IFE
16/06/2023

IFE Transição Energética 22

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
16/06/2023

IFE nº 22

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 22

Dinâmica Internacional

IATA: Transição energética na aviação custará US$ 5 tri até 2050

A descarbonização da aviação civil internacional até meados do século exigirá investimentos significativos, estimados em US$ 5 trilhões, ou US$ 178,6 bilhões por ano entre 2023 e 2050. Um terço desse financiamento pode ser obtido por meio do redirecionamento dos subsídios aos combustíveis fósseis. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) publicou um roteiro que destaca a necessidade de transformação em toda a indústria, desde tecnologias de aeronaves até novos modelos de abastecimento, como combustível de aviação sustentável, hidrogênio ou baterias. A IATA enfatiza a importância das políticas públicas para viabilizar os investimentos necessários, destacando que é crucial definir prioridades e obter apoio governamental durante os estágios iniciais. Vários países, como Estados Unidos e União Europeia, estão adotando medidas e estabelecendo metas para impulsionar a transição para a aviação sustentável. Companhias aéreas, fabricantes de aeronaves e produtores de biocombustíveis também estão se envolvendo nessa transformação. No entanto, a mobilização de recursos financeiros continua sendo um desafio, e é necessário um esforço coordenado para impulsionar a descarbonização da aviação e alcançar as metas de emissões líquidas zero até 2050. (EPBR – 07.06.2023)
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BNEF: G20 impulsiona políticas climáticas apesar da crise energética

A crise global de energia levou os governos a tomarem medidas sem precedentes para reforço da segurança e acessibilidade energética sem comprometer os esforços que visam conter o aquecimento global e as mudanças climáticas. Esse é um resumo apresentado por um grupo de pesquisa BloombergNEF (BNEF) em um novo relatório, no qual aponta que a maioria dos países do G20 realmente aprimorou seus regimes de política de baixo carbono em 2022. A maioria das decisões governamentais implementadas desde que os preços da energia começaram a disparar no mundo não deve impedir a transição para uma economia verde. Na verdade, a análise da pesquisa aponta que muitos deveriam ter o efeito oposto, promovendo a eficiência energética ou estabelecendo metas para substituir as importações de combustíveis fósseis por renováveis ou energia nuclear. Além disso, a maioria dos países do G20 conta com um novo suporte para tecnologias e sistemas de baixo carbono no ano passado. Como resultado, 17 nações mantiveram ou melhoraram suas pontuações na terceira edição do G20 Zero-Carbon Policy Scoreboard da BNEF, relatório anual que avalia e classifica os regimes de política de descarbonização dos governos. No geral, os países alcançaram uma pontuação média de 54%, até dois pontos na avaliação de 2022. (CanalEnergia - 02.06.2023)
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GWEC: Energia eólica alcança marca de 1 terawatt de capacidade em todo o mundo

A energia eólica alcançou um marco significativo, ultrapassando 1 TW em capacidade global, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). A instituição ressaltou a importância dos projetos pioneiros na Dinamarca, há mais de 45 anos, que estabeleceram as bases para a indústria eólica atual. No Brasil, a capacidade instalada de energia eólica é de 24,13 GW, distribuídos em 869 parques eólicos em 12 estados diferentes, com um total de 9.770 aerogeradores em operação. Esses números destacam o crescimento e a importância dessa fonte de energia renovável no país. (Broadcast Energia - 01.06.2023)
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EEB: Metade da UE não tem medidas obrigatórias de poupança de energia para o próximo inverno

Apesar da crise energética em andamento, apenas metade dos Estados membros da UE têm medidas obrigatórias de economia de energia em vigor para o próximo inverno, com a maioria das medidas permanecendo voluntárias e direcionadas apenas a prédios públicos, revela uma nova análise do European Environmental Bureau (EEB), uma organização sem fins lucrativos sediada em Bruxelas. A pesquisa do EEB revela disparidades significativas entre os países da UE para reduzir a demanda de gás e eletricidade. Apenas 14 dos 27 países da UE adotaram medidas obrigatórias para reduzir o consumo de energia, com Polônia, Lituânia, Chipre e Países Baixos tendo se juntado a esse grupo nos últimos seis meses. Alguns países menos dependentes de gás, como França e Espanha, implementaram medidas rigorosas visando tanto o setor público quanto o privado, além de pequenas empresas e grandes indústrias. Por outro lado, países como Luxemburgo, Áustria, Malta, países nórdicos e países do leste europeu tendem a ter medidas mais fracas de redução de energia. Além disso, Bulgária, Romênia e Letônia não introduziram nenhuma medida nacional para reduzir o consumo de gás e eletricidade em meio à crise energética da UE. Portugal é o único país que relata de forma transparente a implementação e o progresso das economias de energia, estabelecendo um comitê de monitoramento e fornecendo análises de medidas específicas, afirma o EEB. O EEB enfatiza a necessidade de ação mais ousada dos Estados membros da UE e de monitoramento e avaliação públicos do impacto dessas medidas. (Energy Monitor – 31.05.2023)
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Governos continuam a impulsionar o investimento em energia limpa em meio à crise energética global

A quantidade de dinheiro alocada pelos governos para apoiar o investimento em energia limpa desde 2020 aumentou para US$ 1,34 trilhão, de acordo com a atualização mais recente do Rastreador de Gastos Governamentais com Energia da IEA. Cerca de US$ 130 bilhões em novos gastos foram anunciados nos últimos seis meses – um dos períodos mais lentos para novas alocações desde o início da pandemia de Covid-19. Essa desaceleração pode ser de curta duração, no entanto, uma vez que vários pacotes de políticas adicionais estão sendo considerados na Austrália, Brasil, Canadá, União Europeia e Japão. Os gastos do governo já estão desempenhando um papel central no rápido crescimento do investimento em energia limpa e na expansão das cadeias de suprimentos de tecnologia limpa, e devem levar ambos a novos patamares nos próximos anos. Notavelmente, os incentivos diretos para os fabricantes destinados a reforçar a fabricação doméstica de tecnologias de energia limpa agora totalizam cerca de US$ 90 bilhões. (EE Online – 05.06.2023)
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Fontes eólica e solar já respondem por 13% da energia consumida em países do G-20

