IFE
16/08/2023

IFE Tecnologia Exponencial 144

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
16/08/2023

IFE nº 144

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Tecnologia Exponencial 144

Transição Energética e ESG

Bureau Veritas: Países precisam impulsionar o crescimento das energias renováveis

De acordo com um novo relatório do Bureau Veritas intitulado "Acelerando a Transição Energética", são necessárias ações e aceleração significativas para impulsionar o crescimento das energias renováveis e descarbonizar os sistemas de energias, a fim de cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5°C. O relatório baseia-se em insights e opiniões de mais de 800 especialistas e líderes do setor de energia em nível global. Ele identifica as principais barreiras para acelerar a transição energética, incluindo desafios na política governamental e na cadeia de suprimentos. A política governamental é apontada como tendo o maior impacto potencial na aceleração da transição, seguida pelo desenvolvimento de tecnologias novas ou existentes. O relatório enfatiza a urgência de remover barreiras para alcançar a aceleração necessária na transição energética e destaca que a ação imediata é essencial para garantir um futuro habitável dentro dos limites de aquecimento estabelecidos. (Renews.Biz – 07.08.2023)
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Nova Zelândia: Governo firma parceria com a Blackrock visando impulsionar transição energética

O governo da Nova Zelândia anunciou uma parceria com a gigante de investimentos americana BlackRock para impulsionar a transição do país para uma rede elétrica totalmente renovável. A colaboração envolve o lançamento de um fundo de NZ$ 2 bilhões (US$ 1,22 bilhão) pela BlackRock, com foco em investimentos em geração de energia eólica e solar, armazenamento de baterias e hidrogênio verde. O governo busca atingir 100% de geração renovável até o final da década. Embora tenha alcançado 82% de energia renovável em sua rede elétrica, as emissões gerais de gases de efeito estufa do país ainda não diminuíram significativamente. A parceria busca impulsionar a ação climática, criar empregos e promover a inovação no setor de tecnologias limpas. (Renewable Energy World – 08.08.2023)
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Tailândia: Novas metas para redução de emissões

A Tailândia revisou e intensificou suas metas de redução de emissões após seu mais recente Plano de Desenvolvimento de Energia (PDP) em 2020, com o objetivo de alcançar a neutralidade de carbono até 2050 e emissões líquidas zero de gases de efeito estufa até 2065. Neste contexto, a Autoridade de Geração de Eletricidade da Tailândia, o Ministério de Energia da Tailândia e a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) publicaram um relatório que analisa como o país pode fazer a transição para eletricidade limpa, avaliando a trajetória do PDP em relação a essas metas e identificando lacunas. A análise é fundamentada em um modelo PLEXOS desenvolvido pela IEA em parceria com o EGAT, focando no setor de energia como parte essencial da descarbonização de outros setores e destacando a necessidade de uma transição elétrica eficaz para cumprir as metas de emissões. Para acessar o relatório na íntegra, clique aqui. (IEA – agosto, 2023)
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Governo do Ceará adere ao Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável

O governo do Ceará vai assinar na próxima quarta-feira, 9 de agosto, a adesão ao Pacto Brasileiro pelo Hidrogênio Renovável, composto pela Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira do Biogás (Abiogás) e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio). O pacto tem o propósito de acelerar o desenvolvimento do mercado brasileiro de hidrogênio renovável (H2R), em especial no estado cearense. A assinatura do termo de adesão acontecerá em cerimônia oficial no Palácio do Governo do Ceará e terá as presenças do próprio governador Elmano de Freitas, da vice-presidente de Investimentos e Hidrogênio Verde da Absolar, Camila Ramos, do Diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da AHK Rio, Ansgar Pinkowski, e dos representantes da Abeeólica Sandro Yamamoto e André Themoteo, além da presença da Abiogás pela Bruna Jardim Ribeiro. (CanalEnergia - 07.08.2023)
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Blackstone: Captação de US$ 7 bilhões para financiamento de energia limpa

A Blackstone levantou US$ 7,1 bilhões para um fundo destinado a financiar empresas de energia solar, fabricantes de peças de VEs e tecnologia para reduzir emissões de carbono. O Blackstone Green Private Credit Fund III superou a própria meta de US$ 6 bilhões. E marca a maior reserva do grupo para uma aposta de que a economia dependerá menos de petróleo e gás — e que empresas por trás da transição para fontes de baixo carbono precisarão de financiamento. Os principais fundos da Blackstone prometeram não apoiar a exploração e produção de petróleo e gás em 2022, marcando uma retração de um ano após oscilações dos retornos de algumas apostas em energia. A Blackstone tem como meta investir US$ 100 bilhões em uma ampla categoria de empresas prontas para crescer com o surgimento de fontes alternativas de energia. (Valor Econômico - 10.08.2023)
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Conjunto Eólico Trairi realiza primeira emissão de créditos de carbono

