IFE
11/07/2023

IFE Transição Energética 25

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
11/07/2023

IFE nº 25

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 25

Dinâmica Internacional

IEA: A resiliência climática é a chave para as transições energéticas no Oriente Médio e Norte da África

A região do Oriente Médio e Norte da África enfrenta desafios decorrentes das mudanças climáticas, incluindo aumento de temperatura e alterações nos padrões de precipitação. Isso afeta os sistemas de energia, demandando maior consumo de eletricidade para resfriamento, por exemplo, e aumentando a escassez de água. A digitalização e a diversificação do mix de energia com fontes renováveis são estratégias importantes para enfrentar esses desafios. Tecnologias como energia solar e eólica, que requerem pouca água e têm baixas emissões de gases de efeito estufa, podem contribuir para a resiliência dos sistemas de energia e ajudar a mitigar as mudanças climáticas. Alguns países da região já estão adotando metas ambiciosas para aumentar a participação de energia solar e eólica em sua matriz energética, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e contribuindo para a sustentabilidade energética. (IEA – 03.07.2023)
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IEA: Mercado de petróleo ficará mais apertado com demanda da China e cortes da Opep

A demanda por petróleo da China e de outros países em desenvolvimento, juntamente com os cortes na oferta da Opep+, manterá o mercado apertado na segunda metade do ano, apesar da desaceleração da economia global, de acordo com o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA). Mesmo com o crescimento econômico lento, a demanda robusta desses países, combinada com os cortes de produção dos principais produtores, levará a um aperto no mercado no segundo semestre. Embora a China tenha apresentado alguns dados econômicos menos favoráveis recentemente, a extensão dos cortes de produção pela Arábia Saudita e a redução das exportações russas de petróleo bruto contribuirão para a situação. A OPEP também considera a recuperação econômica mais forte do que o esperado na China como um fator positivo para o mercado petrolífero. (Reuters – 10.07.2023)
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IRENA/SPC: Colaboração para Acelerar a Transição Energética no Pacífico

A Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA) e a Comunidade do Pacífico (SPC) fortaleceram sua parceria com um acordo renovado. Ambas as partes concordam em promover a aceleração da implantação de energias renováveis nos países e territórios insulares do Pacífico por meio da Iniciativa Small Island Developing States (SIDS) Lighthouses Initiative (LHI), coordenada pela IRENA. O Memorando de Entendimento estende a parceria existente entre a IRENA e a SPC, que têm trabalhado em estreita colaboração desde 2019. As duas organizações têm fornecido suporte regional e nacional personalizado aos SIDS do Pacífico, incluindo o aprimoramento e implementação de contribuições determinadas nacionalmente (NDCs), capacitação, assistência técnica e facilitação de projetos. O acordo renovado também busca garantir uma colaboração mais próxima no terreno por meio da instalação do Ponto Focal do Pacífico da IRENA no escritório da SPC em Suva, Fiji. (IRENA - 04.07.2023)
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IMO: Transporte marítimo adota ambição de emissões líquidas zero até 2050

Os Estados Membros da Organização Marítima Internacional (IMO) chegaram a um acordo para adotar a ambição comum de chegar a emissões líquidas zero até 2050. A ambição anterior era um corte apenas pela metade. Responsável por cerca de 90% do comércio mundial, o setor produz 3% das emissões globais de GEE. A revisão da estratégia para o setor inclui ainda um compromisso para garantir uma absorção de combustíveis alternativos com zero e quase zero GEE até 2030, bem como pontos de verificação indicativos para 2030 e 2040. Em geral, a estratégia da IMO concentra-se em quatro níveis de ambição: i. diminuir a intensidade de carbono dos navios por meio de melhorias adicionais na eficiência energética para novas embarcações; ii. reduzir as emissões de CO2 por viagem internacional, em média, em pelo menos 40% até 2030, em comparação com 2008; iii. adotar tecnologias, combustíveis e/ou fontes de energia com emissão zero ou quase zero de GEE para representar pelo menos 5%, buscando 10%, da energia usada pelo transporte marítimo internacional até 2030; e iv. atingir o pico das emissões de GEE do transporte marítimo internacional o mais rápido possível e “atingir emissões líquidas zero de GEE por volta de 2050. (EPBR - 07.07.2023)
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BNEF: Novas Perspectivas para Futuros Energéticos Regionais

A BloombergNEF, braço de pesquisa do grupo Bloomberg, publicou recentemente o relatório New Energy Outlook, que apresenta dois cenários que descrevem o futuro da economia global de energia de uma gama de países (China, Europa e Austrália). O primeiro cenário é o Cenário de Transição Econômica, que é provável de ocorrer com base nas políticas e tecnologias atuais. Ele prevê um aumento de temperatura de 2,6 graus Celsius até o final do século. O segundo cenário é o Cenário Net Zero, que representa um esforço conjunto para alcançar emissões líquidas zero de carbono até 2050. Este cenário envolve maior implantação de energias renováveis, energia nuclear, hidrogênio e bioenergia. O relatório destaca que as maiores economias de energia do mundo compartilham alguns atributos universais para a descarbonização (mesmas curvas de custo de tecnologia para energia eólica, módulos solares, baterias de íons de lítio e eletrolisadores de hidrogênio) e que seus mercados de capitais devem cumprir um papel importante no financiamento necessário para descarbonização das economias. (BNEF – 28.06.2023)
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Banco Mundial: Financiamento para apoiar a transição energética na Índia

