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IFE
03/04/2025

Tecnologias Exponenciais 215

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
03/04/2025

IFE nº 215

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Leonardo Gonçalves
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues e Cristina Rosa
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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Tecnologias Exponenciais 215

Transição Energética e ESG

IRENA: Fontes renováveis atingem 46% da capacidade global instalada

A Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) anunciou que, em 2024, a participação de fontes renováveis na capacidade global instalada alcançou 46%, com um aumento recorde de 15,1%. No Brasil, a geração de energia limpa cresceu de 85,8% em 2023 para 86,9% em 2024. As fontes renováveis atingiram 4.448 gigawatts (GW) de capacidade, um aumento de 585 GW, mas o progresso ainda está abaixo da meta global de triplicar a capacidade instalada até 2030, que exige um crescimento anual de 16,6%. A Irena destacou que a maior parte do aumento global veio da Ásia, com a China respondendo por 64% da capacidade adicional. A agência enfatizou a necessidade de um ritmo mais rápido de crescimento das usinas de energia renovável para atingir as metas estabelecidas na COP28. (Valor Econômico - 26.03.2025)

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MME: Divulgação de lista de participantes do Fórum Nacional de Transição Energética

O Ministério de Minas e Energia divulgou nesta quarta-feira, 26 de março, a lista de instituições da sociedade civil que poderão compor o plenário do Fórum Nacional de Transição Energética para o ciclo 2025/2026. A divulgação dos nomes foi feita pelo Comitê Executivo do Fonte e seguiu o cronograma estabelecido pela Resolução Cefonte nº 3/2025. As vagas abrangem setores como Petróleo e Gás, Biocombustíveis, Transportes, Elétrico e Mineração. Após o período de inscrições, a documentação das instituições foi avaliada pela equipe do MME, que participa da Secretaria Executiva do Fonte. Representantes do Ministério da Educação, do Trabalho e da Ciência, Tecnologia e Inovação também participaram do processo de habilitação. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Moody's Rating: Cumprir metas de descarbonização eleva risco de crédito em setores intensivos em carbono

O relatório da Moody 's Ratings revela que o cumprimento das metas de descarbonização pode elevar significativamente o risco de crédito para empresas de setores intensivos em carbono, como petróleo, gás e carvão, que acumulam US$ 5 trilhões em dívidas. Apesar do aumento nos investimentos em energia limpa desde 2019, as emissões globais de carbono continuam a crescer. A lacuna anual de investimento climático para atingir metas "net zero" até 2030 é de US$2,7 trilhões. Obstáculos como reversões de políticas e crescente demanda por energia dificultam a transição para uma economia de baixo carbono. (Broadcast Energia - 27.03.2025)

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MME: Indústria e transporte são desafios da 2ª onda da transição energética

No evento COP30 Business Forum em São Paulo, a assessora especial do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie, destacou que o Brasil está em um momento crucial para consolidar sua transição energética. Apesar do progresso na descarbonização da matriz elétrica, com a participação de fontes renováveis aumentando de 74% para 89,1% em uma década, os desafios agora se concentram na indústria e no transporte. Espécie ressaltou a necessidade de enfrentar a matriz de difícil abatimento, especialmente nesses setores. O governo está trabalhando em regulações complementares, como o Programa Combustível do Futuro, que inclui biocombustíveis para aviação e transporte marítimo, e a implementação da Lei do Paten. A cooperação internacional é fundamental nesse novo ciclo, com destaque para a troca de experiências com os Estados Unidos no desenvolvimento de tecnologias, como a captura e armazenamento de carbono. A assessora enfatizou que muitas regulações estão sendo estabelecidas no contexto global, ainda com incertezas, e a colaboração com outros países será essencial para avançar nessa transição energética no Brasil. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Brasil: Hidrogênio verde tem potencial de R$ 70 bilhões até 2030

