IFE
14/03/2023

IFE Transição Energética 10

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

IFE
14/03/2023

IFE nº 10

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Luiza Masseno
Pesquisadores: Carolina Tostes e Pedro Ludovico
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

Ver índice

IFE Transição Energética 10

Dinâmica Internacional

IRENA: As mudanças nas hidrelétricas – Desafios e oportunidades

Este relatório é destinado a formuladores de políticas e profissionais de energia hidrelétrica para aumentar a conscientização entre as partes interessadas sobre os desafios e oportunidade percebidos para a energia hidrelétrica, servindo como um catalisador para o debate no contexto da Estrutura Colaborativa da IRENA sobre a Energia Hidrelétrica. O relatório trata da energia hidrelétrica como um componente importante dos sistemas de energia em todo o mundo, destacando que, além da eletricidade, a energia hidrelétrica fornece outros serviços, incluindo o armazenamento de água potável e para irrigação, garantia de maior resiliência a enchentes e secas e oportunidades recreativas. O estudo reconhece ainda que, apesar de ser a tecnologia renovável mais madura, a energia hidrelétrica enfrenta uma série de desafios, com destaque para a necessidade de garantir a sustentabilidade e a resiliência climática; lidar com ativos em fim de vida útil e requisitos de investimento relacionados; a necessidade de adaptar a operação e manutenção (O&M) aos requisitos modernos do sistema de energia; e estruturas de mercado e modelos de negócios ultrapassados que não reconhecem toda a gama de serviços prestados pela energia hidrelétrica. (IRENA - 2023)
Link Externo

AIE: Demanda por gás natural deve ficar estável em 2023

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que a demanda por gás natural deve permanecer "estável" em 2023, apesar das incertezas quanto as futuras ações da Rússia, volatilidade nos preços e a queda de consumo do gás no mundo em 1,6% ano passado. Além disso, o mercado doméstico de Gás Natural Liquefeito (GNL) na China deve crescer 10% este ano. No contexto de recuperação econômica e considerando a recente queda de preços de GNL, o mercado chinês pode chegar a um aumento de até 35% em suas importações da commodity em questão, desde que o preço siga caindo ao longo do ano e a recuperação do país continue forte. No entanto, a AIE classificou esse cenário como algo muito "incerto". "Isso provocaria uma competição acirrada nos mercados internacionais e poderia fazer com que os preços voltassem aos níveis insustentáveis do verão passado, representando uma preocupação para os compradores europeus em particular", detalhou a agência em sua análise. (BroadCast Energia – 28.02.2023) 
Link Externo

AIE: Emissões de gás carbônico avançam 0,9% em 2022 ante 2021 e atingem novo recorde

A Agência Internacional de Energia (AIE) afirma que as emissões globais de gás carbônico avançaram em 2022 "menos do que o inicialmente temido", com o crescimento das chamadas energias limpas compensando boa parte do impacto do maior uso do carvão e do petróleo. O avanço anual foi de menos de 0,9% em 2022, ou de 321 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente (Mt), para 36,8 gigatoneladas de gás carbônico equivalente (Gt) - este último número um recorde histórico. Em relatório publicado no dia 2 de março, a AIE nota que os dois anos anteriores haviam sido de "oscilações excepcionais" nessas emissões, diante dos impactos da pandemia da covid-19. Em 2021, o crescimento foi de mais de 6% ante o ano anterior. Segundo a entidade, 2022 foi marcado por choques nos preços de energia, inflação em alta e problemas nos fluxos tradicionais de combustíveis, por contextos como a guerra na Ucrânia. Para a AIE, o crescimento global das emissões nesse contexto ficou abaixo do que a entidade temia, apesar de que em muitos países houve trocas de gás para carvão, este mais poluente. O avanço no desenvolvimento de energias limpas, como renováveis, veículos elétricos e bombas de calor, ajudou a conter as emissões de dióxido de carbono. A produção industrial mais contida, sobretudo na China e na Europa, também evitou emissões adicionais no período, destacou a AIE. (BroadCast Energia – 02.03.2023)
Link Externo

AIE: Cenário internacional um ano após a invasão russa na Ucrânia

Um ano depois do início da crise energética global derivada da invasão russa na Ucrânia, o Boletim da Agência Internacional de Energia avalia as mudanças da dinâmica internacional no período. A Rússia agora enfrenta uma perda permanente de posição no mundo da energia: não está apenas perdendo grandes clientes, mas também o acesso às principais tecnologias e financiamento devido a sanções. Em segundo lugar, as políticas governamentais realmente importam - especialmente em tempos de crise. As políticas que incentivam a implantação mais rápida de energia limpa foram bem-sucedidas, enquanto o pragmatismo e a desenvoltura dos governos ajudaram a garantir o fornecimento de energia para manter as luzes acesas. Em terceiro lugar, a crise ainda não acabou, mas a forte resposta da Europa e o clima ameno neste inverno ganharam um tempo valioso. Isso será fundamental para a implementação das políticas ousadas e mudanças estruturais necessárias para isolar os sistemas de energia e proteger os consumidores da volatilidade. (AIE - 06.03.23)
Link Externo

