IFE
29/11/2023

IFE Tecnologia Exponencial 159

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
29/11/2023

IFE nº 159

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Tecnologia Exponencial 159

Transição Energética e ESG

Artigo GESEL sobre os desafios tecnológicos das distribuidoras de energia

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor no Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL), Alessandra Amaral (Diretora Executiva da Adelat - Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas) e Lorrane Câmara (pesquisadora do GESEL) examinam os principais aspectos da transformação das distribuidoras tradicionais (Distribution Net Operators – DNOs) em Distribution System Operators (DSOs), à medida que os Recursos Energéticos Distribuídos ganham destaque. Para o autor e as autoras, "o momento de redefinição das bases contratuais das concessionárias de distribuição é uma grande oportunidade para possibilitar a criação de mecanismos, via o conceito de “regulação flexível”, que permitam investimentos nas DSOs". (GESEL-IE-UFRJ – 27.11.2023)
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Artigo GESEL: “Energia nuclear: Riscos e potencialidades em relação a outras fontes de energia”

Em artigo publicado pelo GESEL, Isadora Verde, Pedro Ludovico (pesquisadores juniores do GESEL), João Pedro Gomes (pesquisador do GESEL) e Paulo Maurício Senra (pesquisador sênior do GESEL) discorrem sobre os riscos e potencialidades da energia nuclear em relação as demais fontes de geração de energia. Segundo os autores, “a energia nuclear se mostra essencial nas bases de sistemas elétricos de diversas nações”. Contudo, os pesquisadores destacam que “a invisibilidade de algumas consequências de acidentes nucleares e a temporalidade imprevisível do armazenamento de resíduos aumentam a complexidade da utilização desta fonte de energia”. Por fim, reforça-se a ideia de que uma das formas de se equilibrar segurança energética, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, é através da energia nuclear. (GESEL-IE-UFRJ – 27.11.2023)  
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Brasil: Congresso debate eólicas offshore e hidrogênio de baixo carbono

No plenário da Câmara, o presidente Arthur Lira planeja realizar uma "semana verde" como parte dos preparativos para a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28). Durante este período, os parlamentares buscarão aprovar questões relacionadas ao mercado de carbono, ao Programa de Aceleração de Transição Energética (Paten) e ao "combustível do futuro". Além disso, também serão discutidos os marcos legais das energias eólicas offshore e do hidrogênio de baixo carbono. (Valor Econômico - 26.11.2023)
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Brasil aposta na transição ecológica para se tornar um país desenvolvido

O presidente Lula vê a presidência do G20 como uma oportunidade para o Brasil se tornar um país desenvolvido, associando essa possibilidade à transição ecológica, “Essa questão da transição energética se apresenta para o Brasil como uma oportunidade que não tivemos no século passado.”, afirmou Lula. Ele acredita que o Brasil é um local seguro para investimentos na transição ecológica. No entanto, ele pediu aos ministros que não esqueçam de cuidar do país, especialmente em meio à queda de popularidade do governo petista. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, delineou o plano do governo, defendendo uma "nova globalização" ou "reglobalização sustentável", pois a economia mundial está "numa encruzilhada". (Valor Econômico - 24.11.2023)
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BNDES: Brasil precisa agregar valor ao seu H2 Verde

O mercado de hidrogênio no Brasil precisa ser maior do que apenas a exportação do insumo. A janela de oportunidade de ser um protagonista global é 2030. Mas há desafios em relação ao custo de capital e precificação de produto verde. E para resolver essas questões, o Brasil tem que entrar nas discussões e estabelecer um mercado de carbono, pois o país, apesar de ser o 5º maior emissor tem 50% desse volume derivado do desmatamento, ante uma matriz energética mais limpa que a média mundial. Essa é a avaliação do BNDES que deverá financiar R$ 52 bilhões em projetos de infraestrutura e energia no setor da indústria verde. O caminho será o de incentivar o segmento industrial para comercializar produtos com alto valor agregado e não apenas commodities. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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CNPE: Avaliação do Plano Nacional de H2

A Secretaria de Planejamento e de Transição Energética deverá levar à pauta da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética a proposta de arcabouço regulatório do Plano Nacional de Hidrogênio. A ideia é integrar uma série de políticas que estão sendo tratadas pelo governo no sentido da transição energética. Segundo o secretário Thiago Barral, o hidrogênio é apenas um dos elementos de um portfólio mais amplo de soluções nesse campo. Além do insumo, inclui a questão da transmissão para atribuir mais flexibilidade ao sistema elétrico, atribuir mais resiliência e a capacidade de interligação de mais projetos de geração de energia renovável. Leilões de potência para segurança e suporte para integração das fontes, Fundo Clima como alvo de financiamento e o BDNES como implementador. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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ESG: BNP Paribas lança financiamento sustentável para bancos de microcrédito

