IFE
23/08/2023

IFE Transição Energética 31

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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23/08/2023

IFE nº 31

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 31

Dinâmica Internacional

IEA: Integração regional de energia

Os sistemas de energia estão evoluindo para abranger fronteiras e integrações regionais, especialmente com a crescente adoção de energias renováveis. A interconexão de sistemas traz vantagens como maior segurança energética, acesso ampliado à eletricidade limpa e eficiência. Isso permite melhor utilização da capacidade de geração, compartilhamento de reservas e integração de energia renovável variável. A interligação também atrai investimentos e reduz as emissões de carbono. No entanto, a implementação exige acordos intergovernamentais, colaboração entre partes interessadas públicas e privadas, ajustes regulatórios e operacionais, e coordenação entre concessionárias e reguladores. Alcançar os benefícios da interconexão requer uma abordagem abrangente e cooperação contínua. (IEA – 16.08.2023)
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Energia verde mundial fica mais cara após anos de queda nos preços

Depois de mais de uma década de queda nos preços da energia eólica e solar, o custo das energias renováveis aumentou, impulsionado por tudo, desde forças macroeconômicas até tentativas dos países de assumir o controle de suas cadeias de suprimento de energia. O custo da energia solar e eólica em larga escala aumentou até 20% no ano passado em relação ao ano anterior na maior parte do mundo, disse a Agência Internacional de Energia em um relatório de junho. Nos Estados Unidos, o amplamente observado relatório da empresa de serviços financeiros Lazard sobre o custo da geração de energia registrou seu primeiro aumento para energias renováveis este ano desde que começou a rastreá-lo há quase 15 anos. O choque foi particularmente ruim entre os desenvolvedores de energias renováveis nos EUA, muitos dos quais reescreveram contratos para se manterem viáveis. O preço que estão cobrando dos compradores de longo prazo por sua eletricidade dobrou desde a pandemia e aumentou quase 30% somente no ano passado, de acordo com o mercado de energia limpa LevelTen Energy. (Valor Econômico - 13.08.2023)
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Investimento em exploração de óleo e gás está saindo de mínimo histórico e chegará a US$ 22 bilhões por ano

Os gastos com exploração estão recuperando-se de mínimos históricos alcançados durante o auge da pandemia. Para o futuro, os investimentos no segmento devem crescer para uma média de US$ 22 bilhões por ano em termos reais nos próximos cinco anos, de acordo com um novo relatório da Wood Mackenzie. Segundo a consultoria, os ventos favoráveis econômicos para a exploração, a necessidade de segurança energética e o surgimento de novas fronteiras incentivarão as empresas de petróleo e gás, lideradas por empresas estatais e Majors. Esse novo cenário irá ajudar a aumentar os recursos aplicados em exploração até 2027, de acordo com o relatório “Exploration quietly recovering”, divulgado recentemente. O crescimento começará em 2023, com gastos projetados para aumentar 6,8% sobre os totais de 2022 (em termos reais). Um dos principais impulsionadores desse aumento da atividade é o robusto caso de negócios. (Petronotícias – 17.08.2023) 
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China: Demanda de petróleo pode ter atingido o pico histórico

O CEO da Cnooc Ltd., uma das principais empresas de petróleo da China, indicou que o crescimento da demanda de petróleo será limitado no restante do ano e sugeriu que o consumo pode já ter atingido seu pico histórico. Dados econômicos abaixo do esperado para o segundo trimestre afetarão o crescimento da demanda de petróleo e gás nos próximos meses. Os pesquisadores da China National Petroleum Corp. afirmaram que o consumo de petróleo não deverá aumentar até 2030, enquanto a Agência Internacional de Energia prevê crescimento até pelo menos 2028. A expectativa otimista de recuperação da demanda chinesa de petróleo tem diminuído devido à estagnação econômica e à influência dos veículos elétricos, que está afetando as vendas de gasolina. A refinaria Sinopec reduziu sua previsão para o pico de demanda de gasolina para este ano em vez de 2025. (Valor – 20.08.2023)
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EUA: Instalação de sistemas de armazenamento de larga escala cresce 32% no 2º trimestre

