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IFE
04/03/2024

IFE Transição Energética 49

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gabriela Vasconcelos e Gustavo Esteves
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
04/03/2024

IFE nº 49

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Pedro Ludovico
Pesquisadores: Gabriela Vasconcelos e Gustavo Esteves
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 49

Dinâmica Internacional

EUA: Califórnia já substitui 50% do combustível fóssil com programa que deve ser referência para o Brasil

A Califórnia atingiu um marco significativo ao substituir 50% do diesel utilizado no estado por combustíveis limpos durante o primeiro trimestre de 2023, conforme anunciado pelo Conselho de Recursos do Ar da Califórnia (CARB). O Dr. Steven Cliff, Diretor Executivo do CARB, enfatizou que essa redução contribuirá para um ar mais limpo, comunidades mais saudáveis e reflete o compromisso do estado em alcançar a neutralidade de carbono até 2045. A notícia foi destacada durante a Conferência de Combustíveis Limpos realizada em fevereiro no Texas. Erasmo Carlos Battistella, CEO da BSBIOS e presidente do Conselho da Aprobio, destaca que o Brasil pode se inspirar na experiência dos EUA para impulsionar o Combustível do Futuro. Ele enfatiza a importância de políticas públicas claras, como o Renewable Fuel Standard (RFS), que impulsionou o setor de biocombustíveis nos EUA, combinadas com investimentos na produção de biocombustíveis, incluindo SAF. Battistella destaca que a legislação brasileira precisa oferecer segurança jurídica para atrair investimentos no setor. (EpBr – 29.02.2024) 
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União Europeia: Restrições para o consumo de gás natural foram flexibilizadas, mas não devem ser abandonadas

A União Europeia flexibilizou as restrições para a redução do consumo de gás natural que foram adotadas em 2022, diante da crise energética deflagrada pela invasão russa na Ucrânia. Como medida emergencial, os países europeus haviam definido a meta de reduzir em 15% o consumo do combustível durante o inverno, entretanto, com a crise atenuada, a política tornou-se completamente voluntária. A mudança de rotulação da medida – agora vista como desnecessárias por alguns governos, segundo diplomatas – assume o pior momento da crise como passado, mas que os esforços tanto para reduzir o consumo de gás quanto para promover a independência energética da Europa devem ser continuados. Foram contribuintes para isso a redução da atividade industrial, temperaturas de inverno mais amenas e o aumento da geração de energia a partir de fontes renováveis. Apesar disso, a Comissão Europeia enfatiza a recomendação para que a retração do consumo de gás seja continuada, iniciativa que tem apoio dos ministros de energia dos países do bloco. (Reuters – 27.02.2024) 
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China: Estratégia para aprimorar a flexibilidade do setor elétrico

A Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional (NDRC, na sigla em inglês) da China formulou uma estratégia para o setor elétrico que visa propiciar respostas mais eficazes às oscilações e picos da demanda por energia até 2027. O plano está alinhado à perspectiva de crescimento da capacidade instalada de energias renováveis, que, devido às características intermitentes da geração, demandam soluções que amparem a variabilidade e imprevisibilidade. Ele consiste no armazenamento de 80 GW em usinas hidrelétricas reversíveis e no aperfeiçoamento do despachamento de centrais de energia a carvão. Além disso, a entidade planeja estabelecer um enquadramento regulatório que garanta competitividade de mercado para o desenvolvimento de soluções de armazenamento com baterias. A meta é que, até 2027, as energias renováveis – sobretudo eólica e solar - tenham participação de 20% na composição da matriz energética chinesa. (Reuters – 27.02.2024) 
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China: Pesquisadores discutem caminhos para a neutralidade decarbono em 2060

Pesquisadores da Universidade Tsinghua, na China, e da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizaram um estudo que visa responder a pergunta: “o que a China deve fazer ser neutra em carbono até 2060?”. O trabalho tem o propósito de subsidiar o planejamento energético e a condução da política de energias renováveis no país e teve como metodologia a utilização de um modelo de simulação da rede elétrica alinhada ao net-zero. Ainda, é justificado pelo que as políticas energéticas da China – enquanto principal emissora de gases de efeito estufa – têm no enfrentamento das mudanças climáticas. Nesse sentido, a resposta obtida pelo estudo indica que a China precisará construir de 2 a 4 TW de capacidade eólica, solar e de armazenamento, além de pelo menos duplicar sua rede de transmissão de alta tensão. Ademais, a pesquisa enfatizou a importância das políticas do uso da terra, que deverão ser mais coordenadas e focadas à escala nacional, visto que as plantas de energias renováveis precisarão ser construídas, no máximo, a um raio de 160 km dos centros populacionais. (Energías Renovables – 27.02.2024) 
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África do Sul: Impactos climáticas pela demora na desativação de centrais termelétricas