O hidrogênio verde (H2V) apresenta grande potencial para o Brasil, com investimentos no setor podendo atingir R$ 70 bilhões até 2030, consolidando o país como um importante player global devido à abundância de energia renovável e incentivos fiscais. No entanto, desafios como a infraestrutura limitada para transporte e armazenamento, o alto custo de produção e a falta de um mercado de carbono regulado ainda dificultam o avanço do mercado interno, que tende a se expandir com a evolução da regulação e novos investimentos. Projetos como hubs em estados com facilidades portuárias e iniciativas de empresas como a White Martins e a Neoenergia estão impulsionando a produção e comercialização do H2V, principalmente para exportação e descarbonização de setores eletrointensivos. Apesar disso, o setor ainda enfrenta incertezas jurídicas, como a falta de clareza na regulação de infraestruturas e contratos de compra e venda. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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ANEEL: Realização do 1° encontro do Fórum de ESG das Agências Reguladoras

A ANEEL realizou nos dias 27 e 28 de março o I Encontro do Fórum de ESG das Agências Reguladoras, reunindo representantes das 11 agências federais. O evento buscou fortalecer parcerias, compartilhar boas práticas e capacitar profissionais em sustentabilidade. Na abertura, o diretor-geral Sandoval Feitosa destacou o ESG como prioridade estratégica, citando a Política de ESG da ANEEL e seu grupo de trabalho dedicado. A diretora Ludimila Lima enfatizou a importância da troca de experiências entre instituições. A programação incluiu debates sobre diversidade, descarbonização e gestão sustentável, além de visitas técnicas. O fórum, criado em dezembro de 2024 no âmbito do COARF, visa promover a integração entre as agências e alinhar suas ações aos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança), reforçando transparência e responsabilidade no setor público. (ANEEL – 28.03.2025)

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Geração Distribuída

IRENA: Brasil é 6º colocado no ranking global de energia solar de 2024

O Brasil encerrou 2024 na 6ª posição do ranking global de geração de energia solar fotovoltaica, com 53 GW de capacidade instalada, mantendo a mesma colocação de 2023, segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena). Em março de 2025, o país alcançou 55 GW, sendo 37,4 GW provenientes de geração distribuída e 17,6 GW de geração centralizada. O ranking permaneceu com os mesmos dez países do ano anterior, com algumas mudanças de posição. A Índia avançou para o 3º lugar, superando Alemanha e Japão, enquanto a Espanha ultrapassou a Itália, ocupando a 8ª colocação. Globalmente, foram adicionados 451,9 GW de capacidade fotovoltaica em 2024, elevando o total acumulado para 1.858 GW. A China liderou a expansão com 278 GW, seguida por Estados Unidos (38,3 GW), Índia (24,5 GW) e Brasil (15,2 GW). Ao final de 2024, a capacidade global de energia renovável atingiu 4.448 GW, com um acréscimo anual de 585 GW, representando mais de 90% da expansão total de geração de energia e um crescimento de 15,1%. Apesar do avanço, o ritmo atual não é suficiente para alcançar a meta de triplicar a capacidade instalada até 2030, que exigiria um crescimento médio anual de 16,6%. (Portal Solar - 27.03.2025)

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BNEF: Instalações solares devem alcançar 698 GWp em 2025

A capacidade global de energia solar deve crescer 17% em 2025, com a adição de 698 GWp, superando os 599 GWp instalados em 2024, segundo projeção da BloombergNEF (BNEF) divulgada em evento da CPIA (Associação da Indústria Fotovoltaica da China). A previsão revisada supera a estimativa inicial de 670 GWp para o ano. A fonte solar deve manter um crescimento médio anual de 3,6% até 2035, com projeções de 753 GWp para 2026 e 780 GWp para 2027. Em 2028, a capacidade instalada deve ultrapassar 800 GWp, atingindo 993 GWp em 2035. A China continuará liderando o mercado, com previsão de 368 GWp instalados em 2025, incluindo grandes usinas e sistemas comerciais e residenciais. Nos Estados Unidos, o crescimento seguirá forte, com a instalação de 54 GWp em 2025, acima do recorde de 50 GWp em 2024, impulsionado por investimentos de grandes empresas, especialmente do setor de tecnologia. A queda nos preços dos equipamentos é apontada como um dos principais fatores de estímulo ao crescimento global da energia solar. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2025, os preços dos módulos fotovoltaicos caíram 60%, enquanto as células solares recuaram 44%, os wafers 79% e o polissilício 84%. Essa redução de custos abre oportunidades para a expansão da energia solar em novos mercados, como Turquia e Arábia Saudita. (Canal Solar - 27.03.2025)

