IFE
11/01/2023

IFE Tec. Exponencial 114

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
11/01/2023

IFE nº 114

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Lorrane Câmara e Luiza Masseno
Pesquisadores: Ana Eduarda Rodrigues, Cristina Rosa, Felipe Diniz e Maria Luísa Lunardi
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Tec. Exponencial 114

Transição Energética e ESG

Brasil: Matriz energética deverá ser 50% renovável até 2030, avalia EPE

Segundo o PDE 2032, apresentado pela EPE, a matriz energética nacional deverá alcançar a participação entre 45% e 50% em 2030. Essa seria a principal estratégia para a mitigação das emissões de gases de efeito estufa do setor energético, que correspondem a aproximadamente 37,4% das emissões totais, segundo dados do Balanço Energético Nacional de 2021. A conjuntura de políticas climáticas e os compromissos de redução de emissões firmados pelo Brasil são outros destaques da publicação, que também evidencia os principais desafios socioambientais estratégicos que a expansão energética deve lidar no próximo decênio. As metas estipuladas preveem redução de 37% das emissões brasileiras em 2025 e de 50% em 2030, tendo 2005 como ano-base, além de diminuir em 30% das emissões de metano até 2030, tendo 2020 como linha de base. (CanalEnergia - 28.12.2022)  
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Brasil: Energia solar atinge 23,9 GW e se torna 2ª maior fonte do país, à frente de eólica

A energia solar fotovoltaica atingiu 23,9 GW de capacidade instalada no Brasil, ultrapassando a energia eólica, que registrava 23,8 GW, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). O grande impulso da fonte de energia gerada pelo sol vem sendo dado pela geração distribuída (GD). “A tecnologia ajuda a diversificar a matriz elétrica do país, aumentar a segurança de suprimento, reduzir a pressão sobre os recursos hídricos e proteger a população contra mais aumentos na conta de luz”, afirma em nota Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR. (BroadCast Energia – 03.01.2023)  
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IRENA: Planejamento e perspectivas para energia renovável no Norte da África

A Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) publicou o relatório “Planejamento e perspectivas para energia renovável: Norte da África”, que se concentra na geração de eletricidade renovável em pools de energia africanos. O relatório faz parte da série “Planejamento e perspectivas para energia renovável: África” e representa um aspecto fundamental do envolvimento da IRENA na busca de caminhos para a transição energética na região, apoiando o eventual desenvolvimento de um masterplan - proposta de planejamento - regional para expansão do sistema de energia no norte da África (Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, Mauritânia e Tunísia), que atualmente não existe em um formato semelhante a outros grupos de poder africanos. O presente estudo mostra a importância da coordenação regional no planejamento de longo prazo, apresentando oportunidades coletivas para os países do norte da África diversificarem suas misturas de geração de eletricidade e reduzirem sua dependência de recursos de combustíveis fósseis até 2040 (IRENA - janeiro, 2023).
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Reino Unido busca impulsionar energias renováveis em reformas de mercado de capacidade

O Reino Unido pretende oferecer contratos plurianuais para capacidade flexível de baixo carbono nas reformas propostas para seu mercado de capacidade, as quais estão em consulta pública. De acordo com planos de ação recém-publicados, o governo do Reino Unido pretende apoiar a entrega de um sistema de energia descarbonizado até 2035, sem comprometer a segurança do abastecimento. Isso inclui consultoria em novos contratos de tecnologias de baixo carbono para incentivar sua participação em leilões do Mercado de Capacidade. Além disso, a capacidade flexível de baixo carbono, como tecnologias inteligentes de 'resposta pelo lado da demanda' e armazenamento de eletricidade de pequena escala, poderiam ser oferecidos contratos plurianuais para apoiar o movimento em direção ao fornecimento de energia britânica segura, limpa e acessível a longo prazo. (Renews.Biz - 09.01.2023)
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Como o Chile está se tornando líder em energia renovável

