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IFE Transição Energética 77
Dinâmica Internacional
Artigo GESEL: “A Europa e a resiliência das redes de distribuição: exemplo para o Brasil”
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Piero Carlo Sclaverano dos Reis (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) e Vitor Santos (professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão [ISEG] da Universidade de Lisboa) analisam a necessidade de fortalecer a resiliência das redes elétricas diante dos eventos climáticos extremos, com foco na experiência europeia e suas possíveis aplicações no Brasil. Os impactos do novo paradigma ambiental se manifestam em eventos climáticos extremos (ECEx) cada vez mais frequentes e intensos. O Painel Internacional de Mudanças Climáticas (IPCC) prevê um agravamento dessa situação devido ao aquecimento global. A União Europeia lidera iniciativas nessa área por meio de marcos regulatórios, como a EU Climate Law e estratégias para adaptação climática. A análise se concentra no caso italiano, que inovou ao implementar regulamentações específicas para aumentar a resiliência da infraestrutura elétrica, incluindo incentivos econômicos e a criação de um índice de resiliência (IRE). No Brasil, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu uma consulta pública para definir diretrizes regulatórias voltadas à resiliência das redes elétricas. O artigo sugere que o país se inspire na experiência europeia, especialmente no modelo italiano, para desenvolver políticas eficazes e coordenadas, garantindo maior segurança energética frente aos ECEx. (GESEL-IE-UFRJ – 12.03.2025)
Link Externo Conselho Mundial de Energia: Relatório destaca desafios do trilema energético global
O relatório "World Energy Transitions in Motion" do Conselho Mundial de Energia destaca que o trilema energético — segurança, acessibilidade e sustentabilidade — continua sendo essencial em um contexto global cada vez mais complexo. Em um cenário de prioridades divergentes e riscos de transições desordenadas, o relatório explora como a liderança energética mundial tem se tornado volátil e fragmentada. A Secretária Geral, Angela Wilkinson, enfatiza eventos como o Acordo Industrial Limpo da UE e a retirada dos EUA dos acordos climáticos como reflexos dessa instabilidade. O relatório também aponta como a aplicação do trilema em países como Brasil, China e Arábia Saudita demonstra que a inovação local pode impulsionar o setor energético, mas alertam para os riscos das políticas individualistas. Além disso, sugere uma abordagem mais centrada no ser humano para garantir que as transições energéticas beneficiem as pessoas e contribuam para um futuro energético mais sustentável e inclusivo. (Agência CanalEnergia - 05.03.2025)
Link Externo Wood Mackenzie: Crescimento do mercado solar fotovoltaico sul-americano
O último relatório da Wood Mackenzie sobre o mercado solar fotovoltaico da América do Sul prevê que a região adicionará 160 GWDc de capacidade solar entre 2025 e 2034, impulsionada pela diversificação do setor, aumento da demanda de energia e economia favorável. Embora o crescimento continue nos mercados emergentes, como o Brasil e o Chile, os mercados maduros enfrentam desafios, como infraestrutura de transmissão atrasada e aumento das tarifas de transmissão, o que desacelerará o crescimento. O Brasil e o Chile, os principais mercados, representarão 78% das instalações regionais, com 48% das construções focadas em projetos de pequena escala. No Brasil, a desaceleração é atribuída à expiração de incentivos e excesso de oferta de energia, enquanto no Chile, restrições de rede impulsionam o desenvolvimento de projetos híbridos de energia solar e armazenamento. A adoção de PPAs no mercado livre, especialmente no Brasil e Argentina, é vista como um motor chave de crescimento. O relatório também destaca a crescente importância do hidrogênio verde para os mercados de energia solar na região.(Woodmac – 05.03.2025)
Link Externo Brics Policy Center: Estudo destaca os desafios da transição energética justa nos países fundadores dos BRICS
O estudo do Brics Policy Center, apoiado pelo Instituto Clima e Sociedade, destaca os desafios e esforços dos países fundadores do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para alcançar uma transição energética justa, que equilibre a descarbonização com a justiça social e econômica. Embora esses países, muitos dos quais ainda dependem de combustíveis fósseis, enfrentem desafios socioeconômicos, a transição justa busca garantir que trabalhadores e comunidades dependentes de setores poluentes não sejam deixados para trás. O Brasil, presidindo o fórum em 2025, planeja expandir o debate sobre o papel da bioenergia e as práticas de transição justa. Cada país do Brics tem suas particularidades, como a China, que adota o conceito de "Civilização Ecológica", e a Índia, que, além de depender do carvão, busca financiamento internacional. Já a África do Sul avançou na implementação de políticas para uma transição justa, como o programa Just Transition Framework. A Rússia, por outro lado, ainda carece de um plano claro para a transição energética.(Agência Eixos – 07.03.2025)
Link Externo China: Governo publica novas diretrizes para fundos especiais de energia limpa
O Ministério das Finanças da China homologou novas diretrizes para gerenciar fundos especiais para energia limpa. Tais normativas miram fornecer suporte para o desenvolvimento de energia renovável e utilização limpa de combustíveis fósseis de 2025 a 2029, com uma possível extensão além deste período. Essas diretrizes substituem as de caráter temporário lançadas em 2020 e expiradas em 2024 para a gestão desses fundos. (Reuters – 13.03.2025)
Link Externo EUA: Recorde de 50 GW de capacidade solar instalada em 2024
