IFE
29/03/2023

IFE Tecnologia Exponencial 124

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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29/03/2023

IFE nº 124

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Tecnologia Exponencial 124

Transição Energética e ESG

EUA: NREL modela os impactos das leis federais de energia limpa no setor de energia

Uma análise realizada pelo Laboratório Nacional de Energia Renovável (NREL, na sigla em inglês) prevê que a legislação federal aprovada recentemente pelo Congresso dos EUA pode levar a um aumento significativo na implantação de energias renováveis nos Estados Unidos e à rápida redução de emissões até 2030. A Lei de Redução da Inflação e a Lei de Infraestrutura Bipartidária incluem mais de US$ 430 milhões para energias limpas e mitigação das mudanças climáticas de 2022 a 2031. O NREL modelou vários cenários para refletir o impacto das duas leis e prevê um aumento de 25 a 38 pontos percentuais na geração de eletricidade limpa até 2030, com energia solar e eólica sendo os principais impulsionadores desse aumento. As emissões anuais de dióxido de carbono podem cair para 72% a 91% abaixo dos níveis de 2005 em toda a gama de cenários políticos até 2030. (Renewable Energy World - 16.03.2023) 
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IRENA: Recorde no crescimento de energias renováveis apesar da crise de energia

A capacidade global de energia renovável atingiu 3.372 GW no final de 2022, um aumento de 295 GW ou 9,6% em relação ao ano anterior, segundo a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, na sigla em inglês). As fontes de energia renovável contribuíram com 83% da capacidade total adicionada em 2022. O crescimento da energia renovável está concentrado na Ásia, nos Estados Unidos e na Europa. A China adicionou a maior quantidade de nova capacidade de energia renovável com 141 GW. As energias solar e eólica foram as tecnologias dominantes, contribuindo com 90% para a nova capacidade adicionada em 2022. O Diretor-Geral da IRENA, Francesco La Camera, enfatizou a necessidade de triplicar as atuais adições anuais de capacidade para atingir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C. (IRENA - 21.03.2023) 
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Arábia Saudita: Novas metas para energias renováveis

O governo da Arábia Saudita tomou medidas nos últimos anos para enfrentar os desafios e incentivar o desenvolvimento de projetos de energia renovável. O país pretende instalar 27,5 GW de capacidade solar até 2030 e planeja lançar um mercado de certificados de gases de efeito estufa em 2023 como parte de seus esforços para reduzir as emissões de carbono. O governo anunciou recentemente planos para adicionar 10 GW de capacidade entre 2022 e 2027, com a energia solar fotovoltaica liderando o caminho. O país está trabalhando ativamente para aumentar o uso de energia renovável como parte de sua meta de reduzir a dependência de combustíveis fósseis e atingir emissões líquidas de carbono zero até 2060. O mercado de energia renovável da Arábia Saudita está se tornando mais competitivo e alcançando os preços mais baixos do mundo para projetos de energia renovável. (PV Magazine - 22.03.2023) 
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COP28: Presidente Al-Jaber discute desafios energéticos com mais de 50 países na IEA

O presidente designado da COP28, Sultan Al-Jaber, visitou recentemente a sede da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) em Paris para um evento especial sobre o papel do setor de energia na aceleração da ação climática em preparação para a conferência global do clima da ONU a ser realizada em Dubai, no mês de novembro. Embaixadores representando mais de 50 países responsáveis ​​por cerca de 80% das emissões globais de CO2, bem como líderes de grandes empresas de energia, participaram da mesa redonda para discutir suas perspectivas e sugestões para a conferência COP28. Os representantes da IEA afirmaram que a agência também publicará um relatório especial sobre o papel dos produtores de petróleo e gás na transição para a neutralidade de emissões antes da conferência. Neste contexto, o presidente Al-Jaber enfatizou a necessidade de progresso na transição em todas as áreas-chave (mitigação, adaptação, financiamento climático e etc). (IEA - 16.03.2023) 
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União Europeia: Flexibilidade da energia limpa ocupa papel central nas reformas do setor elétrico