Apesar de seus laços históricos com combustíveis fósseis e mineração de cobre, o Chile acelerou nos últimos anos sua transição energética por meio de amplo apoio político, parcerias público-privadas e tecnologias verdes inovadoras. Ele estabeleceu uma meta ambiciosa de converter 70% de seu consumo total de energia em renováveis até 2030 e prometeu tornar-se neutro em carbono até 2050. O país também está alavancando sua liderança em energia renovável no exterior e usando-a para combater as desigualdades de gênero. A transição de energia limpa do Chile tem sido amplamente apoiada por partidos de todo o espectro político e pelo público. Além disso, as parcerias público-privadas têm sido fundamentais para acelerar a transição energética do Chile, especialmente quando se trata do mercado de hidrogênio verde do país. Por fim, destaca-se que a estratégia do país de energia renovável pode servir como uma cartilha para os países industrializados da América Latina e do exterior. (WE Forum - 04.01.2023)
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Geração Distribuída

Brasil: Chega ao fim o prazo para que novos sistemas de GD se enquadrem em subsídios

Terminou no dia 6 de janeiro o prazo para que novos sistemas de micro e minigeração distribuída (GD) instalados sejam enquadrados nas regras que garantem benefícios como o desconto total na Tarifa de Uso do Sistema de distribuição (TUSD). O fim dos subsídios estava previsto na Lei 14.300/22, aprovada para estancar o crescimento dos custos que os incentivos à GD geravam na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Começou então uma transição para pagamento pelo uso do fio. Contudo, a retirada dos benefícios sofreu pressão no fim do ano passado, quando representantes da GD articularam o Projeto de Lei 2.703/22 que previa a extensão por mais um ano do prazo para que novos sistemas tivessem direito ao subsídio total. A proposta chegou a ser aprovada na Câmara ainda em 2022, mas não avançou no Senado. (BroadCast Energia – 06.01.2022)  
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EPE busca aperfeiçoar modelo que projeta GD no Brasil

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) elaborou uma nota técnica para discutir algumas das limitações, possíveis aprimoramentos, e apresentar sensibilidades nos resultados a partir da alteração de alguns parâmetros diante das projeções feitas pelo modelo 4MD quanto à geração distribuída. O volume de inserção de novas conexões está ultrapassando a quantidade que era esperada. Atualmente são mais de 14 GW instalados nessas modalidades no país e a previsão é de agregar mais 37 GW até 2032. Segundo a entidade, essa discrepância está relacionada com diferenças de premissas regulatórias adotadas. Parte do desvio observado se justifica por premissas técnicas e de mercado adotadas, além da própria estrutura do modelo. A partir da exposição de alguns pontos mais sensíveis na visão dos desenvolvedores, a área técnica da EPE identificou alguns questionamentos no intuito de receber contribuições da sociedade e que ano que vem deve ser incorporado nos programas de formação de preços do setor elétrico brasileiro. (CanalEnergia - 05.01.2022)  
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Programa quer priorizar GD renovável para baixa renda

A equipe de transição propôs ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a criação de um programa social para disseminar a geração distribuída entre populações vulneráveis, com acesso à energia renovável de baixo custo. O principal foco é a energia solar. É uma das medidas prioritárias sugeridas ao governo pelo grupo técnico de Minas e Energia do gabinete de transição, coordenado por Maurício Tolmasquim. A proposta prioriza escolas e postos de saúde públicos, consumidores de baixa renda, residências do Minha Casa, Minha Vida, favelas e cortiços, populações tradicionais, agricultura familiar, população atingida por barragens e assentamentos de reforma agrária. Em seu discurso de posse, Silveira não mencionou diretamente a geração distribuída, mas disse que, no setor elétrico, as “maiores batalhas serão no campo da modicidade tarifária e na universalização da energia limpa e sustentável”. (epbr – 05.01.2023) 
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Projeto irá instalar 50 mil usinas fotovoltaicas em propriedades rurais

A Orion-E, proprietária de ativos de energia limpa e renovável, lançou um fundo de investimento em participação (FIP) no valor de R$ 1.078 bilhões para realização do Projeto 3 Marias, baseado em 6 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O objetivo é captar no mercado cerca de R$ 4.3 bilhões restantes para a execução da primeira fase do programa, que tem o alcance construtivo de 50 mil usinas de microgeração a serem instaladas em quatro anos. As plantas solares serão construídas em propriedades rurais da agricultura familiar em todo o Brasil. De acordo com a companhia, a iniciativa foi criada como parte da solução de enfrentamento das questões climáticas, como redução do risco alimentar, reaproveitamento de água, uso de energia limpa e acessível, redução das desigualdades e parcerias para implementação. (ABSOLAR – 03.01.2023) 
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Armazenamento de Energia