Em 2024, os Estados Unidos atingiram um recorde de 50 gigawatts (GW) de nova capacidade solar instalada, representando 84% de toda a nova capacidade de geração elétrica adicionada ao país. A produção doméstica de módulos solares triplicou, e as fábricas dos EUA agora podem atender quase toda a demanda por painéis solares. A indústria de energia solar e armazenamento gerou empregos e impulsionou a economia, com 21 estados estabelecendo novos recordes de instalações. O Texas liderou com 11,6 GW de novas instalações. Apesar desse crescimento, a indústria enfrenta incertezas devido a mudanças políticas, como alterações nos créditos fiscais e na cadeia de suprimentos, que podem desacelerar a implantação solar. O relatório prevê que a capacidade solar dos EUA atinja 739 GW até 2035, mas mudanças nas políticas poderiam resultar em uma queda de até 130 GW, com perdas de US$ 250 bilhões em investimentos. A eliminação de políticas favoráveis poderia prejudicar o crescimento contínuo do setor e afetar a competitividade do país.(Woodmac – 11.03.2025)
Link Externo Comissão Europeia: Aceleração de energias renováveis poderá proporcionar economia de € 2,5 tri em combustíveis fósseis até 2040
O comissário de Energia e Habitação da Comissão Europeia, Dan Jorgensen, comunicou que, se a União Europeia conseguir implementar¬ energia renovável em um ritmo mais acelerado, será possível atingir uma economia de € 2,5 trilhões em importações de combustíveis fósseis até 2040. A ação integra um roteiro vinculado ao Pacto pela Indústria Limpa que tem o objetivo de reduzir os custos de energia para consumidores e empresas e acelerar investimentos em energia limpa por meio da redução de impostos sobre a eletricidade, promoção de contratos de fornecimento de longo prazo e desenvolvimento de uma estrutura energética mais integrada. “Nos tornaremos muito mais eficientes em termos energéticos e melhoraremos a conexão de nossos sistemas”, ponderou o político. Ainda, o comissário alertou que os preços de energia na Europa estão altos, mas que teriam subido ainda mais não fosse pelo progresso já alcançado na esteira da transição verde. (Energías Renovables – 14.03.2025)
Link Externo E.ON: Eletrificação e redes inteligentes como chave para uma transição energética eficiente na Europa
A E.ON, em seu "Energy Playbook", apresenta um cenário para a transição energética da Europa que pode economizar cerca de € 1,5 trilhão até 2050, destacando a eletrificação como a estratégia mais econômica para a descarbonização. A empresa sugere que, para garantir uma transição eficiente e acessível, é essencial alinhar o aumento da oferta e da demanda de energia, evitando ineficiências no sistema. Tecnologias como veículos elétricos (EVs) e bombas de calor estão se aproximando da viabilidade econômica, e incentivos devem continuar para acelerar sua adoção. A construção de redes elétricas adequadas e a digitalização são cruciais para integrar e aumentar a flexibilidade da demanda. A E.ON também alerta para a necessidade de reduzir impostos e taxas, além de reorientar o desenvolvimento do hidrogênio devido aos altos custos. A transição pode reduzir os custos do sistema de energia em 30% até 2030, com um impacto positivo nos investimentos e uma redução de 20% nos custos específicos de energia até 2050, resultando em uma maior eficiência na transição energética.(Smart Energy – 11.03.2025)
Link Externo Indonésia: Estudo revela 333 GW de energia renovável financeiramente viáveis até 2030
Uma análise recente do Instituto de Reforma de Serviços Essenciais (IESR) revelou o significativo potencial de energia renovável da Indonésia, estimado em mais de 3.686 GW, com 1.500 locais adequados para projetos, totalizando 548,5 GW de capacidade técnica. Desses, 333 GW em 632 locais foram considerados financeiramente viáveis, com base em regulamentos e estruturas de financiamento atuais, incluindo 165,9 GW de energia solar, 167 GW de energia eólica e 0,7 GW de energia térmica. O estudo destaca a importância dessas fontes renováveis para a Indonésia aumentar sua participação em energia limpa, com a meta de alcançar 50% até 2030. Seis regiões-chave foram identificadas como promissoras para o desenvolvimento de energia solar e eólica, com altas taxas de retorno financeiro. O governo indonésio precisa aprimorar a infraestrutura de rede e regulamentações para maximizar esse potencial e atrair mais investidores. Além disso, a Indonésia também está explorando a adoção de tecnologia nuclear para diversificar sua matriz energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.(Energy Monitor – 28.02.2025)
Link Externo Nacional
Artigo GESEL: "Os impactos dos eventos climáticos extremos no setor elétrico brasileiro"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) trata dos desafios impostos pelo aquecimento global às distribuidoras de energia elétrica no Brasil, especialmente com a crescente frequência de eventos climáticos extremos (ECEx). O exemplo da Enel, que enfrentou dois severos ECEx em um curto período, destaca a necessidade de melhorias na infraestrutura e na interação com órgãos municipais e estaduais. A solução imediata envolve planos de contingência, como os adotados nos EUA, enquanto a solução a médio e longo prazo passa pela adoção de novas tecnologias e investimentos, conforme o novo contrato de concessão das distribuidoras. Esse contrato, que exigirá redes mais resilientes, poderá permitir investimentos diferenciados e tarifas específicas, adaptadas às necessidades de cada região. A politicagem em torno dos ECEx, segundo o autor, é prejudicial, já que as soluções técnicas e regulatórias para o enfrentamento desses eventos estão claramente mapeadas. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
Link Externo Artigo de Alexandre Street: "Em busca da flexibilidade perdida"
Em artigo publicado pelo MegaWhat, Alexandre Street (professor associado do Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio) trata dos desafios da expansão desordenada das fontes renováveis no setor elétrico brasileiro, os impactos na estabilidade do sistema e as possíveis soluções para aumentar a flexibilidade e sustentabilidade do mercado. O setor elétrico brasileiro incentivou fontes renováveis desde 2010, mas subsídios descoordenados levaram a uma expansão descontrolada, prejudicando a estabilidade do sistema, como evidenciado pelo apagão de 2023. Para corrigir isso, o governo adotou leilões de capacidade, priorizando termelétricas, mas essa solução enfrenta críticas. Alternativas mais eficientes, como os mercados de tempo real e a Resposta da Demanda (RD), podem trazer mais flexibilidade. Além disso, as distribuidoras têm grande potencial inexplorado. O texto questiona se o Brasil organizará seu mercado energético para o futuro ou continuará refém de medidas imediatistas. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
