IFE
23/02/2023

IFE Transição Energética 8

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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23/02/2023

IFE nº 8

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 8

Dinâmica Internacional

Artigo GESEL: “A importância das smart grids de eletricidade na transição energética”

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Coordenador do GESEL), Leonardo Gonçalves (pesquisador associado do GESEL) e Carolina Tostes (pesquisadora júnior do GESEL) abordam o papel das smart grids de eletricidade no contexto da transição energética. Segundo os autores, “observa-se que as redes inteligentes surgem em um contexto de mudança de paradigma no setor elétrico, tendo em vista a necessidade de tornar o sistema mais interativo e com participação ativa dos consumidores. O paradigma tradicional do setor, no qual prevalecem a comunicação e o fluxo unidirecional de energia entre os fornecedores e os clientes no sistema de distribuição, está sendo substituído por uma nova configuração, caracterizada pela descentralização da geração e por conferir um novo papel aos usuários finais, transformando-os em atores ativos da rede.” (GESEL-IE-UFRJ – 08.02.2023)
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Oxford Energy: Temas-chave para a economia global de energia em 2023

Nesta edição da série Key Themes, do The Oxford Institute of Energy, grupo de pesquisa, é examinado uma série de tópicos que serão altamente relevantes para a economia global de energia em 2023. Dentre eles estão: segurança energética e acessibilidade. Muitos dos artigos deste documento questionam se esta será uma tendência de longo prazo ou se a sustentabilidade retornará ao topo da agenda de formulação de políticas uma vez que a necessidade de curto prazo de focar na segurança do abastecimento tenha passado. (Oxford Energy - 19.01.2023)
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AIE: Tendências-chave a serem observadas em energias renováveis

O relatório de mercado da Agência Internacional de Energia (AIE) de Renováveis 2022 contém análises sobre as principais tendências em diferentes partes do setor. Isso inclui o estado da produção solar fotovoltaica, onde uma cadeia de suprimentos altamente concentrada levou a União Europeia, a Índia e os Estados Unidos a introduzir incentivos políticos para apoiar a produção fotovoltaica doméstica. Há também análise acerca do impulso crescente por trás da produção de hidrogênio renovável. Cerca de 50 gigawatts de energia renovável poderiam ser dedicados à produção de hidrogênio renovável até 2027, de acordo com as últimas estimativas da agência. A China está liderando a expansão, seguida pela Austrália, Chile e Estados Unidos. Na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, a UE redobrou esforços para fortalecer sua segurança energética, com foco na implantação acelerada de tecnologias de baixas emissões. (Boletim informativo AIE - 06.02.23)
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AIE: Demanda mundial de eletricidade deverá crescer 3% nos próximos três anos

Relatório do mercado de eletricidade 2023 da AIE mostra que depois de desacelerar ligeiramente no ano passado para 2% em meio à turbulência da crise energética global e condições climáticas excepcionais em algumas regiões, espera-se que o crescimento da demanda mundial de eletricidade acelere para uma média de 3% nos próximos três anos. E as energias renováveis devem dominar o aumento do fornecimento mundial, pois, juntamente com a energia nuclear, atendem à grande maioria da demanda global até 2025, tornando improváveis aumentos significativos nas emissões de carbono do setor de energia. (CanalEnergia - 08.02.2023)
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Startups que enfrentam mudanças climáticas atraem investidores

Conforme as empresas de tecnologia cortam regalias e postos de trabalho, muitos profissionais começaram a se questionar se o local de trabalho estava de fato tornando o mundo um lugar melhor. Vários estão migrando para startups voltadas para questões climáticas e ambientais e os cheques dos investidores parecem estar acompanhando esse movimento. No ano passado, as startups com soluções para as mudanças climáticas nos EUA arrecadaram aproximadamente US$ 20 bilhões, superando a alta de 2021, de US$ 18 bilhões – e quase triplicando os US$ 7 bilhões de 2020, de acordo com o site Crunchbase, que monitora e fornece dados sobre o mercado. Pelo menos 83 empresas com foco nas mudanças climáticas em todo o mundo estão avaliadas em mais de US$ 1 bilhão, de acordo com a empresa de pesquisa HolonIQ. Apesar das preocupações com uma recessão, o entusiasmo em torno dessas startups permanece intacto. A dinâmica e o entusiasmo, segundo os investidores, são diferentes daqueles do boom das tecnologias limpas em meados dos anos 2000, quando eles investiram dinheiro num grupo de empresas de tecnologias menos poluentes que dependiam de subsídios do governo. Agora, tendências econômicas mais amplas se unem para apoiar o mercado. O custo da energia de fontes renováveis diminuiu ao longo dos últimos 10 anos. A Lei de Redução da Inflação, aprovada em 2022 nos EUA, destinou US$ 370 bilhões às despesas relacionadas com mudanças climáticas. Pelo menos 135 fundos focados em investimentos relacionados com o clima, com US$ 94 bilhões sob gestão, foram criados desde 2021, segundo a newsletter Climate Tech VC. Muitos do setor, porém, estão cautelosos com os riscos de tanto dinheiro estar indo para startups voltadas ao combate das mudanças climáticas com avaliações inflacionadas. Alguns temem que o entusiasmo leve a mais “lavagem verde” (greenwashing). (O Estado de São Paulo – 08.02.2023)  
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BNEF: Perspectivas de Compensações de Carbono de Longo Prazo

A BloombergNEF publicou recentemente um relatório intitulado "As Perspectivas de Compensações de Carbono de Longo Prazo de 2023" que apresenta um resumo do mercado de compensação de carbono do ano passado. No documento, a consultoria aponta que os próximos anos serão decisivos para os mercados de compensação de carbono. A análise traçou três cenários principais: o mercado voluntário, cenários de remoção e de bifurcação. Além disso, o relatório estima que o mercado de compensação de carbono pode alcançar a marca de US$ 1 trilhão por ano já em 2037. (BNEF - 26.01.2023)
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RMI: Dados de emissões precisam ser padronizados e comparáveis