O ano de 2023 pode marcar uma virada na matriz energética global em direção a uma energia mais limpa. Os crescentes investimentos em energia eólica e solar elevaram a participação combinada destas fontes para 13% na geração de eletricidade consumida pelos países do G-20, comparado a 5% em 2015, ano em que foi assinado o Acordo de Paris. No mesmo período, a fatia do carvão caiu de 43% para 39%. É o que revela a quarta edição anual da Global Electricity Review, um relatório produzido pelo “think tank” de energia Ember. As participações de outras fontes de energia elétrica permaneceram praticamente estáveis, com flutuações de apenas um ou dois pontos percentuais. A Ember inclui a energia nuclear entre as fontes limpas, o que tem sido motivo de polêmica. Mas se somadas, renováveis e nucleares elevam a participação das fontes limpas a 39% da eletricidade global, também recorde. “É o início do fim da era fóssil. Estamos entrando na era da energia limpa”, diz, a analista sênior da Ember, Malgorzata Wiatros-Motyka. (Valor Econômico - 05.06.2023)
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Europa: Energia solar ultrapassa o carvão pela 1ª vez

Em maio, a energia solar gerada por usinas fotovoltaicas na Europa ultrapassou a produção de usinas a carvão, marcando um marco histórico na transição energética. No entanto, esse rápido crescimento também trouxe desafios, como o excedente de energia nos dias ensolarados, resultando em preços negativos da eletricidade. Além disso, a falta de métodos eficientes e sustentáveis de armazenamento de energia e a contribuição contínua da energia nuclear para o excedente são questões a serem enfrentadas. A Holanda é um exemplo desse fenômeno, com uma densidade recorde de painéis solares devido aos subsídios do governo, levando a um excesso de eletricidade. (Inside Evs – 08.06.2023)
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Nacional

GESEL: Desenvolvimento tecnológico direciona o foco do setor nuclear para pequenos reatores, afirma Nivalde de Castro

Caso o Brasil decida seguir com um programa nuclear robusto, especialistas defendem que a expansão poderia também ser via pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês). Professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL), Nivalde de Castro considera fundamental um país como o Brasil ter um programa nuclear, já que o país construiu toda uma cadeia produtiva no setor, que vai desde a mineração, tecnologia própria, enriquecimento e usos múltiplos do urânio. “Neste cenário de desenvolvimento tecnológico que está se colocando para o mundo, todo o foco é para pequenos reatores modulares e não para grandes usinas, porque elas são muito caras, envolve investimento de capital fixo muito grande e são viáveis para países muito ricos”, explica Castro. A Abdan acredita que é possível o Brasil viabilizar até US$ 70 bilhões em usinas até 2050, mas coloca como condição a flexibilização do monopólio do estado na construção e operação. “Acabaria o atraso em obras, superfaturamento, indicação política em cargos, mas mantém o controle da União. Qualquer sistema de investimento vai topar”, diz o presidente da entidade, Celso Cunha. (Valor Econômico - 02.06.2023)
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GESEL publica Observatório de Energia Nuclear N° 3

O GESEL está lançando o relatório Observatório de Energia Nuclear número três. O Observatório de Energia Nuclear é feito com base no Informativo Eletrônico de Energia Nuclear e visa contribuir com a sistematização e a divulgação do conhecimento, identificando o papel da energia nuclear para o mundo de hoje, as estratégias e iniciativas para a sua aplicação que estão sendo adotadas nos setores elétricos nacional e internacional, o papel das empresas nesse processo, a dinâmica internacional que envolve a energia nuclear, como tem se dado o progresso tecnológico e por fim, apresentar os principais estudos que discutem essa tecnologia. (GESEL-IE-UFRJ – 05.06.2023)  
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Brasil foi o 5º maior consumidor de energia no mundo em 2021

O Brasil fechou o ano de 2021, com a sexta maior capacidade de geração instalada no mundo, com 182 GW. Em termos de consumo, o país encerrou aquele ano na quinta posição do ranking com 571 TWh. Os dados foram apresentados no Anuário Estatístico de Energia Elétrica, publicado pela EPE. Em termos de capacidade e consumo lideram a lista a China, Estados Unidos e Índia. O Brasil perde uma posição em termos de capacidade instalada para a Alemanha. De acordo com a EPE, essa comparação com outros países é feita com base nos números de 2021 por conta da dificuldade de obtenção das informações. Já sobre o ano de 2022, base do anuário, a EPE aponta que a capacidade instalada de geração no país aumentou 4,1%, alcançando pouco mais de 189 GW. A maior contribuição veio da geração hidráulica, que responde por 54,6% da capacidade, contudo, uma alta de apenas 0,2% ante o ano de 2021. Contudo, a maior expansão proporcional ocorreu na geração solar, que fechou o ano de 2022 com um aumento na potência instalada de 59,5% em relação ao ano anterior, o que corresponde a uma expansão de 2,8 GW. (CanalEnergia – 05.06.2023)
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Aneel/Sandoval: Setor elétrico vai receber R$ 500 bi em investimentos até o fim desta década

Até o fim desta década, o setor elétrico vai receber R$ 500 bilhões em investimentos, após soma de R$ 1 trilhão que já foi destinada ao segmento desde a criação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 25 anos, informou o diretor geral da agência, Sandoval Feitosa. Segundo ele, a motivação para esses investimentos passam por vários fatores, entre eles a confiança progressiva nas regulações do setor de energia, além do fato de o Brasil ser um País continental e requerer investimentos em grande escala. Segundo ele, apenas os leilões de linhas de transmissão este ano devem somar investimentos de R$ 60 bilhões. "99,8% da população brasileira tem energia elétrica, e isso só foi possível pelo capital privado", destacou Feitosa. Ele ressaltou que no setor elétrico "não há espaço para aventuras políticas", e que as decisões tomadas pela Aneel visam o longo prazo. "Não apenas quatro anos", disse, referindo-se ao mandato presidencial. (Broadcast Energia - 02.06.2023)
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MME/Silveira: Novo programa de descarbonização da Amazônia será lançado em julho