No segundo trimestre de 2023, os Estados Unidos viram um aumento significativo na instalação de sistemas de armazenamento de baterias em larga escala, com 1.510 MW implantados, triplicando os números do trimestre anterior. Este crescimento se destaca no relatório Clean Power Quarterly da American Clean Power Association (ACP), que avalia os setores de energia solar, energia eólica onshore e sistemas de armazenamento de baterias em larga escala. Embora a energia solar fotovoltaica tenha liderado as adições, o armazenamento de bateria em larga escala ficou em segundo lugar, à frente da indústria eólica. Este crescimento é atribuído, pelo menos em parte, ao impacto da Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês), que introduziu incentivos de crédito fiscal de investimento para armazenamento autônomo de energia. O pipeline de projetos de armazenamento também está em crescimento, com um aumento sólido no número de projetos em desenvolvimento nos últimos trimestres. (Energy Storage – 08.08.2023)
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EUA: Agência reguladora nuclear aprova regras de preparação de emergências para pequenos reatores modulares

A Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC) planeja emitir uma nova regra que aplicará requisitos de preparação para emergências baseados em desempenho e riscos a pequenos reatores modulares (SMRs) e outras tecnologias nucleares. A regra, baseada no programa de preparação de emergência da NRC para grandes reatores de água leve, reconhecerá avanços tecnológicos e diferenças específicas. A nova regra incluirá um método escalável para determinar zonas externas de planejamento de emergência, permitindo que solicitantes e licenciados desenvolvam programas de preparação baseados em desempenho. Essa abordagem inclusiva abrangerá SMRs, reatores de água não leve, reatores de pesquisa, instalações de radioisótopos médicos, excluindo grandes reatores de água leve acima de 1.000 MW, instalações de ciclo de combustível e reatores de pesquisa e teste em operação. O presidente do NRC, Christopher Hanson, afirmou que essa regra final reflete anos de colaboração com partes interessadas para aprimorar a estrutura regulatória de preparação para emergências. (Petronoticias – 18.08.2023)
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Reino Unido: Recordes nos mercados locais de flexibilidade

No ano passado, as empresas de rede elétrica do Reino Unido licitaram um recorde de 4,6 GW de capacidade nos mercados locais de flexibilidade, com 1,9 GW sendo contratados, segundo a Energy Networks Association (ENA). Mais de 70% da capacidade contratada consiste em tecnologias de baixo carbono, incluindo energia armazenada, solar e hídrica. Isso representa o maior valor de serviço licitado no país e indica que a Grã-Bretanha está se tornando um dos maiores mercados de flexibilidade do mundo. Além disso, o atual ano também está a caminho de atingir níveis igualmente altos, com 4,6 GW de flexibilidade licitada e 2,4 GW contratados até agora. A ENA lançou uma nova estrutura e benchmarking para aumentar a visibilidade e a transparência do programa 'Redes Abertas', que busca oferecer um mercado de flexibilidade padronizado e promover o progresso na implementação. (Smart Energy – 21.08.2023)
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Nacional

Gesel na mídia: Investimentos da Eletrobras para os próximos anos irão contribuir para transição energética brasileira

A Eletrobras anunciou recentemente que irá investir entre 70 e 80 bilhões de reais nos próximos cinco anos. Cerca de 17 bilhões de reais já foram destinados à projetos de geração e transmissão de eletricidade. De acordo com Alessandra Amaral, consultora do GESEL-UFRJ, dada a sua dimensão e relevância, a Eletrobras apresenta um enorme potencial contribuinte para a transição energética brasileira. Com relação aos objetivos ambientais, a empresa pretende reduzir suas emissões de dióxido de carbono de 5,6 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO2e), em 2022, para 0,56 milhão de tCO2e em 2030. Além disso, a empresa vem estudando a ampliação de fusões e aquisições (M&A) em projetos de geração (hídrica, eólica e solar) e transmissão. A Eletrobras também vem explorando o desenvolvimento de projetos de geração híbrida (hídrica mais solar e eólica mais solar), armazenamento de energia, mercado de capacidade, geração não convencional (solar flutuante, geração offshore e microrredes) e etc. A consultora do GESEL também aponta que outra contribuição substancial da companhia para a transição energética brasileira pode vir do hidrogênio limpo, um importante impulsionador da transição energética, pois permite a descarbonização de processos que não podem ser eletrificados. O Brasil possui condições fundamentais para desenvolver o mercado de hidrogênio limpo, como abundância de energia renovável e baixos custos de produção em comparação com outros países. (The Dialogue - 14.08.2023) 
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GESEL: Geração eólica confere maior complexidade à operação do sistema, afirma Roberto Brandão