A Engie Brasil Energia concluiu sua primeira emissão de créditos de carbono por meio do Conjunto Eólico Trairi no Ceará, envolvendo quatro usinas eólicas com um total de 212,6 MW de potência instalada. Essa emissão gerou 1.238.487 créditos de carbono ao longo de sete anos, cada um equivalendo a uma tonelada de CO2 evitada, suficientes para compensar as emissões de energia anual do Estado do Ceará por 5 anos. Os quatro parques emitentes são Guajiru, Fleixeiras, Mundaú e Trairi. (CanalEnergia - 08.08.2023)
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Geração Distribuída

Israel: Novo recorde para capacidade instalada de GD

No final de 2022, Israel alcançou uma capacidade instalada fotovoltaica de mais de 2,2 GW, de acordo com um novo relatório do Ministério de Energia e Infraestrutura. No ano passado, os desenvolvedores instalaram cerca de 703 MW de novos sistemas fotovoltaicos, um aumento significativo em relação a 2021. No entanto, esse total representa apenas 19% do potencial técnico estimado do país, que é de cerca de 12 GW. As cidades de Jerusalém e Tel Aviv têm taxas de utilização relativamente baixas, enquanto o Conselho Regional Central de Arava lidera com uma utilização de 114%, ultrapassando seu potencial estimado. (PV Magazine – 09.08.2023)
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Greener: Importação de sistemas UFV cai 21% no semestre

No primeiro semestre de 2023, as importações de sistemas fotovoltaicos no Brasil diminuíram 21,2%, totalizando 7,8 GW em comparação aos 9,9 GW do mesmo período em 2022, conforme relatório da consultoria Greener. Essa redução é menor do que o esperado, atribuída principalmente a empreendimentos de geração centralizada que serão construídos e iniciados até 2024. O mercado de geração distribuída (GD), por sua vez, mostrou cautela nos investimentos devido a incertezas regulatórias e econômicas, levando a uma diminuição nas vendas de sistemas fotovoltaicos no primeiro trimestre. No entanto, a redução de preços nos kits e o aumento da capacidade de produção chinesa têm potencial para impulsionar o setor, visto que o silício, componente essencial dos módulos, teve seu valor reduzido em mais de 70%. Isso, combinado com a valorização do real em relação ao dólar, pode estimular a recuperação do mercado fotovoltaico no país. (CanalEnergia - 10.08.2023)
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Armazenamento de Energia

EUA: Instalação de sistemas de armazenamento de larga escala cresce 32% no 2º trimestre

No segundo trimestre de 2023, os Estados Unidos viram um aumento significativo na instalação de sistemas de armazenamento de baterias em larga escala, com 1.510 MW implantados, triplicando os números do trimestre anterior. Este crescimento se destaca no relatório Clean Power Quarterly da American Clean Power Association (ACP), que avalia os setores de energia solar, energia eólica onshore e sistemas de armazenamento de baterias em larga escala. Embora a energia solar fotovoltaica tenha liderado as adições, o armazenamento de bateria em larga escala ficou em segundo lugar, à frente da indústria eólica. Este crescimento é atribuído, pelo menos em parte, ao impacto da Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês), que introduziu incentivos de crédito fiscal de investimento para armazenamento autônomo de energia. O pipeline de projetos de armazenamento também está em crescimento, com um aumento sólido no número de projetos em desenvolvimento nos últimos trimestres. (Energy Storage – 08.08.2023)
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Austrália: Consulta pública para armazenamento de energia renovável despachável

O governo da Austrália abriu uma consulta pública para o Esquema de Investimento em Capacidade, amplamente esperado para ser um divisor de águas na implantação de tecnologias de energia limpa no país. Os participantes terão até o final de agosto para oferecer sua opinião sobre o esquema, que subscreverá receitas para geração de energia renovável despachável. Dada a necessidade de armazenamento de energia para tornar essa geração despachável, o esquema foi descrito como uma meta “de fato” para armazenamento de energia, pelo ministro da energia, Chris Bowen. A consulta foi lançada após a publicação de um Documento de Consulta Pública do Departamento de Mudanças Climáticas, Energia, Meio Ambiente e Água, definindo a abordagem proposta e o desenho do esquema. O governo pretende fornecer pelo menos 6 GW de geração de energia limpa por meio do esquema, gerando um investimento estimado de AU$ 10 bilhões (US$ 6,58 bilhões) no setor de energia até 2030. (Energy Storage – 07.08.2023)
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Veículos Elétricos