O novo programa de descarbonização da Amazônia Legal será lançado em julho deste ano e receberá investimento de R$ 5 bilhões, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante participação em evento da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). Segundo ele, o desenvolvimento do País só será possível a partir da adoção de fontes renováveis pelos municípios. Ele disse também que os gestores públicos devem buscar investimentos para impulsionar a transição energética e promover o desenvolvimento sustentável. “A transição energética não só traz benefícios ambientais, mas também econômicos. Devemos aproveitar as oportunidades de crescimento e emprego que surgem dessa transformação”, salientou. O programa será conduzido pela Secretaria de Planejamento e Transição Energética e será direcionado a atender a Amazônia Legal, uma região composta por 211 localidades que ainda não são atendidas pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Hoje o abastecimento dessa região é feito por termelétricas a óleo combustível. (Broadcast Energia - 01.06.2023) 
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BNDES/Costa: País demandará investimento de R$ 1,5 tri para energia e H2V nos próximos 10 anos

A diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudanças Climáticas do BNDES, Luciana Costa, afirmou que o Brasil precisará investir R$ 520 bilhões em geração de energia nos próximos dez anos e mais R$ 1 trilhão para desenvolver a cadeia de hidrogênio verde. Esses valores representam metade dos investimentos necessários para o setor de infraestrutura, que deve chegar a até R$ 3,5 trilhões no período. Costa ressaltou a importância do papel do BNDES como um grande banco de fomento para viabilizar esses investimentos, enfatizando que a entrada do banco no mercado impulsionará outras fontes de financiamento. Ela também destacou a necessidade de expandir a capacidade de geração de energia limpa para aproveitar o potencial das usinas de hidrogênio e ressaltou que o hidrogênio verde será fundamental para a transição em setores como transporte de longa distância, navegação, cimento e siderurgia. O Brasil possui vantagens competitivas nessa área, com potencial para desenvolver uma molécula de hidrogênio mais barata que o hidrogênio azul. (Broadcast Energia - 05.06.2023)
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Governo cria conselho nacional para COP-30

O presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, assinou um decreto para a criação de um conselho nacional para a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), que será realizada em Belém, no Pará, em 2025. O grupo será composto por titulares da Casa Civil da Presidência da República, Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ministério do Planejamento e Orçamento e Ministério das Relações Exteriores. O conselho será responsável por acompanhar as etapas de indicação e de confirmação da cidade sede junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e promover a interlocução com os órgãos e as entidades federais, estaduais, distritais e municipais. Além de aprovar o plano de atividades para a realização da COP30 e deliberar sobre os procedimentos necessários para a preparação da infraestrutura e da logística da COP-30. (CanalEnergia - 06.06.2023) 
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Governo cria comitê técnico da indústria de baixo carbono

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criou o comitê técnico da indústria de baixo carbono que tem como caráter consultivo e destina-se a promover a articulação dos órgãos e das entidades, públicas e privadas, para implementar, monitorar e revisar políticas públicas, iniciativas e projetos que estimulem a transição para a economia de baixo carbono no setor industrial do país. O comitê será composto por representantes de diversos órgãos e entidades, entre eles um do Ministério de Minas e Energia. Cada membro do comitê terá um suplente, que o substituirá em suas ausências e impedimentos. E cada representante e suplente será indicado pelos titulares dos órgãos e das entidades que representam, no prazo de sessenta dias, contados a partir de hoje, 06 de junho. Vale destacar que o comitê técnico se reunirá, em caráter ordinário, quadrimestralmente, e em caráter extraordinário, sempre que convocado por seu coordenador ou por solicitação de qualquer um de seus membros. (CanalEnergia - 06.06.2023) 
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Petrobras: Redução das emissões de carbono em 40% desde 2015

A Petrobras reduziu as emissões absolutas de CO2 em 40% desde 2015, afirmou a gerente-executiva de mudança climática e descarbonização da companhia, Viviana Coelho. Segundo ela, para cada barril de petróleo extraído hoje, as emissões de gases de efeito estufa correspondem à metade das verificadas em 2009. Coelho, que participou do segundo dia do Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, afirmou que a aprovação dos novos elementos estratégicos traz a descarbonização “na raiz” dos negócios da petroleira. “Quando se fala em transição energética, ela é simultânea na oferta e na demanda”, disse ela. Coelho salientou que a Petrobras planeja gerar energia elétrica com cada vez menos emissões de carbono. “O futuro plano energético [da companhia] prevê mais investimentos em renováveis e energéticos de baixo carbono”, destacou Coelho. (Valor Econômico - 02.06.2023)
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Eletrobras: Elaboração de política de carbono zero

A Eletrobras pretende anunciar em julho a política para carbono zero, afirmou recentemente o presidente da companhia, Wilson Ferreira Jr. Segundo ele, a empresa está com térmicas que estão no fim da concessão e serão descomissionadas após o encerramento dos contratos. A maioria dessas térmicas, afirmou, foi construída na época do racionamento de energia. A orientação dos acionistas da Eletrobras é para ir “além das energias renováveis”, disse. “O tema ESG diferencia a empresa, para o bem e para o mal”, observou Ferreira, em participação no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia. Ferreira destacou que a privatização da companhia, que completa um ano neste mês, cria uma perspectiva de investimentos que não existia, e que os investimentos da empresa podem ser, neste ano, quatro vezes maiores do que no ano anterior. (Valor Econômico - 02.06.2023) 
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Potencial para avançar em renováveis está nos municípios, diz Silveira

Durante um encontro com prefeitos na Paraíba, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que o verdadeiro potencial para avançar na geração de energia limpa está nos municípios. Ele destacou os recursos renováveis de alta qualidade do Brasil, como etanol, energia solar e eólica, que são competitivos e impulsionam a oferta de energia limpa. O ministro enfatizou a importância dos gestores públicos em buscar investimentos para impulsionar a transição energética e promover o desenvolvimento sustentável, ressaltando os benefícios ambientais e econômicos. Além disso, o ministro mencionou a interação do governo federal com as prefeituras e a necessidade de linhas de transmissão para escoar os projetos de energia renovável, destacando o próximo leilão de transmissão com investimentos de R$15 bilhões e a meta de licitar R$56 bilhões em novas instalações até o meio do ano seguinte. (CanalEnergia – 01.07.2023) 
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

