IFE
20/10/2023

IFE Transição Energética 38

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
20/10/2023

IFE nº 38

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 38

Dinâmica Internacional

FMI: Fragmentação dos mercados pode trazer obstáculos a transição energética

A invasão da Ucrânia pela Rússia levou à fragmentação dos principais mercados de matérias-primas, trazendo obstáculos à transição energética global, alerta o Fundo Monetário Internacional (FMI). “As matérias-primas, especialmente os minerais essenciais para a transição verde e alguns produtos agrícolas altamente comercializados, são especialmente vulneráveis em caso de fragmentação geoeconômica”, observam os economistas Jorge Alvarez, Mehdi Benatiya Andaloussi e Martin Stuermer, em artigo publicado no Blog do FMI. Essa fragmentação dos mercados também poderá dificultar a transição energética global. Para alcançar as metas de emissão líquida zero de carbono, a demanda por minerais deverá aumentar várias vezes nos próximos anos. Uma vez que a oferta desses insumos está concentrada em alguns países, o comércio é essencial para garantir o acesso a esses recursos. Neste sentido, o FMI recomenda os governos que trabalhem para reduzir os riscos decorrentes de uma fragmentação dos mercados de commodities, com medidas como buscar a diversificação de fornecedores, aumentar investimento em mineração, exploração e reciclagem de minerais críticos. (Valor Econômico - 03.10.2023) 
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FMI: Estudo destaca a importância do investimento privado para a transição climática nas economias emergentes

As economias emergentes e em desenvolvimento (EMDEs, na sigla em inglês) precisam elevar o financiamento privado para endereçar o grande problema climático que enfrentam em meio às limitações de investimento público, diz o FMI, em estudo publicado recentemente. O organismo estima que cerca de 80% dos investimentos previstos devem vir de financiamentos privados. Excluída a China, esta fatia aumenta para 90%. Projeção da IEA indica que os países emergentes e em desenvolvimento necessitam de US$ 2 trilhões por ano até 2030 para alcançar o "ambicioso objetivo" de emissões zero até 2050, conforme o Fundo. (Broadcast Energia - 02.10.2023)
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IEA: Agência destaca o papel da energia nuclear para a descarbonização mundial

Numa atualização do seu Roadmap Net Zero, a IEA prevê um papel ainda mais relevante para a energia nuclear na caminhada para a descarbonização mundial. No cenário atualizado de emissões líquidas zero, a capacidade de geração nuclear atinge 916 GWe em 2050, acima dos 812 GWe dados na versão de 2021. A nova versão do roadmap estabelece um caminho global para manter o objetivo do Acordo de Paris de limitar o aumento das temperaturas globais a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, fornecendo uma atualização abrangente do relatório original que foi publicado em 2021. A IEA disse que a atualização incorpora as mudanças significativas no panorama energético nos últimos dois anos, incluindo a recuperação econômica pós-pandemia e o crescimento extraordinário em algumas tecnologias de energia limpa – mas também o aumento do investimento em combustíveis fósseis e emissões elevadas. A agência observou que, desde 2021, muitas mudanças ocorreram, nomeadamente em meio à crise energética global desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022. (Petronotícias - 02.10.2023)
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BID/Banco Mundial: Parceria busca impulsionar o desenvolvimento sustentável na América Latina

O BID assinou uma parceria de quatro anos com o Banco Mundial para colaborar no combate ao desmatamento na Amazônia, ajudar o Caribe a lidar com desastres climáticos e melhorar o acesso à internet na América Latina para populações mais pobres. “O acordo com o Banco Mundial é um avanço”, disse Ilan Goldfajn, presidente do BID. “É o primeiro acordo em que não apenas assinamos uma carta de intenção dizendo ‘vamos ser amigos’. Temos realmente grupos de trabalho e só assinamos quando eles apresentam planos de ação”. O foco estará em ajudar a América Latina e o Caribe na adoção das energias limpas e no enfrentamento ao que Goldfajn chama de “triplo desafio” da região: governos com falta de dinheiro, populações pressionando por melhores serviços públicos e baixo crescimento econômico da região. (Valor Econômico - 05.10.2023)
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BID/Ilan Goldfajn: América Latina está diante de oportunidade histórica para alavancar seu crescimento

O chefe do maior banco de desenvolvimento da América Latina conclamou os líderes políticos da região a transformar o sucesso econômico de seus países aproveitando as oportunidades para exportar fontes de energia verdes, alimentos e minerais críticos. Ilan Goldfajn, presidente do BID, planeja incrementar a concessão de créditos pela instituição em US$ 20 bilhões nos próximos dez anos. Goldfajn acredita que isso ajudará a região a aproveitar tanto a transição para as energias limpas quanto as iniciativas para aproximar as instalações produtivas do mercado dos Estados Unidos, além de também atender às demandas dos cidadãos para que se melhore a saúde, a educação e a infraestrutura digital. Para que a região explore sua energia solar e eólica abundante e barata para exportar hidrogênio verde, “você precisa se organizar, planejar, trazer recursos, ter o Estado de Direito, ter regulamentações”, disse Goldfajn. (Valor Econômico - 05.10.2023)
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ANP/Rodolfo Saboia: Guerra na Ucrânia abalou a visão otimista sobre a transição energética