Renner: Incorporação de VEs na distribuição de produtos em São Paulo

A Renner, empresa varejista de moda, informou que começou a utilizar veículos elétricos na distribuição de produtos em São Paulo. Segundo a empresa, dois veículos já começaram a distribuir as mercadorias na capital. Assim, na fase piloto do projeto, uma van e um veículo urbano de carga (VUC) evitarão o lançamento de 40 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. Os veículos são de um parceiro logístico da empresa. “O novo projeto é mais uma iniciativa alinhada aos compromissos públicos de sustentabilidade da maior varejista de moda omni do Brasil, que contemplam a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas suas operações”, informou a companhia, em nota. (O Estado de São Paulo - 07.08.2023) 
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Donos de VEs estão usando baterias para fornecer energia a residências durante apagões

Alguns especialistas em energia dizem que os veículos movidos a bateria ajudarão cada vez mais a manter as luzes acesas e apoiar as redes elétricas, em vez de sobrecarregá-las. A previsão é que muito mais pessoas utilizem as baterias de seu veículo elétrico como fonte reserva de energia para sua casa nos próximos anos, uma vez que as empresas automobilísticas e de energia facilitam o aproveitamento da energia dos carros elétricos para outras finalidades além de dirigir. Por enquanto, poucos veículos elétricos são capazes de fornecer essa energia reserva, mas os executivos das principais montadoras, incluindo a Tesla, principal empresa de carros elétricos, afirmaram estar desenvolvendo atualizações para que muitos outros carros possam desempenhar essa função. (O Estadão – 01.08.2023) 
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Go Electric: Instalação 8 carregadores rápidos para VEs em SP

Os investimentos em infraestrutura de carregamento para carros elétricos continuam se multiplicando no Brasil. Desta vez, quem inaugurou um hub de carregadores rápidos em uma das estradas mais movimentadas do Brasil foi a Go Electric, uma companhia que atua nos segmentos de energia solar fotovoltaica e térmica que desde 2019 oferece soluções completas para carregamento de veículos híbridos e elétricos. O eletroposto fica na Rodovia Anhanguera (SP 330) no km 237, no município de Santa Rita do Passa Quatro, sentido Ribeirão Preto-São Paulo. No local, há cinco terminais com espaço para dois veículos, somando dez carregadores: oito rápidos de até 120 kWh, além de duas estações de 22 kWh com conectores Tipo 2 para carros híbridos e elétricos. Ao todo, o cluster pode gerar até 524 kWh de energia. O aporte total é de cerca de R$ 2 milhões. (AutoEsporte - 08.08.2023) 
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BMW: Condições especiais e taxa zero para VEs no Brasil

A BMW anunciou condições especiais de compra para os modelos BMW iX3, BMW i4 e BMW iX em todas as suas versões que valem até o dia 28 de agosto. A iniciativa BMW Electric Now, feita em parceria com a BMW Serviços Financeiros, oferece toda a linha de veículos elétricos da marca com pronta entrega com taxa 0% a.m. para financiamento de até 24 meses e entrada a partir de 50% do valor do veículo. Além disso, há também condições especiais para financiamentos com prazo de 36 meses e valorização de até R$ 30 mil na troca de um veículo seminovo por um BMW elétrico, obedecendo a alguns critérios definidos pela rede de concessionárias. A promoção vale para toda a linha de elétricos da BMW, exceto o novo BMW iX1, recém-lançado por R$ 421.950 como o veículo elétrico mais acessível da linha aqui no Brasil. (Inside EVs - 09.08.2023) 
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GM: VEs produzidos pela marca terão recurso V2H

A GM quer ampliar o sistema de recarga bidirecional para seus próximos veículos elétricos baseados na plataforma Ultium com a funcionalidade (V2H) que permite aos usuários exportar energia das baterias de alta tensão dos carros para suas casas, essencialmente transformando os veículos em geradores de reserva. Além dos novos veículos elétricos baseados na Ultium, em março, a GM anunciou que tanto a picape quanto as variantes de SUV do Hummer EV 2024 receberão um carregador de bordo de nível 2 mais potente como item de série em algumas versões de acabamento que permite a funcionalidade veículo para carga (V2L), permitindo que os usuários exportem energia da bateria por meio de um adaptador. Para utilizar o recurso V2H dos veículos, os clientes precisam atualizar suas residências com um dos três pacotes de equipamentos disponibilizados pela GM Energy. (Inside EVs - 09.08.2023) 
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Recarga de VEs poderá ser cobrada em breve