Os incentivos de crédito fiscal dos EUA para armazenamento autônomo de energia iniciam uma nova era

Os incentivos da Lei de Redução da Inflação (IRA) para projetos de armazenamento de energia nos EUA entraram em vigor em 1º de janeiro de 2023. O destaque entre essas medidas é a disponibilidade de um crédito fiscal de investimento (ITC) para projetos de energia renovável, que está sendo estendido para incluir instalações autônomas de armazenamento de energia. Juntamente com o restante do pacote de gastos climáticos de US$ 369 bilhões da lei, prevê-se que a mudança transforme a indústria de energia limpa dos EUA, trazendo segurança para investimentos na implantação e na fabricação. A IRA e principalmente o ITC de armazenamento levaram analistas como BloombergNEF e Wood Mackenzie Power & Renewables a aumentar significativamente suas previsões para instalações de armazenamento de energia no país. (Energy Storage - 05.01.2023)
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EUA: Capacidade de armazenamento de grande porte bate recorde de mercado no terceiro trimestre de 2022

De acordo com um relatório de pesquisa divulgado pela Wood Mackenzie, empresa de pesquisa, o mercado de armazenamento em grande escala de energia dos EUA instalou um recorde de 4,7 GWh no terceiro trimestre de 2022. Esse número supera a alta trimestral anterior de 4,6 GWh no primeiro trimestre de 2021, de acordo com o mais recente relatório “US Energy Storage Monitor” da empresa de pesquisa. Com uma única carga, essa quantidade de armazenamento de bateria poderia alimentar mais de 150 mil residências nos EUA por um dia. O volume total previsto entre 2022-2026 em todos os segmentos aumentou 109% em relação ao trimestre anterior. Nesse período, o mercado de armazenamento dos EUA instalará quase 65 GW no total, com instalações em escala de rede respondendo por 84% dessa capacidade, segundo a Wood Mackenzie. (Smart Energy - 04.01.2023)
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Veículos Elétricos

Carros elétricos e híbridos avançaram 41% nas vendas em 2022 no Brasil

As vendas de carros eletrificados (híbridos, híbridos plug-in e elétricos) no Brasil encerraram em 2022 registrando um novo recorde. Segundo os dados compilados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico), foram emplacados cerca de 49 mil veículos, um crescimento de 41% na comparação com o ano anterior (aproximadamente 35 mil). Dezembro de 2022 foi o segundo melhor mês desde 2012, com 5.587 emplacamentos, só superado por setembro (6.391). No total, a frota eletrificada em circulação no Brasil é de mais de 126,5 mil automóveis e comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e totalmente elétricos (BEV). Os carros elétricos (BEV) foram destaque dentro do segmento de eletrificados, encerrando o ano com 8.460 unidades emplacadas, o que representa 17% de participação entre os eletrificados. (Inside EVs - 04.01.2023)  
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BYD bate recorde de vendas de VEs e híbridos plug-in em 2022

A montadora chinesa BYD estabeleceu um novo recorde de vendas mensais de carros elétricos e híbridos plug-in em dezembro. De acordo com o relatório da empresa, no mês passado, as vendas de carros eletrificados de passageiros da BYD atingiram 234,6 mil, o que é 153% a mais do que há um ano. Tanto as vendas de carros elétricos a bateria, como de modelos híbridos plug-in, tem sido superiores a 100 mil unidades por mês desde outubro. Em 2022, a BYD vendeu mais de 1,85 milhão de carros eletrificados, mais do que triplicando o seu resultado de 2021 de 593,7 mil unidades. Isto torna a empresa no maior fabricante mundial de automóveis eletrificados, embora, no caso dos carros 100% elétricos, a Tesla ainda tenha uma vantagem significativa (mais de 1,3 milhão de entregas). Incluindo veículos comerciais, a BYD vendeu um total de 1.863.494 veículos recarregáveis no ano passado. (Inside EVs - 06.01.2023)  
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Reino Unido: Vendas de carros elétricos ultrapassam modelos à diesel pela primeira vez