A demora da África do Sul em desativar usinas termelétricas é um fator adversário aos compromissos firmados para sua descarbonização. Sob o Tratado de Paris, o país havia fincado as metas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até 420 milhões de toneladas por ano em 2030. O planejamento nacional para isso incluiu o descomissionamento de oito plantas de energia a carvão, sendo seis até 2030 e as outras duas até 2034. O país, no entanto, recuou dessa responsabilidade e indica que deve manter as unidades em operação por mais tempo do que o previsto em razão dos episódios de escassez de energia que vêm impactando a economia. Segundo Joanne Yawitch, líder da inspeção de energia limpa que vêm sendo financiada na África do Sul, esse atraso pode afetar os compromissos de contribuição nacional (NDC, da sigla em inglês). No entanto, Yawitch afirmou que o país tem sido consistente em suas metas climáticas e que essas circunstâncias não são suficientes para comprometê-las. (Reuters – 27.02.2024) 
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Nacional

Artigo de Michael R. Bloomberg: "Brasil está pronto para liderar combate à mudança climática"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Michael R. Bloomberg (enviado especial do Secretário-Geral da ONU para Ambição e Soluções Climáticas) trata da posição única do Brasil para liderar a transição global para uma economia de baixo carbono nos próximos anos. Ele destaca que a riqueza natural, a matriz energética limpa e a capacidade de produzir hidrogênio verde são pontos fortes do país e que, combinados, podem habilitar o potencial em se tornar o primeiro país do G20 a atingir emissões líquidas zero de carbono e um player competitivo nos setores que moldarão a economia global no futuro. Além disso, são mencionados os esforços do país para descarbonizar indústrias poluentes e proteger o meio ambiente, o que inclui a meta de acabar com o desmatamento ilegal até 2030. Em conclusão, o autor recomenda que outros países se espelhem no exemplo brasileiro e que a colaboração público-privada para dar avanço a planos climáticos seja incentivada. (Valor Econômico – 26.02.2024) 
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Brasil: Governo e Banco Central querem facilitar hedge cambial para projetos verdes

O Governo e o Banco Central brasileiros firmaram união com parceiros internacionais para viabilizar a oferta de “hedge” cambial de longo prazo para projetos vinculados à transição energética. O Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial – Eco Invest Brasil visa derrubar barreiras à atração de capital estrangeiro por meio de um instrumento de proteção à variação da taxa de câmbio. Um dos parceiros da iniciativa, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), afirmou que vai direcionar US$ 3,4 bilhões para a aquisição desses instrumentos no exterior – aproveitando seu rating AAA – que serão, então, repassados ao BC para oferta no mercado. O principal objetivo, segundo Roberto Campos Neto, diretor do BC, é facilitar o hedge cambial de prazos longos e menor custo. (Valor Econômico - 27.02.2024) 
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Artigo de Winston Fritsch e Márcio Garcia: "Investimento externo e transição climática"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Winston Fritsch (Ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda) e Márcio G. P. Garcia (Professor titular do Departamento de Economia da PUC-Rio) tratam do programa ECO-Invest, uma iniciativa do governo brasileiro que visa atrair investimentos privados estrangeiros e atingir os objetivos climáticos do país. Segundo o autor, a mitigação dos obstáculos relacionados à captação do investimento – como o alto risco-pais e o custo de proteção cambial de longo prazo – é um dos principais aspectos a serem dirigidos. A esse respeito, o programa oferece quatro produtos com benefícios significativos para investidores em projetos alinhados com o Plano de Transição Ecológica do governo. São eles: apoio à estruturação de projetos, linhas de financiamento mistas, mecanismo de liquidez para reduzir riscos do câmbio, e derivativos de câmbio. Em conclusão, o artigo destaca a necessidade de aumentar os fluxos de capital estrangeiro privado relacionados às mudanças climáticas para os países emergentes - dados os compromissos de descarbonização para 2050 - e, para isso, são necessários incentivos robustos ao setor privado estrangeiro e um ambiente macroeconômico estável. (Valor Econômico – 27.02.2024) 
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MMA: Políticas climáticas podem atenuar perdas das guerras

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, disse, em evento diplomático, que as guerras testemunhadas atualmente ao redor do mundo vêm causando perdas devastadoras e que podem ser potencializadas caso os governos falhem em enfrentar desafios relacionados à mudança climática. Dentre as principais preocupações, ela destacou o problema das falhas no acesso ao suprimento de alimentos para o mundo decorrente dessas instabilidades. A situação demanda intervenções e, segundo ela, o Brasil contribuir para a garantia da segurança alimentar global, mas isso exige um esforço global na redução das emissões de combustíveis fósseis para prevenir impactos climáticos na agricultura e a formação de áreas desérticas. (Reuters – 27.02.2024) 
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BNDES: Lançamento de fundo de R$ 1 bilhão para minerais estratégicos

