Informativo Eletrônico – Mobilidade Elétrica nº 98 – publicado em 22 de março de 2022.


IFE: Informativo Eletrônico de Mobilidade Elétrica
– GESEL-UFRJ

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IFE: nº 98 – 22 de março de 2022
https://gesel.ie.ufrj.br/
gesel@gesel.ie.ufrj.br

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Políticas Públicas e Regulatórias
1
Brasil/Teresina: Primeiro eletroposto para recarga de VEs
2 Brasil/Bahia: VE da BYD será utilizado em período de teste pela Polícia Militar
3 EUA: Investimentos na modernização e eletrificação de ônibus
4 DOE: Desenvolvimento da força de trabalho para fabricação de baterias de lítio
5 Reino Unido/Bristol: Programa visa oferecer teste gratuito de VEs para as empresas
6 Bulgária: Planos para instalar 10.000 pontos de carregamento de VEs
7 Índia: Incentivo à produção de baterias

Inovação e Tecnologia
1
DOE e Comissão Europeia: Aliança para desenvolvimento de baterias de íons de lítio de próxima geração

2 Samsung: Linha de produção para baterias de estado sólido
3 Reino Unido: Solução para empresas que desejam instalar postos de carregamento
4 Nissan e Enel: Baterias de segunda vida são utilizadas em sistemas de armazenamento
5 Sakuu: Primeira geração de baterias de lítio em estado sólido
6 Gogoro e ProLogium: Bateria de estado sólido trocável para VEs de duas rodas

Indústria Automobilística
1
Conflito na Ucrânia afeta eletromobilidade no Brasil

2 Stellantis: Brasil pode receber grande parte dos investimentos em eletrificação
3 Great Wall: Investimento em fabricação de VEs e postos de recarga em SP

4 BYD: Caminhão elétrico urbano é lançado no Brasil

5 Voltbras: Aporte para desenvolvimento de VEs

6 Efeitos geopolíticos na dinâmica da indústria automobilística internacional

7 Stellantis: 20% dos veículos comercializados na América do Sul serão VEs até 2030

8 Volkswagen e Ford: Novo VE com base em plataforma MEB
9 Ford: Nova estratégia de eletrificação para a Europa
10 BMW: Metas de eletrificação são mantidas em meio à guerra na Ucrânia e escassez de chips
11
Maserati: Reformulação para se tornar 100% elétrica

12 Porsche: Antecipação dos planos de eletrificação
13 Volvo/Starbucks: Parceria para o desenvolvimento de rede de recarga nos EUA

Meio Ambiente
1
ESG: Empresas investem na eletrificação das frotas em meio à demanda por redução de emissões

2 ESG: Empresas automotivas investem em créditos de carbono
3 ESG: AGCO passa a usar caminhões elétricos
4 ESG: Distrito escolar de Moreno Valley, nos EUA, implantará ônibus escolares elétricos

5 ESG: Dortmund, na Alemanha, adquire ônibus elétricos articulados
6 BMW: Meta de emissões de CO2 de frota na Europa é atingida
7 Volkswagen: Participação em iniciativa de mineração responsável

Eventos e Estudos
1
Websérie: O impacto do carro elétrico na cadeia de valor automotiva no Brasil

2 Aliança Bike: Bicicletas elétricas batem recorde de vendas no Brasil em 2021
3 ICCT: Estudo estima a infraestrutura de carregamento necessária para a eletrificação de veículos na Itália
4 Europa: Coalizão Intersetorial pede metas robustas para infraestrutura de VEs

5 Greener Transport Solutions: Viagens de carro precisam diminuir para atingir meta de emissões no Reino Unido


 

 

Políticas Públicas e Regulatórias

1 Brasil/Teresina: Primeiro eletroposto para recarga de VEs

O Parque da Cidadania, em Teresina, ganhou o primeiro posto do Piauí de carregamento de elétricos, entre eles, dez bicicletas que ficarão disponíveis para as pessoas pedalarem, por uma hora cada, dentro da área de lazer. O eletroposto, como é chamado, poderá ser utilizado nos horários de funcionamento do Parque que ocorre das 5h30 às 21h30, todos os dias da semana. A iniciativa partiu de uma parceria da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semam) e Equatorial Piauí, através do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da ANEEL. Além das bicicletas, um carro elétrico foi doado ao poder público municipal, para rondas de segurança. Além de criar uma proposta sustentável para o transporte, o projeto também busca desenvolver inovações tecnológicas e diversificar as fontes energéticas. Tem ainda o objetivo de estimular o avanço tecnológico nacional através do desenvolvimento de sistema de carregamento de veículos. Com a inauguração do eletroposto no Piauí, passa a existir a Rota do Sol, que consiste numa Rota de Carregadores de Veículos Elétricos entre São Luís e Teresina, permitindo essa mobilidade de um estado ao outro com uso de carro elétrico. (G1 – 16.03.2022)

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2 Brasil/Bahia: VE da BYD será utilizado em período de teste pela Polícia Militar

Avançando com a iniciativa de promover a mobilidade elétrica pelo Brasil, a BYD anunciou nesta semana a entrega de uma unidade do sedã elétrico BYD e5 à Polícia Militar da Bahia. O carro elétrico da gigante chinesa já conta com o novo padrão de pintura adotado pela polícia baiana e será utilizado por um período de teste de 90 dias, como apoio ao policiamento ostensivo e rádio patrulhamento, além do atendimento aos cidadãos em ocorrências na região. “Em novembro de 2021, a Secretaria de Administração da Bahia (SEAB) abriu uma audiência pública para avaliar a viabilidade de veículos elétricos nas atividades cotidianas do serviço público, tanto no administrativo como no operacional. A BYD decidiu participar com o empréstimo de uma unidade do e5 pelo período de 90 dias. Hoje, a gente realizou a entrega oficial desse veículo para que a polícia local pudesse utilizar em suas operações de segurança”, destaca Henrique Antunes. “Em breve, a capital Salvador contará com uma concessionária BYD para comercializar os novos automóveis e também dar suporte a PM baiana”, finaliza Antunes. (Inside EVs – 17.03.2022)

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3 EUA: Investimentos na modernização e eletrificação de ônibus

