IFE
04/04/2023

IFE Transição Energética 12

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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04/04/2023

IFE nº 12

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Transição Energética 12

Matriz Elétrica

Brasil: País mantém 6º lugar no ranking mundial de energia eólica

O Brasil registrou um aumento de 4 GW na capacidade eólica em 2022, seu segundo recorde consecutivo. Isso coloca o país em terceiro lugar em termos de expansão, atrás da China e dos Estados Unidos. O Global Wind Energy Council (GWEC) divulgou esses dados no Global Wind Report 2023, que destaca a força e a resiliência do Brasil em aproveitar oportunidades de crescimento por meio de leilões privados e acordos bilaterais de compra de energia. A ABEEólica destaca o potencial da transição energética justa e a importância de discutir políticas industriais com o governo. O relatório também destaca o potencial de recursos renováveis no Brasil para a produção de hidrogênio verde e prevê que o Brasil contribuirá com 60% dos 26,5 GW de energia eólica onshore que serão adicionados na América Latina de 2023-2027. (CanalEnergia – 27.03.2023)
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Brasil: Panorama do financiamento de projetos eólicos

O crédito total contratado para financiamento de longo prazo por meio das três principais fontes, BNDES, FNE e debêntures incentivadas, foi 22% menor do que em 2021, e o número de complexos de energia eólica financiados caiu quase pela metade. As altas taxas de juros e valores de CAPEX, combinados com os baixos preços de eletricidade de longo prazo, têm sido um desafio para a viabilidade de novos projetos. O BNDES continua sendo o principal credor, com 50,2% do crédito total. As debêntures incentivadas cresceram em importância, representando 24,7% do crédito total em 2022 e quase ultrapassando os recursos contratados via BNB. Apesar das taxas de juros mais altas e do sistema de amortização menos flexível, o BNDES permanece competitivo devido ao seu orçamento não restrito, um limite de alavancagem de 80% e uma demanda por garantias extra-projeto mais previsíveis. (Brasil Energia – 30.03.2023)
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BNEF: Estudo destaca Brasil como líder na transição energética

A BloombergNEF, consultoria internacional em mercados globais de commodities e tecnologias disruptivas sinalizou recentemente que o Brasil tem condições singulares de liderar a transição energética para uma economia verde, porém a oportunidade pode passar, caso o país não concentre esforços em tecnologias de captura de carbono, hidrogênio e eletrificação limpa. Os investimentos em energia limpa devem chegar a US$ 20 bilhões pela primeira vez na América Latina em 2023, sendo que boa parte deve ser aportada no Brasil. O CEO global da consultoria, Jon Moore, acredita que o país reúne condições ideais para pavimentar o caminho para a transição para uma economia de baixo carbono. O fato de mais 80% da matriz elétrica brasileira ser renovável contribui para tornar o país um dos grandes protagonistas dos mercados de captura de carbono, hidrogênio e eletrificação limpa. Além disso, dados da Aneel mostram que para 2023 está prevista a entrada em operação de 9,45 GW de capacidade. Deste montante, 8,7 GW são de energia eólica e solar. (Valor Econômico - 27.03.2023)
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Brasil: País investirá bilhões em rede elétrica para adicionar mais fontes renováveis

O Brasil planeja investir 50 bilhões em linhas de transmissão para possibilitar a integração de mais energia eólica e solar, anunciou o ministro de energia Alexandre Silveira. O Secretário de Energia Elétrica do ministério, Gentil Nogueira, disse que o país está buscando realizar pelo menos três grandes leilões de transmissão este ano para garantir a expansão da energia eólica e solar no norte do estado de Minas Gerais e em toda a região Nordeste. Com esse programa, o governo planeja ter mais complexos híbridos de energia renovável, que combinam dois parques de energia renovável distintos na mesma rede. O anúncio foi feito durante a inauguração do novo complexo de geração híbrida de energia eólica e solar da Neoenergia de 600 MW no estado nordestino da Paraíba. (Renewables Now – 23.03.2023)
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Brasil: Fonte solar atingiu a marca de 27 GW de potência instalada

A energia solar fotovoltaica alcançou o patamar de 27 GW de potência instalada no Brasil, levando em consideração as usinas de grande porte e os sistemas de geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos. Assim, a fonte equivale agora a 11,6 % da matriz elétrica do país. Os dados foram apresentados nesta semana pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). De acordo com a entidade, desde 2012, a fonte solar já garantiu cerca de R$ 134,5 bilhões em novos investimentos no Brasil. Além disso, a tecnologia também resultou em mais de R$ 41,2 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 811,4 mil empregos acumulados. Com isso, também evitou a emissão de 35,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. (Petronotícias - 29.03.2023) 
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IEA: Fontes renováveis atenderão mais de 90% do crescimento de demanda até 2025

As energias renováveis serão responsáveis pelo incremento na oferta global de eletricidade nos próximos três anos, atendendo, juntamente com a fonte nuclear, mais de 90% da nova demanda, na média geral do período 2023-25. A afirmação consta do Relatório de Mercado de Eletricidade 2023, divulgado pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), em fevereiro. “A boa notícia é que as energias renováveis e nucleares estão crescendo rápido o suficiente para atender a quase toda a demanda adicional, sugerindo que estamos perto de um ponto de inflexão para as emissões (de carbono) do setor de energia. Agora, os governos precisam permitir que as fontes de baixas emissões cresçam ainda mais rapidamente para que o mundo possa garantir o suprimento de energia elétrica ao mesmo tempo que atinge as metas climáticas”, disse o diretor executivo da AIE, Fatih Birol. (Portal Hidrogênio Verde - março de 2023) 
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IRENA: Necessidades de investimento de US$ 35 tri até 2030 para uma transição energética bem-sucedida

