9,4 TW até 2030. Isso é crucial para limitar o aquecimento global a 1,5°C. A IRENA também enfatizou a importância de integrar energias renováveis nos planos climáticos nacionais, como as NDCs, e aumentar o investimento anual em capacidade renovável, que deve dobrar para US$ 1.080 bilhões até 2030. A agência apontou a eletrificação de setores, a utilização de biocombustíveis e o avanço do hidrogênio limpo como ações essenciais para atingir essas metas, exigindo uma colaboração estreita entre governos, setor privado e organizações multilaterais.(IRENA – 17.03.2025)
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China: Geração térmica recuou 5,8% no primeiro bimestre de 2025

A geração de energia térmica na China, abastecida principalmente pelo carvão, caiu 5,8% nos primeiros dois meses de 2025, totalizando 1,02 trilhão de kWh. Esse recuo impeliu uma queda de 1,3% na geração total de eletricidade no país, segundo o National Bureau of Statistics (NBS), marcando um dos raros declínios desde a década de 1990. Um dos principais fatores para essa queda foi o inverno excepcionalmente quente, que reduziu a demanda por eletricidade, em um contexto onde a China registrou seu ano mais quente em mais de seis décadas. Enquanto a energia térmica diminuiu, fontes renováveis cresceram no período, com a geração hidrelétrica subindo 4,5% e as produções de energia solar e eólica aumentando 27% e 10%, respectivamente. Além disso, apesar da queda na geração a carvão, a produção do mineral aumentou 8%, indicando que o país ainda mantém altos níveis de extração, embora especialistas sugiram cortes para equilibrar o mercado. Esses dados refletem uma mudança gradual na matriz energética chinesa, impulsionada por fatores climáticos e avanços na energia renovável. (Reuters – 17.03.2025)
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EUA: Trump dá sinal verde para aumento da geração de energia a carvão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou autorização para que seu governo aumente a geração de energia elétrica a partir do carvão, mirando fazer frente à vantagem econômica da China. No início de seu mandato, o presidente já havia assinado uma ordem executiva declarando uma emergência nacional de energia e instruindo a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) a impulsionar a produção e distribuição de combustíveis fósseis. Nos próximos cinco anos, estava previsto o fechamento de cerca de 120 usinas termelétricas a carvão nos EUA. O Secretário de Energia, Chris Wright, no entanto, informou que o governo trabalha em um plano "baseado no mercado" para conter o fechamento dessas unidades. A EPA anunciou que planejava revisar as regulamentações impostas durante o governo anterior, de Joe Biden, que limitavam a emissão de mercúrio e gases do efeito estufa, ação que poderia ajudar a manter algumas usinas operacionais. Defensores da medida afirmaram que manter as usinas a carvão funcionando ajudaria a reduzir os custos de energia e fornecer eletricidade para data centers de alto consumo energético, sobretudo os que trabalham com projetos de inteligência artificial. (O Globo – 17.03.2025)
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EUA: Crescimento recorde no mercado de armazenamento de energia em 2024

Em 2024, o mercado de armazenamento de energia nos Estados Unidos alcançou um recorde com 12,3 gigawatts (GW) de instalações, um aumento de 33% em relação a 2023, conforme o relatório do Monitor de Armazenamento de Energia dos EUA, divulgado pela American Clean Power Association (ACP) e Wood Mackenzie. O crescimento foi impulsionado principalmente pela expansão do armazenamento em escala de rede, com Texas e Califórnia liderando, representando 61% da capacidade instalada. A previsão é de que as instalações em escala de rede atinjam 13,3 GW em 2025. O mercado de armazenamento residencial também registrou um aumento de 57%, ultrapassando 1.250 MW, enquanto o setor comunitário, comercial e industrial (CCI) cresceu 22%. Embora o crescimento continue, as incertezas políticas, como incentivos fiscais e tarifas, podem impactar o ritmo de expansão nos próximos anos. A previsão para 2025 é de 15 GW instalados, com uma projeção robusta de crescimento de 81 GW de 2025 a 2029.(Woodmac – 19.03.2025)
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Europa: Desafios e oportunidades na descarbonização da energia

Em artigo publicado pela Wood Mackenzie, Peter Osbaldstone(Diretor de Pesquisa da Europe Power), Anna Darmani(Analista Principal de Armazenamento de Energia EMEA) e Bridget van Dorsten(Analista Principal de Hidrogênio) abordam os desafios e oportunidades da descarbonização da energia na Europa. Mais de 50% da energia do continente já é gerada a partir de fontes renováveis, mas a integração de sistemas solares e eólicos apresenta dificuldades, especialmente em relação à flexibilidade do sistema e à demanda de eletricidade. A substituição das usinas a combustíveis fósseis por fontes renováveis intermitentes exige soluções de armazenamento de energia, com grande crescimento esperado nessa área. Além disso, o hidrogênio de baixo carbono está ganhando relevância, com investimentos significativos após a decisão final de investimento (FID), impulsionados por políticas de descarbonização. A previsão é de que o mercado de hidrogênio atinja 14 Mtpa até 2030, com a necessidade de US$ 1,2 trilhão em investimentos. Em 2025, espera-se avanços em sistemas híbridos e co-localizados, apesar dos desafios, como os altos custos do gás e a necessidade de descarbonização contínua.(Woodmac – 19.03.2025)
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Alemanha: Redução das emissões em 2024 expressa passo significativo rumo às metas climáticas

