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IFE
11/03/2025

IFE Transição Energética 76

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
11/03/2025

IFE nº 76

Assinatura:

Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gustavo Esteves e Paulo Giovane
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 76

Dinâmica Internacional

IEA: Alerta sobre filas de 1600 GW de energia renovável e desafios na cadeia de suprimentos

O diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), Fatih Birol, criticou a situação de projetos de energia renovável que estão aguardando para ser conectados à rede elétrica, chamando isso de "economicamente criminoso". Ele destacou que globalmente há 1600 GW de projetos de energia renovável na fila, com a Europa enfrentando o problema mais intensamente. Birol elogiou os reguladores do Reino Unido por tomarem medidas para acelerar o licenciamento de projetos de energia limpa, mas também apontou dificuldades nas cadeias de suprimentos, como longos tempos de espera para adquirir cabos e transformadores. Além disso, ele pediu que os governos enfrentem esses gargalos e implementem políticas objetivas para manter a competitividade energética. Em relação à energia nuclear, Birol afirmou que o setor está em expansão, com 70 GW de usinas nucleares em construção, e que as tecnologias de Reatores Modulares Pequenos (SMRs) devem se tornar comerciais até 2030. (Smart Energy – 26.02.2025) 
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Acordo de Paris: Mais de 90% dos países não atualizam metas de emissões até fevereiro de 2024

Mais de 90% dos países e regiões signatários do Acordo de Paris não conseguiram atualizar suas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa até o prazo de fevereiro de 2024. Apenas 16 dos 195 países que demonstraram alinhamento às práticas da cartilha de descarbonização apresentaram novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs). Entre os que atualizaram suas metas estão os Estados Unidos, Brasil, Suíça, Reino Unido, Canadá e Japão. No entanto, países como China, União Europeia e Índia, responsáveis por grandea parcelas das emissões globais, ainda não apresentaram novos compromissos. O atraso nas atualizações das NDCs e a falta de pressão internacional para cumprir as metas de Paris complicam o avanço no combate às mudanças climáticas, o que é crucial para evitar o aquecimento global superior a 1,5°C. (Valor Econômico - 25.02.2025)
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COP28: Definição de metas para triplicar a capacidade de energia renovável até 2030

A COP28, realizada nos Emirados Árabes Unidos, marcou um avanço significativo na transição global para a energia, com a meta de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030, atingindo 11,2 terawatts, e dobrar a taxa de melhorias em eficiência energética. As energias renováveis fora da rede desempenham um papel crucial nesse processo, pois não só aumentam a capacidade de energia renovável e a eficiência local, como também ampliam o acesso à eletricidade em comunidades rurais e remotas, beneficiando milhões de pessoas. Embora a região da África Subsaariana ainda enfrente um grande déficit de acesso à eletricidade, soluções como sistemas solares residenciais e mini-redes têm impulsionado economias rurais e melhorado a qualidade de vida, ao mesmo tempo em que contribuem para vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como o empoderamento das mulheres, a segurança alimentar e a educação. No entanto, desafios como inconsistências políticas e investimentos limitados precisam ser superados. A IRENA defende uma ação acelerada para expandir essas soluções, com o apoio de políticas adequadas, financiamento inovador e parcerias internacionais.(IEA – 24.02.2025) 
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Woodmac: Desafios e avanços na transição energética entre EUA, Canadá e América Latina

A transição energética nas Américas está se desenrolando de forma desigual, com os EUA e o Canadá liderando, devido a políticas como a Lei de Redução da Inflação (IRA) e a meta líquida zero do Canadá, mas com desafios como a incerteza sobre a precificação do carbono e apoio político a tecnologias emergentes. Na América Latina, o ritmo de descarbonização varia, com o Brasil aprovando a 'Lei do Combustível do Futuro', visando atrair US$ 45 bilhões em investimentos em energia de baixo carbono, enquanto a Argentina ainda depende fortemente do gás natural, e o Chile, com grandes recursos solares, depende de infraestrutura e incentivos para expandir a energia renovável. Nos EUA, a ascensão de Trump e sua postura contra a energia de baixo carbono pode atrasar o progresso, mas a América do Norte continuará sendo uma potência exportadora de energia. O Brasil, como anfitrião da COP30, enfrenta desafios para atingir suas metas de descarbonização, enquanto outros países latino-americanos, como o México, a Argentina e o Chile, têm perspectivas específicas sobre gás natural, hidrogênio e energias renováveis, com questões de confiabilidade nos mercados andinos.(Woodmac – 27.02.2025) 
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Custo e baixo retorno fazem petroleiras pisarem no freio das renováveis

As principais empresas de petróleo estão reavaliando seus planos de transição para energias renováveis devido aos altos custos das novas tecnologias e ao discurso pró-petróleo do presidente dos EUA, Donald Trump. No Brasil, empresas como BP, Shell, Equinor e Petrobras estão pausando projetos de energia renovável. A Petrobras, por exemplo, reduziu investimentos em eólicas offshore para focar em etanol como substituto da gasolina. Especialistas acreditam que o petróleo continuará dominando a economia por muitos anos, especialmente em países como o Brasil. A tendência agora é buscar alternativas mais próximas da atividade principal, como a captura de carbono. A Shell pausou um projeto de hidrogênio verde no Brasil, mas segue investindo globalmente nessa área. A Equinor reafirma sua meta de neutralidade de carbono até 2050, mas precisa se adaptar ao mercado. O momento atual é de reflexão e reequilíbrio econômico para as empresas, que buscam estratégias mais lucrativas. A pressão dos acionistas também influencia nessa mudança de rumo das petroleiras em relação às energias renováveis. (Broadcast Energia – 20.02.2025) 
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Artigo de Armando Ribeiro de Araujo: Os desafios do Curtailment na geração renovável

O artigo discute o fenômeno do curtailment, que ocorre quando a eletricidade gerada por fontes renováveis variáveis, como solar e eólica, é descartada ou vendida a preço zero devido à necessidade de equilíbrio instantâneo entre oferta e demanda nos sistemas elétricos. As principais causas identificadas são o excesso de capacidade variável, gargalos na transmissão e requisitos de estabilidade do sistema. Em sistemas com alta penetração de fontes intermitentes, o curtailment torna-se recorrente e pode ser economicamente preferível a investimentos em armazenamento ou expansão da transmissão. A análise destaca que, em mercados de energia liberalizados, a falta de planejamento integrado agrava o problema. Exemplos internacionais, como Europa, Estados Unidos e Brasil, ilustram diferentes abordagens para lidar com esse fenômeno. O estudo conclui que o curtailment é um mecanismo essencial para a confiabilidade dos sistemas, mas sua gestão eficiente exige planejamento estratégico para equilibrar impactos econômicos e técnicos. (GESEL-IE-UFRJ – 10.03.2025)
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UE: Lançamento do "Green Deal 2.0" com foco na descarbonização e investimentos

