Tecnologias Exponenciais 214
Transição Energética e ESG
Brasil: Construção de projeto de R$ 27 bilhões para H2V no PI
O Piauí recebeu autorização para instalar o maior projeto de hidrogênio e amônia verde do país, com investimento de R$27 bilhões na Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Parnaíba. A aprovação foi concedida pelo Conselho Nacional das ZPEs, com a assinatura do vice-presidente Geraldo Alckmin. Liderado pela Solatio, o empreendimento gerará 3 mil empregos e terá capacidade anual de 3 GW, alinhando-se às metas de descarbonização do programa Nova Indústria Brasil. A produção, destinada principalmente à Europa e Ásia, aguarda análise do Operador Nacional do Sistema Elétrico. Alckmin destacou o projeto como o maior já aprovado em uma ZPE e elogiou o governador Rafael Fonteles pelo empenho na atração do investimento. (Agência CanalEnergia - 21.03.2025)
IEA: Adição de fontes renováveis bate recorde pelo 22º ano consecutivo
A adição de fontes renováveis atingiu um novo recorde em 2024 pelo 22º ano consecutivo, com mais de 700 GW incorporados globalmente, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA). As fontes limpas representaram 38% da expansão do fornecimento de energia, seguidas por gás natural (28%), carvão (15%), petróleo (11%) e nuclear (8%). O crescimento das renováveis sustentou a alta de 2,2% na demanda mundial por energia, superando a média da última década (1,3%). O setor elétrico liderou esse avanço, com o consumo global aumentando 4,3% em relação a 2023, impulsionado pela eletrificação do transporte, expansão de data centers, maior uso de ar-condicionado devido a temperaturas recordes e retomada industrial. A demanda por petróleo cresceu apenas 0,8%, levando sua participação no consumo energético global a cair para menos de 30% pela primeira vez desde o pico de 46% há 50 anos. Esse declínio está associado ao aumento de mais de 25% nas vendas de veículos elétricos no último ano. Segundo a IEA, o crescimento das renováveis e a redução das emissões indicam uma transformação em curso no setor energético. Para acessar o relatório na íntegra, clique aqui. (Canal Solar - 24.03.2025)
IRENA: Crescimento anual recorde na capacidade de energia renovável
Em 2024, a capacidade global de energia renovável atingiu 4.448 GW, com um aumento de 585 GW, representando 92,5% da expansão total da capacidade, de acordo com dados da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, na sigla em inglês). Embora esse crescimento tenha sido significativo, a agência aponta que ainda está distante da meta global de triplicar a capacidade até 2030, o que exige uma expansão anual de 16,6%. A maior parte do aumento ocorreu na Ásia, especialmente na China, que contribuiu com quase 64% da capacidade global adicionada. As energias solar e eólica dominaram as adições, com a solar representando 96,6% da expansão renovável. Embora o progresso seja notável, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, destacou a necessidade de acelerar a transição para a energia limpa de forma justa, beneficiando todos os países. (IRENA – 26.03.2025)
Vibra: Início da oferta de SAF no Brasil
A empresa Vibra realizou a primeira comercialização de Combustível de Aviação Sustentável (SAF) no Brasil, anunciando a disponibilidade do biocombustível importado na base do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. A certificação ISCC foi obtida para garantir a sustentabilidade da operação, que consiste em uma mistura inicial de 10% de SAF e 90% de combustível fóssil, visando a redução das emissões de carbono nos voos abastecidos pela empresa. A Vibra se destaca por ser a primeira a importar o SAF em escala comercial e disponibilizá-lo no mercado nacional. O SAF é produzido a partir de fontes renováveis, como óleo de cozinha usado, reduzindo em até 80% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao combustível convencional. O processo de importação e certificação do SAF durou 10 meses e envolveu parcerias estratégicas, reforçando o compromisso da Vibra com a descarbonização e a oferta de soluções sustentáveis no mercado brasileiro. A empresa destaca sua infraestrutura em mais de 90 aeroportos e a intenção de ampliar a oferta de SAF, demonstrando liderança e preparo para atender a demanda por combustíveis mais sustentáveis na aviação. (Broadcast Energia – 26.03.2025)