O governo está promovendo uma iniciativa para impulsionar a produção local de conteúdo relacionado à transição energética, com foco especial na fabricação de baterias para veículos elétricos. Essa medida visa aumentar a autonomia na produção de tecnologias-chave no contexto da transição para veículos elétricos e outros avanços na área de energia. O governo brasileiro está lançando um fundo para apoiar pequenas empresas de mineração, proporcionando-lhes acesso a recursos financeiros e promovendo uma atividade mais sustentável. O lançamento oficial do fundo ocorrerá durante a principal convenção de mineração e exploração mineral do mundo, em Toronto. Essa iniciativa está alinhada com os esforços do governo para aumentar a produção local de conteúdo relacionado à transição energética, especialmente no setor de baterias para veículos elétricos. O objetivo é impulsionar a autonomia na produção de tecnologias essenciais durante a transição para veículos elétricos e outros avanços na área de energia. O governo brasileiro continua a implementar medidas para impulsionar a produção local de minerais críticos para a transição energética. Projetos relacionados a esses minerais podem emitir debêntures incentivadas, e o governo lançará o programa "Mineração para a Energia Limpa" ainda este ano. (EpBr – 27.02.2024) 
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MME: Mapeamento indica que a maioria dos estados brasileiros possuem iniciativas de transição energética

Atualmente, 15 dos 27 estados brasileiros estão desenvolvendo ou implementando políticas ou programas de transição energética. O MME está realizando um levantamento sobre iniciativas de transição energética nos estados brasileiros. Até o momento, 15 dos 27 estados estão desenvolvendo ou implementando políticas ou programas nesse sentido. A pesquisa visa compreender a diversidade de interesses e possibilidades em cada estado para informar a elaboração da Política Nacional de Transição Energética. O MME destaca a importância de considerar a diversidade do país e conectar a política nacional com as iniciativas regionais, alinhando-as com o Plano Clima e a Nova Indústria Brasil. O levantamento inclui apenas programas que não se concentram em uma única tecnologia para redução de emissões de carbono. O MME ainda está realizando consultas aos estados antes de divulgar as iniciativas específicas. O secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, Alexandre Fleck, participou do Encontro Estratégico de Transição Energética, promovido pela FGV Energia em parceria com a Secretaria de Estado de Energia e Economia do Mar do Rio de Janeiro. Durante o evento, Fleck destacou a importância de integrar a estratégia de transição energética do estado do Rio de Janeiro à estratégia nacional, considerando que o estado apresenta desafios e dilemas que são representativos da transição energética em nível nacional e internacional. (EpBr – 26.02.2024) 
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Brasil: Governo lança programa para facilitar investimentos verdes

O governo federal anunciou o Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial, chamado Eco Invest Brasil. Este programa visa atrair investidores estrangeiros e reduzir o risco de projetos verdes no Brasil, através de mecanismos de proteção cambial. A Fazenda está preparando uma Medida Provisória para criar o programa no âmbito do Fundo Clima. Esta iniciativa faz parte do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, liderado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e entidades internacionais. O programa abrangerá projetos relacionados à transição energética, reflorestamento, agricultura de baixo carbono e resiliência climática. O objetivo é tornar o Brasil atraente para projetos industriais que visam a transição para uma economia de baixo carbono. O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, destacou a importância do movimento global de realocação das cadeias produtivas e o papel fundamental das economias emergentes na transição para uma economia de baixo carbono. Ele ressaltou que o programa Eco Invest Brasil visa atrair investidores estrangeiros e reduzir os riscos de projetos sustentáveis no Brasil por meio de mecanismos de proteção cambial. A iniciativa faz parte do Plano de Transformação Ecológica do Brasil, buscando tornar o país atraente para projetos industriais comprometidos com a sustentabilidade. (EpBr – 26.02.2024) 
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Regulação

EUA: Arevon consegue pacote financeiro para projetos solares e de armazenamento

A Arevon Energy, empresa de energias renováveis, assegurou um total de US$ 1,1 bilhão em financiamento, composto por dívida e capital fiscal, para um projeto de energia solar com armazenamento na Califórnia. O Wells Fargo comprometeu-se com US$ 431 milhões em capital fiscal, enquanto a Arevon garantiu US$ 654 milhões em financiamento de dívida, incluindo empréstimos de construção a prazo, empréstimos-ponte de capital fiscal e linhas de crédito. Esses fundos serão direcionados para o desenvolvimento do projeto solar Eland, com capacidade de 374 MWdc e um sistema de armazenamento de energia (BESS) de 150 MW/600 MWh. Localizado no condado de Kern, o projeto está em fase inicial de construção, prevendo-se sua operação no primeiro trimestre de 2025. A Arevon Energy firmou um contrato de compra de energia (PPA) de longo prazo com a Southern California Public Power Authority, fornecendo 200 MWac de eletricidade para o sul da Califórnia. O sistema de armazenamento utilizará o Megapack 2 XL da Tesla, enquanto a SOLV Energy, empresa de engenharia, compras e construção (EPC) dos EUA, será responsável pela construção do projeto. (Energy Storage – 22.02.2024) 
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Espanha: Governo apresenta o marco regulatório para a energia eólica offshore

O Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (Miteco, na sigla em espanhol) da Espanha deu início ao processo de audiência pública para a definição do marco regulatório para a energia eólica offshore. De acordo com o Roteiro de Energia Eólica e Marítima Offshore, o país planeja ter entre 1 e 3 GW de eólicas offshore até 2030 e entre 40 e 60 MW para a energia maremotriz, a serem distribuídas conforme os Planos de Gestão do Espaço Marítimo. A integração envolve a organização do espaço jurisdicional marinha e um subsequente enquadramento regulatório adaptado à legislação e ao estado da tecnologia – âmbito no qual a Espanha é referência. O projeto de regulação permitirá, por meio de procedimento concorrencial, atribuição simultânea do Regime Econômico das Energias Renováveis, reserva de capacidade e concessão do domínio marítimo-terrestre por um período máximo de 30 anos. Além disso, segundo o Miteco, o desenvolvimento dessas energias impulsionará a atividade econômico e criará cerca de 40 mil empregos (Energías Renovables – 27.02.2024) 
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Brasil: Setor de aviação tem urgência na aprovação de marco legal para combustíveis sustentáveis

A presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Jurema Monteiro, destaca que a aprovação do projeto de lei do Combustível do Futuro é crucial para viabilizar a produção em larga escala e a preços competitivos de SAF no Brasil. Ela enfatiza que esse projeto estabelecerá um marco legal necessário para criar um ambiente regulatório e jurídico seguro, impulsionando investimentos no setor e permitindo que as metas setoriais sejam atingidas. O Projeto de Lei 4.516/2023, que trata do Combustível do Futuro no Brasil, está em tramitação na Câmara dos Deputados e pode ser votado em breve, como parte da pauta ambiental. O relator, deputado Arnaldo Jardim, apresentou seu parecer, incluindo alterações nos mandatos de biodiesel, etanol e diesel verde, bem como a criação de um programa para o biometano e novas obrigações para estocagem de carbono. O PL estabelece metas para a redução de emissões de CO2 em voos domésticos usando SAF misturados ao querosene fóssil a partir de 1º de janeiro de 2027. (EpBr – 29.02.2024)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Austrália: Queensland lança estratégia de baterias de armazenamento

O governo de Queensland revelou sua estratégia oficial para baterias como parte do plano abrangente de energia e empregos do estado australiano. A estratégia "multitecnologia" visa impulsionar o envolvimento da região no desenvolvimento, fabricação e implementação de tecnologias de armazenamento de energia. O plano inclui um investimento total de 570 milhões de dólares australianos nos próximos cinco anos (com o governo federal contribuindo com 100 milhões de dólares australianos). O investimento será distribuído em três áreas principais: "Inovação e comercialização" (275 milhões de dólares australianos), "investimento, integração e crescimento" (92,2 milhões de dólares australianos) e "posicionamento e promoção" (202,5 milhões de dólares australianos). A então primeira-ministra, Annastacia Palaszczuk, anunciou o Plano de Energia e Emprego de Queensland em setembro de 2022, estabelecendo metas ambiciosas de 70% de energia renovável até 2032 e 75% até 2035. O plano, com um investimento total de AU$ 62 bilhões, foi acompanhado pelo compromisso de identificar vantagens competitivas específicas na cadeia de valor de baterias e armazenamento de energia. (Energy Storage – 22.02.2024) 
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Reino Unido: Construção de sistema de armazenamento de 600 MWh

A empresa Wärtsilä Energy Storage & Optimization (ES&O) fornecerá inversores para um próximo projeto de sistema de armazenamento de energia de bateria (BESS) de 300 MW/600 MWh na Escócia, Reino Unido. O South Kilmarnock BESS, desenvolvido em parceria com a Zenobe Energy, visa fornecer estabilidade à rede, incluindo "verdadeira inércia sintética" e gerenciamento de tensão do sistema de nível de curto-circuito. O projeto, selecionado como um dos Stability Pathfinder pelo operador do sistema elétrico National Grid ESO, desempenhará um papel crucial na transição para energias renováveis na região. A inovação inclui a utilização da solução BESS da Wärtsilä, GridSolv Quantum High Energy (HE), em combinação com tecnologia de inversor, ultrapassando os limites técnicos tradicionais dos suportes que as baterias podem oferecer à rede. O sistema será controlado pela plataforma GEMS Digital Energy da empresa. A plataforma orientada por software do projeto também incorporará a análise de dados históricos e em tempo real para otimizar as operações. Além disso, ela ajudará a aliviar as restrições da rede, permitindo a importação de eletricidade nos momentos de pico de geração renovável. Isso proporcionará à Zenobe a capacidade de posicionar a energia armazenada das baterias nas oportunidades de mercado mais valiosas. (Energy Storage – 22.02.2024) 
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EUA: Startup de armazenamento de energia arrecada financiamento para descarbonização industrial