O CEO da Easy Volt, Gustavo Tannure, avalia que a tendência é que a recarga de VEs em estabelecimentos comerciais, como shoppings e supermercados passe a ser cobrada, uma vez que os contratos entre as montadoras (que bancavam a implantação dos eletropostos) e os estabelecimentos começam a vencer. “O custo de implantação desses pontos gira em torno de R$ 20 mil, e cada carro consome, em média, R$ 30 em recarga. É uma conta que se paga em dois ou três anos”, diz Tannure. O Shopping Bourbon, em São Paulo, por exemplo, instalou dez estações gratuitas em abril. “O projeto atual prevê mais de 50 carregadores instalados em menos de um ano, e ao menos em mais três empreendimentos da rede”, diz Roberto Manuel Zaffari, diretor da Airaz, administradora de galerias comerciais e shoppings. “O tempo que o consumidor fica nos shoppings onde há pontos de recargas é 30% maior na comparação aos que não oferecem essa opção”, diz Davi Bertoncello, CEO da Tupinambá Energia, citando pesquisa da empresa. (Valor Econômico -10.08.2023) 
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Kombi elétrica ajuda Volkswagen a superar vendas da Tesla na Alemanha

A Volkswagen recuperou a coroa de vendas de veículos elétricos na Alemanha nos primeiros sete meses do ano, ultrapassando a Tesla e o trio de marcas nacionais premium - Mercedes-Benz, Audi e BMW. A Volkswagen ultrapassou a Tesla em emplacamentos de carros elétricos de janeiro a julho, graças ao volume adicional de seus modelos recém-lançados, especialmente a van de passageiros ID. Buzz (Kombi elétrica) e sua variante comercial, o ID. Buzz Cargo. De acordo com dados da Autoridade Federal de Transporte Motorizado da Alemanha (KBA), a Volkswagen vendeu 41.475 veículos elétricos na Alemanha até julho, enquanto a Tesla vendeu 40.289 unidades. Cada uma das duas marcas vendeu mais que o dobro de veículos elétricos do que a Mercedes-Benz, que ficou em terceiro lugar com 20.613 emplacamentos. A Audi e a BMW ficaram em quarto e quinto lugares, com 16.786 e 15.987 registros, respectivamente. (Inside EVs - 09.08.2023) 
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BYD: Produção global de VEs alcança marca de 5 milhões de unidades

Em 09 de agosto a BYD chegou a marca de cinco milhões de veículos elétricos produzidos mundialmente e se tornou a primeira montadora do mundo a alcançar esse marco. Em 2022, os veículos de energia limpa da BYD tiveram um crescimento expressivo. Foram vendidos ao longo do ano mais de 1,86 milhão de unidades. As vendas seguiram em alta em 2023 e a BYD alcançou a marca de 1,5 milhão de unidades produzidas de janeiro a julho. Deste total, 92.469 carros elétricos vendidos foram comercializados em outros países, um recorde para a empresa que em apenas sete meses superou o número de unidades vendidas em todo o ano passado. Até julho de 2023, as vendas globais de veículos elétricos e híbridos da BYD ultrapassaram 4,8 milhões de unidades. Desde 2010, a BYD está expandindo sua presença global, introduzindo ônibus e táxis de energia limpa para eletrificação do transporte público. As soluções de transporte público elétrico da BYD estão agora em operação em mais de 400 cidades em mais de 70 países. (Portal Solar - 10.08.2023) 
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Gestão e Resposta da Demanda

Pew Research: Programas de resposta da demanda contribuem para resiliência da rede

A perturbação climática está causando impactos significativos em todo o mundo, incluindo eventos climáticos extremos como incêndios e inundações. Um relatório da Pew Research mostra que sete em cada dez americanos relatam experimentar condições climáticas extremas em suas comunidades. Isso cria pressão na rede elétrica, especialmente em regiões como o Texas, que enfrenta calor extremo e quedas de energia. A entidade aponta que a resposta da demanda (RD) é uma estratégia eficaz para enfrentar esses desafios, envolvendo os consumidores na redução do consumo durante os picos de demanda, o que contribui para uma rede elétrica mais eficiente. A implantação de medidores inteligentes e infraestrutura de comunicação é fundamental para o sucesso dos programas de RD, e muitas concessionárias nos EUA estão investindo em tecnologias como medidores inteligentes para melhorar o gerenciamento da rede elétrica. (Power Grid – 08.08.2023)
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Eficiência Energética