Link Externo COP30/Lago: Brasil buscará traduzir os 10 anos do Acordo de Paris em resultados palpáveis
A defesa do multilateralismo e o respeito pela ciência serão os pilares da presidência brasileira na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que buscará encontrar soluções "estruturais e avançadas" para acelerar a implementação do Acordo de Paris, que neste ano completa dez anos de assinatura. "Nossas instituições multilaterais podem e devem entregar resultados proporcionais à escala do desafio climático", afirmou o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, em discurso nesta quarta-feira (5), na Assembleia Geral da ONU sobre as prioridades e preparativos para a conferência, que acontecerá em novembro, em Belém, no Pará. "O Brasil tem a firme convicção de que não há progresso para a humanidade sem uma cooperação profunda, rápida e sustentada entre todos os países", afirmou Lago na abertura de seu discurso, que durou quase 20 minutos. Ele lembrou que 2024 foi o ano mais quente da histórica, com a temperatura média global excedendo 1,5 grau acima de seu nível pré-industrial. Por isso, defendeu que a COP30 foque em buscar meios de os países acelerarem a implementação do Acordo de Paris. (Valor Econômico - 05.03.2025)
Link Externo CNPE: Criação de Comitê Técnico para acelerar transição energética
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) instituiu o Comitê Técnico do Programa de Aceleração da Transição Energética (CT-Paten), com o objetivo de propor medidas para regulamentar, executar, supervisionar e aplicar efetivamente o programa, além de acompanhar os projetos aprovados e coordenar estudos para subsidiar as decisões do CNPE. O comitê será composto por representantes de diversos ministérios e entidades, incluindo o Ministério de Minas e Energia, que coordenará os trabalhos, e terá também a participação de representantes da sociedade civil, academia e setor privado. Cada órgão terá um titular e um suplente, e o comitê terá duração de dois anos, podendo ser prorrogado. (Agência CanalEnergia - 05.03.2025)
Link Externo Câmara dos Deputados: PL obriga logística reversa para painéis fotovoltaicos e seus componentes
O Projeto de Lei 391/25, em análise na Câmara dos Deputados, obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de painéis fotovoltaicos e seus componentes a adotar a logística reversa, prática que visa o descarte adequado e o reaproveitamento de produtos, conforme a Lei de Resíduos Sólidos. O regulamento específico, a ser elaborado pelo governo federal, definirá as metas e regras de segurança, logística e transporte dos equipamentos. A logística reversa já é obrigatória em setores como agrotóxicos e pneus. A proposta, do deputado Jonas Donizette (PSB/SP), visa reduzir os impactos ambientais e de saúde causados pelo descarte inadequado dos painéis solares, que contêm metais pesados como chumbo e cádmio. O deputado destaca que a reciclagem desses componentes tem um índice de aproveitamento de 97%, o que evidencia a importância econômica e ambiental da medida. O projeto será analisado nas comissões de Desenvolvimento Urbano, Constituição e Justiça, e Cidadania, antes de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.(Agência Eixos – 10.03.2025)
Link Externo Regulação e Reestruturação do Setor
Brasil: CCEE lança Guia de Direitos e Deveres do Consumidor no Mercado Livre de Energia
A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) lançou, em 7 de março, o Guia de Direitos e Deveres do Consumidor no Mercado Livre de Energia. O material didático mira proporcionar mais transparência e entendimento para os consumidores que acabaram de ingressar no ambiente de contratação livre (ACL). O e-book foi elaborado para esclarecer dúvidas frequentes e ajudar os novos participantes a compreenderem suas responsabilidades ao atuar no segmento livre e como atuar caso queira trocar de representante varejista, voltar para o atendimento da sua distribuidora local ou se receber notificações de desligamento do seu fornecedor. O guia também aborda de forma clara e acessível tópicos como os processos de cadastro no mercado livre, os direitos do consumidor quanto ao serviço prestado e as obrigações que as partes envolvidas devem cumprir. Além disso, oferece orientações sobre como os consumidores podem resolver eventuais conflitos e garantir que suas demandas sejam atendidas conforme as normativas vigentes. A publicação, que tem como objetivo tornar o mercado livre de energia mais seguro para todos, está disponível gratuitamente no site da CCEE. (CCEE – 07.03.2025)
Link Externo Brasil: Portabilidade de contratos no mercado livre de energia cresce 12 vezes em 2024
Em 2024, a portabilidade de contratos no mercado livre de energia no Brasil teve um grande aumento, com 137 unidades consumidoras trocando de fornecedor, contra apenas 11 em 2023. Esse movimento reflete a busca por melhores condições e ofertas, como preços mais competitivos e serviços customizados, além da possibilidade de ingressar no modelo de autoprodução, que permite ao consumidor tornar-se sócio de uma usina e isento de alguns encargos. A mudança de fornecedor envolve um processo simples, mas que exige uma notificação com antecedência mínima de 90 dias e assinatura do novo contrato. A expectativa é que a portabilidade cresça ainda mais com a aprovação das regras pela Aneel para o compartilhamento de dados dos consumidores, o que deve aumentar a competição, reduzir a concentração de mercado e, consequentemente, diminuir os preços. Especialistas recomendam que a negociação seja bem analisada, considerando o risco de crédito, tanto do consumidor quanto da comercializadora, e sugerem melhorias nos processos para facilitar a portabilidade.(Agência Eixos – 06.03.2025)
Link Externo Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais
Brasil: Vendas de veículos eletrificados crescem 24,3% em fevereiro