A Antora Energy, uma startup sediada nos EUA, arrecadou 150 milhões de dólares em uma rodada de financiamento. A empresa está focada em uma nova tecnologia de "bateria térmica" que é vista como adequada para descarbonizar processos industriais. O produto da Antora armazena calor em blocos de material de carbono e também pode gerar eletricidade utilizando uma tecnologia patenteada chamada 'termofotovoltaica' (TPV). O TPV converte a luz emitida por fontes de calor de alta temperatura em eletricidade usando células semelhantes às células solares fotovoltaicas. A Antora afirma que suas células TPV podem ser produzidas em massa e têm uma eficiência de conversão de calor para eletricidade superior a 40%. Além disso, as células são dispositivos leves e de estado sólido, sem partes móveis, e seu design modular permite eficiência e custo independentes da escala. A tecnologia da Antora Energy possui uma componente térmica capaz de atingir temperaturas superiores a 1800 °C, o que a torna adequada para atender às demandas de setores como a produção de cimento e aço, frequentemente considerados difíceis de reduzir em termos de emissões. As atividades industriais representam aproximadamente 30% das emissões globais, sendo metade desse valor relacionado ao calor industrial. (Energy Storage – 27.02.2024) 
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Turquia: Empresas firmam parceria para projeto de armazenamento de 1 GWh

A Kontrolmatik Technologies, uma fabricante turca de baterias de íons de lítio e sistemas de armazenamento de energia, está planejando implantar um projeto de armazenamento de energia de 1 GWh, com financiamento fornecido pela empresa de energia chinesa Harbin Electric. O acordo, anunciado recentemente, permitirá que a Kontrolmatik forneça serviços elétricos e de construção, enquanto a subsidiária Pomega ficará responsável pelo sistema de armazenamento de energia. A Harbin Electric financiará o projeto, lançado pela subsidiária da Kontrolmatik, a Progresiva, com previsão de operação em 2025. O projeto será construído em Tekirdağ, próximo a Istambul, e foi descrito como um investimento de "300 milhões de dólares". A Turquia está se destacando como um centro regional para a produção de fábricas de íons de lítio e sistemas de armazenamento de energia. Além disso, há expectativas de um aumento nas instalações domésticas de armazenamento de energia no país. No final de 2023, o governo turco concedeu pré-licenças para projetos de armazenamento de energia co-localizados, totalizando 25,6 GW de energia. (Energy Storage – 27.02.2024) 
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Alemanha: Conclusão de projeto híbrido de baterias

A BayWa re, Ampt e Fraunhofer anunciaram a conclusão de um projeto de microrrede na Alemanha, que combina energia solar fotovoltaica, eólica e uma bateria de fluxo de 10 MWh. O projeto está localizado no campus do Instituto Fraunhofer de Tecnologia Química (ICT) em Pfinztal, sudoeste da Alemanha. Um painel solar fotovoltaico de 690 kWp foi integrado a uma turbina eólica existente de 2 MW, sendo ambas conectadas a um mesmo inversor por meio dos otimizadores de string da Ampt. As empresas destacaram que essa combinação de energia solar fotovoltaica, eólica e armazenamento é única na Europa. O projeto visa ajudar o campus da Fraunhofer ICT a alcançar a neutralidade climática. A bateria de fluxo de 10 MWh que faz parte do conjunto de tecnologias já estava operacional, e o anúncio não detalhou o fornecedor da tecnologia ou o tipo de eletrólito utilizado. No entanto, um porta-voz da BayWa re confirmou que é a mesma bateria de fluxo implantada no projeto demonstrador 'RedoxWind' da Fraunhofer. O projeto RedoxWind, conforme descrito em uma página no site da Fraunhofer em 2019, envolveu a implementação de uma bateria de fluxo redox com capacidade final de 2 MW/20 MWh, conectada diretamente ao circuito CC de uma turbina eólica no campus Pfinztal. O objetivo do projeto foi estudar as sinergias e a relação entre a usina eólica e o sistema de armazenamento de energia. (Energy Storage – 27.02.2024) 
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Espanha e Holanda: Criação de subsídios para fabricação de baterias e energia fotovoltaica