Em 2024, as emissões de gases de efeito estufa (GEE) da Alemanha diminuíram aproximadamente 3,4%, totalizando 649 milhões de toneladas de CO2, abaixo da meta legal de 693,4 milhões para o ano. Este resultado mantém o país alinhado com seu objetivo de reduzir as emissões em 65% até 2030, tomando como base os níveis de 1990, e alcançar a neutralidade de carbono até 2045. A queda nas emissões foi impulsionada pela expansão significativa das energias renováveis, que representaram cerca de 54% do consumo bruto de eletricidade da Alemanha em 2024. Contudo, os setores de transporte e construção registraram reduções modestas de emissões, de 1,4% e 2,3% respectivamente, não atingindo suas metas legais. Essa insuficiência pode colocar em risco o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Regulamento de Partilha de Esforços da União Europeia para 2021-2030. Não obstante, o Ministro da Ação Climática e Economia da Alemanha, Robert Habeck, expressou otimismo quanto ao atendimento das metas nacionais até o prazo estabelecido. (Reuters – 14.03.2025)
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Alemanha: Pacote fiscal de infraestrutura e o marco para a neutralidade climática

No dia em que o parlamento da Alemanha aprovou um pacote fiscal de infraestrutura de € 500 bilhões, a ministra das Relações Exteriores, Annalena Baerbock, celebrou a medida como um marco para a neutralidade climática, segurança energética e liberdade. Baerbock destacou que dois terços dos membros do Bundestag votaram a favor de um pacote que inclui € 100 bilhões destinados à neutralidade climática, com foco em energias renováveis e infraestrutura, e que será integrado à Constituição alemã até 2045. Ela enfatizou que o investimento em energia renovável é crucial para a segurança global, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que demonstrou como a infraestrutura energética é um alvo estratégico. Baerbock também abordou a necessidade de uma transição energética global justa, mencionando que para garantir benefícios a todos os países, é fundamental desbloquear barreiras e mobilizar financiamento internacional. Para ela, o Diálogo Anual de Transição Energética de Berlim, realizado em tempos instáveis, é essencial para promover a colaboração global nesse processo.(Smart Energy – 19.03.2025)
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Itália: Terna investirá mais de € 23 bi na modernização da rede até 2034

A operadora estatal da rede elétrica italiana, Terna, anunciou um plano de investimento de mais de € 23 bilhões de euros nos próximos dez anos para modernizar e digitalizar a infraestrutura elétrica do país, visando apoiar a transição energética e atender à crescente demanda por energia. Este montante representa um aumento de 10% em relação aos investimentos anteriores planejados para o período de 2025 a 2034. O plano inclui projetos de infraestrutura significativos, como o Tyrrhenian Link, o Adriatic Link e a linha de energia Itália-Tunísia financiada pela União Europeia - todos com conclusão prevista até 2030. Esses investimentos também visam apoiar as metas do governo italiano de aumentar a capacidade instalada de energia solar e eólica em 65 GW até 2030 e 94 GW até 2035, contribuindo para uma redução significativa nas emissões de CO2 até 2040. (Reuters – 14.03.2025)
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LCP Delta: Europa deve adicionar 267 GW de energias renováveis até 2030

Uma análise da LCP Delta prevê que até 2030, 267 GW de capacidade de energia eólica e solar renováveis em escala de rede serão adicionados na Europa, com destaque para o Reino Unido (59 GW). Isso gerará volatilidade no mercado de energia e congestionamento na rede de distribuição, tornando a flexibilidade, por meio de mudanças de demanda e armazenamento em larga escala, essencial. A capacidade de baterias crescerá 41 GW e a flexibilidade do lado da demanda aumentará cinco vezes de 20 GW para 100 GW. A Alemanha se tornou o mercado mais atraente para baterias, enquanto a Espanha é a menos atrativa. A análise também destaca desafios de transição, como o envolvimento dos clientes e a volatilidade do mercado. (Renews.Biz – 19.03.2025) 
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Nacional

Artigo de Marina Grossi: "Caminhos conscientes para a transição energética"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Marina Grossi (presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável [CEBDS]) trata da controvérsia em torno da exploração de petróleo na bacia da Foz do Rio Amazonas, que enfrenta argumentos sobre os impactos ambientais e os benefícios econômicos da atividade. Ela destaca o desafio da transição energética global, acordada na COP28, que busca a substituição gradual dos combustíveis fósseis, e aponta a contradição de o Brasil discutir novas explorações às vésperas da COP30, em Belém. A autora debate a necessidade de descarbonizar a produção de petróleo e de direcionar os recursos dessa exploração para energias renováveis e biocombustíveis. Além disso, alerta para a importância da precificação das externalidades, como o carbono, e defende a valorização da biodiversidade como parte de um modelo econômico sustentável, essencial para o futuro da economia de baixo carbono e a mitigação da crise climática. (GESEL-IE-UFRJ – 20.03.2025)
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Congresso Nacional: Às vésperas de sediar a COP30, resistência a temas ambientais aumenta