BNEF: Investimento em oferta de energia e atividades de financiamento bancárias

A Bloomberg NEF (BNEF) publicou um relatório analisando a atividade de financiamento dos bancos no setor energético, através de dados públicos e comercialmente disponíveis. Segundo o estudo, em 2021, os bancos financiaram 81% do fornecimento de energia de baixo carbono do que os combustíveis fósseis – para cada dólar de atividade de financiamento bancário que apoia o fornecimento de combustível fóssil, 0,8 apoiou energia de baixo carbono. Embora o financiamento seja uma métrica diferente do capital investido, essa proporção refletiu amplamente a atividade de investimento da economia real em 0,9:1. (BNEF - 28.02.2023). 
Link Externo

DNV: Eólica flutuante terá seu ápice sem subsídios até 2035

De acordo com uma pesquisa publicada pela consultoria norueguesa DNV, a indústria da eólica offshore flutuante deverá alcançar sua comercialização total sem subsídios até 2035. Os sinais parecem promissores, com 60% das organizações produtoras de receita a partir dessa fonte planejando aumentar seus investimentos. O CEO de Energy Systems da DNV, Ditlev Engel, declarou existir uma confiança de que essa modalidade de geração poderá alcançar sucesso comercial em pouco mais de dez anos, prevendo que 15% de toda a capacidade instalada virá de turbinas flutuantes até 2050. Para ele, os governos podem sair na frente com ações para tornar o mercado atraente para investimentos, com políticas e estruturas regulatórias estáveis e de longo prazo e fazendo a adaptação da infraestrutura básica, como em redes e portos. (CanalEnergia - 27.02.2023)
Link Externo

DNV: Segurança energética supera descarbonização, dizem executivos de energia

Uma pesquisa da DNV constatou que as preocupações com segurança energética são mais importantes do que energia limpa e acessível para empresas em todo o mundo. A segurança energética empurrará os setores de petróleo e gás para o segundo plano no próximo ano. Apenas 39% dos profissionais de energia estão confiantes em atingir as metas de descarbonização e clima, mas a maioria acredita que a transição energética está acelerando. Resolver o trilema energético é um objetivo de longo prazo, com poucos na indústria acreditando que será alcançado na próxima década. Aproximadamente 80% dos profissionais de energia renovável acreditam que as preocupações com segurança energética impulsionarão os investimentos em renováveis no próximo ano. Mais investimento é necessário na rede elétrica e a capacidade de transmissão é insuficiente para expansão das renováveis. A falta de políticas governamentais e de permissões/licenças são as maiores barreiras ao crescimento, e o financiamento está se tornando cada vez mais difícil de obter para quase 40% das empresas de energia em todo o mundo. (Canal Energia - 01.03.2023)
Link Externo

Investimentos globais em óleo e gás somarão US$ 550 bi em 2023, com petroleiras lucrando acima da média

Uma nova análise da empresa de pesquisa Rystad Energy aponta que os investimentos globais em petróleo e gás atingirão níveis pré-Covid em 2023, alcançando um patamar em torno de US$ 550 bilhões. Em paralelo, o lucro da indústria upstream atingiu um nível recorde no ano passado. Os altos preços do petróleo, os preços recordes do gás e os baixos níveis de investimento possibilitaram esse novo marco histórico. Para 2023, a Rystad acredita que o lucro dessas empresas seja menor, mas ainda assim continuará consideravelmente acima das médias históricas. A Rystad prevê ainda que as empresas de petróleo e gás continuarão a controlar com firmeza os gastos com exploração após a queda do mercado em meados da última década e, mais recentemente, devido aos danos causados à demanda global pela pandemia de Covid-19. (Petronotícias - 01.03.2023) 
Link Externo

Redução da dependência de empresas estadunidenses a cadeias de suprimentos chinesas

As empresas dos EUA estão começando a reduzir sua dependência das cadeias de suprimentos chinesas e buscando rotas marítimas alternativas na Ásia, diante da deterioração nas relações entre as duas superpotências, diz o presidente de uma das maiores empresas de contêineres do mundo. Rodolphe Saadé, presidente-executivo da CMA CGM da França, prevê que a reformulação levará vários anos porque potenciais beneficiários como a Índia, ou países do Sudeste da Ásia como Vietnã e Tailândia, ainda carecem da infraestrutura para acomodar os maiores navios de contêineres. Como outros executivos do setor, Saadé diz que um afastamento da China, especialmente das empresas dos EUA, não sinaliza o fim da globalização, e sim uma evolução em direção a cadeias de suprimentos mais regionalizadas. (Valor Econômico - 06.03.2023)
Link Externo

As previsões do mercado de armazenamento de bateria são mais complicadas do que nunca