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Rodolfo Saboia, destacou que a visão otimista sobre a transição energética foi abalada pela guerra na Ucrânia, demonstrando a complexidade da segurança energética devido à alta dependência dos combustíveis fósseis. Ele enfatizou que a mudança terá impactos significativos nos preços, especialmente se houver desequilíbrio na oferta. Saboia ressaltou que a transição será dispendiosa e afetará não apenas a mobilidade, mas também aspectos fundamentais como alimentação e vestuário. A opção por fontes limpas, vital para lidar com as mudanças climáticas, terá um custo crescente, impulsionado pelo impulso ambiental. Ele sublinhou a necessidade de uma abordagem multifacetada, envolvendo diversas fontes renováveis, e destacou a complexidade das políticas governamentais nesse contexto. (Valor Econômico - 03.10.2023)
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EUA/DoE: Novo relatório adverte para crescimento das emissões de CO2 em distintos cenários

O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgou seu relatório Perspectiva Energética Internacional, com distintos cenários possíveis para o período até 2050. O órgão dos Estados Unidos adverte para o fato de que, na maioria desses cenários, as emissões de gás carbônico continuam a crescer nesse período, sob a legislação atual. O DoE diz que as pressões de alta da população e o crescimento da renda superam as pressões de baixa da energia e da intensidade do uso de carbono sobre as emissões. O departamento também diz que a crescente demanda por energia e as políticas atuais devem motivar um crescimento constante no uso de energias fósseis, enquanto as demais fontes de combustível devem ter crescimento mais rápido. (Broadcast Energia - 11.10.2023) 
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Portugal: País antecipa meta para energias renováveis

Portugal tinha como meta ter, em 2030, 80% da energia produzida no país oriunda de fontes de energia renovável. O plano era parte da meta de neutralidade climática assumida pelo país para 2045. Contudo, os lusitanos anunciaram recentemente que a meta está antecipada em quatro anos. Ou seja: já em 2026, Portugal terá 80% de energia gerada por fontes renováveis. De acordo com o JN Portugal, atingir a meta 2026 é parte do Plano Nacional Energia e Clima 2030 (PNEC), o principal guia da política energética e climática entre os anos de 2021 a 2030. Nele, estão previstos: metas, objetivos e formas de atuação relativas ao posicionamento do país em relação à energia e ao clima. O PNEC foi lançado em julho de 2020 e foi revisado, pela primeira vez, mantendo a conformidade com o Regulamento do Governo da União da Energia e Ação Climática. Contudo, uma nova revisão do plano foi feita, estabelecendo metas mais ambiciosas. A antecipação em quatro anos da meta de produção da energia renovável é um exemplo disso. (Além da Energia – 13.10.2023)
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Nacional

Artigo GESEL: "A taxa de carbono é uma oportunidade para o Brasil?"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), e Vitor Santos, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) da Universidade de Lisboa, abordam a guerra comercial ambiental desencadeada pelo Mecanismo de Ajustamento Carbônico Fronteiriço (CBAM) da União Europeia. O CBAM, que entrou em vigor em outubro de 2023, visa proteger a indústria europeia ao impor uma taxa sobre a importação de produtos com alto teor de carbono. Os autores destacam que essa medida pode oferecer uma oportunidade para a reindustrialização verde da economia brasileira, especialmente no setor de hidrogênio verde, onde o Brasil possui uma vantagem competitiva significativa devido ao seu potencial em energia eólica e solar. Eles concluem que o Brasil deve adotar políticas públicas assertivas e regulamentações transparentes para aproveitar plenamente essa oportunidade. (GESEL-IE-UFRJ – 17.10.2023)
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Artigo de Pietro Erber: "Reforma do Setor Elétrico"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Pietro Erber, engenheiro e ex-conselheiro da Eletrobras, trata da reforma do setor elétrico. Segundo Erber, “a iniciativa de reestruturar o setor elétrico num momento de excepcionais alterações institucionais, com reflexos contratuais e comerciais, além de crescentes modificações em seu quadro energético e de inserção regional, com destaque para a Itaipu Binacional, e contando com tantas novas ferramentas tecnológicas, enseja a oportunidade de melhor atender seu mercado, inclusive incorporando segmentos da população ainda não atendidos." Para acessar o artigo na íntegra, clique aqui. (Valor Econômico - 06.10.2023)
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Artigo de Raphael Gomes: "A expectativa pelo ‘Novo Marco do setor elétrico’ e as privatizações"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Raphael Gomes, sócio da prática de Energia do Lefosse, analisa a expectativa em relação ao "Novo Marco do Setor Elétrico" que o Ministério de Minas e Energia planeja apresentar em outubro. O projeto surge como uma alternativa ao Projeto de Lei 414, que perdeu prioridade na Câmara dos Deputados recentemente. O Ministério busca corrigir distorções e reduzir tarifas, o que poderia impulsionar o desenvolvimento nacional. No entanto, o autor destaca a necessidade de aprender com experiências passadas, como a Medida Provisória 579/2012, que teve efeitos negativos no setor elétrico. Ele enfatiza a importância de respeitar contratos para garantir segurança jurídica e estimular investimentos no setor. (GESEL-IE-UFRJ – 04.10.2023)
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Senado aprova projeto que institui mercado regulado de carbono

A Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei que institui o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), conhecido como mercado de carbono. Este mercado será focado em atividades industriais e será implementado gradualmente, com um prazo de até 12 meses para regulamentação após a publicação da lei. O projeto foi aprovado após negociações com a Frente Parlamentar Agropecuária, que resultaram na exclusão do setor agropecuário do mercado regulado. A matéria seguirá diretamente para discussão na Câmara dos Deputados. O governo espera a aprovação do projeto até novembro, antes da COP28, como sinal de compromisso com as questões climáticas e ambientais. O SBCE é inspirado no modelo cap and trade, onde atividades com emissões acima de 25 mil toneladas de CO2 equivalente por ano serão sujeitas a um limite de emissões e empresas com emissões entre 10 mil e 25 mil toneladas terão que apresentar planos de monitoramento e reportar suas emissões. (EPBR – 04.10.2023)  
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Governo amplia orçamento do programa Luz Para Todos para 2024