A transição energética global está fora dos trilhos, agravada pelos efeitos das crises globais. Apresentado hoje pelo diretor-geral da IRENA, Francesco La Camera, no Berlin Energy Transition Dialogue (BETD), o World Energy Transitions Outlook 2023 Preview pede uma correção de curso fundamental na transição energética. Uma transição energética bem-sucedida exige medidas ousadas e transformadoras que reflitam a urgência da situação atual. Investimento e políticas abrangentes em todo o mundo e em todos os setores devem aumentar as energias renováveis e instigar as mudanças estruturais necessárias para a transição energética predominantemente baseada em renováveis. A prévia mostra que a escala e a extensão da mudança ficam muito aquém do caminho de 1,5 ° C. Houve progresso, principalmente no setor de energia, onde as energias renováveis representam 40% da geração de energia instalada globalmente, contribuindo para um número sem precedentes de 83% das adições globais de energia em 2022. (IRENA – 28.03.2023)
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BloombergNEF: Perspectivas do mercado de armazenamento de energia em 2023

Em 2022, o armazenamento de energia atingiu um novo recorde, com a adição de 16 GW/35 GWh de capacidade, representando um aumento de 68% em relação a 2021. Vários mercados anunciaram metas ambiciosas de armazenamento de energia totalizando mais de 130 GW até 2030, mas a falta de clareza política e reformas que abordam barreiras fundamentais de implantação tornam cautelosos os níveis previstos para demanda, de acordo com a BloombergNEF. Entidades governamentais desembolsaram milhões em subsídios que impulsionam a implantação, mas o problema subjacente é que as baterias ainda não são economicamente atraentes na maior parte do mundo. Os altos custos do sistema de armazenamento de energia vêm incentivando as empresas a acelerar a mudança para produtos químicos de custo mais baixo, como as baterias LFP. (BNEF - 21.03.2023) 
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GWEC: Gargalos na cadeia produtiva e preços de energia do setor de energia eólica

O CEO do Global Wind Energy Council (GWEC), Ben Backwell, afirmou que o setor de energia eólica está sendo vítima de seu próprio sucesso, em um processo chamado de 'paradoxo bizarro'. Ele explicou que, apesar da demanda estar em alta, as empresas do setor estão operando no vermelho devido ao aumento nos preços das commodities usadas para a produção de aerogeradores e na construção de parques eólicos. Backwell destacou que os preços da fonte estão no seu momento mais baixo, enquanto o preço das commodities está aumentando. Ele previu uma correção nos preços e destacou que o I-REC pode ajudar a melhorar as condições financeiras do setor. O GWEC apresentou seu relatório anual no Encontro de Negócios da ABEEólica, destacando que a capacidade global instalada de energia eólica alcançou 906 GW em 2021, um crescimento de 9% na potência, e prevendo um crescimento médio anual de 15% até 2027. No entanto, a capacidade de produção global de naceles é de apenas 98 GW por ano, o que pode gerar um gargalo na entrega de todo esse volume. O GWEC prevê uma possível falta de capacidade para atender à demanda nos Estados Unidos e Europa em 2025 e 2026, enquanto vê perspectivas de que a indústria brasileira possa ocupar um papel importante de exportadora para a região, mas que uma política industrial é fundamental para isso.
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GWEC: Instalações de energia eólica ficaram abaixo das expectativas no ano de 2022

O mercado global de energia eólica teve uma desaceleração significativa em 2022, com apenas 88,6 GW de capacidade adicionada, em comparação com quase 100 GW em 2021. Os cinco principais mercados de energia eólica, incluindo China, Estados Unidos, Alemanha, Índia e Espanha, todos tiveram desempenho ruim, com desafios nas cadeias de suprimentos de turbinas eólicas e políticas desfavoráveis sendo citados como razões para o crescimento lento. No entanto, o Brasil apresentou um excelente desempenho, tornando-se o terceiro maior mercado de novas turbinas eólicas. A taxa de crescimento do setor eólico global atingiu 10,5%, uma das taxas mais baixas dos últimos 40 anos, com Finlândia, Polônia, Brasil e Suécia experimentando as maiores taxas de crescimento. A Associação Mundial de Energia Eólica pede aos governos que melhorem as políticas para a energia eólica, incluindo esquemas de remuneração estáveis, processos de autorização mais simples e rápidos, também apoio à partilha de benefícios para fortalecer o apoio social à energia eólica. (EV Wind – 23.03.2023)  
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GWEC: Setor eólico global prevê forte crescimento da fonte para os próximos anos

A indústria de energia eólica está preparada para alcançar níveis recordes de novos projetos instalados, com 680 GW de nova capacidade esperada até 2027, de acordo com o Relatório Global de Energia Eólica publicado pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC). No entanto, há a necessidade de aumentar o investimento na cadeia de suprimentos em todo o mundo para evitar um gargalo na implantação de energia eólica a partir de 2026. O relatório destaca que tanto os EUA quanto a Europa provavelmente enfrentarão gargalos na cadeia de suprimentos, à medida que o mercado de energia eólica experimenta o impacto positivo do Ato de Redução da Inflação dos EUA, ambições mais elevadas na Europa, crescimento rápido contínuo na China e grandes países em desenvolvimento acelerando sua implantação. As decisões políticas terão um impacto decisivo sobre se o mundo pode fazer a transição energética dentro do prazo necessário e qual será o custo da transição. O CEO do GWEC enfatizou a necessidade de os formuladores de políticas tomarem medidas decisivas para corrigir barreiras regulatórias e de mercado, permitindo que o investimento flua para novas fábricas para evitar gargalos futuros. O diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica ressaltou a importância de um sinal forte das políticas públicas para atrair investidores que possam transformar o potencial em realidade. (Petronotícias - 28.03.2023)
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Alemanha: Expansão da energia eólica onshore

O governo alemão está buscando uma expansão acelerada da energia eólica onshore, mas a indústria enfrenta obstáculos que precisam ser resolvidos. Uma estratégia de energia eólica onshore está sendo planejada, inclui melhores incentivos, financiamento e disponibilidade de terras. O objetivo é alcançar um aumento anual de dez gigawatts até meados da década para cumprir as metas climáticas do país. No entanto, a indústria eólica não está satisfeita com o progresso lento e os procedimentos de aprovação, que ainda são muito longos. O governo planeja alcançar 80% da eletricidade do país a partir de fontes renováveis até 2030. (EV Wind – 22.03.2023)
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Wood Mackenzie: Expansão no apoio à energia nuclear e redução de custos