A Comissão Europeia propôs reformar o projeto do mercado de eletricidade da UE para acelerar a implementação de energias renováveis, incentivar a flexibilidade e tornar a indústria energética do continente limpa, mais competitiva e acessível aos consumidores. A reforma proposta visa promover uma concorrência aberta nos mercados atacadistas europeus de energia, reforçando a transparência e a integridade do mercado. A reforma também visa promover a estabilidade de preços, reduzir o risco de falha dos supridores e fornecer aos consumidores e fornecedores maior estabilidade de preços com base em tecnologias de energia renovável. A proposta também revisa as regras de compartilhamento de energia renovável e visa melhorar a flexibilidade do sistema elétrico. A Associação Europeia de Provedores de Soluções de Energia Inteligente acolheu a proposta. (PEi - 19.03.2023) 
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Índia: Aumento da flexibilidade do sistema de energia é necessário para atingir metas energéticas

O sistema de energia da Índia necessita de mais flexibilidade para acomodar sua meta de 450 GW de capacidade de energia renovável até 2030. A variabilidade e a intermitência das fontes de energia renováveis ​​exigem uma variedade de soluções, incluindo opções flexíveis de geração (como usinas de pico de gás, armazenamento de energia, medidas de gerenciamento do lado da demanda e design de mercado aprimorado). O armazenamento de energia será crucial para integrar níveis mais altos de geração renovável. As usinas de pico de gás podem fornecer geração flexível e ajudar a equilibrar a rede. O gerenciamento do lado da demanda pode encorajar os consumidores a mudar seus padrões de uso de eletricidade com incentivos para usar eletricidade fora do horário de pico e sincronizar com a disponibilidade de energia renovável. (IEEFA - 22.03.2023) 
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Geração Distribuída

ABGD: Região sul brasileira produz mais de 4 GW de GD

A produção de energia limpa através da geração distribuída vem ganhando espaço no Brasil. A região sul, por exemplo, é uma das que mais vem evoluindo neste tipo de geração. Dados da Aneel revelam que mais de 4GW de energia são produzidos pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, sendo este último o líder da região com mais de 2 GW produzidos. Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), o estado do Rio Grande do Sul hoje é o terceiro a superar a marca de 2 GW de capacidade em geração própria de energia elétrica. Além disso, o estado gaúcho também traz destaque para a quantidade de unidades consumidoras beneficiadas por esse tipo de geração. Atualmente o RS conta com mais de 233 mil UCS, ultrapassando até mesmo o estado líder do segmento que é Minas Gerais. (ABGD - 20.03.2023) 
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Brasil já instalou mais de 150 mil sistemas de GD solar em 2023

O Brasil já instalou mais de 150 mil sistemas de energia solar no segmento de micro e minigeração distribuída somente em 2023, apontam dados contabilizados pela Aneel. Trata-se de um volume de unidades que, em menos de três meses, já supera o número de conexões computadas ao longo de todo o ano de 2019, que registrou 123,8 mil instalações entre os meses de janeiro e dezembro. Atualmente, o Brasil conta com mais de 1,78 milhão de sistemas fotovoltaicos de geração própria desde 2012, data em que houve o início da expansão da fonte no país, com a publicação da Resolução Normativa n.º 482. Ainda de acordo com a Aneel, foram mais de 1,48 GW acrescidos ao país somente em 2023 por meio da GD solar, que acumula 18,65 GW e mais de 200 mil UCs (unidades consumidoras) desde 2012. (ABSOLAR - 21.03.2023) 
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Armazenamento de Energia