O MME aprovou nesta terça-feira, 10, o orçamento do programa Luz Para Todos, que tem por objetivo a universalização dos serviços de energia elétrica em todo o País, no valor de R$ 2,497 bilhões para 2024. Como mostrou o Broadcast Energia, o montante destinado ao programa no próximo ano é 55% superior ao previsto para 2023. A decisão foi publicada em portaria no Diário Oficial da União (DOU). Segundo a pasta, a alta se deve à grande quantidade de novos contratos a serem celebrados no próximo ano em razão do relançamento do programa, além do aumento de custos. O foco da iniciativa é o atendimento à população rural, em especial no Norte do País e de regiões remotas da Amazônia Legal, nas quais não há acesso ao serviço de distribuição de energia elétrica ou onde o atendimento se dá por meio de fonte não renovável. (Broadcast Energia - 10.10.2023)
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Governo planeja abastecer alguns condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida com energia solar

O ministro das Cidades, Jader Filho, diz que alguns condomínios do projeto Minha Casa, Minha Vida serão abastecidos por "fazendas de energia solar", pois é uma solução melhor do que instalação de placas individuais. "Estamos em discussão com a Casa Civil e com o Ministério de Minas e Energia. A ideia é contratar a energia de “fazendas de energia solar” para abastecer alguns condomínios. A ideia de instalar placas de energia solar em cada unidade não funcionou: ocorreram problemas de manutenção, e muitas famílias, em momentos de dificuldades financeiras, venderam as placas.”, disse o ministro. Segundo ele, o governo pretende fazer licitações para conseguir reduzir o preço. (Valor Econômico - 09.10.2023) 
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MME: Solar e eólica incrementam a oferta de energia no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2023, a geração centralizada de energia solar e eólica registrou um notável crescimento de 68% e 27%, respectivamente, até junho, conforme indicado pelo Boletim Mensal de Energia divulgado pelo Ministério de Minas e Energia. Enquanto a fonte hidráulica permaneceu estável, houve uma significativa redução na contribuição das termelétricas a carvão e gás natural na oferta interna de energia (OIE). A participação das renováveis na OIE aumentou para aproximadamente 49,1%, superando a marca do ano anterior de 47,4%, impulsionada principalmente pela geração hidráulica. Além disso, 90% da oferta de energia elétrica provieram de fontes renováveis até junho, totalizando 376,4 TWh. Esse ano está superando os resultados anuais em termos de proporção de renováveis, promovendo uma geração de energia mais limpa devido a condições hídricas favoráveis e investimentos em energia solar e eólica. (CanalEnergia - 11.10.2023)
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CCEE: Minas Gerais bate recorde de geração de energia solar em agosto

No mês de agosto, Minas Gerais registrou um recorde de produção de energia solar, fornecendo 895 megawatts médios ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o que representa um aumento de 3,6 vezes em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O estado foi responsável por 35% da energia fotovoltaica produzida no Brasil durante esse mês. Em 2021, 16 novas fazendas solares entraram em operação comercial em Minas Gerais, contribuindo com um aumento de mais de 640 megawatts (MW) na capacidade da rede. Além disso, o estado possui mais de 1 mil projetos de usinas solares de geração centralizada outorgadas, totalizando 45,3 gigawatts (GW), dos quais 101 estão em operação, somando 3,56 GW. Outras 67 estão em construção, o que poderá adicionar mais 2,8 GW à capacidade instalada. Minas Gerais também se destaca na geração solar distribuída, com 258,9 mil sistemas fotovoltaicos instalados em 853 municípios, totalizando 3,174 GW de potência. (Broadcast Energia - 09.10.2023)
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Setor eólico enfrenta cenários distintos no Brasil e no mundo

O setor eólico está enfrentando menos pressão à medida que os custos diminuem e a inflação se estabiliza. No entanto, surgem novos desafios, como a alta demanda global por equipamentos e preocupações sobre possíveis aumentos nos preços das commodities. A nível doméstico, preocupa o baixo número de novos contratos e as taxas de juros ainda consideravelmente elevadas. Empresas do setor concordam que o Brasil precisa de uma política industrial verde para evitar ciclos de encomendas. Enquanto a perspectiva de longo prazo é positiva, preocupações sobre a demanda atual e a disponibilidade de interconexão persistem. A indústria enfrenta desafios consideráveis, incluindo elevadas taxas de juros, escassa disponibilidade de interconexão no Nordeste e preços baixos de energia, o que tem gerado aversão ao risco por parte dos investidores. O Brasil desempenha um papel crucial na transição energética global, sendo o sexto maior produtor de energia eólica do mundo. A regulamentação das atividades de energia eólica em alto-mar e o uso de hidrogênio produzido a partir de fontes renováveis estão entre os projetos em andamento no setor. A recente parceria entre Petrobras e WEG também traz otimismo para a cadeia produtiva da energia eólica. (Valor Econômicos – 06.10.2023)
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MME intensifica cooperação com a França com foco na energia nuclear

O Ministério de Minas e Energia está intensificando a cooperação com a França na transição energética. O ministro Alexandre Silveira se reuniu com a ministra de Transição Energética da França, Agnès Pannier-Runacher, em Paris, definindo uma agenda de trabalho abrangente, com foco na energia nuclear. Discutiram também as perspectivas para a presidência do Brasil no G20 no próximo ano e como ambos os governos podem colaborar em questões bilaterais e multilaterais. Silveira também se encontrou com representantes de empresas nucleares e a Total Energies, que planeja investir significativamente em energia no Brasil. A empresa já é a terceira maior produtora de óleo e gás no país. Silveira continua em Paris para atrair investimentos para o Brasil, participando do Fórum França-Europa-Brasil ESFERA Paris. A França está liderando um movimento de retomada da energia nuclear na Europa, impulsionado pela crise na Ucrânia e a necessidade de reduzir as emissões de gases do efeito estufa. (CanalEnergia - 13.10.2023)
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Petrobras/Sérgio Caetano: Plano de transição energética da empresa gerou maior disposição para operações com bancos europeus