A Comissão Europeia lançou o "Green Deal 2.0", uma iniciativa focada na descarbonização da indústria, atração de investimentos, segurança energética e simplificação de regras. O plano inclui a criação de um Banco de Descarbonização Industrial com 100 bilhões de euros em financiamento e visa beneficiar mais de 6 bilhões de euros em custos administrativos. As propostas envolvem três frentes: o Clean Industrial Deal, um plano de redução do preço da energia e a simplificação de regras para pequenas e médias empresas. Também se destaca o mecanismo de ajuste de carbono nas fronteiras (CBAM), que visa evitar o vazamento de carbono. A Comissão Europeia pretende reduzir encargos administrativos em até 25% até o final do mandato, com um foco maior nas grandes empresas com maior impacto ambiental. A proposta foi desenvolvida em resposta a preocupações políticas e econômicas e busca tornar a indústria europeia mais competitiva, ao mesmo tempo que cumpre as metas climáticas. (Valor Econômico - 26.02.2025) 
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UE: Pacto Industrial Limpo visa € 100 bilhões para descarbonização

O Pacto Industrial Limpo da Comissão Europeia visa mobilizar mais de € 100 bilhões para acelerar a descarbonização e apoiar a fabricação limpa na União Europeia, focando em indústrias intensivas em energia e tecnologias limpas. O objetivo é enfrentar desafios de altos custos e concorrência global, garantindo o futuro da manufatura e promovendo a descarbonização como motor de crescimento. O acordo inclui mais de € 1 bilhão em garantias e adota um novo quadro de auxílios estatais para simplificar e agilizar aprovações de medidas de apoio, visando a implantação de energias renováveis e tecnologias limpas. O Banco Europeu de Investimento introduzirá instrumentos de financiamento, como contratos de aquisição de energia para pequenas e médias empresas e indústrias intensivas em energia. Além disso, o plano contempla um mecanismo de garantia CleanTech e um programa para reduzir as contas de energia, acelerar a implantação de energias limpas, aumentar a eficiência energética e completar o mercado interno de energia da Europa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis importados.(Energy Monitor – 27.02.2025)
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Reino Unido: Copenhagen Infrastructure Partners adquire parque eólico offshore de 480 MW

A Copenhagen Infrastructure Partners (CIP) firmou um acordo para adquirir o parque eólico offshore de Morecambe, com capacidade de 480 MW, localizado a cerca de 30 km da costa de Lancashire, Reino Unido. A transação, que reforça a presença da CIP no setor de energia renovável do país, está sujeita às aprovações regulatórias e condições habituais. A Flotation Energy continuará como parceira no desenvolvimento do projeto. Com essa aquisição, a CIP expande seu portfólio de energia renovável no Reino Unido, que agora supera 25 GW em projetos, incluindo eólica offshore, solar e sistemas de armazenamento de energia. O parque será integrado ao fundo principal CI V da CIP, que investe em várias tecnologias renováveis, com foco na Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico. A compra também alinha a CIP ao objetivo do Reino Unido de alcançar metas ambiciosas de energia eólica offshore até 2030, impulsionado por contratos CfD e reformas no planejamento e infraestrutura de rede.(Energy Monitor – 26.02.2025
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Japão: Adoção de novas metas de carbono e expansão da energia nuclear e renováveis até 2040

O Japão anunciou novas metas ambiciosas de descarbonização, visando reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 70% até 2040, com base nos níveis de 2013, e alcançar a neutralidade de carbono até 2050. Essas metas, alinhadas com o Acordo de Paris, incluem reduções de 60% até 2035 e 73% até 2040. O plano prevê um aumento significativo no uso de fontes renováveis, que devem fornecer até metade da eletricidade do país até 2040, e a reintegração da energia nuclear na matriz energética, com a meta de representar 20% da produção em 2040 – o que marca uma mudança na política adotada após o desastre de Fukushima em 2011. No entanto, a expansão da energia nuclear enfrenta desafios, como o processo rigoroso de aprovação e a oposição de comunidades locais. Atualmente, apenas 13 reatores estão em operação, representando 8,5% da eletricidade do país, e, para atingir o objetivo, a reativação de quase todos os 33 reatores utilizáveis seria necessária. O plano inclui a reativação de reatores que cumpram os padrões de segurança pós-Fukushima e a construção de novos reatores, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) apoia essa transição. Esse plano energético e climático do Japão reflete a urgência em reduzir as emissões de carbono e atingir as metas ambientais globais. (Broadcast Energia – 23.02.2025)
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Indonésia: Potencial de energia renovável e metas ambiciosas até 2030

A Indonésia possui um enorme potencial de energia renovável, com uma capacidade técnica superior a 3.686 GW, incluindo 165,9 GW de energia solar, 167 GW de energia eólica onshore e 0,7 GW de energia térmica, conforme um estudo recente do Instituto de Reforma de Serviços Essenciais (IESR). O estudo identificou 1.500 locais adequados para projetos de energia renovável, com 333 GW em 632 locais sendo financeiramente viáveis, e destacou seis regiões-chave com alto potencial econômico para desenvolvimento de energia solar, eólica e mini e micro-hidrelétricas. Essas regiões possuem taxas internas de retorno (EIRR) superiores a 10%, o que aumenta a atratividade para investidores. O estudo aponta que a Indonésia pode alcançar 50% de sua eletricidade proveniente de fontes renováveis até 2030, superando sua meta de 180 GW até 2060. Para maximizar esse potencial, o governo precisará investir em inovação tecnológica, aprimorar a rede elétrica e simplificar o licenciamento de projetos. Além disso, o país está em negociações com os EUA e a Rússia para adquirir tecnologia de energia nuclear para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.(Energy Monitor – 28.02.2025)
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Uzbequistão: Iniciativas de sustentabilidade hídrica e eficiência energética com apoio do Banco Asiático de Desenvolvimento

O Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) aprovou um empréstimo de US$ 125 milhões para o governo do Uzbequistão, com o objetivo de melhorar a gestão da água no país, promovendo maior segurança hídrica e acesso a água segura. O Projeto de Melhoria da Gestão da Água com Inteligência Climática visa aprimorar a gestão de ativos, a sustentabilidade dos serviços e fortalecer a capacidade institucional da concessionária nacional de água, Uzsuvtaminot. O projeto inclui a instalação de sistemas inteligentes de medição e telemetria para monitorar os recursos hídricos, além de um inventário de infraestruturas e mapeamento geográfico das redes de abastecimento e esgoto. Também serão implementados sistemas de gerenciamento de serviços públicos baseados em TI e soluções digitais para otimizar o uso de água e reduzir o consumo de energia, melhorando a eficiência e a sustentabilidade do setor. O projeto contribuirá para a mitigação das mudanças climáticas, reduzirá a pegada de carbono do Uzbequistão e fortalecerá a transparência financeira nas operações de água e esgoto.(Smart Energy – 24.02.2025) 
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Nacional

Copel: Marca de 1 milhão de medidores inteligentes instalados no Paraná

A Copel atingiu a marca de 1 milhão de medidores inteligentes instalados em residências de 119 municípios do Paraná, como parte do seu programa de redes inteligentes. A meta é instalar 1,7 milhão de medidores até o final de 2025. Até agora, a instalação cobriu as regiões sudoeste e centro-sul do estado, incluindo a Ilha do Mel e a capital Curitiba, com a próxima fase focada em 50 municípios no oeste do Paraná, onde 661.000 residências serão atendidas. Os medidores permitem leitura remota, faturamento preciso e maior agilidade na localização de falhas, além de proporcionar aos consumidores o controle em tempo real do consumo via aplicativo. A tecnologia também possibilita uma cobrança digital com alta aceitação e resultou na redução de perdas de energia e diminuição de 400 toneladas de CO2 desde 2018. A Copel planeja investir R$ 2,5 bilhões em suas redes de distribuição em 2025, buscando modernizar ainda mais a infraestrutura e melhorar o serviço para os 11 milhões de clientes atendidos no estado.(Smart Energy – 28.02.2025) 
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CCEE: Consumo de eletricidade cresceu 3,9% em 2024

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) publicou um estudo de apuração do consumo de energia elétrica no Brasil em 2024. O levantamento aponta que o país consumiu 3,9% mais eletricidade no ano passado do que em 2023, ultrapassando, pela primeira vez, a marca de 70 mil MW. Dois grandes fatores explicam o resultado: as altas temperaturas médias do ano e a maior atividade industrial e comercial. No mercado regulado, o consumo teve uma alta sensível de 0,1%; já no mercado livre, o crescimento foi de 10,5% na comparação anual. Quanto ao acompanhamento dos setores que compram energia no ambiente de contratação livre (ACL), os que registraram maior avanço foram saneamento (47,9%), serviços (21,7%) e comércio (20,1%). Além disso, quase todos os estados brasileiros registraram consumo maior em 2024. As exceções foram o Amapá (-2,3%) e o Distrito Federal (-0,7%). (CCEE – 27.02.2025)
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Volt Robotics: Cortes na geração solar e eólica resultam em perdas de R$ 1,6 bilhão

Em 2024, cortes de geração solar e eólica no Brasil atingiram 400 mil horas, resultando na perda de 14,6 terawatts-hora (TWh) de energia, conforme levantamento da consultoria Volt Robotics. O curtailment, técnica imposta pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), afetou 1.445 usinas solares e eólicas, com 65% dos cortes devido à limitação na infraestrutura de transmissão e 35% por excesso de geração em determinados horários. O impacto financeiro foi significativo, com perdas de R$ 1,6 bilhão para os geradores. O Nordeste foi a região mais afetada, especialmente em dezembro, quando a subestação Extremoz II, no Rio Grande do Norte, teve cortes de quase 24%. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou uma medida cautelar solicitada por geradores solares que pediam a reconsideração das normas de ressarcimento. A Volt Robotics propôs soluções como dividir os cortes entre todas as usinas renováveis e reduzir o despacho das termelétricas para mitigar os prejuízos.(Agência Eixos – 26.02.2025) 
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BNEF: Investimentos necessários para atingir zero emissões líquidas até 2050

O Brasil precisará investir mais de US$ 6 trilhões até 2050 para atingir a meta de zero emissões líquidas de carbono, conforme o relatório New Energy Outlook: Brasil da BloombergNEF. A eletrificação do setor de transporte será crucial para a redução das emissões de carbono, juntamente com tecnologias como captura de carbono, hidrogênio verde, bioenergia e energia renovável. O transporte é responsável por 53% das emissões do país, e a eletrificação contribuirá com 55% da redução até 2050. Outras tecnologias, como CCS e hidrogênio verde, representarão 27% da redução. A demanda por hidrogênio crescerá cinco vezes até 2050, especialmente para transporte marítimo e aviação. A energia renovável, como solar e eólica, será responsável por 38% da redução das emissões, com a capacidade de energia solar podendo atingir 200 gigawatts até 2050. O Brasil tem uma matriz energética favorável à eletrificação, mas ainda depende de combustíveis fósseis para metade do consumo final de energia, exigindo soluções diversificadas para setores como aviação e indústria do aço.(Inside EVs – 27.02.2025)
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PwC: Potencial para adicionar R$ 1 tri ao PIB com produtos de baixo carbono

Um estudo da PwC Strategy&, encomendado pela Abrace, revela que o Brasil possui cerca de 30 rotas industriais capazes de adicionar R$ 1 trilhão ao PIB até 2030 e gerar mais de três milhões de empregos, focando principalmente em produtos de baixo carbono, como eletrificação veicular e industrial, aço, alumínio, cimento e biocombustíveis avançados. No entanto, essas oportunidades dependem da competitividade e renovabilidade da matriz elétrica nacional. A análise sugere que o Brasil, com sua matriz limpa, pode se destacar na exportação de produtos industriais de baixo carbono, mas destaca a necessidade de reduzir os custos energéticos e melhorar a competitividade da indústria. A secretaria de Mudanças Climáticas e o Ministério de Minas e Energia também enfatizam a importância de políticas econômicas e instrumentos para atrair investimentos internacionais, além de garantir preços acessíveis para a energia renovável, para impulsionar a demanda e fomentar a transição energética. (Agência Eixos - 20.02.2025) 
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CNPE: Aval para adesão a IEA e IRENA como país-membro

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a inclusão do Brasil como membro da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) e da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA, na sigla em inglês), após o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, retomar o processo de adesão durante uma visita oficial aos Emirados Árabes. A decisão marca a reversão da interrupção das tratativas feita pelo governo anterior. A adesão do Brasil a essas agências é vista como uma oportunidade para ampliar a influência do país na transição energética global, fortalecer o planejamento da segurança energética a longo prazo e acessar oportunidades estratégicas, como capacitação técnica e desenvolvimento de políticas públicas. O país pretende utilizar sua presença nesses organismos para impulsionar práticas sustentáveis, tecnologias de baixo carbono e mecanismos de financiamento da transição energética. Essa articulação, além do comprometimento com a sustentabilidade, marca um passo significativo na cooperação no setor energético. (Broadcast Energia – 23.02.2025) 
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Regulação e Reestruturação do Setor