BloombergNEF: Perspectivas do mercado de armazenamento de energia em 2023

Em 2022, o armazenamento de energia atingiu um novo recorde, com a adição de 16 GW/35 GWh de capacidade, representando um aumento de 68% em relação a 2021. Vários mercados anunciaram metas ambiciosas de armazenamento de energia totalizando mais de 130 GW até 2030, mas a falta de clareza política e reformas que abordam barreiras fundamentais de implantação tornam cautelosos os níveis previstos para demanda, de acordo com a BloombergNEF. Entidades governamentais desembolsaram milhões em subsídios que impulsionam a implantação, mas o problema subjacente é que as baterias ainda não são economicamente atraentes na maior parte do mundo. Os altos custos do sistema de armazenamento de energia vêm incentivando as empresas a acelerar a mudança para produtos químicos de custo mais baixo, como as baterias LFP. (BNEF - 21.03.2023) 
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EUA: Programa de baterias residenciais de New Hampshire é considerado um sucesso

A primeira fase do programa de armazenamento de baterias residenciais da Liberty Utilities em New Hampshire foi concluída com sucesso e economizou mais do que o esperado pela concessionária. O programa envolveu a compra de sistemas residenciais de armazenamento de baterias por parte da Liberty, que foram usados para carregar da rede fora do horário de pico e fornecer energia para a casa durante o horário de pico, com uso e desempenho monitorados e dados coletados pela concessionária. A primeira fase envolveu a implantação de 100 sistemas Tesla Powerwall 2 em casas de clientes, que pagaram uma taxa inicial única de US$ 4.866 ou uma taxa mensal de US$ 50 por 10 anos. O programa agora está sendo avaliado para sua segunda fase. (Energy Storage - 21.03.2023) 
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Europa: Implantação de 1,9 GW de armazenamento de bateria em 2022

De acordo com a empresa de pesquisa e consultoria LCP Delta, quase 1,9 GW de sistemas de armazenamento de energia por baterias foi implantado em toda a Europa no ano passado, com quase 85% no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e França. A LCP Delta afirmou que 170 projetos de armazenamento de baterias de rede entraram em operação no ano passado, totalizando 1,9 GW. A previsão é que 3,7 GW entrem em operação em 2023, quase 100% de crescimento ano a ano. Segundo dados da empresa, em 2022 foram implantados 833 MW na Grã-Bretanha, seguida da Irlanda com 328 MW, Alemanha com 226 MW e França com 224 MW. A UE fez vários movimentos políticos de alto nível durante o mês de março para ajudar a promover o crescimento do mercado de armazenamento de energia do continente. (Energy Storage - 21.03.2023) 
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EUA: DOE traça caminhos de comercialização para armazenamento de longa duração

O Departamento de Energia dos EUA divulgou recentemente uma série de relatórios descrevendo caminhos para os mercados de comercialização de energia oriunda de armazenamento de longa duração, reatores nucleares avançados e hidrogênio limpo. Os relatórios visam ajudar a indústria, investidores e partes interessadas a tomar decisões sobre tecnologias emergentes necessárias para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de energia. O departamento define armazenamento de longa duração como recursos que podem fornecer energia contínua entre 10 e 160 horas. Para alcançar a viabilidade comercial, o custo da tecnologia deve diminuir de $ 1.100/kW para $ 1.400/kW para $ 650/kW até 2030. (Utility Dive - 22.03.2023) 
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Veículos Elétricos

CPFL: Implementação de 80 mil pontos de recarga para VEs até 2030

Até o ano de 2030, o Brasil deve atingir a marca de 80 mil pontos de recarga de VEs, segundo dados da CPFL. O avanço da eletrificação da frota exigirá maior oferta de energia elétrica, que deverá ser suportada pela expansão da geração renovável no País. “A eletrificação dos veículos está se tornando cada vez mais presente, o que torna essencial nos prepararmos para atender à crescente demanda por pontos de recarga em todo o país”, explicou o sócio-diretor da Elev, Ricardo David. “Neste cenário, o uso de energia renovável, como sistemas fotovoltaicos, é uma excelente opção para proprietários de carros elétricos”. Para David, o governo tem um papel importante na ampliação da infraestrutura de recarga e deveria adotar medidas de incentivo para a instalação de eletropostos, além de criar programas de subsídio. Ele disse acreditar que o mercado de energia renovável tem um grande potencial de crescimento no Brasil e pode contribuir significativamente para a expansão da rede de recarga para carros elétricos. (ABSOLAR - 22.03.2023) 
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Wood Mackenzie: Mercado público de carregamento de VEs na América do Norte em rápida expansão