Grande parte do movimento atual para descarbonizar a rede envolve a instalação de muitos gigawatts de armazenamento de energia baseado em bateria. No entanto, a alta demanda por baterias de íon-lítio se traduziu em escassez de lítio, juntamente com a escassez de outras commodities essenciais, como cobre, alumínio, níquel e cobalto. A oferta limitada causada pela alta demanda leva a preços altos, volatilidade do mercado e longos prazos de entrega. Os projetos de sistemas de armazenamento de energia de bateria em larga escala (BESS) estão sofrendo o impacto desses fatores, com prazos de entrega de até um ano para pedidos de grande capacidade - e incerteza de preços que levou a uma transferência de risco de preços por meio de estratégias de preços indexadas que os fabricantes começaram a usar no início de 2022. (Renewable Energy World – 08.03.2023)
Link Externo

Inovações no armazenamento de energia de longa duração

O armazenamento de energia de longa duração (LDES, do inglês: Long Duration Energy Storage) é essencial para descarbonizar a rede, mas os sistemas em escala de GWh continuam sendo complicados para empresas com grandes ideias. À medida que aumenta a penetração de energias renováveis na rede, o armazenamento de energia para energia intermitente torna-se cada vez mais valioso. Neste artigo de opinião, publicado pela PV Magazine, dentre as tecnologias de armazenamento abordadas, destaca-se que as baterias de íons de lítio têm problemas de capacidade e acoplamento de energia que as tornam muito caras para armazenamento de longa duração. O artigo trata também de outras tecnologias como armazenamento de energia térmica (TES), armazenamento de energia de ar comprimido (CAES) e baterias de fluxo. Embora o LDES pareça ser essencial e com investimentos mais prontamente disponíveis de fundos de inovação e clima, o setor tem lutado para ir de ideias promissoras a negócios promissores, tendo na monetização uma questão chave. (PV Magazine - 20.02.2023) 
Link Externo

Europa

UE e Ucrânia planejam cooperação em energia renovável e em projeto de hidrogênio

A União Europeia e a Ucrânia planejam aumentar a cooperação em energia renovável e hidrogênio para promover o desenvolvimento no país, que sofreu danos severos em seu sistema de energia devido a ataques russos. Um rascunho do memorando de entendimento deve ser assinado em uma cúpula entre o presidente ucraniano e altos funcionários da UE. A cooperação busca melhorar as condições regulatórias, financeiras e ambientais para acelerar a implantação de energia renovável e atrair investimentos para o setor. A UE já ofereceu 1.400 geradores para a Ucrânia e pretende oferecer mais outros mil. A cooperação não deixa claro se será restrita ao hidrogênio produzido a partir de energia renovável ou se abrangerá outros tipos. Outro rascunho do documento mostrou que nove países pediram que o acordo com a Ucrânia incluísse outros "gases de baixo carbono", como o hidrogênio produzido a partir da energia nuclear. (Reuters - 28.02.2023) 
Link Externo

Regras de green bonds na UE podem servir de exemplo para o Brasil

Com o avanço e profissionalização do mercado de emissões de títulos com rótulos sustentáveis, a União Europeia acaba de chegar a um acordo sobre novos parâmetros para seus European Green Bonds, papéis de dívida corporativa que condicionam o uso do dinheiro captado a investimentos em soluções para reduzir impacto ambiental. De acordo com especialistas, as mudanças propostas na Europa são positivas para o mercado de dívida sustentável por trazer parâmetros de transparência e classificação. Para os emissores brasileiros, porém, nada muda, por enquanto. No primeiro momento, não há mudanças obrigatórias nem mesmo na União Europeia - a adoção dos padrões agora é voluntária, assim como outras certificações com o mesmo propósito. Maria Eugênia Buosi, sócia de ESG Financial Risk Management da KPMG Brasil, acredita que, depois que entrarem em vigor, as regras europeias podem influenciar também as emissões no Brasil e até a formulação de regulações locais. “O crescimento das emissões temáticas no Brasil chama a atenção e é natural que em algum momento tenhamos alguma supervisão também no mercado local”, diz. (Valor Econômico - 03.02.2023)
Link Externo

Divergências sobre hidrogênio leva lei de energias renováveis a um impasse

As negociações sobre as diretrizes para energia renovável da UE foram canceladas devido a uma peça-chave da legislação relacionada ao hidrogênio não ter sido apresentada pela Comissão Europeia. A diretiva busca dobrar a quantidade de energia renovável na Europa para 40-45% do mix energético geral até 2030. As negociações envolvem representantes do Parlamento Europeu, da Comissão Europeia e do Conselho da União Europeia. O cancelamento foi feito por Markus Pieper, um eurodeputado alemão de centro-direita que lidera as negociações em nome do Parlamento. A decisão de Piper foi tomada por não terem sido apresentadas as regras de implementação, que definem quanta eletricidade renovável adicional é necessária para que o hidrogênio sintético se qualifique como "verde" sob a diretiva revisada. No entanto, nem todos os grupos políticos concordaram com o cancelamento, e alguns criticaram a decisão unilateral de Pieper. O rótulo planejado pela Comissão Europeia para o hidrogênio como "renovável" também foi questionado, pois pode classificar o hidrogênio como "renovável" apesar de emissões intensivas durante sua produção. (Euractiv - 06.02.2023) 
Link Externo