O presidente Biden e a Administração Federal de Trânsito (FTA, na sigla em inglês) concederam US$ 409,3 milhões em doações para 70 projetos em 39 estados para modernizar e eletrificar os ônibus dos Estados Unidos. O dinheiro é, no entanto, apenas a primeira parcela do financiamento que será na casa dos bilhões. De fato, a FTA diz que recebeu mais de US$ 2,5 bilhões em pedidos de financiamento quando o governo dos EUA emitiu a Lei de Infraestrutura Bipartidária em novembro passado, no valor de US$ 1 trilhão. Ainda assim, os pedidos somam mais de cinco vezes o financiamento disponível sob a lei anterior, uma vez que o programa recebeu 303 propostas de projetos elegíveis. No entanto, a agência comunicou que poderá apoiar mais projetos na próxima rodada de concessões. Isso representa um adicional de US$ 5,1 bilhões autorizados sob o Programa de Subsídios para Ônibus e Instalações de Ônibus que faz parte do projeto de lei de Biden – o que significa que mais projetos podem ser financiados nos próximos cinco anos. O governo anunciou os novos fundos há apenas uma semana. Somente este ano, US$ 1,1 bilhão irá para o programa Low or No Emission (Low-No, na sigla em inglês). (Electrive – 16.03.2022)

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4 DOE: Desenvolvimento da força de trabalho para fabricação de baterias de lítio

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, sigla em inglês), em coordenação com o Departamento de Trabalho dos EUA e a AFL-CIO, está lançando uma estratégia nacional de desenvolvimento da força de trabalho para a fabricação de baterias de lítio. Como parte de um investimento de US$ 5 milhões, o DOE apoiará até cinco programas de treinamento piloto em comunidades de energia e automotiva e promoverá parcerias de força de trabalho entre a indústria e o trabalho para a cadeia de suprimentos doméstica de baterias de lítio. Essa iniciativa visa apoiar a competitividade global do país na fabricação de baterias, ao mesmo tempo em que fortalece a economia doméstica e as cadeias de fornecimento de energia limpa. Os programas-piloto de treinamento reunirão empresas manufatureiras, trabalhadores organizados e provedores de treinamento para estabelecer as bases para o desenvolvimento de uma ampla estratégia nacional de força de trabalho. Os pilotos apoiarão a cooperação indústria-trabalho e fornecerão locais para análises de tarefas de trabalho e documentação das competências dos trabalhadores. (Green Car Congress – 19.03.2022)

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5 Reino Unido/Bristol: Programa visa oferecer teste gratuito de VEs para as empresas

A câmara municipal de Bristol está oferecendo às empresas a chance de testar vans e carros elétricos gratuitamente por até dois meses. O programa é totalmente financiado pela National Highways, agência estatal encarregada da operação e manutenção das estradas do Reino Unido, e terá a duração de dois anos. O programa foi lançado originalmente em junho de 2020, com um orçamento geral de £ 936 milhões para o período 2020-2025. Já na época, a National Highways havia aprovado a participação do município de Bristol. Agora, a Câmara Municipal de Bristol recebeu £ 3,2 milhões para realizar os testes. Com isso, empresas, instituições de caridade e organizações voluntárias em Bristol e nos arredores poderão solicitar um empréstimo de um VE através da plataforma Travel West. Há uma gama de veículos, com seguro completo incluído, como parte do programa. Além de uma variedade de vans pequenas, médias e grandes, a frota é composta por táxis e VEs leves adequados para pequenas empresas. (Electrive – 16.03.2022)

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6 Bulgária: Planos para instalar 10.000 pontos de carregamento de VEs

Nos próximos cinco anos, a Bulgária pretende ter 10.000 pontos de carregamento para VEs alimentados por fontes renováveis. A proposta é fruto de um acordo assinado por organizações não governamentais e o operador da rede elétrica do país, ESO. Outros signatários incluem a Associação de Municípios Búlgaros, a Câmara de Economia da Energia, a associação de veículos elétricos BAEPS, o cluster da indústria de veículos elétricos EVIC e a Associação de Proprietários de Veículos Elétricos. Os parceiros concordaram em colaborar primeiro na exploração da infraestrutura atual antes de estimar investimentos, identificar locais e etc. Até 2030, o ESO espera que haja cerca de 200.000 VEs na Bulgária com um consumo de energia anual combinado de 600.000 MWh. Seu número pode aumentar para 3,5 milhões até 2050, com o respectivo consumo de energia subindo para 10 milhões de MWh por ano. (Electrive – 15.03.2022)

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7 Índia: Incentivo à produção de baterias

A Índia está disposta a se tornar protagonista global na produção de baterias. O governo de Nova Délhi destinou US$ 2,4 bilhões para aumentar a produção local de células de íons de lítio. Muitas empresas participaram da licitação, com algumas surpresas entre os vencedores. Desde 2020, o governo indiano vem pressionando pela produção de baterias e, em 2021, passou a incentivar as empresas locais a criar uma cadeia de valor que ajude o país na transição ecológica, tanto do ponto de vista da mobilidade quanto do ponto de vista da gestão de energia, graças ao comissionamento de sistemas de armazenamento estático. Os números que as várias empresas foram premiadas permanecem em segredo, mas sabe-se, entrando em detalhes, que a Ola Electric e a Hyundai receberão fundos suficientes para iniciar a produção de baterias por 20 GWh por ano, enquanto a Reliance e a Rajesh Exports poderão contar com somas adequadas para a construção de unidades de 5 GWh por ano, cada. (Inside EVs – 20.03.2022)

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Inovação e Tecnologia

1 DOE e Comissão Europeia: Aliança para desenvolvimento de baterias de íons de lítio de próxima geração

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, sigla em inglês) e a Comissão Europeia anunciaram o apoio a uma colaboração entre a Aliança Europeia de Baterias e a aliança Li-Bridge dos EUA para acelerar o desenvolvimento de cadeias de suprimentos robustas para baterias de íons de lítio e baterias de próxima geração, incluindo as matérias-primas críticas. Reforçar a economia de energia limpa e fortalecer a cadeia de valor da bateria é uma das principais prioridades dos Estados Unidos e da União Europeia. A aliança US Li-Bridge e a European Battery Alliance estão garantindo coletivamente a resiliência das cadeias de suprimentos de baterias com: i) Desenvolvimento da capacidade industrial sustentável que possa satisfazer uma demanda crescente por baterias em sistemas de transporte e energia; ii) Pesquisa de tecnologias de bateria de próxima geração, de alto desempenho e sustentáveis; iii) Garantia do fornecimento sustentável e ético de matérias-primas críticas; iv) Aceleração da reciclagem e a reutilização de baterias, incluindo a recuperação de matérias-primas críticas; v) Investimento na força de trabalho da bateria; e vi) Priorização da justiça ambiental ao apoiar a transição mais ampla para uma economia de energia limpa. (Green Car Congress – 19.03.2022)