IEA: Dobrar a eficiência energética até 2030 para garantir zero líquido

De acordo com um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), o mundo precisa dobrar seu progresso em eficiência energética entre agora e 2030 para alcançar as emissões líquidas zero até 2050 e ter uma boa chance de limitar o aquecimento global a 1,5°C. A análise coincide com a 8ª Conferência Global Anual sobre Eficiência Energética da IEA, que reúne representantes de mais de 80 países para discutir como acelerar melhorias na eficiência energética. Aumentar o progresso anual em eficiência energética de 2,2% para mais de 4% até 2030 reduziria a demanda global de energia em 190 exajoules e as emissões de CO₂ pela combustão de combustíveis em quase 11 gigatoneladas até 2030, representando quase um terço do consumo e emissões globais atuais. Além disso, isso poderia criar 12 milhões de empregos, expandir o acesso à energia para 800 milhões de pessoas, reduzir as contas de energia, diminuir a poluição do ar e aliviar a dependência dos países em relação às importações de combustíveis fósseis. A IEA prevê que os investimentos em eficiência energética atinjam níveis recordes de mais de US$ 600 bilhões em 2023, mas para dobrar o progresso anual, os investimentos no setor devem triplicar para US$ 1,8 trilhão até 2030. A implementação de políticas de eficiência energética tem sido impulsionada por diversos planos e iniciativas em diferentes países, mas mais esforços são necessários para alcançar as metas climáticas estabelecidas. (Energy Monitor – 07.06.2023)
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IEA: 45 países endossam meta de dobrar ações de eficiência energética até 2030

Quarenta e cinco países de diferentes regiões do mundo, incluindo África, Américas, Ásia e Europa, endossaram a meta de dobrar a taxa global de melhorias na eficiência energética até o final da década, de acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Isso significa aumentar o progresso anual da eficiência energética de 2,2% para mais de 4% até 2030, trazendo benefícios como criação de empregos, acesso expandido à energia, redução das contas de energia, diminuição da poluição do ar e redução da dependência de combustíveis fósseis. A declaração foi feita durante a Conferência Global sobre Eficiência Energética, que reuniu ministros e CEOs de mais de 90 países. A IEA destaca a importância da eficiência energética para fortalecer a segurança energética e alcançar metas de aquecimento global. O relatório da IEA mostra os benefícios que as melhorias na eficiência podem trazer e destaca a criação de milhões de empregos. (IEA – 09.06.2023)
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ICCT: Tesla e chinesa BYD são as únicas líderes na transição para VEs

Um novo estudo classifica as montadoras com base em seus esforços de carros elétricos até o momento. Isso significa que ele analisa seu progresso atual na transição de carros a gasolina para carros elétricos e determina se a empresa é líder, está em transição ou está atrasada. Todas as montadoras japonesas tiveram um desempenho sofrível, e somente Tesla e BYD são consideradas "líderes". O relatório foi elaborado pelo Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) e denominado The Global Automaker Rating 2022. Com base nos dados reunidos para o estudo, a Tesla e a BYD são as únicas "líderes" entre as 20 principais montadoras de veículos leves do mundo. Enquanto isso, 12 empresas são classificadas como "em transição", com a BMW e a Volkswagen liderando o grupo. Por fim, os seis "retardatários" são compostos por cinco marcas japonesas e uma montadora indiana. Para chegar ao ranking e à classificação de cada montadora, o ICCT analisou a participação de mercado de cada uma, sua tecnologia e sua visão estratégica. (Inside EVs - 03.06.2023) 
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Brasil: Subsídios do governo federal a automóveis vão na contramão dos EUA e Europa

Apesar de ter sido eleito com a promessa de que a agenda verde teria uma posição transversal nas avenidas de crescimento do Brasil, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem apelado a soluções antigas para dar combustível ao PIB doméstico. O programa para estímulo à venda de automóveis, anunciado na segunda-feira, 5, é um exemplo disso, e vai na contramão do que se busca hoje na Europa e nos Estados Unidos, que têm colocado caminhões de dinheiro na pauta sustentável e que contribua para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, principais causadores das mudanças climáticas. Além de destinar bilhões de dólares para turbinar a indústria de baixo carbono por meio da lei ‘Inflation Reduction Act’, o governo de Joe Biden quer dificultar a produção de veículos a gasolina nos EUA. Dentre os objetivos traçados pelos EUA, a expectativa é de que até 2032 dois terços dos automóveis vendidos no país rodem tendo a energia elétrica como combustível. Para vans, a meta é de que a ‘cota limpa’ represente quase metade das vendas até lá. Somadas, as novas regras, que devem ser concluídas até o fim deste ano, devem evitar quase 10 bilhões de toneladas de emissões de CO2, mais do que os EUA emitiram em 2022, segundo a EPA. Antes dos EUA, a Europa saiu na frente e determinou o fim dos carros movidos a combustíveis fósseis na próxima década. Em fevereiro, o Parlamento Europeu aprovou o acordo estabelecido no passado e que estabeleceu a meta de derrubar os gases de efeito estufa para cerca de metade até 2030 e bater os 100% até 2035. No front econômico e político brasileiro, o incentivo aos carros populares desperta críticas. De acordo com o diretor de Pesquisa Macroeconômica para América Latina do Goldman Sachs, Alberto Ramos, o tema é complexo, mas é necessário avançar na agenda de uma transição energética. “Subsidiar automóvel e gasolina não parece uma agenda verde, né?”, diz ele. (O Estadão – 05.06.2023)    
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CEA: EUA ultrapassam a Europa como produtor de baterias pela 1ª vez na história

A Lei de Redução da Inflação (Inflation Reduction Act) está se revelando um verdadeiro sucesso para o segmento de veículos elétricos dos Estados Unidos. O estudo da Clean Energy Associates (CEA) mostra que a América do Norte se tornou a região que mais cresce no mundo em termos de investimentos em baterias. Em maio de 2023, os Estados Unidos superaram pela primeira vez na história a capacidade de produção de baterias para veículos elétricos da Europa. Enquanto a Europa está se movendo em um ritmo mais lento em relação ao carro elétrico e às gigafábricas, deste lado do Atlântico os norte-americanos estão correndo em direção ao futuro de emissão zero. Entrando nos detalhes do estudo da CEA, a consultoria prevê um aumento de 186% no investimento em baterias de carros elétricos até 2025, em comparação com os números de 2022. O líder mundial continuará sendo a China, embora sua participação global caia ligeiramente nos próximos anos, em contraste com a América do Norte. (Inside EVs - 06.06.2023) 
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo GESEL/AHK: "Agenda ESG e os investimentos na cadeia de valor do hidrogênio verde"