Brasil: Desafios no mercado livre de energia em 2025

Em 2025, o mercado livre de energia enfrenta desafios devido aos recordes consecutivos de consumo de eletricidade, impulsionados pelas altas temperaturas e pelo uso intenso de ar-condicionado em ambientes corporativos, especialmente durante a onda de calor. Em fevereiro, o Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu sua maior carga histórica, com 106,5 gigawatts (GW), e os preços de energia sofreram variações significativas, com o preço de liquidação das diferenças (PLD) passando de R$ 58,60 para R$ 128,93. A falta de chuvas para recompor os níveis dos reservatórios e a diminuição da vazão de Belo Monte contribuem para o aumento da instabilidade. Empresas com mudanças bruscas no consumo e pouca margem contratual podem enfrentar altos custos de negociação de energia no mercado de curto prazo. Para reduzir os custos, empresas conectadas à média e alta tensão podem migrar para o mercado livre de energia, aproveitando descontos de até 30%. A adoção de soluções tecnológicas e práticas sustentáveis, como automação, otimização de sistemas de ar-condicionado e instalação de painéis solares, são estratégias eficazes para melhorar a eficiência energética e gerar economia a longo prazo.(Agência Eixos – 28.02.2025)
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Brasil: Liquidez no mercado livre de energia elétrica aumenta significativamente em 2024

A liquidez no mercado livre de energia elétrica aumentou significativamente em 2024, impulsionada pela ampliação do mercado e a entrada de novos consumidores. Em dezembro de 2024, o índice de liquidez, que indica quantas vezes a energia é negociada antes de ser consumida, subiu para 6,33, comparado a 5,13 no ano anterior. Esse crescimento reflete o ingresso de 25.966 novas unidades consumidoras, um aumento de 67% em relação ao ano anterior, e o volume total de energia transacionada no mercado livre chegou a 177.466 MWm, representando 79% da energia negociada no Brasil no mês. O amadurecimento do mercado também se mostrou nas transações realizadas pelo Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), que atingiu R$ 88,4 bilhões, um aumento de 198% em relação a 2023. A volatilidade de preços, provocada pela seca e escassez de chuvas, também contribuiu para o aumento da liquidez. Além disso, novos produtos como o SWAP Físico Energia foram lançados, e a chegada da N5X, uma nova bolsa de negociação, ampliou as opções para formalização de contratos e negociações no mercado.(Agência Eixos – 23.02.2025) 
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Brasil: Mercado Livre de Energia e suas vantagens para os consumidores

No Brasil, os consumidores podem obter energia elétrica de diversas formas: Mercado Livre de Energia, Mercado Cativo e Geração Distribuída. No Mercado Livre de Energia, o consumidor tem liberdade para escolher seu fornecedor, permitindo economias de até 40% na conta de luz, além de possibilitar a compra de energia de fontes 100% renováveis e de empresas com boas práticas de ESG. Criado em 1998 e expandido para todos os consumidores do Grupo A em 2024, esse mercado cresceu 67%, atraindo 25 mil novos consumidores. O Mercado Cativo, por sua vez, é um modelo regulado, no qual o consumidor é obrigado a comprar da distribuidora local, com tarifas definidas pela ANEEL, sendo mais comum entre os consumidores residenciais. Já a Geração Distribuída é um modelo descentralizado que permite a produção de energia perto do ponto de consumo, utilizando fontes renováveis como solar e eólica. Apesar do alto custo inicial, esse modelo oferece redução nos custos a longo prazo e possibilidade de venda de excedentes à rede elétrica, gerando créditos de energia.(Além da Energia– 28.02.2025) 
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Brasil: Mercado livre de energia registra R$ 88,4 bi negociados em 2024

Em 2024, a liquidez no mercado livre de energia elétrica no Brasil aumentou significativamente, com o índice de liquidez subindo de 5,13 para 6,33 vezes, indicando maior dinamismo no setor. Isso reflete a ampliação do mercado, com a adesão de 25.966 novas unidades consumidoras, um aumento de 67% em relação ao ano anterior. O volume total de energia transacionada em dezembro atingiu 177.466 MWm, representando 79% de toda a energia negociada no país. Esse crescimento é acompanhado pela evolução do mercado, com o Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE) registrando R$ 88,4 bilhões negociados, um aumento de 198% em relação a 2023. O ano também marcou a chegada de novos produtos e plataformas de negociação, como o SWAP Físico Energia e a N5X, que expandem as opções de transações e contratos no mercado. (Agência Eixos – 23.02.2025) 
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

EUA: GSA anuncia desligamento de carregadores de veículos elétricos em propriedades federais

Dezoito meses após a Administração de Serviços Gerais (GSA) dos EUA celebrar seus esforços para eletrificar a frota do governo, a GSA anunciou o desligamento de todos os carregadores de veículos elétricos em propriedades federais em todo o país, seguindo a orientação de que essas estações não são "missão crítica". O anúncio gerou preocupações sobre a reversão dos avanços na transição para veículos elétricos, com páginas relacionadas a esses carregadores sendo removidas do site da GSA. Essa decisão está sendo associada a esforços para reduzir a força de trabalho federal e cortar custos, refletindo um movimento contrário ao apoio à eletrificação do setor de transportes, embora o presidente Biden tenha demonstrado apoio aos carros elétricos durante sua campanha. O governo Trump, porém, tem sido criticado por sua postura em favor dos combustíveis fósseis, com ações que incluem a suspensão de créditos fiscais para veículos elétricos e o fim do financiamento federal para infraestrutura de carregamento rápido. Esse retrocesso pode dificultar a operação dos veículos elétricos já adquiridos pelo governo, além de representar um custo adicional para os contribuintes, caso a GSA retorne ao uso de veículos movidos a gasolina.(Inside EVs – 25.02.2025) 
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EUA: NEMA publica novo padrão para exportação de energia de veículos elétricos