Parlamentares da UE dobram as reduções nas emissões de gases fluorados

O Comitê de Meio Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar (ENVI) do Parlamento Europeu votou para acelerar a eliminação do SF 6 e outros gases fluorados (F-gases) no mercado da UE. A meta é atingir a meta zero até 2050, alinhando assim a produção e o consumo com a meta zero líquido da região. A medida, entre 55 páginas de emendas às propostas iniciais, faz parte da revisão da diretiva e regulamento da Comissão sobre gases fluorados. Outros objetivos da revisão incluem melhorar a implementação e fiscalização em questões como o comércio ilegal e as necessidades de treinamento em alternativas de gás fluorado e melhorar o monitoramento e relatórios, bem como fazer melhorias textuais. Os gases fluorados incluem hidrofluorcarbonos como o componente mais importante, perfluorcarbonos, hexafluoreto de enxofre e trifluoreto de nitrogênio e são gases de efeito estufa com alto potencial de aquecimento global. (Smart Energy – 02.03.2023)
Link Externo

Reino Unido: País deve estender teto no preço de energia por mais 3 meses

O secretário do Tesouro do Reino Unido, Jeremy Hunt, deve estender a garantia de teto de preços no setor de energia de 2.500 libras por mais três meses, em um esforço para limitar as altas das contas para a população local. Os limites aos preços de energia se aplicam às tarifas de gás e eletricidade, a fim de que a conta típica de uma residência não supere 2.500 libras ao ano. A expectativa era que esse teto fosse elevado a 3 mil libras a partir de abril, mas agora o governo deve estender o preço atual por mais três meses. (BroadCast Energia – 03.03.2023) 
Link Externo

Alemanha: Solicitação de margem para motores a combustão após 2035

A Alemanha pediu à União Europeia que proponha regras que permitam que carros com motor a combustão que funcionam com combustíveis neutros em CO2 sejam vendidos na Europa após 2035, data em que todos os veículos novos vendidos na região terão que ter zero emissões. Aprovada recentemente pelo parlamento europeu, a nova regra de transição energética estipula que os veículos novos vendidos na região da União Europeia terão que ser carros elétricos a bateria, movidos a célula de combustível de hidrogênio ou qualquer outra tecnologia de emissão zero. A exigência é de que até 2035 as montadoras alcancem um corte de 100% nas emissões de CO2 dos carros novos vendidos. O conjunto de medidas tem como objetivo central combater as mudanças climáticas, apoiando principalmente nas vendas de VEs. No entanto, a Alemanha busca uma alternativa para que veículos com motor de combustão interna que utilizem combustíveis sintéticos ou limpos também possam ser vendidos após 2035. Na verdade, o secretário explicou que a Alemanha estava convencida de que os carros elétricos a bateria são o "caminho a percorrer", mas que também queria ver outras possibilidades zero emissões sendo apoiadas. Dessa forma, a UE irá estudar a proposta para que veículos que funcionem com combustíveis neutros em CO2 podem ser vendidos após 2035, desde que isso esteja em conformidade com as metas climáticas. (Inside EVs - 28.02.2023) 
Link Externo

Alemanha: Parlamento aprova mudanças legais para acelerar energias renováveis

O parlamento alemão aprovou um pacote de regulamentações com o objetivo de acelerar a expansão das energias renováveis em todo o país e agilizar os procedimentos de aprovação. O pacote inclui legislação para a implementação do regulamento de emergência da UE a partir do final de 2022 e uma emenda à Lei de Planejamento Regional que se aplica a todas as aprovações para projetos eólicos onshore e offshore e redes elétricas com uma capacidade de 110 kV ou mais que são lançados antes de 30 de junho de 2024. As novas regras também podem ser aplicadas a procedimentos de aprovação que já começaram, e foram aprovadas pelos partidos SPD, Verdes e FDP no Bundestag e pelo Bundesrat. (Renewables Now – 06.03.2023)
Link Externo

Alemanha: Projeto de armazenamento de energia em bateria como um ativo do sistema de transmissão

A Fluence Energy está desenvolvendo um grande projeto de armazenamento de energia em bateria, denominado Grid Booster, com capacidade de 250 MW e que está programado para ser concluído em 2025. Localizado em Kupferzell, um importante centro de carga em Baden-Württemberg, parte da região industrial da Alemanha, o projeto foi concebido para reduzir os custos operacionais do sistema de transmissão, reduzir o número de medidas preventivas necessárias na operação do sistema, aumentar o uso da rede elétrica e, também, reduzir a necessidade de reforço e expansão de linhas de transmissão em corrente alternada. (PV Magazine - 17.02.2023) 
Link Externo

Alemanha: Recorde nos registros de VEs em 2023

É oficial: o número de carros de passageiros puramente elétricos na Alemanha excedeu a marca de um milhão. Isso está de acordo com os números oficiais agora publicados pela Autoridade Federal de Transporte Motorizado (KBA). De acordo com a KBA, havia 1.013.009 carros elétricos registrados na Alemanha em 1o de janeiro de 2023, representando cerca de dois por cento do estoque total de carros de passageiros. Em 1º de janeiro de 2022, 618.460 carros elétricos foram registrados na Alemanha, o que já foi um aumento de 100% em comparação com o início de 2021, quando eram apenas 309.083 carros elétricos. (Electrive - 03.03.23) 
Link Externo