Foi publicado novo artigo GESEL no Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O texto, assinado por Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Leonardo Gonçalves (Pesquisador do GESEL) é intitulado “Agenda ESG e os investimentos na cadeia de valor do hidrogênio verde”. Segundo os autores, “a agenda ESG no ambiente corporativo, em conjunto com o desenvolvimento do mercado de precificação do carbono, incentivos aos investimentos verdes e a ampliação de soluções para a utilização do H2V, confere oportunidades promissoras para as empresas sediadas no Brasil”. (GESEL-IE-UFRJ – 05.06.2023)   
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Hubs de gás natural e H2V são oportunidades para a Petrobras no Pecém

A Petrobras identificou oportunidades no Porto do Pecém, no Ceará, relacionadas aos hubs de gás natural e hidrogênio verde. A empresa está explorando a possibilidade de investir nesses projetos, que visam impulsionar a transição energética e a utilização de fontes mais limpas. Os hubs de gás natural e H2V (hidrogênio verde) têm o potencial de atrair investimentos e gerar empregos na região, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável. A Petrobras está buscando se posicionar nesse mercado em crescimento e aproveitar as vantagens oferecidas pela localização estratégica do Porto do Pecém. (OP – 12.06.2023)
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IEA: Omã pode ser o maior exportador de hidrogênio do Oriente Médio nesta década

Omã está prestes a se tornar um dos principais exportadores globais de hidrogênio até 2030, com potencial para produzir hidrogênio renovável a um custo tão baixo quanto $1,6/kg, de acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O relatório afirma que Oman está no caminho para se tornar o maior exportador de hidrogênio no Oriente Médio e o sexto maior do mundo. O país tem como objetivo produzir um milhão de toneladas de hidrogênio renovável até 2030, aumentando para 3,75 milhões de toneladas até 2040 e 8,5 milhões de toneladas até 2050. A localização estratégica de Oman, seus abundantes recursos solares e eólicos, e o acesso a mercados-chave como Europa e Japão o posicionam bem para produzir quantidades significativas de hidrogênio renovável. A IEA prevê uma redução de 70% nos custos de capital para eletrolisadores até 2030, permitindo que Oman produza hidrogênio renovável a um preço competitivo. As exportações de hidrogênio do país devem ser feitas inicialmente na forma de amônia. No entanto, será necessária uma expansão significativa da infraestrutura de amônia para suportar os volumes de exportação projetados. A ampliação da produção de hidrogênio renovável em Oman exigirá investimentos substanciais, estimados em cerca de $33 bilhões até 2030. Apesar de ser conhecido por sua indústria de petróleo e gás, Oman busca aproveitar seus abundantes recursos de energia renovável para descarbonizar sua geração de energia, indústrias locais e produção de hidrogênio para exportação. O país tem buscado ativamente suas ambições de hidrogênio por meio de acordos e iniciativas com parceiros internacionais. (H2 View – 12.06.2023)
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Hidrogênio verde é aposta para descarbonização

Uma nova commodity e peça chave para a descarbonização da economia. Os termos usados para qualificar o chamado Hidrogênio Verde (H2V) revelam a grande expectativa que se criou nos últimos anos com a versão “limpa” desse elemento químico. “Existe um compromisso de descarbonização da economia que será favorecido pela eletrificação dos automóveis e instalações a partir da geração eólica e solar”, afirmou o economista Amaro Pereira, coordenador do Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ. Um estudo do BCG afirma que o H2V está sendo visto por investidores institucionais como “oportunidade de investimento lucrativo” por seu “papel fundamental” na descarbonização daquelas indústrias cujas emissões são difíceis de reduzir. O estudo do BCG projeta que, para atingir as metas mundiais de descarbonização definidas no Acordo de Paris, os investimentos globais em produção e transporte de H2V devem atingir US$ 12 trilhões entre 2025 e 2050. Este seria o valor necessário para atender a demanda estimada, que deve subir dos atuais 94 milhões de toneladas para algo entre 350 milhões e 530 milhões de toneladas em 2050. O futuro é promissor e o Brasil está bem-posicionado por sua capacidade de geração de energias renováveis que poderão impulsionar a produção de H2V. O estudo do BCG afirma que o país tem potencial para produzir 15 milhões de toneladas de H2V, assumindo assim o protagonismo no mercado, tanto para atender a transição energética da indústria e transporte locais, como para exportação. (Valor Econômico - 05.06.2023)
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UE: Rotas de importação de hidrogênio renovável

A União Europeia (UE) definiu uma meta ambiciosa de importar 10 Mt de hidrogênio renovável por ano até 2030, impulsionando o comércio internacional desse recurso. Mais de cinquenta países já anunciaram estratégias relacionadas ao hidrogênio, com capacidade total prevista de 45 MT até 2030. No entanto, apenas 2 MT dessa capacidade estão atualmente em fase de decisão final de investimento ou em estágio mais avançado. A UE identificou quatorze países como promissores para futuras importações de hidrogênio, com seis deles sendo potenciais fornecedores iniciais de hidrogênio na forma de amônia. A discussão sobre importação e exportação de hidrogênio requer foco em infraestrutura, cooperação tecnológica, padronização, investimentos, desenvolvimento de mercado e coordenação entre os países (OIES - 23.05.2023).  
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Tecnologia deve impulsionar adoção de hidrogênio verde

A transição para fontes de energia renovável está sendo impulsionada pelos avanços tecnológicos, e a computação em nuvem desempenha um papel fundamental nesse processo. O hidrogênio verde é apontado como uma fonte promissora de energia limpa, capaz de transformar a matriz energética global. A aceleração da transformação digital, aliada às preocupações ambientais e às metas de sustentabilidade corporativa, tem impulsionado a adoção de soluções de energia renovável. A computação em nuvem facilita a eficiência, a sustentabilidade e a adoção do hidrogênio verde, permitindo o monitoramento e o aprimoramento contínuos da eficiência energética. O hidrogênio verde pode ser utilizado como combustível para veículos, matéria-prima na indústria e na geração de energia, reduzindo a pegada de carbono. A dataRain, como parceira da AWS, está focada em tecnologias de computação em nuvem e contribui para a inovação e a transformação digital em vários setores. (ABC do ABC – 08.06.2023)
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Deloitte: Previsão do mercado global de hidrogênio dobrará para US$ 1,4 trilhão até 2050