O BNP Paribas, em parceria com o JuST Institute, lançou seu primeiro financiamento sustentável para bancos de microcrédito, incluindo o Banco da Família no Brasil, o L’Adie na França e o Banco Permicro na Itália. O Banco da Família receberá R$ 6 milhões através do novo instrumento de crédito ESG, com foco em projetos de energia renovável, acesso à água, gestão de riscos e oportunidades relacionadas à biodiversidade, e concessões agrícolas com indicadores de clima e biodiversidade. A iniciativa visa fortalecer o compromisso do banco com a agenda ESG, reconhecendo que as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade afetam especialmente os lares de menor renda, microempresas e pequenos negócios. (Valor Econômico - 23.11.2023)
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McKinsey: Enfrentamento dos gargalos tecnológicos é essencial para transição energética

De acordo com um novo relatório da McKinsey & Company, enfrentar os gargalos tecnológicos da transição energética com materiais substitutos, inovação, construção de infraestruturas e regulamentação será crucial para atingir as metas de emissões zero. O documento, intitulado “Perspectiva Energética Global 2023”, abordou gargalos relacionados com a disponibilidade de terrenos, infra-estruturas energéticas, capacidade de produção e mão-de-obra, acessibilidade do consumidor, vontade de investimento, disponibilidade de materiais. Estas e outras poderiam abrandar a transição energética numa altura em que a implantação de tecnologias de energia limpa precisa de acontecer a um ritmo cinco vezes superior ao atual para atingir compromissos de neutralidade. As tecnologias com o crescimento esperado mais rápido são as mais vulneráveis a estrangulamentos, em particular a energia eólica e solar, os VEs, o hidrogênio verde e as bombas de calor. (Renews.Biz – 22.11.2023)
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TotalEnergies: Demanda por energia deve crescer 70% no Sul Global

A transição energética começou, mas não está progredindo em um ritmo suficiente para superar os desafios no médio e longo prazo, inclusive registrando um novo aumento nas emissões de CO2 relacionadas com a energia. A avaliação é do último relatório anual sobre cenários para sistemas energéticos da TotalEnergies sobre o período 2000-2021, no qual a percentagem de combustíveis fósseis sobre energia ainda ronda os 80%. A análise é de que o investimento em energias hipocarbónicas ainda é insuficiente para satisfazer as demandas necessárias a partir do crescimento da população mundial. O TotalEnergies Outlook 2023 distingue três zonas geográficas: os países Net Zero 50 – os quarenta países (principalmente da OCDE) que se comprometeram a alcançar a neutralidade líquida de carbono até 2050 -; China; e Sul Global, o resto do mundo. (CanalEnergia - 23.11.2023) 
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Future Energy: Adição de 1,5 TW no segmento de transmissão é necessária para neutralidade de carbono até 2040

Um total de 1,5 TW em capacidade nova de transmissão a um custo de US$ 1,7 trilhão poderia gerar economias de US$ 3 trilhões na transição energética até 2040, mostra uma nova análise baseada no Future Energy Outlook. O estudo que utiliza esta nova ferramenta de planeamento da organização sem fins lucrativos de análise climática TransitionZero prevê expansões massivas de geração e transmissão de carbono zero em todo o mundo, com as redes a funcionarem como clusters globais e corredores de comércio. China e Índia são vistas como tendo potencial para se tornarem potências energéticas regionais, com uma capacidade total de carbono zero atingindo 10.600 GW, enquanto o Sudeste Asiático também pode se tornar um cluster regional de energia, com esses países tendo sistemas de energia complementares que se adequam à conectividade. (Smart Energy – 24.11.2023)
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Geração Distribuída