A venda de novos carros elétricos ultrapassou os modelos a diesel no Reino Unido pela primeira vez em 2022, mas as vendas gerais de carros novos caíram para o nível mais baixo em três décadas, de acordo com a Society of Motor Manufacturers and Traders. A interrupção da cadeia de suprimentos global, derivadas em parte pela escassez contínua de semicondutores e também pelos fechamentos de fábricas chinesas devido à Covid, significou que as montadoras não conseguiram atender à demanda, levando ao pior ano para vendas no Reino Unido desde 1992. Por outro lado, as vendas de carros elétricos aumentaram mais de um quarto em 2022, respondendo por 16,6% das vendas, enquanto a demanda por diesel caiu para menos de 10%. Os carros a gasolina continuaram sendo a opção mais popular para os compradores do Reino Unido no ano passado, respondendo por mais da metade das vendas. Os modelos híbridos foram 11,6 % do mercado e os híbridos plug-in que podem recarregar foram 6,3 %. (Financial Times - 04.01.2023)  
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Noruega: 80% dos carros novos vendidos são veículos elétricos

Liderados pela montadora norte-americana Tesla, que liderou a lista com uma participação de mercado de 12,2%, 138.265 novos carros elétricos foram vendidos no país escandinavo no ano passado, representando 79,3% do total de vendas de automóveis de passageiros, informou a Federação Rodoviária Norueguesa (OFV, sigla em inglês). Desta forma, a Noruega, que é um grande produtor de petróleo e gás, bem como um pioneiro em carros de emissão zero, bateu confortavelmente o recorde anterior de 64,5% estabelecido em 2021. A Noruega pretende que todos os carros novos sejam elétricos ou de hidrogênio até 2025. Portanto, para promover as vendas no país, os VEs têm isenção de impostos, além de tarifas mais baixas para pedágios e estacionamento público. Porém, com o crescimento de sua popularidade e a subsequente perda de receita para o estado, as autoridades norueguesas começaram a reduzir alguns dos benefícios. A partir de 1º de janeiro de 2023, a isenção de 25% do imposto sobre vendas na compra de veículos elétricos novos se aplica apenas às primeiras 500 mil coroas norueguesas (cerca de US$ 50.500) do preço. (CBS News - 03.01.2023)
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EUA: Serviço postal compra 66 mil veículos elétricos

O Serviço Postal dos EUA (USPS, sigla em inglês) terá uma das maiores frotas de veículos elétricos do país, ao se comprometer a comprar 66 mil veículos elétricos em um esforço para ajudar o governo Biden a atingir suas metas de mudança climática. O USPS está investindo US$ 9,6 bilhões nos novos veículos e em infraestrutura, de acordo com o jornal The Washington Post. Quase um terço do investimento (US$ 3 bilhões) virá da Lei de Redução da Inflação. Ainda de acordo com o The Washington, a agência espera comprar caminhões de entrega com emissão zero quase exclusivamente até 2026, enquanto trabalha para substituir uma frota envelhecida de veículos que chega a 30 anos e carece de recursos de segurança e ar-condicionado. (Facilities Net - 04.01.2023)
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Exportações de veículos elétricos da China para a Europa atingem níveis recordes

As exportações de veículos elétricos (VE) da China para a Europa mais que dobraram em novembro, criando um recorde mensal. Curiosamente, a maior parte das exportações não foi composta por VEs de marcas chinesas, mas de montadoras europeias que possuem fábricas no país asiático. Isso ocorre quando as montadoras europeias pretendem fabricar peças e carros dentro da China devido à capacidade limitada de produção em seus mercados domésticos. Os fabricantes de automóveis na China, nacionais e estrangeiros, exportaram US$ 3,2 bilhões em veículos elétricos em novembro, um aumento de 165% em relação ao ano anterior, segundo dados da autoridade alfandegária da China citados pela Bloomberg. Esse é o maior total mensal desde que os registros começaram. As exportações de veículos elétricos de passageiros representaram mais de 50% do total de remessas de carros da China por dois meses consecutivos, com novembro registrando um recorde de US$ 6 bilhões em exportações. Isso mostra como os VEs fabricados na China são competitivos e com que rapidez a demanda por eles está crescendo na Europa. (Inside EVs - 04.01.2023)
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Eficiência Energética