Um novo relatório da Wood Mackenzie aponta que muitos países estão ajustando suas políticas energéticas para apoiar novos projetos nucleares e desenvolver tecnologias que tornem a energia nuclear mais competitiva em termos de custo. O relatório destaca que o apoio à energia nuclear está se expandindo em mercados que representam 50% da capacidade nuclear global em 2022, incluindo os Estados Unidos, Índia, Japão e especialmente a China. A energia nuclear é vista como crítica para caminhos de emissões líquidas zero a longo prazo e como uma parte fundamental da abordagem do trilema da energia. O investimento em tecnologias nucleares convencionais e emergentes precisará se expandir para atender à demanda por mais energias de baixo carbono a um preço competitivo. Com o crescimento da capacidade nuclear, também haverá mais demanda por urânio, que a Wood Mackenzie projeta que quase dobrará para atender à perspectiva de ETO e triplicará para atender ao cenário AET-2. A segurança operacional contínua, revisões regulatórias mais rápidas e expansão contínua da rede são várias áreas prioritárias que a indústria nuclear e os governos nacionais precisam abordar. Se essas áreas forem abordadas, um renascimento da energia nuclear é possível. (Petronotícias - 22.03.2023)
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EUA e Canadá: Cooperação em energia nuclear

Os presidentes dos EUA e do Canadá, Joseph Biden e Justin Trudeau, concordaram em promover uma maior colaboração em energia e tecnologia nuclear entre seus países. Ambos reconhecem a importância da energia nuclear como fonte de energia limpa e confiável, e afirmam que tecnologias nucleares avançadas, como pequenos reatores modulares, apresentam oportunidades para fortalecer a segurança energética global e reduzir as emissões, enquanto criam crescimento econômico. Eles se comprometem a trabalhar juntos para desenvolver um suprimento seguro e confiável de combustível nuclear, incluindo urânio de baixo enriquecimento (LEU) para reatores existentes e urânio de alto teor de enriquecimento (HALEU) para reatores avançados. Ambos também concordam em fortalecer a resiliência da cadeia global de abastecimento de combustível nuclear e promover a colaboração com seus aliados afins em todo o mundo para acelerar a geração avançada de energia nuclear para alcançar objetivos compartilhados de zero líquido e transição energética. (EE Online – 28.03.2023)
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Eficiência Energética e Eletrificação de Usos Finais

Brasil: Expansão da mobilidade elétrica vai exigir melhor infraestrutura

A chegada de um maior volume de automóveis elétricos depende da melhora na infraestrutura. Os pontos de recarga seguem em expansão, mas ainda não é possível rodar por todo o Brasil com um veículo que não tem tanque de combustível. Sudeste e Sul possuem a melhor capilaridade de eletropostos, mas o interesse é grande em outras regiões, como mostra estudo feito pela Tupinambá Energia em setembro de 2022. Atualmente, uma das mudanças em curso é a cobrança pela recarga. "Eletropostos gratuitos são viáveis apenas em períodos iniciais de transição, quando o mercado de carros elétricos ainda é incipiente", afirma Ricardo David, sócio-diretor da Elev, empresa especializada em soluções para a eletromobilidade. Os postos Shell Recharge já cobram pelo serviço, mas os preços são menores que o custo dos combustíveis. Já a Vibra Energia, que é como a BR Distribuidora passou a se chamar em 2021, planeja expandir sua rede de recarga. A empresa prevê a instalação de um total de 70 eletropostos Petrobras até o fim de 2023, cobrindo cerca de 9.000 quilômetros em corredores rodoviários. (Folha de São Paulo – 23.03.2023)
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Brasil: Carros elétricos terão produção nacional e preços mais atraentes

Para que a presença dos VEs se torne relevante no mercado nacional, será necessário oferecer opções mais em conta e produzidas localmente. É um processo lento, mas, pelos movimentos de hoje, os chineses saem na frente. A BYD, que produz ônibus 100% elétricos em Campinas (interior de São Paulo), está prestes a anunciar sua primeira fábrica nacional de carros de passeio. O local mais provável é o complexo industrial desativado que pertence à Ford, em Camaçari (BA). As negociações estão avançadas, mas o acordo ainda não foi confirmado pelas empresas. A produção nacional vai buscar reduzir essa diferença, tornando o modelo 100% elétrico mais atraente para o consumidor. A GM, uma das mais empenhadas na transição energética, vê o Brasil como um cenário ideal para os automóveis eletrificados. Diante dos custos envolvidos, ainda que exista incentivos fiscais aos elétricos importados, estes ainda não são suficientes para que os modelos cheguem ao país com preços competitivos. Desse modo, a produção localizada deve reduzir as despesas logísticas e acelerar a redução dos valores, e uma das possibilidades é a futura fábrica da chinesa Chery na Argentina. Os carros 100% elétricos também estão no horizonte da GWM, que inicia a produção nacional em 2024. A tendência mundial é que os valores dos VEs caiam de acordo com o ganho de escala, a amortização dos investimentos e a regularização do fornecimento de semicondutores. Esses fatores, somados à produção regional, vão ajudar o Brasil a se tornar mais relevante no longo processo de eletrificação dos carros. (Folha de São Paulo – 23.03.2023) 
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IEA: Estudo apresenta panorama do mercado de VEs para o último ano

As vendas totais de veículos elétricos e híbridos plug-in ao redor do globo tiveram um grande aumento em 2022, com mais um recorde. Foram mais de 10 milhões de veículos vendidos, o que corresponde a um elétrico para cada sete carros entregues, segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). Segundo o relatório, 13% dos novos veículos vendidos ano passado tem motores elétricos. Caso o crescimento nas vendas continue, existe a possibilidade de que se alcance o cenário de Zero Emissões Líquidas até 2050. No entanto, a produção de VEs gera cerca de 16% das emissões mundiais de carbono na atmosfera. Mas as fabricantes estão reduzindo emissões nos processos. No caso da América Latina, os emplacamentos de híbridos plug-in e elétricos aumentaram 21,7% nos últimos dois anos. Com o crescimento dos carros que recarregam em tomadas, a América Latina atrai investidores. O México receberá uma fábrica da Tesla na região de Nuevo León, além de recentes investimentos de empresas como General Motors, BMW e Ford, por exemplo. No Brasil, ainda não há um plano claro do Governo Federal para a transição da matriz energética dos carros. Entretanto, o bom ritmo de crescimento de vendas de elétricos no país é animador. Sobretudo ao somar os emplacamentos de híbridos. (O Estado de São Paulo – 23.03.2023) 
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UE: Acordo para acabar com produção de carros a gasolina e diesel até 2035