ENGIE Day: Descarbonização na indústria tem eficiência energética como fator-chave

O ENGIE Day, realizado no Museu do Amanhã, em 2 de agosto, foi palco de discussões sobre a descarbonização na indústria. Venilton Tadini, presidente da Abdib, destacou em um dos painéis do evento, a relevância da eficiência energética como fator-chave na descarbonização industrial. Ele enfatizou a ligação entre processos produtivos e fontes de energia, ressaltando que a eficiência não diz respeito apenas à quantidade de energia consumida, mas também à forma como é utilizada. Tadini explorou ainda os entraves logísticos que afetam a indústria, enfatizando a importância da integração ferroviária e da infraestrutura para garantir um suprimento eficiente. Ele reforçou ainda a necessidade de um planejamento mais claro e estratégico, além do papel vital de políticas públicas específicas para impulsionar a inovação. (Além da Energia – 08.08.2023)
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EUA: DOE destina US$ 46 milhões para reduzir o desperdício de energia em edifícios

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) está alocando US$ 46 milhões para desenvolver tecnologias avançadas de construção e práticas de modernização para reduzir o desperdício de energia em edifícios. O financiamento da Buildings Energy Efficiency Frontiers and Innovation Technologies, ou Benefit, será canalizado para 29 projetos em 15 estados para ajudar no avanço de soluções econômicas de eletrificação de edifícios. Espera-se que os projetos apoiem estratégias de descarbonização que reduzirão significativamente as emissões de gases de efeito estufa do setor de construção, eliminarão o consumo de energia e reduzirão a tensão na rede elétrica do país. Espera-se que o financiamento reduza o alto consumo de energia em edifícios comerciais e residenciais, que representam cerca de 40% do uso de energia nos EUA. Isso inclui 74% do uso total de eletricidade nos EUA e 35% do total de emissões de carbono, de acordo com o DOE. (Utility Dive - 10.08.2023)
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Microrredes e VPP

AGL Energy: Desenvolvimento de microrredes para fazendas na Austrália

A AGL Energy está colaborando com a Australian Farming Services para implementar microrredes de energia renovável em fazendas de amêndoas na Austrália. O primeiro projeto inclui painéis solares e sistemas de armazenamento de bateria na Cadell Orchards, o que reduzirá a dependência de diesel em 85% e emissões de CO2 em quase 11 mil toneladas métricas. A AGL também está desenvolvendo microrredes nas fazendas Canally Orchard e Murray Downs Processing Facility. Todas as fazendas e instalações de processamento estão focadas na produção de amêndoas. A conclusão e as operações comerciais em todas as três microrredes estão previstas para 2024. As microrredes visam melhorar a confiabilidade energética e reduzir custos para a produção de amêndoas, alinhando-se às metas de sustentabilidade em um setor responsável por emissões de gases de efeito estufa. A AGL Energy está liderando a inovação com soluções energéticas distribuídas, com o objetivo de auxiliar na transição energética e na redução de emissões no setor agrícola. (MicrogridKnowledge - 03.08.2023)
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Endeavor Energy: Implementação de microrrede comunitária na Austrália

A Endeavor Energy está implantando a primeira microrrede comunitária em Nova Gales do Sul, na Austrália, com o objetivo de fornecer energia a cerca de 100 residências em Bawley Point e Kioloa, durante tempestades e incêndios florestais. O projeto de AU$ 8 milhões utilizará fontes renováveis, como painéis fotovoltaicos residenciais, sistemas de armazenamento de baterias e uma bateria conectada à rede de 3MW. Isso permitirá que a microrrede opere de forma autônoma, fornecendo energia contínua como uma "ilha de energia" para as comunidades. A Endeavor Energy vê essa abordagem como um modelo para comunidades resilientes e está considerando expandir instalações semelhantes em outros locais. (Smart Energy - 08.08.2023)
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Ameresco: Aquisição de microrrede em base militar na Califórnia