O diretor financeiro da Petrobras, Sérgio Caetano, afirmou que os bancos europeus têm mostrado mais disposição para operações com a cadeia de óleo e gás após a divulgação do plano de transição energética da empresa. Atualmente, as principais preocupações da Petrobras estão relacionadas à sua cadeia de suprimentos, especialmente as empresas de menor porte que podem enfrentar mais dificuldades com os bancos. Caetano ressaltou que, embora o governo federal incentive a transição energética da Petrobras, ainda há um entendimento limitado sobre a metodologia de contratação, destacando a necessidade de considerar a sustentabilidade e a posição dos fornecedores na cadeia de transformação energética nos custos dos serviços. Ele reiterou o compromisso da empresa em destinar até 15% do capex a projetos de baixo carbono entre 2024 e 2028. Caetano também mencionou que a Petrobras está confortável com as emissões do "escopo 2" (emissões indiretas de energia elétrica adquirida), mas que as emissões do "escopo 3" (indiretas na cadeia de valor) ainda representam um desafio em termos de monitoramento. (Valor Econômico – 04.10.2023)
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Banco do Brasil capta €350 mi para projetos de energia renovável no Brasil

O Banco do Brasil firmou uma carta de intenções com o Banco de Investimento Europeu (EIB) para obter recursos destinados ao financiamento de projetos de energia renovável no Brasil. O acordo estabelece a obtenção de 350 milhões de euros, dos quais até 30% serão alocados para micro e pequenas empresas. Francisco Lassalvia, vice-presidente de Negócios de Atacado do BB, destaca que essas captações evidenciam que bancos e investidores globais veem o Brasil e o BB como relevantes para este desafio ESG, que é igualmente global. (Valor Econômico - 16.10.2023)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

IEA: Progresso na eficiência energética é essencial para alcançar as emissões líquidas zero

O Roteiro Net Zero atualizado da Agência Internacional de Energia (AIE) destaca que, embora o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 °C tenha se tornado mais desafiador, ainda é possível se os governos aproveitarem o crescimento em tecnologias de energia limpa, como energia solar e veículos elétricos. A IEA enfatiza a necessidade de triplicar a capacidade de energia renovável até 2030, reduzir a utilização de combustíveis fósseis e dobrar a taxa de progresso na eficiência energética nesta década. A meta é vital para evitar impactos ainda mais perigosos das mudanças climáticas, e deve ser um foco essencial na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP28) no Dubai. Duplicar a eficiência energética é desafiador, mas viável com a implementação de políticas e tecnologias já disponíveis em muitos países. (IEA – 09.10.2023)
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Brasil: Estados reduzem IPVA de VEs

Pelo menos nove Estados e o Distrito Federal já oferecem isenção ou redução do IPVA para VEs. O estado de São Paulo é o mais novo integrante do grupo após aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado de projeto de lei que prevê o corte de parte do tributo para proprietários de VEs, híbridos ou movidos a hidrogênio. De acordo com o projeto de lei aprovado em São Paulo, a isenção vale somente para a parte do IPVA destinada à arrecadação do Estado, que seria transformada em crédito para o contribuinte. O percentual dos municípios continua valendo. Estados como Rio de Janeiro e Alagoas, por exemplo, somente reduzem as alíquotas do IPVA, sem dar a isenção total. Já no caso de Minas Gerais, a isenção vale somente para o primeiro ano de veículos híbridos e elétricos fabricados no estado. No Distrito Federal, a lei que isenta de IPVA carros híbridos e elétricos só é válida até o fim deste ano. Outros estados têm suas próprias especificações. (Valor Econômico – 02.10.2023)
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Brasil: BYD apresenta planos para a nova fábrica da Bahia

Em um evento na Bahia, a chinesa BYD apresentou seus planos de iniciar a produção entre 2024 e 2025, com a intenção de produzir 150 mil veículos elétricos por ano em um primeiro momento. Durante o evento, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), anunciou um projeto de lei do governo do Estado que prevê isenção de 100% de IPVA de carros elétricos até R$ 300 mil e IPVA fixo de 2,5% para veículos elétricos acima desse preço. A BYD promete investir R$ 3 bilhões na que será sua primeira fábrica de carros híbridos fora da Ásia. Além disso, planeja fabricar ônibus e caminhões elétricos na mesma unidade. (Valor Econômico - 09.10.2023) 
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ABVE: BYD lidera a venda de VEs no mercado brasileiro

Em setembro, de 2023, 1.830 carros elétricos foram vendidos no Brasil, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O número é 56,8% maior se comparado a agosto, com 1.167 unidades. Além disso, também é o recorde de vendas da categoria em um único mês. De janeiro a setembro, os emplacamentos somaram 7.725. Entre os modelos mais vendidos, a liderança fica com o BYD Dolphin. O hatch da fabricante chinesa registrou 1.036 emplacamentos em setembro. O Dolphin, aliás, teve mais vendas no mês do que todos os outros modelos do segmento somados. O sucesso do modelo (que agora tem uma versão mais potente e com autonomia maior) fica ainda mais perceptível se analisarmos o número de vendas gerais de carros no Brasil em setembro. Isso porque o hatch chinês foi o 43º modelo mais comercializado, de acordo com a Fenabrave. A frota de eletrificados (híbridos e elétricos) no Brasil agora é de 177.321 veículos. (Valor Econômico - 06.10.2023)
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China: Aumento dos investimentos na região do triângulo do lítio