A geração de eletricidade pelas usinas eólicas do Nordeste, que segurava a carga de 17,065 GW às 8h02 desta terça-feira, contou com uma queda abrupta, de quase 15 GW, no fornecimento de eletricidade ao SIN no momento do megablecaute que atingiu não só os consumidores nordestinos como também da região Norte. Foram as hidrelétricas que ajudaram o ONS a restabelecer parte do suprimento na região. Às 8h30, antes do blecaute, as usinas geravam 2,541 GW. Este volume caiu para menos da metade (1.074 GW) às 8h51. Porém, pouco tempo depois, a água represada nos reservatórios já recuperava a capacidade de oferta de energia, que ainda segue crescendo. Às 13h58, por exemplo, a geração hidráulica respondia por 3,726 GW - oferta superior ao registrado antes do apagão. O pesquisador sênior do grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GESEL/UFRJ), Roberto Brandão, disse que a geração eólica oferece maior complexidade ao ONS na hora de sincronizar as frequências de carga e recompor a oferta dentro do sistema. Segundo ele, o contrário ocorre com as hidrelétricas, que “estão sempre prontas, quando chamadas a operar”. (Valor Econômico - 15.08.2023)
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Governo promete revolucionar economia com plano verde

Anunciado durante o lançamento do novo PAC, o plano verde brasileiro atende, no momento, por duas denominações - Plano de Transformação Ecológica e Plano de Transição Ecológica. “Nossa ambição é que o Plano de Transformação Ecológica brasileiro seja o mais ambicioso, pelo menos entre os países em desenvolvimento”, diz um dos arquitetos do plano verde brasileiro, Rafael Ramalho Dubeux, assessor especial do ministro da Fazenda Fernando Haddad. “Não é um plano apenas de descarbonização da economia. Trata-se, fundamentalmente, de um plano de desenvolvimento econômico". O plano tem três grandes objetivos: aumentar a produtividade da economia brasileira incorporando inovação e tecnologia, produzir crescimento a partir de uma nova relação com o ambiente e de modo a proporcionar “que todos ganhem”, diz Dubeux. “É um plano para promover o crescimento econômico do Brasil, um crescimento mais distributivo e que busca estabelecer uma nova relação com o meio ambiente”, diz Dubeux, doutor em relações internacionais com tese sobre inovação em energia de baixo carbono. (Valor Econômico - 16.08.2023)
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MME: Protagonismo no Novo PAC com R$ 590 bi em 165 projetos

A carteira de projetos do MME na nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento, chamado de “Novo PAC”, reúne o total de 165 empreendimentos com investimento total, entre público e privado, de cerca R$ 590 bilhões. A pasta, comandada por Alexandre Silveira, responde por dois eixos de investimento do programa: Transição e Segurança Energética e Cidades Sustentáveis e Resilientes. Em suas primeiras versões, o PAC era divido nas áreas de energia, habitação, transporte e saneamento. Os dois eixos do MME se desdobram em oito subeixos: 1) Combustíveis de Baixo Carbono; 2) Eficiência Energética; 3) Geração de Energia Limpa e Renovável; 4) Luz para Todos; 5) Pesquisa Mineral; 6) Petróleo e Gás; 7) Prevenção a Desastres: Contenção de Encostas e Drenagem; e 8) Transmissão de Energia. (Valor Econômico - 11.08.2023)
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Novo PAC: Geração de energia tem previstos R$ 75,7 bi em investimentos

Um dos eixos do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é a realização de investimentos em projetos de energia. Assim como nas edições anteriores do PAC, o governo consolidou uma lista de projetos que serão realizados nos próximos quatro anos: serão 343 novos empreendimentos que totalizam 18.474 MW, com demanda de R$ 75,7 bilhões em recursos até 2026. A diferença em relação a outras versões do programa é que os projetos são concentrados em energias renováveis, sem a presença das grandes hidrelétricas construídas na Amazônia (Belo Monte, Santo Antônio e Jirau). A maior parte dos projetos listados está em andamento, em diferentes fases de implantação. A maior dúvida do pacote era a presença da usina nuclear Angra 3 no PAC. Ela não foi incluída no programa, o que retiraria a prioridade do governo para o projeto. No programa, o governo indicou a realização de um “estudo de viabilidade técnica, econômica e socioambiental” da usina. (Valor Econômico - 15.08.2023)
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Lula diz que Brasil pode se tornar a grande potência sustentável do planeta