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Absolar: Geração solar deve crescer 22% ao ano no Brasil até 2027

A geração solar no Brasil, que representa 22% da matriz elétrica nacional, deve crescer a uma taxa média anual de 22% até 2027, de acordo com a Absolar, impulsionada pela geração distribuída (GD), que já responde por dois terços da energia fotovoltaica no país. Esse avanço acompanha a alta global de 4% na demanda por eletricidade, conforme a transição energética e a descarbonização da economia. Com mais de 55 GW de potência instalada, a maioria da geração solar é proveniente de sistemas residenciais e comerciais pequenos, incluindo cerca de 5 milhões de unidades consumidoras. Fatores como a redução de custos, maior eficiência dos sistemas, e incentivos financeiros têm contribuído para esse crescimento, que, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, não será afetado pela política energética dos Estados Unidos, representando uma oportunidade para o Brasil se destacar no setor. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Absolar: RJ registra mais de 1,4 GW de potência em GD

O estado do Rio de Janeiro ultrapassou 1,4 GW de potência instalada em geração própria de energia solar, com mais de 147 mil conexões distribuídas por todos os 92 municípios e beneficiando 171 mil consumidores. Desde 2012, essa modalidade atraiu R$ 6,8 bilhões em investimentos, gerou mais de 42 mil empregos e arrecadou R$ 2 bilhões em impostos. A Absolar defende mais incentivos para a expansão da energia solar, incluindo a adoção da tecnologia em prédios públicos e habitações populares. Além disso, destaca a importância da aprovação do Projeto de Lei nº 624/2023, que atualiza o marco regulatório da geração distribuída e impede distribuidoras de dificultarem conexões de microgeração solar. (01.04.2025)

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Ingeteam: Validação de modelo matemático de usinas fotovoltaicas pelo ONS

A Ingeteam tornou-se a primeira empresa a obter validação do ONS para um modelo matemático de usinas fotovoltaicas. Essa aprovação é essencial para garantir a confiabilidade e eficiência da geração solar, permitindo a operação segura e integrada à rede elétrica, além de simulações precisas em diferentes cenários. Entre os principais benefícios da validação estão a conformidade regulatória, maior segurança operacional, otimização da geração de energia e maior atratividade para investimentos. A ausência desse reconhecimento pode acarretar restrições operacionais, riscos de desconexão, incertezas na geração e perdas financeiras. O modelo validado pela Ingeteam abrange os inversores das plataformas INGECON SUN series B e C, que representam 21% da potência instalada de geração fotovoltaica no curto prazo. No total, foram associados 2098 MW, correspondentes a 84,6% da potência dos parques que utilizam esse equipamento, com parâmetros ajustados conforme os dados fornecidos ao ONS pelos agentes operadores. (Canal Solar - 28.03.2025)

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Armazenamento de Energia

GoodWeek: Evento promove insights estratégicos para integradores sobre armazenamento e segurança em sistemas fotovoltaicos