O Índice de Convergência Ambiental Total (Icat), produzido pela Virada Parlamentar Sustentável com base nas principais votações em plenário, mostrou que, na legislatura atual, o Brasil tem uma composição da Câmara dos Deputados menos alinhada às pautas ambientais do que a anterior. Enquanto a média foi de 43% no período entre 2018 e 2022, o índice caiu para 29,1% no mandato atual, inferior aos 42% previstos pelos pesquisadores após os resultados da eleição de 2022. No Senado, a convergência ambiental na atual legislatura é ainda menor: 25,49%. Especialistas, diante disso, avaliam a existência de uma "ruptura com o compromisso ambiental" do governo, às vésperas da COP30, a ser sediada em Belém (PA) em novembro. Para Marcos Woortmann, cientista político e diretor adjunto do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), a pauta ambiental "foi sequestrada pela polarização". E avalia também que "há uma miopia de parlamentares de centro e da direita sobre o tema". O movimento recente do presidente Lula para se aproximar do senador Alcolumbre — um dos principais apoiadores da exploração de petróleo na Margem Equatorial -, no entanto, também vem preocupando ambientalistas, que percebem uma contradição na gestão petista, que se coloca como antagônica ao viés antiambiental observado no governo Bolsonaro. (O Globo – 18.03.2025)
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Congresso Nacional: Oito entidades do setor elétrico pedem derrubada de vetos na lei das eólicas offshore

Um grupo de oito entidades do setor elétrico e representantes industriais encaminhou uma carta ao Congresso, solicitando a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na lei das eólicas offshore. As entidades, incluindo a Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel) e a Associação Gaúcha de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (AGPCH), argumentam que os vetos, como o que adiava o fim da contratação de usinas térmicas para 2050 e a prorrogação de contratos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), não prejudicam os consumidores. Eles defendem que a ampliação das Centrais Hidrelétricas de até 50 MW impulsionaria investimentos de R$ 68 bilhões e beneficiaria a indústria nacional, gerando um impacto econômico de R$ 311 bilhões a longo prazo. O grupo refuta os argumentos de outras entidades, que alertam para um custo de R$ 545 bilhões até 2050 caso os vetos sejam derrubados, o que elevaria a conta de luz em 9%.(Agência Eixos – 18.03.2025)
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CEBDS e WMBC: Setores privados devem contribuir para a NDC brasileira

O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e a coalizão global We Mean Business Coalition (WMBC) sugeriram à COP 30 que o setor privado participe do processo de implementação da NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) brasileira, apresentada em 2024. A meta do Brasil é de reduzir suas emissões entre 59% e 67% até 2035 em relação aos níveis de 2005. Diante disso, o CEBDS e o WMBC estruturaram algumas recomendações estratégicas para a conjugação no setor privado a esse processo. Entre elas, a harmonização de políticas setoriais para facilitar investimentos privados na descarbonização; estímulos à competitividade das empresas em um mercado sustentável (transição corporativa); e ampliação do diálogo entre setor público e privado. Para a presidente do CEBDS, Marina Grossi, com uma NDC mais ambiciosa, o engajamento empresarial será decisivo para viabilizar inovação, energia limpa e a descarbonização da economia. Já segundo a WMBC, a ação é uma oportunidade de mostrar ao mundo que ações climáticas ambiciosas e crescimento econômico podem andar lado a lado, e que a boa execução dessa estratégia poderá reforçar a posição do Brasl como um líder global na transição sustentável. (Agência CanalEnergia - 12.03.2025)
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BNDES/Izabella Teixeira: Setor privado precisa ter papel político na transição energética

A ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, destacou a importância do setor privado nacional e estrangeiro que investe no Brasil em desempenhar um "papel político" crucial na transição energética. Durante a conferência na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, ela ressaltou a necessidade de novas soluções e de uma nova relação entre o Estado e a sociedade para promover a descarbonização. Teixeira enfatizou que, no curto prazo, as soluções climáticas podem gerar custos mais elevados, destacando a falta de regulação adequada para acompanhar essas mudanças. Ela também mencionou a falta de pactuação no Brasil em relação à proteção ambiental e à produção de alimentos, ressaltando que o setor público sofre de "miopia política" e que o setor privado desempenha um papel estratégico diante desse cenário. A ministra apontou que, apesar de um grande acordo ter sido alcançado na época do Acordo de Paris, nos últimos anos houve uma perda nessa direção. Izabella Teixeira destacou a necessidade de trabalhar a interconexão entre os problemas e soluções ambientais, enfatizando a importância de um modelo de negócio que considere essa complexidade. (Broadcast Energia – 13.03.2025)
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Regulação e Reestruturação do Setor