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2 Samsung: Linha de produção para baterias de estado sólido

A Samsung SDI, gigante sul-coreana especializada na produção de baterias para veículos elétricos, anunciou o início da construção de uma nova linha de produção piloto para baterias de estado sólido. A nova linha de produção, chamada “S-Line”, será construída no centro de pesquisa e desenvolvimento SDI da Samsung na cidade de Suwon e usada para testar sistemas para a produção de cátodos e eletrólitos de estado sólido. Graças a esse grande investimento, a empresa sul-coreana, de fato, poderá avaliar os principais problemas e tornar mais eficientes os novos processos produtivos essenciais para a produção de baterias de estado sólido. Embora nenhuma informação técnica oficial tenha sido divulgada sobre quais baterias serão testadas, a Samsung SDI afirmou que a nova “S-Line” permitirá que a empresa alcance resultados importantes do ponto de vista tecnológico e qualitativo. (Inside EVs – 19.03.2022)

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3 Reino Unido: Solução para empresas que desejam instalar postos de carregamento

A CTEK da Suécia e a Monta se uniram para apoiar as empresas que desejam instalar carregadores de VEs no Reino Unido. Juntas, elas oferecerão um pacote completo e ajudarão a instalar, gerenciar e monetizar os pontos de carregamento de veículos elétricos das empresas. A CTEK desenvolve e fabrica carregadores de baterias para todos os tipos de baterias e ficará responsável pela parte de hardware da parceria, enquanto a Monta, uma plataforma que agrega instaladores, operadores, prestadores de serviços, motoristas de VEs e empresas com pontos de carregamento, será encarregada pela parte de software. Alok Dubey, gerente da Monta no Reino Unido, disse: “Combinar o software da Monta e o hardware da CTEK significa que as empresas obterão uma solução de ponta a ponta com o mínimo de confusão”. O pacote conjunto fornecerá às empresas recursos inteligentes de reserva e balanceamento de carga. Além disso, como os pontos de carregamento são de protocolo aberto, qualquer marca ou modelo de VE poderá utilizar os carregadores. (Electrive – 21.03.2022)

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4 Nissan e Enel: Baterias de segunda vida são utilizadas em sistemas de armazenamento

Na cidade espanhola de Melilla, no norte da África, a Nissan associou-se à empresa de energia Enel para um projeto sobre o uso de baterias usadas de carros elétricos. As baterias antigas dos VEs da Nissan foram integradas a um sistema de armazenamento estacionário para melhorar a estabilidade da rede. O sistema de armazenamento foi instalado em uma usina de operação convencional pertencente à subsidiária da Enel Endesa. Consiste em 48 baterias do modelo Nissan Leaf usadas e outras 30 baterias novas. O armazenamento é projetado como um gerador de backup para evitar a interrupção do fornecimento de energia em caso de carga excessiva. “A colaboração com a Enel nos permitiu criar um modelo para a segunda vida de uma bateria, que pode ser aplicado em muitos outros casos de uso”, diz Soufiane Elkhomri, Diretor de Serviços de Energia da Nissan. “Este é um ótimo exemplo das infinitas possibilidades que surgem com a reutilização de baterias de veículos elétricos como parte de uma economia circular”, disse Elkhomri. (Electrive – 18.03.2022)

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5 Sakuu: Primeira geração de baterias de lítio em estado sólido

No campo das baterias de estado sólido, as últimas novidades em termos de produto vêm do Vale do Silício, onde a startup Sakuu anunciou a criação da primeira geração de uma bateria de lítio de estado sólido com uma densidade energética de 800 Wh/l. Um valor significativo considerando que a maioria das baterias modernas de íons de lítio pode contar com uma densidade energética entre 500 e 700 Wh/l. Soma-se a isso o desenvolvimento de um novo processo de fabricação de impressão 3D que permitirá a produção de uma segunda geração de baterias de estado sólido. Com a entrega das primeiras células de amostra a partir de 2023, as novas baterias impressas em 3D da Sakuu terão uma densidade energética de até 1.200 Wh/l e serão mais eficientes, seguras e econômicas ao mesmo tempo. (Inside EVs – 19.03.2022)

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6 Gogoro e ProLogium: Bateria de estado sólido trocável para VEs de duas rodas

A Gogoro, desenvolvedora de sistemas de troca de baterias, anunciou o primeiro protótipo de bateria cerâmica de lítio de estado sólido, disponível para troca de baterias de VEs de duas rodas. Desenvolvido em conjunto pela Gogoro e pela empresa de baterias de estado sólido ProLogium Technology, com sede em Taiwan, o novo protótipo de bateria de estado sólido Gogoro se integra aos veículos existentes da Gogoro e à rede de troca. No centro do ecossistema da Gogoro está a Gogoro Network, uma plataforma de troca de baterias aberta e interoperável. Com mais de 450.000 passageiros e mais de 10.000 GoStations trocando baterias em mais de 2.300 locais, a Gogoro Network está hospedando 340.000 trocas diárias de bateria com mais de 260 milhões de trocas totais de bateria até o momento. A Gogoro estima que suas baterias de estado sólido aumentarão a capacidade das atuais 21.700 baterias de lítio em 140% ou mais, de 1,7 kWh para 2,5 kWh. (Green Car Congress – 19.03.2022)

