IFE
31/05/2023

IFE Tecnologia Exponencial 133

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
31/05/2023

IFE nº 133

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Tecnologia Exponencial 133

Transição Energética e ESG

IEA: Investimento em energias renováveis supera os combustíveis fósseis

De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o investimento em tecnologias de energia limpa está superando significativamente os gastos com combustíveis fósseis. Estima-se que mais de US$ 1,7 trilhão sejam destinados a tecnologias limpas, como renováveis, veículos elétricos, energia nuclear, armazenamento de energia e melhorias de eficiência, em comparação com pouco mais de US$ 1 trilhão para carvão, gás e petróleo. Espera-se um aumento de 24% no investimento anual em energia limpa entre 2021 e 2023, impulsionado por energias renováveis e veículos elétricos. No entanto, mais de 90% desse aumento vem de economias avançadas e da China, o que apresenta um risco de divisão na transição global de energia limpa se outros países não acompanharem. No entanto, ainda há deficiências nos investimentos de energias renováveis em economias emergentes e em desenvolvimento, devido a fatores como taxas de juros altas, estruturas políticas e de mercado pouco claras e infraestrutura de rede fraca. Neste sentido, a agência frisa que mais esforços são necessários para impulsionar o investimento nessas regiões. (IEA - 25.05.2023) 
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Copelouzos e Infinity Power: MoU visando projetos de energias renováveis

O Grupo Copelouzos e a Infinity Power assinaram um memorando de entendimento para desenvolver projetos de energia renovável entre a Grécia e o Egito. O projeto, chamado GREGY, envolverá a interligação elétrica dos dois países por meio de um cabo submarino com capacidade de 3 GW e transmissão bidirecional de energia. O cabo GREGY transportará 100% de energia verde do Egito para a Grécia e, em seguida, para a Europa. Serão necessários projetos de energia renovável com capacidade de aproximadamente 9,5 GW para otimizar o uso do GREGY. O objetivo é fornecer fontes alternativas de energia limpa para a Europa, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis. O memorando prevê a criação de um comitê gestor para coordenar as discussões e negociações. Essa cooperação aproveitará a experiência e o conhecimento técnico, comercial e financeiro das partes envolvidas para o desenvolvimento e operação bem-sucedidos dos projetos de energia renovável. Esse acordo segue uma estrutura de investimento estabelecida entre os Emirados Árabes Unidos e a Grécia no ano anterior. (Renews.Biz - 18.05.2023) 
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IEA: Investimento global em energia limpa ultrapassará US$ 1,7 trilhão em 2023

De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o investimento global em energia limpa está previsto para atingir quase US$ 2 trilhões em 2023, com a energia solar prestes a ultrapassar a produção de petróleo pela primeira vez. O investimento em tecnologias limpas, incluindo renováveis e veículos elétricos, representará mais de US$ 1,7 trilhão dos US$ 2,8 trilhões esperados para serem investidos globalmente em energia este ano. A energia solar está liderando esse crescimento e deve representar a maior parte do investimento em geração de energia. No entanto, mais de 90% desse aumento de investimento vêm de economias avançadas e da China, o que pode levar a divisões na energia global se outros países não acompanharem a transição para a energia limpa. O relatório destaca a importância de políticas de apoio e ações governamentais para impulsionar o investimento em energia limpa, especialmente em economias emergentes e em desenvolvimento. Embora os investimentos em energia limpa tenham sido impulsionados por fatores como crescimento econômico e preocupações com segurança energética, é necessário um esforço contínuo para acelerar a transição global para fontes de energia sustentáveis. (Renews.Biz - 25.05.2023) 
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IRENA: Conselho avalia o progresso da transição energética antes da COP28

A Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, na sigla em inglês) realizou sua vigésima quinta reunião do Conselho em Abu Dhabi, convocando os membros para discutir medidas acionáveis ​​que acelerem uma transição energética justa e inclusiva. A reunião ocorreu seis meses antes da 28ª Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP28), que será sediada nos Emirados Árabes Unidos. A reunião de dois dias contou com a presença de membros trabalhando para aumentar a capacidade global de energia renovável, diante das crises energéticas e geopolíticas em curso. O diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera, ressaltou a importância da colaboração internacional e enfatizou a necessidade de agilidade e responsividade às necessidades dos membros. O presidente do Conselho da IRENA, Tumasie Blair, destacou os desafios enfrentados pelas nações, especialmente pequenos estados insulares em desenvolvimento, e enfatizou a importância de avaliar e realinhar as ações para enfrentar o desafio climático. A reunião do Conselho discutiu temas como implantação de capacidade de energia renovável, financiamento da transição energética e esforços de mitigação e adaptação. Também foram abordados o status global da energia geotérmica, materiais críticos e as descobertas preliminares da Preview of the World Energy Transitions Outlook 2023 da IRENA, que destacam a necessidade de acelerar as mudanças em todos os setores para cumprir as metas climáticas. (IRENA - 23.05.2023) 
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Geração Distribuída

Avaesen: Lançamento da Aceleradora de Comunidades Energéticas Locais

Na Comunidade Valenciana, a revolução das comunidades energéticas locais continua a avançar. A associação de empresas de energias renováveis e outras tecnologias limpas da Comunidade Valenciana (Avaesen) lançará nos próximos dias a primeira aceleradora de Comunidades Energéticas Locais (CELs), com sete projetos selecionados para impulsionar o autoconsumo coletivo como ponto de partida. Entre as iniciativas selecionadas, há duas que surgem da união de moradores nas cidades de Sagunt e Almoines. As outras cinco iniciativas são lideradas pelos municípios de Alcoi, Senyera e Albaida, na província de Valência, e Cortes de Arenoso e Onda, na província de Castellón. Serão realizadas várias sessões nos próximos meses, abordando três temas principais: grupos motores e modelo de participação, estudos técnicos e permissões, e financiamento, instalação e gestão. Dessa forma, uma vez capacitadas, as comunidades terão todo o conhecimento necessário para desenvolver suas comunidades energéticas. (Energias Renovables - 26.05.2023) 
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Armazenamento de Energia

Fastmarkets: Preços do lítio permanecerão elevados em 2023

O preço do carbonato de lítio, um componente essencial para as baterias de íons de lítio, caiu no início de 2023, mas se recuperou desde então. Segundo Jordan Roberts, analista da Fastmarkets, os preços devem permanecer altos este ano, embora não atinjam os picos de 2022. A oferta de carbonato de lítio costuma ser menor do que a demanda, e espera-se atrasos nas novas unidades de produção, o que contribuirá para a manutenção dos preços elevados. No entanto, Roberts prevê que os preços médios de longo prazo cairão ao longo do tempo, impulsionados por novos suprimentos, menor demanda e desestocagem. Muthu Krishna, modelador de custos de fabricação de baterias, estima que os custos das células de íons de lítio, tanto NMC quanto LFP, continuarão a diminuir no longo prazo. Ele prevê que as células NMC811 atinjam um preço de US$ 68/kWh até 2029, enquanto as células LFP podem chegar a US$ 65/kWh. No nível do pacote, os preços do NMC podem ficar abaixo de US$ 100/kWh até 2027, enquanto os preços do LFP podem alcançar esse valor em 2025. No entanto, após 2029, espera-se uma escassez de oferta, o que pode resultar em um aumento nos preços das baterias de íons de lítio. (Energy Storage - 25.05.2023) 
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EUA: Indústria de armazenamento de baterias de larga escala bate recorde em potência instalada

A capacidade instalada de sistemas de armazenamento de energia de bateria em larga escala (BESS, na sigla em inglês) nos Estados Unidos aumentou 80% em 2022, atingindo 4 GW/12 GWh. Isso contribuiu para que a capacidade total de energia eólica, solar e de armazenamento dos EUA chegasse a quase 228 GW até o final do ano passado. Os dados foram divulgados pela American Clean Power Association (ACP), um grupo comercial do setor. Embora o setor de armazenamento de energia tenha tido um ano recorde, houve um declínio no volume de implantação em relação aos dois anos anteriores. Os principais fatores para esse declínio foram questões relacionadas à cadeia de suprimentos, desafios na aquisição de módulos solares fotovoltaicos, atrasos na obtenção de interconexão à rede e incertezas em relação às disposições da Lei de Redução da Inflação (IRA), especialmente o crédito fiscal de produção (PTC). (Energy Storage - 25.05.2023) 
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Veículos Elétricos