Artigo de Geoberto Espírito Santo: "Pressão pela baixa"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Geoberto Espírito Santo (personal energy da GES Consultoria, Engenharia e Serviços) trata da evolução do mercado livre de energia na América Latina, destacando o Brasil como um dos líderes da região. No Brasil, a abertura para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) começou em 1995, oferecendo uma alternativa à cara energia do Ambiente de Contratação Regulado (ACR). Contudo, a migração para o ACL traz riscos para os consumidores, como a exposição a variações de preços e à instabilidade dos comercializadores, o que se intensificou com o aumento dos preços no mercado spot. Espírito Santo também aborda as dificuldades do mercado de energia no Brasil, destacando a necessidade de uma reforma do setor, que deve equilibrar as relações entre os consumidores e os agentes do mercado, considerando as especificidades locais. A migração para o mercado livre está prevista para crescer, mas a abertura total do mercado, incluindo os consumidores de baixa tensão, exige um aprimoramento regulatório e uma solução para os contratos legados. (GESEL-IE-UFRJ – 17.03.2025) 
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CELA: Autoprodução lidera contratos de solar e eólica no mercado livre brasileiro em 2024

Um estudo da CELA (Clean Energy Latin America) demonstrou que os projetos de autoprodução no mercado livre em 2024 mantiveram o protagonismo nos contratos de longo prazo de energia renovável – sobretudo solar e eólica - no Ambiente de Contratação Livre (ACL) em 2024, impulsionados principalmente pelos datacenters que operam no Brasil. De acordo com a consultoria, a modalidade de autoprodução foi responsável por 30 contratos de compra e venda de energia de longo prazo assinados em 2024, num total de 31 acordos celebrados no período, que somam 2,3 GW. Com a maior abertura do mercado livre, observou-se um crescimento da quantidade de contratos de longo prazo e uma queda do volume de energia comercializada em comparação 2023. Apesar da queda do volume de energia comercializada na comparação anual, associada à entrada de consumidores de menor porte e obstáculos como dificuldades de conexão de projetos e mudanças tributárias, o setor financeiro financiou R$ 3,9 bilhões em contratos. (Agência CanalEnergia - 18.03.2025) 
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Brasil: Mercado de carbono engatinha, mas engaja especialistas na indústria de investimentos

O mercado de carbono no Brasil está em processo de crescimento como ativo financeiro, impulsionado pela Lei nº 15.042/2024 que instituiu o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SBCE). Apesar do interesse da indústria de investimentos, a plena implementação do mercado ainda demanda definições e regulamentações. A lei reconhece os créditos de carbono como valores mobiliários, o que aumenta o potencial de investimentos. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é responsável por regular a comercialização desses créditos, mas ainda são necessários arcabouços efetivos para sua implementação. As discussões envolvem a busca por equilíbrio entre um mercado regulado e um estilo balcão. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) trabalha em conjunto com a CVM para tornar os ativos transacionáveis nos mercados, alinhando-se à regulamentação internacional. A organização e definições de governança, operacionalização e sistemas são fundamentais para operacionalizar o mercado de carbono. A expectativa é de aceleração nas conversas, dada a urgência dos desafios climáticos. O Brasil se posiciona como um mercado sólido e preparado para o mercado de carbono, com potencial significativo para negócios futuros. (Broadcast Energia – 17.03.2025) 
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Brasil: Cautela no mercado livre de energia devido aos receios de estiagem em 2025

Geradores e comercializadores de energia no Brasil estão cautelosos em relação aos preços do mercado livre de energia, devido ao temor de uma nova estiagem em 2025, semelhante à seca de 2024, que comprometeu os reservatórios das hidrelétricas e acionou a bandeira vermelha. Esse receio eleva os preços da energia, incentivando consumidores a firmarem contratos de longo prazo. Além disso, a recente onda de calor, que causou recordes no consumo de energia, também tem impactado os preços, principalmente no final da tarde e início da noite. A mudança no modelo de precificação no mercado livre, que agora leva mais em consideração a geração de energia do que o volume nos reservatórios, também contribui para a alta dos preços, tendência que deve persistir em 2025, mesmo com a possível melhoria nos níveis dos reservatórios. Outro fator que afeta os preços é a maior utilização de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica. Apesar da alta nos preços, o mercado livre deve continuar crescendo, especialmente entre os clientes de pequeno porte, representando 42% da carga do Brasil até 2025.(Agência Eixos – 16.03.2025)
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Brasil: Competição no mercado livre de energia e a importância da educação do consumidor