TCU: Veto a concessão de descontos nas tarifas de uso de usinas renováveis

A ANEEL não poderá conceder novos descontos na TUST e TUSD a usinas com base em energia solar e eólica. A decisão foi determinada pelo TCU. Na decisão, o Tribunal de Contas informou que foi constatado que a ANEEL tem autorizado a implantação e exploração, sob o regime de Produção Independente de Energia Elétrica, de empreendimentos que fazem parte de um mesmo projeto, mas que formalmente são divididos em diversos projetos inferiores a 300 MW de potência instalada, concedendo a redução de 50% a ser aplicado à TUST e à TUSD, incidindo tanto na produção quanto no consumo. “Verificou-se a existência de usinas cadastradas separadamente com potência instalada menor ou igual a 300 MW, mas que fazem parte de um mesmo complexo, cuja totalidade das potências injetadas ultrapassam frequentemente o limite legal de 300 MW, ou seja, há o fracionamento de um empreendimento em vários empreendimentos menores. Isto configura ação no sentido de burlar o limite estabelecido pela lei, tendo como resultado a obtenção do benefício de redução de TUST e TUSD”, informou o TCU no documento. (Canal Solar - 27.11.2023)
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Consórcio Magalu e Solarprime se unem para facilitar crédito para painéis solares

O Consórcio Magalu e a Solarprime anunciaram uma parceria para facilitar o acesso a painéis solares, lançando uma linha de crédito exclusiva para aquisição de placas fotovoltaicas. A iniciativa visa atender aos clientes por meio dos franqueados da Solarprime, aproveitando o crescimento significativo do Consórcio Magalu, que registrou aproximadamente 130% de aumento no faturamento de planos para compra de painéis solares no primeiro semestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Solarprime observou que 34% das vendas de sistemas fotovoltaicos são realizadas por meio de linhas de crédito. A instalação dos painéis proporciona uma redução de até 90% nas despesas mensais com eletricidade, contribuindo positivamente para o meio ambiente por meio do uso de energia renovável. A parceria reforça o compromisso do Consórcio Magalu com políticas ESG, alinhado à estratégia do ecossistema Magalu. As cartas de crédito, disponíveis a partir de R$ 5 mil, podem ser solicitadas em uma das 469 unidades da Solarprime em todo o país. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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FiberX Renováveis e Trina Solar: Parceria para equipamentos solares

A FiberX Renováveis e a Trina Solar firmaram uma parceria para o fornecimento de módulos fotovoltaicos e rastreadores solares que vão equipar usinas de Geração Distribuída (GD) em diferentes regiões do Brasil, com capacidade total para produzir 100MWp. Os módulos que serão utilizados foram desenvolvidos pela própria Trina Solar e vêm se tornando padrão no setor. Os rastreadores, por sua vez, possuem tecnologia com certificação de qualidade internacional, que apresentam bom desempenho mesmo em condições climáticas e geográficas adversas. Além disso, ainda em 2023, uma fábrica da Trina Tracker entrará em operação em Salvador (BA). O empreendimento visa contribuir com a produção local de rastreados para conferir mais agilidade na correspondência de demandas e dispor de uma equipe técnica preparada para fornecer soluções personalizadas. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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ECOM: Inauguração de usina fotovoltaica do projeto Santa Rita em São Paulo

A ECOM, uma das principais empresas do setor, inaugurou o projeto "Santa Rita", marcando sua entrada no mercado de usinas solares fotovoltaicas no Brasil. Com um investimento de quase R$ 16 milhões e financiamento do BNDES, o projeto visa instalar três unidades para atender às regiões do centro-leste e do litoral de São Paulo, beneficiando municípios como Limeira, Campos do Jordão, Ubatuba, Ilhabela, Bertioga e Guarujá. Com uma capacidade total de 3,8 MWp para Geração Distribuída compartilhada, esse é o primeiro passo da ECOM em direção aos seus objetivos de crescimento com ativos de Geração Distribuída. O CEO da empresa, Márcio Sant’Anna, destaca a importância do projeto na expansão da energia renovável no país, visando um Brasil mais verde e eficiente em energia, além de reforçar a democratização da redução do custo da energia elétrica no estado de São Paulo. A iniciativa conta com o apoio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e faz parte do Programa Fundo Clima & BNDES Finem. (Petronotícias - 25.11.2023)
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Engie: Aquisição de usinas de energia solar por R$ 3,2 bilhões

A Engie Brasil Energia informou ao mercado a aquisição de cinco complexos de energia solar da Atlas Renewable Energy por R$ 3,2 bilhões. A operação envolve conjuntos fotovoltaicos em Juazeiro (BA), São Pedro (BA), Sol do Futuro (CE), Sertão Solar (BA) e Lar do Sol (MG), que totalizam 545 MW de capacidade instalada. A Engie afirma que, nos últimos seis anos, investiu mais de R$ 20 bilhões na transição energética, incluindo aportes em energia limpa e implantação de linhas de transmissão no período. “Este é mais um passo alinhado à execução da estratégia do Grupo ENGIE de continuar crescendo em energia renovável no Brasil”, declarou o presidente da Engie Brasil Energia, explica Eduardo Sattamini. (Portal Solar - 03.11.2023)
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Intelbras: Melhora nas vendas de energia solar no terceiro trimestre