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na sexta-feira, 11 de agosto, que o Brasil talvez tenha a melhor oportunidade histórica para se tornar a grande potência sustentável do planeta. Para ele, o Novo PAC vai ajudar na tarefa. “Não há como pensar em qualquer forma de crescimento econômico, em qualquer forma de geração de riqueza, que não seja de forma verde e sustentável. A nossa grande vantagem nesse momento é sermos reconhecidos como um exemplo mundial em energia limpa”, afirmou em discurso na cerimônia realizada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O programa de R$ 1,7 trilhão, prevê investimentos de R$ 540 bilhões no eixo transição e segurança energética. “Mais de oitenta por cento da capacidade instalada de geração de energia prevista no Programa é de energia limpa e sustentável. Aumentaremos de forma significativa nossas já robustas linhas de transmissão do sistema elétrico, para que a energia limpa gerada no Nordeste brasileiro esteja cada vez mais presente em todo o país”, completou. Lula afirmou ainda que o país se tornará “em breve” uma potência mundial em hidrogênio verde. (CanalEnergia - 11.08.2023)
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Fundo Clima ficará com parte de captação de títulos verdes

A emissão de títulos públicos sustentáveis no mercado externo pelo Tesouro Nacional deve render R$ 10 bilhões ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, mais conhecido como Fundo Clima. O fundo é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e disponibiliza recursos em duas modalidades: reembolsável, administrado pelo BNDES, e não reembolsáveis, operados pelo MMA. A ideia de vincular parte dos recursos que serão captados com a emissão dos títulos verdes ao Fundo Clima foi apresentada pelo MMA e aprovada em julho pelo Comitê de Finanças Sustentáveis Soberanas, órgão do governo composto por dez ministérios e liderado pelo Tesouro. O repasse de R$ 10 bilhões foi uma proposta do Tesouro e corresponde a uma parte do que se espera levantar com a emissão - o valor exato da emissão é guardado em segredo. A maior parte da demanda relatada pelo BNDES é para projetos de transição energética (biometano, eficiência energética, energia eólica, energia solar e geração distribuída isolada), infraestrutura verde (eletrificação de frotas de ônibus, ferrovia) e gestão de resíduos sólidos. Mas também haveria interesse por projetos associados à área de florestas, desenvolvimento urbano e sustentável, descarbonização de cadeias agroindustriais e indústria verde. (Valor Econômico - 16.08.2023)
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ANP criou programa para estudos sobre armazenamento subterrâneo de gás natural no Brasil

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) aprovou o Programa de Estudos Geocientíficos para Armazenamento de Gás (PAG) no Brasil, focando inicialmente na estocagem subterrânea de gás natural. O projeto piloto envolverá estudos preliminares para identificar áreas não contratadas propensas à estocagem subterrânea. Os resultados subsidiarão autorizações para agentes regulados interessados. Além disso, o programa visa ampliar oferta e transporte de gás natural, estimular o mercado competitivo e sustentável, bem como reduzir emissões de gases de efeito estufa. (Petronoticias – 18.08.2023)
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Novo PAC mostra desenvolvimento focado em temas da atualidade

