IFE
17/08/2023

IFE Hidrogênio 139

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Kalyne Brito e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Bruno Elizeu e Sofia Paoli
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
17/08/2023

IFE nº 139

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe, Kalyne Brito e Sayonara Andrade Elizário
Pesquisadores: Bruno Elizeu e Sofia Paoli
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Hidrogênio 139

Políticas Públicas e Financiamentos

Alemanha explora esquema de subsídio apoiado pela UE para usinas de hidrogênio

O Ministério da Economia e Proteção Climática da Alemanha (BMWK) avançou nas negociações com a Comissão Europeia sobre a criação de uma estrutura de subsídios para usinas de hidrogênio. O governo alemão planeja realizar licitações para 8,8 GW de novas usinas operadas com hidrogênio e até 15 GW de usinas a gás a serem convertidas para hidrogênio até 2035. As medidas incluem operar usinas a gás novas e convertidas com hidrogênio renovável, desenvolver usinas híbridas de hidrogênio e converter usinas a gás para funcionar com hidrogênio. Essa estratégia visa alcançar a neutralidade climática no setor elétrico, considerado um pilar fundamental para a descarbonização de outros setores. (H2 View – 01.08.2023) 
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Brasil: Associação de Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis é criada para otimizar condições de mercado

No dia 1 de agosto foi lançada a Associação Brasileira de Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis (ABHIC) com o propósito de impulsionar o mercado de hidrogênio e combustíveis sustentáveis no Brasil. A nova entidade buscará otimizar as condições de mercado, tecnológicas e regulatórias do setor, representando interesses junto ao poder público, empresas e academia. Com grande potencial para se tornar um grande produtor e exportador de hidrogênio verde, o Brasil pode ser líder nesse mercado e alcançar uma receita anual de R$ 150 bilhões a partir de 2050, de acordo com dados da consultoria alemã Roland Berger. A ABHIC se posiciona para contribuir com a regulamentação e a estruturação do mercado nacional e busca associados interessados em colaborar nesse setor em crescimento. (Valor – 01.08.2023) 
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Brasil: Ceará se junta a eólica, solar e biogás em pacto pelo hidrogênio renovável

O governo do Ceará se uniu às associações da indústria eólica, solar e de biogás em um pacto brasileiro pelo hidrogênio verde. A iniciativa busca estabelecer um marco regulatório para impulsionar a competitividade do hidrogênio no Brasil e no exterior, além de definir as rotas de produção com apoio político. O estado já possui 30 acordos com empresas interessadas em integrar o hub de hidrogênio verde no Porto de Pecém, com projetos representando investimentos de US$ 29,7 bilhões. O foco está na produção através da eletrólise e em projetos que combinam investimentos em energia eólica offshore. A adesão do Ceará reforça as articulações por um marco legal que favoreça fontes renováveis, enquanto a indústria busca sinalizações governamentais para avançar na regulação do hidrogênio e aproveitar sua crescente demanda. (EPBR – 09.08.2023) 
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Brasil: ABH2 defende inclusão de fósseis em marco legal do hidrogênio

O presidente da Associação Brasileira do Hidrogênio (ABH2), Paulo Emílio Miranda, defendeu na Câmara que as políticas de hidrogênio devem priorizar alternativas que reduzam as emissões de CO2 em vez de simplesmente substituir rotas que usam combustíveis fósseis. Ele enfatiza que incluir rotas mais baratas facilitaria a regulação do hidrogênio no Brasil e abriria mercados globais para a molécula. Miranda argumenta que a diversidade de rotas tecnológicas para o hidrogênio garantiria fornecimento de energia constante, pois as fontes renováveis podem variar ao longo do ano. A ABH2 está entre os defensores da inclusão de todas as formas de produção de hidrogênio, enquanto outros favorecem o hidrogênio verde produzido por eletrólise e fontes renováveis. (EPBR – 09.08.2023) 
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Índia: L&T analisa investimentos de até US$ 4 bilhões em hidrogênio verde

A empresa de engenharia Larsen & Toubro (L&T) planeja investir entre US$ 3 e 4 bilhões em projetos de hidrogênio verde em parceria com suas joint ventures nos próximos três a cinco anos. A empresa já possui uma fábrica de eletrolisadores planejada em Hazira, Índia. Além disso, a L&T está em negociações para adquirir a participação da Corporação de Energia Nuclear da Índia (NPCIL) em uma de suas joint ventures por cerca de Rs. 100-150 crore. (Hydrogen Central – 10.08.2023) 
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Equador: H2Ecuador delinea três fases para o desenvolvimento do hidrogênio