A China aumenta seus investimentos na região do triângulo do lítio (Argentina, Chile e Bolívia), fortalecendo a cadeia de suprimentos de veículos elétricos desses países. Os presidentes do Chile e Argentina, estão na China discutindo investimentos em lítio com líderes empresariais. O Chile fechou um acordo com o Tsingshan Holding Group para preços preferenciais de lítio, visando um projeto de valor agregado. (Valor Econômico - 16.10.2023)
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Daimler/ Till Oberwörder: Executivo projeta equiparação de preços dos ônibus elétricos aos modelos a combustão no mercado europeu

Segundo o presidente mundial da Daimler Buses, Till Oberwörder, a eletromobilidade tende a avançar de forma rápida no transporte público global, por ser um serviço essencial. É natural que os municípios se esforcem para obter financiamento para o transporte livre de carbono. O executivo alemão prevê que, até 2030, 100% dos ônibus urbanos vendidos na Europa serão livres de carbono e, até lá, estima que o preço de um modelo elétrico estará equiparado ao do tradicional a combustão, já que a troca de veículos a diesel por elétricos recebe subsídios e os municípios precisam organizar seu sistema de transporte à medida que a demanda aumenta e o ônibus tem a capacidade de se integrar ao modelo intermodal e de atender ao aumento de demanda de forma mais rápida, segundo Oberwörder. (Valor Econômico - 09.10.2023)
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Daimler/ Till Oberwörder: Falta de infraestrutura impede o crescimento do mercado de ônibus elétricos

Till Oberwörder, presidente mundial da Daimler Buses, na abertura da maior feira do setor, apontou a necessidade de expandir a infraestrutura de recarga de baterias nas rodovias da Europa e, assim, levar a eletromobilidade para as estradas. Segundo ele, a instalação de pontos de recarga em rodovias não vem acompanhando a evolução tecnológica dos veículos. Por isso, será difícil alcançar a meta de carbono zero em 45% dos ônibus rodoviários vendidos no continente até 2030, disse Oberwörder. Ele estima que pela falta de estações de recarga não mais do que 20% das vendas de rodoviários estarão livres de carbono em sete anos. “A discussão não é fácil. Mas temos que ser realistas. Não há meios de vender ônibus elétricos sem infraestrutura”, diz. (Valor Econômico - 09.10.2023)
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Brasil: Comissão do Hidrogênio apresenta relatório preliminar que propõe o Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono

Na tarde da última terça-feira, 10/10/23, a “Comissão Especial de Transição Energética e Produção de Hidrogênio (CEEnergia)” apresentou o relatório preliminar que propõe o Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono, dispõe sobre a Política Nacional do Hidrogênio de Baixo Carbono, seus princípios, objetivos, conceitos, governança, instrumentos e, também, cria o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixo Carbono – PHBC. A CEEnergia abrirá, agora, o prazo de 15 dias para que sejam apresentadas sugestões ao texto. Ao final, o relatório será submetido à avaliação e à aprovação pela Comissão. (GESEL-IE-UFRJ – 11.10.2023)
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Brasil: Instituições se unem por política industrial para hidrogênio

A Federação da Indústria do Estado do Ceará (Fiec) e a Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) firmaram um acordo de cooperação com geradores renováveis para discutir políticas públicas que estimulem a produção e uso do hidrogênio verde no Brasil. Participam dessa iniciativa a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica). O acordo visa identificar o custo de produção do hidrogênio renovável, as regiões mais adequadas para a implementação de hubs e a identificação de potenciais na indústria local para a produção de equipamentos utilizados na produção de hidrogênio verde. O objetivo é impulsionar a produção e uso do combustível nos estados do Ceará e São Paulo, além de promover a indústria nacional no setor. Este acordo busca a colaboração entre a indústria e as associações para entender melhor as possibilidades de demanda pelo hidrogênio renovável e impulsionar o desenvolvimento do setor no Brasil. (EPBR – 27.09.2023) 
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Brasil: Piauí mira exportação de amônia verde

A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba, no Piauí, fez sua primeira exportação para a Europa em novembro de 2022, enviando 20 toneladas de cera de carnaúba para a Espanha. Agora, a região se prepara para se tornar um centro de produção de hidrogênio verde. O governo do Piauí anunciou um acordo com o grupo alemão Solar Outdoor Media para instalar uma usina fotovoltaica no município de Buriti dos Lopes, visando a produção de amônia e hidrogênio verde. A usina terá capacidade instalada de 940 MW, podendo chegar a 3 GW, e a eletricidade será direcionada à planta de produção de hidrogênio na ZPE de Parnaíba, para exportação para a Alemanha. Além disso, a empresa espanhola Solatio planeja investir cerca de R$30 bilhões para produzir amônia, sendo uma parte para exportação e outra para o mercado interno. O estado está discutindo uma política para incentivar a produção local de hidrogênio. Enquanto isso, o Congresso Nacional discute propostas para metas de mistura de hidrogênio renovável nos gasodutos. (EPBR – 05.10.2023)
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MME/Thiago Barral: Mandato para hidrogênio pode afetar competitividade do combustível