DOE: Financiamento para projetos de VEs da General Motors

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou o financiamento de US$ 87 milhões para projetos de veículos elétricos, da General Motors. Os projetos abrangem o desenvolvimento de sistemas de acionamento elétrico, carregadores rápidos móveis e pesquisas sobre equidade na transição para veículos elétricos. O DOE também revelou uma oportunidade adicional de financiamento de US$ 99,5 milhões para reduzir os custos de infraestrutura de carregamento de veículos elétricos em comunidades carentes, melhorar a tecnologia de baterias e educar os consumidores sobre veículos elétricos. Os projetos visam acelerar a adoção de veículos elétricos, gerar o aumento na demanda de eletricidade e promover a inclusão de comunidades sub-representadas. (UtilityDive - 23.05.2023) 
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CNI: Brasil destoa de experiência internacional de sucesso na mobilidade sustentável

O Brasil destoa da experiência internacional em mobilidade sustentável, perdendo relevância, inclusive, na região da América Latina. Para mudar esse cenário, o país precisa investir R$ 295 bilhões até 2042 em infraestruturas de mobilidade urbana nas 15 principais regiões metropolitanas do país. Essa é a conclusão do estudo inédito da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Mobilidade Urbana no Brasil: marco institucional e propostas de modernização. O estudo aponta que os principais desafios enfrentados para a evolução da mobilidade urbana incluem a falta de financiamento, fator apontado pelo estudo como o maior gargalo para a expansão dos transportes urbanos no Brasil. Além disso, a CNI defende que sejam viabilizadas fontes de investimentos, com recursos nacionais e estrangeiros, além de participação pública e privada nos projetos de transformação. (Inside EVs - 19.05.2023)  
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Shell Recharge: Instalação do 1º carregador rápido em Franca

Nesta semana, a Raízen, por meio do programa Shell Recharge, implementou uma estação de recarga rápida para veículos elétricos em Franca, maior cidade da região. Localizada no Posto Shell Galo Branco, a estação possui um carregador de 50 kW de potência e carrega um veículo por vez. Estão disponíveis dois tipos de plug para carga rápida DC, um do tipo ChadeMo e outro do tipo CCS2 - a energia tem fonte renovável certificada, produzida pela Raízen. Acelerando os investimentos em infraestrutura para mobilidade elétrica no Brasil, a Raízen vem fazendo parcerias e ampliando gradativamente a rede de carregamento. No caso específico de Franca, trata-se do primeiro carregador rápido da região. (Inside EVs - 19.05.2023)  
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Higer Bus: Entrega de ônibus elétricos para munícipio de Cascavel

Uma das principais cidades do Paraná, Cascavel anuncia um projeto que envolve a compra de ônibus elétricos que serão alimentados por energia solar fotovoltaica. O acordo assinado com a prefeitura define a compra de 15 ônibus elétricos, sendo 13 do modelo convencional e dois articulados. Fruto de um investimento de R$ 66 milhões, mais R$ 25 milhões para a construção da usina fotovoltaica, que será instalada no aterro sanitário do município, o projeto de mobilidade elétrica no transporte público foi viabilizada com os incentivos do governo estadual e do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). E o fornecedor é a TEVX Higer Bus, representante local de ônibus elétricos importados da China. A previsão inicial é de que o município de Cascavel economize R$ 260 milhões em combustível nos próximos 25 anos, ou mais de dez vezes o valor do investimento. Dessa forma, a prefeitura tem a expectativa de uma gradativa redução do custo operacional do sistema e o barateamento da tarifa do transporte coletivo. (Inside EVs - 19.05.2023)  
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Volvo: Pedidos recorde de caminhões elétricos