Itália: “Metas ambientais devem ser perseguidas de forma a evitar prejudicar empregos e produção”

O Ministério do Meio Ambiente da Itália afirmou que as metas ambientais devem ser perseguidas de forma a evitar prejudicar empregos e produção, e que os carros elétricos não devem ser vistos como o único caminho para emissões zero. Dois outros países também recuaram na legislação. A Polônia informou a outros Estados membros que planeja votar contra o plano e a Bulgária indicou que deve se abster, segundo quatro diplomatas da UE. Anteriormente, o governo da Polônia havia dito que a proibição restringiria a escolha do consumidor e elevaria custos. Juntos, esses países contam com votos suficientes para bloquear a aprovação do plano. Um porta-voz da comissão disse que cabe à liderança política determinar qual legislação propor e quando. "A transição para veículos de emissão zero é absolutamente necessária" para que se cumpram as metas climáticas do bloco, disse ele. (BroadCast Energia – 02.03.2023) 
Link Externo

Ásia

Índia: Empresa de energia lícita projeto de Usina Hidrelétrica Reversível de 1GW

A empresa de energia Karnataka Ltd está aceitando propostas para desenvolver até 1 GW em Usina Hidrelétrica Reversível (UHR) em Karnataka, conectada ao sistema de transmissão intra-estadual. Salienta-se que a capacidade mínima para licitação é de 100 MW. Com 155 GW de potencial estimado de energias renováveis, Karnataka é um dos cinco principais estados com potencial em energia renovável da Índia. Diante deste contexto, a Política de Energia Renovável do Estado concentra-se no desenvolvimento do mercado de armazenamento de energia, incluindo UHRs, para integrar mais energia renovável na rede e oferecer serviços de suporte à rede, contribuindo para sua confiabilidade. (PV Magazine India - 27.02.2023) 
Link Externo

Índia: Assinado contrato para a UE do primeiro projeto de amônia verde em Kakinada

A Uniper e a Greenko ZeroC Private Limited anunciaram a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) para a Uniper ser o comprador exclusivo de amônia verde produzida pela Greenko ZeroC em Kakinada. Sob o MoU, a Greenko e a Uniper pretendem negociar uma estrutura inovadora de preços para um contrato de fornecimento e compra de 250.000 toneladas por ano de Amônia Verde (GASPA). O projeto Kakinada da Greenko é uma instalação multifásica de produção e exportação de amônia verde, adicionando até 1 MTPA de capacidade de produção de Amônia Verde até 2027. A primeira fase da instalação da Greenko em Kakinada produz amônia verde com base em um eletrolisador alimentado por eletricidade renovável produzida por 2,5 GW de ativos renováveis na Índia e reforçada por sua Pinnapuram Integrated Renewable Energy Storage Plant (IRESP). (Uniper - 07.02.2023) 
Link Externo

China: Relatório do Oxford Institute for Energy Studies avalia a transição de baixo carbono do setor energético no país

Em análise publicada recentemente, o The Oxford Institute for Energy Studies, indicou que a transição energética de baixo carbono da China depende da liderança do setor de energia. No documento, são respondidas três perguntas sobre a transformação do setor de energia da China: (i) A transição do setor de energia está no caminho certo, em termos de capacidade e produção não fóssil e renovável? (ii) As reformas de mercado no setor de energia são um pré-requisito para a transição de baixo carbono da China? (iii) Os esforços de compartilhamento de experiências internacionais e tópicos de pesquisa cooperativa requerem ajustes? O documento avalia que a China está fazendo progresso constante na descarbonização em alguns setores, como o setor de energia e transporte, enquanto outros exigirão mais tempo para avaliar. (The Oxford Institute for Energy Studies - 28.02.2023) 
Link Externo

Indonésia: Criação de programa de subsídios para VEs

O governo indonésio anunciou recentemente a criação de um programa de subsídios para carros elétricos, scooters e ônibus em seu último movimento para impulsionar a adoção de veículos elétricos no país e ajudar a fechar acordos de investimento com fabricantes globais de veículos elétricos, como a americana Tesla e a chinesa BYD. De acordo com o programa que entrará em vigor em 20 de março, a compra de uma scooter elétrica será elegível para um subsídio de 7 milhões de rúpias (cerca de US$ 460). A mesma quantia será oferecida aos consumidores que converterem scooters com motor de combustão interna em elétricas. Autoridades disseram que o governo está preparando o subsídio para um total de 250 mil e-scooters este ano. Também serão concedidos subsídios para cada compra de VEs e ônibus. O governo se prepara para subsidiar a compra de até 35.900 VEs e 138 ônibus elétricos em 2023. (Valor Econômico - 07.03.2023)
Link Externo

Malásia: As energias renováveis são a solução para o futuro sustentável do país com a ambição climática renovada