BID Invest: Mobilização de US$ 110 bilhões para transição ecológica na América Latina e Caribe
O BID Invest, braço de investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, planeja mobilizar até US$ 110 bilhões em investimentos privados na América Latina e Caribe, com foco em transição ecológica e hidrogênio verde. O Brasil será um dos principais beneficiados, com aporte de US$ 3,5 bilhões no capital da instituição em sete anos, incluindo US$ 400 milhões de contribuição brasileira. O banco negocia um empréstimo de US$ 2 bilhões com o Brasil para iniciativas sustentáveis, como o programa Eco Invest. A agenda do BID, alinhada aos interesses do governo brasileiro, prioriza clima, pobreza e desigualdade. Além disso, o BID adota medidas para aumentar a eficiência, liberar capital e estabelecer parcerias internacionais, como a troca de risco cambial. Essas ações visam fortalecer a capacidade do BID de assumir riscos e atrair investimentos para projetos que promovam a sustentabilidade e o equilíbrio socioeconômico na região. (Valor Econômico - 24.03.2025)
Brasil: Setor de H2V enfrenta desafios de infraestrutura e barreiras burocráticas
O setor de hidrogênio verde no Brasil enfrenta desafios significativos devido à dificuldade de acesso à infraestrutura elétrica necessária para viabilizar seus projetos, especialmente no Nordeste. Empresas como a Fortescue enfrentam barreiras burocráticas e técnicas, como a negativa do Parecer de Acesso para usar a infraestrutura de energia, o que gera incertezas sobre os investimentos. O sistema de transmissão local, particularmente no Porto do Pecém, não tem capacidade para suportar a carga adicional exigida pelos projetos. Além disso, a discrepância entre o cronograma de expansão das redes de transmissão e a necessidade imediata de energia cria riscos para o setor. Embora o Brasil tenha grande potencial para produzir hidrogênio verde com energia renovável barata, a falta de infraestrutura e os atrasos nas obras de transmissão podem prejudicar o avanço dos projetos e o atrativo do país para investimentos estrangeiros. A pressão por novas linhas de transmissão na região e a necessidade de uma solução para o impasse são fundamentais para o sucesso dessa indústria. (Valor Econômico - 20.03.2025)
KPMG: Brasil sobe para a 19ª posição no ranking global de transparência ESG
As empresas brasileiras têm avançado na divulgação de suas práticas de sustentabilidade, com 93% das maiores empresas do país publicando relatórios de sustentabilidade em 2024, um aumento em relação ao ano anterior. No entanto, a qualidade dessas informações ainda é um desafio, pois os relatórios precisam ser respaldados por sistemas de gestão e governança robustos para refletir a realidade das empresas. O Brasil saltou para a 19ª posição no ranking global de transparência ESG, destacando-se na América Latina, ao lado do Chile. Apesar dos progressos, questões como a análise do impacto climático e a definição de metas claras ligadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ainda precisam ser aprimoradas. A crescente conscientização das empresas e a pressão de novas regulamentações, como as exigências da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a partir de 2026, estão impulsionando maior transparência e confiança nas informações divulgadas, mas a qualidade das divulgações segue sendo uma área de foco. (Valor Econômico - 20.03.2025)
BBVA e BNEF: Parceria visando reforçar expertise em tecnologias limpas
A BloombergNEF (BNEF) foi escolhida pelo grupo financeiro BBVA para apoiar sua atuação nos setores de energia limpa e transição energética. A parceria permite ao BBVA acessar dados e análises da BNEF, fornecendo aos seus profissionais informações estratégicas sobre tecnologias, modelos de negócios, financiamentos e oportunidades de mercado voltadas à sustentabilidade. Com essa iniciativa, o BBVA amplia suas capacidades na área e aprimora o atendimento aos clientes, oferecendo soluções personalizadas e previsões de tendências. Segundo Javier Rodríguez Soler, diretor global de sustentabilidade e do Banco Corporativo e de Investimento do BBVA, a colaboração fortalece a tomada de decisão no contexto da transição energética. Para Albert Cheung, vice-presidente executivo da BNEF, as instituições financeiras desempenham um papel essencial no avanço da transição energética, fornecendo suporte financeiro para investimentos em tecnologias sustentáveis. Com o ambiente econômico e geopolítico em transformação, a BNEF auxiliará o BBVA a identificar desafios e oportunidades nesse setor em evolução. (Canal Solar - 25.03.2025)