A Associação Equatoriana de Hidrogênio Verde (H2Ecuador) delineou três fases para o desenvolvimento da energia de hidrogênio no país. A primeira fase, de 2023 a 2030, incluirá projetos-piloto de eletrólise com capacidade de 100 kW e produção de hidroeletricidade. A segunda fase, de 2030 a 2040, pretende identificar planos-piloto prioritários com capacidade de eletrólise entre 1 GW e 6 GW, exigindo investimentos de até US$ 2.692 milhões. A terceira fase, de 2040 a 2050, vislumbra uma capacidade instalada de eletrólise de 6 GW e investimentos de até US$ 24 bilhões. A Associação busca criar uma rede de intercâmbio de informações, promover projetos-piloto, oferecer assessoria técnica e implementar o roteiro adotado pelo governo equatoriano para impulsionar a transição para o hidrogênio verde, explorando o potencial do país em recursos naturais e localização estratégica na América Latina. (El Universo – 04.08.2023) 
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Alemanha aumenta orçamento do fundo Climate & Transformation em 2024 para desenvolvimento do hidrogênio

O plano econômico do Climate & Transformation Fund (KTF) da Alemanha destinará € 3,7 bilhões em 2024 para o aumento da economia de hidrogênio, como parte de um orçamento total de € 57,6 bilhões para o próximo ano. A estratégia incluirá iniciativas para o comércio exterior de hidrogênio, como o esquema H2Global, e a descarbonização da indústria. Com um consumo anual de hidrogênio de cerca de 55TWh, a Alemanha planeja aumentar para entre 95TWh e 130TWh até 2030, com expectativas de expandir sua capacidade de eletrolisador de hidrogênio renovável para 10 GW até o final da década, a maior parte atendida por importações. (ICIS – 09.08.2023) 
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China adota a primeira diretriz da indústria de hidrogênio

A China lançou sua primeira diretriz nacional para o desenvolvimento de padrões industriais relacionados à produção, armazenamento, transporte e uso de hidrogênio. Embora a China seja o maior produtor e consumidor global de hidrogênio, menos de 0,1% é proveniente de fontes renováveis. Essa iniciativa busca acelerar a formulação de padrões técnicos e melhorar os padrões internacionais para energia de hidrogênio, visando contribuir para um sistema de energia limpo e de baixa emissão de carbono, em linha com as metas de pico de carbono e neutralidade da China. Além disso, a diretriz complementa o plano de desenvolvimento de energia de hidrogênio para o período de 2021 a 2035, com a China buscando aumentar significativamente a proporção de hidrogênio proveniente de fontes renováveis em seu consumo de energia terminal até 2035. (CGTN – 09.08.2023) 
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Revisão da estratégia de hidrogênio alemã

O governo alemão publicou uma revisão da sua estratégia de hidrogênio no mês de julho. A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK Rio), que acompanha o desenvolvimento do mercado de hidrogênio verde na Alemanha desde 2019, analisou os possíveis impactos para o Brasil. A nova estratégia definiu pontos, como: a garantia da disponibilidade do hidrogênio e os seus derivados; criação de uma estrutura funcional e eficiente; setores para a aplicação do hidrogênio; estratégia para a importação e a criação de condições legais e regulatórias adequadas. Com a criação de uma estratégica de importação específica para hidrogênio verde, o Brasil pode se tornar um dos principais países parceiros. No entanto, fica o alerta que esta oportunidade não pode ser desperdiçada. O Brasil precisa enviar claros sinais sobre a sua estratégia, demonstrando que a transição energética baseada em hidrogênio, verde ou renovável, é um assunto prioritário do Governo. Além disso,  o mercado de derivados de hidrogênio como amônia, metanol ou SAF pode ser atendido por países “offshore” como Brasil, África do Sul, Chile e outros com transporte por via marítima. Essa diferenciação dos mercados é importante para estimar e direcionar os projetos de hidrogênio verde. (EPBR -10.08.2022)
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Fórum Internacional de Comércio de Hidrogênio coordenado pela UNIDO visa impulsionar o comércio internacional de hidrogênio