A Associação Nacional de Fabricantes Elétricos dos EUA (NEMA) publicou um novo padrão técnico para a Permissão de Exportação de Energia de Equipamentos de Fornecimento de Veículos Elétricos (EVSE), que permite que os proprietários de veículos elétricos usem seus carros como unidades móveis de armazenamento de energia. Com a tecnologia de carregamento bidirecional, como o sistema V2G (veículo para rede) e V2B (veículo para edifício/casa), os veículos elétricos podem transferir energia de volta para a rede ou alimentar residências e edifícios. O padrão define características elétricas, de comunicação e de segurança cibernética essenciais para a exportação de energia entre o EVSE e a rede elétrica, além de abrir a possibilidade para que os proprietários vendam energia de volta à rede durante horários de pico, gerando lucro. A NEMA destaca que essa tecnologia melhorará a resiliência da rede elétrica do país e proporcionará mais utilidade aos veículos elétricos, ajudando também na segurança e robustez das instalações. O padrão visa apoiar o desenvolvimento da eletrificação e fortalecer a infraestrutura energética, beneficiando consumidores e promovendo a sustentabilidade.(Smart Energy – 25.02.2025) 
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EUA: Veículos elétricos de autonomia estendida como solução intermediária

De acordo com uma análise da consultoria McKinsey, os veículos elétricos de autonomia estendida (EREVs) podem ser uma solução intermediária entre os veículos a combustão interna (ICE) e os totalmente elétricos (BEVs), atraindo consumidores hesitantes, especialmente nos Estados Unidos. Os EREVs combinam um motor a combustão usado como gerador com um trem de força elétrico, oferecendo uma autonomia elétrica superior à dos híbridos plug-in (PHEVs), variando entre 160 e 320 km, com autonomia total podendo ultrapassar 800 km. A McKinsey destaca que, apesar dos custos e complexidade de produção, os EREVs são uma alternativa viável para reduzir a ansiedade de autonomia e têm ganhado popularidade na China, despertando o interesse de montadoras na Europa e nos EUA. A pesquisa revela que muitos consumidores estariam dispostos a optar por um EREV em sua próxima compra, caso disponível. No entanto, a falta de compreensão dos consumidores sobre as diferenças entre EREVs, PHEVs e BEVs representa um desafio, o que torna necessárias campanhas educativas. Com a expansão da infraestrutura de recarga e a crescente acessibilidade dos BEVs, os EREVs podem impulsionar a adoção de veículos eletrificados, especialmente no mercado norte-americano.(Inside EVs – 25.02.2025) 
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Europa: Vendas de carros elétricos aumentam 37,3% em janeiro de 2025

Em janeiro de 2025, as vendas de carros elétricos na Europa deram um salto significativo, com um aumento de 37,3% em relação ao mesmo mês de 2024, alcançando 166 mil unidades. Esse crescimento foi impulsionado pela ampliação da oferta de modelos, incluindo opções acessíveis e novos lançamentos, como o Dacia Spring e o Renault 5. No entanto, a Tesla, que dominava o mercado, viu suas vendas cair drasticamente, com uma redução de 45% no número de emplacamentos, especialmente para seus modelos mais populares, como o Model Y, que perdeu 46% das vendas. Essa queda da Tesla é atribuída à crescente concorrência, à reestruturação do modelo de negócios da marca e até à percepção negativa do CEO Elon Musk entre consumidores europeus. Além disso, o mercado de elétricos também foi impulsionado por novas regulamentações da União Europeia, que estabeleceram limites rigorosos para emissões de CO2, forçando os fabricantes a priorizarem veículos elétricos. Embora o futuro da Tesla ainda seja incerto, a tendência de diversificação e inovação pode remodelar o mercado europeu de carros elétricos nos próximos meses.(Inside EVs – 26.02.2025) 
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Noruega: Projeto de carregamento de veículos elétricos contribui para uma rede elétrica mais estável

A Volue, empresa de tecnologia norueguesa, em parceria com a Associação de Veículos Elétricos da Noruega (Norsk elbilforening), anunciou uma iniciativa para recompensar os proprietários de veículos elétricos que carregam seus carros em momentos de baixa demanda e fornecimento de energia. A iniciativa, disponível para membros em áreas atendidas pela rede Norgesnett, oferece descontos aos consumidores que carregam seus veículos de maneira compatível com a rede elétrica. Essa solução visa evitar desperdício de energia excedente gerada por painéis solares instalados nas casas dos noruegueses, permitindo que ela seja utilizada no carregamento de VEs durante períodos de baixa demanda. Isso ajuda a aliviar a carga nos horários de pico e contribui para uma rede elétrica mais estável. A parceria segue o sucesso do lançamento do eNabo, que já permite a recompensa pelo uso eficiente da eletricidade. A Noruega, um dos maiores mercados de VEs, também busca mitigar problemas de capacidade na rede, promovendo hábitos de carregamento inteligentes para reduzir a demanda no pico de consumo.(Smart Energy – 24.02.2025) https://www.smart-energy.com/industry-sectors/electric-vehicles/volue-and-norways-ev-charging-association-incentivise-grid-smart-charging/ 
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo GESEL: "O hidrogênio verde no contexto global da transição energética"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL) e Fernanda Delgado (diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde [ABIHV]) tratam da transição energética global, destacando a importância de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e aumentar a segurança energética, com foco no papel do hidrogênio verde (H2V). Os autores explicam que a inovação tecnológica é crucial para o sucesso da transição, gerando novos investimentos e negócios, além de acelerar a descarbonização. No Brasil, o setor elétrico, com sua matriz energética renovável, possui vantagens competitivas para impulsionar a produção de H2V, uma alternativa energética de baixo carbono. O artigo ainda menciona como o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI) da Aneel tem contribuído para o avanço de projetos inovadores, reforçando o potencial do Brasil no desenvolvimento dessa nova cadeia produtiva. (GESEL-IE-UFRJ – 26.02.2025)
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América Latina e Caribe: Produção de biocombustíveis líquidos precisa aumentar 360% até 2050 para atingir neutralidade de carbono

A América Latina e Caribe precisarão aumentar em 360% a produção de biocombustíveis líquidos, alcançando quase 173 bilhões de litros até 2050, para atingir a neutralidade de carbono, conforme estimado pela Organização Latino-Americana de Energia (Olade). A região, que já responde por 27% da produção global, tem o Brasil como líder, com 93% do mercado. A experiência com etanol e biodiesel, combinada à disponibilidade de matérias-primas e capacidade agroindustrial, oferece uma vantagem competitiva. Entretanto, a região enfrenta desafios como o financiamento ao longo da cadeia produtiva, a cooperação regional em inovação e a sustentabilidade, com foco na rastreabilidade da produção e no fortalecimento de marcos regulatórios. A demanda por biocombustíveis de baixo carbono cresce, especialmente para setores difíceis de eletrificar, como transporte aéreo, o que representa uma oportunidade estratégica para os países da região. O crescimento do setor também demanda mais cuidado com questões ambientais, como a mudança indireta no uso do solo e a concorrência com culturas alimentares. Por fim, a Olade destaca que tecnologias disruptivas podem alterar o equilíbrio do mercado.(Agência Eixos – 24.02.2025) 
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Brasil: Desafios na expansão da rede de transmissão para hidrogênio verde