Geração Distribuída
Artigo GESEL: "Impactos da geração distribuída no Setor Elétrico Brasileiro"
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Fernando França (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL-UFRJ) abordam os desafios e impactos da expansão da geração distribuída no Setor Elétrico Brasileiro, destacando a necessidade de adaptações técnicas, regulatórias e de infraestrutura para garantir a segurança e eficiência do sistema. O Setor Elétrico Brasileiro está passando por uma transformação significativa impulsionada pela transição energética, com o crescimento acelerado das fontes renováveis, especialmente solar e eólica. A rápida expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD) impacta a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), exigindo adaptações técnicas e regulatórias. A descentralização da geração, sem controle direto do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), desafia a estabilidade e confiabilidade do sistema. Para mitigar os riscos, são necessárias inovações regulatórias, investimentos em infraestrutura e maior coordenação entre ONS e distribuidoras. Além disso, o artigo questiona a manutenção de subsídios à GD, argumentando que o setor já é maduro e pode operar sem incentivos que distorcem os preços da energia. Acesse o texto na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2025)
Absolar: Energia solar atinge 55 GW de capacidade instalada
O Brasil atingiu 55 GW de capacidade instalada em energia solar, com 37,4 GW na geração distribuída e 17,6 GW na geração centralizada, segundo a Absolar. A tecnologia já beneficia 5 milhões de unidades consumidoras e representa 22,2% da matriz elétrica nacional. Desde 2012, o setor atraiu R$ 251,1 bilhões em investimentos e gerou 1,6 milhão de empregos. Apesar do crescimento, desafios como cortes de geração sem ressarcimento e dificuldades na conexão de pequenos sistemas ainda limitam o setor. A Absolar defende a aprovação do PL nº 624/2023 para impulsionar a geração distribuída e garantir maior acesso à tecnologia. (Portal Solar - 24.03.2025)
Greener: Preço da energia solar tem queda de 9% para o consumidor final em 2024
O preço da energia solar para consumidores finais no Brasil caiu 9% em 2024, impulsionado pela redução no custo dos painéis solares, segundo pesquisa da Greener. Para sistemas de maior porte (acima de 150 kW), a queda foi ainda mais expressiva, chegando a 16%. Apesar de uma leve alta no segundo semestre de 2024 devido ao câmbio e tributos, os kits fotovoltaicos de até 75 kWp registraram queda média de 13% no preço. O retorno do investimento em sistemas residenciais melhorou 10,6%, reduzindo o payback médio de 3,5 para 3,2 anos. (Portal Solar - 26.03.2025)
Climate Energy Finance: Capacidade global de fabricação de painéis solares atingirá 1,8 TW em 2025
A capacidade global de produção de painéis solares deve atingir 1,8 TW até o final de 2025, segundo projeções do think tank australiano CEF (Climate Energy Finance). Esse volume corresponde ao triplo da demanda global instalada em 2024. O setor deve receber investimentos significativos ao longo do ano, com a China dominando a cadeia de suprimentos e registrando um aumento de 29% na capacidade fabril em relação a 2023. A oferta excedente pode levar à consolidação do mercado, eliminando fabricantes menos competitivos. Fora da China, a expansão da produção enfrenta desafios como custos elevados e incertezas políticas. Nos Estados Unidos, políticas protecionistas impulsionaram a produção doméstica, que deve alcançar entre 55 e 60 GW anuais até o fim de 2025. Na Índia, a produção de módulos solares cresce, mas ainda depende da importação de wafers e células chinesas, tornando-se vulnerável a restrições comerciais. A energia solar caminha para se tornar, até 2030, a fonte mais barata de geração elétrica globalmente. A queda nos custos de capital (CAPEX) impulsiona essa tendência, com os valores reduzindo de US$ 3.000/kW entre 2014 e 2016 para cerca de US$ 1.000/kW em 2024. Esse avanço decorre do aumento da eficiência dos módulos e da queda no preço do polissilício. Atualmente, projetos solares com armazenamento já superam a competitividade de novas usinas a carvão na Índia e a gás na Alemanha. Os custos de implantação variam entre US$ 500 e US$ 700/kW na Ásia, enquanto nos EUA permanecem acima de US$ 1.200/kW devido a tarifas sobre módulos importados. (Canal Solar - 25.03.2025)