Os países da União Europeia (UE) chegaram a um acordo que valida o fim dos automóveis com motor de combustão interna a partir de 2035, um dos pilares das ambições do bloco em questões ambientais. O texto obrigará os carros novos a deixarem de emitir CO2 —eliminando na prática os motores que funcionam com combustíveis fósseis— e será incluído na pauta da reunião de ministros da Energia para sua adoção formal. O anúncio do acordo foi feito pela delegação da Suécia, país que ocupa a presidência semestral do Conselho da UE. Este regulamento para acabar com as emissões de CO2 na frota automóvel é um dos pilares do ambicioso plano da UE para alcançar a neutralidade do carbono até 2050. O texto havia sido inclusive aprovado pelo Parlamento Europeu em fevereiro e determinava 100% de motores elétricos para carros novos vendidos a partir de 2035 no bloco. No entanto, a Alemanha surpreendeu a todos ao mudar de posição e passou a exigir uma proposta da Comissão Europeia (o braço Executivo da UE) para abrir caminho para veículos movidos a combustíveis sintéticos. O assunto chegou a ser um tema obrigatório nas discussões durante uma cúpula europeia realizada na semana passada. No sábado, a comissão e a Alemanha anunciaram uma forma de chegar a um acordo sobre a redação do texto. Esse entendimento deixaria inalterado o documento já aprovado, mas a comissão se comprometeria a abrir um caminho mais explícito para os combustíveis sintéticos em uma proposta separada, que deveria ser validada por volta de setembro de 2024. Em uma mensagem no Twitter, o ministro dos Transportes alemão observou que "os veículos com motor de combustão poderão ser registrados novamente após 2035 se usarem combustíveis neutros em CO2". (Folha de São Paulo – 27.03.2023)
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UE: Flexibilidade da energia limpa ocupa papel central nas reformas do setor elétrico

A Comissão Europeia propôs reformar o projeto do mercado de eletricidade da UE para acelerar a implementação de energias renováveis, incentivar a flexibilidade e tornar a indústria energética do continente limpa, mais competitiva e acessível aos consumidores. A reforma proposta visa promover uma concorrência aberta nos mercados atacadistas europeus de energia, reforçando a transparência e a integridade do mercado. A reforma também visa promover a estabilidade de preços, reduzir o risco de falha dos supridores e fornecer aos consumidores e fornecedores maior estabilidade de preços com base em tecnologias de energia renovável. A proposta também revisa as regras de compartilhamento de energia renovável e visa melhorar a flexibilidade do sistema elétrico. A Associação Europeia de Provedores de Soluções de Energia Inteligente acolheu a proposta. (PEi - 19.03.2023) 
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EUA: Administração Biden-Harris anuncia US$ 250 mi para promover projetos net-zero e economizar dinheiro dos contribuintes

O Departamento de Energia dos EUA anunciou US$ 250 milhões em financiamento para ajudar as agências federais a implementar projetos de construção com zero impacto e dar o exemplo em sustentabilidade. O programa de financiamento Auxiliando Instalações Federais com Tecnologias de Conservação de Energia (AFFECT) faz parte da agenda Investing in America do governo Biden-Harris, que aborda a crise climática de uma forma que cria empregos bem remunerados, desenvolve indústrias e torna o país mais competitivo economicamente. A agenda visa transformar os 300.000 prédios do governo federal para serem mais eficientes em termos de energia e resilientes ao clima. (EE Online – 24.03.2023)
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DOE: Regras de eficiência para ar-condicionado e purificadores de ar portáteis

O Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) finalizou os novos padrões de eficiência energética para purificadores de ar portáteis e condicionadores de ar, comumente conhecidos como ar-condicionado, que reduzirão os custos domésticos de energia e reduzirão significativamente a poluição. O DOE espera que esses padrões economizem para as famílias e consumidores americanos aproximadamente US$ 1,5 bilhão por ano em suas contas de eletricidade e diminuam as emissões prejudiciais de dióxido de carbono em 106 milhões de toneladas métricas ao longo de 30 anos, uma quantidade aproximadamente equivalente às emissões anuais de 13,4 milhões de residências. Depois de agir rapidamente para resolver um acúmulo de atualizações de eficiência energética exigidas pelo Congresso, as novas regras destacam os esforços contínuos do presidente para promover a inovação e reduzir os custos para as famílias enquanto enfrenta a crise climática. (EletricEnergyOnline - 24.03.2023) 
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UE: Definição de metas para rede de recarga elétrica

Após a polêmica concessão que vai permitir a comercialização de veículos com motores a combustão além da data limite estipulada anteriormente – desde que estes funcionem somente com combustíveis sintéticos – os países da União Europeia aprovaram a histórica lei que prevê o fim da venda de automóveis que emitam CO2 a partir de 2035. Além disso, a entidade fixou novas e mais exigentes metas para a implantação de postos de carregamento para veículos elétricos e a hidrogênio. Detalhe: o primeiro prazo limite já vence em 2026. O objetivo dessas medidas é fazer com que a União Europeia atinja a neutralidade climática em 2050. Segundo o novo acordo, os 27 países assumem o compromisso de instalar estações de carregamento para veículos elétricos a cada 60 km nas principais vias europeias, até 2026. A falta de uma rede de postos de recarga adequada às necessidades dos usuários, é apontada há tempos como um dos principais obstáculos ao avanço e à popularização de uma verdadeira frota de veículos com emissão zero no Velho Continente. “O acordo enviará um sinal claro aos cidadãos e a outras partes interessadas, de que uma infraestrutura de recarga e estações de abastecimento para combustíveis alternativos, como o hidrogênio, serão uma realidade em toda a União Europeia”, afirmou Andreas Carlson, ministro de infraestrutura e habitação da Suécia. (Terra - 28.03.2023) 
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EUA: Carros elétricos à venda já são acessíveis para 50% dos compradores