À medida que a adoção de VEs continua a aumentar, o mercado de redes de carregamento público na América do Norte deverá crescer rapidamente até 2050, de acordo com o último relatório “Commercial landscape of EV charging networks in North America” da Wood Mackenzie. O número de carregadores rápidos, que têm uma taxa de carga entre 50 kW e 350 kW, deverá crescer mais de sessenta vezes entre 2022 e 2050. Os carregadores de nível 2, com uma taxa de carga mais lenta entre 3 kW e 19 kW, também devem aumentar trinta vezes no mesmo período. Nick Esch, analista de pesquisa da Wood Mackenzie, disse: “O papel das redes públicas de carregamento de VEs é crucial para fornecer uma experiência de carregamento confiável e contínua, pois a adoção de VE continua a acelerar nos EUA. Estamos vendo colaboração e integração entre redes de carregamento de VEs antigas e novas, bem como apoio significativo de políticas locais e federais e investimentos em todo o mercado de carregamento público”. (Wood Mackenzie - 22.03.2023) 
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FedEx Express: Ampliação da frota de VEs no Brasil

O setor de logística é um dos segmentos que terá a expansão mais rápida na transição energética no Brasil. A FedEx Express, maior empresa de transporte expresso do mundo, anuncia a expansão da sua frota de VEs no Brasil. De acordo com o comunicado oficial, em 2023, começam a circular em Salvador (BA) e em Recife (PE) oito vans elétricas para atender clientes do Nordeste do País. A FedEx afirmou que planeja seguir ampliando a quantidade de veículos de emissão zero em sua frota brasileira. Uma das pioneiras na eletrificação, a FedEx se tornou a primeira empresa de cargas a ter veículos elétricos no Brasil, quando adicionou as primeiras unidades elétricas em sua frota em 2014. A meta global é substituir todos os veículos de carga por modelos elétricos até 2040. (Inside EVs - 17.03.2023)  
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França: Vendas de elétricos e híbridos atingem quase 24% do mercado

Os emplacamentos de carros de passageiros na França aumentaram em mais de 9% em fevereiro na comparação com o ano anterior, para 126.237, embora as vendas ainda sejam muito menores do que nos anos anteriores (172.438 em fevereiro de 2019). Enquanto isso, as vendas de carros elétricos e híbridos plug-in superaram em muito o mercado geral e ganharam participação de mercado. No mês passado, cerca de 31.820 novos veículos eletrificados (elétricos e híbridos plug-in) foram emplacados na França (um aumento de 31,5% em relação ao ano anterior), incluindo 30.088 carros eletrificados de passageiros (aumento de 30%), o que representou 23,8% do mercado (contra 20,1% há um ano). Até agora, no acumulado do ano, cerca de 58.823 novos veículos eletrificados foram vendidos na França (um aumento de 36% em relação ao ano anterior). (Inside EVs - 19.03.2023)   
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Bloomberg: Brasil puxa crescimento de VEs e híbridos na América Latina

Na América Latina, uma reportagem da Bloomberg Línea destaca que as vendas de carros híbridos, híbridos plug-in e elétricos, apresentaram crescimento de 21,7% entre 2021 e 2022. Isso considerando os dados dos oito países principais que enviaram seus dados por meio de associações locais. Ao todo, foram vendidos 143.281 veículos híbridos e elétricos na região, um crescimento de 21,7 % sobre as 117.742 unidades emplacadas em 2021. Os dois principais mercados da América Latina foram Brasil e México, com 49.261 e 39.477 unidades, respectivamente, ainda com uma forte prevalência dos híbridos, mas com os elétricos em forte crescimento. Mas há outros mercados em destaque, como Chile e Peru, que registraram importantes avanços. (Inside EVs - 20.03.2023)  
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Brasil: PL quer obrigar estacionamentos privados e públicos a instalar carregadores