A Intelbras reportou melhora nas vendas de equipamentos de energia solar no terceiro trimestre de 2023, com crescimento de 10,3% sobre a receita operacional do segundo trimestre. O cenário foi atribuído a readequação dos preços, mas companhia avalia sinais positivos para o mercado, com maior procura por orçamentos e melhora do retorno no investimento em projetos de geração distribuída. “Os sinais do mercado de energia solar são positivos desde julho. Os bancos estão reportando maior procura por financiamento e cresce o número de orçamentos. O payback está interessante, com o preço médio dos geradores caindo 30% ao longo do ano”, detalhou o diretor superintendente de energia na Intelbras, Marcio Ferreira, durante a teleconferência de resultados financeiros do terceiro trimestre. (Portal Solar - 01.11.2023)
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Armazenamento de Energia

Queda de preços e regulação devem impulsionar uso de baterias residenciais

O uso de baterias residenciais está crescendo rapidamente em países de economia avançada. Conforme análise da Bloomberg New Energy Finance (BNEF) em 2023, cerca de 70% dos sistemas fotovoltaicos residenciais na Alemanha e Itália, além de 20% na Austrália e 13% nos Estados Unidos, contavam com armazenamento em conjunto. A capacidade instalada global acumulada deverá atingir 34 GWh ao final do ano, dos quais 12 GWh terão sido instalados apenas em 2023. A BNEF acredita que esse mercado poderá ganhar escala com incentivos regulatórios e econômicos. Descontos para remunerar a rede no sistema de compensação de créditos de energia, a exemplo do que foi recentemente introduzido no Brasil com a Lei 14.300, tornam mais atrativo o uso de baterias, já que a energia armazenada para consumo próprio não é injetada na rede elétrica e nem sujeita aos descontos. (Portal Solar - 28.11.2023)
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BloombergNEF: Preço das baterias de íon-lítio cai 14% em 2023

O preço das baterias de íon-lítio caiu cerca de 14% ao longo deste ano e atingiu o seu menor valor em toda história: US$ 139 por kWh, segundo estudo divulgado pela BloombergNEF. A queda teria sido impulsionada pela redução dos preços das matérias-primas e de seus componentes, pelo fato da capacidade de produção ter aumentado em todas as partes da cadeia de valor e também pelo crescimento da procura ter ficado aquém das expectativas da indústria. Em 2022, o preço das baterias de íon-lítio no mercado internacional era de US$ 161 por kWh. Segundo a pesquisa, desde 2013 o valor da tecnologia registra uma redução de mais de 80% em seu valor. A empresa pontua ainda em seu estudo que o investimento contínuo em P&D, bem como melhorias nos processos de fabrico e expansão da capacidade em toda a cadeia de abastecimento, ajudarão a melhorar a tecnologia das baterias e a reduzir ainda mais os custos das tecnologias durante a próxima década. (Canal Solar - 28.11.2023)
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União Europeia: Financiamento para projetos de armazenamento de energia

A União Europeia lançou recentemente uma oportunidade de financiamento no valor de € 4 bilhões para projetos de energias renováveis, incluindo sistemas de armazenamento de energia. O financiamento virá do Fundo de Inovação da União Europeia, que é financiado pelas receitas do Sistema de Comércio de Emissões (ETS) do bloco, um esquema que visa fazer com que os países poluidores paguem pelas suas emissões de gases com efeito de estufa. O anúncio vem dias após o Parlamento Europeu aprovar a Lei da Indústria Net Zero (NZIA, na sigla em inglês) do bloco, que busca garantir que a região possa atender 40% de suas necessidades de implantação de energia limpa com produtos fabricados internamente. (Energy Storage – 23.11.2023)
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Alemanha: Armazenamento de energia irá economizar € 3 bilhões dos consumidores

De acordo com a consultoria Global Experts Energy Consulting (GEEC), o armazenamento de energia poderá poupar aos contribuintes na Alemanha cerca de € 3 bilhões em subsídios para fontes renováveis até 2037. Segundo a GEEC, os quase 50 GW de sistemas de armazenamento que poderão estar ativos até 2037 aumentarão as receitas do mercado de ativos eólicos e solares e, assim, reduzirão o montante dos subsídios pagos a esses ativos fora da tributação geral através do EEG (Erneuerbare-Energien-Gesetz/Renewable Energy Sources Act). (Energy Storage – 22.11.2023)
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Veículos Elétricos