A incorporação de hidrogênio ao gás natural, em um mandato obrigatório, pode afetar tanto a competitividade do combustível quanto a integridade da infraestrutura dos gasodutos, de acordo com Thiago Barral, secretário nacional de Transição Energética e Planejamento do MME. Ele ressaltou que é essencial assegurar que o uso do hidrogênio não cause danos aos gasodutos, o que poderia elevar os custos de manutenção e operação no transporte. O governo brasileiro está em processo de discussão sobre como implementar políticas de incentivo ao uso do hidrogênio, considerando os desafios e particularidades do setor. (EPBR – 05.10.2023) 
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Thymos: Projetos de hidrogênio sustentável devem movimentar US$ 28 bi no Brasil até 2030

Os projetos de hidrogênio sustentável devem movimentar US$ 28 bilhões no Brasil até 2030, aponta levantamento feito pela consultoria Thymos Energia com base em dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Em todo o mundo, a expectativa é que US$ 350 bilhões circulem por conta de iniciativas relacionadas ao combustível. A estimativa leva em consideração tanto o hidrogênio verde, que é aquele gerado com energia de fonte eólica ou solar, quanto o hidrogênio azul, que é o gerado com fontes como o gás natural unido à captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS, na sigla em inglês). (Broadcast Energia - 11.10.2023)
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Vale/ Eduardo Bartolomeo: Executivo destaca oportunidade para o Brasil se tornar potência em H2V

O diretor-presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, disse hoje que não acredita no gás natural como matriz energética para os Mega Hubs no Brasil, que têm mais potencial com hidrogênio verde. O executivo destacou o potencial do país para ser disruptivo no segmento. “O Brasil tem de se industrializar”, disse, acrescentando: “temos oportunidade única no Brasil de ser uma potência em hidrogênio verde.” O gás natural, contudo, se apresenta como opção eficiente em outros contextos: “no Oriente Médio, é a opção óbvia”, disse, acrescentando que o projeto de um Mega Hub está avançado em Omã em virtude do combustível. Bartolomeo, que participou nesta manhã de evento sobre mineração promovido pelo Financial Times, também indicou mais duas regiões com potencial para produzir energia com competitividade, além do Brasil: México e Oriente Médio. (Broadcast Energia - 05.10.2023)
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Impactos do CBAM europeu no mercado de hidrogênio

A União Europeia começou a implementar o Mecanismo de Ajuste de Fronteira de Carbono (CBAM), que visa precificar as emissões de produtos importados. A primeira fase é de testes e vai até o final de 2025, durante a qual os comerciantes devem apenas informar sobre as emissões de suas importações sujeitas ao mecanismo, sem pagar qualquer ajuste financeiro. A partir de 2026, o CBAM entrará em vigor por completo. Isso pode transformar o mercado de hidrogênio, amônia e fertilizantes, incentivando a importação de hidrogênio de países com produção de baixa emissão de carbono. O Brasil pode se beneficiar dessa mudança, tornando-se mais competitivo na produção de hidrogênio por eletrólise até 2036. (EPBR – 02.10.2023) 
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Europa: Utilização do hidrogênio para estender autonomia de ônibus elétrico

O hidrogênio está sendo utilizado na Europa como uma forma de estender a autonomia de ônibus urbanos elétricos. A conversão do hidrogênio em energia elétrica, armazenada em um tanque no veículo, proporciona uma carga extra de cerca de 30% à bateria. Além disso, a logística de abastecimento do hidrogênio, que deve ser extremamente puro, é complicada e restrita a locais reservados. Enquanto um ônibus elétrico urbano na Europa percorre cerca de 300 quilômetros com uma carga de bateria, o modelo eCitare Fuel Cell da Daimler atinge 400 quilômetros com a ajuda do hidrogênio. Apesar de a tecnologia estar pronta, a falta de infraestrutura de carregamento de baterias nas estradas dificulta a eletrificação dos ônibus rodoviários. Segundo a União Europeia, até 2030, 45% dos ônibus urbanos vendidos na Europa serão livres de carbono, mas devido à falta de pontos de recarga nas rodovias, esse número pode ser limitado a 20%. Por outro lado, a previsão é que até 2030, 100% dos ônibus urbanos vendidos na Europa serão carbono zero. (Valor Econômico – 06.10.2023)
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União Europeia: Tarifas de rede desafiam regulamentação de hidrogênio

À medida que a União Europeia avança com a criação de regras para o hidrogênio e o gás descarbonizado, há um debate crucial em curso sobre como remunerar os operadores de rede pela construção e manutenção da futura rede de hidrogênio da Europa. A Comissão Europeia apresentou um pacote para o mercado de hidrogênio e gás em dezembro de 2021, estabelecendo um caminho para a transição europeia para combustíveis de baixo carbono. No entanto, ainda há incertezas sobre o modelo de remuneração para financiar a infraestrutura de hidrogênio. A questão das tarifas transfronteiriças tem sido um ponto de discórdia, com a Comissão propondo a abolição delas, argumentando que isso facilitaria o comércio entre os países da UE. No entanto, essa proposta é contestada por vários setores da indústria e especialistas, que acreditam que a remoção dessas tarifas criaria complexidades significativas para os operadores de rede e poderia desencorajar investimentos em infraestrutura de hidrogênio. A questão do financiamento da infraestrutura de hidrogênio é vista como fundamental para alcançar os objetivos de neutralidade climática da UE. (Hydrogen Central – 28.09.2023)  
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Portal Solar/Meyer: El Niño mais severo deve elevar busca por geração solar distribuída