Cerca da metade dos consumidores do mercado de carros novos nos Estados Unidos já pode encontrar um carro elétrico que se encaixe no seu orçamento. Essa é a conclusão de um novo estudo da consultoria JD Power, que observa que muitos compradores interessados em 2023 devem ser capazes de garantir um veículo elétrico que possam pagar. Além disso, o veículo também deve ser viável para o consumidor graças a seu tamanho, e as opções agora vêm de uma variedade de marcas. A empresa diz que até o final do ano, como marcas adicionais trazem modelos elétricos atraentes e acessíveis ao mercado, cerca de 50% dos compradores devem ser capazes de entrar em um novo VE. O preço dos VEs está caindo, e isso se tornou especialmente verdadeiro este ano depois que a Tesla cortou seus preços significativamente, o que causou uma espécie de guerra de preços dos veículos elétricos. Além disso, VEs maiores e mais práticos estão se tornando disponíveis, e a autonomia de condução está crescendo. (Inside EVs - 31.03.2023) 
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Nova ferramenta ajuda os governos a maximizar os benefícios dos padrões de eficiência energética

O artigo discute a importância dos Padrões Mínimos de Desempenho Energético (MEPS) e como eles são usados globalmente para reduzir o uso de energia, cortar custos de energia e prevenir emissões de gases de efeito estufa por meio de eletrodomésticos e equipamentos energicamente eficientes. O CLASP, uma organização não governamental internacional focada no desempenho e qualidade de equipamentos eletrodomésticos e de energia, criou uma ferramenta chamada de MEPS Mundiais para comparar os atuais MEPS para seis categorias de produtos em dez principais economias. A análise revela que nenhum país pode reivindicar ter os melhores MEPS do mundo em todas as categorias, o que significa que todas as nações têm espaço para ambições maiores. O artigo destaca oportunidades para aumentar a ambição nos mercados ao redor do mundo, particularmente para iluminação e motores elétricos. (Energy Monitor – 28.03.2023)
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Hidrogênio e Combustíveis Sustentáveis

Artigo GESEL/AHK: Visão geral de projetos de H2 e principais stakeholders

Foi publicado novo artigo GESEL no Portal de Hidrogênio Verde da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O texto é assinado por Nivalde José de Castro (Coordenador do GESEL), Luiza Masseno Leal (Pesquisadora do GESEL-UFRJ) e Vinicius José da Costa (Pesquisador Júnior do GESEL) e intitulado “Hidrogênio verde no Brasil: Uma visão geral de projetos e principais stakeholders”. Segundo os autores, o H2V tem potencial de desempenhar um papel crítico e estratégico na transição energética e o "Brasil já conta com diversos projetos relacionados ao desenvolvimento de H2V anunciados ou em andamento, envolvendo uma ampla gama de stakeholders que, de fato, têm o objetivo comum de criar um mercado e cadeia de valor de H2V confiável e sustentável, gerando renda e emprego". (GESEL-IE-UFRJ – 30.03.2023)
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Artigo GESEL/AHK: Inovação na cadeia de valor do hidrogênio

O cenário atual do setor energético mundial é marcado por um processo de transição caracterizado pela procura por fontes de energia que garantam, simultaneamente, a descarbonização e a segurança energética. Neste contexto dinâmico, o hidrogênio renovável (H2R), aqui denominado por verde, posiciona-se como um vetor energético promissor na busca por esses dois objetivos estratégicos. Este movimento é capitaneado pelos países desenvolvidos que estão articulando a transição energética com planos e programas de incentivos à recuperação econômica verde com foco central nos setores industriais, através de diversos tipos e magnitudes de incentivos. Desse modo, o cenário é de fluxo cada vez maior de investimentos ao longo das cadeias de valor, para o desenvolvimento de projetos e novas tecnologias disruptivas. (Portal Hidrogênio Verde - março de 2023) 
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Brasil-Alemanha: Oito projetos brasileiros de hidrogênio verde receberão subsídio alemão

Em dezembro de 2022, o Programa iH2Brasil tornou público o resultado do Edital de Seleção de Projetos de Pesquisa & Desenvolvimento na categoria Instituição Sem Fins Lucrativos, divulgando as propostas de projetos selecionadas. A edição, aberta em abril de 2022, foi um sucesso e superou as expectativas de toda equipe envolvida no projeto iH2Brasil. Ao todo, das 19 propostas submetidas por todo o país, 8 foram selecionadas para serem executadas no ano de 2023, recebendo o subsídio financeiro de até EUR 1,20 milhão para o desenvolvimento das soluções. Os projetos abrangem a linha de pesquisa para o uso de hidrogênio no transporte pesado, produção de hidrogênio verde via reforma do biogás obtido de resíduos agropecuários, sistema híbrido de produção de hidrogênio verde utilizando células de dessalinização, nova rota para a conversão de resíduos plásticos em combustíveis, entre outros. (Portal Hidrogênio Verde - 15.03.2023)
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Brasil: Grupo de trabalho para políticas de H2V é criado pelo MME e MDIC

Representantes do Instituto Nacional de Energia Limpa apresentaram uma carteira de projetos de hidrogênio verde que totalizam US$ 30 bilhões ao Ministro de Minas e Energia e ao Ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil. Foi criado um grupo de trabalho interministerial para tratar de potenciais aceleradores de investimentos e construir uma agenda positiva e ativa para o desenvolvimento do hidrogênio verde no país. O INEL prevê um aumento significativo de projetos em 2023, uma vez que a Europa começa a lançar suas primeiras concorrências internacionais para aquisição deste vetor energético. Para viabilizar o mercado de hidrogênio é preciso uma infraestrutura elétrica robusta, resiliente e com custos competitivos, redes de gasodutos, domínio tecnológico para a produção nacional de equipamentos e uma política industrial que impulsione a produção de equipamentos no Brasil. (Valor - 16.03.2023) 
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UE: Lei para implantação de infraestrutura de reabastecimento de H2 é aprovada