O Conselho de Diretores Executivos do Banco Mundial aprovou US$1,5 bilhão em financiamento para acelerar o desenvolvimento de energia de baixo carbono na Índia. O financiamento ajudará a Índia a promover energia de baixo carbono por meio da expansão de energias renováveis, desenvolvimento de hidrogênio verde e estímulo ao financiamento climático para investimentos em energia de baixo carbono. A demanda de energia da Índia está prevista para crescer rapidamente à medida que a economia se expande. Isso requer a redução gradual do uso de fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis, em conformidade com a meta da Índia de atingir emissões líquidas zero até 2070. A primeira parte da operação planejada, apoiará a Índia no desenvolvimento de hidrogênio verde. "O programa apoiará a implementação bem-sucedida da Missão Nacional de Hidrogênio Verde, que visa estimular US$100 bilhões em investimentos do setor privado até 2030", afirmou Auguste Tano Kouame, Diretor do Banco Mundial para a Índia. Essa operação é apenas uma parte do amplo apoio do Banco à transição energética na Índia e está alinhada com a estratégia de segurança energética do Governo indiano. O empréstimo de US$1,44 bilhão é proveniente do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e conta com uma garantia de US$1 bilhão do Reino Unido para impulsionar o financiamento do Banco Mundial para a Índia no combate às mudanças climáticas. (World Bank - 29.06.2023) 
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Argentina: US$ 87 bi em investimentos no âmbito do plano federal de transição energética

A Argentina precisa de US$87 bilhões em investimentos até 2030, de acordo com o plano de transição energética nacional recentemente aprovado pelo departamento de energia do governo federal. O plano estabelece metas quantitativas, incluindo a instalação de 5.000 km de novas linhas de transmissão, a geração de mais de 50% da energia a partir de fontes renováveis e a marca de 1 GW de geração distribuída. A meta principal é não ultrapassar as emissões líquidas de 349 Mt de CO2 equivalente em toda a economia até o final de 2030. O plano também aborda áreas como eficiência energética, hidrogênio de baixa emissão, mobilidade sustentável e gás natural. Assim como em um documento anterior, a falta de acesso a financiamento com taxas competitivas é identificada como um obstáculo para alcançar as metas. Outro desafio é a escassez de reservas estrangeiras necessárias para importar tecnologia ou componentes de descarbonização. (BNAmericas - 10.07.2023)
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EUA: Subsídios deixam Europa para trás na corrida pela transição energética

A União Europeia investiu bilhões de euros na expansão da energia renovável e preparou o terreno para a transição energética ecológica, visando se tornar um hub global nesse setor. No entanto, os esforços europeus perderam brilho quando o governo dos Estados Unidos aprovou um pacote de incentivos para ação climática e transição energética, atraindo empresas de tecnologia verde, incluindo as sediadas na Europa, para transferir investimentos e projetos para os EUA. Além dos incentivos atrativos, a burocracia europeia também desempenha um papel importante nessa mudança, já que a estrutura complexa da UE dificulta a atração de empresas. Enquanto isso, um relatório da UNCTAD revelou que o pacote climático de Biden resultou em um aumento nos investimentos transfronteiriços em energia e eletrônicos. (Clima Info – 07.07.2023)
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Nacional

Artigo GESEL: "O Programa de P&D como indutor tecnológico do Setor Elétrico Brasileiro"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, intitulado "O programa de P&D como indutor tecnológico do Setor Brasileiro", Nivalde de Castro (professor no Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL), Marcelo Maestrini (doutorando do Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal Fluminense (PPGE/UFF)) e Renata Lèbre La Rovere (professora do Instituto de Economia da UFRJ e pesquisadora associada do GESEL) discutem o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PROPDI) como um indutor tecnológico no Setor Elétrico Brasileiro (SEB) diante dos desafios da transição energética. O programa foi criado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) como forma de incentivar inovações tecnológicas e promover a substituição dos combustíveis fósseis. O PROPDI introduz mudanças significativas, como a adoção de uma nova metodologia de avaliação que enfoca o portfólio de projetos das empresas e a criação de indicadores para medir o desempenho. Além disso, o programa enfatiza o desenvolvimento de tecnologias maduras e estabelece a meta de 1% de retorno financeiro sobre os investimentos. As empresas do setor elétrico enfrentam o desafio de gerenciar essas mudanças, implementar processos de inovação e formar equipes multidisciplinares. (GESEL-IE-UFRJ – 10.07.2023)
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Artigo GESEL: "O Mercado de Armazenamento de Energia"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, intitulado “O Mercado de Armazenamento de Energia”, Lucca Zamboni (Pesquisador do GESEL) e Guilherme Goldbach (Pesquisador da MITISIDI) tratam do mercado de armazenamento de energia, abordando seu crescimento, oportunidades, obstáculos e o papel da regulação no Brasil e no mundo. Inicialmente, os autores apontam: “nos últimos anos, o mercado de armazenamento de energia (AE) tem experimentado um crescimento significativo em todo o mundo, impulsionado pela transição energética e pela descarbonização.” Nesse contexto, os autores destacam: “embora o mercado de AE apresente oportunidades significativas, existem obstáculos e riscos a serem enfrentados". Nesse ponto, indicam que: “(...) o mercado de AE no Brasil apresenta diversas oportunidades". No entanto, “o Brasil ainda não apresenta uma base regulatória consolidada em relação ao mercado de AE, o que muitas vezes inviabiliza novos investimentos nessas tecnologias." Por fim, concluem: “o mercado de AE no Brasil apresenta um grande potencial de desenvolvimento, porém ainda enfrenta desafios para o seu desenvolvimento e posterior consolidação. Para que esse mercado seja implementado, é necessária uma discussão ampla e colaborativa entre o marco institucional, notadamente Ministério de Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética e Agência Nacional de Energia Elétrica, e os diversos agentes do SEB.” (GESEL-IE-UFRJ – 07.07.2023)
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Artigo: “Setor elétrico está à deriva enquanto mudança climática avança”