Espanha e Holanda lançaram regimes de subsídios para apoiar a produção nacional de tecnologias de energia limpa, como baterias e módulos solares fotovoltaicos. Essas medidas surgem em meio à ameaça enfrentada pelos setores na Europa devido aos preços mais baixos da China e aos incentivos fiscais generosos dos EUA para a produção de energia limpa. O Ministério da Transição Ecológica da Espanha abriu um novo esquema de incentivos para energias renováveis e produção de armazenamento, atualmente em consulta pública. A primeira fase do esquema de subsídios atribuirá mais de 750 milhões de euros, com base nas informações coletadas durante a consulta pública. Os fundos serão disponibilizados por meio do Plano de Recuperação e Resiliência da Espanha (PRTR) e têm como objetivo incentivar a produção de equipamentos e componentes para painéis solares, baterias, eletrolisadores, entre outras tecnologias. A MITECO indica que futuras fases podem abranger outros aspectos da cadeia de abastecimento. Um dos objetivos do regime é fortalecer a produção nacional na Espanha e a autonomia estratégica, tanto nacional quanto europeia. Teresa Ribera, ministra espanhola da Transição Ecológica, enfatizou que o objetivo não é apenas transformar as "moléculas ou elétrons" em verdes, mas também assegurar que "os bens de capital sejam produzidos na Espanha". (Energy Storage – 28.02.2024) 
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Reino Unido: EDF adquire empresa instaladora de painéis solares fotovoltaicos

A EDF, empresa fornecedora de energia, adquiriu a Contact Solar, uma empresa de instalação de painéis solares e baterias com sede em Chorley, como parte de sua estratégia para atender à crescente demanda por energia solar. Essa aquisição faz parte dos planos da EDF para oferecer soluções residenciais de emissão líquida zero, integrando energia solar, baterias, carregamento de veículos elétricos e bombas de calor. A empresa visa fornecer uma oferta completa para residências em direção ao objetivo de zero emissões líquidas. A EDF está focada em atender à crescente demanda por energia solar e na oferta de soluções residenciais de emissão líquida zero. A aquisição da Contact Solar permitirá à EDF fornecer instalações de painéis solares de ponta a ponta, bem como expandir suas ofertas para autoridades locais, associações habitacionais e incorporadores. A empresa também pretende aprimorar as habilidades dos engenheiros para instalar uma variedade de produtos de emissão zero, incluindo painéis solares, carregadores de veículos elétricos e bombas de calor. (Smart Energy – 29.02.2024) 
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

IRENA: Relatório “Água para produção de hidrogênio”

À medida que o mundo busca acelerar a transição para um futuro energético sustentável, o hidrogênio limpo torna-se crucial na descarbonização de setores desafiadores, como siderurgia e indústria química. No entanto, o impulso para o hidrogênio limpo destaca as preocupações com a sustentabilidade de sua produção, incluindo a pegada hídrica. O relatório inovador "Água para Produção de Hidrogênio", coautorado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) e pela Bluerisk, investiga a interseção vital entre o uso de água e a produção de hidrogênio. Essa análise é especialmente relevante para regiões enfrentando estresse hídrico, sublinhando a importância de integrar a sustentabilidade hídrica no planejamento energético. O relatório oferece uma análise detalhada das intensidades de retirada e consumo de água nas principais vias de produção de hidrogênio, destacando o hidrogênio verde, produzido por meio da eletrólise, como o caminho mais eficiente em termos de água. Essa conclusão é fundamentada em extensas entrevistas com especialistas do setor e revisões abrangentes da literatura. O terceiro IRENA Policy Talk 2024 apresentará as principais conclusões do relatório. Este webinar abordará os desafios multifacetados de aumentar a produção eficiente de hidrogênio limpo em termos de água. (IRENA – 29.02.2024) 
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Brasil: Hidrogênio terá papel no corte de emissões para Acordo de Paris

O Plano Nacional de Mudança do Clima deve incluir estratégias para abordar o setor energético, determinando metas específicas de redução de emissões de CO2 para cada setor. O hidrogênio desempenhará um papel crucial na redução das emissões de carbono no Brasil, conforme será apresentado na nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) no âmbito do Acordo de Paris. Um representante do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou durante uma audiência pública no Senado que o hidrogênio será abordado no Plano Nacional de Mudança do Clima. O coordenador na Secretaria de Economia Verde, Gustavo Fontenele, destacou a importância de compreender o papel do hidrogênio na estratégia de implementação dos compromissos da NDC brasileira no contexto do Acordo de Paris. O Grupo Técnico Temporário de Mitigação (GTT Mitigação) está encarregado da elaboração dos Planos Setoriais de Mitigação no âmbito do Plano Clima, uma iniciativa que busca consolidar estratégias e metas do governo federal para atingir os objetivos climáticos estabelecidos pelo Brasil. Este plano terá validade entre 2024 e 2035. (EpBr – 29.02.2024) 
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Suécia: Desenvolvimento de IA de código aberto para proteger redes elétricas contra flutuações de REDs