O Parlamento Europeu e o Conselho Europeu concordaram em aumentar os postos de abastecimento de hidrogênio nos principais corredores de transporte da UE. Com esse acordo histórico, espera-se permitir a transição para o transporte de emissão zero e contribuir para a meta da Europa de reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em pelo menos 55% até 2030. O regulamento recém-acordado para a implantação de infraestrutura de combustíveis alternativos (AFIR) estabelece metas de implantação obrigatória para carregamento de veículos elétricos e infraestrutura de reabastecimento de hidrogênio para o setor rodoviário, fornecimento de eletricidade em terra em portos marítimos e hidroviários interiores e fornecimento elétrico para aeronaves estacionadas. (H2 View – 28.03.2023)
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UE: Inclusão de eletrolisadores como tecnologia estratégica para a neutralidade climática

A Comissão Europeia aprovou a inclusão de eletrolisadores como tecnologia estratégica para atingir a neutralidade climática na Europa e prometeu reduzir a carga administrativa dos fabricantes de eletrolisadores ao solicitar licenças. A UE também estabeleceu uma meta para que pelo menos 40% das necessidades anuais de eletrolisadores da UE sejam atendidas por eletrolisadores fabricados na Europa até 2030. Além disso, a Comissão apresentou uma proposta para uma "Lei de Matérias-primas Críticas" para fortalecer a cadeia de valor de matérias-primas críticas europeias. A Comissão também comunicou sobre o “Banco de Hidrogênio”. Um primeiro leilão piloto do Banco de Hidrogênio com um orçamento indicativo de 800 milhões de euros será lançado no outono de 2023. Os vencedores do leilão receberão um prêmio fixo por cada kg de hidrogênio renovável produzido em 10 anos. (Nel Hydrogen – 17.03.2023)
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O hidrogênio verde está passando por um momento de ruptura

O hidrogênio verde é uma alternativa livre de carbono, produzido através de energia renovável. Embora os generosos subsídios federais sejam essenciais para a rápida expansão do hidrogênio verde, eles ainda não determinam para que o hidrogênio é usado, o que pode resultar em projetos financeiramente viáveis, mas que não são do interesse do clima ou dos consumidores. Agências estaduais e federais têm o poder de garantir que o financiamento público para o hidrogênio verde não vá para a construção de uma ponte de energia para lugar nenhum, e que seja orientado para setores prioritários onde o uso é financeiramente viável e onde melhores alternativas ainda não estão disponíveis. Siderurgia e produção de fertilizantes são setores que prometem ser clientes muito melhores a longo prazo para produtores de hidrogênio limpo. Produzir fertilizantes a partir de hidrogênio em vez de gás fóssil também traria benefícios climáticos substanciais, ao mesmo tempo em que aumentaria a segurança alimentar e protegeria os agricultores da volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis. (Energy Monitor – 30.03.2023)
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EUA: Administração Biden-Harris anuncia US$ 750 milhões para promover tecnologias limpas de H2

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou a disponibilidade de US$ 750 milhões para esforços de pesquisa, desenvolvimento e demonstração visando a redução drástica no custo do hidrogênio limpo, como parte da Lei de Infraestrutura Bipartidária do presidente Biden. Esse financiamento será um componente crucial para acelerar o uso generalizado de hidrogênio limpo, que pode reduzir as emissões de carbono em vários setores da economia, incluindo transporte pesado e processos industriais. O investimento do DOE tem como objetivo abordar as barreiras técnicas para a redução de custos e promover o desenvolvimento de tecnologia de hidrogênio duradoura, de baixo custo e de alta performance. O objetivo é produzir hidrogênio limpo a um custo de US$ 1 por quilograma dentro de uma década, o que ajudará a criar mais empregos no setor de energia limpa e reduzir as emissões prejudiciais em comunidades em todo o país. (DOE – 15.03.2023) 
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UE: Divulgação da definição de hidrogênio renovável

A Comissão Europeia apresentou em fevereiro o seu conceito de hidrogênio renovável, por meio de dois atos delegados. O objetivo é estruturar o mercado local, orientar o acesso a fundos de fomento, atrair investimentos e estabelecer os critérios para atingimento das metas de matriz renovável. “Aumentar o uso de hidrogênio renovável, amônia e outros derivados vai acelerar a descarbonização de nosso sistema energético e também reduzirá consideravelmente a dependência da UE de combustíveis fósseis importados da Rússia”, disse a Comissão Europeia, por meio de nota. Os dois atos delegados divulgados cumprem exigência da Diretiva de Energia Renovável, que é a estrutura legal para o desenvolvimento da energia renovável de forma transversal em todos os setores da economia e em todos os países-membros da União Europeia (UE). (Portal Hidrogênio Verde - março de 2023)   
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Recursos Energéticos Distribuídos e Digitalização

Brasil: GD atinge 19 GW e 70% da capacidade solar no país

O Brasil alcançou a marca de 19 GW em geração própria de energia elétrica, impulsionado em 98,6% pela energia solar, além de outras fontes como biomassa, biogás, energia eólica, hidráulica e cogeração a gás natural. A geração distribuída responde por cerca de 70% da energia solar do país, com potencial para adicionar mais de 8 GW ao longo do ano. Atualmente, há 1,8 milhão de usinas de microgeração e minigeração distribuídas e 2,3 milhões de unidades consumidoras que usam tecnologia de fontes renováveis, sendo a maioria residencial (48,5%). (CanalEnergia – 28.03.2023)
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Brasil: Instalação de mais de 150 mil sistemas de GD solar em 2023