A RMI, organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa, publicação, consultoria e palestras no campo da sustentabilidade, publicou recentemente um relatório em que aborda a padronização dos dados de emissões e como torná-los comparáveis. Os dados de emissões de gases de efeito estufa não são padronizados internacionalmente, o que dificulta o intercâmbio e a comparação entre países e organizações. Esta ausência de padrões retarda o progresso em direção à medição e, em última instância, à redução das emissões. Tornar os dados de emissões interoperáveis e comparáveis por meio de padrões abertos é um requisito importante para redução das emissões e para garantia de um futuro sustentável. O trabalho da RMI exemplifica como tornar os dados interoperáveis e explora como os padrões de dados e o suporte da indústria de softwares são importantes para alcançar a neutralidade de carbono. (RMI - 31.01.2023)
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Austrália e Alemanha: Países fortalecem parceria de hidrogênio voltada para exportação

A Austrália e a Alemanha fortaleceram sua parceria de hidrogênio, anunciando quatro novos projetos conjuntos. Os projetos fazem parte da Incubadora de Inovação e Tecnologia de Hidrogênio Alemanha-Austrália (HyGATE), sob o Acordo de Hidrogênio Austrália-Alemanha, assinado em junho de 2021, com o objetivo de reduzir o custo da produção de hidrogênio renovável e apoiar a inovação tecnológica na indústria. O ministro australiano de Mudanças Climáticas, Chris Bowen, disse que a colaboração com a Alemanha ajudará a aumentar o mercado de exportação de hidrogênio da Austrália, acrescentando: “Esses projetos demonstram o papel da Austrália como líder mundial na produção de energia renovável, reduzindo o custo da produção de hidrogênio e abrindo caminho para exportações”. (H2 View - 27.01.2023) 
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Índia, França e Emirados Árabes Unidos se unem em iniciativa trilateral para combater mudanças climáticas

Índia, França e Emirados Árabes Unidos concordaram com uma iniciativa trilateral para realizar projetos de energia com foco em fontes solares e nucleares. A medida visa combater as mudanças climáticas e proteger a biodiversidade, particularmente na região do Oceano Índico. Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores da Índia informou que os países organizarão eventos trilaterais no âmbito da presidência indiana do G20. Os chanceleres dos três países decidiram, por telefone, adotar um roteiro para a implementação da iniciativa. A ligação foi uma continuação de sua reunião de setembro à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova York. Os três países concordaram em explorar a possibilidade de trabalhar com a Associação da Orla do Oceano Índico para desenvolver projetos de energia limpa, meio ambiente e biodiversidade. (BroadCast Energia – 04.02.2023) 
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Europa

AIE: Demanda por energia na UE cai 3,5% em 2022

A demanda por energia na União Europeia (UE) teve uma queda de 3,5% em 2022, em meio à escalada dos preços e gargalos na cadeia de abastecimento, como consequência da guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo a AIE, a temperatura amena durante o inverno europeu também contribuiu para a queda do consumo de eletricidade no setor industrial. Na análise da agência, a demanda e o fornecimento de eletricidade em todo o mundo estão se tornando cada vez mais dependentes do clima, o que leva a AIE a argumentar a favor da aceleração da descarbonização e da transição para energias limpas no mundo, destacando as condições climáticas atípicas do ano passado, incluindo a seca na Europa e as ondas de calor na China e na Índia. (BroadCast Energia – 08.02.2023) 
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WEF: Comissão europeia busca tornar o setor de energias renováveis mais competitivo

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que a UE planeja mobilizar ajuda estatal e um fundo soberano para empresas de energia renovável dentro de uma nova legislação de carbono zero, uma vez que visa impedir que as empresas se mudem para os Estados Unidos. Seu anúncio na Reunião Anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, ocorreu quando os altos preços da energia levaram a UE a impor limites de receita aos geradores eólicos e solares para proteger os consumidores. Os EUA e a Europa estabeleceram metas ambiciosas para as energias renováveis, mas o apoio financeiro que estão oferecendo difere muito, e os agentes econômicos da UE também estão enfrentando atrasos nas licenças. As regras de ajuda estatal da UE impedem os países de fornecer apoio direto às empresas nacionais, e a Comissão Europeia propõe "adaptar temporariamente" essas regras para "acelerar e simplificar" os projetos renováveis, disse von der Leyen. (WE Forum - 30.01.2023)
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Expansão da energia solar na Europa reduziu os efeitos da crise energética

A energia solar estabeleceu recordes de geração de eletricidade e economizou bilhões em custos de gás importado. Esta foi uma das principais descobertas da European Electricity Review, divulgada pela empresa de consultoria Ember. De acordo com o relatório, a energia eólica e a energia solar geraram um quinto da eletricidade da UE em 2022 (marca recorde), ultrapassando pela primeira vez o gás natural (20%) e permanecendo acima do carvão (16%). Por fim, o relatório prevê uma perspectiva positiva para 2023, com uma recuperação da geração hidrelétrica, o retorno das unidades nucleares francesas, a aceleração contínua da energia eólica e solar e uma nova queda na demanda de eletricidade. (PEi - 31.01.2023)
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Europa elimina dependência de energia russa, mas corrida por combustíveis continua

A dependência da Europa da energia russa está chegando ao fim, acabando com um desequilíbrio energético de décadas e deixando o continente em uma corrida para estocar combustível e encontrar suprimentos alternativos. O ato final da separação: a União Europeia e o Reino Unido proibirão as importações de combustíveis russos, como diesel e gasolina. A medida segue a proibição de importações de petróleo bruto russo em dezembro. As importações de carvão cessaram no verão passado. Os fluxos de gás natural da Sibéria, outrora a força vital da indústria europeia, diminuíram. Tomados em conjunto, os movimentos permitiram à Europa afastar-se da energia russa quase inteiramente em menos de um ano desde a invasão da Ucrânia. O fluxo de gás russo via gasodutos para a UE e o Reino Unido no mês passado foi quase 90% menor do que em janeiro de 2021, segundo a empresa de dados de commodities ICIS. (BroadCast Energia – 03.02.2023)  
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EMEA: Estratégia energética europeia deve incorporar o conceito de flexibilidade