Em artigo publicado no portal epbr, Luiz Eduardo Barata Ferreira (Presidente da Frente dos Consumidores de Energia e ex-Diretor Geral do ONS) e José Wanderley Marangon Lima (Professor titular voluntário da Unifei, consultor da MC&E e secretário de P&D do Inel) discutem sobre a capacidade do setor elétrico brasileiro em enfrentar às mudanças climáticas. Inicialmente, os autores apontam que: “O sistema elétrico brasileiro ainda não tem uma política efetiva para enfrentar os desafios climáticos, correndo um risco de enorme repercussão econômica.” Nesse sentido, ressaltam que: “Com o aquecimento global ocorrendo a uma taxa sem precedentes – e no Brasil com mais intensidade do que no resto do mundo –, um plano para garantir a resiliência do sistema elétrico é urgente.” Desse modo, os autores concluem que: “O país precisa agir rápido e sobretudo precisa fazer direito. Com diretrizes ESG no encalço de todos os investidores, os projetos de renováveis devem observar salvaguardas socioambientais e de governança, calibrando a velocidade dessa expansão para evitar riscos de judicialização e de reputação. O debate sobre nosso futuro energético deve ser como o fornecimento: cada vez mais descentralizado, diverso e coerente com o contexto climático em que estamos inseridos.” O artigo de opinião pode ser acessado na íntegra por este link. 
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MDIC: Renovação da indústria brasileira, com foco em inovação, transição energética e sustentabilidade

Geraldo Alckmin, Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, anunciou um investimento de R$ 106,16 bilhões nos próximos quatro anos para a renovação da indústria brasileira. A maior parte desses recursos virá do BNDES e será oferecido com base na Taxa Referencial (TR) com juros de 1,9% ao ano. A "neoindustrialização" terá foco na inovação, transição energética e sustentabilidade. O objetivo é combater a desindustrialização precoce e impulsionar a indústria brasileira. Os recursos serão destinados a projetos de inovação, digitalização e produção de bens voltados para a exportação, além de pesquisa, desenvolvimento e apoio à inovação. No entanto, especialistas levantam preocupações sobre as taxas subsidiadas e a distorção da alocação de recursos devido a juros reais negativos. Alckmin ressaltou a importância da TR como instrumento para reduzir custos e agilizar investimentos. O anúncio foi feito durante o relançamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), que elaborará a nova política industrial brasileira. (Valor – 07.07.2023)
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MME/BNDES: Investimentos prioritários em transição energética

O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vão formar um grupo de trabalho para impulsionar a transição energética no Brasil. O grupo discutirá questões como o programa de Descarbonização da Amazônia, a produção de painéis solares e lítio, e o financiamento de empresas envolvidas na construção de linhas de transmissão de energia elétrica. O objetivo é reduzir a dependência de termelétricas a óleo diesel na Amazônia e promover a produção local de painéis solares e minerais críticos, como o lítio, além de melhorar a infraestrutura de transmissão de energia renovável. O MME espera atrair R$ 10 bilhões em investimentos para o programa. (EPBR – 05.07.2023)
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Etanol: Brasil precisará dobrar produção para atender a metas da COP 26, diz estudo da Embrapa

A estratégia brasileira de aproveitar a pujante produção de etanol para atender ao acordo global de redução das emissões de carbono pode esbarrar na capacidade limitada da indústria nacional, que precisaria praticamente dobrar a fabricação do biocombustível até 2030 para dar conta da demanda prevista, segundo um estudo desenvolvido pela equipe da Embrapa Territorial, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. A pesquisa, publicada na Revista de Política Agrícola da instituição, decidiu traçar cenários para as exportações de etanol no Brasil e, com isso, dimensionou também o ritmo de produção e crescimento da indústria nacional. A análise sugere que o etanol contribuirá significativamente para a descarbonização, mas, como as mais de 400 usinas produtoras de açúcar e etanol no Brasil já operam próximas da capacidade total, o biocombustível dependerá de incentivos e investimentos para consolidar metas. (Broadcast Energia - 05.07.2023)
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Governo inclui biorrefinarias no Investe Mais Brasil

O Comitê Nacional de Investimentos da Câmara de Comércio Exterior (Camex) publicou, na última sexta-feira (7/7), as diretrizes para o triênio até 2025 do Investe Mais Brasil, o programa nacional de melhoria do ambiente de investimentos. O texto define três pilares para o programa: sustentabilidade, facilitação de investimentos e melhoria nas leis. Neste último, prevê a coordenação, junto aos órgãos específicos, da melhoria do ambiente para investimentos em biorrefinarias. A secretaria executiva da Câmara de Comércio Exterior será responsável por coordenar, monitorar e avaliar a implementação do programa, além de elaborar relatórios e divulgar resultados em seu site institucional. (EPBR - 07.07.2023)
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Petrobras planeja iniciar armazenamento de CO2 a partir de 2027 como parte dos esforços de redução de emissões