O lançamento do Novo PAC foi aguardado com grande expectativa pelo setor de infraestrutura, que enfrenta um déficit significativo entre as necessidades de investimento e o realizado. A redução dos investimentos públicos, em parte devido ao teto de gastos, agravou a situação, tornando o Novo PAC uma sinalização positiva. Este novo plano prioriza projetos alinhados ao papel indutor do Estado, com foco em temas globais como transição energética, descarbonização, reestruturação de cadeias de valor, segurança alimentar e inclusão social. O Novo PAC pode impulsionar o desenvolvimento necessário para a inserção internacional do país, destacando-se como uma potência mundial, especialmente em relação à matriz energética limpa e ao mercado de hidrogênio verde. Aproveitar essas oportunidades é crucial para a redução das desigualdades e o crescimento econômico. O plano também se adere a regras de responsabilidade fiscal e busca concluir obras paralisadas, recuperar ativos públicos e promover parcerias público-privadas. Com um investimento total projetado de R$ 1,7 trilhão em quatro anos, a execução é um desafio, mas a confiança na capacidade de realização do governo é expressa. Avanços em governança, planejamento e cooperação entre instituições financeiras e órgãos de controle dão suporte à eficácia do Novo PAC. Sua transparência e direcionamento oferecem orientação ao setor privado, demonstrando que a parceria com o público é fundamental para enfrentar os desafios futuros. (Folha de S.Paulo - 11.08.2023)
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TAG planeja investir R$ 20 bi em expansão de gasodutos

Quem questionar a evolução do mercado de gás natural desde a aprovação da Lei do Gás, há dois anos, para o presidente da Transportadora Associada de Gás (TAG), Gustavo Labanca, ficará sem argumentos. Nos últimos dois anos, a empresa passou de um para 20 clientes e 40 contratos, transportando, entre entradas e saídas, cerca de 13,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A empresa tem planos para expandir a malha de gasodutos com projetos que podem chegar a R$ 20 bilhões. Até 2027, estão garantidos R$ 3,3 bilhões, segundo Labanca, que vê na expansão o melhor caminho para reduzir o preço do gás natural no Brasil. Ainda de acordo com Labanca, a demanda tem evoluído na área atendida pela empresa, que pertencia à Petrobras e foi privatizada em 2019. No início, os contratos eram anuais. Posteriormente, mensais e semanais. Agora, existe demanda até para compras diárias, contrato que será oferecido ao mercado até o fim deste ano pela TAG. (Broadcast Energia 17.08.2023) 
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Brasil: Montadoras chinesas impõem novo ritmo no mercado de elétricos e híbridos no país

Com vendas em alta no Brasil, BYD e GWM começam a provocar mudanças importantes no mercado automotivo. Em comum, as duas montadoras chinesas vendem exclusivamente modelos elétricos e híbridos, e com uma estratégia agressiva de posicionamento, preços e conteúdos, já começam a incomodar os fabricantes tradicionais. Começando pela GWM, trata-se de uma das montadoras que defende uma solução eclética para a transição energética, isso dentro da eletrificação, ao oferecer modelos híbridos (HEV) e híbridos plug-in (PHEV), sem deixar de lado os totalmente elétricos (BEV), que serão representados pela submarca ORA, bem como os movidos a hidrogênio, ainda que em aplicações mais específicas. Já a BYD encerrou de forma definitiva a produção de modelos exclusivamente a combustão no ano passado, se concentrando apenas nos híbridos plug-in (PHEV) e elétricos a bateria (BEV). Maior montadora global em vendas de eletrificados, a gigante chinesa está mudando o seu mix para uma participação cada vez maior dos totalmente elétricos. Tudo isso é só o começo de uma mudança profunda no mercado, sobretudo de modelos eletrificados, influenciado pelas montadoras chinesas que terão produção nacional a partir do ano que vem. (Inside EVs - 15.08.2023) 
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China: Produção de mais de 4,5 milhões de veículos elétricos em 2023

A produção de veículos elétricos na China apresentou crescimento de 30,6% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, mostram dados da associação de fabricantes automotivos do país. No período, 805 mil unidades dos denominados veículos de energia nova (NEVs, na sigla em inglês), que incluem híbridos e elétricos, foram produzidas. As vendas da categoria também tiveram avanço significativo no mês, com 780 mil carros comercializados, incremento de 31,6% na mesma base de comparação. Conforme a entidade, os NEVs detiveram uma participação de mercado de 32,7% em julho. Ao longo dos sete primeiros meses de 2023, a produção de elétricos acumulou 4,59 milhões de unidades, 40% maior em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as vendas chegaram a 4,53 milhões de unidades, incremento de 41,7%. A exportações desses tipos de veículos dispararam em 87%, superando 100 mil unidades em julho. (Portal Solar - 14.08.2023)  
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China: Leilões de lítio chegam a lances 1,3 mil vezes acima dos preços iniciais