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Indústria Automobilística

1 Conflito na Ucrânia afeta eletromobilidade no Brasil

O conflito entre Rússia e Ucrânia está desajustando diversos setores industriais do mundo, ocasionando problemas como a falta de matéria prima e atraso nas entregas de encomendas. É o caso do setor de veículos elétricos, que também tem sentido os impactos da guerra, principalmente na rede de eletropostos, ou seja, as estações de carregamento de bateria. A falta de componentes afeta a produção de carregadores, situação que pode piorar, caso as fabricantes sofram ainda mais com a distribuição irregular de insumos. “Não há mais carregadores para pronta-entrega no País”, avisa Gustavo Tannure, CEO da Easy Volt, empresa de soluções para recarga de veículos elétrico no Brasil. Os pedidos em maior volume também tornam o recebimento mais árduo. Além disso, o executivo alega que, desde 2021, os preços dos equipamentos aumentaram em 20%. Davi Bertoncello, CEO da Tupinambá Energia, empresa pioneira na operação de rede de eletropostos no Brasil, confirma a dificuldade em receber os carregadores. A solução tem sido operar com o estoque mínimo. Segundo o executivo, a escassez da distribuição dos insumos pode dificultar a mobilidade elétrica, setor que teve alta de 93% em janeiro deste ano. De acordo com a ABVE, no momento, há 1 mil eletropostos pelo país e uma previsão de 3 mil até o final de dezembro. (Yahoo! – 13.03.2022)

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2 Stellantis: Brasil pode receber grande parte dos investimentos em eletrificação

O Brasil é forte concorrente a receber novos investimentos da Stellantis, segundo o CEO da companhia, Carlos Tavares, que passou três dias em visita às operações da companhia no país. Carlos afirma “não ver dificuldade para o financiamento de novos projetos na região” que, dessa maneira, é candidata a receber parte dos € 14 bilhões anuais que a organização tem reservado para investimentos em todo o mundo. Desse montante, o executivo explica que € 6 bilhões anuais já estão comprometidos em projetos de eletrificação e software que a empresa anunciou para próximos 5 anos e somam € 30 bilhões. O restante da capacidade de investimento entra em disputa entre as operações globais da companhia, mas Tavares admite que o Brasil e a América Latina estão fortes no páreo. Atualmente, a companhia tem um pacote de R$ 16,2 bilhões em curso que começou em 2019 e vai até 2025. O investimento prevê o lançamento de novos modelos e a atualização de fábricas na região. (Automotive Business – 18.03.2022)

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3 Great Wall: Investimento em fabricação de VEs e postos de recarga em SP

Ao confirmar o investimento de R$ 10 bilhões que a montadora chinesa Great Wall Motors (GWM) fará no Estado, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou que parte do investimento será destinado à instalação de 100 pontos de recarga gratuita para automóveis eletrificados no Estado. De acordo com o governador, os 100 pontos de recarga serão instalados nas principais cidades. “Notadamente na região metropolitana, como suporte fundamental para os compradores da primeira leva de produção da GWM”, disse o governador. Como mostrou o Broadcast, os investimentos da GWM serão divididos em duas fases, como anunciado meses atrás, na época da aquisição da fábrica que pertencia à Mercedes-Benz em Iracemápolis, no interior de São Paulo. Os investimentos iniciais serão de aproximadamente R$ 4 bilhões. O montante inclui a adaptação da unidade e, como revelado agora, o desenvolvimento de fornecedores locais para que os carros fabricados no Brasil tenham índice de nacionalização de 60%. Os carros que o grupo automotivo vai vender no País a partir do fim deste ano serão híbridos – tecnologia que combina um motor convencional a combustão interna com outro elétrico – ou totalmente elétricos. (BroadCast Energia – 16.03.2022)

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4 BYD: Caminhão elétrico urbano é lançado no Brasil

A BYD anunciou o lançamento do BYD eT7 12.220 no Brasil. Com proposta bastante versátil, o caminhão elétrico possui até 230 km de autonomia e chega ao país em um momento de rápido crescimento do segmento de veículos elétricos comerciais. Assim como outros caminhões elétricos, o BYD eT7 12.220 se destaca pela emissão zero de poluentes e funcionamento totalmente silencioso. Segundo apurado pela empresa, cada caminhão elétrico evita, em média, a emissão de 106,9 toneladas de CO2 ao ano, o equivalente ao plantio de 763 árvores por veículo. Com peso bruto total de 12 toneladas e medindo 6.955 mm de comprimento, o BYD eT7 está equipado com uma bateria de fosfato ferro-lítio de 174 kWh que pode ser recarregada de 2 a 3 horas com um carregador DC (100 kW) ou de 4 a 5 horas com carregador AC (40 kW). Considerando seu porte e especificações, o principal uso do BYD et7 será em serviços de distribuição e operações relacionadas em áreas urbanas. Futuramente, a ‘ofensiva elétrica’ da BYD trará novos veículos elétricos no país, tanto de passeio quanto comerciais. (Inside EVs – 17.03.2022)

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5 Voltbras: Aporte para desenvolvimento de VEs

A startup brasileira Voltbras, que oferece soluções de gerenciamento e pagamento de recarga para carros elétricos, recebeu um investimento de R$ 3 milhões em uma rodada com presença da EDP Ventures Brasil, veículo de investimento de capital de risco da EDP, do Perseo, programa internacional de startups da Iberdrola e Domo Invest, uma das principais gestoras de Venture Capital no Brasil. O aporte será utilizado para desenvolvimentos com foco na experiência do usuário, motoristas de veículos elétricos, integração de diferentes redes de recarga e rentabilidade para os gestores dos eletropostos, visto que na maioria deles, no País, o serviço ainda é gratuito por falta de ferramentas adequadas. (CanalEnergia – 17.03.2022)

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6 Efeitos geopolíticos na dinâmica da indústria automobilística internacional

As paralisações de linhas de montagem de automóveis na Alemanha, Grã-Bretanha e Áustria são mais do que apenas outro exemplo de como as cadeias de suprimentos se tornaram frágeis. As paralisações talvez sejam um prenúncio de uma reorganização importante da economia global que a invasão da Ucrânia pela Rússia vai acelerar. O conflito tem evidenciado os riscos de fazer negócios com alguns países – não apenas a Rússia, mas também a China -, levantando questões acerca da crescente dependência da indústria automobilística do mercado chinês. O apoio da China à Rússia levou a mais desgaste nas relações entre Pequim e os Estados Unidos e a Europa, que já estavam em desacordo em relação ao comércio. Em Berlim, o conflito fortaleceu integrantes de uma nova coalizão do governo que argumentam que a Europa – principalmente a Alemanha e sua indústria automobilística – se tornou dependente demais do comércio com a China. As fabricantes de automóveis, com seu alcance global, cadeias de suprimentos complexas e milhões de funcionários, são um excelente exemplo de como a guerra na Ucrânia poderia redefinir o comércio internacional. Segundo os analistas, a guerra obrigará todas as empresas a avaliar sua exposição a um clima político cada vez mais hostil. Depois das guerras comerciais e a pandemia revelarem a vulnerabilidade aguda das cadeias de suprimentos globais, o conflito aumentará a pressão que as corporações agora enfrentam para produzir mais perto de casa e reduzir o risco de que o tumulto em um lugar distante lance suas operações no caos. (O Estado de São Paulo – 14.03.2022)