O mercado global de hidrogênio poderá mais do que dobrar, alcançando US$ 1,4 trilhão por ano até 2050, de acordo com uma nova pesquisa da Deloitte. O relatório "Green Hydrogen: Energizing the path to Net Zero" prevê que o hidrogênio verde representará 85% desse mercado até essa data, com demanda por hidrogênio limpo na indústria do ferro, aço e outros setores alcançando mais de 250 MtH2eq, ou 42% da demanda total. Com a mudança climática se tornando uma prioridade global, a demanda por hidrogênio limpo provavelmente aumentará significativamente em todo o mundo. Em 2050, quando o mercado internacional de hidrogênio atingir a maturidade, o comércio global entre grandes regiões poderá gerar mais de US$ 280 bilhões em receitas anuais de exportação, sendo que a África do Norte (US$ 110 bilhões por ano), América do Norte (US$ 63 bilhões), Austrália (US$ 39 bilhões) e Oriente Médio (US$ 20 bilhões) estão entre os maiores mercados. Para alcançar a neutralidade de carbono até 2050, a capacidade do mercado de hidrogênio limpo pode crescer para 170 milhões de toneladas (MtH2eq) em 2030 e para 600 MtH2eq em 2050. No entanto, tudo isso tem um alto custo. A completa descarbonização do setor de transporte provavelmente exigirá 215 MtH2eq de hidrogênio limpo até 2050, o que representa 36% da demanda total de hidrogênio limpo, e o hidrogênio também pode desempenhar um papel importante no sistema de energia para armazenamento de energia e serviços de flexibilidade, exigindo mais 125 MtH2eq até 2050 (cerca de um quinto da demanda total). (H2 View – 09.06.2023)
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

GESEL publica Observatório de Tecnologias Exponenciais Nº 9

O GESEL está lançando o relatório Observatório de Tecnologias Exponenciais número nove. O Observatório de Tecnologias Exponenciais visa contribuir com a sistematização e divulgação do conhecimento, identificando o papel das tecnologias exponenciais no processo de transição energética, bem como as estratégias e iniciativas para sua aplicação que estão sendo adotadas nos setores elétricos nacional e internacional. Por fim, pretende-se apresentar novos modelos de negócio e mudanças comportamentais do consumidor. Com base no Informativo Eletrônico Tecnologias Exponenciais, o Observatório identifica desafios e perspectivas para o setor elétrico na trajetória para a economia de baixo carbono. (GESEL-IE-UFRJ – 12.06.2023)
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IEA: Importância da digitalização para a transição para energia limpa em mercados em desenvolvimento

Um novo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) destaca o papel crucial das tecnologias digitais no aprimoramento das redes elétricas e na facilitação da integração de fontes de energia limpa. O relatório enfatiza que investir em digitalização é essencial para uma transição energética bem-sucedida, especialmente em economias emergentes e em desenvolvimento. Ao estender a vida útil das redes, as tecnologias digitais podem economizar até 1,8 trilhão de dólares em investimentos globais em redes até 2050, ao mesmo tempo em que apoiam a integração de energia renovável e minimizam interrupções no fornecimento. A falta de atualização e digitalização da infraestrutura das redes pode custar quase 1,3 trilhão de dólares para países emergentes e em desenvolvimento, resultando em redução da produtividade e aumento dos custos, o que ameaça as metas de emissão líquida zero. O relatório destaca a necessidade de investimento ampliado em redes para alcançar emissões líquidas zero e ressalta as oportunidades apresentadas pela digitalização para superar os desafios das redes elétricas. (IEA - 06.06.2023)
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Reino Unido: Governo planeja reduzir imposto sobre sistemas de armazenamento residenciais

O governo do Reino Unido está planejando remover o imposto sobre valor agregado (IVA) para sistemas de armazenamento de baterias residenciais quando instaladas em conjunto com painéis solares de geração distribuída. Essa medida visa incentivar a adoção de sistemas de armazenamento de energia em residências. A remoção do IVA significa que o armazenamento de bateria fornecido como parte da instalação de um sistema qualificado será isento de impostos nos próximos cinco anos. O governo britânico já reduziu o IVA para painéis solares e bombas de calor em março como parte de seus esforços para apoiar a difusão da energia fotovoltaica residencial. A data exata em que essa nova medida entrará em vigor ainda não foi informada. (PV Magazine - 31.05.2023) 
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Primeira certificação para mineração sustentável de Bitcoin

Energy Web, uma organização independente sem fins lucrativos dedicada ao desenvolvimento de software de código aberto para soluções de energia limpa, lançou um sistema padronizado de medição de energia para mineração sustentável de Bitcoin. Chamada de Green Proofs for Bitcoin (GP4BTC), a iniciativa emitirá certificações para mineradores de Bitcoin com base no uso de energia limpa e na contribuição para a estabilidade da rede elétrica por meio da resposta à demanda. O objetivo é incentivar e recompensar a mineração sustentável de Bitcoin, fornecendo benefícios financeiros e institucionais para mineradores certificados que investem em sustentabilidade. O GP4BTC avalia os mineradores com base em uma pontuação de Energia Limpa e uma pontuação de Impacto na Rede, considerando dados operacionais, como localização e consumo de energia, para avaliar o uso de eletricidade renovável e a flexibilidade da demanda. A iniciativa conta com a participação de mais de 35 mineradores, organizações não governamentais, operadoras de rede e outros participantes dos setores de energia e criptomoeda. Cinco mineradores sustentáveis de Bitcoin foram lançados com certificação GP4BTC: Argo Blockchain, Cowa, DMG Blockchain Solutions, Hive Blockchain Technologies e Gryphon Digital Mining. (Energy Monitor – 01.06.2023)
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União Europeia: Geração distribuída revoluciona setor energético europeu