O Plano REPowerEU, publicado em maio pela Comissão Europeia, visa aumentar a meta de geração de energia a partir de fontes renováveis para 45% da geração total até 2030. Isso elevaria a geração de energia renovável na Europa para 1.236 GW até 2030 (incluindo a instalação de 320 GW de energia solar fotovoltaica até 2025). No entanto, à medida em que a crise energética põe a prova o abastecimento do continente, os especialistas do setor veem o Plano REPowerEU e os atuais preços mais altos da energia como um importante acelerador para o armazenamento de energia. Neste sentido, a flexibilidade é vista como um facilitador crítico da transição energética e é papel dos formuladores de políticas europeus fortalecer as tecnologias de flexibilidade, incluindo o armazenamento de energia, no futuro projeto de mercado de energia. (Energy Storage - 30.01.2023)
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Reino Unido: Programa de resposta da demanda economiza 250 MWh

Como o horário de pico de inverno aumenta a demanda por energia no Reino Unido, o National Grid ESO entregou com sucesso a primeira versão de seu Esquema de Flexibilidade de Demanda, economizando 250MWh em energia e pagando mais de £ 1 milhão aos consumidores. O esquema, aberto a residências com medidores inteligentes, teve os testes iniciados em novembro de 2022 e foi desenvolvido pela concessionária britânica para coordenar o consumo de energia em casos de níveis extremos de demanda durante o horário de pico do inverno. O esquema de resposta à demanda é a abordagem da National Grid para potencialmente reduzir a demanda de eletricidade e prevenir possíveis apagões, que são temidos devido a uma mistura de problemas de geração, condições climáticas e demanda de energia sempre crescente. Em dezembro de 2022, o serviço teve seu quinto teste, entregando mais de 780MWh de energia economizada e ilustrando o potencial que a flexibilidade oferece para situações difíceis em que a geração tradicional e renovável não é confiável e os apagões se tornam uma possibilidade real. (Smart Energy International - 27.01.2023)
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Reino Unido: Rede de gás nacional fornecerá hidrogênio a partir de 2023

A rede de gás da Grã-Bretanha está pronta para começar a misturar hidrogênio em todo o país a partir do próximo ano, fornecendo fontes de energia mais seguros e regionais às famílias. A Energy Networks Association (ENA) publicou o Plano de Entrega de Mistura de Hidrogênio da Grã-Bretanha, definindo que todas as cinco empresas de rede de gás da Grã-Bretanha cumprirão a meta do governo para que a rede de gasodutos da Grã-Bretanha esteja pronta para fornecer 20% de hidrogênio para residências e empresas em todo o país a partir de 2023, em substituição de até um quinto do gás natural atualmente utilizado. Isso também significa que a frota britânica de usinas movidas a gás poderá usar hidrogênio misturado para gerar eletricidade mais limpa. (Hydrogen Central - 22.01.2023) 
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França: Governo faz preparativos para programa de construção de novas usinas nucleares no país

O Conselho de Política Nuclear (CPN) da França, liderado pelo presidente Emmanuel Macron, fez uma reunião recentemente para fazer um balanço de todo o dossiê nuclear francês, tanto a curto quanto a longo prazo. O conselho pediu um novo programa de desenvolvimento de habilidades, bem como estudos sobre como os resíduos radioativos serão gerenciados, para que um novo programa de construção nuclear seja lançado. Com vista a produzir eletricidade livre de carbono e competitiva a longo prazo, o CPN validou também o lançamento de estudos de preparação para a ampliação da vida útil das centrais elétricas existentes para 60 anos e mais, sob estritas condições de segurança garantidas pela Autoridade de Segurança Nuclear. Em fevereiro do ano passado, o presidente Macron anunciou que era o momento certo para um renascimento nuclear na França, dizendo que a operação de todos os reatores existentes deveria ser estendida sem comprometer a segurança e revelando um programa proposto para seis novos reatores EPR2, com opção para mais oito reatores EPR2 a seguir. (Petronotícias - 08.02.2023)
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Portugal e Espanha devem juntar esforços na produção e transformação do lítio

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que, “Portugal e Espanha têm uma grande oportunidade de cooperação transfronteiriça, porque os dois países têm, em conjunto, as maiores reservas de um recurso natural fundamental para a mobilidade elétrica dos próximos anos: o lítio”. Discursando no encerramento da edição especial do Fórum La Toja, que decorreu em Lisboa, António Costa disse que, “mais do que competir para cada um ter a sua fábrica de baterias e cada um ter a sua refinaria, devemos desenvolver em conjunto uma estratégia para valorizarmos em comum um recurso que, sendo a maior a reserva europeia, é ainda assim insuficiente e implicará sempre a importação de mais lítio para se criar uma fábrica sustentável de produção de baterias”. O Primeiro-Ministro sublinhou que, “temos toda a vantagem para trabalhar em conjunto” na exploração e transformação do lítio, tal como na aceleração das interconexões energéticas entre a Península e o resto da Europa, como estamos a ter no mecanismo ibérico em vigor para separar o preço da eletricidade do do gás. (República Portuguesa - 08.02.2023) 
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Ásia

IRENA: Países do Sudeste Asiático devem acelerar a adoção de fontes renováveis

A crescente economia e população do Sudeste Asiático resultará em um grande aumento na demanda de energia até 2050. Por outro lado, a IRENA estima que a região pode atender sua crescente demanda de energia com fontes renováveis e cortar 75% de suas emissões de CO2 relacionadas à energia até 2050 (metade das emissões em comparação com os níveis observados atualmente). Após o Acordo de Paris, os estados membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático revisaram seus planos de desenvolvimento de energia para incluir compromissos ambiciosos com a descarbonização do setor de energia. A região concordou coletivamente em aumentar a participação das energias renováveis na capacidade de energia instalada para 35% até 2025. Na COP26 em 2021, a maioria dos estados membros da ASEAN reafirmou esse compromisso e, atualmente, nove em cada 10 governos se comprometeram a alcançar as metas de neutralidade até 2050. (IRENA - 01.02.2023)
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China: ‘Política verde’ ajuda a derrubar preços na metalurgia, aponta IBGE