MDIC: China vendeu 54% de todos os VEs importados pelo Brasil

A China vendeu 37.612 VEs ao Brasil desde 2017, quando veículos deste tipo passaram a ser importados pelos brasileiros. O número representa 54% do total de carros com motor elétrico negociados (69.633), segundo dados do MDIC. O número é bastante superior, por exemplo, aos 16.481 negociados pela Índia na série histórica. A Bélgica, por sua vez, vendeu 6.618 carros ao Brasil. Em 2023, foram vendidos 14.445 carros elétricos no Brasil. O resultado representa 7,14% de todos os veículos do tipo adquiridos pelo país na história (37.612). Destes, a China negociou 8.896 no ano. A soma dos valores negociados historicamente atingiu US$ 812,7 milhões. (Poder360 - 25.11.2023)
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https://www.poder360.com.br/economia/china-vendeu-54-de-todos-os-carros-eletricos-comprados-pelo-brasil/ BNDES: Brasil precisa migrar para ônibus elétrico

O presidente do BNDES, Aloízio Mercadante, instou o Brasil a investir na eletrificação da frota de ônibus para impulsionar a indústria nacional, destacando a possível perda de mercado se a transição não ocorrer. Propõe financiar os ônibus elétricos por meio do Fundo Clima, usando parte dos R$ 10 bilhões recentemente captados. Apesar do custo mais elevado desses ônibus, o BNDES já apoiou a compra de 1.300 veículos em São Paulo. Mercadante enfatizou a importância de desenvolver a indústria nacional, incluindo a produção local de peças e baterias. Além disso, destacou a necessidade de financiar projetos de combustíveis sintéticos, como combustível sustentável de aviação, metanol e H2V, visando agregar valor à matriz energética do país e atrair investimentos estratégicos. (epbr - 22.11.2023)
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A&M: Eletrificação no Brasil está cinco anos atrasada em relação a principais mercados

Um levantamento da consultoria empresarial A&M indica que, no Brasil, a transição para VEs está defasada em cerca de cinco anos em relação aos mercados líderes. A empresa observa que a indústria automotiva brasileira caminha a passos lentos na adoção de novas tecnologias, sobretudo para eletrificação, o que pode trazer risco ao futuro da indústria nacional. “Mesmo quando estiver totalmente instalada, a indústria nacional não vai ter escala para exportação de carros puro elétricos porque, quando avançarmos na produção local da tecnologia, os demais países já serão mais autossuficientes na produção nestes tipos de veículos e seus componentes”, explica David Wong, diretor da A&M. (EPBR - 27.11.2023)
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Tocantis: PL prevê isenção de IPVA para VEs

O Governo do Tocantins anunciou recentemente o envio do PL nº 14/2023 a Assembleia Legislativa, que trata da redução da base de cálculo do IPVA para veículos movidos a motores elétricos. A proposição destaca a posição do Tocantins como Estado incentivador da economia verde, seguindo a tendência mundial em adotar práticas sustentáveis visando à descarbonização. Esta é mais uma importante medida que somamos ao nosso pacote ambiental para incentivar a redução das emissões dos gases de efeito estufa [GEE], visto que os motores elétricos, enquanto fonte de energia limpa e sustentável, têm um papel significativo na diminuição da emissão desses gases que, como é sabido, contribuem para o aquecimento das temperaturas e a crise climática”, afirmou o secretário Marcello Lelis. (AF Notícias - 27.11.2023)
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ICCT: VEs reduzem mais de 65% das emissões de carbono

Um estudo do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT, na sigla em inglês) demonstra que VEs podem significativamente reduzir emissões de GEE. Enquanto os veículos híbridos mostram uma redução máxima de 15% em comparação com os veículos flex que usam etanol, os especialistas enfatizam que a tecnologia flex não garante a substituição total da gasolina por etanol. No entanto, considerando a meta de neutralidade climática em 2050, os VEs se mostram uma alternativa viável, afirma o relatório. O estudo também ressalta a capacidade das baterias de VEs, que têm uma vida útil maior do que as dos demais veículos e podem ser recicladas. Além disso, as baterias podem ter um segundo uso em casas, indústrias e até na rede elétrica, armazenando energia excedente de fontes renováveis. (Pensamento Verde - 24.11.2023)
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Goldman Sachs: Preço das baterias de VEs está despencando