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7 Stellantis: 20% dos veículos comercializados na América do Sul serão VEs até 2030

O grupo Stellantis, dono das marcas Fiat, Jeep, Citroën e Peugeot, espera que 20% de suas vendas na América do Sul e Brasil sejam de modelos eletrificados até 2030. O grupo já tem previsto sete lançamentos de carros híbridos e elétricos até 2025, um deles um híbrido flex a etanol desenvolvido no País. Para chegar a essa participação, a companhia pretende ampliar a nacionalização de componentes e tecnologias de eletrificação em parceria com seus fornecedores. “Isso significa desenvolver e atrair investimentos, qualificar empregos e instituições de educação relacionadas a isso”, afirmou Antonio Filosa, presidente da Stellantis na região. O grupo já tem em andamento um plano de investimento de R$ 16 bilhões na região até 2024. (O Estado de São Paulo – 17.03.2022)

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8 Volkswagen e Ford: Novo VE com base em plataforma MEB

A parceria entre Volkswagen e Ford para o desenvolvimento de carros elétricos acaba de receber um upgrade. As duas fabricantes assinaram acordo que prevê a produção de outro VE com base na plataforma MEB (Modular Electric Toolkit). De quebra, a marca estadunidense ainda vai dobrar o volume de modelos zero combustão planejados inicialmente em cima dessa arquitetura. Pelo plano de expansão da joint-venture, a Ford vai lançar um novo veículo elétrico comercial em cima da plataforma MEB. O primeiro modelo da marca a usar essa base será um crossover, que será produzido no Centro de Eletrificação da Ford, em Colônia, na Alemanha, a partir de 2023. O segundo carro, contudo, não foi detalhado. Originalmente, pelo acordo, a Ford havia planejado apenas um modelo baseado em MEB com um volume total de cerca de 600.000 unidades. Com a expansão da parceria com a Volks, o volume saltará para 1,2 milhão de unidades em seis anos. (Automotive Business – 14.03.2022)

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9 Ford: Nova estratégia de eletrificação para a Europa

A Ford anunciou seu roadmap rumo ao futuro totalmente elétrico na Europa, que inclui lançamentos, joint venture de baterias e foco na produção na Alemanha e na Romênia. Com um novo negócio voltado para veículos elétricos, a montadora vai lançar 7 novos modelos totalmente elétricos e conectados até 2024. “Ford Model” é a nova unidade de negócios global focada no design, produção e distribuição de veículos elétricos e conectados. A montadora aposta que essa unidade junto com a Ford Pro, focada no negócio de veículos comerciais da Ford, definirá o futuro da empresa no continente europeu. Toda a estratégia da Ford para o continente é desenhada para atingir a meta de zerar as emissões para todas as vendas de veículos naquele continente e atingir a neutralidade de carbono em toda a sua pegada europeia de instalações, logística e fornecedores até 2035. Após considerar bem-sucedida a introdução do March-E e o do Mach-E GT no mercado europeu, a Ford revelou que lançará três novos veículos de passageiros e quatro comerciais nos próximos dois anos na Europa. A montadora assinou também um memorando de entendimento não vinculativo com a empresa sul-coreana SK On Co. e a turca Koç Holding para a criação de uma nova joint venture líder do setor automotivo na Turquia. Sujeito à execução de um acordo final, os três parceiros planejam criar uma das maiores instalações de baterias para VEs na região europeia. (Automotive Business – 14.03.2022)

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10 BMW: Metas de eletrificação são mantidas em meio à guerra na Ucrânia e escassez de chips

A BMW, montadora alemã que vendeu um recorde de 2,52 milhões de veículos no ano passado, apesar da escassez de semicondutores, projetava entregar ainda mais este ano, mas agora espera uma produção no mesmo nível de 2021. Ainda assim, as metas da BMW para maior produção de VEs foram mantidas, disse o diretor técnico Frank Weber. A empresa planeja mais que dobrar as vendas de VEs para um patamar superior a 200 mil neste ano e atingir 2 milhões de modelos totalmente elétricos até 2025. A companhia estabelecerá cinco novas parcerias para fábricas de baterias em locais próximos à produção de VEs na Europa, China e região do Nafta (América do Norte). A BMW suspendeu a produção em algumas fábricas alemãs após a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas retomará integralmente a fabricação na próxima semana, disse o chefe de produção, Milan Nedeljkovic. (G1 – 16.03.2022)

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11 Maserati: Reformulação para se tornar 100% elétrica

A Maserati, fabricante italiana de luxo do Grupo Stellantis, aproveitou a divulgação do balanço financeiro de 2021 para reforçar seu compromisso com a mobilidade elétrica. A montadora diz que o processo de reformulação da marca foi concluído e adiantou os planos para o lançamento do Folgore, seu primeiro modelo zero combustão. A Maserati não deu detalhes técnicos sobre seu novo Grand Turismo, mas já se sabe que o VE será produzido em Mirafiori, Itália, com lançamento previsto para 2023 e com tecnologias trazidas da Fórmula E. O primeiro elétrico da marca também é o primeiro produto derivado do plano MMXX: Time to be Audacious, anunciado pela empresa em setembro de 2020. Pelo planejamento, todos os modelos Maserati terão versões 100% elétricas até 2025, o que inclui o esportivo MC20, o sedã Quattroporte e o SUV Levante, além do crossover Grecale, que tem lançamento previsto para os próximos dias, mas que só ganhará variante zero combustão em 2023, depois do Folgore. A meta da marca é que até 2030 toda a gama seja 100% elétrica. (Automotive Business – 18.03.2022)