A intensificação de políticas em prol da melhora ambiental pelo governo da China, ao longo do ano passado, pode ter contribuído para queda recorde de preços no setor de metalurgia no Brasil apurados pelo Índice de Preços ao Produtor (IPP), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A análise é de Felipe Câmara, pesquisador do instituto e gerente do IPP, que mensura a chamada inflação “porta de fábrica”, sem impostos e fretes. O IBGE anunciou nessa quarta-feira (1º) o IPP de dezembro de 2022, que teve queda de 1,29%. No indicador, os preços de metalurgia caíram 1,30% no último mês do ano passado, sétima queda consecutiva no setor e o mais forte recuo desde começo da série do índice, em 2014. O técnico do IBGE lembrou que, no ano passado, a China fez fortes direcionamentos ao aumentar presença de energia renovável. Segundo ele, as siderúrgicas chinesas, emissoras de gás carbônico, diminuíram o ritmo de compra de minério de ferro, matéria-prima usada para compor aço e outros produtos metalúrgicos. (Valor Econômico - 01.02.2023)
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Com petróleo russo, Índia exporta mais ao Ocidente

Com a compra de petróleo russo barato para refiná-lo e vendê-lo como combustível para a Europa e os EUA, a Índia garante um crescimento intensivo dentro dos mercados mundiais de petróleo. Além disso, vem enfrentando pouca reação pois está cumprindo objetivos do Ocidente de reduzir a receita de energia de Moscou e evitar um choque na oferta de petróleo. “A disposição da Índia de comprar mais petróleo russo com desconto é uma característica, e não uma falha, no plano do Ocidente de impor dificuldades econômicas a Putin sem impô-las a si mesmo”, diz Jason Bordoff, diretor do Centro de Política Energética Global da Universidade Columbia e ex-assessor do governo Obama. A Índia embarcou 89.000 barris/dia de gasolina e diesel para Nova York no mês passado, o maior número em quase quatro anos, segundo a consultoria Kpler. Os fluxos diários de diesel com baixo teor de enxofre para a Europa foram de 172 mil barris em janeiro, o maior número desde 2021. (Valor Econômico 06.02.2023)
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Vietnã: Atraso em plano de energia pode comprometer crescimento econômico

O governo do Vietnã está mais de dois anos atrasado na decisão de um plano de energia de dez anos até 2030, já que os custos vertiginosos do gás natural liquefeito (GNL) deixam as autoridades sem um caminho acessível para a neutralidade de carbono. "Não pensei que demoraria tanto", disse um funcionário de uma empresa estrangeira relacionada à energia, reunindo o sentimento entre os expatriados no Vietnã. O plano de energia precisava ser aprovado até o fim de 2020, mas mais de dois anos depois, as autoridades ainda estão em desacordo sobre a estratégia correta. O Vietnã implementa políticas econômicas com base em planos decididos pelo Partido Comunista. Como regra geral, as autoridades não permitem que as empresas façam os investimentos necessários para um plano até que ele seja aprovado. (Valor Econômico - 02.02.2023) 
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Índia: Orçamento incluirá isenções fiscais para armazenamento de energia

De acordo com a India Energy Storage Alliance (IESA), um dos principais grupos da indústria de armazenamento da Índia, o próximo orçamento do governo deverá incluir incentivos fiscais para armazenamento de energia. A IESA disse que no início de janeiro fez uma “apresentação detalhada” ao ministro, fornecendo recomendações importantes sobre vários aspectos do orçamento fiscal relacionados à indústria a serem considerados. O orçamento do ano passado representou um passo importante para o setor e foi a primeira vez que o armazenamento de energia foi diretamente referenciado na legislação, com os projetos de armazenamento de energia recebendo o status de ativos de infraestrutura. Em seguida, a Ministra das Finanças, Nirmala Sitharaman, anunciou que facilitaria a disponibilidade de crédito para os projetos de armazenamento de energia. (Energy Storage - 30.01.2023)
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Índia: País estabelece metas para uso de hidrogênio verde por algumas indústrias

A Índia estabeleceu metas de consumo de hidrogênio verde para algumas indústrias, de modo a gerar demanda por combustível mais limpo em sua busca para atingir o zero líquido até 2070, disse o governo ao revelar sua política de energia verde. Um dos maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo, a Índia aprovou um plano de incentivos no valor de mais de US$ 2 bilhões para desenvolver uma capacidade de produção de hidrogênio verde de 5 milhões de toneladas por ano até 2030. A terceira maior economia da Ásia quer usar hidrogênio verde para substituir o hidrogênio cinza, produzido a partir do gás, à medida que se move para descarbonizar setores como petróleo e fertilizantes. A principal refinaria da Índia, Indian Oil Corp (IOC.NS), a principal concessionária de energia NTPC Ltd (NTPC.NS) e conglomerados, incluindo Reliance (RELI.NS) e o grupo Adani, anunciaram planos para construir projetos de hidrogênio verde (Mint - 11.01.2023) 
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Cingapura: Estratégia para hidrogênio atrai empresas de energia