Um novo estudo feito pelo Goldman Sachs ponta uma redução no preço das baterias dos VEs em um ritmo mais acelerado do que o previsto. A nova tendência segue o caminho oposto ao recente aumento nos preços devido à inflação e pelo encarecimento de metais essenciais para a fabricação das baterias. De acordo com o Goldman Sachs, a produção dos carros elétricos só se tornou viável por conta da queda do preço das baterias de lítio nos últimos 20 anos. Com a nova queda de preços, a previsão do Goldman Sachs é a de que os preços das baterias atinjam o patamar de US$ 99/kWh – cerca de R$ 485 em conversão direta até 2025. Esse valor representaria uma redução de 40% em relação aos preços praticados em 2022. (Terra - 24.11.2023)
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VWCO: Venda de caminhão elétrico para Ambev devem ser retomadas em 2024

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) deve retomar as vendas do seu caminhão elétrico para a Ambev no próximo ano. Segundo o vice-presidente de vendas da companhia, Ricardo Alouche, da intenção de compra de 1,6 mil unidades, assinada em 2019, a montadora entregou 160 veículos. “Esperamos retomar as vendas. No início deste ano, com a falência da Americanas, a Ambev suspendeu a compra”, disse Alouche. Segundo ele, já existem cerca de 450 e-Delivery em operação no Brasil e já há, pelo menos, dois veículos em demonstrações na Argentina, Colômbia, Uruguai, México e Chile. O executivo ressaltou que com a queda do mercado de caminhões no Brasil este ano, em razão da entrada do Euro 6, as vendas de veículos pesados elétricos também foram afetadas. “Mas estamos observando uma retomada gradativa dos negócios também dos caminhões elétricos”, disse. (Automotive Business - 28.11.2023)
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Nissan: Investimento de US$ 1,4 bilhão na produção de VEs no Reino Unido

A Nissan investirá US$ 1,4 bilhão no Reino Unido para produção de versões elétricas de dois modelos, o Qashqai e o Juke. O anúncio confirma que todos os novos automóveis da Nissan na Europa serão, a partir de agora, totalmente elétricos. A fabricante já tinha revelado a meta de, até 2030, vender apenas modelos movidos a bateria no continente. O investimento anunciado pela companhia vai financiar a construção de uma nova fábrica de baterias na região. Além, claro, de custear o desenvolvimento dos novos veículos. No Brasil, a empresa elevou os valores do seu ciclo de investimento atual, chegando a R$ 2,8 bilhões. (Automotive Business - 27.11.2023)
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Magna Steyr: Desenvolvimento de VEs da Volkswagen

A Magna Steyr deve desenvolver os novos veículos da Scout, marca de picapes e SUVs elétricos pertencente ao Grupo Volkswagen. De acordo com informações da imprensa austríaca, a Magna Steyr recebeu um aporte de € 450 milhões para projetar os futuros modelos da Scout. Os projetos já estariam em fase de desenvolvimento pela equipe de engenheiros da empresa em Graz. Dois veículos devem estar prontos para produção em série até o fim de 2026, após passarem por inúmeros testes. (Automotive Business - 27.11.2023)
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Lotus: Novo carregador para VEs consegue 142 km de autonomia em 5 minutos

A Lotus tem planos de se tornar elétrica até 2028. Além disso, a montadora que é propriedade da Geely também está focada no desenvolvimento de carregadores próprios. A Lotus, recentemente, lançou um carregador com refrigeração líquida com velocidades de até 450 kW. Na prática, isso significa uma autonomia de 142 quilômetros em 5 minutos de carga a 450 kW. Já uma carga mais longa – de 10% a 80% – pode ser concluída em 20 minutos. A montadora prometeu que os clientes da marca poderão usar os carregadores de 450 kW sem custos adicionais. Os primeiros carregadores ultrarrápidos já foram implantados na China. A expectativa é que a Lotus comece a expandir a rede de carregadores no segundo trimestre de 2024, quando chegará ao Oriente Médio. (Auto Ranking - 28.11.2023)
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Eficiência Energética

EDP ES: Chamada pública para projetos de eficiência energética

A EDP Espírito Santo abriu chamada pública do Programa de Eficiência Energética e prevê o investimento de R$ 3,6 milhões em projetos com aplicação prevista para o próximo ano. O objetivo do programa, segundo a empresa, é incentivar propostas para o uso racional da energia elétrica, de maneira a minimizar desperdícios e otimizar a utilização de recursos energéticos pelas unidades consumidores em sua área de concessão. As inscrições para o programa podem ser feitas até o dia 12 de janeiro de 2024. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Telefónica: Plano de reduzir suas emissões em 90% até 2030