DOE propõe novas regras de eficiência para transformadores de distribuição

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) propôs novos padrões de eficiência energética para transformadores de distribuição para entrar em vigor em 2027. Os novos padrões têm o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e potencialmente trazer uma economia aos consumidores de aproximadamente US$ 15 bilhões em 30 anos. Como a maior parte da eletricidade gerada nas usinas passa por um ou mais transformadores, os especialistas dizem que mesmo pequenas melhorias na eficiência podem reduzir significativamente as emissões e a geração de eletricidade. O DOE afirma que as regras propostas afetariam três categorias de transformadores de distribuição, exigindo que eles incluíssem núcleos de aço amorfo, que são mais eficientes do que aqueles normalmente feitos de aço elétrico de grão orientado. (UtilityDive – 04.01.2023) 
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Gestão e Resposta da Demanda

EUA: EPA lança programa que permite o gerenciamento de energia por meio de casas inteligentes

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) anunciou o primeiro Sistema de Gerenciamento de Energia Doméstica Inteligente (SHEMS) do mercado de massa a obter a certificação ENERGY STAR, um símbolo apoiado pelo governo para eficiência energética. Com os produtos domésticos inteligentes ganhando popularidade em todo o país, esta certificação oferece aos proprietários e locatários em todo o país a capacidade de escolher sistemas que os ajudem a simplificar o gerenciamento de produtos em rede para economizar energia, economizar dinheiro e proteger o clima. Os sistemas certificados permitem que os usuários controlem e rastreiem o uso de produtos e dispositivos, desde iluminação, entretenimento doméstico e eletrodomésticos até carregadores de veículos elétricos ou painéis solares, tudo a partir de um sistema de gerenciamento centralizado (EPA - 04.01.2023).
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Microrredes e VPP

Austrália: Governo de Queensland oferece US$ 10 milhões em incentivos para microrredes

Um novo fundo de US$ 10 milhões ajudará as regiões propensas a tempestades em Queensland, estado da Austrália, a alcançar independência energética e resiliência com microrredes. O Queensland Microgrid Pilot Fund, programa de dois anos, que faz parte do maior plano de energia e empregos do estado australiano, oferece subsídios para apoiar estudos de viabilidade e a construção de projetos qualificados de microrredes. Subsídios entre US$ 250 mil e US$ 5 milhões serão concedidos a comunidades remotas e que estão mais propensas a tempestades para que alcancem a independência energética e a resiliência por meio de geração renovável e armazenamento de energia. O fundo é projetado para apoiar a inovação, melhorar a confiabilidade do fornecimento de energia, criar mais empregos locais e ajudar a manter as luzes acesas quando ocorrerem condições climáticas extremas. (MicrogridKnowledge – 04.01.2023) 
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EUA: SMUD se une à Swell Energy para oferecer opção de usina virtual

A concessionária de energia da Califórnia Sacramento Municipal Utility District (SMUD) e a Swell Energy, empresa de gerenciamento de energia, anunciaram um acordo para que a Swell atue como agregador de uma usina virtual de energia chamada My Energy Optimizer Partner+. O esforço inicial visa trazer 20 MWh e 10 MW de capacidade renovável para SMUD, recrutando, instalando e agregando sistemas de armazenamento de baterias de clientes localizados na área de atuação da concessionária na capital da Califórnia. O programa permite que os clientes operem seus sistemas individuais ao lado de muitos outros para agregar e despachar fontes de energia renováveis. Os clientes participantes irão receber uma compensação inicial e contínua, com base na capacidade de seus sistemas de armazenamento e de energia solar. Atualmente, cerca de 600 sistemas de armazenamento de energia residenciais estão na área de serviço do SMUD, com mais 400 no processo de interligação. (PowerGrid – 03.01.2023) 
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Sistema de armazenamento de energia térmica e VPP buscam implantação