A Ameresco, empresa especializada em desenvolvimento de projetos de energia sustentável e eficiência energética, está adquirindo um projeto de microrrede de geradores e armazenamento solar na Base de Treinamento das Forças Conjuntas em Los Alamitos, Califórnia, da Bright Canyon Energy. A microrrede inclui 31,5 MW de capacidade solar, um sistema de armazenamento de bateria de 20 MW/40 MWh, 3 MW de geradores de backup e controles de microrrede. Ele fornecerá resiliência de energia para a base militar e a rede circundante operada pela San Diego Gas & Electric. A aquisição é a primeira fase de um acordo com a Pinnacle West Capital Corp., dona da Bright Canyon Energy. A segunda fase inclui a aquisição da própria Bright Canyon Energy Corp. e sua participação na Kupono Solar Development Co. A microrrede apoia operações militares e fornece energia solar para a comunidade, com capacidade para atender mais de 5 mil residências. (MicrogridKnowledge - 10.08.2023)
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EUA/Califórnia: Conselho busca novas áreas para instalação de microrredes

O Conselho Judicial da Califórnia busca instalar microrredes renováveis em 33 locais no estado, como parte do "Programa Estadual de Energia Solar e Armazenamento Local", visando reduzir emissões de gases de efeito estufa e aumentar a resiliência com energia gerada. O programa inclui projetos de energia solar fotovoltaica, sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e sistemas de microrredes conectados à rede. Os locais estão divididos em quatro regiões, com propostas obrigatórias para três tipos de sistemas de instalação. O processo de seleção levará em consideração o custo/poupança e o design preliminar do projeto. As propostas devem ser enviadas até 14 de dezembro, com expectativa de recepção e início da construção em 2024. Contratos de operação e manutenção abrangerão até 2044. (MicrogridKnowledge - 07.08.2023)
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Índia: Licitação para manutenção de microrredes solares

O estado indiano de Jharkhand lançou sete licitações visando operações de cinco anos e contratos de manutenção para 212 microrredes solares em sete distritos. A Agência de Desenvolvimento de Energias Renováveis de Jharkhand (JREDA) lidera a iniciativa, buscando garantir o funcionamento contínuo das minirredes. Com mais de 37 milhões de habitantes, Jharkhand depende das microrredes para a eletrificação rural, abrangendo residências, agricultura, comércio, escolas e instalações médicas. A proposta requer que os fornecedores assumam um contrato de manutenção abrangente, incluindo peças de reposição e garantia para os sistemas de armazenamento por cinco anos. (MicrogridKnowledge - 11.08.2023)
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Tecnologias e Soluções Digitais

Siemens: Uso de gêmeos digitais eleva excelência operacional de sistemas

Na apresentação do Full-stack Developer da Siemens, Thiago Ribeiro, a tônica foi para os benefícios e oportunidades trazidas pelos chamados gêmeos digitais, que trazem aplicações para simulações avançadas de processos, excelência operacional, design/manufatura inteligente e o ciclo de vida dos produtos. O desenvolvedor também trouxe um case da Renom, uma geradora de energia renovável, que almeja um crescimento de seis vezes, passando de 500 MW para 3 GW de capacidade instalada. No caso a companhia utilizou o gêmeo digital do produto junto com ferramentas de ioT para capturar dados da operação, prevendo o comportamento dos sistemas com antecedência e fazendo as intervenções pertinentes. Como resultado houve o aumento de 20% da resposta efetiva na manutenção e 12% do custo operacional. Outro caso trazido na palestra é da movimentação na indústria metalúrgica, sobretudo de alumínio, em busca da melhor gestão energética e redução da pegada de carbono. De acordo com Ribeiro, as empresas têm buscado ferramentas de conectividade com sistemas de automação para transformar os dados em informação, utilizando inteligência artificial para pontos de melhoria e personalização de relatórios. (CanalEnergia - 08.08.2023) 
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Reino Unido: Projetos inovadores de medidores inteligentes devem transformar o gerenciamento de energia

Dois projetos de inovação em dados de medidores inteligentes foram aprovados na Grã-Bretanha. O primeiro projeto se concentra em um sistema de Internet das Coisas (IoT) baseado em medidores inteligentes, com o objetivo de demonstrar a detecção inteligente de temperatura e umidade dentro de uma propriedade usando dados de medidores inteligentes acessíveis por meio da rede da Data Communication Company (DCC). O segundo projeto visa estabelecer um repositório de dados de energia de medidores inteligentes, com foco na proteção de dados pessoais enquanto compartilha tendências e percepções anônimas para gerenciar o sistema de energia com mais eficiência e fazer a transição para zero líquido. Os projetos fazem parte de um programa maior que investiga inovações para flexibilidade no sistema elétrico. As iniciativas envolvem colaborações com várias organizações e sua segunda fase deve durar cerca de 15 meses. (Smart Energy - 11.08.2023)
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NCCETC: EUA avançam na modernização da rede elétrica em todos os Estados