No mercado livre de energia, a competição pela captação de clientes exige educação do consumidor e o uso de tecnologia, segundo Gustavo Ribeiro, CEO da Thopen. Ele argumenta que competir apenas por preços é destrutivo e não agrega valor, destacando a importância de educar os clientes sobre como entender suas contas de energia e otimizar o consumo. Ribeiro acredita que a competição atual é "predatória", pois muitas empresas buscam clientes a qualquer custo, comprometendo sua saúde financeira. Ele também enfatiza que consumidores agora priorizam empresas robustas e confiáveis ao escolher fornecedores. A Thopen aposta em tecnologia, como a inteligência artificial, para identificar erros nas tarifas e oferecer soluções personalizadas, como migração para o mercado livre ou geração distribuída. Além disso, a empresa planeja investir mais de R$ 2,3 bilhões até 2027, expandindo sua capacidade de geração de energia e se preparando para a abertura do mercado livre a consumidores de baixa tensão, com parcerias estratégicas em setores como saneamento e telecomunicações.(Agência Eixos – 16.03.2025)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Brasil: Interesse por veículos chineses cresce 51,4% em 12 meses

O interesse dos brasileiros por veículos de marcas chinesas aumentou 51,4% nos últimos 12 meses, de acordo com um estudo da Webmotors Autoinsights. As quatro fabricantes chinesas mais procuradas no Brasil foram CAOA Chery, BYD, GWM e JAC Motors, com a CAOA Chery liderando as buscas, com 47,9% do total, seguida pela BYD (31,9%), GWM (12,5%) e JAC Motors (7,59%). A BYD, no entanto, foi a marca que mais cresceu, com um aumento de 134,5% nas buscas, seguida pela GWM (+88,31%), CAOA Chery (+24,7%) e JAC Motors (+3,2%). O crescimento é impulsionado pelos investimentos das fabricantes chinesas no Brasil, tanto em novos produtos quanto na infraestrutura de produção local, além do atrativo custo-benefício. O modelo mais buscado foi o CAOA Chery Tiggo 7 PRO, seguido pelo CAOA Chery Tiggo 5X, BYD Dolphin, BYD Song Plus e CAOA Chery Tiggo 7.(Inside EVs – 16.03.2025)
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Brasil: Queda nas vendas de veículos eletrificados na primeira quinzena de março de 2025

Na primeira quinzena de março de 2025, o mercado de veículos eletrificados no Brasil registrou 6.029 emplacamentos, uma queda de 5,2% em comparação ao mesmo período de 2024 e de 9,2% em relação a fevereiro deste ano. Esses veículos representaram 8,9% das vendas totais, com o mercado automotivo geral somando 67.810 emplacamentos, um recuo de 11,5%. O desempenho foi impactado pelo feriado do Carnaval, que reduziu os dias úteis de vendas. Em fevereiro, os eletrificados totalizaram 15.920 emplacamentos, marcando um crescimento de 54,2% em relação ao mesmo mês de 2024, mas uma queda de 1,8% frente a janeiro. Já em janeiro, os emplacamentos foram de 15.921 unidades, com um crescimento anual de 34,9%. Entre os tipos de veículos, os híbridos convencionais e leves (MHEV/HEV) representaram 39,4% dos emplacamentos, seguidos pelos híbridos plug-in (PHEV), com 34,6%, e os 100% elétricos (BEV), com 25,9%. Os modelos mais vendidos foram o BYD Dolphin Mini (747 unidades) e o BYD Song Pro (618 unidades).(Agência CanalEnergia – 18.03.2025)
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Inside EVs: Desafios e custos dos carregadores rápidos para veículos elétricos

Os carregadores rápidos DC para veículos elétricos (VEs) são extremamente caros devido à complexidade dos sistemas de segurança necessários para operar com eletricidade de alta tensão. Um único carregador de 300 kW pode custar mais de US$ 100.000, sendo que cerca de 60% desse custo é destinado ao sistema de segurança, conhecido como link de isolamento, que protege os usuários de choques elétricos. Esse sistema impede que a eletricidade da rede elétrica atinja o veículo ou os ocupantes, essencial para evitar acidentes fatais, como em caso de falha ou vazamento de fluido da bateria. Apesar de pesquisas para reduzir esses custos, como transferir a responsabilidade pela segurança para os carros, a solução não é viável devido a desafios técnicos e à necessidade de um novo padrão universal. Alguns especialistas sugerem eliminar o link de isolamento, substituindo-o por um aterramento redundante, o que poderia reduzir custos significativamente. No entanto, essa proposta ainda apresenta problemas de segurança e compatibilidade, o que torna improvável a implementação imediata dessa solução. Por enquanto, a infraestrutura de carregamento continua cara, com a segurança sendo uma prioridade incontestável.(Inside EVs – 19.03.2025)
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China: CATL e EMF se unem para reciclagem e reutilização de baterias na transição energética

A maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos e armazenamento de energia, a chinesa CATL, firmou uma parceria com a Fundação Ellen MacArthur (EMF) para impulsionar a economia circular no setor de baterias. O objetivo é criar um ecossistema global que promova a reciclagem e reutilização de materiais, reduzindo o impacto ambiental e auxiliando na transição energética. A CATL já reciclou 130 mil toneladas de baterias em 2024, gerando 17 mil toneladas de sal de lítio, essencial para novas baterias. A colaboração busca transformar todo o ciclo de vida das baterias, desde a produção até o descarte, enfrentando desafios como a escassez de minerais críticos e os impactos ambientais da extração. A parceria também visa desenvolver cidades-modelo para economia circular de baterias e promover práticas de reciclagem inovadoras em diversas regiões. A CATL adota uma estratégia de carbono zero, priorizando materiais reutilizáveis e renováveis, e trabalha com parceiros globais para acelerar a inovação e implementação dessa economia circular.(Agência Eixos – 21.03.2025)
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EUA: Custo de reparo de veículos elétricos se aproxima de modelos a combustão