A Nostromo Energy, empresa de tecnologia sediada nos Estados Unidos, está desenvolvendo um sistema de armazenamento de energia térmica baseado no resfriamento da água, que pode operar como uma usina de energia virtual (VPP) para fornecer flexibilidade de demanda à rede elétrica local quando necessário. O sistema IceBrick da empresa é uma solução de armazenamento de energia com o objetivo de descarbonizar edifícios comerciais e industriais e a rede elétrica. Para desenvolver a solução, a empresa foi convidada pelo Escritório de Programas de Empréstimos (LPO) do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) a enviar um pedido para uma garantia de empréstimo sob o Programa de Garantia de Empréstimo Inovador de Energia Limpa. Se aprovado, o empréstimo ajudará a financiar a instalação do sistema em até 120 edifícios, com capacidade agregada de 100MW/275MWh. O sistema IceBrick é descrito como um sistema de grande escala, atrás do medidor e com tecnologia modular de armazenamento de energia fria. (SmartEnergy – 06.01.2023) 
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Tecnologias e Soluções Digitais

Penetração de medidores inteligentes nos EUA atingirá 93% até 2027

Um relatório de pesquisa da Berg Insight, empresa de análise e consultoria de Internet das coisas (IoT), revela que a penetração de medidores inteligentes nos EUA aumentará e pode atingir 93% até 2027. O mesmo relatório acrescenta que o respectivo valor para o mercado canadense será ligeiramente superior a 94%. No geral, a base instalada de medidores inteligentes de eletricidade crescerá a uma taxa composta de crescimento anual de 4,8%, atingindo um total de 173,4 milhões de unidades no final do período de previsão. Juntamente com o aumento de projetos de substituição de medidores inteligentes, o desenvolvimento da tecnologia no mercado norte-americano nos últimos dois anos mudou o foco para atender a novas demandas. As concessionárias estão agora procurando alavancar as coberturas de rede existentes para uma gama mais ampla de aplicações de cidades inteligentes, ao mesmo tempo em que tentam descobrir como lidar com a integração do número crescente de veículos elétricos e recursos de energia distribuídos na infraestrutura da rede. (SmartEnergy – 03.01.2023) 
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Gêmeo digital da rede elétrica será desenvolvido na Europa

Os operadores do sistema de transmissão e distribuição da Europa, por meio de suas associações ENTSO-E e EU DSO Entity, desenvolverão um gêmeo digital da rede elétrica da região. Em uma declaração de intenções, as duas organizações do setor se comprometeram com o desenvolvimento conjunto do gêmeo digital como parte da digitalização contínua do setor de energia. A proposta de um gêmeo digital da rede elétrica foi uma das propostas do plano de ação da Comissão Europeia para a digitalização do setor de energia, lançado em outubro de 2022. O gêmeo digital será um modelo virtual sofisticado da rede elétrica europeia. O seu objetivo é apoiar o desenvolvimento de soluções inovadoras e a coordenação de investimentos para aumentar a eficiência e inteligência da rede. Para iniciar o desenvolvimento da representação digital, uma força-tarefa comum será estabelecida para elaborar um plano de implementação e identificar ações e resultados conjuntos. (SmartEnergy – 28.12.2022) 
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Segurança Cibernética

Tendências de segurança cibernética em 2023 que afetarão diretamente a vida cotidiana

A escala das ameaças cibernéticas está crescendo, chegando ao mainstream. Em 2023, espere que os holofotes aumentem a pressão sobre as empresas que investiram pouco em segurança. Para o Cybersecurity Dive, as tendências e previsões de 2023 serão: O impacto global das atividades cibernéticas patrocinadas por países e o fato de que os consumidores impulsionarão as medidas de segurança e privacidade. As ameaças patrocinadas por países são uma tendência todos os anos, mas em 2023 essas ameaças têm uma sensação diferente e mais ameaçadora, devido ao fato de que os países responsáveis por grande parte dos ataques cibernéticos (Rússia, China e Irã) estão envolvidos em conflitos. Portanto, isso afeta as tarefas e atividades dos grupos de ameaças patrocinados pelos países e será refletido em suas ações. A segunda tendência está ligada ao fato de que os consumidores fizeram a transformação digital, e estão se preocupando mais com a forma como uma empresa trata seus dados pessoais. Por isso, acredita-se que em 2023 a segurança e a privacidade centradas nos dados serão a base de como as empresas constroem suas marcas. (Utility Dive - 10.01.2023)
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