As empresas chinesas têm investido pesadamente em fontes domésticas do de lítio enquanto tentam garantir o acesso ao metal. O leilão da mina de lítio Jiada fechou no início desta semana com o equivalente a cerca de US$ 580 milhões - 1.300 vezes mais do que seu preço inicial, de acordo com dados do Sichuan Public Resources Trading Center, administrado pelo governo da China. Na semana passada, um leilão para a mina de lítio Lijiagoubei, também em Sichuan, fechou em mais de 1.700 vezes o lance inicial. A licitação frenética reflete as expectativas dos participantes do mercado de que a demanda por baterias de lítio continuará a crescer. Nos primeiros cinco meses de 2023, as exportações de baterias de lítio da China atingiram US$ 26,7 bilhões, um salto de 66% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da alfândega chinesa. (Broadcast Energia 17.08.2023) 
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China: Produção de baterias avança em 2023

Conforme a associação, a produção de baterias foi de 61 GWh na China em julho, avanço de 28,9% na comparação anual. Cerca de 40,5 GWh em baterias de lítio foram fabricadas, crescimento de 35,6%, representando 66,4% da produção mensal da indústria. Nos primeiros sete meses do ano, a fabricação de baterias chinesas aumentou em 35,4%, acumulando 354,6 GWh. (Portal Solar - 14.08.2023) 
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo GESEL/AHK: Passos para desenvolvimento da indústria de hidrogênio verde no Brasil

Foi publicado novo artigo GESEL no Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O texto, assinado por Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL) e Sayonara Eliziário (Professora da Universidade Federal da Paraíba e pesquisadora associada do GESEL) é intitulado “Passos para desenvolvimento da indústria de hidrogênio verde no Brasil”. Segundo os autores, "há um consenso sobre a necessidade da definição de políticas públicas e diretrizes voltadas ao hidrogênio e seus derivados, no âmbito regulatório, incluindo o estabelecimento de metas, normas e padrões bem definidos. Deste modo, as normas estabelecidas a partir da ABNT devem ser atualizadas em harmonia à regulamentação internacional”. (GESEL-IE-UFRJ – 17.08.2023)
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Brasil/MME: US$ 30 bi mapeados em projetos considerando hidrogênio em larga escala

O secretário de Planejamento e Transição Energética do Ministério de Minas e Energia (MME), Thiago Barral, disse há pouco que o governo deve fazer um evento na tarde de hoje para debater os principais pontos que serão abordados no programa nacional do hidrogênio verde, visando a consolidação do Brasil como um dos principais produtores da molécula até 2030. A expectativa, segundo ele, é criar uma regulação que dê segurança jurídica para os projetos que estão surgindo, e permitir que se desenvolvam plantas de produção a molécula em larga escala. Ele disse, ainda, que é preciso avançar em relação às competências de certificação e como a certificação do hidrogênio de baixo carbono vai dialogar, e que já existem US$ 30 bilhões em projetos mapeados para serem implantados no País. “Espero abrir esse debate no curto prazo, já com algumas balizas para que possamos avançar nisso”, disse ele durante o evento Setor Elétrico Desafios para o Novo Modelo, promovido pelo Broadcast Energia em parceria com o escritório de advocacia Mattos Filho. (Broadcast Energia - 16.08.2023)
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Brasil: Lançamento de Aliança Global para Biocombustíveis

Brasil, Índia e Estados Unidos vão lançar formalmente uma Aliança Global para os Biocombustíveis (Global Biofuels Alliance, GBA) à margem da cúpula do G20, em setembro em Nova Deli, pavimentando o caminho para o etanol se tornar uma commodity internacional. A aliança, que vai atrair mais países, busca acelerar a implantação de biocombustíveis sustentáveis em apoio à transição energética global. Isso passa pela ampliação da cooperação técnica e tecnológica para a expansão do etanol e biodiesel e oferecer ao mundo uma proposta concreta e imediata de descarbonização do setor de transportes. De acordo com a Agência Internacional de Energia, os biocombustíveis líquidos forneceram mais de 4% do suprimento total de energia para o transporte em 2022, mas insiste que sua implantação não está acelerando com rapidez suficiente. Além disso, mais de 80% da produção total de biocombustíveis está concentrada em quatro mercados - Estados Unidos, Brasil, Europa e Indonésia. O relatório da entidade sugere que os países podem expandir a produção e o uso de biocombustíveis sustentáveis elaborando estratégias de longo prazo, promovendo investimentos, apoiando a inovação, garantindo suprimentos acessíveis, abordando as questões de sustentabilidade e incentivando a colaboração internacional. Essas são áreas prioritárias para a GBA. (Valor Econômico - 21.08.2023)
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Alemanha: Aumento do orçamento do fundo Climate & Transformation em 2024 para desenvolvimento do hidrogênio