O mês de fevereiro de 2025 registrou 12.988 novos emplacamentos de veículos leves eletrificados, um aumento de 24% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O resultado também é 3,4% superior às vendas catalogadas no mês de janeiro. Os modelos elétricos plug-in (BEV e PHEV) seguiram dominando o mercado dos eletrificados em fevereiro, representando 80% das vendas do mês, ao passo que os híbridos convencionais (HEV e HEV Flex) responderam por 20% do total. As tecnologias que tiveram avanço mais significativo, todavia, foram BEV (+21,4%) e HEV Flex (+140%), cujo mérito tem participação dos incentivos fiscais estaduais, como deduções do Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA). Quanto ao desempenho regional, a região Sudeste (46,6%) liderou as vendas de eletrificados no mês, seguida pelo Sul (17,6%), Nordeste (17%), Centro-Oeste (15%) e Norte (3,8%). Segundo o presidente da associação, Ricardo Bastos, o crescimento do mercado neste início de 2025 reflete a maior conscientização dos consumidores sobre os benefícios ambientais e financeiros da eletrificação, bem como a maior confiança eletromobilidade impelida pelo crescimento da infraestrutura púbica de recarga. (Agência CanalEnergia - 07.03.2025)
Link Externo Brasil: PL 158/25 garante direito de instalar recarga de carros elétricos em garagens de condomínios
O Projeto de Lei 158/25, em análise na Câmara dos Deputados, assegura aos condôminos o direito de instalar infraestrutura para recarga de carros elétricos em suas garagens, desde que sigam normas de segurança e a convenção do condomínio. A proposta, de autoria dos deputados do Novo, Adriana Ventura e Ricardo Salles, visa superar a falta de infraestrutura de recarga, que ainda é um obstáculo à adoção de veículos elétricos no Brasil, especialmente em condomínios. O texto estabelece que o condômino será responsável pelos custos e pela conformidade técnica da instalação, incluindo a contratação de um responsável técnico e a adoção de dispositivos de segurança. Além disso, a proposta protege as áreas comuns para minimizar impactos visuais e funcionais, e a instalação de infraestrutura coletiva depende de aprovação em assembleia. Os parlamentares justificam a medida como um passo para promover a mobilidade sustentável, alinhada à matriz elétrica renovável do Brasil, e garantir o direito individual sem comprometer a segurança coletiva no ambiente condominial.(Agência Eixos – 06.03.2025)
Link Externo Brasil: Stellantis inaugura centro de desenvolvimento de carros híbridos e anuncia R$ 30 bilhões em investimentos
A Stellantis inaugurou, em Betim (MG), um centro dedicado ao desenvolvimento de carros híbridos, com a contratação de 400 engenheiros. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. John Elkann, presidente do conselho da montadora, destacou o compromisso da empresa com o Brasil, anunciando investimentos de R$ 30 bilhões até 2030, o maior volume de investimentos da Stellantis no país, com foco em inovação tecnológica e transição energética. Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul, mencionou a aprovação da reforma tributária, que renovou incentivos para montadoras no Nordeste. Além disso, foi anunciado que a empresa contratará 1,5 mil funcionários para reforçar a produção no Brasil, com 1,2 mil vagas em Betim e 300 em Porto Real (RJ). Essas iniciativas fazem parte da estratégia de expansão e inovação da montadora no Brasil.(Agência Eixos – 11.03.2025)
Link Externo ABB Robotics e Automotive Manufacturing Solutions: Pesquisa aponta crescimento na produção de carros elétricos e híbridos até 2025
A pesquisa "Automotive Manufacturing Outlook Survey", realizada pela ABB Robotics e Automotive Manufacturing Solutions, aponta um crescimento na produção de carros elétricos, com 75% dos líderes da indústria automotiva acreditando em um aumento da produção de veículos elétricos (EVs) em 2025. No entanto, apesar das expectativas positivas, há uma crescente preocupação com o cumprimento das metas de produção de EVs 100% elétricos até 2030 ou 2040, com 31% dos entrevistados considerando essas metas impossíveis, um aumento em relação aos anos anteriores. O crescimento da produção de EVs em 2025 é previsto por 31% dos entrevistados como superior a 10%, mas fatores externos, como a demanda do consumidor e a infraestrutura de recarga, são vistos como grandes desafios. A pesquisa também revela um aumento na produção de veículos híbridos, com 67% dos especialistas prevendo um crescimento nos híbridos plug-in (PHEV) e 62% nos híbridos plenos (HEV). Esses veículos híbridos continuam a ser uma solução importante para a transição para a mobilidade elétrica, enquanto a infraestrutura de recarga se apresenta como um fator crucial para a expansão da produção de EVs.(Inside EVs – 09.03.2025)
Link Externo Deloitte: Indústria automotiva global enfrenta desafios na adoção de veículos elétricos
A indústria automotiva global está passando por transformações impulsionadas pela eletrificação, digitalização e novas formas de mobilidade. Segundo o estudo "2025 Global Automotive Consumer Study" da Deloitte, a adoção de veículos elétricos (BEVs) enfrenta desafios como preço, autonomia e infraestrutura de recarga, embora o interesse por híbridos (HEVs) e híbridos plug-in (PHEVs) esteja crescendo, oferecendo uma transição mais suave. Fatores como redução de custos com combustível, preocupações ambientais e menor necessidade de manutenção motivam os consumidores, com destaque para os mercados da Índia, Japão e Alemanha. A falta de infraestrutura de recarga, especialmente em estações públicas e carregadores domésticos, ainda é um obstáculo importante. Apesar das preocupações sobre autonomia, preço e segurança das baterias, a percepção de melhorias na infraestrutura de recarga pode impulsionar a adoção. Além disso, a mobilidade como serviço (MaaS) está ganhando interesse, especialmente entre os jovens. O mercado de veículos eletrificados continua a evoluir, exigindo um equilíbrio entre sustentabilidade, custo-benefício e apoio governamental para superar os desafios atuais.(Inside EVs – 14.03.2025)
Link Externo Eurelectric: Baterias de veículos elétricos podem fornecer 114 TWh de flexibilidade até 2030