Pesquisadores do KTH Royal Institute of Technology desenvolveram algoritmos de IA de código aberto para lidar com flutuações aleatórias introduzidas por energias renováveis variáveis nas redes elétricas. Os algoritmos, baseados em aprendizado por reforço profundo, são projetados para fornecer inteligência aos conversores de energia na rede. Eles utilizam uma nova estratégia de sincronização de dados para otimizar a coordenação de energia em larga escala, garantindo segurança sob flutuações rápidas sem a necessidade de comunicação em tempo real. Este método é considerado mais eficiente do que o controle centralizado, especialmente em ambientes com flutuações contínuas de energias renováveis e veículos elétricos. Pesquisadores do KTH Royal Institute of Technology desenvolveram algoritmos de aprendizado profundo de inteligência artificial de código aberto para lidar com flutuações aleatórias introduzidas por fontes de energia renovável variáveis nas redes elétricas. Esses algoritmos, baseados em aprendizado por reforço profundo, são projetados para fornecer inteligência aos conversores de energia na rede, utilizando uma nova estratégia de sincronização de dados para otimizar a coordenação de energia em larga escala, garantindo segurança sob flutuações rápidas sem a necessidade de comunicação em tempo real. (Smart Energy – 01.03.2024) 
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EUA: Nova York testa técnica de detecção digital para monitoramento de transformadores

A Autoridade de Energia de Nova York (NYPA) e a Escola de Engenharia da Universidade Tandon (NYU Tandon) estão liderando um estudo para validar uma técnica de detecção que monitora transformadores de potência para identificar problemas de deformação de enrolamentos sem retirar as unidades de serviço. O estudo, intitulado "Detecção Online de Deformações de Enrolamento em Grandes Transformadores de Potência", visa validar um protótipo de detector capaz de monitorar digital e continuamente a tensão e a corrente do transformador. A técnica já foi comprovadamente eficaz em ambiente universitário, sendo validada por simulações computacionais e testes de bancada em pequenos transformadores. O próximo passo será testá-la no Laboratório Avançado de Inovações de Rede para Energia (AGILe) da Power Authority, com potencial para futuras fases de demonstração e comercialização no campo se o projeto for bem-sucedido. A Autoridade de Energia de Nova York (NYPA) e a Escola de Engenharia da Universidade Tandon estão conduzindo um estudo para validar um protótipo de detector que monitora continuamente online a tensão e as correntes de grandes transformadores de potência. (Smart Energy – 23.02.2024) 
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Espanha: Iberdrola testará dados de satélite para gestão de vegetação

A i-DE, a empresa de distribuição da Iberdrola na Espanha, está realizando testes da solução Treeline, fornecida pela empresa de dados de observação da Terra LiveEO. Esses testes ocorrem na rede de distribuição da i-DE na província de Vizcaya, na região basca da Espanha, ao longo de 2024. A tecnologia Treeline visa melhorar o gerenciamento da vegetação, oferecendo avaliações de risco, modelagem e previsão do crescimento vegetativo, além de auditoria de trabalhos anteriores. Se os testes demonstrarem melhorias nos processos da i-DE, a solução pode ser mais amplamente implementada nas áreas de rede da empresa. A solução Treeline da LiveEO, baseada em inteligência artificial, utiliza dados de satélite processados quase em tempo real para identificar e avaliar riscos de vegetação. Essa tecnologia permite a detecção e resposta a riscos emergentes à medida que ocorrem. A LiveEO afirma que a implementação bem-sucedida do Treeline pode resultar em uma redução de 15% nas interrupções relacionadas à vegetação, uma diminuição de 20% no custo do contratante por quilômetro e um retorno do investimento em um ano. A i-DE, empresa de distribuição da Iberdrola, está testando essa solução em sua rede de distribuição na província de Vizcaya, na Espanha. (Smart Energy – 27.02.2024)  
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Estados Unidos: Soluções generativas de IA para serviços públicos

A Itron está incorporando IA generativa em suas soluções para clientes de serviços públicos, enquanto a IBM destaca um kit de ferramentas de governança de IA. De acordo com dados divulgados pela IBM na DISTRIBUTECH International, quase três quartos das empresas de energia e serviços públicos pesquisadas implementaram ou estão explorando o uso de IA em suas operações. Dois terços dos CEOs do setor expressaram a crença de que têm mais probabilidade de obter valor nos próximos três anos com IA generativa e automação em comparação com seus pares globais. No entanto, uma proporção semelhante expressou preocupações sobre as fontes de dados utilizadas na IA generativa. Com a solução OpenAI, os usuários devem poder obter respostas a perguntas, executar tarefas, acessar dados no MDM e no DataHub e usar consultas em linguagem simples para gerar gráficos e relatórios. A colaboração com a Microsoft tem o objetivo de permitir que empresas de serviços públicos aproveitem o poder da IA generativa para aumentar a eficiência, liberar a criatividade e melhorar a gestão de dados. Don Reeves, vice-presidente sênior de resultados da Itron, mencionou que essa colaboração permitirá que serviços públicos e cidades utilizem a IA generativa para impulsionar a eficiência e melhorar a gestão de dados. (Smart Energy – 28.02.2024) 
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Artigo de Sumant Sinha: “Inteligência artificial pode energizar a transição energética”