O custo de reparo de veículos elétricos (EVs) tem sido uma preocupação para muitos consumidores, principalmente devido ao alto valor das baterias, que podem chegar a US$ 15.000 (R$ 87 mil) para substituição. No entanto, dados recentes da Mitchell mostram que o custo médio de conserto de um EV nos Estados Unidos em 2024 foi similar ao de veículos a combustão mais novos. O valor médio de reparo dos EVs foi de US$ 6.236 (R$ 36 mil), uma queda de 3% em relação a 2023, enquanto os híbridos plug-in (PHEVs) ficaram em US$ 5.583 (R$ 32,4 mil) e os modelos a combustão em US$ 5.066 (R$ 29 mil). A taxa de perda total para EVs aumentou para 10,2%, refletindo o crescimento das vendas desses veículos. Os modelos da Tesla, como o Model Y e o Model 3, lideraram os pedidos de indenização, com o Model Y registrando o maior aumento. Apesar disso, os custos de reparo para EVs estão diminuindo gradualmente, aproximando-se dos veículos a combustão.(Inside EVs – 16.03.2025)
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Argentina: Governo estabelece cota de 50 mil veículos eletrificados isentos de tarifas aduaneiras

O governo argentino estabeleceu uma cota anual de 50 mil veículos eletrificados (híbridos, elétricos ou movidos a hidrogênio) isentos de tarifas aduaneiras, com o objetivo de reduzir os altos preços dos carros 0km no país. Essa cota será dividida em partes iguais: 25 mil unidades para montadoras com fábricas na Argentina e 25 mil para importadores e particulares. Para participar, os interessados devem vender os veículos pelo preço mais baixo, com prioridade para os modelos que garantirem o menor custo final, respeitando um limite de preço FOB de US$ 16 mil. O governo busca evitar que as montadoras absorvam o benefício fiscal sem repassar aos consumidores. A medida, válida por cinco anos, pode ser ampliada no futuro, mas as regras do Mercosul limitam essa expansão. Até agora, a marca Baic anunciou o preço do seu modelo 100% elétrico, o EU5, que será vendido por 30 milhões de pesos.(Inside EVs – 18.03.2025)
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo de Jaques Paes: "As possibilidades do biometano"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Jaques Paes (professor do MBA de ESG e Sustentabilidade da FGV) trata da retomada do biometano como alternativa energética no Brasil, destacando suas semelhanças com o etanol nos anos 70. Após o fracasso do Pró-Álcool, o biometano surge com promessas de descarbonização e independência energética, sendo impulsionado por iniciativas da Petrobras e de transportadoras. Embora o biometano tenha grande potencial no aproveitamento de resíduos e no fortalecimento da matriz energética, o autor alerta que a transição depende de políticas públicas eficazes e de infraestrutura adequada, além de ressaltar que os lixões, embora passivos ambientais, podem se tornar fontes estratégicas de energia. Paes enfatiza a importância de uma abordagem que integre sustentabilidade e inclusão social, transformando os resíduos em recursos, e aponta para a necessidade de aprender com os erros do passado para garantir uma transição energética justa e eficiente. (GESEL-IE-UFRJ – 18.03.2025)
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Brasil: BNDES investe no setor de biogás e biometano

Em 2023, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou planos para aumentar o financiamento ao setor de biogás e biometano, com a destinação de quase R$ 500 milhões, como destacado em um workshop realizado em parceria com a Associação Brasileira do Biogás (Abiogás). Nesse contexto, a empresa Geo bio gas&carbon recebeu um financiamento de R$ 37,6 milhões para expandir a produção de biometano no Paraná, com o objetivo de aumentar a produção em mais de 20 vezes. O biogás, além de ser uma alternativa competitiva em relação a outras fontes renováveis, como o combustível sustentável de aviação (SAF) e o hidrogênio verde, tem um papel significativo na economia circular. O BNDES também enfatizou a importância de parcerias com o agronegócio para viabilizar projetos no setor, com opções de financiamento como o Finem e o Programa Fundo Clima. Esses incentivos visam impulsionar a descarbonização e promover uma indústria mais verde, com foco em soluções tecnológicas, aumento da produtividade e o uso de fontes de energia limpa.(Além da Energia– 19.03.2025)
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União Europeia: A transição sustentável da indústria siderúrgica e o uso de hidrogênio baixo carbono