De acordo com um estudo da Eurelectric, as baterias de veículos elétricos (EVs) têm o potencial de fornecer até 114 TWh de capacidade de flexibilidade até 2030, o que representaria cerca de 4% do fornecimento anual de energia da Europa. Isso é suficiente para abastecer 30 milhões de residências por ano e pode aumentar até 2040, quando o sistema veículo à rede (V2G) poderia atender mais de 10% das necessidades gerais de energia da Europa. A flexibilidade oferecida pelo carregamento inteligente pode ajudar a equilibrar a rede e resolver gargalos, além de reduzir custos de infraestrutura em € 4 bilhões anuais. No entanto, existem barreiras como a falta de incentivos econômicos claros para os consumidores e a necessidade de melhorias na interoperabilidade dos dados e na infraestrutura de carregamento. A monetização dessa flexibilidade será essencial para impulsionar a adoção do V2G, permitindo que os consumidores ganhem dinheiro com o carregamento inteligente, o que pode gerar economias anuais significativas. A chave para o sucesso será convencer os clientes da viabilidade e benefícios financeiros dessa tecnologia.(Smart Energy – 05.03.2025)
Link Externo Reino Unido: Plano de eficiência energética de US$ 2,3 bi para consumidores de baixa renda
O Reino Unido anunciou que irá aplicar US$ 2,33 bilhões em melhorias de eficiência energética para famílias de baixa renda e inquilinos que vivem em habitações sociais. Segundo o governo, a redução das contas de energia é um dos principais objetivos de seu planejamento energético, além da redução das emissões de carbono observada a meta de net zero até 2050. As ações de eficiência incluem a instalação de painéis solares, soluções de isolamento e bombas de calor, e a expectativa é que cerca de 170.000 lares serão beneficiados. Os altos preços do gás no mercado atacadista, no entanto, parecem apontar na contramão dessa medida, de modo que o preço da energia doméstica na Grã-Bretanha deverá aumentar pelo terceiro trimestre consecutivo. "Em um momento em que muitos estão enfrentando contas de energia altas devido à dependência do Reino Unido dos mercados internacionais de gás, esse financiamento [...] pode ajudar as famílias a economizar centenas de libras por ano", declarou o Departamento de Segurança Energética e Net Zero (DESNZ). (Reuters – 11.03.2025)
Link Externo Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis
Artigo de Rafaela Calçada da Cruz: "Reforma tributária e produção de hidrogênio"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Rafaela Calçada da Cruz (advogada tributarista) trata da reforma tributária aprovada pela Emenda Constitucional nº 132/2023, que substitui cinco tributos por três e estabelece princípios como a simplicidade, transparência, justiça tributária e defesa do meio ambiente. A reforma prevê regime fiscal favorecido para biocombustíveis e Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (HBC), mas não esclarece o tratamento específico do HBC no contexto tributário. A Lei nº 14.948/2024, conhecida como "Marco Legal do Hidrogênio", institui incentivos fiscais para a produção de HBC, mas há incertezas sobre os benefícios fiscais para toda a cadeia produtiva devido à interpretação restritiva da Receita Federal. Isso pode gerar insegurança jurídica e tornar a produção de HBC mais cara, comprometendo a transição energética e o cumprimento das metas ambientais do Brasil no Acordo de Paris. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
Link Externo Artigo de Clarissa Lins: "Combustível renovável, solução escalável?"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Clarissa Lins (sócia-fundadora da Catavento Consultoria) trata da possibilidade de as soluções brasileiras em combustíveis renováveis servirem de exemplo para o mundo, destacando o papel do Brasil na descarbonização, especialmente no setor de transporte. Embora o Brasil seja líder mundial no uso de biocombustíveis, com uma participação de 25% na demanda total por energia renovável, as soluções globais ainda enfrentam desafios, como a falta de escala e o alto custo dos combustíveis renováveis. No entanto, com políticas públicas adequadas e a adoção de padrões globais, como o G20 em 2024, o Brasil pode exportar suas soluções e inspirar outros países, comprovando que as alternativas sustentáveis têm vantagens competitivas e um impacto positivo socioambiental. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
Link Externo Brasil: Consultas públicas definem processo para acessar R$ 18,3 bilhões do Programa de Hidrogênio de Baixa Emissão
O processo concorrencial para acessar os R$ 18,3 bilhões do Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC) está em fase de definição no Brasil, com consulta pública aberta pelo Ministério da Fazenda. Um dos principais desafios será estimular a demanda interna por hidrogênio de baixo carbono, evitando que toda a produção seja voltada para exportação. Experiências internacionais, como as da União Europeia e da Coreia do Sul, oferecem aprendizados valiosos, mas o Brasil precisará adaptar esses modelos. A criação de consórcios entre produtores e consumidores e leilões setoriais, como para fertilizantes ou geração térmica, são discutidos como formas de fomentar a demanda interna. A experiência brasileira com leilões de energia renovável pode ser replicada, incentivando a criação de uma cadeia de valor local. Leilões internacionais, como os da União Europeia e Coreia do Sul, têm mostrado eficácia na promoção do hidrogênio. Contudo, a pressão por preços baixos pode comprometer a viabilidade dos projetos, sendo crucial garantir um equilíbrio que favoreça tanto a competitividade quanto a inclusão de pequenos produtores. O sucesso desse processo pode acelerar a transição energética e a descarbonização da indústria nacional.(Agência Eixos – 09.03.2025)
Link Externo Brasil: Suspensão da mistura obrigatória de biocombustíveis gera disputas no mercado e no Congresso