Acelerando sua transição energética, a Volvo Trucks assinou uma carta de intenções para vender 1 mil caminhões elétricos até 2030 para a Holcim, um dos maiores fornecedores de soluções de construção do mundo. Trata-se do maior pedido comercial até o momento para caminhões elétricos da montadora sueca, e os primeiros 130 caminhões elétricos pesados Volvo FH e Volvo FM serão entregues a mercados como França, Alemanha, Suíça e Reino Unido durante o quarto trimestre de 2023 e ao longo de 2024. A Holcim é uma fabricante global de soluções de construção, com sede na Suíça. "A colaboração de longo prazo e um forte compromisso de realmente fazer a diferença são essenciais para tornar realidade as grandes reduções de CO2. Estou muito orgulhoso da parceria que desenvolvemos com a Holcim e dos resultados que estamos alcançando juntos", diz Martin Lundstedt, Presidente e CEO do Volvo Group. (Inside EVs - 22.05.2023)  
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Ford: Acordo com os principais produtores de lítio do mundo

A Ford firmou recentemente novos acordos de fornecimento de material para baterias em uma demonstração de como está solidificando a cadeia de suprimentos necessária para uma expansão maciça na produção de veículos elétricos. Os dois maiores nomes entre as várias empresas que anunciaram acordos com a Ford - a norte-americana Albemarle e a chilena SQM - são os maiores produtores mundiais de lítio. A disponibilidade e o custo de materiais cruciais para baterias são as principais preocupações há anos entre as montadoras que tentam construir suas linhas elétricas. As questões ganharam mais urgência nos últimos meses devido ao aumento da concorrência para fechar acordos de fornecimento, oscilações violentas nos custos das matérias-primas e a pressão do governo dos EUA para que as empresas reduzam sua dependência da China para minerais essenciais. (Valor Econômico - 23.05.2023) 
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GWM: Uso de caminhões elétricos nos serviços de logística

Enquanto inicia suas atividades no Brasil com as vendas da linha Haval H6, a GWM se apoia em várias frentes para consolidar sua operação no país. Uma delas é a disponibilidade de peças de reposição, uma das maiores preocupações dos proprietários de veículos 0KM. E para fazer isso de forma sustentável, a montadora iniciou a distribuição para as concessionárias utilizando caminhões elétricos. Segundo anunciado pela GWM, 15 concessionárias da empresa começaram a receber o pacote inicial de cerca de 40 itens prioritários em maio, composto tanto por peças de alto giro quanto por ferramentas de diagnóstico. Na segunda etapa, as concessionárias receberão itens de reposição complementares, que vão variar conforme o volume de vendas da unidade e do número de pontos de distribuição em cada estado. (Inside EVs - 24.05.2023)  
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BYD: França, Alemanha e Espanha disputam construção de fábrica de VEs

A chinesa BYD prepara amplo pacote de investimentos para ganhar participação no mercado de elétricos da Europa e cada vez mais tem conseguido atrair o interesse dos governos da região. Prova disso é a disputa travada entre França, Alemanha e Espanha pela sede da fábrica de veículos elétricos que a empresa planeja construir no continente nos próximos anos. Executivos da BYD estão em negociações diretas com representantes do governo francês, mas a Alemanha e a Espanha também têm chances de levar a fábrica. O único país descartado até o momento é o Reino Unido, que perdeu a disputa pelo investimento por conta do Brexit. Detalhes sobre o investimento, como valores, ainda são desconhecidos. A fábrica entrará em operação em 2025 e abastecerá todos os principais mercados da Europa. (Inside EVs - 24.05.2023)  
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Lei de incentivo aos veículos elétricos no Brasil avança no Senado

Enquanto aguarda por uma regulamentação mais adequada e incentivos para a transição energética na indústria automotiva, o Brasil tem propostas em andamento no Congresso. Entre elas, está o projeto de lei que incentiva a pesquisa e o desenvolvimento ligados aos veículos elétricos no país. Conforme anúncio oficial, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou recentemente o projeto de lei 6.020/2019, de autoria da senadora Leila Barros (PDT/DF), que cria uma política de incentivo tributário à pesquisa de desenvolvimento da mobilidade elétrica no Brasil. Em linhas gerais, o projeto determina que as empresas beneficiadas por renúncias fiscais no Rota 2030 deverão aplicar 1,5% da redução de impostos em pesquisas sobre o desenvolvimento da tecnologia voltada para a mobilidade elétrica. De acordo com o texto, nos primeiros dez anos de vigência da política, a cota de 1,5% dos benefícios tributários deve ser investida em instituições públicas de pesquisa, ou em pesquisas por elas supervisionadas. (Inside EVs - 24.05.2023)  
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Volkswagen apresenta seu primeiro ônibus elétrico e-Volksbus no Brasil