No esforço para gerar até metade da energia consumida pelo país a partir do hidrogênio até 2050, Cingapura vem recorrendo a algumas de suas maiores empresas de energia e multinacionais estrangeiras para construir a infraestrutura necessária para tornar isso uma realidade. A transição para o hidrogênio permitirá a redução quase total da dependência que Cingapura tem do gás natural para gerar eletricidade, e poderá atrair outros países do Sudeste da Ásia para a cadeia de suprimentos de energia limpa. Os grupos locais Keppel Corp. e Sembcorp Industries, assim como a Mitsubishi Heavy Industries do Japão, estão entre os participantes desse esforço, que corresponde ao cronograma de Cingapura para alcançar as emissões líquidas zero de carbono. A Keppel decidiu no ano passado trabalhar com a Mitsubishi Heavy Industries e uma subsidiaria do grupo industrial japonês IHI, para construir a primeira usina geradora de energia compatível com o hidrogênio de Cingapura, na ilha de Jurong. Já a Sembcorp firmou um acordo com a IHI para explorar a construção de uma cadeia de suprimentos para outro combustível alternativo, a amônia, produzido com hidrogênio verde. (Valor Econômico - 04.01.2023)
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Cingapura: Maior sistema de armazenamento de energia do sudeste asiático é ativado

A Sembcorp, um conglomerado industrial com sede em Cingapura, e a Autoridade do Mercado de Energia de Singapura (EMA), anunciaram o comissionamento bem-sucedido de um sistema de armazenamento de energia de 285 MWh que servirá à próspera cidade-estado. O sistema de grande capacidade possui 800 baterias de fosfato de ferro de lítio (LFP) de alta densidade energética e ocupa uma área equivalente a 2 hectares, suficiente para atender às necessidades de eletricidade de cerca de 24.000 residências de quatro quartos por dia. Trata-se do maior sistema de armazenamento de energia do sudeste asiático, de acordo com a Sembcorp. Um sistema de controle central regula os ciclos de carga e descarga das baterias, de acordo com as necessidades da rede. O sistema integrado também inclui sistemas de refrigeração líquida ou sistemas de ar condicionado integrados para manter as temperaturas de operação ideais. (Inside EVs - 06.02.2023)
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Turquia: País Anuncia Plano Nacional de Energia e Estratégia para o Hidrogênio

A Turquia anunciou o “Plano Nacional de Energia” e a “Estratégia e Roteiro de Tecnologias de Hidrogênio”, ambos preparados para atender às metas de zero emissões líquidas para 2053 do país. De acordo com o novo plano, o consumo de energia do país, que foi de 147,2 milhões de toneladas de óleo equivalente em 2020, deve atingir 205,3 milhões de toneladas de óleo equivalente em 2035, o que significa um aumento de 39,5%, em linha com as suas metas de crescimento. As fontes renováveis de energia, que tiveram uma participação de 16,7% no consumo de energia primária em 2020, passarão para 23,7% em 2035. A potência instalada em eletricidade do país chegará a 189,7 mil MW, ante 95,9 mil MW em 2020. O ministro de Energia e Recursos Naturais, Fatih Donmez, disse que o “Plano Nacional de Energia” da Turquia é projetado para apoiar o crescimento econômico e levar a transformação da energia verde do país para o próximo nível. (Hydrogen Central 21.01.2023) 
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América do Norte

EUA: Energia solar representará maior parte da geração renovável no país

A energia solar será responsável por quase dois terços das adições à capacidade de geração de energia em grande escala nos EUA nos próximos três anos. A previsão é baseada na revisão de dados da SUN DAY Campaign divulgada pela Federal Energy Regulatory Commission (FERC). Na última edição da atualização mensal de infraestrutura de energia da FERC, as adições de energia solar, entre dezembro de 2022 e novembro de 2025, totalizarão cerca de 72,8 GW. A FERC não prevê retiradas de capacidade solar durante esse período. Tal crescimento quase dobraria a participação da energia solar no total da capacidade de geração instalada disponível, aumentando-a de 78,8 GW para 151,7 GW (excluindo a capacidade solar distribuída de pequena escala). Além disso, a FERC espera que a capacidade de geração eólica cresça até 16,95 GW, com apenas 140 MW de desativações. (Renews.Biz - 19.01.2023)
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Canadá: Novo modelo de financiamento para infraestrutura de recarga

O governo canadense está tornando mais acessível a aquisição de veículos elétricos e sua respectiva infraestrutura de recarga em todo país. Em janeiro, o Ministro de Recursos Naturais, Jonathan Wilkinson, anunciou que o Governo do Canadá agora está aceitando inscrições de organizações sem fins lucrativos, instituições públicas e governos locais para fornecer recursos federais do Programa de Infraestrutura de Veículos de Emissão Zero (ZEVIP, na sigla em inglês). O projeto visa a instalação de mais de 84.500 pontos de carregamento em todo país. (Electric Energy Online - 31.01.2023)
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América do Sul, Central e Caribe

Artigo GESEL: “A Taxa de carbono, uma oportunidade para o Brasil”

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Nivalde Castro, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL, e Vitor Santos, professor catedrátrico do ISEG – Instituto de Economia e Gestão – da Universidade de Lisboa, analisam as caraterísticas do Mecanismo de Ajustamento Carbônico Fronteiriço (CBAM em inglês) no Brasil e possíveis impactos sobre as exportações brasileiras, frente às vantagens competitivas do país relativas à predominância da utilização de energia renovável. Segundo os autores, “estas circunstâncias levaram à criação da taxa de carbono, cujo objetivo central é nivelar os custos finais destas importações ao custo de produção do mercado interno europeu, garantindo competitividade às empresas europeias. Desta forma, a política industrial e ambiental ganha um importante mecanismo de ajuste de custos, podendo ser alterado ao sabor da dinâmica ambiental e econômica. Em uma situação de aplicação integral deste mecanismo, os importadores europeus serão obrigados a pagar uma taxa sobre o carbono que corresponderá à diferença entre a taxa aplicável na União Europeia e aquela que por ventura se aplica no país de origem da exportação. Se nenhuma taxa de carbono existir, como no caso do Brasil, será aplicado o CBAM, representando uma efetiva barreira comercial ambiental.” (GESEL-IE-UFRJ – 27.01.2023) 
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Artigo GESEL/AHK: “A economia do hidrogênio no Brasil e o Plano Trienal do Programa Nacional de Hidrogênio”