A Petrobras planeja iniciar o armazenamento de dióxido de carbono (CO2) a partir de 2027, como parte de seus esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. A empresa está desenvolvendo projetos de captura e armazenamento de carbono (CCS) em duas refinarias e em campos de petróleo offshore. O objetivo é capturar o CO2 produzido durante o processo de produção de petróleo e gás e armazená-lo de forma segura no subsolo, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas. A Petrobras também está buscando parcerias e tecnologias para viabilizar a implementação do CCS no Brasil. (Valor – 03.07.2023)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Artigo GESEL: "O setor público como parceiro do e-carsharing"

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, intitulado “O setor público como parceiro do e-carsharing”, Gabriel Pabst (Pesquisador associado do GESEL e doutorando do PPE-COPPE-UFRJ), Marcelo Maestrini (Pesquisador do GESEL e doutorando do PPGE-UFF) e Paulo Mauricio Senra (Pesquisador do GESEL e doutor pelo PPE-COPPE-UFRJ) tratam da importância do setor público como parceiro do e-carsharing, destacando a necessidade de integração e articulação para expandir a utilização de veículos elétricos em áreas urbanas. Inicialmente, os autores destacam que “na medida em que avançam os esforços para a descarbonização do setor de transportes, diversas estratégias têm sido elaboradas para solucionar os desafios que surgem. Dentre elas, destaca-se a eletrificação do transporte público e privado.” Nesse contexto, é destacado o e-carsharing, ressaltando que “o serviço de e-carsharing, tal como descrito, constitui uma proposta inovadora em território nacional, ainda aquém da sua capacidade de ofertar de modo sistêmico veículos zero emissão ao público amplo.” Nesse ponto, indicam “(...) são requeridas as atribuições de regulação e articulação típicas do poder público, o qual detém alcance significativo sobre os meios de comunicação e desenha estratégias setoriais relevantes, como os planos municipais de mobilidade urbana.” Por fim, os pesquisadores concluem: “em síntese, vislumbra-se um grande potencial sobre as estratégias da iniciativa privada associada ao e-carsharing, bem como a sua integração com as prerrogativas do poder público.” (GESEL-IE-UFRJ – 07.07.2023)
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Brasil: Carros elétricos e híbridos avançam 58% nas vendas do 1º semestre

As vendas de carros elétricos e híbridos no Brasil atingiram um novo marco, com um crescimento de 58% no primeiro semestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior, de acordo com a ABVE. Foram emplacados 32.239 veículos eletrificados, quase igualando o total de vendas de todo o ano de 2021. Em junho, foram vendidas 6.225 unidades, um aumento de 53% em relação ao mesmo mês do ano passado. A frota total de veículos leves eletrificados no Brasil chegou a 158.678 unidades. Com a entrada de novas montadoras no mercado, como GWM e BYD, espera-se que o crescimento nas vendas de modelos híbridos e elétricos continue durante o segundo semestre de 2023. (InsideEvs – 07.07.2023)
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BorgWarner: Ônibus e comerciais leves devem puxar eletrificação no Brasil

A BorgWarner apresentou sua visão sobre a transição energética no Electric Days Brasil 2023, destacando o potencial da mobilidade elétrica no segmento de veículos comerciais no país. A empresa acredita que a transição pode ser liderada por veículos de transporte de cargas e passageiros, especialmente comerciais e ônibus. O Brasil possui a quarta maior frota de veículos comerciais do mundo, e a eletrificação nesse setor pode trazer benefícios psicológicos e ambientais. A descarbonização é vista como uma solução indispensável para reduzir as doenças respiratórias relacionadas à respiração veicular. Com o transporte rodoviário sendo responsável por 70% das emissões do setor, a transição para veículos comerciais elétricos poderia reduzir significativamente as emissões. A BorgWarner prevê um aumento de 400% na frota eletrificada até 2025. (Inside EVs – 27.06.2023) 
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Brasil: Sandbox.Rio seleciona quatro projetos para transporte eletrificado

A primeira fase do Sandbox.Rio, um ambiente regulatório experimental que vai testar a inserção de novos produtos e serviços no dia a dia da capital do Rio de Janeiro, selecionou quatro projetos. Os projetos tratam sobre drones que entregam bebidas ou fazem o delivery das suas compras, uma rede pública de eletropostos e os futuros carros voadores. O Sandbox é inspirado em ações semelhantes na Inglaterra e na Coreia do Sul, e espera colher dados para criar um ambiente regulatório receptivo às novas tecnologias. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação (SMDEIS), os projetos estão tematicamente alinhados à mobilidade, logística e transformação energética. Em comum, as iniciativas selecionadas têm a eletrificação como estratégia de negócio, e prometem reduzir as emissões associadas à queima de combustíveis fósseis no trânsito. Nesse sentido, destaca-se a rede de eletropostos com recarga rápida para veículos híbridos e elétricos do projeto Eletroposto Carioca. Conduzido pela Ezvolt, startup de eletromobilidade da Vibra, será o primeiro projeto de geração de créditos de carbono por meio da recarga de veículos da América Latina.
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Brasil: Novo Rota 2030 pretende intensificar produção nacional de VEs