O plano econômico do Climate & Transformation Fund (KTF) da Alemanha destinará € 3,7 bilhões em 2024 para o aumento da economia de hidrogênio, como parte de um orçamento total de € 57,6 bilhões para o próximo ano. A estratégia incluirá iniciativas para o comércio exterior de hidrogênio, como o esquema H2Global, e a descarbonização da indústria. Com um consumo anual de hidrogênio de cerca de 55TWh, a Alemanha planeja aumentar para entre 95TWh e 130TWh até 2030, com expectativas de expandir sua capacidade de eletrolisador de hidrogênio renovável para 10 GW até o final da década, a maior parte atendida por importações. (ICIS – 09.08.2023) 
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Brasil/CPFL: Avanço da geração distribuída contribui para a projeção de estagnação do consumo de energia residencial em 2023

A CPFL Energia projeta piora no mercado residencial de eletricidade até o fim do ano devido a dois efeitos: a estagnação do consumo e o avanço da chamada geração distribuída, simbolizada pelos painéis solares nos telhados dos imóveis. Apesar do consumo residencial ter crescido 2,2% no primeiro semestre, a perspectiva da companhia é de estagnação, com um PIB mais baixo nos próximos meses. O aumento da massa de renda verificado na primeira metade do ano não deve se repetir, segundo o presidente da concessionária, Gustavo Estrella. Além disso, explicou, a instalação de painéis solares nas residências reduz a necessidade de uso da rede, o que impacta nos números de consumo da empresa. A geração distribuída tem ainda outro efeito, de acordo com o executivo: os preços baixos da energia. Como há uma capacidade de geração adicional e um consumo que não avança, há uma sobra de oferta que reflete em preços baixos nos próximos anos, destacou. A isso se soma a hidrologia positiva, com reservatórios cheios. Por outro lado, a empresa vê espaço para grande movimentação de novos clientes em direção ao mercado livre, no qual o consumidor pode escolher o fornecedor da energia. Estrella ressaltou que esse novo cliente, conectado em alta tensão com carga abaixo de 0,5 MW, poderá migrar a partir de janeiro com preço baixo e energia abundante e barata. (Valor Econômico - 11.08.2023)
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IEA: O setor de energia e o carregamento inteligente em economias emergentes

Apesar da crescente adoção global de veículos elétricos (VEs), a Agência Internacional de Energia (AIE) observa que medidas cruciais do setor energético para permitir o carregamento inteligente e otimizado ainda estão ausentes em mercados emergentes e economias em desenvolvimento. O relatório da AIE "Facilitating Decarbonisation in Emerging Economies Through Smart Charging" explora como o carregamento inteligente pode facilitar a descarbonização. Embora tecnologias de carregamento inteligente ofereçam oportunidades únicas para a integração de VEs ao sistema de energia e promovam a absorção de energias renováveis, muitas economias emergentes ainda carecem de infraestrutura e medidas regulatórias para aproveitar esses benefícios. A AIE recomenda a adoção de estruturas tecnológicas e regulatórias, padronização, interoperabilidade e estabelecimento de comunicação inteligente para permitir um ecossistema de carregamento inteligente bem-sucedido. (Smart Energy – 17.08.2023)
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Importância da IA para o setor de energia

A Inteligência Artificial (IA) terá um papel crucial no setor de energia, simplificando a análise dos padrões de consumo e seu impacto econômico. Durante um evento chamado Energy Digicon, na África do Sul, o Premier da província de Western Cape, Alan Winde, enfatizou a importância da IA no futuro da geração de energia. O codiretor da AI Sweden, Martin Svensson, destacou os desafios que a IA trará ao setor energético, especialmente na transição para fontes limpas como energia solar e eólica, impulsionadas pela convergência de tecnologias-chave. O novo sistema de energia será baseado em fontes renováveis e armazenamento de baterias, com a capacidade de os indivíduos produzirem e comercializarem sua própria energia. A pesquisa do think tank RethinkX indica que a adoção dessas tecnologias é inevitável, oferecendo eletricidade mais barata até 2030. A IA também desempenhará um papel crítico na gestão dinâmica de informações e dados para tomar decisões mais eficazes no setor de energia. O assessor especial do primeiro-ministro em energia, Alwie Lester, acredita que a IA tem um papel enorme a desempenhar na transformação do setor energético. (Smart Energy – 21.08.2023)
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Impactos Socioeconômicos