Em artigo publicado pelo Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Vinicius José da Costa (Pesquisador Júnior do GESEL-UFRJ) abordam os esforços necessários para incentivar e garantir o desenvolvimento da indústria nascente de H2V. Segundo os autores, “o potencial de reindustrialização do país a partir das exportações de produtos verdes e futuros mecanismos de precificação do carbono amplia a sensação de emergência para o aproveitamento desta estratégica janela de oportunidade para a economia brasileira”. (GESEL-IE-UFRJ – 31.01.2023)
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Artigo GESEL: “Perspectivas da Energia Eólica no contexto da Transição Energética e da Economia do Hidrogênio”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, Ana Carolina Chaves (pesquisadora Plena do Gesel/UFRJ), João Herique Azevedo e Gláucia Fernandes (pesquisadores da FGV Energia) tratam das perspectivas da energia eólica no contexto da transição energética e da economia do hidrogênio. Segundo autores, “espera-se que a geração offshore, em conjunto com a eólica onshore, amplie a segurança energética e de suprimento do sistema energético nacional, contribuindo diretamente para a diversificação da matriz, bem como para o desenvolvimento econômico e industrial brasileiro”. Eles concluem que “a energia eólica também pode se afirmar como um vetor para uma reindustrialização mais sustentável e como possibilidade para um desenvolvimento regional mais justo do ponto de vista ambiental e social”. (GESEL-IE-UFRJ – 31.01.2023)
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Brasil: País atinge 25 GW de potência instalada de fonte solar, 11,6% da matriz elétrica

O Brasil ultrapassou uma nova marca histórica, a de 25 GW de potência instalada da fonte solar fotovoltaica, somando as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia elétrica em telhados, fachadas e pequenos terrenos, o equivalente a 11,6% da matriz elétrica do País. A fonte é a segunda maior em capacidade instalada do País e a terceira em geração de energia, atrás das fontes eólica e hídrica. Segundo mapeamento da Absolar, em um ano a energia solar cresceu aproximadamente 76%, saltando de 14,2 GW para 25 GW. Desde julho do ano passado, a fonte solar tem crescido, em média, 1 GW por mês. De acordo com a entidade, desde 2012 a fonte solar já trouxe ao Brasil cerca de R$ 125,3 bilhões em novos investimentos, gerou mais de 750,2 mil empregos acumulados e proporcionou mais de R$ 39,4 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. Com isso, também evitou a emissão de 33,4 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. (BroadCast Energia – 09.02.2023) 
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Brasil: Alckmin indica que o protagonismo no combate a mudanças climáticas abrirá mercados

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin disse que em meio ao maior protecionismo no comércio internacional, o avanço na agenda verde ajudará o Brasil a avançar em mercados no exterior. Depois de apontar o gás como combustível de transição energética, Alckmin destacou também que o gasoduto da Rota 3 vai levar gás do pré-sal para Itaboraí, no Rio de Janeiro, o que atende uma das principais demandas da indústria química. "Precisamos agora do Rota 4 e correr atrás para ter gás mais barato e abundante", disse o ministro da Indústria, referindo-se ao salto dos Estados Unidos na oferta de gás de xisto. Alckmin citou ainda a cultura cartorial do País ao apontar a desburocratização como um dos pilares do governo na agenda econômica. "Precisamos tirar essa cultura, facilitar a vida das pessoas e das empresas para terem mais competitividade", declarou Alckmin. (BroadCast Energia – 06.02.2023)
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Brasil: Secretaria de Política Econômica terá subsecretaria de desenvolvimento econômico sustentável

No redesenho do Ministério da Fazenda, a Secretaria de Política Econômica (SPE) perdeu duas subsecretarias, mas ganhou uma para tratar de assuntos verdes: a subsecretaria de desenvolvimento econômico sustentável. Conforme promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a área de meio ambiente estará de forma transversal por toda a Esplanada dos Ministérios. No formato anterior, a SPE contava com a seguinte divisão: macroeconomia, fiscal, agricultura, reformas microeconômicas e análise econômica da legislação, que é voltada para questões jurídicas. Estas duas últimas áreas, no entanto, migraram para a Secretaria de Reformas - a antiga Seae -, comandada por Marcos Barbosa. Em síntese, Barbosa ficará com assuntos micro e Guilherme Mello, com aqueles ligados à macroeconomia e desenvolvimento. (BroadCast Energia – 06.02.2023) 
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Brasil: BNDES priorizará agenda verde e digital

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está imbuído em retomar seu protagonismo na agenda ambiental, tecnológica e de promover uma reindustrialização do país de forma descarbonizada e com novos níveis de digitalização. As palavras vieram do novo presidente, Aloizio Mercadante, durante a cerimônia na sede do banco. “Nosso planeta não tem chance de prosperar se o sistema econômico e financeiro não mudar radicalmente para enfrentar a emergência climática e social. Estamos muito perto de uma catástrofe ambiental sem retorno e precisamos enterrar de vez o obtuso negacionismo climático que nos tornou grande vilão do planeta e apoiar a transição justa para economia de baixo carbono, bem como promover a inclusão produtivo e a reurbanização inteligente, visando construir as cidades do futuro, com empregos verdes e baixa emissão”, declarou o novo comandante. O economista lembrou que o banco foi seminal ao desenvolvimento do país, citando na área energética a gestão dos investimentos que resultaram na Eletrobras e o apoio à transição energética por meio de projetos renováveis e até na produção de aerogeradores, o que torna o Brasil mais verde, tradição que será resgatada junto a pluralidade do pensamento, dos valores democráticos e do combate ao desmatamento. (CanalEnergia - 06.02.2023)
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Brasil: CCEE aponta recorde de geração de energia renovável em 2022