A segunda fase do programa federal Rota 2030 vai focar em tecnologias de descarbonização que estão em estágios iniciais de desenvolvimento, afirmou a diretora do Departamento de Desenvolvimento da Indústria de Alta-Média Complexidade Tecnológica do MDIC, Margarete Gandini, no Senado, na última quarta-feira (5/7). Gandini comentou que a produção de eletrificados será intensificada com as novas regras da política automotiva e a retomada dos grupos de trabalho para o relançamento do Plano Nacional de Eletromobilidade. “A ideia agora é intensificar a produção nacional de eletrificados, já temos algumas iniciativas em curso”, ressaltou. De acordo com o MDIC, a segunda etapa do Rota 2030 tem lançamento previsto para agosto deste ano. Lançado em 2018, o programa tem como objetivo estimular investimentos em pesquisa e desenvolvimento no setor de transportes e incentivar alternativas limpas de propulsão em veículos. A diretora adiantou que o ministério está se aprofundando em estudos sobre células a hidrogênio para mobilidade, especialmente para uso em veículos pesados e de longas distâncias. (EPBR - 05.07.2023)
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Brasil: BYD investirá R$ 3 bi em fábricas de VEs na Bahia

A chinesa BYD confirmou na terça-feira (4/7) o investimento de R$ 3 bilhões em um complexo fabril em Camaçari, na Bahia, para fabricação de veículos elétricos e processamento de minerais críticos para exportação. O complexo será composto por três células fabris: uma dedicada à produção de chassis para ônibus e caminhões elétricos; outra à produção de automóveis híbridos e elétricos; e a terceira voltada ao processamento de lítio e ferro fosfato. A unidade de carros híbridos e elétricos têm capacidade estimada de 150 mil unidades ao ano na primeira fase, podendo chegar a 300 mil unidades. Já a fábrica para processamento de lítio atenderá ao mercado externo, aproveitando a estrutura portuária existente no local. Segundo a BYD, a produção nacional vai permitir preços mais competitivos e a possibilidade de ampliar o acesso à eletromobilidade para o consumidor brasileiro. As três fábricas estão previstas para começar a funcionar no segundo semestre de 2024. (EPBR – 04.07.2023)
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VW: Não há etanol suficiente para atender ao mercado global, diz CEO

Na entrevista, o CEO do Grupo Volkswagen, Thomas Schäfer, abordou o papel dos biocombustíveis na transição energética e mencionou que eles serão uma solução local, principalmente no Brasil e na América do Sul, onde o etanol pode servir como uma ponte até a adoção mais efetiva de veículos elétricos. No entanto, ele enfatizou que não há escala suficiente de biocombustíveis para atender à demanda global. Schäfer destacou a importância de uma política de mobilidade elétrica e mencionou que híbridos ainda terão seu papel por um tempo, até que toda a infraestrutura para a mobilidade elétrica esteja madura. A estratégia da Volkswagen de oferecer modelos flex e híbridos está alinhada com a visão da empresa para mercados além da Europa, China e EUA, mas outras montadoras têm perspectivas diferentes sobre a transição energética. (InsideEvs – 07.07.2023)
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

IEA: Por que uma terminologia mais clara para o hidrogênio poderia liberar investimentos e aumentar a produção

O hidrogênio tem potencial para desempenhar um papel importante na descarbonização de setores como indústria pesada e transporte de longa distância. No entanto, a demanda por hidrogênio ainda é limitada a algumas aplicações tradicionais, e a produção atual é baseada principalmente em combustíveis fósseis. A falta de uma terminologia unificada para descrever o hidrogênio de baixa emissão dificulta o comércio e o investimento. A criação de uma metodologia internacionalmente acordada para calcular a intensidade das emissões do hidrogênio poderia reduzir custos, atrair investimentos e permitir economias de escala. Embora o impulso político em torno do hidrogênio esteja crescendo, é necessária uma maior demanda por hidrogênio de baixa emissão e investimentos em produção e infraestrutura. Uma metodologia comum para calcular as emissões de hidrogênio está sendo desenvolvida pela International Organization for Standardization (ISO) e será publicada até o final de 2024. Isso permitirá uma maior transparência e facilitará a implementação de regulamentações e certificações internacionais. A criação de um mercado global de hidrogênio requer uma linguagem comum para informar as partes interessadas envolvidas. (IEA – 29.06.2023)
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Brasil/MDIC: Hidrogênio e bioenergia são prioridades em agenda industrial para o segundo semestre

Em entrevista à agência epbr, o secretário de Economia Verde do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Rodrigo Rollemberg, lista o Plano Nacional do Hidrogênio e o programa Combustível do Futuro como políticas já em andamento que podem criar diferenciais competitivos para o Brasil. “O Brasil tem uma grande chance de promover uma neoindustrialização a partir da transição energética. É muito importante que a gente tenha boas regulamentações para isso”, resumiu o secretário. Ele destaca que os projetos de eólicas offshore em licenciamento – e aguardando a definição política de como será a cessão de área – estão concentrados próximos aos portos e, muitos deles, associados a projetos de hidrogênio verde. O hidrogênio verde – ou de baixo carbono – será um insumo fundamental para produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, em inglês) e diesel verde, objetos do projeto de lei do Combustível do Futuro. “É importante, além de olhar a exportação do hidrogênio, ter um planejamento para atrair a cadeia de suprimentos, mas sobretudo, atrair as empresas intensivas em energia para produzir com baixa pegada de carbono”, defende Rollemberg. Além da eletrólise, a política de hidrogênio deve olhar para tecnologias a partir da reforma do etanol e do biometano, olhando para o futuro do transporte no Brasil. Além disso, o hidrogênio de baixo carbono é apontado ainda como uma alternativa para reduzir a dependência brasileira de fertilizantes nitrogenados importados. (EPBR - 30.06.2023)
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McKinsey & Company: Hidrogênio verde e biogás são 'opções preferidas para substituir o gás'