SolarPower Europe: Uso de equipamentos solar plug-in cresce na Europa
O uso de equipamentos de energia solar plug-in está crescendo na Europa, impulsionado pela redução nos preços dos módulos fotovoltaicos, tornando essa tecnologia mais acessível. Esse sistema, composto por uma ou duas placas solares conectadas a uma tomada comum por meio de um cabo e um microinversor, permite que consumidores gerem parte da própria energia sem necessidade de instalações complexas. Comumente instalados em varandas, esses painéis podem suprir até 25% do consumo anual de eletricidade de uma residência. Apesar de sua geração ser menor que a de sistemas convencionais de telhado, a eletricidade produzida pode abastecer diretamente aparelhos eletroeletrônicos. Em imóveis com medidor bidirecional, há possibilidade de injetar o excedente na rede, embora restrições regulatórias impeçam a participação desse sistema em esquemas de compensação de créditos em alguns países. A Alemanha lidera o mercado, com mais de 780 mil sistemas plug-in registrados até o final de 2024, e estimativas indicam que o número real pode chegar a 4 milhões. Pequenos sistemas de armazenamento de energia (1 a 5 kWh) também acompanham esse crescimento, com baterias de até 2 kWh registrando aumento de 24 vezes no país entre 2023 e 2024. (Portal Solar - 21.03.2025)
Armazenamento de Energia
Holu: Demanda por sistemas com baterias cresceu 400% nos últimos 12 meses
A crescente busca por autonomia energética e segurança contra apagões tem impulsionado o uso de baterias associadas a sistemas de energia solar no Brasil. A redução nos custos dos equipamentos e a preocupação com a estabilidade da rede elétrica têm levado consumidores, especialmente proprietários de imóveis de alto padrão, a investir nessa solução. De acordo com um levantamento da Holu, nos últimos 12 meses, houve um aumento de 400% nos pedidos de orçamento para essa tecnologia no país, com destaque para São Paulo. A principal motivação dos consumidores é reduzir a dependência da rede elétrica e aumentar a eficiência energética dos imóveis. Além disso, fatores como quedas frequentes de energia e a valorização de propriedades sustentáveis também impulsionam a adoção do sistema. Para projetos de alto padrão, a eficiência energética e a independência da rede elétrica são vistas como diferenciais que agregam sofisticação e segurança ao imóvel. Em residências que buscam autonomia para o período noturno, o armazenamento pode ser dimensionado para garantir o funcionamento de eletrodomésticos essenciais por até 12 horas. O tempo médio de retorno do investimento (payback) para um sistema de baterias integrado à energia solar varia entre 4 e 5 anos. Além da economia direta, a tecnologia proporciona benefícios indiretos, como a eliminação de riscos associados a apagões, evitando prejuízos com danos a equipamentos, perda de alimentos refrigerados e impactos financeiros em home offices ou operações comerciais. (Canal Solar - 20.03.2025)
Veículos Elétricos
Bright Consulting: Venda de veículos eletrificados recua na 1ª quinzena de março
O mercado brasileiro de veículos eletrificados registrou 6.029 emplacamentos na primeira quinzena de março, segundo dados da Bright Consulting. Esse número representa recuo de 5,2% na comparação com o mesmo período de 2024 e de 9,2% em relação a fevereiro desse ano. Ainda, os modelos eletrificados responderam por 8,9% das vendas totais de carros no período, uma queda de 0,3 p.p. em relação ao mês anterior. De acordo com a consultoria, o resultado foi impactado principalmente pelo feriado prolongado do Carnaval no começo de março, que reduziu o número de dias úteis para vendas. Quanto à composição do montante de vendas nessa quinzena, os veículos híbridos convencionais e leves (MHEV/HEV) corresponderam a 39,4% dos emplacamentos, seguidos pelos híbridos plug-in (PHEV), com 34,6%, e então pelos 100% elétricos (BEV), com 25,9% do total. (Agência CanalEnergia - 18.03.2025)