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) começou a testar no Brasil seu primeiro protótipo de ônibus elétrico. O objetivo da montadora é aproveitar a sua expertise no desenvolvimento e produção em larga escala de veículos pesados aplicados à mobilidade elétrica. Nesta primeira fase de testes, o protótipo de ônibus elétrico urbano e-Volksbus irá circular no campo de provas do centro mundial de pesquisas da VWCO em Resende, no interior do Rio de Janeiro. O veículo elétrico possui 350 km de autonomia, graças a uma bateria com 12 packs. Foi relatado que há várias empresas interessadas no Volksbus elétrico, que estão avaliando seus custos de operação. A VWCO também busca parcerias com o poder público para subsidiar os custos, ressaltando que o valor final pode chegar a R$ 2 milhões. (Inside EVs - 24.05.2023)  
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Stellantis: Novo ciclo de investimentos no Brasil focado em veículos híbridos

Enquanto o governo federal preparava os últimos detalhes do novo programa do carro popular, o presidente da Stellantis na América do Sul, Antonio Filosa, reuniu-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para conferir com o ministro a disposição do governo para aceitar condições que a companhia estabelece para continuar a investir pesado no Brasil. As duas principais são a manutenção de incentivos no Nordeste, onde fica uma das maiores fábricas do grupo, e estímulo para desenvolver e produzir, no país, carros híbridos movidos a etanol. A Stellantis pretende produzir carros híbridos no país, tendo o etanol como principal fonte de energia. Para argumentar sua posição, Filosa levou para o gabinete de Haddad uma apresentação dos resultados de testes com carros comparando a emissão de CO2 a partir de várias fontes de energia. Nos testes, o carro abastecido com etanol emitiu menos dióxido de carbono que o elétrico com simulação de uso de energia gerada na Europa. (Valor Econômico - 25.05.2023) 
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Gestão e Resposta da Demanda

ESIG: Demanda flexível por meio da participação de grandes clientes em mercados atacadistas

Um white paper do Energy Systems Integration Group (ESIG) propõe uma abordagem que permitiria aos grandes clientes industriais ter flexibilidade em sua demanda e licitar nos mercados atacadistas os preços do dia seguinte que estão dispostos a pagar por várias quantidades de eletricidade. Essa flexibilidade de demanda se tornaria mais importante com o aumento das energias renováveis intermitentes, eletrificação e novas cargas de grande porte. Essa abordagem permitiria que os grandes clientes aumentassem o consumo de eletricidade a preços baixos durante horários de alta geração renovável, como energia solar e eólica, quando os preços no atacado são baixos ou até mesmo negativos. Isso poderia incluir o carregamento de veículos elétricos durante a noite e a distribuição de cargas entre diferentes data centers de clientes. Outros grandes clientes, como mineradores de criptomoedas ou produtores de hidrogênio, poderiam estabelecer um limite superior para o preço de compra de eletricidade, reduzindo a carga em momentos de tensão na rede e preços mais altos. (PV Magazine - 25.05.2023) 
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Eficiência Energética

ComEd: Proposta anual de Eficiência Energética oferece economia aos clientes

A ComEd solicitou à Illinois Commerce Commission (ICC) um aumento de US$ 119 milhões em investimentos em energia para expandir os investimentos em eficiência energética em apoio à Lei do Clima e Trabalho Equitativo (CEJA, na sigla em inglês). O programa da ComEd economizou US$ 176 milhões em contas de energia elétrica em 2022 e ajudou mais de 630 mil clientes a economizarem mais de 11 milhões de MWh de eletricidade. A permissão será revisada nos próximos oito meses, e se aprovada, adicionará cerca de 56 centavos à conta média residencial mensal a partir de janeiro de 2024. A ComEd planeja expandir as ofertas de eficiência energética como parte de sua visão ComEd 2030. (Electric Energy Online - 29.05.2023) 
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UE e Coreia do Sul: Parceria visando projetos de eficiência energética