Uma pesquisa da McKinsey revelou que o hidrogênio verde e o biogás são as escolhas mais populares para substituir o gás. No entanto, menos de 20% dos entrevistados acreditam que o hidrogênio verde estará disponível a preços acessíveis e em volumes suficientes nos próximos três anos. Cerca de 27% dos compradores mostraram interesse em gás natural certificado de baixo carbono, indicando uma demanda potencial para cargas de GNL neutras em carbono. A pesquisa também apontou que a maioria dos compradores espera adquirir biogás, gás natural de baixo carbono ou biomassa nos próximos três anos. A demanda por gás industrial na Europa diminuiu devido à crise energética atual, levando os compradores a reduzirem seu uso e a adotarem medidas de eficiência energética. Os compradores esperam continuar reduzindo o consumo de gás nos próximos anos, impulsionados principalmente pela eficiência energética e pela troca de combustível. O relatório destaca oportunidades para fornecedores de gás e GNL desenvolverem ofertas de energia cruzada e estabelecerem parcerias de longo prazo. (H2 View – 06.07.2023)
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Emirados Árabes Unidos: Estratégias de energia e hidrogênio

Os Emirados Árabes Unidos aprovaram sua estratégia nacional de hidrogênio como parte de seus planos mais amplos de energia renovável. O país pretende investir entre AED 150 bilhões e AED 200 bilhões até 2030, visando triplicar sua capacidade de energia renovável e se tornar um importante produtor e exportador de hidrogênio de baixo carbono. A estratégia inclui o desenvolvimento de cadeias de suprimentos, clusters de hidrogênio e um centro de P&D, com o objetivo de aumentar a economia do hidrogênio e atrair investimentos para o setor. Os Emirados Árabes Unidos estão buscando posicionar-se como líderes mundiais na produção de hidrogênio e têm o objetivo de atingir uma participação de 30% de energia limpa em seu mix total de energia até 2031. A aprovação da estratégia ocorre pouco antes do país sediar a cúpula da COP28, onde questões relacionadas ao hidrogênio e à descarbonização da indústria pesada devem ser discutidas. (H2 View – 04.07.2023)
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

IEA: Digitalização em mercados emergentes e economias em desenvolvimento para permitir a resposta à demanda em edifícios

A demanda de eletricidade em edifícios em economias emergentes e em desenvolvimento está aumentando devido ao aumento dos padrões de vida e ao acesso generalizado a aparelhos elétricos. Esse crescimento pode sobrecarregar a rede elétrica, ameaçando a segurança do fornecimento de energia. No entanto, a digitalização e o uso inteligente de aparelhos elétricos podem oferecer eficiência energética e flexibilidade ao sistema, transformando essas cargas em fontes de carga flexíveis. Este relatório explora como a digitalização em edifícios pode agregar valor ao sistema de energia, fornecendo melhores práticas, estudos de caso e recomendações de políticas para economias emergentes e em desenvolvimento. (IEA – Julho 2023)
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Rede 5G traz oportunidades para melhorar a eficiência energética

As empresas de telecomunicações ocuparam o quarto lugar no consumo de energia na categoria de serviços e o 13º no ranking geral em 2022, de acordo com a EPE e o IBGE. Com a implantação da rede 5G, que requer mais antenas, as operadoras que possuem experiência em geração distribuída e alimentação eficiente de pontos de sinal serão beneficiadas. O 5G foi projetado com foco na eficiência energética e permite uma distribuição mais eficiente dos componentes computacionais, otimizando o processamento. Além disso, a nova rede traz oportunidades para melhorar a eficiência energética, permitindo um controle mais dinâmico do uso da rede e conectando mais dispositivos IoT (Internet das Coisas) em setores como transporte, manufatura e energia, conforme destaca a Deloitte, líder global na prestação de serviços de consultoria, assessoria e serviços relacionados. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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ETIP SNET: As prioridades do sistema de energia da Europa traçadas para 2031

A Plataforma Europeia de Inovação Tecnológica Redes Inteligentes para Transição Energética (ETIP SNET) divulgou o roteiro de pesquisa e inovação (P&I) do sistema de energia para o período de 2022 a 2031. O roteiro tem como objetivo guiar o caminho de dez anos em direção a um sistema de energia neutro em carbono até 2050, com ênfase em energias renováveis, redes inteligentes e armazenamento. O roteiro se baseia em nove casos de uso de alto nível e detalha vários conceitos de projetos prioritários para cada caso. Esses projetos abrangem áreas como integração entre setores, armazenamento de energia em larga escala, interações entre operadores de sistema de transmissão e distribuição, mercados atacadistas regionais de energia, penetração massiva de energias renováveis, participação crescente dos consumidores no mercado de energia e fornecimento de serviços de flexibilidade por edifícios e indústrias. (Smart Energy – 28.06.2023)
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NARUC e NASEO: Relatório destaca os benefícios e desafios das microrredes