A Associação Brasileira do Hidrogênio Verde (Abihv) expressou preocupação com o descompasso entre os cronogramas de expansão da rede de transmissão e os subsídios previstos no Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixo Carbono (PHBC), uma pauta central para 2025. A presidente da Abihv, Fernanda Delgado, destacou que o acesso à rede elétrica é crucial para a viabilização de projetos de hidrogênio verde, alertando para os riscos de gargalos que comprometam a transição energética do Brasil. O PHBC prevê subsídios entre 2028 e 2032, mas a expansão das linhas de transmissão está prevista para começar apenas em 2032, gerando um desalinhamento com o Plano Nacional de Hidrogênio (PNH2). Além disso, a Abihv e a Abeeólica pediram a antecipação dos estudos sobre a expansão da transmissão elétrica para atender a projetos de hidrogênio. A preocupação também envolve a confiança dos investidores, com projetos de hidrogênio verde planejados para 2025 que exigem grande demanda de energia. A agenda regulatória de 2025 inclui também o acompanhamento de incentivos fiscais, como o Rehidro, e a regulamentação do mercado de carbono, considerado essencial para a competitividade do hidrogênio verde no Brasil.(Agência Eixos – 25.02.2025) 
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Brasil: Marco legal do hidrogênio e a discrepância nas emissões podem impactar a competitividade brasileira

A descarbonização por meio do hidrogênio depende de uma taxonomia clara e robusta que defina os hidrogênios de baixo carbono e alinhe os critérios brasileiros aos padrões internacionais. O recente marco legal no Brasil, que estabelece um limite de emissões de até 7 kg de CO₂eq por kg de hidrogênio, gerou debates, já que o padrão global é em torno de 4 kg. Essa discrepância pode comprometer a competitividade do hidrogênio brasileiro. A Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB), em consulta pública, oferece uma oportunidade de corrigir essa distorção, atraindo investimentos internacionais e facilitando o acesso a financiamentos sustentáveis. Além disso, a taxonomia precisa considerar as diferentes rotas de produção de hidrogênio, como eletrólise e captura de carbono (CCS), para evitar incentivos a métodos poluentes. Também é fundamental adotar metodologias de ciclo de vida que contemplem todas as emissões envolvidas na produção e uso do hidrogênio. Por fim, a taxonomia deve abordar impactos sociais e ambientais, como o uso eficiente da água e o desenvolvimento econômico, além de estar alinhada com a certificação internacional de hidrogênio para garantir competitividade no mercado global.(Agência Eixos – 23.02.2025) 
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Brasil: Oportunidades e desafios no leilão global de hidrogênio verde H2Global

O segundo leilão global de hidrogênio verde, H2Global, oferece uma grande oportunidade para o Brasil, especialmente no lote regional que abrange a América do Sul e Austrália. Com recursos de até 3 bilhões de euros, o leilão visa promover a produção e o comércio internacional de hidrogênio renovável. O Brasil tem grandes chances de vencer este lote, já que seus projetos de hidrogênio verde são considerados mais maduros, com uma matriz energética renovável robusta, especialmente no Sistema Interligado Nacional (SIN), que atende a exigências da União Europeia. No entanto, o Brasil enfrenta desafios relacionados à certificação do hidrogênio renovável, principalmente no que diz respeito à definição do SIN como uma única "bidding zone", o que poderia aumentar os custos de produção devido à variação da renovabilidade em diferentes regiões. O Chile é visto como o principal concorrente da América do Sul. A participação no leilão não só oferece uma chance para o Brasil se consolidar no mercado, mas também pode ajudar a desbloquear a indústria, criando contratos reais e precificação concreta para projetos futuros.(Agência Eixos – 26.02.2025) 
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Brasil: CNPE aprova GT para ampliação do setor de biocombustíveis

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de ampliar a diversidade de matérias-primas e fortalecer a inclusão de agricultores familiares e pequenos produtores na produção de biocombustíveis. A decisão foi tomada em reunião realizada em Brasília nesta terça-feira, sendo a primeira do ano. O grupo terá a responsabilidade de desenvolver diretrizes e propostas regulatórias que incentivem o crescimento do setor de biocombustíveis, visando um maior desenvolvimento regional e inclusão social na cadeia produtiva do biodiesel. Coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o grupo de trabalho contará com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Está previsto um prazo de 12 meses para a apresentação de conclusões ao CNPE, podendo ser prorrogado conforme necessário. Esta iniciativa busca impulsionar a produção de biocombustíveis de forma mais sustentável e inclusiva, promovendo o desenvolvimento de um setor estratégico para a economia brasileira. (Broadcast Energia – 23.02.2025) 
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Reino Unido: Hidrogênio como solução para descarbonizar a aviação e transformar aeroportos

O combustível de hidrogênio está se destacando como uma solução promissora para descarbonizar a aviação, com o potencial de também transformar as operações aeroportuárias, especialmente o Equipamento de Apoio Terrestre (GSE). A previsão é de que as primeiras aeronaves regionais movidas a hidrogênio gasoso apareçam ainda nesta década, seguidas de aviões maiores que utilizarão hidrogênio líquido até a metade da década de 2030. No entanto, o desenvolvimento da infraestrutura necessária, como armazenamento e reabastecimento de hidrogênio, é um desafio importante. Projetos como o “Projeto Acorn” no Aeroporto de Bristol estão demonstrando a viabilidade do reabastecimento de GSE com hidrogênio, fornecendo insights cruciais sobre a segurança e os procedimentos necessários. A parceria “Hidrogênio na Aviação” no Reino Unido busca acelerar a criação de aeroportos pioneiros em hidrogênio, enquanto projetos internacionais, como o do Aeroporto Internacional de Pittsburgh, também visam integrar o hidrogênio à infraestrutura aeroportuária. O principal desafio é o alto custo e a oferta limitada de hidrogênio, exigindo apoio governamental e investimentos privados para viabilizar a implementação em larga escala.(Energy Monitor – 24.02.2025) 
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EUA, Japão e Coreia do Sul: Lançamento de pesquisa conjunta em hidrogênio e segurança econômica