Os sistemas de distribuição europeus estão passando por uma transformação significativa, migrando de usinas de energia centralizadas para um modelo de geração mais distribuída, impulsionado pelas smart grids. Essa mudança no sistema elétrico está prestes a revolucionar a forma como a energia é gerada em toda a Europa. No entanto, para aproveitar plenamente o potencial da geração distribuída, é necessário renovar a estrutura regulatória existente. A geração distribuída de energia oferece diversas vantagens, como maior eficiência, confiabilidade e sustentabilidade ambiental em comparação com os sistemas tradicionais de energia. A União Europeia, reconhecendo esse potencial, passou de uma postura ambivalente em relação à participação dos cidadãos na transformação energética para um apoio ativo e promoção da geração distribuída. Em 2023, a UE lançou o Plano Industrial Green Deal, um plano inovador que sinaliza o compromisso de expandir a fabricação de tecnologias limpas e se preparar para uma transição abrangente para energia limpa. (Innovation Onorigins - 29.05.2023) 
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Concessionárias lideram mercado de microrredes para equilibrar sustentabilidade e resiliência

O mercado de microrredes nos EUA está crescendo rapidamente, com uma previsão de crescimento anual de 19% até 2027. Concessionárias e empresas de energia tradicionais estão adotando as microrredes e o armazenamento de energia como uma solução para um futuro mais sustentável e resiliente. A obtenção de microrredes por parte das concessionárias e municípios está prevista para quase triplicar nos próximos dois anos. As microrredes baseadas em REDs são personalizáveis e podem enfrentar as complexidades técnicas do planejamento de rede. Essas soluções também podem promover a justiça energética, fornecendo energia limpa para comunidades desfavorecidas. A garantia de energia se torna crítica diante dos desastres climáticos, e as microrredes oferecem resiliência e segurança. As concessionárias têm a oportunidade de liderar a transição para um novo modelo energético, equilibrando descarbonização, resiliência, custos e metas de participação acionária. Existem soluções tecnológicas disponíveis para enfrentar os desafios em constante (T&DWorld - 02.06.2023) 
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CISA: Atualização de guia contra-ataques de ransomware

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) dos Estados Unidos lançou uma versão atualizada do guia #StopRansomware em parceria com o FBI, a Agência de Segurança Nacional e o Centro de Compartilhamento e Análise de Informações Multiestatais. O guia oferece recomendações para prevenir invasões de ransomware e proteger os dados por meio de backups na nuvem. Esta é a primeira atualização desde 2020 e reflete as lições aprendidas nos últimos anos. O FBI e a NSA são coautores do guia pela primeira vez. O objetivo é reduzir a prevalência e o impacto dos ataques de ransomware, que evoluíram com a entrada de atores não técnicos no cenário. O guia inclui práticas recomendadas, como manter backups offline e criptografados, desenvolver um plano de resposta a incidentes cibernéticos e implementar medidas de segurança. (CyberSecurityDive - 24.05.2023) 
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Impactos Socioeconômicos

Brasil: Governo quer melhorar percentuais da tarifa social

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse em visita a sede do Instituto Nacional do Semi-Árido (Insa), em Campina Grande (PB), que a pasta está trabalhando em projetos que priorizem a tarifa social para resolver a distorção criada nos últimos anos quanto aos subsídios concedidos ao setor elétrico, pensando nos consumidores regulados pelas distribuidoras e que não tiveram condições e a oportunidade de migrar ao mercado livre, e que pagam atualmente uma das contas de luz mais caras do país. Na ocasião Silveira reforçou ser esse um pedido do presidente Lula, assim como a determinação e foco nas condições necessárias que viabilizem investimentos nacionais e internacionais para gerar emprego e renda ao povo nordestino, citando que o encontro de hoje é para debater as contribuições do Insa e que os ministérios podem dar visando acelerar esse processo, que segundo ele passa pela academia, estudos, marco regulatório e as linhas de transmissão anunciadas nos leilões deste ano. (CanalEnergia - 02.06.2023)
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Projeto de lei criará mercado regulado de carbono no país

O governo prepara projeto de lei que criará mercado regulado de carbono. O foco são fontes que emitam anualmente mais de 25 mil toneladas de CO2 equivalente na atmosfera. Esse corte vai atingir as grandes indústrias de setores mais poluentes como siderurgia, cimento, indústria química, fabricantes de alumínio. Os pequenos, com patamar de emissão muito menor, não serão afetados. A estratégia pressupõe que, regulando um número pequeno de empreendimentos, seja possível cobrir a maioria das emissões do setor industrial brasileiro. Uma estimativa mostra que há cerca de 4,3 mil unidades produtivas (0,1% do total) com emissões acima de 25 mil toneladas de CO2 e anuais, que responde por mais da metade das emissões da indústria. No cimento, esse grupo de grandes poluentes representa mais de 90% das emissões setoriais. O comércio de cotas (ou licenças de emissão) poderá ser iniciado de forma gratuita, como na União Europeia, para que as empresas comecem a se acostumar ao mercado. Só depois de um tempo, as alocações das cotas seriam leiloadas. (Valor Econômico - 06.06.2023)
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Nature Sustainability: Países mais poluentes deveriam pagar US$ 170 tri para deter mudanças climáticas

Países industrializados ricos, responsáveis por níveis excessivos de emissões de gases do efeito estufa (GEE), poderiam ser obrigados a pagar US$ 170 trilhões em reparações climáticas até 2050. O valor se destinaria a garantir que as metas de redução do colapso climático sejam cumpridas, segundo os cálculos do estudo “Compensation for atmospheric appropriation”, publicado na revista Nature Sustainability. A compensação proposta, que equivale a quase US$ 6 trilhões por ano, seria paga aos países em desenvolvimento historicamente pouco poluidores, e que precisam fazer a transição para deixar os combustíveis fósseis, apesar de ainda não terem usado sua "parte justa" do orçamento global de carbono. "É uma questão de justiça climática que, se estamos pedindo às nações que descarbonizem rapidamente suas economias, embora elas não tenham nenhuma responsabilidade pelo excesso de emissões que está desestabilizando o clima, então elas devem ser compensadas por esse fardo injusto", disse Andrew Fanning, principal autor do estudo e pesquisador visitante do Instituto de Pesquisa em Sustentabilidade da Universidade de Leeds. (Valor Econômico - 06.06.2023)
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Brasil: Papel dos bancos para a transição energética