A União Europeia (UE) e a Coreia do Sul estabeleceram uma parceria para cooperar na transição para uma economia verde. A parceria abrange áreas como energias renováveis, eficiência energética, mobilidade sustentável e redução de emissões de gases de efeito estufa. Ambas as partes reafirmaram seu compromisso com a neutralidade climática 2050 e suas metas individuais de redução de emissões até 2030. A parceria visa também colaborar com países terceiros na transição ecológica e fortalecer os esforços no combate às mudanças climáticas. Além disso, serão exploradas áreas como cooperação empresarial, finanças administrativas e pesquisa e inovação. (Smart Energy - 25.05.2023) 
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Microrredes e VPP

FuelCell Energy: Concessionárias estão visando o uso de hidrogênio em suas microrredes

As concessionárias estão de olho nas microrredes híbridas – que incluem hidrogênio e outras fontes de energia renovável – para atingir suas metas de descarbonização, responder às preocupações de sustentabilidade de clientes comerciais e industriais, integrar energia renovável e fornecer resiliência aos clientes. Para atingir suas metas de descarbonização, as concessionárias estão adicionando mais energia solar e eólica, o que pode representar um desafio porque são recursos intermitentes, dessa forma as concessionárias também estão pensando em introduzir hidrogênio para armazenamento de longo prazo. “Em vez de desligar a energia solar e eólica, eles podem alimentar esses recursos em uma célula de combustível ou eletrolisador e armazenar hidrogênio”, explicou Mark Feasel, vice-presidente executivo e diretor comercial da FuelCell Energy. “Será um armazenamento de longo prazo.” Isso permite que as concessionárias monetizem a energia solar e eólica, em vez de descartar o excesso de recursos renováveis. (MicrogridKnowledge - 26.05.2023) 
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Microgrid Knowledge: Projetos que sinalizam o futuro das microrredes

As microrredes estão passando por mudanças, expandindo suas capacidades e recursos. Além das fontes tradicionais de energia solar, baterias e geradores de combustível fóssil, novos elementos estão sendo incorporados às microrredes para atender a uma variedade mais ampla de clientes. Sobre essa questão a Microgrid Knowledge, trouxe 8 projetos de microrredes que demonstram esse direcionamento para o futuro. Entre eles projetos como o da Schneider Electric que está explorando o uso das correntes dos rios em microrredes construídas em áreas remotas; um aeroporto em Nova York que está construindo uma microrrede federada composta por quatro microrredes independentes; a microrrede na Califórnia da Enchanted Rock, que utiliza gás natural renovável para oferecer energia limpa e confiável; e o uso da tecnologia DERMS (Sistema de Gerenciamento de Recursos de Energia Distribuída, na sigla em inglês) nas microrredes da Horizon Power, na Austrália Ocidental, para facilitar a integração de recursos de energia distribuída. (T&DWorld - 24.05.2023) 
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Tecnologias e Soluções Digitais

AMI de próxima geração: Desbravando o caminho rumo a um futuro líquido zero

Os avanços mais recentes em AMI (Infraestrutura de Medição Avançada, na sigla em inglês) da próxima geração estão impulsionando a transição para sistemas de energia net-zero. A nova geração de sistemas AMI, conhecida como AMI 2.0, utiliza dispositivos inteligentes de computação de borda para fornecer dados em tempo real sobre geração e consumo de energia. Empresas como a Landis+Gyr, Itron, Honeywell e Sensus estão desenvolvendo soluções avançadas nessa área. Esses avanços incluem medidores habilitados para IoT, análise de dados em tempo real, detecção de problemas de impedância, integração de veículos elétricos e segurança cibernética aprimorada. Essas inovações permitem uma compreensão mais holística do sistema de energia, melhor tomada de decisões, maior eficiência e resiliência da rede. (PowerGrid - 22.05.2023) 
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ENSIGN: Projeto de gêmeo digital visa modelar o futuro sistema de energia britânico