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12 Porsche: Antecipação dos planos de eletrificação

A Porsche anunciou seus resultados de 2021 hoje e disse que, dos 301.915 veículos que vendeu ano passado, 41.296 (14%) foram o novo Taycan, um carro 100% elétrico. O Taycan foi tão bem que vendeu mais que o modelo principal da companhia, o Porsche 911. Além disso, considerando também os modelos híbridos, as vendas de elétricos corresponderam a 40% do total. Aparentemente, os resultados fizeram com que a Porsche repensasse sua estratégia de eletrificação. No ano passado, a empresa havia anunciado que pretendia que 80% de suas vendas fossem de elétricos até 2030, mas que isso incluía também os híbridos, ou seja, carros que andam tanto com eletricidade como com combustíveis tradicionais. Agora, a proposta é outra: esses 80% até 2030 serão apenas de carros 100% elétricos. “Em 2025, metade de todas as vendas de novos Porsche deverão vir da venda de veículos elétricos, ou seja, 100% elétricos ou híbridos”, afirmou Oliver Blume, CEO da Porsche, ao apresentar os resultados. “Em 2030, a porcentagem de todos os veículos novos com propulsão a bateria deverá ser de mais de 80 por cento”, afirmou. (Automotive Business – 18.03.2022)

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13 Volvo/Starbucks: Parceria para o desenvolvimento de rede de recarga nos EUA

A Volvo Cars disse na terça-feira (16/03) que acertou uma parceria com a Starbucks para criar uma rede pública de carregamento de VEs nos EUA, que deve começar a operar no próximo semestre. A montadora sueca disse que as primeiras instalações do projeto vão incluir até 60 carregadores rápidos ChargePoint DC da Volvo que serão distribuídos em até 15 lojas Starbucks. A Volvo, que planeja ter um carregador a cada 160 km, disse que espera que as instalações sejam concluídas até o final de 2022. As estações de carregamento poderão ser usadas por qualquer veículo mediante uma taxa. No entanto, os proprietários de automóveis Volvo poderão utilizá-las gratuitamente ou a preços reduzidos. A Volvo Cars, controlada pela chinesa Geely, planeja que 50% de suas vendas sejam de carros totalmente elétricos até meados desta década. A participação subirá para 100% até 2030. (O Estado de São Paulo – 15.03.2022)

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Meio Ambiente

1 ESG: Empresas investem na eletrificação das frotas em meio à demanda por redução de emissões

Os VEs ajudam as companhias na otimização de processos de logística e no atendimento aos critérios ESG, que são cada vez mais levados em conta por investidores. É o caso da Via, controladora das Casas Bahia e do Ponto. Em 2019, a empresa estabeleceu como objetivo reduzir de maneira significativa a emissão de carbono gerado pela companhia até 2025. A frota logística da Via conta com dez furgões com capacidade de transportar até 720 kg de cargas e com autonomia de 300 km. A Magazine Luiza começou a eletrificar sua frota no segundo semestre do ano passado. A empresa iniciou um período de testes em junho de 2021. A Magalu, que tem frota terceirizada, ajudou a intermediar a compra com seus parceiros. Já são 51 veículos urbanos de carga, que circulam em cidades dos estados de São Paulo, Paraíba, Bahia e Rio de Janeiro. Nesse primeiro período, a empresa afirma que o principal obstáculo é a quilometragem. A Unidas anunciou em janeiro a compra de 2 mil VEs para sua frota em 2022, sendo 1.600 carros 100% elétricos. A aquisição faz parte do plano da empresa de neutralizar as emissões de carbono e GEEs em todas as suas operações até 2028. O investimento é de R$ 370 milhões. A empresa possui mais de 400 veículos em sua frota. Os novos carros serão usados nos setores de aluguel de veículos e de gestão e terceirização de frotas. Já a Neoenergia tem VEs em sua frota administrativa desde março de 2020. Ao todo, são 85 veículos híbridos e 44 totalmente elétricos. O objetivo é que toda a frota de veículos leves e administrativos seja completamente substituída até 2030. A empresa também oferece soluções de recarga de veículos elétricos para consumidores residenciais e empresariais. (Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios – 20.03.2022)

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2 ESG: Empresas automotivas investem em créditos de carbono

O crédito de carbono constitui uma “moeda’’ para reduzir o impacto ambiental de organizações e projetos. E é uma moeda em ascensão no Brasil, responsável por reduzir em um milhão de toneladas as emissões de CO2 no país e que, em breve, passará a ser negociada em uma bolsa de valores exclusiva. O ativo sustentável ganha apelo no setor automotivo e da mobilidade, com cada vez mais empresas que apostam na solução como parte da estratégia ESG (sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa). No Brasil, o que funciona ainda é o mercado voluntário, regido pelas Reduções Voluntárias de Emissões, que permitem a qualquer empresa, indivíduo ou organização gerar ou comprar créditos de carbono voluntários. Mas isso pode mudar em breve com o Projeto de Lei 581/21 que define a criação e regulamentação desse mercado e está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados. Tendo em vista a prosperidade do mercado e o peso da agenda ESG para o setor automotivo e a mobilidade, empresas como a locadora de veículos Unidas apostam na compra de créditos de carbono para compensar suas emissões, quando essas não podem ser evitadas. Do outro lado da mesa, a Tembici, empresa de compartilhamento de bicicletas, se prepara para fazer o primeiro leilão de créditos de carbono para micromobilidade, que deve acontecer em breve, no Rio de Janeiro. Segundo o Chief Communications Officer e co-fundador da empresa, Mauricio Villar, serão leiloados os créditos de carbono das emissões evitadas pelo projeto Bike Rio. Em 2020, as bicicletas da Tembici evitaram a emissão de 4 toneladas de CO2 na atmosfera, aponta o executivo. Segundo a chefe corporativa de sustentabilidade da Bosch para a América Latina, Hervelly Ferreira, os créditos de carbono representam apenas 15% da compensação da empresa. “A Bosch já é CO2 neutra nos escopos 1 e 2 do GHG Protocol e tem meta de reduzir 15% das emissões do escopo 3 até 2030”, afirmou a executiva. (Automotive Business – 16.03.2022)

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3 ESG: AGCO passa a usar caminhões elétricos