A UNIDO (Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial) está coordenando o novo Fórum Internacional de Comércio de Hidrogênio, estabelecido durante a reunião do 14º Ministro de Energia Limpa (CEM). O fórum reúne países importadores e exportadores de hidrogênio para acelerar o comércio internacional de hidrogênio, promover colaboração e enfrentar barreiras no mercado emergente de hidrogênio. Os membros fundadores incluem países como Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Alemanha, Japão, Holanda, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido, Estados Unidos e Uruguai, entre outros. A UNIDO facilitará a cooperação entre os membros governamentais e líderes industriais, buscando desenvolver políticas, padrões, inovação e projetos industriais de hidrogênio verde. A iniciativa visa desbloquear o valor socioeconômico e ambiental da economia e comércio internacional de hidrogênio. (Gov BR - 04.08.2023) 
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Produção

Austrália: Consórcio Sul-Coreano planeja planta de amônia verde em Geraldton

Um consórcio sul-coreano formado pela Progressive Green Solutions, Samsung C&T e KOMIPO está em negociações exclusivas com o governo de Cook, na Austrália Ocidental, para estabelecer uma planta de amônia verde perto de Geraldton. O projeto pretende construir a planta no Narngulu Industrial Estate e produzir até 1 milhão de toneladas de amônia verde por ano usando hidrogênio renovável. O objetivo é apoiar a descarbonização dos ativos de geração de energia na Coreia do Sul, com as primeiras remessas previstas para 2027. O projeto representa um marco para a Austrália Ocidental, visando desenvolver um cluster de energia renovável em Geraldton para complementar o hub de hidrogênio planejado em Oakajee. A região é considerada propícia para atrair investimentos estrangeiros devido aos recursos excepcionais de energia renovável e ao potencial de gerar empregos e prosperidade econômica. (The Guardian - 02.08.2023) 
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Árabia Saudita: Projeto de Hidrogênio Verde NEOM receberá inversor e soluções de armazenamento de energia

A Sungrow, principal fornecedora global de inversores e sistemas de armazenamento de energia, firmou um contrato com a Larsen & Toubro para fornecer soluções de inversores para uma usina solar fotovoltaica (PV) de 2,2 GWac do Projeto de Hidrogênio Verde NEOM na Arábia Saudita. O NEOM Green Hydrogen Company (NGHC) usará energia renovável, como energia eólica e solar, para produzir hidrogênio livre de carbono, visando produzir até 600 toneladas por dia de hidrogênio livre de carbono até o final de 2026. Essa iniciativa é um marco importante para avançar a Visão 2030 do Reino da Arábia Saudita para um futuro de energia limpa e sustentável. A Sungrow também fornecerá soluções de armazenamento de energia para este projeto, e sua inovadora solução de inversor 1+X Modular para a usina PV de 2,2 GWac contribuirá para esse projeto pioneiro de hidrogênio verde. (PR Newswire - 09.08.2023) 
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América do Sul: Estudos liderados pela anglo american identificam os principais locais para o desenvolvimento de hidrogênio verde

A Anglo American liderou estudos no Chile e no Peru que identificaram os principais locais para o desenvolvimento de hidrogênio verde. No Chile, o estudo sugere que o desenvolvimento de um "vale de hidrogênio verde" em oito áreas da zona central do país poderia resultar em um investimento inicial de pelo menos US$ 3,5 bilhões e gerar cerca de 10.000 empregos. O estudo também estima que a introdução em grande escala de hidrogênio verde na região central poderia reduzir cerca de 3.000 ktons de CO2 por ano, equivalente a retirar 850.000 carros de circulação. No Peru, a Anglo American também investigou o potencial de hidrogênio verde na região sul do país, identificando oportunidades para um mercado local e de exportação. Esses estudos refletem o compromisso da Anglo American em contribuir para uma economia mais verde e sustentável por meio do desenvolvimento do hidrogênio verde. (Hydrogen Central - 04.08.2023) 
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Empresas: Parceria thyssenkrupp Uhde/ SwitcH2 BV e BW Offshore em projeto de planta flutuante de amônia verde

A thyssenkrupp Uhde anunciou uma colaboração com a SwitcH2 BV e a BW Offshore para a criação de uma planta flutuante de amônia verde. A empresa fará parte do consórcio de projetos OFFSET liderado pela SwitcH2 BV, que também inclui a BW Offshore e outros parceiros. O projeto visa desenvolver uma unidade de produção e armazenamento de hidrogênio e amônia verde em escala industrial, baseada em um conceito comprovado de uma embarcação de produção e descarregamento flutuante (FPSO). A colaboração marca um passo significativo em direção a práticas industriais sustentáveis e ecologicamente amigáveis. A FPSO proposta produzirá amônia offshore exclusivamente a partir de fontes renováveis de energia. O projeto está previsto para ser conectado a um parque eólico adjacente até 2027. (thyssenkrupp Uhde - 04.08.2023) 
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Japão: Mitsubishi Heavy Industries inaugura "Nagasaki Carbon Neutral Park" para produção de hidrogênio