Um projeto da sociedade civil apresenta critérios socioambientais para orientar investimentos mais responsáveis no setor elétrico. Embora o Brasil tenha uma grande capacidade instalada de geração de energia elétrica, a universalização do acesso ao serviço ainda não é uma realidade, e os altos preços pagos pelos consumidores contribuem para a conta de energia elétrica ser uma das mais caras do mundo. O setor de geração de energia também pode causar impactos negativos no meio ambiente e nas comunidades locais, mesmo quando utiliza fontes renováveis. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), principal fomentador do setor no país, ainda não aplica critérios socioambientais importantes em suas análises de risco e tomadas de decisões. O projeto visa orientar as instituições financeiras para investimentos e financiamentos responsáveis, considerando critérios como energia renovável, restrições a fontes controversas e exigências para apoiar projetos nesse setor. Uma política de investimentos responsável pode trazer benefícios para a sociedade, como mitigação da crise climática, geração de empregos e redução na conta de eletricidade. (Nexo – 09.06.2023)
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Brasil: Conta de luz ficará mais barata com mercado livre de energia elétrica

A abertura completa do mercado livre de energia elétrica no Brasil tem o potencial de reduzir a conta de energia dos brasileiros de baixa renda. Atualmente, esses consumidores recebem descontos por meio de benefícios governamentais, mas se tiverem a opção de escolher seu fornecedor de energia, poderiam obter descontos adicionais de 7,5% a 10%. Estima-se que mais de 5 milhões de consumidores poderiam se beneficiar desses descontos. A abertura do mercado beneficiaria 62% dos cenários identificados, o que representaria uma redução de aproximadamente R$ 1,4 bilhão no subsídio concedido ao grupo de baixa renda. Embora o acesso ao mercado livre de energia seja restrito atualmente, o governo tem dado passos importantes para permitir que todos os consumidores, inclusive residenciais, possam contratar energia diretamente de um fornecedor. A abertura do mercado é vista como uma forma de aumentar a competitividade e promover a transição energética no país. A energia solar compartilhada permite que vários consumidores dividam os custos e benefícios da geração de energia solar, proporcionando acesso à energia limpa mesmo sem a instalação de painéis solares no local de consumo. Essas iniciativas visam atender melhor os consumidores, reduzir custos e promover uma transição energética mais sustentável. (EM – 11.06.2023)
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África do Sul: Blecautes colocam em xeque plano para transição energética

A África do Sul enfrenta uma crise energética com apagões diários de até 10 horas, levando o país a considerar a geração de energia a partir de óleo combustível pesado, o que aumentaria as emissões de gases de efeito estufa. O governo busca acordos de compra de energia com empresas privadas e espera adicionar mais de 4.000 MW à rede até 2024. Restrições à estatal de energia Eskom dificultam acordos para transição energética, mas especialistas apontam a expansão da energia solar e do armazenamento de energia em baterias como solução para os blecautes. A combinação dessas tecnologias pode ser acessível e eficaz para atender aos picos de demanda de energia do país. (Clima Info – 07.06.2023)
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Eventos

Coppe/UFRJ: Soluções Tecnológicas de Baixo Carbono: competências e visão de futuro

A Coppe/UFRJ lançou no dia 15 de junho, o Centro Virtual de Soluções Tecnológicas de Baixo Carbono durante o debate "Soluções Tecnológicas de Baixo Carbono: competências e visão de futuro", com a presença de executivos de empresas de energia. O debate fez parte da série “Agenda Coppe e Sociedade”, que integra as comemorações dos 60 anos de atividades da instituição, ressaltando o papel da Coppe no ensino, na pesquisa e na inovação em Engenharia, em sintonia com as demandas da sociedade. O debate “Soluções Tecnológicas de Baixo Carbono” teve transmissão ao vivo pelo canal da Coppe no YouTube.
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Brasil vai sediar fórum de energia solar em 2024

O Brasil sediará no próximo ano o China-Brazil Solar PV Industry Exchange Fórum, um evento que busca promover a troca de conhecimentos e fortalecer os laços comerciais entre os setores fotovoltaicos do Brasil e da China. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) anunciou a iniciativa, após assinar um memorando de entendimento com entidades governamentais chinesas e associações do setor solar fotovoltaico da China. O fórum tem como objetivo consolidar parcerias e impulsionar o desenvolvimento da energia solar no Brasil. (UOL – 12.06.2023)
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Mobilidade elétrica e transição energética: temas em alta serão debatidos na FIEE 2023

A 30ª edição da FIEE, que ocorrerá de 18 a 21 de julho em São Paulo, terá como destaques o Fórum AbineeTEC 2023 e quatro arenas de conhecimento com especialistas nacionais e internacionais debatendo temas atuais e apresentando cases e experiências relacionadas a inovações e tendências. Entre os assuntos discutidos na arena de sustentabilidade estão a tecnologia híbrida elétrica, a descarbonização do setor de energia no Brasil e estratégias para acelerar a transição energética. O mercado de veículos leves eletrificados também apresentou crescimento significativo, com mais de 19,5 mil unidades vendidas no primeiro quadrimestre de 2023, um aumento de 51% em relação ao ano anterior. A feira reunirá mais de 400 marcas e espera receber 30 mil visitantes de diversos países. A FIEE oferecerá mais de 100 horas de conteúdo técnico relevante, incluindo a indústria automotiva. (Frota&Cia)
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Hydrogen Expo South America

A feira e congresso internacional acontecerá nos dias 20 e 21 de junho de 2023 no Rio de Janeiro, Brasil. O evento tem como foco o mercado sul-americano e abordará as tecnologias e soluções para a cadeia produtiva do hidrogênio e suas aplicações. Será composto por uma feira de negócios, onde empresas nacionais e internacionais apresentarão suas tecnologias e serviços, e um congresso técnico, dedicado ao desenvolvimento de soluções inovadoras para produção, armazenamento, distribuição e aplicação do hidrogênio. O objetivo é impulsionar o uso do hidrogênio como fonte de energia limpa e promover o networking e oportunidades de negócios na indústria do hidrogênio (Hydrogen Expo - Maio de 2023)
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