O evento GoodWeek 2025, realizado em 20 de março, reuniu especialistas para debater avanços, desafios e perspectivas do armazenamento de energia no Brasil. Foram abordadas soluções para o setor agroindustrial, evolução regulatória e inovações voltadas à segurança e eficiência energética. Merivaldo Brito, da MTR BESS, destacou o uso de microrredes como alternativa para regiões com fornecimento deficiente de energia, ressaltando que áreas do Brasil ficam sem eletricidade por mais de 68 horas anuais, afetando a produtividade. A empresa oferece soluções completas, desde fornecimento de equipamentos até operação e manutenção. Segundo Brito, a adoção de microrredes em sistemas de irrigação pode gerar ganhos financeiros expressivos, como no caso da cultura do feijão, onde o lucro foi R$ 587 mil superior ao cenário sem irrigação. A tecnologia também reduz custos com diesel e emissões de carbono, promovendo autonomia energética. Márcio Takata, da Greener, apontou que o Brasil já possui 685 MWh de armazenamento instalado, com 70% voltado a sistemas isolados. O setor cresce rapidamente em aplicações comerciais, industriais e agrícolas, impulsionado pela necessidade de redução de custos no horário de ponta, maior confiabilidade energética e suporte à rede elétrica. Entre os principais fatores que impulsionam a adoção de sistemas de armazenamento estão quedas de energia, instabilidade na rede e altos custos de demanda contratada. O crescimento das fontes intermitentes, como solar e eólica, aumenta a demanda por soluções flexíveis. Alexandre Pereira, da GoodWe, abordou a segurança em sistemas fotovoltaicos, especialmente os riscos de arcos elétricos em corrente contínua, que podem causar incêndios. Ele ressaltou a norma ABNT NBR 17193:2025, que exige a adoção do AFCI (sistema de interrupção para falha de arco elétrico) e da FDR (função de desligamento rápido) em edificações e áreas de risco. (Canal Solar - 28.03.2025)

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Veículos Elétricos

IEA: Vendas de VEs alcançam 17 milhões de unidades em 2024

Em 2024, foram vendidos mais de 17 milhões de veículos elétricos no mundo, representando um crescimento de 25% em relação a 2023, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Esses veículos corresponderam a 20% das vendas globais de automóveis. A China manteve-se como o maior mercado, respondendo por quase dois terços dos emplacamentos e registrando um crescimento de quase 40% no setor. O aumento das vendas foi impulsionado, em parte, pela alta demanda por veículos com maior autonomia e por incentivos governamentais, que incluem subsídios de até US$ 3 mil para a substituição de carros antigos. Os híbridos plug-in (PHEVs) tiveram expansão de 80%, enquanto os modelos totalmente elétricos (BEVs) cresceram 20%. Nos Estados Unidos, as vendas subiram 10%, impulsionadas pelo lançamento de novos modelos e pela oferta de créditos tributários. Na União Europeia, houve uma queda de 6% nos emplacamentos, reflexo da retirada de subsídios na Alemanha no final de 2023. Em mercados emergentes, o avanço foi de 80% ao ano, embora partindo de uma base menor em comparação aos países desenvolvidos. Brasil e Indonésia registraram crescimentos expressivos de 140% e 190%, respectivamente, nas vendas de veículos eletrificados. (Portal Solar - 02.04.2025)

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EcoRodovias e BYD: Parceria visando atendimento a VEs em rodovias

A EcoRodovias promoveu, em parceria com a BYD, um treinamento pioneiro nos dias 25 e 26 de março para preparar profissionais no suporte a veículos elétricos nas rodovias sob sua operação. A iniciativa visa garantir segurança, eficiência e qualidade no atendimento aos usuários dos 4,8 mil quilômetros de rodovias administrados por suas 12 concessionárias. O treinamento abordou protocolos específicos para desobstrução de vias em casos de panes ou acidentes com veículos elétricos, que exigem cuidados especiais devido ao risco de áreas energizadas e maior propagação de fogo. Procedimentos como guinchamento e combate a incêndios requerem medidas diferenciadas em relação aos veículos a combustão, além do uso de equipamentos de proteção individual adequados. Com o crescimento acelerado da frota eletrificada no Brasil, a capacitação técnica dos profissionais torna-se ainda mais relevante. Em 2024, mais de 170 mil veículos elétricos foram vendidos no país, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), incluindo modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais (HEV e MHEV). A EcoRodovias também tem ampliado a infraestrutura de suporte à mobilidade elétrica, contando atualmente com 95 postos de recarga em sua malha rodoviária, com a meta de alcançar 112 até 2026. (01.04.2025)

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EUA: Nova tarifa de 25% de Trump afetará produção de VEs