A Comissão Europeia anunciou um plano de ação para o setor de aço e metais, visando garantir a competitividade da indústria siderúrgica e sua transição para uma produção mais sustentável. Integrando a estratégia Bússola da Competitividade, o plano foca em energia limpa a preços competitivos e uso de hidrogênio baixo carbono para descarbonizar a produção de aço União Europeia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão, destacou a importância de manter a produção de aço na Europa, ajudando os produtores a enfrentar desafios no mercado global, reduzindo custos de energia e introduzindo tecnologias inovadoras. O plano propõe redução de taxas sobre eletricidade, aceleração de licenças para projetos eletrointensivos maior flexibilidade para contratos de aquisição de energia. Henrik Adam, presidente da Eurofer, reconheceu as propostas como positivas, mas ressaltou que os altos preços da continuam a prejudicar a cadeia de valor. Além disso, a iniciativa visa estimular o uso de hidrogênio verde e de baixo carbono como alternativa aos combustíveis fósseis, especialmente o gás russo.(Agência Eixos – 19.03.2025)
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Aneel: Brasil alcança 37 GW de potência instalada em GD

A potência total de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil chegou a 37,61 GW em fevereiro de 2025, com 3,33 milhões de sistemas conectados à rede, segundo apuração da Agência Nacional de Energia Elétrica. Desses, 80% são consumidores residenciais, 10% comerciais e 9% rurais. A energia gerada é usada prioritariamente pelos próprios consumidores, com créditos para excedentes abatidos na conta de luz. A esse respeito, o número de unidades consumidoras beneficiárias do Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE) ultrapassou a marca de 5 milhões no período de referência. São Paulo foi o estado que mais se destacou no primeiro bimestre de 2025, tanto em número de sistemas instalados (21.743) quanto em potência (192 MW). Em expansão de potência, Goiás ficou em segundo lugar (143 MW), seguido por Minas Gerais (143 MW). Já em quantidade de instalação, São Paulo foi seguido por Minas Gerias (11.967) e Mato Grosso (10.136). Diferente da geração centralizada, que é comercializada em mercados regulados ou livres, a MMGD beneficia diretamente os consumidores, impulsionando a adoção de fontes renováveis, principalmente solar. (Aneel - 17.03.2025) 
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PwC: CEOs do Brasil reportam ganhos com aportes em impacto climático e IA generativa

Segundo levantamento da PwC, o nível de confiança no crescimento econômico das empresas e na sustentabilidade dos modelos de negócios está aumentando no setor de energia e serviços de utilidade pública no Brasil. Dos cerca de 150 a 180 CEOs consultados para a pesquisa, mais da metade declarou já perceber um maior retorno sobre investimento em ações de impacto climático positivo, e pontuaram as mudanças climáticas como a maior ameaça ao setor pelo próximo ano. Ainda, em destaque, muitos executivos reportaram ganhos com aportes em I.A. generativa. “Saiu um pouco do hype para tangibilizar resultados e analisar novos modelos de negócio e fontes de receita como serviços atrás do medidor”, analisou o líder do setor de Energia e Serviços de Utilidade Pública da PwC Brasil, Adriano Correia. Em relação ao desempenho econômico das empresas, os executivos demonstraram otimismo maior do que a média nacional, envolvendo companhias de outros setores, quanto as perspectivas de crescimento. Em contrapartida, a confiança no crescimento da receita recuou tanto no segmento como na média nacional. Em sua parte conclusiva, o estudo da PwC mostra que as utilities apresentam um desempenho similar ao da média nacional quando avaliadas as estratégias de reinvenção dos negócios. Por outro lado, indica uma grande diferença em iniciativas como modelos de precificação, exploração de novas rotas de mercado e desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, ainda impactado por limitações regulatórias. “O processo de transformação da indústria já começou a partir dos processos de transição energética e de digitalização”, completou Correia. (Agência CanalEnergia - 18.03.2025)
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Brasil: Crescimento da micro e minigeração distribuída em fevereiro de 2025

Em fevereiro de 2025, a micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil cresceu em 601 megawatts (MW), totalizando uma capacidade instalada de 37.588 MW. A maior parte desse aumento veio de cinco estados, com Goiás liderando com 68 MW, seguido por São Paulo (67 MW) e Mato Grosso (65 MW). A energia solar foi responsável por mais de 99% da capacidade instalada, e o modelo de geração na própria unidade consumidora dominou, com 486 MW. As residências seguiram como as principais aderentes à MMGD, com 356 MW, seguidas pelos comércios (142 MW) e imóveis rurais (61 MW). Indústrias e setores públicos também contribuíram com a instalação de novos sistemas. As cidades de Cuiabá, Goiânia, Brasília e Paracatu se destacaram entre as maiores contribuidoras para o crescimento, com Cuiabá liderando com 12,4 MW. São Paulo, que já havia se destacado em janeiro, permanece como o estado com maior capacidade instalada total de geração distribuída.(Agência Eixos – 17.03.2025)
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Brasil: Hibridização de sistemas de geração distribuída com armazenamento de energia cresce em 2024