O Brasil já instalou mais de 150 mil sistemas de energia solar no segmento de micro e minigeração distribuída somente em 2023, apontam dados contabilizados pela Aneel. Trata-se de um volume de unidades que, em menos de três meses, já supera o número de conexões computadas ao longo de todo o ano de 2019, que registrou 123,8 mil instalações entre os meses de janeiro e dezembro. Atualmente, o Brasil conta com mais de 1,78 milhão de sistemas fotovoltaicos de geração própria desde 2012, data em que houve o início da expansão da fonte no país, com a publicação da Resolução Normativa n.º 482. Ainda de acordo com a Aneel, foram mais de 1,48 GW acrescidos ao país somente em 2023 por meio da GD solar, que acumula 18,65 GW e mais de 200 mil UCs (unidades consumidoras) desde 2012. (ABSOLAR - 21.03.2023) 
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Mercado do sistema de gerenciamento de resposta à demanda projetado para atingir 45,6 bilhões

O mercado global de sistemas de gerenciamento de resposta à demanda está previsto para crescer consideravelmente entre 2022 e 2030, com uma taxa de desenvolvimento de cerca de 7,8%. O mercado deverá chegar a uma avaliação de cerca de US$ 45,6 bilhões até o final de 2030, em comparação com uma avaliação de cerca de US$ 8,06 bilhões em 2019. O Sistema de Gerenciamento de Resposta à Demanda é uma ferramenta vital de gerenciamento de carga de pico que ajuda a equilibrar a oferta e a demanda de energia. O desenvolvimento do mercado é impulsionado pela adoção crescente de gerenciamento de ativos baseado na Internet das Coisas e outras tecnologias avançadas. O mercado ajuda a reduzir o custo dos componentes da Internet das Coisas, além de melhorar a eficiência energética e a confiabilidade da rede. As concessionárias organizam programas de Sistema de Gerenciamento de Resposta à Demanda (DRMS, na sigla em inglês) para incentivar os usuários a alterar seus padrões de uso de energia durante os horários de pico de consumo para equilibrar a oferta e a demanda de energia e aumentar os benefícios. (Inverstor Observer - 23.03.2023) 
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EUA: Preços recordes de eletricidade falham em impulsionar programas residenciais de gerenciamento de energia

De acordo com um relatório da JD Power, apesar dos preços recordes da eletricidade residencial, os clientes não estão aproveitando os programas de gerenciamento e conservação de energia oferecidos pelas concessionárias. Apenas 14% dos clientes residenciais participaram de um ou mais programas de gestão de energia em 2022, enquanto apenas 11% aproveitaram descontos em produtos e 22% se inscreveram em programas de precificação. Essas taxas de participação permaneceram praticamente inalteradas desde 2020, apesar das contas de eletricidade terem aumentado em média 13,1% no ano passado. A razão provável para essas baixas taxas de participação é a falta de conscientização do cliente, de acordo com a JD Power. O relatório sugere que as concessionárias devem facilitar a participação do cliente em programas de economia de energia, em vez de projetar produtos e serviços que beneficiem apenas a concessionária. (Utility Dive - 22.03.2023) 
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IDC: Gastos globais com cibersegurança chegam a US$ 219 bilhões este ano

Os gastos globais com segurança chegarão a US$ 219 bilhões este ano e crescerão para quase US$ 300 bilhões em 2026, de acordo com uma previsão da IDC, empresa líder em inteligência de mercado e serviços de consultoria para os mercados de tecnologia. Os analistas esperam que os gastos com segurança cibernética continuem em crescimento, uma tendência alimentada pela ameaça persistente de ataques cibernéticos, as demandas de trabalho híbrido e maior privacidade de dados e regulamentações de governança. Os investimentos em software, hardware e serviços de segurança cibernética aumentarão 12% em relação a 2022 e superarão o crescimento nos gastos gerais com TI, disse Serena Da Rold, diretora associada de pesquisa da IDC Data and Analytics, no Guia Mundial de Gastos com Segurança. Os setores que mais irão investir em segurança este ano incluirão organizações do setor bancário, manufatura, serviços profissionais e governos federais. As quatro indústrias serão responsáveis por mais de um terço de todos os gastos com segurança este ano, de acordo com a IDC. (CyberSecurityDive - 17.03.2023) 
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Impactos Socioeconômicos

Artigo de Eduardo Monteiro, Claudio Sales e Richard Hochstetler: "Gatos elétricos, complacência e corrupção"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Eduardo Monteiro, Claudio Sales e Richard Hochstetler, membros do Instituto Acende Brasil, abordam a questão das perdas comerciais causadas pelos furtos de energia. Os autores sublinham que o volume de energia roubada é imenso: em 2021, mais de 34 milhões de MWh, o equivalente a quase todo o consumo anual (95%) de todos os consumidores dos 7 Estados do Norte do Brasil (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Neste sentido, os autores apontam que é "essencial que nossas autoridades reconheçam a gravidade dessas violações e interrompam a atual cultura de complacência e cumplicidade. O desafio é gigante e, se não for enfrentado rapidamente, a sociedade em breve se verá prostrada diante do crime que já parece ter vencido em algumas regiões de nosso país". (GESEL-IE-UFRJ – 27.03.2023)
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LFF: Brasil pode ser tornar potência no mercado de créditos de carbono

Na condição de um dos principais “hubs” bancários e de investimentos no mundo, o Luxembourg for Finance (LFF), agência responsável pelo desenvolvimento do centro financeiro de Luxemburgo, vem se preparando há um bom tempo para exercer esse papel de “facilitador” para as finanças sustentáveis. Em um futuro mercado organizado de crédito de carbono, o Brasil é, potencialmente, um grande participante, avalia Nicolas Mackel, CEO da agência. “Para mim parece óbvio, o Brasil é um país com um potencial enorme e pode se tornar um grande ‘player’.” Segundo o CEO da Luxembourg for Finance, o país pode se beneficiar com uma participação maior na LGE, a plataforma para negociação de títulos de dívida verdes. “A nossa bolsa verde poderia ajudar a canalizar fundos para o Brasil. Lá temos emissores de mais de 100 países, que fizeram operações em 78 moedas diferentes.” Segundo Mackel, “emitir em Luxemburgo significa, na prática, ter acesso a um pool muito grande de potenciais investidores”. (Valor Econômico - 29.03.2023)
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Setor de energia renovável mira reciclagem de pás eólicas e painéis solares