As tarifas de 25% sobre veículos e componentes importados, impostas nos Estados Unidos, podem elevar os preços dos automóveis em até US$ 10.000, reduzindo a competitividade dos elétricos fabricados no país. Além disso, a possível eliminação do crédito fiscal de US$ 7.500 para veículos elétricos pode impactar negativamente as vendas do setor. Nos últimos anos, a eletrificação avançou no país, impulsionada por incentivos do governo e pelo aumento da produção em estados do Sul e Meio-Oeste. Em 2023, as vendas de veículos elétricos cresceram 7%, segundo a Cox Automotive. No entanto, a dependência de materiais importados, especialmente da China, pode aumentar os custos de produção, afetando montadoras que investiram em fábricas nos EUA. A Tesla deve sofrer menos impacto, pois já fabrica a maioria de seus veículos e componentes internamente. Em 2024, mais de 600.000 unidades da marca foram produzidas na Califórnia e no Texas. Ainda assim, as tarifas devem gerar desafios para a empresa. (Inside EVs - 03.04.2025)

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China: Planos para fusão de montadoras estatais para impulsionar vendas de VEs

O governo chinês incentivará a reestruturação e consolidação das principais montadoras estatais para fortalecer a competitividade no setor de veículos elétricos. A medida busca otimizar recursos de desenvolvimento e fabricação, diante das dificuldades dessas empresas em acompanhar a transição para a eletrificação. A Comissão de Administração e Supervisão de Ativos Estatais, responsável por cerca de 100 empresas estatais, incluindo China South Industries Group, Dongfeng Motor Corp. e China FAW Group, está à frente desse movimento. O governo também pretende elevar a qualidade dos veículos elétricos chineses, visando competir melhor em mercados estrangeiros, que se mostram mais cautelosos com os modelos de baixo custo. Em fevereiro, Changan e Dongfeng anunciaram planos de reestruturação com outra estatal, sem revelar detalhes, levantando especulações sobre uma possível fusão. Desde 2017, Changan, Dongfeng e FAW colaboram no desenvolvimento de veículos elétricos, intensificando essa parceria ao longo dos anos. Há indícios de que a FAW possa estar envolvida na reestruturação em andamento. (Valor Econômico - 02.04.2025)

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Economist Impact: Jovens nos grandes centros urbanos querem ter VEs

Um estudo da Economist Impact, encomendado pela Nissan, indica que jovens entre 18 e 30 anos, especialmente em grandes centros urbanos, demonstram maior disposição para adquirir VEs. Segundo a pesquisa, 57% desse público pretende mudar seus hábitos de transporte para reduzir a pegada de carbono. A pesquisa também aponta forte interesse por inovações como armazenamento de energia, combustíveis alternativos e tecnologia V2X, com mais de 40% dos entrevistados afirmando que essas soluções influenciarão suas escolhas de mobilidade. A preferência por VEs deve crescer mais de 50% na próxima década entre os jovens analisados. Atualmente, 23% já possuem um carro movido a bateria, percentual que deve subir para 35% até 2035. O interesse é mais expressivo em cidades emergentes, onde 44% dos entrevistados pretendem adotar VEs nos próximos cinco anos, em comparação com 31% nas cidades desenvolvidas. Enquanto moradores de cidades emergentes, como São Paulo e Cidade do México, se preocupam com a durabilidade das baterias, aqueles em centros desenvolvidos destacam os altos custos dos veículos elétricos como principal obstáculo. (Automotive Business - 28.03.2025)

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Eficiência Energética

ONS: Conquista de certificação de eficiência energética

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) conquistou o nível Bronze da certificação internacional CEEDA (Certified Energy Efficiency in Data Centers Award) para o Centro de Processamento de Dados do Rio de Janeiro. De acordo com o Operador, o prêmio reafirma o compromisso da organização com a eficiência energética. A certificação está conectada à estratégia ASG+, com ênfase no pilar “ONS+Verde”, que busca promover a gestão ecoeficiente dos recursos nas instalações do ONS, a redução de emissões de carbono, o uso de energia de baixo carbono. Além disso, estabelece critérios ecoeficientes e socioambientais para a contratação de soluções de TI. Para o atendimento dos requisitos do nível Bronze, o órgão destacou que foram tomadas medidas como: implementação de novas políticas, processos e procedimentos operacionais, bem como a integração de fornecedores de tecnologia alinhados às condições de sustentabilidade. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Brasil: Inmetro recebe auditores alemães para avaliação de projeto sobre eficiência energética