A perspectiva de um El Niño mais severo em 2024, com potencial para afetar os reservatórios das hidrelétricas e aumentar os preços de energia no Brasil, torna os projetos solares em residências e empresas ainda mais atraentes, de acordo com o presidente da Portal Solar, Rodolfo Meyer. Baseando-se em projeções da consultoria Rystad Energy, ele alerta que o El Niño poderá levar ao acionamento de usinas termelétricas a combustíveis fósseis, elevando custos e emissões. A análise indica que o fenômeno climático pode intensificar a competitividade da geração própria de energia solar, oferecendo uma alternativa viável diante das possíveis condições desafiadoras no setor elétrico. Meyer ressalta que a atual onda de calor no país já está aumentando o consumo de eletricidade, colocando pressão adicional sobre os recursos hídricos na matriz elétrica nacional. Atualmente, os reservatórios das hidrelétricas no Brasil apresentam índices favoráveis, apesar da seca no Rio Madeira que levou à paralisação da Usina Santo Antônio, em Rondônia. O Sistema Interligado Nacional opera com 71,7% de armazenamento de água em média, com o subsistema Sul liderando com 90,7%, seguido pelo Sudeste/Centro-Oeste (71,4%), Norte (70,1%) e Nordeste (65,7%). (Broadcast Energia - 06.10.2023)
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Aneel: Unidades consumidoras já acionam distribuidoras sobre migração para o mercado livre em 2024

O diretor da Aneel Ricardo Tili informou há pouco que cerca de 8,7 mil unidades consumidoras de energia elétrica já acionaram as distribuidoras para poder migrar para o mercado livre em 2024. A partir de janeiro, todos os consumidores atendidos em alta tensão poderão deixar o mercado regulado, no qual são atendidos pelas concessionárias de distribuição, e migrar para o mercado livre, onde podem escolher seu fornecedor de energia. Segundo a CCEE, a medida pode alcançar 72 mil unidades consumidoras. De acordo com o diretor, a abertura para a alta tensão, que contemplará todo o chamado Grupo A, é um “importante passo para a abertura completa do mercado que ocorrerá nos próximos anos”. (Broadcast Energia - 05.10.2023) 
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Absolar: Baterias impulsionam eficiência energética em projetos fotovoltaicos

A eficiência energética nos sistemas fotovoltaicos é impulsionada pelo uso de baterias de lítio, que representam uma revolução na geração e armazenamento de energia solar. Essas baterias permitem armazenar o excesso de energia gerada durante o dia para uso posterior, eliminando o desperdício. Além disso, gerenciam o fluxo de energia de forma inteligente, maximizando a eficiência e prolongando a vida útil das baterias. As baterias de lítio também suavizam picos de demanda de energia, economizando dinheiro e reduzindo a pressão sobre a rede elétrica. Sua integração nos sistemas fotovoltaicos promove a autossuficiência energética e a capacidade de resposta a emergências. Com a evolução contínua da tecnologia de baterias de lítio, a energia fotovoltaica se torna mais eficiente e sustentável. (ABSOLAR - 06.10.2023)
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EUA: Crescimento do mercado de armazenamento atinge novo recorde

Em todos os segmentos da indústria, o mercado de armazenamento de energia dos EUA adicionou 5.597 MWh no segundo trimestre de 2023, um novo recorde trimestral. O segmento de larga escala liderou com um recorde de 5.109 MWh no segundo trimestre, superando o recorde anterior no quarto trimestre de 2021 em 5%, de acordo com um novo relatório divulgado pelo US Energy Storage Monitor da Wood Mackenzie e pela American Clean Power Association (ACP). A Califórnia dominou a atividade, com 738 MW e uma participação de 49% na capacidade instalada. “O mercado de armazenamento de energia está a caminho de um ano recorde, à medida que as concessionárias e os maiores usuários de energia recorrem cada vez mais ao armazenamento para melhorar a rede e melhorar a confiabilidade”, disse o vice-presidente de Pesquisa e Análise da ACP, John Hensley. (Smart Energy – 04.10.2023)
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Chile: Interact Analysis projeta expansão do mercado de armazenamento

Os Estados Unidos têm historicamente mantido a posição de maior mercado de armazenamento de energia nas Américas, com implantação prevista de mais de 10 GW em 2023. No entanto, países como Canadá, México e Chile estão promovendo ativamente políticas para estimular o desenvolvimento do armazenamento de energia, o que vem posicionando o Chile para se tornar o segundo maior mercado de armazenamento de energia nas Américas, conforme projetado pela consultoria britânica Interact Analysis. Embora os primeiros projetos de armazenamento de energia eletroquímica no Chile tenham estreado em 2009 e totalizassem apenas cerca de 300 MW em 2022, o parlamento do Chile aprovou legislação em outubro de 2022 para incentivar o armazenamento de energia e o desenvolvimento da mobilidade elétrica. Além disso, o governo estabeleceu uma meta ambiciosa de atingir 70% do consumo total de energia proveniente de fontes renováveis até 2030. (PV Magazine – 02.10.2023)
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EUA: Campus universitário se transforma em cidade inteligente com microrrede

A Florida International University (FIU) está utilizando IA para criar uma microrrede inovadora que pode fornecer resiliência energética, reduzir as emissões de carbono e ajudar a estabilizar a rede durante interrupções. Nessa microrrede, o campus de engenharia da FIU age como uma cidade independente, com sua própria geração e armazenamento de energia, atendendo a cerca de 10.000 pessoas. A IA é usada para prever as condições meteorológicas e de carga, bem como os custos de energia, e informa à microrrede como operar, garantindo a máxima eficiência e resiliência. Essa abordagem inovadora pode ser particularmente valiosa em regiões propensas a eventos climáticos extremos, como furacões. Além disso, a microrrede é modular e transportável, tornando-a replicável em outras localidades. (MicrogridKnowledge - 09.10.2023)
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Enel: Transição energética passa pela digitalização