Um levantamento realizado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontou que o Brasil ultrapassou o marco de 92% da energia renovável com a participação de usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa no total gerado pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), o maior percentual dos últimos 10 anos. Ainda de acordo com o levantamento, as fontes produziram quase 62 mil megawatts médios de energia, um reflexo do cenário hídrico climático mais favorável, que contribuiu para a recuperação dos reservatórios de água, e da expansão das usinas movidas pelo vento e pelo sol. A geração solar centralizada teve o maior aumento em 2022, de 64,3% na comparação com o ano anterior. Ao todo foram produzidos mais de 1,4 mil MW médios. A chegada de 88 novas fazendas solares ao SIN fez com que o segmento alcançasse 4% de representatividade na matriz nacional. Segundo a CCEE, com relação à geração hidráulica, as chuvas de 2022 contribuíram para um aumento de 17,1% na produção das hidrelétricas, para 48 mil MW médios. A reversão do cenário crítico de 2021 deixa o país em uma situação muito mais confortável para 2023. Hoje a capacidade instalada desta fonte é de 116.332 MW. A geração eólica cresceu 12,6% no comparativo anual, fornecendo à rede elétrica mais de 9 mil megawatts médios. Hoje o país conta com 891 parques eólicos, que juntos somam mais de 25 mil megawatts de capacidade instalada. A produção de energia a partir da biomassa, que tem como principal matéria-prima o bagaço da cana-de-açúcar, registrou um leve aumento de 0,3%, entregando ao sistema quase 3 mil MW médios em 2022. Atualmente existem 321 usinas deste tipo, com capacidade instalada total de 14.927 MW. (CanalEnergia - 01.02.2023) 
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Brasil: McKinsey projeta VEs com 55% das vendas no país em 2040

O Brasil tem potencial para se tornar um dos grandes mercados globais de carros elétricos. A posição de destaque do país na transição para a mobilidade elétrica foi confirmada pelo estudo "Acelerando a mudança rumo à Mobilidade Sustentável no Brasil, da McKinsey & Company", que trouxe dados interessantes sobre o perfil do consumidor e um futuro promissor nesse campo, desde que as transformações necessárias ocorram. Em primeiro lugar, a pesquisa realizada nos principais centros urbanos do país mostra o que já havia sido indicado em outras análises: o brasileiro é mais suscetível às questões ambientais e sustentáveis, sobretudo ao carro elétrico, na comparação com outros países. Mas há dois pontos de divergência aqui: o preço de aquisição e a previsibilidade de recarga em rodovias, durante as viagens. Nesse ponto, a análise da McKinsey traz dados sobre o perfil dos brasileiros: 44% buscam uma alternativa sustentável para os deslocamentos (33% na média global); 24% se consideram entusiastas da mobilidade limpa (18% na média global); e 26% pretendem que o próximo carro seja sustentável (15% elétrico a bateria e 11% híbrido). De acordo com o estudo da McKinsey, o Brasil terá uma frota com 11 milhões de carros elétricos a bateria em circulação em 2040, um volume que representará 55% das vendas de veículos 0 Km no país - em 2022, a participação dos elétricos a bateria foi de apenas 0,4% no total de emplacamentos. O estudo também apurou que o Custo Total de Propriedade de carros elétricos está em queda na comparação com os modelos a combustão. No caso do segmento médio (com preço entre R$ 200 mil e R$ 400 mil), o custo do elétrico já é inferior para quem roda mais de 150 km/dia. Mas a tendência é que por volta de 2030, esse custo já seja mais vantajoso para os carros elétricos mais acessíveis, o que ajudará na disseminação desses veículos. O estudo ainda aponta quatro pilares fundamentais para avançar na eletrificação. Além de aprimorar os incentivos à produção e aquisição de carros elétricos, o Brasil também precisa desenvolver uma infraestrutura de energia para comportar o crescimento nas vendas desses veículos. (Inside EVs - 06.02.2023)
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Brasil: Avaliação positiva para bioquerosene de aviação abre nova fronteira para etanol brasileiro

A avaliação positiva da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) sobre a sustentabilidade do bioquerosene de aviação produzido a partir do etanol de cana, publicada no início de janeiro, representa um passo decisivo para destravar investimentos que poderão recolocar o Brasil na vanguarda das tecnologias de energia de baixo carbono. É o que aponta a Agroicone, organização que gera conhecimento e traça soluções para o agro brasileiro. “O bioquerosene de cana-de-açúcar já havia sido avaliado e aprovado no âmbito multilateral no programa CORSIA (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation), mantido pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), que é uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). O reconhecimento pela EPA ratifica a sustentabilidade do produto brasileiro, facilitando o acesso aos recursos financeiros disponibilizados pelos governos”, diz a Agroicone. (Valor Econômico - 08.02.2023)
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Pacto Global ONU Brasil: Desempenho brasileiro na agenda ESG é insuficiente

O Pacto Global da ONU no Brasil divulgou recentemente a análise de 82 empresas de capital aberto que reportam seus resultados nos padrões do Global Reporting Initiative (GRI), e os resultados não são muito animadores em capítulos importantes da agenda ESG. Apesar do discurso de combate às mudanças climáticas no setor empresarial, por exemplo, apenas duas têm suas metas para mitigação de emissão de gases aprovada pela Science-Based Targets initiative (SBTi), e menos da metade das 82 companhias tem algum tipo de estratégia estabelecida. A maior parte das organizações, 35 delas, concentra suas ações no Escopo 1 (que trata das emissões de gases do efeito estufa pela própria companhia); outras 29 estão cuidando também do Escopo 2 (cujas emissões derivam dos recursos utilizados pela companhia para sua produção); e apenas 12 organizações trabalham para a redução das emissões no Escopo 3 (geradas por terceiros, como fornecedores). (Valor Econômico - 10.02.2023)
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Eventos

StartSe: ESG Innovation Day 2023

O encontro ocorrerá no dia 15/03, de 9h-18h e reunirá cases, exemplos práticos e planos estratégicos com as principais referências em ESG para impactar positivamente a sua empresa. Além disso, os participantes terão acesso a materiais ricos para guiar o futuro da sua empresa usando o ESG como estratégia de negócio. Já estão confirmados profissionais representantes de grandes empresas que investem no ESG, como Braskem, IBM, Ambev, iFood e Phomenta. Local do evento: Rochaverá Corporate - Torre A | Avenida das Nações Unidas, 14171. (StartSe) 
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FGV: Recuperação energética de resíduos: oportunidades e desafios