BYD: Montadora acena para a possibilidade de ter dois centros de pesquisa no Brasil
A BYD informou que planeja ter dois centros de pesquisa no Brasil: um na Bahia e um no Rio de Janeiro. A empresa já está construindo uma fábrica em Camaçari (BA), ação que, segundo comunicado da montadora, mira não somente o desenvolvimento sustentável brasileiro e a revitalização econômica da região, mas também “transformar o estado em um polo tecnológico de referência”. A BYD também afirmou ainda que está avaliando a possibilidade de estabelecer outro centro de pesquisa e desenvolvimento em inovação para outras frentes de negócios no Rio de Janeiro. A esse respeito, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que, antes de assumir seu último mandato, foi vice-presidente da BYD na América Latina, declarou que se empenhará no diálogo com a companhia para garantir o êxito dessa investida. A previsão para a tomada de decisão sobre o assunto, todavia, não foi anunciada. (Folha de São Paulo - 21.03.2025)
Brasil: Liderança no mercado de VEs chineses em 2024
O Brasil lidera globalmente em número de carros chineses eletrificados, com 82% dos veículos híbridos e elétricos vendidos no país em 2024 sendo de marcas chinesas, o que reflete a receptividade dos consumidores e o investimento no mercado local. A China domina globalmente o mercado de veículos elétricos e híbridos, com 76% de participação, excluindo os EUA, onde a venda de carros chineses é proibida desde janeiro de 2024 por questões de segurança. No mercado europeu, os carros chineses ainda têm menor aceitação, com destaque para a Áustria, onde 11% da frota elétrica e híbrida plug-in é chinesa, seguida por Espanha e Noruega com 10% e 9%, respectivamente. (Valor Econômico - 21.03.2025)
BYD: Evolução das baterias de carros elétricos desafia infraestrutura de recarga
A apresentação da nova plataforma para veículos elétricos da BYD, cujo maior avanço é a capacidade de recuperar energia rapidamente, impeliu preocupações não somente acerca da corrida tecnológica, mas também acerca da infraestrutura das grandes cidades para suportar essa inovação. Um grande número de carros plugados em carregadores de alta potência pode sobrecarregar o sistema em algumas regiões, principalmente nos horários de pico. Destarte, uma alternativa mais segura seria disponibilizar a tecnologia em corredores rodoviários, distantes dos centros urbanos. Entretanto, é preciso considerar que quanto maior a velocidade de recarga, mais elevados são os custos de instalação e manutenção, o que terá reflexo nas tarifas cobradas pelos ofertantes do serviço. E essa questão se agrava ante a desaceleração das vendas de veículos 100% elétricos (BEV) – os que mais se beneficiam da recarga ultrarrápida -, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). No ritmo atual, os carros avançam e chegam ao mercado antes dos ultracarregadores. (O Globo - 24.03.2025)
Mitsubishi e Foxconn: Parceria visando fabricação de VEs
A Mitsubishi deve recorrer à Hon Hai Precision, subsidiária da Foxconn, fabricante do iPhone, para a produção de uma futura linha de carros elétricos. A parceria permitiria à montadora japonesa acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos com menor custo, aproveitando a infraestrutura e a cadeia de fornecedores já estabelecidas pela Hon Hai. A iniciativa ocorre em meio a um período instável para a aliança global entre Mitsubishi, Renault e Nissan. Para a Foxconn, a colaboração representa uma oportunidade de expandir sua plataforma MIH (Mobility in Harmony) e consolidar sua presença no setor automotivo. A empresa já revelou conceitos de veículos elétricos e adquiriu, em 2022, uma antiga fábrica da General Motors em Ohio (EUA). No entanto, apesar de parcerias pontuais com pequenas montadoras e da tentativa de produzir veículos elétricos em larga escala, a gigante de tecnologia ainda não obteve sucesso nesse segmento. Pelo acordo, a produção dos veículos elétricos da Mitsubishi será realizada em Taiwan, com destino a mercados da Ásia e Oceania. Ainda não há definição sobre prazos ou datas para o início da fabricação. (Automotive Business - 24.03.2025)
Gestão e Resposta da Demanda
Copel: Programa vai implementar medição inteligente em mais de 29 municípios do Paraná