No segundo trimestre de 2023, todos os 50 estados dos EUA, além do Distrito de Columbia e Porto Rico, realizaram ações de modernização da rede elétrica, com destaque para implantação de armazenamento de energia, reformas no modelo de negócios de serviços públicos, planejamento de sistema de distribuição e regras de interligação. O relatório do North Carolina Clean Energy Technology Center (NCCETC) mostra um total de 539 ações nesse período. Califórnia, Texas, Maine e outros lideraram como iniciativas. O relatório aponta tendências, como regulamentações previstas em desempenho, foco crescente em armazenamento de bateria de longa duração e adição de capacidade de armazenamento em planos de recursos integrados. (Smart Energy - 10.08.2023)
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EDF Renewables Israel: Uso de IA para aprimorar fazendas solares

A EDF Renewables Israel, parte do Grupo EDF, está usando a plataforma de IA e machine learning Predict+, desenvolvida pela Tigo Energy, para obter insights de dados de medidores de energia em suas fazendas solares. A parceria tentou melhorar o desempenho das fazendas solares em Israel por meio da previsão automática de geração e consumo de eletricidade, auxiliando em decisões de comércio de energia e análises de lucro. A plataforma permite previsões precisas do consumo de energia, gerenciamento de insights de mercado e conformidade regulatória. O Predict+ faz parte da plataforma Tigo Energy Intelligence (EI), que supervisiona todas as fases de instalações solares. A iniciativa fortalece a posição da EDF Renewables como líder no setor de serviços públicos de energia. (Smart Energy - 06.08.2023)
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Nova consultoria da Capula acelera digitalização na indústria energética

A Capula lançou um serviço de consultoria no Reino Unido para acelerar a digitalização e a descarbonização na indústria energética. A empresa, especializada em integração de sistemas, reunirá conhecimentos comerciais, digitais e técnicos para apoiar a transformação digital nos setores de serviços públicos, nucleares e de energia. A consultoria utilizará tecnologias como IIoT (Internet Industrial das Coisas), Machine Learning e IA visando fornecer aos clientes acesso a dados industriais valiosos para otimizar a eficiência em plantas e redes de energia. Liderado por Neil White, um experiente engenheiro de software e gerente de negócios, o serviço terá suporte de uma equipe de especialistas em digitalização, incluindo engenheiros de controle de automação e TI. O Reino Unido prevê que a digitalização poderia reduzir os custos do sistema de energia em até £ 10 bilhões até 2.050 e gerar 24 mil empregos. (Smart Energy - 04.08.2023)
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Segurança Cibernética

Operadoras de hidrelétricas investem em segurança cibernética

O temor de ataques cibernéticos com uso de softwares maliciosos, especialmente ransomwares, tem levado as empresas de geração hidrelétrica brasileiras a buscarem alternativas de proteção, coordenadas pelo ONS ou individualmente, em linha com os controles determinados pelo operador e com recomendações internacionais. Entre essas empresas estão a Cemig, a Copel e Itaipu, que investem em tecnologia de informação e programas de segurança operacional. A Cemig vem implantando medidas que protejam tanto seus sistemas quanto os ativos operacionais especificamente. “Estamos implementando diversas tecnologias de proteção, tanto de forma geral na empresa como de forma específica para as instalações de geração”, explica José Newton Fernandes Ferreira, gerente de Segurança Cibernética e de Informação da empresa. A Itaipu binacional, a segunda maior hidrelétrica do mundo, é outra que vem tratando com extremo cuidado suas informações de segurança. Segundo Everton Pascoal, superintendente de Informática da empresa, Itaipu já realizou investimentos em “proteção de perímetro, proteção de dispositivos de usuários finais, proteção de dados e tem programado investir em proteção de autenticação de múltiplos fatores e análise contínua de vulnerabilidades”. A paranaense Copel, empresa em processo de privatização, que chegou a sofrer um ataque em fevereiro de 2021, tendo suspendido temporariamente parte dos seus sistemas, sem prejuízos operacionais, informou que iniciou em 2016, “em ações pontuais”, a integração de tecnologia de informação com tecnologia de operação voltadas para a segurança cibernética e que a partir de 2019 intensificou esses esforços. (Brasil Energia - 11.08.2023)
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EUA pressionam Japão por mais segurança cibernética