A falta de infraestrutura para recarga de veículos elétricos no Brasil pode estar com os dias contados. Para tentar barrar a rejeição do público consumidor aos carros a baterias e, sobretudo, amparar quem optou pela compra, o deputado federal Fábio Macedo (PODE/MA) criou o Projeto de Lei n° 710/2023. A proposta visa obrigar estacionamentos públicos e privados, além de vias públicas, a instalar carregadores para carros alimentados por eletricidade. A proposta, apresentada no dia 28 de fevereiro, tramita na Câmara dos Deputados. Pela justificativa do texto, a ideia é acabar com os empecilhos para a implantação definitiva da mobilidade elétrica no Brasil. O Projeto de Lei propõe que estes locais disponibilizem carregadores por porcentagem das vagas. (O Estado de São Paulo – 20.03.2023)  
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Motor Company: Gigafábrica de VEs no Brasil terá parceria da ABB

Anunciado no ano passado, o projeto para a fábrica de carros elétricos e baterias da Bravo Motor Company no Brasil teve uma nova parceria anunciada. O acordo com a ABB, empresa multinacional de energia e automação, prevê o desenvolvimento de projetos de robótica e eletrificação para a linha de produção e infraestrutura de carregamento. O projeto é chamado de Colossus Cluster, localizado em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com investimentos estimados em R$ 25 bilhões em 10 anos, o complexo irá produzir veículos elétricos, baterias e demais componentes para a mobilidade elétrica, atendendo ao mercado interno e exportação, tendo o início da produção piloto previsto para 2024. Nesse projeto pioneiro para o estado de Minas Gerais e para o Brasil, a ABB participará com suas divisões de Robótica e Eletrificação. (Inside EVs - 21.03.2023) 
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Gestão e Resposta da Demanda

EUA: Preços recordes de eletricidade falham em impulsionar programas residenciais de gerenciamento de energia

De acordo com um relatório da JD Power, apesar dos preços recordes da eletricidade residencial, os clientes não estão aproveitando os programas de gerenciamento e conservação de energia oferecidos pelas concessionárias. Apenas 14% dos clientes residenciais participaram de um ou mais programas de gestão de energia em 2022, enquanto apenas 11% aproveitaram descontos em produtos e 22% se inscreveram em programas de precificação. Essas taxas de participação permaneceram praticamente inalteradas desde 2020, apesar das contas de eletricidade terem aumentado em média 13,1% no ano passado. A razão provável para essas baixas taxas de participação é a falta de conscientização do cliente, de acordo com a JD Power. O relatório sugere que as concessionárias devem facilitar a participação do cliente em programas de economia de energia, em vez de projetar produtos e serviços que beneficiem apenas a concessionária. (Utility Dive - 22.03.2023) 
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Mercado do sistema de gerenciamento de resposta à demanda projetado para atingir 45,6 bilhões

O mercado global de sistemas de gerenciamento de resposta à demanda está previsto para crescer consideravelmente entre 2022 e 2030, com uma taxa de desenvolvimento de cerca de 7,8%. O mercado deverá chegar a uma avaliação de cerca de US$ 45,6 bilhões até o final de 2030, em comparação com uma avaliação de cerca de US$ 8,06 bilhões em 2019. O Sistema de Gerenciamento de Resposta à Demanda é uma ferramenta vital de gerenciamento de carga de pico que ajuda a equilibrar a oferta e a demanda de energia. O desenvolvimento do mercado é impulsionado pela adoção crescente de gerenciamento de ativos baseado na Internet das Coisas e outras tecnologias avançadas. O mercado ajuda a reduzir o custo dos componentes da Internet das Coisas, além de melhorar a eficiência energética e a confiabilidade da rede. As concessionárias organizam programas de Sistema de Gerenciamento de Resposta à Demanda (DRMS, na sigla em inglês) para incentivar os usuários a alterar seus padrões de uso de energia durante os horários de pico de consumo para equilibrar a oferta e a demanda de energia e aumentar os benefícios. (Inverstor Observer - 23.03.2023) 
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Eficiência Energética