A Enel Distribuição São Paulo ultrapassou a marca de 570 mil medidores inteligentes instalados em bairros da capital paulista. O investimento foi de aproximadamente R$470 milhões A substituição do medidor não implica na cobrança de uma taxa extra e está sendo apoiada por uma ampla campanha de informações junto aos clientes beneficiados. Os equipamentos permitem aos consumidores monitorar e otimizar o consumo de energia, além de permitir à distribuidora executar algumas atividades remotamente, com o objetivo constante de aprimorar a qualidade do serviço. Segundo o presidente do conselho de administração da Enel, Guilherme Lencastre, a transição energética passa pela digitalização das redes, especialmente nos grandes centros urbanos. (Valor Econômico - 06.10.2023)
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Potencial do uso de IA na eficiência de microrredes

A inteligência artificial (IA) está desempenhando um papel crescente na gestão de microrredes e REDs. A IA tem o potencial de aprimorar a eficiência operacional, fornecer previsões meteorológicas para otimizar o uso de energias renováveis e melhorar a manutenção preditiva de ativos energéticos. No entanto, a implementação da IA nas microrredes enfrenta desafios financeiros, escalabilidade e integração com sistemas de monitoramento existentes. A IA tem o potencial de revolucionar as microrredes, tornando-as mais reativas e eficientes, mas é importante considerar os custos e os desafios práticos da implementação. (MicrogridKnowledge - 06.10.2023)
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Gartner: Investimentos em segurança cibernética vão atingir US$ 215 bilhões em 2024

De acordo com previsões do Gartner, os gastos globais com segurança cibernética e gestão de riscos devem atingir US$ 215 bilhões no próximo ano, representando um aumento de 14% em relação a 2023. Os serviços de segurança compõem o maior segmento da indústria, abrangendo consultoria, terceirização de TI e suporte de hardware, representando 42% de todos os gastos e com a expectativa de um aumento de 11% para atingir US$ 90 bilhões no próximo ano. Outros segmentos de destaque são os de proteção de infraestrutura e segurança de endpoint de rede, com previsão de gastos de US$ 33,3 bilhões e US$ 24,3 bilhões, respectivamente. Este aumento nos investimentos reflete a crescente conscientização sobre os riscos cibernéticos e a necessidade de fortalecer os programas de segurança cibernética nas organizações. (Cybersecurity Dive - 02.10.2023) 
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Impactos Socioeconômicos

Reino Unido: Programa visa eliminar barreiras para consumidores de baixa renda no setor energético

A Energy Systems Catapult lançou a primeira fase do programa Inclusive Smart Solutions (ISS) para abordar desafios que impedem consumidores de baixa renda e vulneráveis de participarem na transição para um sistema energético inteligente e flexível no Reino Unido. O programa visa identificar soluções inovadoras que desbloqueiem o potencial desses consumidores, considerando tanto as tecnologias de oferta quanto as necessidades dos consumidores. A fase inicial inclui um Pedido de Informação para coletar informações sobre soluções existentes e potenciais para consumidores de baixa renda, bem como as barreiras que enfrentam. O programa é financiado pelo Departamento de Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido e parte de um esforço mais amplo de inovação de baixo carbono. (SmartEnergy - 05.10.2023)
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RepRisk: Relatório aponta que combustíveis fósseis lideram casos de greenwashing no setor financeiro

O greenwashing, prática que envolve alegações falsas de virtudes ambientais por organizações, aumentou globalmente em 70% nos últimos 12 meses, com mais de 50% dos casos relacionados a combustíveis fósseis, revela um relatório da RepRisk. A pesquisa registrou 148 casos no setor bancário e de serviços financeiros, sendo 106 de instituições europeias. Além disso, cerca de uma em cada três empresas públicas envolvidas em greenwashing também está associada à lavagem social, onde fazem afirmações enganosas sobre responsabilidade social, escondendo questões como abusos de direitos humanos e más condições de trabalho. A falta de responsabilização contribui para a persistência dessas práticas. A Reforma financeira é vista como essencial para lidar com a crise climática, incluindo cláusulas de dívida resilientes às alterações climáticas e a precificação de carbono como mecanismo de financiamento da transição ecológica. (EPBR – 03.10.2023)
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Pesquisa aponta que mudanças climáticas já afetam decisões de investimento

A preocupação com as mudanças climáticas é o principal motivo para a exclusão de empresas das carteiras de investimentos, de acordo com uma pesquisa. Cerca de 40% das exclusões são motivadas por preocupações ambientais, e os grupos financeiros levam em consideração as questões ESG (meio ambiente, sociais e de governança) em suas decisões. Os combustíveis fósseis estão sendo considerados uma "indústria do pecado", o que incentiva as empresas de petróleo e gás a acelerarem a transição energética. Alguns investidores temem os riscos financeiros das mudanças climáticas e evitam empresas que não se adaptam a uma economia mais verde. Instituições financeiras estão deixando de financiar empresas com impactos climáticos prejudiciais, demonstrando disposição para reduzir suas emissões financiadas.(Valor Econômico - 10.10.2023) 
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Eventos

26º Curso de Estatística Energética

O 26º Curso de Estatística Energética do IEA aconteceu de 9 a 11 de outubro de 2023 em formato virtual. Este curso gratuito ofereceu treinamento na metodologia e ferramentas reconhecidas internacionalmente da IEA para coleta e organização de dados energéticos em nível nacional. O foco esteve na criação de balanços energéticos precisos e completos para informar políticas e relatórios internacionais. O curso abordou diferentes módulos, incluindo carvão, energias renováveis, hidrogênio, gás natural, petróleo, demanda de energia e dados de uso final, eletricidade, e a construção de balanços energéticos nacionais. Cada módulo abrange conceitos-chave e orientações para a coleta e comunicação de dados.
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