Novo relatório confirma a capacidade da Malásia de atingir sua meta de zero líquido com o aumento do uso de fontes renováveis locais e acessíveis. De acordo com as conclusões do relatório, a transição para energia renovável economizará para a Malásia entre US$ 9 bilhões e US$ 13 bilhões anualmente até 2050 em custos evitados de energia, clima e saúde. Desenvolvido pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) em colaboração com o Ministério de Recursos Naturais, Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (NRECC) da Malásia, o relatório mostra que, ao alinhar suas estratégias de desenvolvimento de baixa emissão com o Cenário de 1,5 °C da IRENA, o país asiático pode aumentar sua participação em energias renováveis para mais da metade de sua matriz energética final até 2050, acima dos 5% atuais. (IRENA – 08.03.2023)
Link Externo

América do Norte

Expansão da capacidade de produção de baterias na América do Norte surpreende

A América do Norte verá uma expansão sem precedentes da capacidade de fabricação de baterias para veículos elétricos nesta década, a fim de apoiar a próxima mudança maciça em direção aos carros elétricos. O Escritório de Tecnologias de Veículos do Departamento de Energia (DOE) informa que dentro de aproximadamente dez anos (entre 2021 e 2030), a capacidade total de fabricação de baterias aumentará quase 20 vezes. De acordo com o Laboratório Nacional de Argonne (ANL), a capacidade de fabricação de baterias da América do Norte em 2021 era de cerca de 55 GWh por ano e tem se mantido estável desde 2018 (51 GWh/ano), quando a Tesla lançou sua Gigafactory em Nevada. Mas as coisas agora são diferentes, com a ANL indicando 90 GWh/ano em 2022, e esperando 177 GWh/ano este ano. Considerando as plantas de baterias anunciadas nos Estados Unidos, Canadá e México (até novembro de 2022), o volume deve aumentar para 346 GWh/ano em 2024, e exceder 800 GWh/ano em 2025, atingindo quase 998 GWh/ano em 2030. Esses números poderiam na verdade ser mais altos se alguém anunciasse mais fábricas de baterias na América do Norte. O crescimento de 55 GWh/ano em 2021 para quase 1.000 GWh/ano (ou 1 TWh) em 2030 é bastante surpreendente. De acordo com a reportagem, até 2030, a indústria deverá ser capaz de apoiar baterias para 10-13 milhões de veículos totalmente elétricos anualmente (assumindo uma média de 77-100 kWh por veículo). (Inside EVs - 01.03.2023)  
Link Externo

EUA: Boom do armazenamento de energia em baterias está apenas começando

Nova análise de implantações de armazenamento de bateria em larga escala nos EUA em 2022 ressalta uma indústria em meio a um rápido crescimento. As perspectivas para os próximos anos sugerem que o boom está apenas começando. Os desenvolvedores de projetos energizaram um recorde de 4.221 MW de capacidade de armazenamento de bateria em grande escala no ano passado, um aumento de 29% em relação a 2021, de acordo com a análise da S&P Global Market Intelligence. Apenas cerca de 42% das adições de capacidade planejadas entraram em operação em 2022. Projetos de armazenamento autônomo representaram 54% dessa capacidade, enquanto 46% foram co-localizados com usinas novas e existentes. (Renewables Energy World –02.03.2023)
Link Externo

EUA: DOE vai financiar centro de reciclagem de baterias

O Departamento de Energia dos EUA (DOE) vai financiar um enorme centro de reciclagem que atenderá às necessidades de bateria de cerca de 203.000 EVs por ano. O Departamento de Programas de Empréstimos (LPO) do DOE anunciou o compromisso condicional com a empresa de reciclagem de baterias de íon-lítio Li-Cycle para um empréstimo de US$ 375 milhões para ajudar a construir a primeira instalação comercial de recuperação de recursos de baterias de íon-lítio da América do Norte em Rochester, Nova York. Como é a norma com os empréstimos LPO, sua finalização está sujeita ao cumprimento de certas condições, mas o empréstimo deve ser concluído no segundo trimestre de 2023. O Rochester Hub da Li-Cycle, com sede em Toronto, se tornará uma importante fonte americana de materiais para baterias, incluindo lítio, níquel e cobalto. O empréstimo do DOE permitirá que a empresa expanda suas operações. (Electrek - 27.02.2023) 
Link Externo

Porto Rico: Governo dos EUA oferece apoio de US$1 bilhão para promover resiliência energética

O Department of Energy's Grid Deployment Office dos EUA lançou uma Solicitação de Informações (RFI, sigla em inglês) para coletar feedback das partes interessadas em Porto Rico sobre como alocar US$1 bilhão, gerenciado por meio do Fundo de Resiliência de Energia de Porto Rico (PR-ERF, sigla em inglês). O financiamento será desenvolvido para aumentar a resiliência energética e reduzir a carga de energia sobre os residentes vulneráveis da ilha e se alinha com a política pública de energia de Porto Rico para atingir 100% de energia renovável até 2050. O pacote PR-ERF será gerenciado pelo Grid Deployment Office em consulta com a Agência Federal de Gerenciamento de Energia e o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano. A primeira rodada de investimentos implantará energia solar residencial e armazenamento de energia para residências vulneráveis, enquanto as rodadas subsequentes de investimento podem incluir energia solar comunitária, microrredes e outras soluções de modernização da rede. As partes interessadas porto-riquenhas foram solicitadas a fornecer feedback sobre tecnologias e soluções energéticas prioritárias, elegibilidade, estrutura de financiamento e cronograma. (PV Magazine USA - 22.02.2023) 
Link Externo