A Copel informou que está iniciando a terceira fase do programa Rede Elétrica Inteligente, que troca os relógios convencionais de medição de consumo de energia por modelos digitais inteligentes. A iniciativa contemplará mais 29 municípios do Oeste do Paraná, que – juntos – receberão até o fim de 2025 um total de 661 mil medidores inteligentes. Até o momento, a região já recebeu 173 mil medidores inteligentes, em 17 municípios. Esses equipamentos registram o consumo de energia em tempo real e enviam os dados automaticamente para as centrais de operação da Copel. Essa comunicação gera a detecção imediata de falhas, permitindo que a empresa responda rapidamente a quedas de energia. Segundo a companhia, o processo de substituição é realizado de forma gratuita por eletricistas identificados e credenciados e leva cerca de 20 minutos. (Agência CanalEnergia - 24.03.2025)
Berg Insight: Instalação de medidores inteligentes alcança 63% dos consumidores na Europa
Em relatório da Berg Insight, estima-se que, até o final de 2024, 63% dos consumidores de eletricidade na Europa possuíam medidores inteligentes, totalizando mais de 195 milhões de unidades na UE27+3. Com um crescimento de quase 6% ao ano, espera-se que esse número chegue a 285 milhões até 2029, atingindo uma penetração de 80%. A expansão se deve a implantações de segunda geração em países como Reino Unido e Itália, além de projetos iniciais na Alemanha e Polônia. A adoção de medidores inteligentes de gás também cresce, devendo alcançar 60% dos clientes até 2029. (Smart Energy – 24.03.2025)
Curso GESEL “Tarifas de Energia Elétrica e Revisões Tarifárias”
Uma nova turma do Curso GESEL “Tarifas de Energia Elétrica e Revisões Tarifárias” está com inscrições abertas. Indicado para agentes do Setor Elétrico interessados no tema, o curso oferece uma abordagem teórica robusta, fundamentada em princípios de microeconomia, combinada com aulas práticas voltadas para o estudo do mercado regulado de energia elétrica no Brasil. Os participantes irão explorar a estrutura de custos do setor elétrico, os componentes que determinam o nível tarifário e a estrutura tarifária vigente, analisando como as distribuidoras são remuneradas pelo fornecimento de energia e pela infraestrutura de rede no mercado livre. As aulas, online, estão previstas para começar no próximo dia 2 de abril e serão sempre às quartas e quintas-feiras (das 19h às 21h). Para mais informações e inscrições acesse: https://forms.gle/JrQzvd9yTbJcwWLH9 (GESEL-IE-UFRJ – 24.03.2025)
Eficiência Energética
Energisa: Ações de eficiência energética em MG
A Energisa Minas Rio iniciou um projeto de eficiência energética no Hospital César Leite, em Manhuaçu, com um investimento de R$ 200 mil. O projeto inclui a instalação de um sistema fotovoltaico de 120 módulos e a substituição de aparelhos de ar-condicionado por modelos mais eficientes. A iniciativa deverá gerar uma economia anual de aproximadamente R$ 50 mil na conta de energia do hospital, além de reduzir em 86,72 MWh o consumo de energia, o suficiente para abastecer 36 residências. A empresa também está realizando projetos de iluminação pública em várias cidades e investindo na eficiência energética de hospitais da região. (Portal Caparaó - 27.03.2025)
Enel: Investimento de R$ 4 milhões em ação de eficiência energética em SP
A Enel Distribuição São Paulo está investindo R$ 4 milhões para modernizar o sistema de climatização do Hospital das Clínicas da USP, com conclusão prevista para o final de 2025. O projeto inclui a substituição de chillers e motores antigos por modelos mais eficientes, gerando uma economia anual estimada de 2.205 MWh, equivalente ao consumo de mais de mil residências. A iniciativa visa melhorar o conforto térmico para as 45 mil pessoas que frequentam o hospital diariamente, enquanto promove a eficiência energética e a sustentabilidade. O projeto é parte de um ciclo maior de investimentos, que já inclui usinas solares e substituição de lâmpadas no complexo hospitalar. (Exame - 26.03.2025)
Alemanha e Moldávia: Concessão de subsídio visando promoção da eficiência energética