O projeto Energy System Digital Twin (ENSIGN) está desenvolvendo um gêmeo digital das futuras redes de energia multivetoriais do Reino Unido para alcançar emissões líquidas zero até 2050. Com um financiamento de £10 milhões (US$12,4 milhões) provenientes da indústria e do governo, o projeto busca entender a integração de recursos renováveis, como energia eólica, solar, maré, geotérmica, hidrogênio, transporte eletrificado e aquecimento. O uso dos gêmeos digitais permitirá a modelagem, teste e análise de cenários antes da implementação no mundo real, bem como a tomada de decisões em tempo real com base em seu comportamento. O projeto ENSIGN é liderado pela SP Energy Networks e pela Universidade de Strathclyde, em colaboração com outras universidades e organizações. Prevê-se que mais de 20 trabalhos de pesquisa e cargas de doutorado sejam criados, e espera-se que o uso de gêmeos digitais se torne comum no setor de energia. (Smart Energy - 25.05.2023) 
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Iberdrola: Nova parceria em gestão inteligente

A Iberdrola lançou uma solução de gerenciamento de energia em parceria com a Amazon Web Services (AWS) e a Deloitte, visando economia de energia de até 30% para os consumidores. A plataforma chamada Advanced Smart Assistant permite o consumo em horários de tarifas mais flexíveis, facilitando a eletrificação e a sustentabilidade do sistema. A solução utiliza inteligência artificial para gerenciar ativos elétricos em residências por meio da nuvem AWS, com o objetivo de reduzir o consumo de energia de dispositivos inteligentes de 10% a 30%. A plataforma foi desenvolvida no Innovation Middle East Center da Iberdrola e será oferecida através do aplicativo da Iberdrola, fornecendo informações e recomendações avançadas para os consumidores. (Smart Energy - 22.05.2023) 
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Ferramenta Metaverse é o primeiro objetivo do recém-inaugurado projeto ROAD

A empresa de energia italiana Eni lançou o projeto ROAD, com foco no desenvolvimento de uma ferramenta de metaverso habilitada para gêmeos digitais. O projeto visa experimentar a combinação de projetos e direcionar os objetivos do projeto para o desenvolvimento de novas cadeias de suprimentos. Os objetivos da rede ROAD incluem o desenvolvimento de projetos inovadores e de pesquisa científica e tecnológica, estabelecendo colaborações na cadeia de abastecimento e experimentando tecnologias emergentes para apoiar comunidades urbanas. O projeto está localizado em Roma, Itália, no Gasômetro de Ostiense, e envolve várias empresas, universidades e centros de pesquisa. (Smart Energy - 22.05.2023) 
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Energy Web: Ferramenta digital para gerenciamento de REDs possui código aberto

O kit de ferramentas Digital Spine da Energy Web, usado para o mercado de recursos de energia distribuídos (REDs) da Project EDGE na Austrália, agora é de código aberto. Ele permite que concessionárias e agregadores configurem e implantem espinhas digitais com integração baseada em nuvem. A ferramenta foi projetada para ajudar os fornecedores de energia na construção de soluções digitais para geração e otimização do despacho de REDs. O projeto EDGE demonstra o potencial da agregação de REDs para fornecedores de serviços de energia ao sistema de energia. A coluna digital é uma rede de nós que coordena os dados quase em tempo real, permitindo a atuação conjunta de ativos de energia distribuídos. O kit de ferramentas possui componentes para troca de dados, gerenciamento de acesso, governança e processamento de dados em conjunto. (Smart Energy - 22.05.2023) 
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Segurança Cibernética

ABI Research: Gastos com segurança de infraestrutura crítica crescerão 83% até 2027