A Mitsubishi Heavy Industries, Ltd. (MHI) iniciou as operações do "Nagasaki Carbon Neutral Park", um centro dedicado ao desenvolvimento de tecnologias de descarbonização de energia. Localizado em Nagasaki, este novo complexo irá focar no desenvolvimento de tecnologias de produção de hidrogênio, combustão e captura de CO2. O parque também utilizará as capacidades de design e fabricação da MHI para acelerar a pesquisa e desenvolvimento visando a comercialização de produtos. O foco será em tecnologias de próxima geração, incluindo eletrólises de água avançadas e hidrogênio turquesa produzido por pirólise de metano. As tecnologias desenvolvidas no parque serão testadas e demonstradas em projetos futuros, contribuindo para a busca por um mundo neutro em carbono (Mitsubishi Heavy Industries - 07.08.2023) 
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Marrocos: Chariot avança com Projeto Piloto de Hidrogênio Verde

A empresa Chariot Ltd está avançando com um projeto piloto de hidrogênio verde em Marrocos. O projeto, em parceria com a Oort e a Universidade Politécnica Mohammed VI (UM6P), visa construir uma operação de hidrogênio verde em escala de prova de conceito. O projeto usará um eletrólito de membrana de polímero (PEM) de 1 MW patenteado pela Oort e será hospedado nas instalações de pesquisa e desenvolvimento da UM6P. O objetivo é apoiar o crescimento da economia de hidrogênio verde de Marrocos enquanto avalia a viabilidade da produção em grande escala de hidrogênio verde e amônia. Isso marca um passo importante para a Chariot se tornar um produtor de hidrogênio verde e fortalecer seu desenvolvimento de projetos em Marrocos e Mauritânia. As parcerias foram confirmadas para realizar testes e desenvolver conhecimento na produção de hidrogênio verde eletrolítico de maneira mais eficiente e escalável. (London Stock Exchange - 02.08.2023) 
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Armazenamento e Transporte

Reino Unido: Avança Projeto da SGN para reprojetar gasoduto de gás para transporte de hidrogênio

A empresa de distribuição de gás britânica SGN recebeu aprovação do regulador de energia Ofgem para avançar para a próxima etapa do teste de gás de hidrogênio através de um gasoduto de gás natural desativado no Reino Unido. O projeto de £30 milhões testará 100% de gás de hidrogênio através de um gasoduto de gás desativado de 30 km entre Grangemouth e Granton, na Escócia. A primeira etapa do projeto envolveu levantamentos e avaliações para determinar a integridade do gasoduto para transportar hidrogênio. A segunda etapa conectará o gasoduto ao fornecimento de hidrogênio da empresa química INEOS. Se bem-sucedido, um teste ao vivo pode começar no próximo ano. O uso de hidrogênio na principal rede de gás do Reino Unido faz parte dos planos do governo para alcançar emissões líquidas zero. (SGN - 03.08.2023) 
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Estados Unidos: Wood lidera estudos para oleodutos de baixo carbono na América do Norte, incluindo hidrogênio

A empresa Wood está conduzindo estudos de conceito e engenharia de pré-design (FEED) para quase 2.000 milhas de oleodutos em terra na América do Norte. Os oleodutos serão utilizados para o transporte de combustíveis de baixo carbono, incluindo hidrogênio. A empresa já projetou cinco dos oleodutos mais longos dos EUA até o momento e está trabalhando em novos projetos devido ao aumento do investimento em infraestrutura de energia limpa. Com base em políticas governamentais e incentivos, a Wood está vendo um aumento significativo no número de projetos propostos de hidrogênio e captura de carbono. Além disso, a empresa está expandindo a rede de oleodutos de hidrogênio nos Estados Unidos em um terço e adicionará quase 1.000 milhas às redes de captura de carbono na América do Norte. (H2 View - 02.08.2023) 
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Uso Final

Alemanha: Entrega de 10 ônibus de hidrogênio solaris para transportadoras de alta bavier