Canadá: Governo lança programa para apoiar desenvolvimento comercial de pequenos reatores modulares

O governo canadense lançou um programa para apoiar o desenvolvimento comercial de pequenos reatores modulares (SMRs), oferecendo US$ 21,8 milhões de financiamento ao longo de quatro anos para desenvolver cadeias de suprimentos para fabricação de SMR e fornecimento e segurança de combustível, além de financiar pesquisas sobre soluções seguras de gerenciamento de resíduos SMR. O programa “Habilitando Pequenos Reatores Modulares” foi lançado na conferência anual da Associação Nuclear Canadense (CNA) por Julie Dabrusin, Secretária Parlamentar do Ministro de Recursos Naturais e do Ministro do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas. Para Julie Dabrusin, a energia limpa segura e confiável fornecida pela energia nuclear está nos apoiando na remoção de carvão e gás da rede em Ontário e em todo o Canadá. “Ao investir nesta próxima geração de tecnologia nuclear, o Canadá pode ajudar seus parceiros em todo o mundo a atingir suas metas climáticas enquanto exporta tecnologias limpas e minerais críticos como urânio para nossos parceiros globais. Este programa ajudará a combater a poluição e criar empregos sustentáveis por gerações vir”, declarou. (Petronotícias - 02.03.2023)
Link Externo

México: Reorganização das cadeias globais de valor favorece o país

As tendências globais de reorganização das cadeias de suprimento estão favorecendo o México. O país vem atraindo grandes empresas interessadas em se aproximar de seus clientes e consumidores nos EUA. Nas últimas semanas, BMW e Tesla anunciaram que fabricarão VEs no país. Os EUA veem com simpatia a chegada das empresas ao México. Numa reunião que manteve com López Obrador em janeiro, na Cidade do México, o presidente americano, Joe Biden, ofereceu ao governo mexicano cooperação na montagem de equipes de alto nível para estimular instalação de fábricas de chips no país. Em 2022, o México atraiu US$ 35 bilhões em investimentos estrangeiros diretos de acordo com dados oficiais. (Valor Econômico - 07.03.2023)
Link Externo

América do Sul, Central e Caribe

Artigo GESEL: "Transição Energética, minerais críticos e o Brasil"

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, intitulado: “Transição Energética, minerais críticos e o Brasil”, os autores Nivalde de Castro (Professor do IE da UFRJ e coordenador do GESEL), Vitor Santos (Professor Catedrático do ISEG da Universidade de Lisboa) e Thereza Aquino (Professora da Escola de Engenharia da UFRJ e pesquisadora Associada do GESEL), analisam a utilização do potencial de recursos endógenos renováveis e seus objetivos estratégicos. Segundo os autores, “as oportunidades para o Brasil assumir uma posição de destaque nos cenários nacional e internacional de uma economia de baixa emissão de carbono estão dadas, seja na área de energia elétrica, na qual o país já é uma liderança mundial, seja na área de minerais e metais necessários à transição energética”. (GESEL-IE-UFRJ – 03.03.2023)
Link Externo

Artigo GESEL: “Desafios para a introdução de ônibus elétricos no Brasil”

Em artigo publicado pela Agência CanalEnergia, intitulado: “Desafios para a introdução de ônibus elétricos no Brasil”, os autores Gabriel Pabst (pesquisador associado do Gesel e doutorando do PPE-COPPE-UFRJ), Vinícius José Braz da Costa (pesquisador júnior do Gesel), Marcelo Maestrini (pesquisador pleno do Gesel e doutorando do PPGE-UFF) e Paulo Maurício Senra (pesquisador pleno do Gesel), analisam as dificuldades associadas eletrificação dos transportes públicos no caso brasileiro. Inicialmente, os autores afirmam que: “apesar da agenda da eletrificação dos transportes públicos ter avançado em diversos países com diferentes realidades sociais e econômicas, esta transição continua a representar um desafio no caso brasileiro.” Os autores também apontam que: “em síntese, as principais barreiras encontradas na literatura ou em relatórios oficiais dos órgãos gestores responsáveis pela eletromobilidade no transporte coletivo por ônibus apontam um alto volume de recursos necessário para a implantação da política, dificuldades de obtenção de financiamento para seu custeio e empecilhos nos modelos vigentes de contratação pública que não favorecem a aquisição dos ônibus urbanos eletrificados.” Por fim, eles concluem: “a partir dos resultados identificados, avalia-se que diversos fatores complicadores para a utilização em larga escala dos ônibus elétricos no Brasil podem ser atenuados por políticas públicas de médio e longo prazo.” (Publicado pela Agência CanalEnergia) 
Link Externo

Siemens Energy: América latina está atrasada na transição energética, mas com perspectivas positivas