A hibridização de sistemas de geração distribuída (GD) com armazenamento de energia começa a ganhar destaque no Brasil, embora ainda represente uma parcela pequena do mercado. De acordo com pesquisa da consultoria Greener, 4% das vendas de sistemas de GD em 2024 incluíram dispositivos de armazenamento, com uma maior adoção nas regiões Sul e Sudeste. A tendência global é de aceleração dessa adoção, especialmente com a expectativa de que o leilão de capacidade para baterias (LRCAP) ajude a impulsionar o mercado. Apesar da queda nos preços dos sistemas, o custo elevado e a demanda ainda restrita limitam a expansão do setor. A pesquisa também revela que 19% dos integradores de sistemas já oferecem soluções híbridas, e 41% consideram entrar nesse mercado. Além disso, a inversão de fluxo, um desafio crescente, tem afetado principalmente as empresas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. O financiamento de sistemas continua sendo uma opção viável, embora tenha caído devido ao aumento das taxas de juros.(Agência CanalEnergia – 18.03.2025)
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Brasil: Marco histórico na micro e minigeração distribuída de energia em 2025

A micro e minigeração distribuída de energia (MMGD) no Brasil alcançou um novo marco, ultrapassando 5 milhões de unidades consumidoras que utilizam créditos da geração própria de energia, conforme dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). No primeiro bimestre de 2025, mais de 128 mil novas unidades aderiram ao Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE), acrescentando 1,4 GW à potência instalada no país. Em fevereiro, foram instalados 614 MW, com predominância de usinas solares. O modelo de MMGD permite que consumidores gerem eletricidade a partir de fontes renováveis e injetem o excedente na rede, recebendo créditos para utilização futura. São Paulo liderou o crescimento, seguido por Goiás e Minas Gerais. Até o final de fevereiro, o Brasil totalizou 37,61 GW de potência instalada em MMGD, com 80% dos consumidores sendo residenciais. A principal diferença entre a MMGD e a geração centralizada é que, na primeira, a energia gerada é consumida diretamente pelos usuários, com créditos para o excedente abatidos nas contas de luz.(Agência Eixos – 18.03.2025)
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Brasil: Recorde na demanda por energia solar fotovoltaica

Em 2024, o Brasil alcançou um recorde na demanda por equipamentos do setor de energia solar fotovoltaica, com mais de 22 GWp, resultando em investimentos superiores a R$ 60 bilhões, um aumento de 27% em relação ao ano anterior, segundo a Greener. Desses investimentos, 77% foram direcionados à geração distribuída (GD), impulsionada, em parte, pelas “fazendas solares”, enquanto 23% foram destinados à geração centralizada. O mercado de GD também foi beneficiado pela queda de 9% nos preços dos sistemas fotovoltaicos para clientes residenciais e comerciais, reflexo de uma redução de 13% nos preços de equipamentos. No entanto, entre o final de 2024 e início de 2025, houve um aumento de 3% nos preços, e espera-se que os custos continuem a subir devido a fatores como o câmbio e a carga tributária. Uma medida que pode aumentar ainda mais os preços é o aumento do imposto de importação sobre as células fotovoltaicas, previsto para entrar em vigor em junho. O levantamento também destaca o papel do financiamento, presente em 46% das vendas do setor.(Agência Eixos – 18.03.2025)
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Impactos Socioeconômicos

S&P: Ações de energia limpa caíram 16% nos últimos 12 meses

As ações de energia verde recuaram ao nível mais baixo em cinco anos devido a incerteza sobre o apoio político à transição para energia limpa. Após, uma onda de entusiasmo por questões ambientais, o mercado avalia agora a retomada por investimentos em combustíveis fósseis. O S&P Global Clean Energy Transition Index, uma importante referência que acompanha o desempenho das grandes empresas de energia limpa, caiu 16% nos últimos 12 meses. Muito desse movimento teve como causa os derivados do Governo Trump que contribuiu para um sentimento negativo somado com um movimento de juros e um contraste com a valorização de 14% no S&P Aerospace and Defense Select Industry Index, à medida que os fabricantes de armas sobem com a perspectiva de maiores gastos com defesa na União Europeia. (Folha de São Paulo - 17.03.2025)
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Europa: transição energética e a necessidade de atrair novos talentos para o setor

A transição energética na Europa enfrenta um desafio significativo relacionado à força de trabalho, com um número crescente de vagas e uma diminuição preocupante de trabalhadores qualificados. Um relatório da Enlit destaca que a falta de recrutamento adequado, a envelhecimento da mão de obra e a predominância masculina no setor agravam a situação, colocando em risco a competitividade da região. Entre os principais obstáculos para o recrutamento estão a falta de diversidade e os salários menores em comparação com outros setores, além da perda de candidatos para concorrentes. O relatório sugere que o recrutamento deve ser uma prioridade estratégica, com ações mais abrangentes e baseadas em dados atualizados, além de uma abordagem de engajamento em todo o setor, promovendo as oportunidades de carreira e melhorando a comunicação sobre os benefícios do setor. Para corrigir a sub-representação, especialmente de mulheres, é necessário fomentar o interesse por disciplinas STEM desde o ensino fundamental e mudar a mentalidade de recrutamento, atraindo novos grupos de talentos e valorizando a diversidade.(Smart Energy – 19.03.2025)
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