A Solaris entregou 5 ônibus Urbino 12 de hidrogênio para a empresa Busreisen Ettenhuber GmbH e outros 5 para a Martin Geldhauser GmbH & Co. KG. Os veículos possuem motores elétricos integrados e kits de células a combustível modernas com capacidade de 70 kW. Cada ônibus é equipado com tanques de hidrogênio que somam uma capacidade total de 1.560 litros, permitindo uma autonomia mínima de 350 km por abastecimento. Os ônibus entrarão em operação regular no outono, coincidindo com a conclusão das estações de abastecimento de hidrogênio em construção nas garagens das transportadoras. A entrega destaca a crescente adoção de soluções de hidrogênio na Europa, com a Solaris sendo líder no segmento de ônibus a hidrogênio. (Solaris Bus - 02.08.2023) 
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Coreia: SK Group Investe em negócio de hidrogênio para veículos pesados

A SK Group está impulsionando seu negócio de hidrogênio, abrangendo desde a produção até o carregamento, como parte de seus esforços para se tornar uma importante força no setor de energia verde. Embora o negócio de hidrogênio esteja em estágios iniciais e possa levar algum tempo para obter lucro, a empresa recentemente iniciou suas operações de produção e carregamento de hidrogênio. A subsidiária SK Energy inaugurou uma estação de carregamento de hidrogênio em Incheon, Coreia do Sul, para ônibus e caminhões movidos a hidrogênio. Esta é a segunda estação desse tipo no país. A SK E&S, outra subsidiária, está construindo a maior planta de hidrogênio líquido do mundo, que deverá começar a operar no final deste ano. Embora a demanda por veículos a hidrogênio ainda seja limitada, a SK Energy está focada em fornecer soluções para caminhões pesados, uma área onde os veículos a hidrogênio podem ser particularmente adequados. (Hydrogen Central - 08.08.2023) 
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H2i Technology aprimora de tecnologia para injeção de hidrogênio em motores a diesel

A Califórnia está implementando regras rigorosas para a transição de veículos com zero emissão até 2045, com foco em veículos elétricos a bateria, híbridos plug-in e veículos de células a combustível movidos a hidrogênio. Embora os veículos elétricos dominem o mercado atualmente, os veículos de células a combustível têm potencial, especialmente em frotas de caminhões e ônibus. No entanto, para atingir as metas de 2035, são necessários investimentos massivos em um sistema de produção e distribuição de hidrogênio. O estudo destaca o transporte como um impulsionador do desenvolvimento de veículos de células de combustível, com recomendações para investimentos iniciais fortes, expansão após 2030 e o uso de hidrogênio líquido. Recomendações de políticas incluem uma visão clara para 2030/2035, sistemas de suporte para veículos de células a combustível, construção de mais estações de abastecimento e acompanhamento de dados para garantir o sucesso do sistema. (Energy Portal - 09.08.2023) 
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Cingapura: Parceria entre Pyxis Maritime e Sydrogen Energy acelera a adoção de células a combustível de hidrogênio no setor marítimo

A Pyxis Maritime e a Sydrogen Energy firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) para colaborar em um estudo de Prova de Conceito (PoC) sobre a implantação de soluções de células a combustível de hidrogênio. A parceria visa acelerar a descarbonização do setor marítimo e explorar ainda mais as células a combustível de hidrogênio para aplicações marítimas mais amplas até 2025. As empresas desenvolverão soluções para o ecossistema de embarcações portuárias marítimas, com o objetivo de atingir as metas de eletrificação de Cingapura e se tornar neutro em carbono. Essa parceria pretende liderar a descarbonização marítima na região. A estratégia está alinhada com a Estratégia Nacional de Hidrogênio de Cingapura e visa acelerar a transição para a neutralidade de carbono usando o hidrogênio como principal caminho. (Hydrogen Central - 09.08.2023) 
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Tecnologia e Inovação

Itália: Empresas desenvolvem fábrica de produção de cerâmica com uso do hidrogênio verde

O Iris Ceramica Group, líder mundial na produção de soluções cerâmicas, em parceria com a Edison Next, empresa especializada em descarbonização, anunciou um acordo para o desenvolvimento da H2 Factory™, a primeira fábrica de cerâmica movida a hidrogênio verde. A fábrica, localizada em Castellarano, Itália, usará hidrogênio verde produzido com energia renovável em um sistema inovador. A iniciativa busca descarbonizar a indústria cerâmica, um setor energicamente intensivo. A planta de produção de hidrogênio terá capacidade de 1 MW, alimentada por eletrólise e água da chuva, promovendo uma abordagem sustentável. O hidrogênio será usado para alimentar o forno da fábrica, com o potencial de eliminar até 900 toneladas de CO2 por ano. O projeto destaca a busca do grupo por uma abordagem sustentável, contribuindo para metas de descarbonização do setor e da região. (Hydrogen Central – 09.08.2023) 
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Europa: Finavia testa o uso de hidrogênio em equipamentos aeroportuários pesados