A Telefónica anunciou que pretende alcançar uma redução de 90% em suas emissões operacionais globais – nos escopos 1 e 2 – até 2030, além de 56% em toda a sua cadeia de valor. A expectativa é que esse compromisso permitirá que emissões líquidas zero sejam atingidas até 2040. Em 2022, o grupo reduziu o consumo de energia em 7,2% (2015 como referência) mesmo com a expansão de suas operações. Isso foi possível através da implementação de projetos de eficiência energética e da entrada de fontes renováveis, que passaram a figurar 82% do consumo global de eletricidade da Telefónica, sendo 100% para o Brasil, Europa, Peru e Chile. Além disso, a empresa também possui um plano de ação climática para apoiá-la na transição para o Net Zero, de modo contribuir para o aproveitamento de vantagens econômicas e garantir o cumprimento de seus objetivos de descarbonização. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Copel: Companhia aposta em ferramenta de eficiência e planejamento

A Copel adquiriu uma ferramenta de planejamento de obras e gerenciamentos de ativos visando aprimorar a forma como a companhia investe em distribuição de energia. A solução, desenvolvida pela canadense Copperleaf, coleta dados sobre diversas variáveis, como condições dos ativos, custos de manutenção, orçamentos e riscos, e os analisa para desenvolver planos de investimento ideais. Segundo o diretor-geral da empresa, Maximiliano Orfali, a expectativa com o instrumento é fazer com que os futuros ativos tragam benefícios ainda maiores. Reforçando o posicionamento, afirmou, ainda, que desde 2019 a distribuição de energia da Copel investiu R$ 6,7 bilhões em infraestrutura elétrica no Paraná e a previsão é de mais R$ 2,09 bilhões para 2024. (CanalEnergia - 22.11.2023)
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EUA: Fatores de capacidade das centrais de ciclo combinado aumentam à medida que a eficiência melhora

O fator de capacidade das centrais elétricas de ciclo combinado com turbinas a gás natural nos EUA aumentou de 40% em 2008 para 57% em 2022, de acordo com a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês). A eficiência operacional das novas unidades contribuiu para essa melhoria, tornando-as mais competitivas em comparação com outras fontes de combustível e unidades mais antigas. O preço mais baixo do gás natural também influenciou positivamente os fatores de capacidade, pois a eletricidade gerada torna-se mais barata. As unidades CCGT construídas entre 2010 e 2022 alcançaram uma média de 64% de fator de capacidade em 2022, em comparação com 55% para as construídas entre 2000 e 2009 e 35% para as construídas entre 1990 e 1999. O aumento na eficiência e a entrada de novas turbinas de gás natural impulsionam a capacidade de geração nos EUA. Em 2022, 7.775 MW de nova capacidade de ciclo combinado foram adicionados à rede dos EUA. (PowerEngineeringInternational - 23.11.2023)
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Microrredes e VPP

EUA: Difusão de projetos de microrrede em Massachussetts

A cidade de Chelsea e o bairro de Chinatown, em Boston, estão avançando com projetos de microrredes como estudos de caso para outras comunidades em Massachusetts. Esses projetos, que buscam aumentar a resiliência e beneficiar os residentes, incluem a criação de uma "microrrede virtual" de propriedade comunitária usando software baseado em nuvem para conectar instalações solares e baterias. Em Chelsea, o projeto envolve baterias de 500 kWh na delegacia de polícia e na prefeitura, juntamente com um painel solar de 400 kW nas instalações do departamento de obras públicas. Chinatown está focado em atender o Masspike Towers, um empreendimento privado de 190 unidades, usando energia solar e armazenamento em bateria para reduzir custos e fornecer energia contínua. Ambos os projetos buscam servir como modelos para outras comunidades. (PowerGrid - 22.11.2023)
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EUA: Lançamento de projeto de microrrede solar na Louisiana

O lançamento do projeto de microrrede solar “Together Louisiana” foi marcado pela inauguração de um grande centro de resiliência em LaPlace, Louisiana. A microrrede fornecerá suporte durante cortes prolongados de energia, oferecendo serviços críticos, como carregamento de dispositivos, distribuição de alimentos e ajuda médica. A secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, visitou o local, elogiando a iniciativa como uma resposta vital aos eventos climáticos extremos. Financiado pelo Departamento de Energia dos EUA e fontes privadas, o projeto receberá um investimento adicional de US$ 250 milhões para expandir o número de centros de resiliência na Louisiana. (MicrogridKnowledge - 20.11.2023)
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Singapura: Universidade Nacional e Keppel anunciam parceria para desenvolver microrrede híbrida inovadora