DOE: Regras de eficiência para ar-condicionado e purificadores de ar portáteis

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) finalizou os novos padrões de eficiência energética para purificadores de ar portáteis e condicionadores de ar, comumente conhecidos como ar condicionados, que reduzirão os custos domésticos de energia e reduzirão significativamente a poluição. O DOE espera que esses padrões economizem para as famílias e consumidores americanos aproximadamente US$ 1,5 bilhão por ano em suas contas de eletricidade e diminuam as emissões prejudiciais de dióxido de carbono em 106 milhões de toneladas métricas ao longo de 30 anos, uma quantidade aproximadamente equivalente às emissões anuais de 13,4 milhões de residências. Depois de agir rapidamente para resolver um acúmulo de atualizações de eficiência energética exigidas pelo Congresso, as novas regras destacam os esforços contínuos do presidente para promover a inovação e reduzir os custos para as famílias enquanto enfrenta a crise climática. (EletricEnergyOnline - 24.03.2023) 
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CEEE Grupo Equatorial: Projeto de eficiência energética em iluminação pública no RS

A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) Grupo Equatorial vai realizar o projeto de eficiência energética em iluminação pública “E+ Luzes da Cidade” no município de Piratini, Rio Grande do Sul. A ação, que terá investimentos de R$ 300 mil dentro do Programa de Eficiência Energética (PEE) do Grupo Equatorial, regulamentado pela Aneel, consiste na troca de todas as lâmpadas de iluminação pública da cidade. Serão substituídas 452 luminárias de vapor de sódio e mista e 10 projetores ineficientes por unidades luminárias de tecnologia LED. A Equatorial Energia investiu, por meio do programa de eficiência energética da Aneel, R$ 328 milhões nos últimos 5 anos em ações de eficientização em suas concessões. No Rio Grande do Sul, a CEEE Grupo Equatorial está investindo R$ 12 milhões em 12 projetos “E+ Luzes da Cidade". (Portal de Camaquã - 21.03.2023) 
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Microrredes e VPP

Nano Energies: Parceria com especialista em armazenamento por gravidade

A empresa de armazenamento subterrâneo de energia Gravitricity firmou uma colaboração com o agregador de flexibilidade de eletricidade Nano Energies para desenvolver rotas comerciais para o mercado de tecnologia de armazenamento por gravidade. A Gravitricity revelou planos para transformar a antiga mina profunda de Darkov, na República Tcheca, em um enorme armazenamento de energia por gravidade, que acredita ser um modelo para projetos em toda a Europa. A Nano Energies reúne fontes de eletricidade com resposta do lado da demanda para fornecer energia despachável por meio de uma rede de usinas virtuais. Agora, os chefes da Nano Energies veem potencial na combinação da tecnologia da Gravitricity com seu próprio modelo de flexibilidade de energia. O executivo-chefe Stanislav Chvála disse que a tecnologia da Gravitricity é capaz de responder às flutuações da rede com muita rapidez e flexibilidade, e que envolvê-la em suas usinas virtuais pode ajudar a equilibrar a rede da maneira que as usinas a carvão e a gás atualmente são capazes de fazer. (Power Engineering International - 22.03.2023) 
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Siemens Living Lab: Lançamento de ambiente virtual interativo sobre microrredes