A Finavia está liderando o projeto HyAirport, que visa promover a aviação sem combustíveis fósseis na região do Mar Báltico. A empresa aeroportuária está testando o uso de hidrogênio como fonte de energia para equipamentos aeroportuários pesados, começando com máquinas de remoção de neve no Aeroporto de Helsinque. O projeto recebeu € 4 milhões em financiamento da UE e busca desenvolver a cadeia de abastecimento de hidrogênio para equipamentos aeroportuários e aeronaves. Isso representa um passo importante para a aviação livre de fósseis na região do Mar Báltico, contribuindo para a redução das emissões de carbono. (Finavia – 09.08.2023) 
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Eventos

Caminhos para uma transição energética justa: Papel da inovação e do hidrogênio de baixo carbono

O evento "Caminhos para uma transição energética justa: Papel da inovação e do hidrogênio de baixo carbono", ocorrerá no dia 17 de agosto de 2023, das 19h às 21h, no Auditório da Faculdade de Direito da UnB. Nele, especialistas renomados, incluindo Agnes da Costa (ANEEL) e Mariana Espécie (MME), discutirão a importância da inovação e do hidrogênio de baixo carbono na transição para uma matriz energética sustentável. 
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Artigos e Estudos

Artigo GESEL: "Possibilidades do blend hidrogênio e gás natural para descarbonização"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (Professor no Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL), Ruth Pastôra Saraiva Leão (Professora do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenadora do Grupo de Redes Elétricas Inteligentes (GREI)), Raquel Cristina Filiagi Gregory (Professora do Departamento de Engenharia Elétrica da UFC e pesquisadora do GREI) e Francisca Dayane Carneiro Melo (Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UFC e pesquisadora do GREI) abordam que o processo de transição energética tem como objetivo central a descarbonização, sendo um dos maiores desafios tecnológicos, econômicos e culturais enfrentados pela humanidade. O artigo enfatiza a importância da meta net zero fixada para 2050, considerando o impacto crescente dos fenômenos climáticos. Segundo os autores, no contexto brasileiro, a transição energética é facilitada devido ao grande potencial de recursos de energia renovável do país e à alta participação das fontes renováveis em sua matriz energética. O artigo sugere a adoção do hidrogênio verde (H2V) como uma das estratégias para reduzir as emissões de CO2 e impulsionar a transição para uma economia de baixo carbono. A mistura de H2V com gás natural é apontada como uma possibilidade promissora para regular a inclinação e diminuir a distância da rampa na direção da transição energética, incentivando um mercado mais sustentável ambientalmente no setor de energia. (GESEL-IE-UFRJ – 07.08.2023) 
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Fraunhofer ISI: The impact of industry transition on a CO2-neutral European energy system

Um relatório encomendado pela Comissão Europeia coloca em dúvida a viabilidade econômica de tornar o hidrogênio verde na Alemanha uma realidade a longo prazo, o que contradiz os planos do governo. O relatório do Fraunhofer Institute for Systems and Innovation Research (Fraunhofer ISI) afirma que uma economia de hidrogênio com custos mais baixos para consumidores e indústria resultaria na ausência de capacidade de eletrólise na Alemanha até 2050. Isso desafia os objetivos de instalar 10 GW de capacidade de eletrólise até 2030, como parte da estratégia nacional de hidrogênio alemã. O relatório sugere que França e Espanha seriam os principais produtores de hidrogênio da Europa devido a condições mais favoráveis para a geração de energia renovável. (Clean Energy Wire – 09.08.2023) 
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Fortescue apresenta estudo de impacto ambiental para produção de hidrogênio verde no Ceará

A Fortescue deu um passo significativo ao apresentar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) em uma audiência pública no Ceará, referentes ao projeto da Planta Fortescue de Hidrogênio Verde. Sendo pioneira no Brasil, a empresa busca cumprir as normas de licenciamento ambiental da Superintendência Estadual de Meio Ambiente (SEMACE). O projeto, planejado em etapas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, poderia produzir 837 toneladas diárias de hidrogênio verde, envolvendo 2.100 MW de energia renovável, e potencialmente gerar até 5.000 empregos durante a construção. A Fortescue, com sua unidade operacional Fortescue Future Industries (FFI), visa estabelecer uma indústria de hidrogênio verde carbono-zero a partir de fontes completamente renováveis. (O Otimista – 02.08.2023) 
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