Brasil: Regulação de ESG será referência para mercado e financiamento público

A secretária-adjunta do Tesouro Nacional, Viviane Varga, salientou que a regulação de critérios ambientais, sociais e de governança (conhecida pela sigla em inglês ESG) pelo governo é fundamental para gerar referência para mercado privado e também para financiamento de políticas públicas. “É importante trabalhar com questões relativas à taxonomia. Há demanda do mercado por essa regulação”, disse durante o evento “Sob o Olhar Delas”, organizado pela XP, em Brasília. No mês passado, o Broadcast registrou que a intenção do Ministério da Fazenda é iniciar o Plano de Transição Ecológica com a criação de uma taxonomia nacional. Sobre a primeira emissão de títulos sustentáveis, prevista para ocorrer a partir do mês que vem até novembro, a secretária-adjunta acredita que os papéis terão mais atratividade para o mercado local e internacional do que os títulos tradicionais. (Broadcast Energia 15.08.2023)
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Brasil: Especialista destaca oportunidades ESG para gestoras de fundos no país

José Pugas, sócio e líder de Investimentos Responsáveis e Engajamento da JGP Asset Management, afirma que há uma pressão crescente para as empresas se descarbonizarem e ajudarem sua cadeia na transição para economia mais verde. Isso é a “grande oportunidade” para a geração atual de investidores e gestores de investimentos. “Há uma pressão por regulações climáticas, de combate ao desmatamento, que estão fazendo o ESG se tornar mainstream”, comenta. Pugas destaca ainda que a Cúpula da Amazônia, que aconteceu em Belém na semana passada, foi um espaço importante para mostrar a investidores – “infelizmente, maioria estrangeiros”, pontua – que o Brasil tem um mercado de gestão de ativo profissional e muitas oportunidades de investimento nos temas de descarbonização e bioeconomia. “Temos a oportunidade de criar novos fluxos de capital e inovar. Adoramos discutir transição de economia e temos uma equipe só pra inovação financeira. Nos expomos, sim, a riscos altos, que tentamos administrar com estrutura de blended finance, que também não é fácil estruturar, mas observamos uma grande oportunidade na transição, principalmente em setores de grande cadeia”, diz. (Valor Econômico - 16.08.2023)
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PSR: Corporações podem contribuir decisivamente com descarbonização

O desafio de alcançar as metas do Acordo de Paris de 2015 está mais alto do que nunca. As emissões globais continuam aumentando e, segundo dados da Agência Internacional de Energia, voltaram ao patamar anterior à pandemia de covid-19, após a desaceleração global que se seguiu entre 2020 e 2021 quando se analisa dados da parcela que responde por 75%, a de setores de energia e processos industriais. Por isso, aponta a consultoria PSR em sua mais recente edição do Energy Report, de julho, as corporações podem contribuir de maneira significativa para enfrentar essa situação. A consultoria lembra que, segundo a AIE, houve um aumento de 321 Mt CO2 nas emissões globais de energia e de processos industriais com relação ao ano anterior. E ainda pior, foi registrado um aumento de 1,6% das emissões globais de CO2 da queima do carvão, levando a um novo recorde de emissões de 15,5 Gt de CO2. E por estar no centro dessas emissões as corporações apresentam um vasto campo de atuação para evitar esse aumento da temperatura global. Uma das formas será atuar pelo lado da oferta com o aumento na escala de tecnologias como geração solar, eólica, sistemas de armazenamento em baterias químicas ou em forma de reservatórios em usinas reversíveis e reforço de redes elétricas nacionais e regionais. Pelo lado da demanda, a eletrificação do transporte e o uso de biocombustíveis onde é vantajoso do ponto de vista econômico. (CanalEnergia - 14.08.2023) 
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