A Alemanha, por meio do Ministério Federal para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (BMZ) e do Banco Alemão de Desenvolvimento (KfW), concedeu uma doação de 38,7 milhões de euros à Moldávia para melhorar a eficiência energética de edifícios públicos, como hospitais e dormitórios estudantis. O projeto, que envolve a renovação com soluções de energia renovável e modernização estrutural, beneficiará até 30 prédios, reduzindo o consumo de energia e os custos operacionais. O valor total do projeto é de 73 milhões de euros, cofinanciado pela Alemanha e França. Essa iniciativa faz parte do compromisso da Moldávia em melhorar anualmente a eficiência energética de seus edifícios, promovendo maior segurança energética e bem-estar para seus cidadãos. (CE Energy News - 26.03.2025)
MME: Atualização da agenda regulatória do CGIEE
O Ministério de Minas e Energia (MME) atualizou a agenda regulatória do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) para o triênio 2025-2027, visando dar maior transparência e previsibilidade ao setor produtivo e à sociedade. As principais ações para 2025 incluem a definição de índices mínimos de eficiência energética para novas edificações, regulamentação de sistemas de iluminação LED, e a proposta de regulamentação de refrigeradores comerciais, que ainda não possuem normas específicas. Também estão previstos ajustes em sistemas de ar-condicionado, ventiladores de mesa, e compressores a ar. A agenda prioriza a economia de energia e o desenvolvimento tecnológico do setor, com foco na melhoria da qualidade de vida e no conforto dos consumidores. (Ponta Porã Informa - 26.03.2025)
Microrredes e VPP
Itron, Tesla e Xcel: Agregação de REDs visando criação de VPPs nos EUA
A Itron, Tesla e Xcel Energy se uniram para criar uma usina de Energia Virtual de Energia (VPP, da sigla em inglês) no Colorado, integrando tecnologias avançadas de gerenciamento de recursos de energia distribuída (DERs). A Itron utilizará sua solução IntelliFLEX para coordenar e gerenciar uma variedade de DERs, como baterias residenciais Tesla Powerwall, painéis solares e carregadores de veículos elétricos, para equilibrar a carga na rede em tempo real, especialmente durante picos de demanda. Esta colaboração expande o programa VPP da Xcel, permitindo o despacho eficiente de baterias residenciais para estabilizar a rede e avançar nas metas de eletrificação da empresa. (Energ Tech - 25.03.2025)
Renew Home: Solução viabiliza personalização para VPPs
A Renew Home aprimorou sua plataforma de gerenciamento de energia residencial com personalização para otimizar o uso de energia sem impactar o conforto dos usuários. A empresa integra dispositivos como termostatos inteligentes e aquecedores de água para reduzir custos e melhorar a eficiência da rede elétrica. Seu novo recurso, Energy Shifts, identifica momentos sutis ao longo do dia para ajustar o consumo de energia de forma imperceptível. Segundo Jeff Gleeson, diretor de produtos, essa abordagem torna as usinas virtuais mais flexíveis e acessíveis, ajudando tanto os consumidores quanto a rede a enfrentar a crescente demanda energética. (PV Magazine - 24.03.2025)
EUA: PG&E lança programa de VPPs na Califórnia
A Pacific Gas & Electric Company (PG&E) lançou o programa SAVE, uma usina virtual de energia (VPP) que utiliza armazenamento de bateria e painéis elétricos inteligentes para melhorar a confiabilidade da rede local. O projeto envolverá até 1.500 clientes com baterias e 400 com painéis inteligentes, despachando energia de junho a outubro de 2025 para aliviar a demanda em horários de pico. Empresas como Sunrun, Tesla e SPAN fornecerão tecnologia e gestão dos recursos, com foco em comunidades de baixa renda. O programa, financiado pelo EPIC, busca testar novas tecnologias para segurança, confiabilidade e acessibilidade energética na Califórnia. (T&D World - 27.03.2025)
EUA: Nove projetos de microrredes da Califórnia selecionados para financiamento
A PG&E, fornecedora de gás natural e energia elétrica para clientes residenciais e comerciais, concederá até US$ 43 milhões para financiar nove microrredes comunitárias no norte e centro da Califórnia, selecionadas entre 22 propostas para fortalecer a resiliência energética em áreas vulneráveis a apagões. Esses projetos, que incluem energia solar, armazenamento de baterias, hidrelétrica e biomassa, darão suporte a hospitais, escolas e serviços essenciais, com quatro microrredes atendendo comunidades tribais. O financiamento cobre geração de energia, armazenamento, engenharia e custos de interconexão. O apoio faz parte do Programa de Incentivo à Microrrede (MIP), um fundo estadual de US$ 200 milhões, cuja próxima rodada de inscrições abre em abril. (Power Engineering - 27.03.2025)