O FGV In Company, em parceria com a ABREN, promove, no dia 14/02, às 18h, o webinar Recuperação energética de resíduos - Oportunidades e desafios. Yuri Shcmitke Tisi, presidente da ABREN e Gesner Oliveira, coordenador do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais, discutirão sobre temas como melhores práticas de gestão integrada e sustentável de resíduos sólidos por meio da reciclagem, compostagem e recuperação energética de resíduos, que resolvem simultaneamente dois grandes problemas atuais do Brasil e do mundo: a destinação dos resíduos sólidos e a geração de energia limpa e renovável. João Lins, diretor executivo do FGV In Company, mediará o encontro. As inscrições podem ser realizadas no site do evento. (FGV Educação Executiva)
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ABESCO: Eficiência Energética e a Reforma do Setor Elétrico Brasileiro

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO) vai promover, nos dias 7 e 8 de março, a 19ª edição do Congresso Brasileiro de Eficiência Energética (COBEE) com o tema “Eficiência Energética e a Reforma do Setor Elétrico Brasileiro”. Este ano ele acontecerá de forma presencial, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento visa aproximar os participantes permitindo, além de uma troca de experiências em ambiente favorável ao desenvolvimento de oportunidades de negócios, assim como networking e uma série de possibilidades aos participantes. Bruno Herbert, presidente da ABESCO, disse: “Teremos palestras voltadas a discutir os principais pontos de interesse e as políticas públicas que irão impactar o mercado de eficiência energética, tais como: estratégias financeiras paras as ações de eficiência energética na indústria, comércio e agro; novas tecnologias na eficiência energética. (Petronotícias - 04.02.2023)
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Fundação COGE: Seminário Nacional de transporte e mobilidade das empresas do setor energético brasileiro

O SETREL é considerado um dos maiores fóruns de discussão totalmente dedicado as temáticas de Mobilidade e Transporte do Setor Elétrico. Em sua 11ª edição, o evento será realizado na modalidade híbrida (presencial e online) entre 14 e 15 de março de 2023 no Hotel Vitória, Indaiatuba – SP. O Seminário pretende congregar os profissionais da área de transportes das empresas do Setor Energético, visando o intercâmbio de experiências, o relacionamento, o convívio e a colaboração entre eles; bem como incentivar a produção de estudos, trabalhos e pesquisas, no que se refere às áreas de Operação, Manutenção, Planejamento e Controle da Frota de Veículos, levando em conta a importância da atividade transporte na consecução dos objetivos das empresas que a utilizam como atividade meio. Serão dois dias de troca de experiências com grandes lideranças e referências na área. O evento também conta com a realização da tradicional feira EXPOSETREL 2023, com a exibição das últimas tendências e tecnologias do mercado para o Setor de Energia. (Fundação COGE)
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FIEMG: Capacitação de consumidores para mercado livre de energia

A Gerência Energia da FIEMG vai promover, em 15 de fevereiro, uma capacitação sobre a abertura do mercado livre de energia para consumidores industriais. Aberto ao público, o evento "Abertura do Mercado Livre de Energia" será das 9 às 12h, na sede da Federação, em Belo Horizonte (Avenida do Contorno, 4456, Bairro Funcionários). Os beneficiários são aqueles com demanda contratada acima de 30 kW a partir de janeiro de 2024, conforme portaria número 50 do Ministério de Minas e Energia (MME), de 27 de setembro de 2022, conforme Sérgio Pataca, analista de mercado de energia da Federação. "A expectativa é gerar oportunidade de negócio para as empresas associadas, principalmente de pequeno e médio porte, a partir do contato com fornecedores parceiros, o que pode proporcionar um desconto de até 25% na conta de energia", disse. Entre outras ações, a programação do encontro prevê uma palestra sobre o novo mercado livre de energia com o gerente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), César Pereira, debate, apresentação de produtos relacionados à temática e rodada de negócios. (FIEMG)
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Hydrogen Development in Africa: Opportunities, Challenges, and Prospects

No dia 16 de fevereiro de 2023 ocorrerá um evento online organizado pelo Tonipash Sustainable Energy Talk. Será discutido o desenvolvimento de hidrogênio na África: oportunidades, desafios e perspectivas com especialistas dentro e fora do continente. A África tem a oportunidade de atender às suas necessidades energéticas adotando o hidrogênio. A tecnologia no continente, assim como em outras partes do mundo, ainda é incipiente. Já, alguns países africanos como Namíbia, África do Sul e Marrocos firmaram parcerias para desenvolver esta tecnologia. O evento destacará os desafios em aproveitar o potencial do hidrogênio no continente e o que as organizações estão fazendo para promover sua adoção. (Tonipash Sustainable Energy Talk - Fevereiro de 2023) 
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46ª ASPEN - Rotas da Descarbonização

No dia 14 de fevereiro de 2023, ocorrerá um webinar organizado pelo Instituto Besc a fim de analisar “Rotas da Descarbonização- O Papel da Indústria e os Caminhos em Favor da Sustentabilidade”. Essa edição da ASPEN nos remete aos múltiplos esforços da indústria para encontrar tecnicamente e de maneira viável os meios para reduzir as emissões de GEE. As políticas de ESG têm sido um grande impulso nesse sentido. Dentre as soluções, o hidrogênio desponta como uma alternativa plausível. De acordo com a consultoria Mckinsey & Company, a América do Sul terá um papel relevante, já possuindo cerca de 35% do potencial global de produção. É possível visualizar o hidrogênio como o futuro protagonista da mobilidade. Essa e outras soluções, como os biocombustíveis e a eletrificação, serão abordadas nesse fórum. (Instituto Besc - Fevereiro de 2023) 
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