A Universidade Nacional de Singapura (NUS) firmou parceria com a Keppel para desenvolver uma microrrede híbrida CA/CC. Localizada na NUS, a microrrede integrará recursos de energia renovável, armazenamento de energia e estações de carregamento de VEs. Também incluirá uma inovadora rede de refrigeração distrital, utilizando armazenamento de energia térmica e tecnologias de refrigeração. O projeto abrange a criação de um "gêmeo digital", um modelo virtual que simula operações em tempo real para testar configurações e otimizações. A parceria visa desenvolver tecnologias avançadas para gestão de redes inteligentes e resfriamento distrital, com foco em sustentabilidade e descarbonização. (MicrogridKnowledge - 21.11.2023)
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Tecnologias e Soluções Digitais

Eurelectric: Digitalização da rede e medidores inteligentes são as chaves para o futuro das redes elétricas europeias

A digitalização da rede e a implementação de medidores inteligentes são fundamentais para o futuro das redes elétricas europeias, conforme destaca o "Powerbarômetro" da Eurelectric. Para alcançar a neutralidade carbônica em torno de 2040, a Europa precisa superar desafios na expansão da digitalização da rede, exigindo investimentos significativos na atualização das infraestruturas. O investimento global na rede, atualmente em cerca de 300 bilhões de dólares por ano, precisa quase dobrar para cumprir compromissos nacionais. A Gridspertise, ao celebrar a entrega de 100 milhões de medidores inteligentes, destaca a importância desses dispositivos na transição para energias limpas, permitindo a integração de fontes renováveis e fornecendo informações detalhadas aos consumidores para promover hábitos sustentáveis. (Smart Energy - 23.11.2023)
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IEA: Digitalização do aquecimento e arrefecimento urbano é essencial para transição energética

Um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) destaca a essencialidade da digitalização do aquecimento e arrefecimento urbano para a descarbonização do sistema térmico de energia. A mudança para a digitalização é vista como um avanço crucial na produção, distribuição e consumo de calor, com tecnologias como sensores avançados, Internet das Coisas e algoritmos de inteligência artificial promovendo eficiência energética, estabilidade do sistema e integração de fontes renováveis. No entanto, questões como privacidade de dados e integração de sistemas precisam ser abordadas para uma implementação bem-sucedida. O relatório destaca a importância da digitalização diante dos desafios na descarbonização do setor de aquecimento urbano, responsável por mais da metade do consumo total de energia em muitos países. A gestão eficiente da crescente complexidade dos sistemas, a padronização e a implementação rápida da digitalização são enfatizadas como medidas necessárias. (Smart Energy - 21.11.2023)
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Segurança Cibernética

EUA: CISA explica como aplicar princípios de segurança cibernética

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) destaca a importância de aplicar princípios de segurança desde a concepção, transferindo a responsabilidade para os fabricantes. Bob Lord, consultor técnico sênior da CISA, enfatiza que a segurança de produtos deve resultar de escolhas conscientes dos fabricantes desde a fase de design. A agência revisou diretrizes, exigindo que empresas de tecnologia comprovem a incorporação de segurança em seus produtos. Lord discute princípios de segurança por design no contexto de possíveis ameaças, como "juice-jacking" em estações de carregamento USB. A CISA destaca a responsabilidade dos fabricantes em manter os clientes seguros, incentivando uma abordagem proativa na segurança cibernética. (CyberSecurityDive - 20.11.2023)
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EUA: Empresas estão ficando mais inteligentes em relação a incidentes cibernéticos

Os incidentes cibernéticos aumentaram, mas menos empresas estão pagando resgates, pois aprenderam a importância de ter backups separados e podem restaurar sistemas rapidamente, afirma Matt Ross da corretora de seguros Marsh McLennan. Isso melhora a posição de negociação das empresas com os invasores, pois sabem que podem recuperar a funcionalidade. Algumas leis estaduais proíbem entidades que recebem fundos públicos de pagar resgates, afetando organizações públicas e privadas. Ross destaca que as empresas devem relatar incidentes, mesmo que os dados sejam suprimidos, e destaca o aumento de processos judiciais de privacidade de terceiros, especialmente na área de saúde. Empresas estão considerando mais o seguro cibernético como forma de transferir riscos. Ross aconselha empresas a buscar apoio especializado para responder a incidentes cibernéticos. (CyberSecurityDive - 21.11.2023)
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