A National Association of Regulatory Utility Commissioners (NARUC) e a National Association of State Energy Officials (NASEO) publicaram um relatório que destaca as vantagens potenciais das microrredes de energia limpa para os estados dos EUA. Essas microrredes oferecem benefícios como descarbonização, resiliência aprimorada, economia de custos e maior eficiência da rede. Os comitês estaduais de energia e as comissões de serviços públicos desempenham um papel importante na implementação dessas microrredes, enfrentando desafios relacionados à acessibilidade, custo e tecnologia. A publicação visa preencher as lacunas de informação, pesquisa, investimento, política e regulamentação que impedem o avanço das microrredes de energia limpa. O relatório discute considerações econômicas, tecnológicas e políticas para facilitar a construção e o desenvolvimento dessas microrredes. (TDWorld - 27.06.2023)
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Polônia: Investimento em medidores inteligentes e modernização da rede

A empresa polonesa de distribuição de energia, Tauron, anunciou um investimento adicional de 743milhões de dólares para o desenvolvimento da rede elétrica do país e instalação de 600 mil medidores inteligentes. O investimento planejado para 2024 tem o objetivo de conectar novos clientes, incluindo fontes de energia renovável, à rede, além de modernizar e reconstruir a infraestrutura elétrica existente. Ao longo dos últimos oito anos, a Tauron já investiu 4 bilhões de dólares em redes de distribuição. A empresa considera a distribuição de energia como o seu principal foco de investimento e enfatiza a importância da reconstrução da rede para o sucesso da transição energética. Além disso, o governo polonês implementou medidas para garantir o acesso estável e preços socialmente aceitáveis à energia. (Smart Energy - 28.06.2023)
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Europa: Operadoras de transmissão propõem cenários de desenvolvimento de rede

As organizações de operadoras de transmissão de eletricidade e gás da Europa, ENTSO-E e ENTSOG, propuseram histórias para orientar o desenvolvimento do próximo plano de desenvolvimento de rede de dez anos. Os dois enredos propostos são para dois chamados 'cenários de desvio', que são desvios dos cenários de 'tendências nacionais' que estão alinhados com as políticas energéticas e climáticas nacionais. Com o objetivo de refletir os últimos desenvolvimentos nas políticas nacionais que estão em linha com as ambições europeias de redução de gases de efeito estufa, bem como reconhecer a necessidade de alta ambição em termos de eficiência energética e implantação de energia renovável e explorar diferentes níveis de energia e outras independências para na UE, os cenários cobrem uma ampla gama de possíveis evoluções futuras da infraestrutura de energia. Os dois cenários são 'Energia distribuída' e 'Ambição global', refletindo, respectivamente, abordagens mais europeias e globais. (Smart Energy – 06.07.2023)
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Impactos Socioeconômicos

Brasil: Energia renovável se dissemina nos campos do Paraná

Nos últimos sete anos, o número de propriedades rurais no Paraná que adotaram energia solar fotovoltaica e biogás aumentou de 47 para mais de 25.600, gerando uma capacidade de energia de mais de 558.700 kW. Essa tendência de adoção de fontes renováveis no campo paranaense tem sido impulsionada pela atuação do Sistema Faep/Senar-PR, que promoveu eventos e viagens técnicas para mostrar a viabilidade e os benefícios econômicos dessas soluções. A energia renovável não apenas proporciona autonomia energética e redução dos custos de produção para os agricultores, mas também contribui para a sustentabilidade ambiental. O Programa Paraná Energia Rural Renovável (Renova Paraná) tem desempenhado um papel importante nesse avanço, apoiando financeiramente projetos de energia renovável no campo. Com o aumento dos custos da energia elétrica nos últimos anos, investir em fontes renováveis se tornou ainda mais viável e vantajoso para os produtores rurais. O Paraná ocupa o segundo lugar no ranking de geração de energia renovável no campo, atrás apenas de Minas Gerais. A adesão às energias renováveis é vista como uma oportunidade para os produtores reduzirem custos e aumentarem sua competitividade, além de contribuírem para a preservação do meio ambiente. (Presente rural – 10.07.2023)
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Brasil: Comissão do Senado aprova doação de créditos de GD para instituições beneficentes

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado aprovou na última terça-feira (4/7) projeto de lei que permite a doação de créditos de energia de micro e minigeração distribuída a instituições beneficentes. O texto segue para o Plenário. O crédito de energia é gerado quando um micro ou minigerador coloca na rede de distribuição mais energia do que consome no mês. Ele pode ser usado pelo gerador da energia nos meses seguintes para abater consumo a mais de energia. É esse crédito que poderá ser cedido a fim de diminuir o valor da conta de energia de entidades beneficentes. A doação não poderá ser objeto de contrato comercial com qualquer contrapartida por parte do beneficiado. O projeto inova ao permitir que o titular da unidade consumidora doe créditos de energia elétrica para a entidade de sua escolha, sendo vedada qualquer modalidade de comercialização. As doações podem ser feitas por pessoas físicas ou jurídicas, a entidades beneficentes atendidas pela mesma concessionária ou permissionária de distribuição de energia elétrica. A Aneel e as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica deverão adequar regulamentos, normas, procedimentos e processos em até 180 dias da data de publicação da lei que venha a resultar do projeto. (epbr - 04.07.2023)
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Brasil: Setor elétrico pede que energia seja considerada item essencial na reforma tributária