A suspensão da mistura obrigatória de biocombustíveis nos combustíveis vendidos no Brasil gerou disputas no mercado e no Congresso. A gasolina contém 27% de etanol anidro e o diesel 14% de biodiesel, mas a crescente fraude na mistura e dificuldades de fiscalização motivaram o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) a pedir à ANP a suspensão temporária da obrigatoriedade de biodiesel. A reação foi rápida, com o agronegócio, incluindo as Frentes Parlamentares do Biodiesel e da Agropecuária, se opondo à medida, destacando impactos econômicos como a redução da moagem de soja. O Ministério de Minas e Energia reafirmou seu compromisso com a ampliação do uso de biocombustíveis, com planos de aumentar a mistura de etanol na gasolina. Paralelamente, foi apresentado um projeto no Congresso permitindo combustíveis sem biocombustíveis, atendendo consumidores que preferem combustíveis mais puros. O governo também está finalizando regulamentações para intensificar a fiscalização no setor e combater fraudes.(Agência Eixos – 13.03.2025)
Link Externo Alemanha: TotalEnergies e RWE assinam acordo de 18,9 bilhões de euros para hidrogênio verde
A TotalEnergies anunciou, no dia 12 de março, a assinatura de um acordo com a RWE para fornecer 30 mil toneladas anuais de hidrogênio verde para a refinaria de Leuna, na Alemanha, a partir de 2030, por um período de 15 anos. Este contrato, considerado o maior acordo de fornecimento de hidrogênio a partir de eletrólise na Alemanha, envolve a produção do hidrogênio por um eletrolisador de 300 MW, instalado e operado pela RWE em Lingen, com armazenamento local e transporte via gasoduto de 600 km até a refinaria. A iniciativa visa evitar a emissão de cerca de 300 mil toneladas de CO2 anualmente, a partir de 2030. Além deste projeto, a TotalEnergies já contratou mais de 200 mil toneladas anuais de hidrogênio renovável para outras unidades na Europa. A parceria será facilitada pela conclusão do H2 backbone, uma grande rede de hidrogênio da Alemanha, com investimento de 18,9 bilhões de euros, que permitirá o transporte de hidrogênio através de 9.040 km de dutos. O projeto tem apoio do governo alemão, que também liberou recursos para a construção das instalações de eletrólise de hidrogênio.(Agência Eixos – 13.03.2025)
Link Externo Uruguai: Caminhões a hidrogênio verde são parte do projeto Kahirós
O Uruguai, líder em eletrificação de frotas na América do Sul, inicia o uso de hidrogênio verde em veículos com a chegada de seis caminhões Hyundai Xcient Fuel Cell, que serão utilizados para o transporte de madeira de reflorestamento pela Fraylog. Estes caminhões, com autonomia superior a 700 km, são parte do projeto Kahirós, que visa a produção de hidrogênio verde a partir de energia solar. O projeto inclui a construção de um parque solar fotovoltaico em Fray Bentos, que alimentará uma usina de eletrólise capaz de produzir 77 toneladas de hidrogênio por ano, substituindo o diesel no transporte rodoviário florestal e ajudando as indústrias locais a reduzir suas emissões. Com um investimento de US$ 40 milhões, o projeto envolve empresas como a Fidocar e a Ventus. Embora os caminhões a célula de combustível ofereçam vantagens, como menor tempo de reabastecimento e a emissão de apenas vapor d'água, os desafios incluem o alto custo e a escassez de infraestrutura de abastecimento de hidrogênio, com poucos postos no mundo. O Uruguai espera ter os veículos operacionais em 2026.(Inside EVs – 13.03.2025)
Link Externo Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização
IEA: Indústria global de baterias está se tornando cada vez mais integrada e competitiva
Em 2024, a demanda global por baterias ultrapassou 1 TWh, refletindo o crescimento acelerado do setor impulsionado pelo avanço tecnológico e pela redução dos custos de produção. Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o preço médio das baterias para veículos elétricos caiu para menos de US$ 100 por kWh, enquanto o custo das baterias de lítio recuou mais de 85% nos últimos dois anos, favorecido pela produção em larga escala. A capacidade global de fabricação de baterias atingiu 3 TWh, com potencial de triplicar nos próximos cinco anos, caso os projetos anunciados sejam concretizados. A IEA destaca que o setor está se tornando mais integrado e competitivo, impulsionado por economias de escala, parcerias estratégicas e inovações tecnológicas. Esse cenário pode levar à consolidação da indústria e à diversificação geográfica da produção, reduzindo a dependência de um único fornecedor. A China permanece líder na fabricação global, representando mais de 75% da produção, com expectativa de expandir sua presença na Europa por meio de novas fábricas e parcerias estratégicas. Projetos de joint venture podem acelerar a adoção de baterias de lítio na região e reduzir a diferença de custos em relação ao mercado chinês. (Canal Solar - 07.03.2025)
Link Externo Brasil: País atinge 37 GW de potência instalada em geração distribuída
O Brasil atingiu 37 GW de potência instalada em geração distribuída (GD), equivalente a duas usinas de Itaipu e meia, destacando a importância da micro e minigeração distribuída (MMGD), que permite aos consumidores gerar sua própria energia com fontes renováveis como solar, eólica, biomassa, PCHs e hidrogênio verde. A Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) prevê um crescimento de 20% na potência instalada em 2025, o que resultaria em mais de R$ 25 bilhões em investimentos privados e a criação de 100 mil empregos. Apesar das preocupações sobre o impacto da GD no Sistema Interligado Nacional, especialmente em relação ao curtailment, a ABGD esclarece que a GD opera de forma descentralizada e alinhada à demanda dos consumidores, e que os problemas de curtailment são causados pela falta de planejamento e limitações das redes de transmissão, e não pela GD. (Agência CanalEnergia - 28.02.2025)
Link Externo Brasil: Cálculo da energia requerida será adaptado para captação dos efeitos do crescimento da MMGD