Os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul anunciaram a criação de uma estrutura para pesquisa conjunta em áreas-chave para a segurança econômica, incluindo a energia de hidrogênio, a ser implementada em 2025. A iniciativa envolverá quatro projetos principais: dois focados em hidrogênio (computação e vigilância) e dois em posicionamento e sensores. Dez instituições de pesquisa, incluindo organizações dos três países, participarão do projeto, com um financiamento inicial do Japão de 650 milhões de ienes. A pesquisa buscará métodos eficientes de armazenamento e transporte de hidrogênio, além de desenvolver tecnologias para previsão de terremotos e mudanças climáticas. Essa colaboração visa avançar em tecnologias cruciais e evitar vazamentos de conhecimento para países como China e Rússia, com apoio dos líderes dos três países em cúpulas recentes. (Valor Econômico - 21.02.2025) 
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UE: Clean Industrial Deal tem estratégia focada no hidrogênio

Um rascunho vazado da Comissão Europeia detalha um plano estratégico para impulsionar o hidrogênio renovável e de baixo carbono dentro do Clean Industrial Deal, com reformas a partir de 2025. As medidas incluem a adoção do Low Carbon Hydrogen Delegated Act, garantindo segurança regulatória para investidores, e a revisão do RFNBO, para avaliar desafios na expansão do hidrogênio. O Banco Europeu de Hidrogênio lançará uma nova rodada de financiamento em 2025, além de uma plataforma de leilões para otimizar recursos. A UE também lançará um programa com o Banco Europeu de Investimento para apoiar PPAs e atrair investimentos em energia renovável. O Hydrogen Mechanism, previsto para 2025, facilitará a conexão entre fornecedores e compradores, focando setores como aviação e transporte marítimo. Essas ações reforçam o papel da UE na liderança global do hidrogênio, mas sua efetividade dependerá da implementação e do cenário econômico. (EnergyNews.Biz - 19.02.2025) 
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UE: Pesquisa apura desafios na adoção de combustível de hidrogênio no transporte público

Uma pesquisa recente revelou que 93% dos tomadores de decisão do transporte público na Europa estão preocupados com a capacidade de utilizar combustível de hidrogênio em suas frotas atuais e futuras de veículos elétricos a bateria ou movidos a hidrogênio. O estudo, encomendado pela empresa de engenharia IMI, entrevistou 300 profissionais seniores do setor no Reino Unido, Alemanha e Itália. Embora a produção de hidrogênio esteja crescendo rapidamente na Europa, os participantes destacaram preocupações significativas sobre a capacidade da rede elétrica para suportar a transição para fontes de energia mais limpas. Além disso, 89% dos entrevistados expressaram dúvidas sobre a infraestrutura necessária para apoiar a adoção em larga escala do hidrogênio como combustível no transporte público. (Innovation News Network - 19.02.2025) 
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Brasil: Micro e minigeração distribuída cresce 65 mil adesões e 725 MW de potência instalada em janeiro de 2025

Em janeiro de 2025, cerca de 65 mil consumidores brasileiros aderiram à micro e minigeração distribuída (MMGD), resultando em um acréscimo de 725 MW de potência instalada, principalmente com sistemas de painéis solares fotovoltaicos. No total, 112 mil unidades consumidoras começaram a aproveitar os excedentes gerados em seus próprios sistemas, que são lançados na rede de distribuição para uso posterior. São Paulo se destacou como o estado com maior número de instalações, com 13.463 usinas e 122 MW de potência. Goiás e Minas Gerais seguiram em expansão, com 76 MW e 75 MW, respectivamente. O Brasil atualmente conta com 3,28 milhões de sistemas de MMGD conectados, totalizando 36,90 GW de potência instalada, com 4,91 milhões de unidades utilizando os créditos de energia gerados. Os consumidores residenciais lideram em número de usinas e créditos gerados, seguidos pelo comércio e pela classe rural, que também têm participação significativa na capacidade instalada e no uso dos excedentes de energia.(Agência CanalEnergia – 21.02.2025) 
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China: Huawei e o papel crescente da inteligência artificial

O webinar aborda o papel crescente da Huawei no ecossistema tecnológico da China, com foco na integração de inteligência artificial (IA) em suas operações e no desenvolvimento de uma infraestrutura autossuficiente. A empresa está criando um sistema completo de hardware e software, incluindo os processadores Ascend, para superar as restrições de chips de IA impostas pelos EUA. A parceria com a DeepMind tem sido fundamental, utilizando técnicas de otimização para contornar as limitações de transferência de dados entre GPUs e posicionar a Huawei como uma competidora de chips de alto desempenho, como os da Nvidia. Além disso, a Huawei destaca-se na computação em nuvem, mas as inovações tecnológicas geram preocupações sobre segurança cibernética e a necessidade de proteger redes interconectadas, o que ressalta a importância de soluções de IA seguras e sem riscos.(Asia Society - 14.02.2025)
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China: Busca por soluções em IA para endereçar desafios econômicos

A China está se preparando para enfrentar uma grande mudança estratégica econômica, especialmente devido à intensificação da guerra comercial com os Estados Unidos, que impôs tarifas pesadas sobre as exportações chinesas. Diante disso, o governo chinês busca alternativas para mitigar o impacto, incluindo parcerias com empresas de tecnologia e inteligência artificial, como a plataforma de IA Deep Seek. O governo também está tentando melhorar a situação econômica com iniciativas como a redução de taxas de juros e o aumento de liquidez. No entanto, a China enfrenta grandes desafios internos, como uma economia desacelerada, baixa capacidade de consumo e excesso de capacidade no setor industrial, o que exige uma redistribuição da renda para estimular o consumo privado. O setor de tecnologia, como a IA, desempenha um papel estratégico para impulsionar a competitividade e a inovação nesse cenário econômico difícil. (DW News - 19.02.2025) 
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Brasil e Reino Unido: Exércitos realizam simulação de guerra cibernética

Entre os dias 23 e 28 de fevereiro de 2025, os Exércitos do Brasil e do Reino Unido participam juntos do Defence Cyber Marvel 4 (DCM4), um dos maiores exercícios de guerra cibernética do mundo. O evento, organizado anualmente pelo Exército britânico, testa e aprimora a defesa contra ciberataques em infraestruturas críticas, redes militares e sistemas bancários. A equipe mista opera a partir do Forte Marechal Rondon, em Brasília, enquanto a sede do exercício está em Seul, na Coreia do Sul. A colaboração permite a troca de conhecimento técnico e metodologias avançadas de segurança digital, fortalecendo a capacidade cibernética brasileira no cenário internacional. A participação está alinhada à Estratégia Nacional de Defesa e reforça o compromisso do Brasil com a segurança digital global. (Defesa Em Foco - 26.02.2025) 
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Estados Unidos e Europa: EPRI expande projeto DCFlex para melhorar a flexibilidade operacional dos data centers