Prestes a compartilhar informações relacionadas à defesa com o Japão, os Estados Unidos têm demonstrado preocupação com revelações de que hackers chineses teriam acessado segredos de defesa japoneses. O levantamento sobre os ataques cibernéticos realizados contra os Estados Unidos e seus aliados está em um relatório publicado pelo jornal Washington Post. A violação dos segredos de defesa japoneses por hackers do exército chinês, descoberta pelo governo americano, teria sido realizada no outono de 2020. De acordo com o relatório, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, indicou a Tóquio que o compartilhamento de dados entre os dois países pode ser interrompido, a menos que o Japão reforce sua segurança cibernética. "Nos sentimos confiantes em nosso relacionamento e no compartilhamento de inteligência que fazemos com o Japão", mas evitou comentar sobre capacidades japonesas específicas, dizendo apenas que estão muito confiantes de que o Japão "será capaz de resolver quaisquer preocupações de segurança que eles tenham", afirmou a vice-secretária de imprensa do Pentágono, Sabrina Singh. A China nega a realização de ataques cibernéticos contra outros países, mas James Lewis, vice-presidente sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, com sede em Washington, afirmou que o Japão é o principal alvo das atividades cibernéticas chinesas, tanto para a tradicional coleta de inteligência política/militar quanto para espionagem econômica. "Portanto, o Japão tem sido um alvo há mais de uma década e provavelmente é um alvo tão importante para a China quanto para os Estados Unidos", ressaltou. (Valor Econômico - 10.08.2023)
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EUA: Conselho de Segurança Cibernética aperta o cerco ao roubo de identidade na nuvem

O Conselho de Revisão de Segurança Cibernética dos EUA vai fazer uma revisão para tentar mitigar os problemas registrados com identidade baseada em nuvem e infraestrutura de autenticação. A ação incluirá uma avaliação de uma recente violação da Microsoft que levou ao roubo de e-mails de agências autoridades do governo dos EUA, informou o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês). A revisão vai se concentrar no direcionamento malicioso de ambientes de computação em nuvem, informou o DHS. “Organizações de todos os tipos dependem cada vez mais da computação em nuvem para fornecer serviços ao povo americano, tornando imperativo que entendamos as vulnerabilidades dessa tecnologia”, disse o secretário do DHS, Alejandro Mayorkas. A atuação do órgão acontece depois que o senador norte-americano, Ron Wyden, pediu, em julho, à agência de cibersegurança e ao e Departamento de Justiça para “tomar medidas” contra a Microsoft. Um ataque hacker, que teria sido supostamente originado em Pequim, na China, teriaconfiscado chaves criptográficas a partir de uma brecha de codificação para obter acesso à plataforma de mensagens em nuvem da companhia. (Convergência Digital - 11.08.2023)
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EUA: Administração Biden lança desafio de segurança cibernética de IA

Em um comunicado à imprensa, a administração Biden revelou uma oportunidade para hackers competirem por recompensas monetárias substanciais aplicando a inteligência artificial (IA) para proteger a infraestrutura vital dos Estados Unidos contra vulnerabilidades de cibersegurança. Na primavera de 2024, uma fase preliminar selecionará até 20 equipes de alto desempenho para avançar para as semifinais da DEF CON 2024, uma importante conferência de cibersegurança. Dessas, um máximo de cinco equipes receberá US$ 2 milhões cada e avançará para as finais da DEF CON 2025. As três equipes principais competirão por prêmios extras, incluindo um prêmio de US$ 4 milhões para a melhor proteção de software vital, de acordo com o comunicado oficial da Casa Branca. Com uma alocação de quase US$ 20 milhões em recompensas, o Desafio de Cibersegurança de IA reúne empresas proeminentes como Anthropic, Google, Microsoft e OpenAI. Esses líderes da indústria contribuirão com sua tecnologia para a competição, que foi anunciada durante a conferência de hackers Black Hat USA realizada em Las Vegas, Nevada. (Cointelegraph - 10.08.2023)
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EUA: Investimento em Segurança Cibernética para escolas do ensino fundamental e médio

A Casa Branca está destinando financiamento para combater ataques cibernéticos nas escolas do ensino fundamental e médio (K-12). Autoridades federais, incluindo figuras do governo Biden, buscam enfrentar o aumento de ransomware e ameaças maliciosas enfrentadas por essas escolas. Os planos incluem um programa piloto de US$ 200 milhões para segurança cibernética, um conselho de coordenação governamental e exercícios cibernéticos. A medida surge em meio a um aumento de ataques a distritos escolares em todo o país. A segurança cibernética escolar se tornou prioridade, com a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA, na sigla em inglês) planejando ações para proteger as escolas. (CyberSecurityDive - 07.08.2023)
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