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que cálculo da tarifa de energia elétrica passará por mudanças. A decisão mira endereçar a crescente adesão dos consumidores de baixa tensão à micro e minigeração distribuída de energia (MMGD). A nova forma de cálculo utilizará o consumo de energia medido pelas consumidoras, e não pelo faturado nas contas de luz. As áreas técnicas chegaram à conclusão de que a energia injetada excedente gerada pelos consumidores que têm MMGD em relação ao consumo, que permite o acúmulo de créditos, deveria ser considerada para o cálculo do montante de energia a ser comprada para suprimento na área de concessão. Segundo o regulador, os efeitos da MMGD no cálculo da energia requerida já tinham sido considerados nas perdas técnicas e, com a proposta, passam a ser considerados também nas perdas não-técnicas. A mudança já valerá nas próximas revisões e reajustes de 2025. Com a alteração proposta, a Aneel informou que espera aperfeiçoar esse cálculo do balanço energético. (Aneel – 11.03.2025)
Link Externo Greener: Armazenamento de energia pode movimentar R$ 22,5 bilhões no Brasil até 2030
A demanda por componentes para sistemas de armazenamento de energia (BEES) no Brasil cresceu 89% em 2024, segundo a Greener. A maior parte dessas instalações deve ocorrer até 2025, com investimentos no setor estimados em R$ 22,5 bilhões até 2030. O país acumulou 685 MWh de capacidade instalada até 2024, sendo 70% voltados para sistemas isolados. Apenas no último ano, foram adicionados 269 MWh, um aumento de 29% em relação a 2023. A confiabilidade do fornecimento elétrico é apontada como o principal fator para a adoção dessas soluções, já que quedas de energia frequentes geram prejuízos significativos. No cenário global, o mercado de armazenamento por baterias deve superar 760 GW de potência instalada até 2030, liderado por China e Estados Unidos. De acordo com a Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (ABSAE), a adoção dessas tecnologias poderia gerar uma economia anual de até R$ 900 milhões por gigawatt de potência instalada, reduzindo custos e diminuindo a dependência de termelétricas. O mercado brasileiro tem potencial para atrair R$ 44 bilhões em investimentos até 2030, sendo R$ 14 bilhões para soluções off-grid em comunidades isoladas, R$ 14 bilhões para sistemas behind-the-meter (BTM) voltados à redução de custos e participação em programas de resposta à demanda, e R$ 16 bilhões em soluções in-front-of-the-meter (FTM), impulsionadas por leilões de Reserva de Capacidade. A ausência de um marco regulatório é apontada como a maior incerteza do setor, dificultando a definição de tarifas, regimes de outorga e fontes de receita. Segundo o presidente da ABSAE, Markus Vlasits, avanços na estrutura tarifária e maior participação dos consumidores em programas de resposta à demanda são fundamentais para consolidar o armazenamento de energia no Brasil. (Portal Solar - 05.03.2025)
Link Externo China: Desafios econômicos e o papel da inteligência artificial na recuperação
A China está se preparando para enfrentar uma grande mudança estratégica econômica, especialmente devido à intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos, que impôs tarifas pesadas sobre as exportações chinesas. Diante disso, o governo chinês busca alternativas para mitigar o impacto, incluindo parcerias com empresas de tecnologia e inteligência artificial, como a plataforma de IA Deep Seek. O governo também está tentando melhorar a situação econômica com iniciativas como a redução de taxas de juros e o aumento de liquidez. No entanto, a China enfrenta grandes desafios internos, como uma economia desacelerada, baixa capacidade de consumo e excesso de capacidade no setor industrial, o que exige uma redistribuição da renda para estimular o consumo privado. O setor de tecnologia, como a IA, desempenha um papel estratégico para impulsionar a competitividade e a inovação nesse cenário econômico difícil.(DW News - 19.02.2025)
Link Externo China: O papel crescente da Huawei no ecossistema tecnológico
O webinar aborda o papel crescente da Huawei no ecossistema tecnológico da China, com foco na integração de inteligência artificial (IA) em suas operações e no desenvolvimento de uma infraestrutura autossuficiente. A empresa está criando um sistema completo de hardware e software, incluindo os processadores Ascend, para superar as restrições de chips de IA impostas pelos EUA. A parceria com a DeepMind tem sido fundamental, utilizando técnicas de otimização para contornar as limitações de transferência de dados entre GPUs e posicionar a Huawei como uma competidora de chips de alto desempenho, como os da Nvidia. Além disso, a Huawei destaca-se na computação em nuvem, mas as inovações tecnológicas geram preocupações sobre segurança cibernética e a necessidade de proteger redes interconectadas, o que ressalta a importância de soluções de IA seguras e sem riscos.(Asia Society - 14.02.2025)
Link Externo EUA: Capacidade de data centers ultrapassa 92 GW com crescimento impulsionado por IA
A capacidade do pipeline de data centers nos EUA ultrapassou 92 gigawatts (GW) no final de 2024, refletindo um aumento significativo impulsionado pela crescente demanda por inteligência artificial (IA). No quarto trimestre de 2024, as adições mensais de capacidade atingiram 7 GW, com megaprojetos elevando os custos e o tamanho das instalações. Cerca de 73% dos US$ 195 bilhões investidos em projetos rastreados estão concentrados em 22% dos projetos com valores acima de US$ 1 bilhão. A metragem quadrada média dos edifícios de data centers aumentou 9,5%, e a dos campi cresceu mais de 23%. Os desenvolvedores enfrentam desafios crescentes devido ao aumento do tamanho dos projetos e à saturação dos mercados tradicionais, como Virgínia e Texas, que continuam dominantes. Novos mercados, como Louisiana, Mississippi, Wisconsin e Virgínia Ocidental, estão se tornando destinos chave, buscando aproveitar incentivos favoráveis. Atualmente, 93 projetos estão em construção nos EUA, com 84 em processo de licenciamento, representando um aumento de 66% na capacidade prevista.(Woodmac – 13.03.2025)
Link Externo Impactos Socioeconômicos