A EPRI, organização global de pesquisa em energia, anunciou a expansão internacional de seu projeto DCFlex, iniciado nos Estados Unidos, para a Europa, com a participação de grandes empresas como Google, Meta, NVIDIA, RTE, Schneider Electric, ING e PPC Group. O DCFlex visa explorar como os data centers podem apoiar a rede elétrica, melhorar a utilização de ativos e a eficiência, além de oferecer flexibilidade operacional. Com o crescente consumo de energia pelos data centers, especialmente na Europa, onde se espera que a demanda triplique até 2030, a iniciativa busca criar hubs de flexibilidade que integrem soluções inovadoras para conectar data centers à rede de forma mais eficiente. A EPRI destaca que a operação flexível dos data centers é fundamental para o desenvolvimento da inteligência artificial e a confiabilidade do sistema. A implantação das demonstrações começa em 2025, com testes previstos até 2027, com o objetivo de desenvolver e testar novas tecnologias e modelos operacionais que atendam à crescente demanda por energia de forma sustentável.(Smart Energy – 28.02.2025) 
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Impactos Socioeconômicos

Brasil: Pesquisa aponta que 90% das pessoas percebem impactos das mudanças climáticas

Uma pesquisa do Instituto Locomotiva revela que 90% dos brasileiros percebem pelo menos um fenômeno causado pelas mudanças climáticas, sendo o aumento do calor o mais notado. A pesquisa também destaca a desigualdade no acesso a equipamentos de refrigeração, que agrava as dificuldades diárias, principalmente para as classes C, D e E. Enquanto 94% dos entrevistados notaram temperaturas mais altas, 82% perceberam chuvas mais fortes e 76% viram alagamentos em locais antes não afetados. O estudo aponta que o calor extremo tem impactos diretos na produtividade e no bem-estar das pessoas, especialmente aquelas sem ar-condicionado, afetando a concentração no trabalho e o desempenho escolar. Além disso, a falta de acesso a equipamentos de refrigeração agrava ainda mais as desigualdades, afetando principalmente as populações mais vulneráveis, que vivem em áreas mais quentes e com menos infraestrutura. (Valor Econômico - 24.02.2025) 
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Artigo de Alvaro Gribel: "Desligamento das eólicas e solares é reflexo do crescimento desordenado do setor elétrico brasileiro"

Em artigo publicado pelo Estadão, Alvaro Gribel (colunista do Estadão em Brasília) trata da situação em que o consumidor de energia no Brasil paga mais tanto em períodos de escassez quanto de sobra de energia, devido ao desligamento de usinas eólicas e solares pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que opta por acionar fontes mais caras, como termelétricas e hidrelétricas, para garantir a segurança do sistema. As usinas renováveis questionam essa prática na Justiça, pois consideram-se prejudicadas. O cenário reflete um setor elétrico em crescimento desordenado, com lobbies influenciando decisões e um sistema que carece de uma reformulação profunda, prometida mas ainda não concretizada pelo atual governo. A falta de planejamento e os subsídios para fontes renováveis, junto ao crescimento de termelétricas inflexíveis, ampliam o risco de aumento no custo da energia e deixam o ONS com pouca flexibilidade. (GESEL-IE-UFRJ – 21.02.2025)
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Brasil: Fluxos de investimentos verdes podem ser fortalecidos após mudança em incentivos nos EUA

A revisão dos incentivos do Inflation Reduction Act (IRA) nos EUA e a saída do país do Acordo de Paris sob Trump abrem oportunidades para o Brasil atrair investimentos em projetos verdes, como hidrogênio e energia eólica. Luis Viga (ABIHV/Fortescue) destaca que a suspensão dos incentivos americanos pode redirecionar recursos para o Brasil, que se diferencia pela abundância de energia renovável. A Fortescue planeja investir R$ 17,5 bilhões em uma planta de hidrogênio verde no Ceará. Apesar do potencial, desafios macroeconômicos, burocracia e tributos ainda são entraves. Especialistas apontam que o compromisso ESG seguirá relevante para investidores. (Hydrogen Central - 19.02.2025) 
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EUA: Governo Trump ergue entraves à indústria de energia eólica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu pausar as permissões federais e o arrendamento para projetos de energia eólica no país, de acordo com informações do Wall Street Journal. Essa medida impactou diretamente as empresas do setor, que tiveram que interromper seus planos e agora se encontram em uma situação de incerteza. Trump já expressou críticas às turbinas eólicas, acusando o impacto negativo à fauna. A decisão do presidente americano gerou preocupações dentro da indústria de energia renovável, que vinha crescendo nos últimos anos. A pausa nas permissões e arrendamentos para projetos de energia eólica pode resultar em atrasos significativos e prejuízos financeiros para as empresas do setor, além de impactar negativamente a expansão da energia limpa nos Estados Unidos. Alternativamente, pelo lado político, as interrupções refletem as divergências de opinião e políticas no país em relação à transição para fontes de energia mais sustentáveis. (Broadcast Energia – 25.02.2025) 
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BP: Recuo dos aportes em transição energética priorizando maiores retornos no setor de óleo e gás

A britânica bp comunicou que reduzirá seus investimentos em energias renováveis e ampliará o volume de recursos orientado para a exploração e produção de óleo e gás. A mudança no planejamento estratégico, segundo o CEO Murray Achincloss, se dá em meio a um esforço da companhia para aumentar seus ganhos e ampliar os retornos para os acionistas. Serão destinados cerca de US$ 10 bilhões anuais à cadeia dos combustíveis fósseis até 2027. A estratégia inclui o fortalecimento do portfólio por meio do acesso a novas reservas descobertas e a ampliação das atividades de exploração. Até 2030, a companhia pretende produzir entre 2,3 e 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Quanto aos investimentos na transição, o executivo pontuou que a petroleira será “muito seletiva”. As principais apostas são em: biogás, biocombustíveis e infraestrutura de recarga para veículos elétricos – vistas como oportunidades rentáveis e eficientes. No entanto, o planejamento prevê uma redução estrutural do capital alocado nessa frente de mais de US$ 500 milhões por ano até 2027. Com isso, os aportes da bp em transição energética ficarão em entre US$ 1,5 e 2 bilhões por ano, uma redução de mais de US$ 5 bilhões anuais em relação a previsões anteriores e com menos de US$ 800 milhões ao ano destinados especificamente a energias de baixo carbono. (Petronotícias – 26.02.2025)
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