Fraunhofer IWU: Lançamento de microrrede de hidrogênio para armazenar energias renováveis
O Fraunhofer IWU apresentou uma microrrede de hidrogênio para armazenar energia solar e eólica, garantindo fornecimento contínuo de eletricidade em locais fora da rede. Essas microrredes convertem eletricidade renovável em hidrogênio por eletrólise e, posteriormente, em eletricidade por células de combustível, oferecendo armazenamento de longo prazo com baixa perda de energia. O projeto HyGrid, focado em hospitais e centros esportivos na Alemanha, será exibido na Hannover Messe e conta com parceiros como Siemens. Além disso, a iniciativa HyTrA, na Cidade do Cabo, e o projeto HygO, na Namíbia, demonstram o potencial do hidrogênio para fornecer energia estável e tratamento de água, impulsionando o desenvolvimento sustentável e a independência energética. (Fuel Cells Works - 21.03.2025)
Tecnologias e Soluções Digitais
EPRI: Lançamento de consórcio de IA visando desenvolvimento de aplicações para o setor de energia
Em anúncio do Electric Power Research Institute (EPRI, na sigla em inglês), foi lançado o Open Power AI Consortium em parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de IA aberta voltados ao setor de energia. O consórcio busca reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do cliente, criando modelos específicos para desafios do setor. Um ambiente sandbox será desenvolvido para validar aplicações de IA em parceria com startups, academia e empresas. O primeiro conjunto de modelos, treinado com dados proprietários do EPRI, será disponibilizado via Nvidia NIM. A iniciativa visa impulsionar a inovação e aumentar a eficiência energética globalmente. (Smart Energy – 24.03.2025)
Itron, Nvidia e Microsoft: Parceria visando aplicação de IA em redes inteligentes
Em parceria com a Nvidia e a Microsoft, a Itron está impulsionando a inteligência artificial na borda da rede elétrica. A colaboração com a Nvidia visa integrar plataformas de computação avançada para otimizar operações de concessionárias. Já a parceria com a Microsoft foca na aplicação do GenAI Copilot para permitir consultas em linguagem natural sobre dados de medição e distribuição. Além disso, a Itron expande sua parceria com a Schneider Electric para aprimorar a gestão de recursos distribuídos via uma plataforma SaaS alimentada por IA. O lançamento global está previsto para 2025. (Smart Energy – 24.03.2025)
Segurança Cibernética
Brasil: Criação da Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética
O Senado instalou, em 25 de março de 2025, a Frente Parlamentar de Apoio à Cibersegurança e Defesa Cibernética, presidida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). Com o objetivo de fortalecer a proteção de dados e a segurança digital no Brasil, a frente, que conta com 19 senadores, busca propor medidas legislativas para combater ameaças cibernéticas. Entre suas prioridades estão a criação de uma agência reguladora para coordenar respostas a ataques e a atualização do marco legal de proteção de dados. A iniciativa também visa promover o debate público sobre a importância da cibersegurança para a segurança nacional. (Senado - 25.03.2025)
Forescout: Falhas em inversores de painéis solares ameaçam rede elétrica
Pesquisadores da empresa de segurança Forescout identificaram 46 vulnerabilidades em inversores de painéis solares de marcas populares, incluindo Sungrow, Growatt e SMA. Essas falhas poderiam ter permitido ataques à rede elétrica, levantando preocupações sobre a segurança da infraestrutura energética. No caso da SMA, foi descoberta uma vulnerabilidade que possibilitava o envio de arquivos maliciosos ao servidor web sunnyportal.com, levando à execução remota de código na plataforma de nuvem da empresa. Já os inversores da Sungrow e Growatt apresentaram falhas como Insecure Direct Object Reference (IDOR), estouros de buffer e vazamento de informações, que poderiam permitir ataques para manipular a distribuição de energia, causando picos de tensão e, em teoria, até apagões. A Forescout notificou os fabricantes, e tanto a SMA quanto a Sungrow responderam prontamente, lançando atualizações de segurança. No entanto, a Growatt demorou significativamente mais para lidar com os problemas, segundo o relatório da pesquisa. (CISO Advisor - 27.03.2025)