Artigo de Edvaldo Santana: "Quatro Argentinas perdidas em energia"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana (ex-diretor da Aneel) trata da crise hídrica e das mudanças climáticas que impactam o setor elétrico brasileiro. Ele destaca que, assim como o telescópio James Webb, que trouxe avanços científicos significativos, a situação dos reservatórios no Brasil tem se mostrado cada vez mais imprevisível, com secas prolongadas e chuvas irregulares. Santana analisa a evolução dos níveis de água nos reservatórios das principais regiões do país, alertando para a crescente incerteza no fornecimento de energia e a necessidade de adaptações custosas no setor elétrico, estimando que, nos próximos 20 anos, o custo dessas mudanças pode ultrapassar R$ 1,5 trilhão. Ele também sugere que a irregularidade climática e os impactos ambientais causados pelo desmatamento e emissão de gases de efeito estufa são fatores chave para essa crise. (GESEL-IE-UFRJ – 11.03.2025)
Link Externo SEIA e Wood Mackenzie: Energia solar e armazenamento lideraram nova capacidade nos EUA, mas mudanças nos subsídios podem frear perspectivas
A energia solar e o armazenamento de energia foram responsáveis por 84% da nova capacidade de geração de eletricidade adicionada à rede elétrica dos Estados Unidos em 2024, segundo relatório da Solar Energy Industries Association (SEIA) e do Wood Mackenzie. Foram 50 GW somente de energia solar, o maior ano de crescimento de qualquer tecnologia de energia em mais de duas décadas. A publicação, entretanto, alerta que o setor poderá enfrentar um futuro desafiador com as políticas energéticas do novo governo dos EUA. A indústria solar foi uma das principais beneficiárias dos subsídios contidos na Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês) da administração de Joe Biden. As primeiras ordens executivas do novo governo Trump, todavia, priorizaram a liberação da produção de combustíveis fósseis, a interupção de projetos eólicos federais e o congelamento de financiamento para projetos de energia limpa. O relatório identificou que o setor de energia limpa apresenta sensibilidade aos créditos fiscais, de modo que qualquer remoção dos benefícios pode impactar a velocidade de implantação de novas capacidades. O estudo estima que as mudanças nos subsídios poderão resultar em um declínio de 130 GW na implantação de energia solar até 2035, representando quase US$ 250 bilhões em investimentos perdidos. (Reuters – 11.03.2025)
Link Externo CERAWeek: Usinas nucleares SMRs podem ser a solução para equilíbrio do sistema, mas tecnologia passa por obstáculos
Ante a crescente demanda por energia elétrica impulsionada por data centers, diversos especialistas acenam para a utilização de pequenos reatores nucleares modulares (SMRs, na sigla em inglês) enquanto uma possível solução para o equilíbrio do sistema. Este assunto foi debatido na conferência CERAWeek deste ano, promovida pela S&P Global. A tecnologia SMR, todavia, conforme ponderado nas discussões, passa por dificuldades para se tornar comercial devido aos elevados custos e obstáculos regulatórios. Os apoiadores da solução argumentam que a tecnologia acabará por ser mais barata e de mais rápida operacionalização vem relação às usinas tradicionais visto que seria construída a partir de peças produzidas em massa. Entretanto, foi constatado que os únicos países que construíram SMRs têm governos centralizados, o que contribuiu para a garantia de financiamento e outras decisões estratégicas. Segundo diagnóstico ex-presidente da Comissão Reguladora Nuclear (NRC, em inglês) dos EUA, Greg Jaczko, boa parte da impulsão pelos SMR não vem de concessionárias de serviços públicos – que têm experiências lidando com complexidades e outras normativas -, mas sim de empresas de inteligência artificial (IA). "Para realmente avançar agressivamente [...] você realmente quer que os participantes experientes e estabelecidos conduzam a tendência", disse ele. Ainda, pontuou que a estrutura regulatória dos EUA é subdesenvolvida, outras fontes de energia são mais baratas e há preocupações persistentes sobre suprimentos de urânio e resíduos radioativos. (Reuters – 13.03.2025)
Link Externo Vietnã: Investidores alertam que mudanças nos subsídios colocam em risco US$ 13 bi em investimentos
Vinte e oito investidores estrangeiros e vietnamitas enviaram uma carta ao governo do Vietnã expressando profundas preocupações acerca do possível fim das tarifas subsidiadas para energia eólica e solar. Os signatários argumentam que a mudança política poderia minar a estabilidade financeira e deteriorar a confiança no país em um momento em que o Vietnã enseja expandir sua capacidade de energias renováveis. Cerca de US$ 13 bilhões de investimentos poderiam ser comprometidos em razão da decisão, conforme o depoimento. Nos últimos anos, o país do Sudeste Asiático vivenciou um ‘boom’ nos investimentos em energia renovável, impulsionado por generosas tarifas ‘feed-in’, nas quais o estado se comprometeu a comprar eletricidade por 20 anos a preços acima do mercado. No entanto, as altas tarifas aumentaram as perdas da empresa estatal de energia elétrica do Vietnã, EVN, a única compradora da eletricidade gerada, e levaram a um aumento nos preços da energia para residências e fábricas. As autoridades, assim, em uma nova investida para reduzir as tarifas, estão considerando uma revisão retroativa dos critérios definidos para o subsídio, de acordo com a carta dos investidores, mesmo depois que os projetos estiverem produzindo energia. (Reuters – 10.03.2025)
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CEO Conference: Setor de energia espera alta nos preços e impactos dos curtailments em 2025
No CEO Conference do BTG Pactual, os principais temas discutidos entre as companhias de serviços públicos foram a renovação das concessões de distribuidoras, o aumento dos preços de energia e os “curtailments” (cortes forçados na geração de energia eólica). O setor de energia acredita que o processo de definição dos termos está perto de ser concluído, o que pode impulsionar fusões e aquisições. Empresas como Equatorial Energia, Eletrobras, Copel, Eneva e Orizon foram as mais procuradas por investidores. Apesar dos reservatórios saudáveis, espera-se que os preços de energia subam na segunda metade do ano devido a novos modelos de precificação que diminuem a dependência das chuvas. As companhias consideram que o cenário de "curtailments" permanece desafiador e uma solução estrutural, como a redução de subsídios, é necessária. (Valor Econômico - 10.03.2025)
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