Entre os dias 24 e 26 de março e em 2 de abril, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) recebeu uma equipe de auditores do Physikalisch-Technische Bundesanstalt (PTB), da Alemanha, para avaliar a segunda fase do Projeto de Cooperação Técnica "Fortalecimento da Infraestrutura de Qualidade para Energias Renováveis e Eficiência Energética no Brasil II". A iniciativa, que integra o programa bilateral "Just Transition in the Energy and Urban Sector in Brazil", financiado pelo governo alemão, busca apoiar a transição energética brasileira por meio de investimentos em infraestrutura de qualidade. Durante a reunião de abertura, representantes do Inmetro apresentaram os avanços do projeto, previsto para ser concluído até o final de 2025. A avaliação do PTB será fundamental para definir os próximos passos da cooperação e a possível continuidade do projeto em uma terceira fase a partir de 2026. (Portal Marcos Santos - 02.04.2025)

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Cocel: Apresentação de resultados do programa de eficiência energética

A Companhia Campolarguense de Energia (Cocel) realizou, em 20 de março, a Audiência Pública 01/2025 para apresentar os resultados do Programa de Eficiência Energética (PEE) e receber sugestões da comunidade. Entre os projetos destacados, a iniciativa “Energia é Vida” tornou a UPA 24h autossuficiente em energia elétrica, com a instalação de 200 painéis fotovoltaicos, e a Olimpíada Nacional de Eficiência Energética (ONEE) premiou 38 alunos do município. Outras ações incluem a substituição de luminárias públicas e a instalação de painéis solares em escolas. Durante o evento, sugestões como eficiência para pequenas empresas e uso de baterias foram discutidas. Desde 1999, a Cocel investiu mais de R$ 5,5 milhões no PEE, economizando mais de 2 mil MWh por ano. (Campo Largo -28.03.2025)

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Europa: Padrões unificados trazem economias de energia mensuráveis ​​para a indústria

As organizações ODVA, OPC Foundation, PI e VDMA lançaram a especificação 1.0.0 para melhorar a gestão energética na automação industrial e de processos, alinhando-se a metas como o Acordo Verde Europeu. Baseada no modelo de informação OPC UA, a especificação permite monitorar diversos tipos de energia, gerenciar modos de economia e integrar práticas sustentáveis de forma padronizada. Desenvolvida a partir do projeto de pesquisa IoTEnRG, a iniciativa torna a eficiência energética mensurável e facilita sua implementação nas operações industriais, ajudando empresas a converter metas ESG em ações concretas. (ARC - 02.05.2025)

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Microrredes e VPP

EUA: Energy Vault fecha financiamento de US$ 28 milhões para microrrede de H2V

A Energy Vault garantiu US$ 28 milhões em financiamento para o Calistoga Resiliency Centre (CRC), um microgrid híbrido na Califórnia que combina células de combustível a hidrogênio verde e baterias de íons de lítio para fornecer energia resiliente durante apagões causados por incêndios florestais. O projeto, desenvolvido para a concessionária PG&E, tem capacidade de 293MWh, garantindo 48 horas de operação contínua com pico de 8,5MW em eventos de segurança pública. Previsto para entrar em operação comercial no segundo trimestre de 2025, o CRC servirá como modelo para futuras microgrids híbridas em regiões vulneráveis. A Energy Vault, tradicionalmente focada em armazenamento gravitacional, tem expandido suas operações para sistemas BESS e atualmente gerencia projetos próprios, incluindo dois no Texas, que devem gerar mais US$ 25 milhões. (Energy Storage News - 02.04.2025)

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Porto Rico: Crowley revela plano de microrrede de gás natural