Em 2020, a Siemens lançou um laboratório vivo em sua sede de tecnologia nos EUA em Princeton, Nova Jersey. O objetivo era reduzir as emissões de carbono da instalação e mostrar como as microrredes podem ser usadas. Recentemente, a empresa, que é uma das mais atuantes no segmento de microrredes, ampliou suas capacidades de demonstração com o lançamento de um ambiente virtual interativo. Agora, o público, clientes e parceiros podem fazer um tour pelo sistema de microrrede de qualquer lugar do mundo. O ambiente virtual oferece duas visitas guiadas, a primeira fornece uma visão automatizada e de alto nível de todo o sistema de microrrede instalado no centro de pesquisa e desenvolvimento de tecnologia da Siemens. A segunda fornece uma visão mais aprofundada de cada um dos principais componentes da microrrede, explorando o espaço em seu próprio ritmo. O ambiente virtual também apresenta uma demonstração do painel da microrrede, que mostra como a microrrede gerencia e controla a energia renovável e tradicional para o campus em tempo real. (Microgrid Knowledge - 20.03.2023) 
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CPower: Adesão à iniciativa "Virtual Power Plant Partnership"

A CPower Energy, líder nacional em soluções de balanceamento e confiabilidade de rede, anunciou que se juntou à Virtual Power Plant Partnership (VP3) da RMI. A iniciativa visa catalisar o setor e transformar políticas para apoiar o dimensionamento de usinas virtuais de energia (VPPs, na sigla em inglês) de maneiras que ajudem a promover a descarbonização confiável e acessível do setor elétrico, superando barreiras ao crescimento do mercado de VPP. A CPower se une aos líderes do setor, incluindo Ford, General Motors e Google Nest, entre outros, trabalhando em direção a um futuro em que empresas, residências e comunidades sejam fortalecidas por meio de VPPs que podem ajudar a apoiar energia econômica, reduções de emissões e mais rede elétrica resiliente. A VP3 se concentra em catalogar, pesquisar e comunicar os benefícios dos VPPs. (EletricEnergyOnline - 22.03.2023) 
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Tecnologias e Soluções Digitais

ClimaTwin: Gêmeos digitais de risco climático para serviços públicos lançados

O desenvolvedor de software climático ClimaTwin está oferecendo a solução de gêmeos digitais de inteligência de risco climático 'as-a-service'. A solução, que foi construída especificamente para concessionárias de energia elétrica, foi desenvolvida com a empresa Bentley SPIDA, com base em sua experiência em integridade de ativos indiretos. A ClimaTwin diz que sua solução oferece uma abordagem de baixo para cima específica de ativos para permitir que as partes interessadas do setor de energia mitiguem os riscos climáticos, avaliem ações de adaptação e priorizem gastos de resiliência para cada ativo individual, seja um poste de energia, linha aérea, torre de transmissão ou transformador de subestação, em milhares ou milhões de ativos distribuídos geograficamente em uma rede elétrica. (Smart Energy - 21.03.2023) 
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ONYX Insight: Drones combinados com análise preditiva para solução de parque eólico

A empresa de análise preditiva ONYX Insight formou uma parceria com a empresa de drones sul-coreana Nearthlab para fornecer uma solução de manutenção de turbina inteira para operadores de parques eólicos nos EUA. As duas empresas disseram que sua aliança visa abordar os problemas existentes da indústria sobre como tornar as operações mais eficientes em um cenário de trabalho, recursos e ambiente desafiado pela inflação. A ONYX Insight disse que utilizará a experiência da Nearthlab com a tecnologia de drones móveis para reduzir a dependência da disponibilidade de pilotos de drones treinados e permitir que operadores autônomos realizem inspeções visuais de suas pás de turbina por custos substancialmente mais baixos. (Power Engineering International - 21.03.2023) 
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Modelon: Gêmeo digital para manutenção preditiva de usinas de energia