A AGCO, fabricante e distribuidora agrícola, contará com veículos movidos a bateria e a Gás Natural Veicular (GNV) em sua frota no Brasil. Detentora das marcas Massey Ferguson, Valtra e Fendt, a empresa tem como objetivo diminuir suas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera, como parte de sua agenda ESG. Com os novos veículos, a frota da empresa pode reduzir as emissões em 480 toneladas de CO2 por ano. Os 16 caminhões, oito elétricos e oito a gás, são 20% do total da frota de logística dedicada às operações internas da companhia. Os veículos serão utilizados para entrega de peças de fornecedores nas fábricas de Mogi das Cruzes (SP), Canoas (RS), Santa Rosa (RS) e Ibirubá (RS), além do Centro de Distribuição de Peças em Jundiaí (SP). A médio prazo, a AGCO tem como meta expandir para que 30% a 40% de sua frota operacional seja feita por caminhões elétricos ou a gás GNV. (Automotive Business – 16.03.2022)

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4 ESG: Distrito escolar de Moreno Valley, nos EUA, implantará ônibus escolares elétricos

O Distrito Escolar Unificado de Moreno Valley (MVUSD, sigla em inglês) aprovou um projeto da InCharge Energy, Creative Bus Sales e IC Bus para implantar 42 ônibus escolares elétricos e uma infraestrutura de carregamento de veículos elétricos para apoiar a nova frota. Os ônibus elétricos atenderão mais de 31.000 alunos de 42 escolas nesta comunidade do sul da Califórnia, situada a leste de Los Angeles, no condado de Riverside. Os novos ônibus elétricos reduzirão mais de 1,2 milhão de libras em emissões de carbono em todo o Moreno Valley, que tem uma classificação “Insalubre para Grupos Sensíveis” no Índice de Qualidade do Ar. O distrito escolar espera uma economia de 75% nos custos de manutenção, combustível e operações de ônibus, permitindo que mais fundos cheguem às salas de aula. Esta iniciativa representa a maior compra de ônibus escolar elétrico já realizada na Califórnia. A IC Bus e a Creative Bus Sales fornecerão ao distrito escolar ônibus elétricos IC para 42 passageiros, enquanto a InCharge Energy instalará e manterá 43 carregadores rápidos ABB TERRA 24 kW DC. (Green Car Congress – 17.03.2022)

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5 ESG: Dortmund, na Alemanha, adquire ônibus elétricos articulados

A Solaris entregará 30 ônibus articulados Urbino 18 para Dortmund no final de 2022. Este investimento da operadora de transporte público Dortmunder Stadtwerke AG em ônibus elétricos Urbino é um componente da estratégia de longo prazo da cidade para reduzir a poluição ambiental e o ruído na área urbana. Os ônibus serão os primeiros ônibus elétricos Solaris da frota da operadora municipal. Anteriormente, a cidade adquiriu 13 ônibus Solaris com motores convencionais a diesel. Os veículos elétricos Urbino de emissão zero chegarão a Dortmund exatamente 10 anos após as últimas entregas. Em 2021, foi na Alemanha que mais e-buses na Europa saíram às ruas. A Solaris, como fabricante líder de soluções de emissão zero para transporte público, contribuiu substancialmente para esse desenvolvimento. Atualmente, mais de 250 ônibus elétricos Urbino fazem rotas em cidades e vilas alemãs, representando mais de 20% do mercado local. (Green Car Congress – 17.03.2022)

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6 BMW: Meta de emissões de CO2 de frota na Europa é atingida

A BMW anunciou que superou com folga suas metas de emissões de CO2 em 2021 na Europa. Anunciando um resultado de emissões médias de 115,9 gramas por quilômetro, de acordo com o ciclo WLTP, a empresa superou o limite da meta de frota (de aproximadamente 126 gramas por quilômetro) em cerca de dez gramas com base em cálculos internos. O BMW Group destaca ainda que as emissões de CO2 da frota também foram reduzidas em comparação com o ano anterior. Levando em consideração o ciclo WLTP, a redução foi de cerca de 14%. O fator chave para o grupo alemão se enquadrar na meta europeia de emissões foi o forte crescimento nas vendas de veículos elétricos e híbridos plug-in no ano passado. Nesse ponto, a BMW e a MINI pretendem vender mais de 200.000 veículos totalmente elétricos em 2022, pelo menos o dobro de suas vendas em 2021. Para alcançar esses resultados de forma mais rápida (acelerar a produção e participação de veículos elétricos nas vendas), a BMW investiu em um sistema de produção integrado e altamente flexível onde carros elétricos, híbridos plug-in e a combustão são montados na mesma linha. A meta global do BMW Group é reduzir as emissões de CO2 do ciclo de vida por veículo em pelo menos 40% até 2030. A empresa se tornou a primeira fabricante alemã de automóveis a participar da campanha Business Ambition for 1,5°C lançada pela Science-Based Targets Initiative e está comprometida com a meta de neutralidade climática completa em toda a cadeia até 2050. (Inside EVs – 19.03.2022)

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7 Volkswagen: Participação em iniciativa de mineração responsável

O Grupo Volkswagen aderiu à Initiative for Responsible Mining Assurance (IRMA). A iniciativa trabalha para estabelecer padrões rígidos para a mineração responsável de matérias-primas. A IRMA é uma aliança de organizações não governamentais, sindicatos, comunidades locais afetadas, investidores, operadores de minas e clientes de matérias-primas, que afirma ter mais de 50 membros. As normas da IRMA abrangem a proteção dos direitos humanos e dos direitos das comunidades locais, a exclusão da corrupção, medidas para proteger a saúde dos trabalhadores e das comunidades locais afetadas, segurança no local de trabalho e proteção ambiental – especificamente, por exemplo, proteção das águas subterrâneas ou verificações de idade em a entrada das minas. O foco está na mineração industrial e na indústria de processamento. A VW afirma que pretende ancorar os padrões IRMA “passo a passo em suas próprias cadeias de fornecimento de baterias”. (Electrive – 17.03.2022)