Em artigo publicado pela Forbes, Sumant Sinha (CEO da ReNew) trata da capacidade que a inteligência artificial tem de pontencializar a transição energética. O autor classifica ambos os fenômenos como revolucionários e transversais, prospectando que serão os principais condutores do crescimento econômico devido aos impactos que têm sobre a produtividade, emprego e investimento. Além disso, apresentam sinergias importantes entre si. Segundo ele, o gerenciamento da transição energética deve, ao mesmo tempo, garantir a segurança de suprimento e a minimização dos custos para o consumidor, e a IA permite essa conciliação. Por meio da acumulação de dados históricos e machine learning, é possível gerar modelos preditivos de projeção da demanda por energia e de detecção de eventuais falhas na rede, agilizando o serviço e minimizando perdas. Alternativamente, o autor destaca que o desenvolvimento e o processamento de modelos de IA demandam grandes quantidades de energia, podendo atingir o mesmo patamar de consumo que países inteiros. (Forbes – 26.02.2024) 
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Impactos Socioeconômicos

Brasil: Rota para a economia verde articula revisão comercial, financeira, regulatória e social

O Plano de Transformação Ecológica do Ministério da Fazenda, explica seu coordenador especial, Rafael Debux, tem por objetivo o destravamento de oportunidades relacionadas a produtos da transição para a economia verde no mercado internacional. Segundo ele, o país pode deixar de ser exportador de lítio para a confecção de baterias em outros países e passar a agregar valor vendendo amônia e aço verde produzidos a partir do hidrogênio. Para tanto, a aprovação de marcos regulatórios e o estímulo ao investimento industrial são cruciais. Ainda, Luciana Costa, diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assinala que um prêmio – um “greenium” – a ser recompensado aos esforços de descarbonização seria uma prática importante para pressionar a transição global. Luciana Ribeiro, da EB Capital, por sua vez, destaca que propiciar um ambiente atrativo para o capital privado é um passo fundamental para captar recursos para a descarbonização e conversão da infraestrutura. Rogério Studart, do Cebri, e Luana Genót, do ID_BR, por fim, enfatizam que medidas favoráveis à inclusão e justiça sociais são imperativas para o avanço da transição. (Valor Econômico - 27.02.2024) 
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Artigo de Mike Scott: “Observatório ESG: Como o financiamento da transição pode trazer os ‘caras malvados’”

Em artigo publicado na Reuters, o jornalista Mike Scott – especialista em negócios e sustentabilidade – trata do financiamento da transição para uma economia de baixo carbono. Segundo o autor, apesar de reconhecida a necessidade da canalização de recursos para um planejamento pautado na descarbonização, energias renováveis e eletrificação, a falta de transparência e de orientação para os investimentos dificulta a articulação com os agentes. “O financiamento na transição precisa sair das sombras”, explicou. Ainda, parte do problema, de acordo com ele, é que não existe uma categoria definida para o financiamento na transição, o que faz com que os projetos sejam vistos exclusivamente pelo prisma da sustentabilidade, que pode descartar projetos que não façam referência direta às emissões-zero. A esse respeito, destaca que investir puramente em projetos de alcunha “verde” é insuficiente para dar conta da dimensão da transição, sendo indispensável que o financiamento contemple também aportes e estratégias para os grandes emissores. Com isso, é enfatizada a necessidade de um enquadramento em que os investidores possam, com credibilidade, alocar capital em ativos ‘marrons’ para então torna-los ‘verdes’. Em conclusão, o autor considera que a presidência brasileira no G20 poderá dar um novo perfil a esse financiamento e, além disso, estimular uma articulação coordenada de esforços direcionados aos desafios das mudanças climáticas. (Reuters – 27.02.2024)
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Eventos

Brasil/G20: Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas debate projetos de financiamento para a transição

Teve início, em 26 de fevereiro de 2024, o Fórum Brasileiro de Finanças Climáticas, evento oficial do G20 social que antecede a reunião principal do grupo das 20 maiores economias globais. O encontro aborda a discussão de diferentes formas de financiar as iniciativas necessárias para o enfrentamento das mudanças climáticas que, segundo estudo do Instituto AYA e da Systemiq, para o caso brasileiro, pode exigir até US$ 160 bilhões ao ano. Os instrumentos apresentados para a captação de recursos incluem o financiamento misto e o hedge cambial, previsto no Programa de Mobilização de Capital Privado Externo e Proteção Cambial. O objetivo do evento é evidenciar os desafios para que sejam impulsionados os investimentos climáticos globais, de maneira a articular – com o apoio do governo - uma rota de planejamento com marcos de sustentabilidade até a COP30. (Broadcast Energia – 26.02.2024)
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