A Crowley, empresa de logística e energia dos EUA, anunciou a instalação de uma microrrede abastecida por gás natural liquefeito (GNL) em seu terminal Isla Grande, em San Juan, Porto Rico, com previsão de conclusão para 2026. O projeto visa fornecer energia confiável e mais limpa para operações do terminal, reduzindo custos e emissões de CO₂. A iniciativa faz parte do compromisso da Crowley com uma cadeia de suprimentos mais sustentável na região. Além disso, a empresa firmou um acordo com a espanhola Naturgy para fornecimento contínuo de GNL e já investiu mais de US$ 550 milhões em infraestrutura logística e energética em Porto Rico. (Offshore Energy - 02.04.2025)

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Tecnologias e Soluções Digitais

ONS: Integração de REDs visando flexibilidade do sistema elétrico

Em evento da Associação da Indústria da Cogeração, Christiano Vieira, diretor do ONS, destacou a integração de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) como prioridade regulatória. Com o crescimento da Geração Distribuída (50 GW em 2024), o sistema requer maior flexibilidade, especialmente devido à alta produção solar diurna e à demanda noturna. O ONS trabalha na observabilidade e gestão dos REDs, visando implementar o modelo DSO (Operadores do Sistema de Distribuição), que aproxima a operação das distribuidoras à da transmissão, com medições e controles inteligentes. (Broadcast Energia - 26.03.2025)

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Brasil: Tecnologias avançadas de IA, robótica e baterias otimizam produção de energia

Novas tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA), robótica e baterias estão otimizando a produção de energia, com destaque para o uso de sensores Lidar, drones e automação. A Petrobras, em parceria com o Senai, utiliza Lidar em boias para monitorar sistemas eólicos offshore, enquanto a Eccon Soluções Ambientais usa drones equipados com Lidar para avaliar terrenos para energia solar. A Atlas Renewable Energy aumentou sua geração e reduziu custos com o uso de drones para detectar falhas e sujidades nos painéis solares. Empresas como a Tecsci e a Wärtsilä também estão aplicando IA e robôs autônomos para otimizar a geração e a manutenção de energia. No Brasil, a WEG desenvolveu turbinas eólicas 100% nacionais e investe em sistemas de baterias para estabilizar a rede, destacando-se no cenário global pela inovação e alta tecnologia no setor de energia. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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ABI Research: REDs levam operadores de rede a elevarem investimento em infraestrutura

O Relatório da empresa global de inteligência tecnológica ABI Research ‘Energy Flexibility Trading for Utilities, Industries, and Enterprises‘ aponta que os operadores de rede estão investindo pesadamente na expansão da infraestrutura para se adaptar à proliferação de Recursos Energéticos Distribuídos e para atenuar a intermitência de ativos renováveis. Segundo o documento, a expectativa é que até 2030, mais de 200 GW de capacidade sejam trocados por mercados de flexibilidade e até 2040, a capacidade recém-acessível atingirá 1.100 GW, equivalente a 2.100 TWh — valendo mais de US$ 300 bilhões hoje — por ano. Segundo Daniel Burge, analista da ABI Research, embora a adoção de armazenamento dedicado em escala permaneça limitada, os mercados de flexibilidade oferecerão adaptabilidade significativa para redes de energia rígidas a partir de 2027. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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ETAP e Schneider Electric: Desenvolvimento de gêmeo digital com recursos de IA

A Schneider Electric e a ETAP revelam um produto de ‘gêmeos digitais’ de ponta que pode projetar e simular com precisão as necessidades de energia das fábricas de inteligência artificial (IA). Ao otimizarem o NVIDIA Omniverse Blueprint para digital twins de fábricas de IA, a Schneider Electric e a ETAP permitem o desenvolvimento de ‘gêmeos digitais’ que integram múltiplas entradas para sistemas mecânicos, térmicos, de rede e elétricos, simulando como uma fábrica de IA opera. Esse projeto visa oferecer maior visibilidade e controle sobre os sistemas elétricos e requisitos de energia com o intuito de ganhar eficiência, confiança e sustentabilidade. A tecnologia criará uma réplica virtual de uma estrutura elétrica data center e analisará os padrões de consumo e distribuição de energia. A colaboração entre ETAP e NVIDIA apresenta uma abordagem inovadora “Grid to Chip” que aponta os desafios críticos de gerenciamento de energia, otimização de desempenho e eficiência energética na era da IA. (Agência CanalEnergia - 31.03.2025)