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Eventos e Estudos

1 Websérie: O impacto do carro elétrico na cadeia de valor automotiva no Brasil

As vendas de carros elétricos ainda dão os primeiros passos no Brasil, mas as empresas da cadeia de valor automotiva já sentem novas demandas e projetos para o mercado local. Para falar dessas mudanças, das perspectivas e possíveis adaptações a partir de agora, Automotive Business reuniu grandes especialistas no tema em uma discussão para mostrar tendências. Durante uma hora, Denys Cabral, diretor de inovação automotiva da Becomex, Fernando Castelão, diretor geral da divisão de lítio da Moura, Gábor Deák, diretor de tecnologia do Sindipeças e Marcus Régis, diretor executivo da PNME (Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica), debatem os riscos e oportunidades diante da ascensão do mercado de veículos elétricos. A discussão encerra a websérie especial Becomex, que abordou os desafios mais atuais da indústria automotiva, como a escassez de semicondutores causada pela pandemia e o impacto da eletrificação para a indústria automotiva. Para acessar ao último episódio da websérie especial, clique aqui. (Automotive Business – 16.03.2022)

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2 Aliança Bike: Bicicletas elétricas batem recorde de vendas no Brasil em 2021

Em todo o Brasil, foram comercializadas 40.981 unidades de bicicletas elétricas em 2021, entre produção nacional e importações. É o recorde de vendas do produto no país e um aumento de 27,3% em relação a 2020, que já havia sido o melhor ano desde o começo da série histórica em 2016. Em termos financeiros, essa movimentação gerou uma receita de R$ 289,3 milhões, crescimento de 52,2% em relação ao ano de 2020. Em 2021, o pico de bicicletas elétricas produzidas e importadas aconteceu no mês de outubro, com 5.225 unidades. Além do expressivo aumento de movimentação financeira e também em unidades vendidas, 2021 apresentou um cenário diferente de anos anteriores. No ano passado, empresas que importam componentes e realizam a montagem de bicicletas elétricas no Brasil representaram 61% deste mercado – crescimento de 35% em relação ao período anterior. Do total de bicicletas elétricas comercializadas em 2021, 15.963 foram importadas inteiras, enquanto que 24.955 foram montadas no Brasil. Das e-bikes montadas no Brasil, 10.294 foram produzidas no Polo Industrial de Manaus, enquanto que 14.661 foram produzidas fora do Polo. Os dados são da Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas). (Automotive Business – 18.03.2022)

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3 ICCT: Estudo estima a infraestrutura de carregamento necessária para a eletrificação de veículos na Itália

Um estudo realizado por pesquisadores do International Council on Clean Transportation (ICCT) estimou a quantidade de carregadores domésticos, públicos e em locais de trabalho necessários nas áreas metropolitanas e não metropolitanas da Itália para acomodar o crescimento da participação de veículos elétricos na frota do país para o período 2021-2030. O documento concluiu, entre outras coisas, que o crescimento contínuo na implantação da infraestrutura de recarga é necessário para todos os tipos de carregamento. As áreas metropolitanas, em particular, exigem um maior número de carregadores públicos, bem como carregadores ultrarrápidos. Ademais, os custos de infraestrutura de carregamento serão significativos, mas diminuirão por veículo ao longo do tempo. A estimativa de custo total para carregadores instalados entre 2021 e 2030 é de € 3,2 bilhões para carregamento não doméstico e € 7,5 bilhões para carregamento doméstico. Além disso, exemplos internacionais fornecem orientação sobre estratégias de infraestrutura bem-sucedidas e investimentos necessários. O modelo para a Itália sugere que é necessário um investimento per capita de € 7 por ano em 2021, subindo para € 39 por ano em 2030. Para ler o estudo na íntegra, clique aqui. (ICCT – 16.03.2022)

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4 Europa: Coalizão Intersetorial pede metas robustas para infraestrutura de VEs

Uma coalizão interprofissional está instando o Parlamento Europeu e o Conselho a introduzir novas metas para impulsionar a infraestrutura de VEs. A indústria automotiva, de geração de energia, eletricidade e infraestrutura de carregamento pediram políticas interconectadas para acelerar a transição para a mobilidade de emissão zero e neutra em CO2. A coalizão lançou seu apelo comum aos formuladores de políticas em uma mesa redonda em Bruxelas e pediu um aumento urgente do investimento em infraestrutura de recarga e reabastecimento para carros, vans, caminhões e ônibus movidos a energia alternativa. Ele disse que a UE precisará, portanto, adotar metas mais altas para infraestrutura pública e privada do que as previstas nas propostas do Regulamento de Infraestrutura de Combustíveis Alternativos e da Diretiva de Desempenho Energético dos Edifícios da Comissão Europeia. A coalizão também pediu cofinanciamento e metas obrigatórias para tornar as situações de carregamento e reabastecimento de hidrogênio comercialmente viáveis durante a fase de aceleração dos veículos elétricos. As indústrias foram representadas por suas associações: European Automobile Manufacturers’ Association, European Association of Automotive Suppliers, Eurelectric, WindEurope e ChargeUp Europe. (Smart Transport – 21.03.2022)

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5 Greener Transport Solutions: Viagens de carro precisam diminuir para atingir meta de emissões no Reino Unido

As viagens de carro precisam cair entre 20 e 27% até 2030 para atender às ambições líquidas zero, de acordo com um novo relatório da Greener Transport Solutions. O transporte é uma fonte crescente de emissões globais de gases de efeito estufa e o maior setor poluente da economia do Reino Unido, diz a Greener Transport Solutions. A estratégia de descarbonização do transporte do Reino Unido é analisada em um novo relatório, intitulado “PATHWAYS TO NET ZERO: Building a framework for systemic change” O relatório conclui que as soluções tecnológicas serão insuficientes para atingir o zero líquido no Reino Unido. O foco urgente deve agora ser dado à redução do tráfego. O transporte tem a maior dependência de combustíveis fósseis de qualquer setor e responde por 37% das emissões de CO2 dos setores de uso final. Para ler o relatório na íntegra, clique aqui. (Smart Transport – 15.03.2022)

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Equipe
de Pesquisa UFRJ

Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: João Pedro Gomes, Leonardo Gonçalves e Vinicius José da Costa
Assistente de pesquisa:
Sérgio Silva

As notícias divulgadas no IFE não refletem
necessariamente os pontos da UFRJ. As informações
que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe
de pesquisa sobre o Setor Elétrico do Instituto
de Economia da UFRJ.

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