A empresa de modelagem sueca Modelon e a especialista em gerenciamento de ativos Iquant Consulting estão se associando para oferecer uma abordagem baseada em gêmeos digitais para manutenção preditiva da infraestrutura de energia. O objetivo, com as atuais soluções de manutenção preditiva geralmente baseadas em suposições de desempenho do componente, é introduzir uma abordagem de modelagem física e, assim, melhorar a precisão dos cronogramas de manutenção e o desempenho do ativo. A parceria planeja combinar os respectivos conhecimentos das empresas em gerenciamento de ativos e simulação de sistemas físicos. “Estamos aqui para oferecer uma das melhores soluções existentes no mercado para monitoramento da integridade de ativos”, promete Cristian Solís Calderón, sócio da Iquant Consulting. (Power Engineering International - 22.03.2023) 
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AES El Salvador recebe reconhecimento por construir a primeira rede 100% inteligente da América Central

Recentemente, a AES El Salvador foi reconhecida pela empresa australiana NOJA Power, líder mundial em pesquisa e desenvolvimento de soluções elétricas de média tensão, por ser pioneira na construção e operação da primeira rede 100% inteligente da América Central. Este prêmio mostra o compromisso da AES em promover a inovação no setor elétrico salvadorenho, em benefício de seus clientes. A AES investiu US$ 300 mil na construção da smart grid, que fica na região metropolitana de San Salvador. A AES El Salvador destacou que nos próximos anos, por meio de suas instalações, destinará US$ 3,3 milhões ao desenvolvimento e operação de 12 novos projetos de redes inteligentes em diferentes partes do país. Com a implantação da primeira rede 100% inteligente e a continuidade de seu plano de modernização de médio e longo prazo, a AES El Salvador aposta no futuro da distribuição de energia elétrica para levar um serviço de ponta a seus 1,5 milhão de clientes. (EletricEnergyOnline - 17.03.2023) 
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Segurança Cibernética

FERC: Expansão dos padrões da cadeia de suprimentos de segurança cibernética para ativos de baixo impacto

A Comissão Federal de Regulamentação de Energia (FERC, na sigla em inglês) aprovou um novo padrão de segurança cibernética que estende os requisitos de gerenciamento de risco da cadeia de suprimentos para sistemas cibernéticos de sistema elétrico a granel de “baixo impacto”. Um ataque coordenado a vários ativos de baixo impacto com conectividade de acesso eletrônico remoto “pode ter um efeito em toda a interconexão no sistema de energia em massa, de acordo com uma avaliação de risco da cadeia de suprimentos de 2019 da North American Electric Reliability Corp”, disse a FERC em sua decisão. “A grande maioria dos ativos hoje é considerada de baixo impacto e esse número só deve crescer”, disse o presidente interino da FERC, Willie Phillips, em comunicado. “Não proteger esses ativos contra um dos cenários de ataque mais frequentes seria um grande erro.” (UtilityDive - 16.03.2023) 
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IDC: Gastos globais com cibersegurança chegam a US$ 219 bilhões este ano

Os gastos globais com segurança chegarão a US$ 219 bilhões este ano e crescerão para quase US$ 300 bilhões em 2026, de acordo com uma previsão da IDC, empresa líder em inteligência de mercado e serviços de consultoria para os mercados de tecnologia. Os analistas esperam que os gastos com segurança cibernética continuem em crescimento, uma tendência alimentada pela ameaça persistente de ataques cibernéticos, as demandas de trabalho híbrido e maior privacidade de dados e regulamentações de governança. Os investimentos em software, hardware e serviços de segurança cibernética aumentarão 12% em relação a 2022 e superarão o crescimento nos gastos gerais com TI, disse Serena Da Rold, diretora associada de pesquisa da IDC Data and Analytics, no Guia Mundial de Gastos com Segurança. Os setores que mais irão investir em segurança este ano incluirão organizações do setor bancário, manufatura, serviços profissionais e governos federais. As quatro indústrias serão responsáveis por mais de um terço de todos os gastos com segurança este ano, de acordo com a IDC. (CyberSecurityDive - 17.03.2023) 
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