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BNDES: Aprovação de crédito para expansão de data centers no Brasil

O BNDES aprovou uma linha de crédito de R$ 180 milhões para a Scala Data Centers, destinada à aquisição de maquinário avançado, sistemas industriais, equipamentos de TI e automação, além de componentes fabricados no Brasil para fortalecer o setor de data centers. O financiamento impulsionará a expansão da empresa, aumentando a capacidade de processamento, armazenamento e distribuição de dados no país. Entre os principais projetos está o Campus Tamboré, em Barueri (SP), o maior da América Latina, com 450 MW de capacidade de TI. Além disso, a Scala AI City, em Eldorado do Sul (RS), será voltada para cargas massivas de treinamento e inferência de Inteligência Artificial. Segundo o diretor do BNDES José Luís Gordon, a iniciativa fortalece a cadeia de novas tecnologias no Brasil. Ele também destacou a competitividade do país no setor, devido à matriz energética 90% limpa e renovável, fator essencial para a alta demanda energética dos data centers. (Canal Solar - 27.03.2025)

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Segurança Cibernética

Europa: Comissão Europeia investirá € 1,3 bilhão em IA e segurança cibernética

A Comissão Europeia investirá € 1,3 bilhão no fortalecimento da IA e segurança cibernética por meio do Programa Europa Digital (DIGITAL) para 2025-2027, visando a soberania tecnológica da região. O programa prioriza a ampliação do acesso à IA, incluindo aplicativos generativos e espaços de dados sustentáveis, além do apoio a Centros Europeus de Inovação Digital (EDIHs) para acelerar a adoção tecnológica. Recursos também serão destinados ao fortalecimento da resiliência cibernética, protegendo infraestruturas críticas como hospitais e cabos submarinos. A iniciativa impulsionará capacitação digital e abrirá chamadas de financiamento em abril de 2025, promovendo a transformação digital na Europa. (Teletime - 28.03.2025)

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Cipher e ECIJA: Formação de aliança estratégica para segurança cibernética

A Cipher, divisão de segurança cibernética do Prosegur Group, firmou uma parceria estratégica com a ECIJA, escritório especializado em economia digital e conformidade, para oferecer soluções integradas de Governança, Risco e Conformidade (GRC) e segurança cibernética na Espanha, Portugal e América Latina. A colaboração combina a expertise técnica da Cipher com o conhecimento regulatório da ECIJA, ajudando empresas a cumprir normas como DORA, NIS2, GDPR e o National Security Framework. A aliança desenvolverá soluções avançadas, incluindo o SPIP, que utiliza hackers éticos para detectar vulnerabilidades. A iniciativa fortalece a proteção digital das empresas, garantindo segurança operacional e conformidade regulatória. (Iberian Lawyer - 03.04.2025)

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Eslovênia: Lançamento de solução para segurança cibernética do setor energético

O projeto ALiEnS-SOC foi lançado para fortalecer a segurança cibernética do setor energético da Eslovênia com o uso de Inteligência Artificial (IA). Coordenado pelo operador de transmissão ELES, o projeto busca desenvolver e validar uma estrutura avançada para detecção e resposta a ameaças cibernéticas, incorporando honeypots digitais gêmeos, segurança avançada de e-mail e um modelo escalável de inteligência contra ameaças. Com um orçamento de € 9,9 milhões, cofinanciado pelo Programa Europa Digital da UE, o projeto reúne 12 parceiros do setor energético e tecnológico, incluindo empresas eslovenas e o grupo de energia KONČAR da Croácia. Previsto para durar 36 meses (até dezembro de 2027), o ALiEnS-SOC também visa colaboração transfronteiriça e a criação de um modelo comercial para a proteção da infraestrutura crítica e a redução da dependência de tecnologias externas à UE. (Enlit - 13.03.2025)


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