O setor elétrico quer tratamento diferenciado na reforma tributária, que foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados. O principal ponto, que ainda não foi incluído no texto, é a inclusão da energia elétrica na lista de atividades que terão alíquota reduzida dos novos impostos que incidirão sobre consumo de serviços essenciais, como serviços de saúde, combustíveis, educação e transporte. O STF já havia deliberado em 2021 que a energia elétrica não pode ter uma tributação compatível com o bem supérfluo, como cigarro ou bebidas alcoólicas, por exemplo, e definiu que os Estados reduzissem a alíquota dos 27% atuais para 18%, em média. Entretanto, o texto simplifica a estrutura tarifária, unificando vários impostos em apenas três: IBS, IS e a CBS. Se o texto permanecer como está, a Abradee prevê que a conta de luz do brasileiro vai subir, já que o ICMS vai deixar de existir e a energia elétrica não está contemplada como item essencial. “Existe um ambiente preparado para tratar da essencialidade no Senado. Tivemos este compromisso de alguns líderes na Câmara, mas não foi possível fazer essa inclusão. Significa que vamos dar um sinal correto do insumo energia pensando em uma arrecadação mais adequada. É crítico que a PEC é um livro aberto e precisamos preencher estas páginas com os próximos passos com as leis complementares que virão”, diz Ferreira. (Valor Econômico - 07.07.2023)
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BID/Colômbia: Apoio para a promoção de políticas fiscais com foco na sustentabilidade

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) aprovou um empréstimo de US$ 500 milhões para o Programa de Apoio a Políticas Fiscais Sustentáveis e Equitativas na Colômbia, que tem como objetivo impulsionar a equidade e a sustentabilidade fiscal e ambiental de longo prazo. Através desse programa, a Colômbia trabalhará para estabelecer um sistema tributário mais equitativo e eficaz, e avançar em sua estratégia ambiental e de descarbonização. O programa beneficiará o povo colombiano como um todo, tornando mais recursos disponíveis para investimentos sociais e reduzindo a pegada ambiental. Embora a Colômbia tenha utilizado algumas ferramentas de política fiscal para avançar em objetivos ambientais, o país tem a oportunidade de dar à gestão fiscal um papel mais central em sua estratégia de descarbonizar a economia. Este programa promoverá medidas fiscais que desencorajam o uso de combustíveis fósseis e produtos degradantes ao meio ambiente. (IDB - 05.07.2023)
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SEFA do Banco Africano de Desenvolvimento fornece US$ 7,88 mi para programa africano de transição energética justa

O Conselho de Administração do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento aprovou uma doação de US$ 7,88 milhões do Fundo de Energia Sustentável para a África (SEFA) para o Africa Energy Transition Catalyst Program (AETC), que visa aumentar a geração de energia renovável em todo o continente. O AETC consolida o apoio do Banco à aceleração de uma transição energética justa para a África. O programa funciona em nível nacional e regional, facilitando a integração em larga escala da geração de energia renovável, aumentando assim sua participação no mix de energia. A AETC consolida seis projetos de transição energética identificados que serão implementados em duas fases. Dentre os projetos, o programa se propõe a atingir múltiplos objetivos. Isso inclui a realização de um estudo de mercado regional para facilitar a exportação de energia renovável de Botswana e Namíbia como parte da iniciativa 2-5 GW Mega Solar. Além disso, visa avançar no desenvolvimento do interconector de transmissão regional ZiZaBoNa, atualizando os estudos de viabilidade e ESIA, ao mesmo tempo em que fornece suporte consultivo à estruturação do projeto. A iniciativa Mega Solar é o maior programa de energia solar da África Austral e o primeiro deste tipo no continente. Para saber mais sobre o AETC clique aqui. (AFDB - 05.07.2023)
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Eventos

FIEC SUMMIT 2023 - HIDROGÊNIO VERDE

Está aberto um edital de seleção de trabalhos acadêmicos e projetos de pesquisa relacionados ao hidrogênio verde. O certame, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), o SENAI, o SESI e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), aceita trabalhos nas áreas de produção, armazenagem, transporte, distribuição, certificação, utilização e segurança do hidrogênio verde e seus derivados. O objetivo é incentivar o interesse acadêmico e promover a interação entre empresas investidoras no setor e profissionais interessados em pesquisas aplicadas ao hidrogênio verde. Serão aceitos trabalhos acadêmicos e projetos de pesquisa que atendam aos interesses das empresas envolvidas. Os participantes têm a chance de receber prêmios em dinheiro e certificados. O prazo para inscrição é até 31 de agosto de 2023. (FIEC – Julho)
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Reuters Impacto: Onde a liderança global impulsiona a ação climática

A cúpula climática Reuters IMPACT reúne líderes de sustentabilidade em Londres para acelerar a ação climática global por meio do alinhamento entre negócios, finanças e governo, nos dias 6 a 7 de setembro. O evento conta com quatro estágios focados em estratégias de liderança, relatórios de sustentabilidade, investimento em ESG e neutralidade de carbono, e busca promover a colaboração como uma estratégia fundamental para enfrentar a crise climática. A cúpula contará com a participação de líderes climáticos renomados que abordarão questões desafiadoras relacionadas ao clima e buscarão respostas para impulsionar o progresso. (Reuters – Julho)
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