Com o crescimento da geração de energia por meio de fontes limpas, o setor de renováveis busca agora adotar processos de reciclagem e circularidade. Enquanto o segmento solar ensaia os primeiros passos em direção à reciclagem, com a criação da SunR, empresa especializada em reciclagem de placas fotovoltaicas, novos ventos poderão levar a circularidade ao setor eólico. Uma solução que surgiu na Europa foi fruto da parceria, feita em 2021, da Vestas com Olin Corporation, fabricante e distribuidora de produtos químicos, e a Stena Recycling, que oferece serviços e soluções abrangentes em reciclagem e gestão de recursos. Elas se uniram à dinamarquesa Universidade Aarhus e ao Danish Technological Institute na iniciativa CETEC (Economia Circular para Compósitos Epóxi Termoconversíveis), e criaram um novo processo químico capaz de fazer a decomposição de todos os elementos que compõem a pá, inclusive a resina epóxi. Desta maneira, será possível reciclar e promover a circularidade do produto. “Isto sinaliza uma nova era para a indústria eólica e acelera nossa jornada rumo à circularidade", afirma Lisa Ekstrand, vice-presidente e chefe de Sustentabilidade da Vestas, em um comunicado para a imprensa. (Valor Econômico - 29.03.2023)
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Eventos

Brasil vai sediar reunião internacional para transição energética em 2024

O Brasil irá sediar a reunião ministerial da Clean Energy Ministerial (CEM) e da Mission Innovation (MI) em 2024, fóruns internacionais voltados para a transição energética e aumento da participação de fontes renováveis na matriz energética mundial. A reunião preparatória para o evento aconteceu no Rio de Janeiro e reuniu representantes de 25 países para discutir o futuro das energias limpas e renováveis. Em 2024, o evento será realizado em Foz do Iguaçu, no Paraná, onde fica a usina hidrelétrica de Itaipu, servindo de modelo para outros países. O encontro visa orientar ações e promover alinhamento na colaboração internacional.(MegaWhat - 27.03.2023)
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Semana Europeia de Energia Sustentável 2023

A Semana Europeia de Energia Sustentável (EUSEW) 2023 será realizada em Bruxelas, de modalidade online dos dias 20 a 22 de junho de 2023, com o tema "Acelerando a transição para energia limpa - rumo a contas mais baixas e maiores habilidades". O evento incluirá uma conferência de política, os Prêmios EUSEW, a Feira da Energia e a quarta edição do Dia Europeu da Energia Jovem. Além disso, haverá Dias de Energia Sustentável organizados localmente em todo o mundo antes do evento. A EUSEW está aberta a várias organizações, incluindo associações universitárias, autoridades nacionais e locais, ONGs que trabalham no campo do desenvolvimento sustentável, projetos financiados pela UE, entre outros. Uma sessão de informações será realizada em 29 de novembro para explicar as principais convocações e prazos da EUSEW e o processo de inscrição para propor uma sessão de conferência de políticas e Prêmios EUSEW.
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IEA: Abordando as dimensões de gênero das transições de energia limpa

As políticas de transição para energia limpa devem ter uma perspectiva de gênero para evitar consequências desproporcionais para as mulheres. Embora a transição para energia limpa possa corrigir as desigualdades históricas de gênero, também pode impactar homens e mulheres de maneira diferente. O evento organizado pela IEA, no dia 06 de abril de 2023, abordará questões de gênero no centro da transição de nossos sistemas de energia, incluindo a pesquisa sobre os impactos de gênero das políticas de energia limpa, alavancas políticas para uma transição inclusiva, exemplos de abordagens inclusivas de gênero, criação de empregos na força de trabalho e questões-chave relacionadas à economia informal. O evento contará com a presença de especialistas e um painel de discussão.
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IRENA: 4º Fórum Internacional sobre Cenários de Longo Prazo para a Transição de Energia Limpa

A Rede de Cenários de Longo Prazo para a Transição Energética (LTES) da IRENA é uma plataforma global que visa promover o uso de LTES para orientar a transição de energia limpa e ajudar os governos a enfrentar as incertezas da transição para uma economia de baixo carbono. A 4ª edição do Fórum Internacional da IRENA reuniu profissionais de cenários no governo, academia, instituições técnicas, organizações internacionais e setor privado para discutir como os cenários de longo prazo podem ser utilizados para enfrentar os desafios sociotécnicos da transição energética. O evento ocorreu em Bonn, Alemanha, e foi uma combinação de conferência presencial e online.
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IEA: Roteiro para rastrear o investimento público em pesquisa de energia

A IEA e a Mission Innovation destacam a importância da inovação na transição energética global. Este webinar conjunto, que irá ocorrer no dia 05 de abril de 2023, visa apoiar os países a coletar dados orçamentários de PD&D de tecnologia de energia da mais alta qualidade, com o objetivo de promover melhorias por meio da troca de experiências e práticas. A Agência Internacional de Energia publicou um roteiro em setembro de 2022 para ajudar os países a coletar dados, descrevendo as abordagens comuns e os componentes importantes na coleta, classificação, validação e divulgação dos dados. Este roteiro é destinado a ser uma referência e inspiração para especialistas na área de rastreamento de transições de energia limpa, com estudos de caso e descrições completas dos sistemas nacionais. 
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Cúpula de transição energética: Acelerando a Transição para Energia Limpa, Segura e Acessível

A Cúpula de Transição Energética é um evento que acontecerá entre os dias 31 de outubro a 2 de novembro de 2023, em Londres, Reino Unido. O tema central da cúpula é "Acelerando a Transição para Energia Limpa, Segura e Acessível". Ocorrerá em modalidade presencial e digital. O objetivo da Cúpula de Transição Energética é reunir alguns dos maiores nomes da indústria de energia, incluindo petróleo, gás, energias renováveis e captura de carbono, para discutir e debater soluções para acelerar a transição para uma energia mais limpa, segura e acessível. Também é uma oportunidade única para líderes de diferentes setores da indústria de energia se unirem e discutirem soluções para a transição para uma energia mais limpa e sustentável. A mudança climática é um dos principais desafios que enfrentamos atualmente, e a produção de energia é responsável por 72% de todas as emissões. Por isso, a transição para fontes de energia de baixo carbono é uma questão urgente.  
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