A prevalência de ameaças contra infraestrutura crítica e os esforços liderados pelo governo para lidar com essas ameaças estão contribuindo para um período de crescimento nos gastos com segurança cibernética. Provedores de infraestrutura crítica estão preparados para aumentar os gastos globais com segurança cibernética a uma taxa composta de crescimento anual de 13%, de acordo com projeções da ABI Research. A empresa prevê que os gastos com segurança cibernética entre as organizações de infraestrutura crítica saltarão de cerca de US$ 129 bilhões em 2022 para quase US$ 236 bilhões até 2027. Os maiores gastos em segurança em infraestrutura crítica este ano incluirão organizações em tecnologias de informação e comunicação, finanças e defesa. Os três setores serão responsáveis por mais de 60% de todos os gastos com segurança em infraestrutura crítica durante o ano de 2023, de acordo com a ABI Research. (CyberSecurity Dive - 19.05.2023) 
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Os orçamentos de segurança de TI estão mudando à medida que as empresas visam a redução de riscos

Apesar do impacto significativo dos incidentes cibernéticos nas operações comerciais, os gastos com segurança continuam a ser uma pequena parcela dos orçamentos de TI. Segundo pesquisa do Gartner, em 2022, a segurança de TI representou apenas 5,2% dos orçamentos de TI. No entanto, essa porcentagem representa um avanço em relação ao ano anterior, impulsionada pela crescente conscientização sobre a redução de riscos. Historicamente, uma liderança corporativa mostrava menor tolerância ao risco quando se tratava de proteger os ativos da empresa. No entanto, os funcionários agora reconhecem o risco cibernético como uma ameaça real à credibilidade e aos interesses financeiros. Consequentemente, os investimentos na prevenção desses riscos estão aumentando, embora ainda existam restrições em relação aos orçamentos de segurança cibernética. (CyberSecurity Dive - 22.05.2023) 
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Especialistas destacam a necessidade de relatar ataques de ransomware

A maioria dos ataques de ransomware não é relatada, o que cria um ponto cego para a recuperação, resposta e prevenção de futuros ataques. Especialistas em segurança cibernética e autoridades governamentais enfatizam a importância da transparência e incentivam as organizações a relatarem os ataques o mais rápido possível para a Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura (CISA) ou para o FBI. Existem quatro canais federais para relatar um ataque de ransomware, incluindo o Sistema de Relatório de Incidentes da CISA e o Formulário de Encaminhamento de Reclamações do FBI. A baixa taxa de relatório dificulta a medição precisa da atividade de ransomware pelas agências governamentais. Relatar um incidente não apenas ajuda na resposta e recuperação, mas também permite que as agências compartilhem informações para proteger outras organizações. (CyberSecurity Dive - 18.05.2023) 
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Novo relatório apresenta um plano para entender e avaliar os riscos de segurança digital

O último relatório da Global Coalition for Digital Safety é um marco fundamental no avanço da segurança digital. Ele apresenta um plano para entender e avaliar os riscos de segurança digital. A estrutura do relatório “Avaliação de riscos de segurança digital em ação: uma estrutura e banco de estudos de caso“ baseia-se nos princípios de direitos humanos existentes, nas melhores práticas de gerenciamento de riscos corporativos e nos requisitos regulatórios em evolução para identificar os fatores que devem ser usados para mapear os riscos de segurança digital. Ele estabelece uma metodologia abrangente de como as partes interessadas podem avaliar esses fatores de risco no ecossistema digital. O relatório apresenta vários estudos de caso, destacando a natureza diversa das estruturas de avaliação de risco e suas aplicações práticas. (WeForum - 26.05.2023) 
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DOE: Compartilhamento de informações com indústrias visando reforçar a segurança cibernética do setor de energia

As agências federais intensificaram os esforços para aumentar o compartilhamento de inteligência e aumentar a resiliência do setor em resposta a uma onda de ameaças cibernéticas contra provedores de infraestrutura crítica, incluindo o setor de energia, água e saúde. Como parte desses esforços, o Departamento de Energia dos EUA (DOE) iniciou um programa piloto para coordenar o compartilhamento de informações, avaliações de ameaças e mitigação entre o DOE, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, a comunidade de inteligência e o setor privado. O programa do Laboratório Nacional de Energia Renovável foi desenvolvido para ajudar a coordenar as informações sobre ameaças vindas da indústria privada e da comunidade de inteligência. O programa já ajudou a identificar ameaças desenvolvidas a partir do conflito Rússia-Ucrânia e convertê-las em alertas cibernéticos enviados a todo o setor de energia. (Utility Dive - 22.05.2023) 
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