A América Latina é a região com menor nível de prontidão para a transição energética no planeta. A constatação é de um novo estudo publicado recentemente pela Siemens Energy. Segundo a pesquisa, os países da região possuem uma considerável expansão das energias renováveis, porém tecnologias como power-to-X (combustíveis sintéticos e derivados verdes) e captura e armazenamento de carbono mostram um menor progresso. Na avaliação do diretor-geral da Siemens Energy no Brasil, André Clark, para exercer sua influência no compromisso net zero global, as lideranças da América Latina precisam mudar como pensam seu planejamento energético e visar uma estratégia que ultrapasse a demanda local de energia com vistas aos mercados externos. O estudo da Siemens Energy, chamado o Índice Global de Prontidão para a Transição Energética, revela que a América do Norte tem o maior índice de prontidão (34%), seguida por Europa (33%), Oriente Médio e África (26%) e Ásia-Pacífico (25%). A América do Sul aparece em último lugar, com 22% de prontidão. A pesquisa foi realizada com mais de 2.000 especialistas, estrategistas e autoridades do setor de energia em todo o mundo. (Petronotícias - 28.02.2023)
Link Externo

Brasil: Preços da energia elétrica no mercado livre vão impactar empresas

O J.P. Morgan indicou recentemente que os preços de energia elétrica negociada no mercado livre estão no seu menor patamar dos últimos 10 anos, a cerca de R$ 100 por MWh para o período entre 2023 e 2025, e não há perspectiva de melhora, o que vai impactar as empresas do setor de geração. "Somente no próximo período chuvoso, entre novembro de 2023 e abril de 2024, que enxergamos uma possibilidade de reversão na tendência da curva de preços, a depender do volume de chuvas”, afirmam analistas do banco norte-americano. No longo prazo, em 2028, os preços devem convergir para R$ 160 por MWh. A Eletrobras, por sua vez, acaba sendo a empresa do setor de geração mais prejudicada pelos preços mais baixos, uma vez que 80% da sua capacidade entre 2027 e 2052 não está contratada, aumentando sua exposição aos preços mais baixos. (Valor Econômico - 07.03.2023)
Link Externo

Brasil: Indústrias de eletricidade e gás tiveram melhor desempenho da história em 2022, segundo IBGE

Na esteira da boa quantidade de chuvas que encheu os reservatórios das usinas hidrelétricas, e permitiu um uso menos intensivo das usinas termelétricas, a indústria da eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos teve o melhor desempenho da história, segundo dados das Contas Nacionais apuradas pelo IBGE, que divulgou o desempenho do PIB. A alta no segmento foi de 10,1% em 2022, ante 2021, e é a maior da série, desde 1996. A indústria de transformação caiu 0,3% em 2022 em relação a 2021, e as indústrias extrativas recuaram 1,7%. Já o segmento de comércio subiu 0,8%. O segmento de informação e comunicação avançou 5,4% em 2022 ante 2021, e o de transporte e armazenagem cresceu 8,4%. As atividades financeiras avançaram 0,4%, e as atividades imobiliárias tiveram expansão de 2,5%. A construção avançou 6,9% em 2022, e as outras atividades de serviços subiram 11,1%. A administração pública e seguridade social teve elevação de 1,5%. (BroadCast Energia – 02.03.2023) 
Link Externo

Brasil: País bate recorde em energia renovável em 2022

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no ano passado, 92% da energia elétrica gerada no Brasil provinha de fontes renováveis, incluindo usinas hidrelétricas, eólicas, solares e de biomassa. Esse é o maior percentual em uma década e deve-se, em parte, a um cenário hídrico climático mais favorável, que ajudou a recuperar os reservatórios das hidrelétricas e a expandir a geração de energia eólica e solar. As usinas hidrelétricas responderam por 73,6% do total gerado, seguidas pelos parques eólicos, com 14,6%, e as demais fontes, como biomassa, pequenas centrais elétricas, solar e centrais geradoras hidrelétricas, por 11,8%. A geração hidrelétrica aumentou 17,1% devido às chuvas em 2022, enquanto a geração solar centralizada teve o maior aumento, com um crescimento de 64,3% na comparação com o ano anterior. A capacidade instalada em energia renovável é de 116.332 MW. (Engie – 02.03.2023)
Link Externo

Brasil: R$ 64 bi em investimentos de geração solar em 2022

Um estudo realizado pela Greener mostrou que o volume de módulos fotovoltaicos demandados pelo mercado brasileiro para atender a geração solar ultrapassou os 17 GW em 2022, viabilizando investimentos superiores a R$ 64 bilhões, tanto para geração distribuída (GD) quanto para geração centralizada (GC), um crescimento de 73% em relação ao mesmo período do ano anterior, que registrou 10,3 GW. O estudo GD do mercado solar também mostrou que as mudanças nas regras de geração distribuída, que passaram a vigorar em janeiro deste ano, trouxeram leve queda na atratividade dos sistemas FV residenciais e comerciais. No entanto, para 60% dos integradores, a expectativa para 2023 é de que as empresas vendam acima de 100 kWp. (CanalEnergia - 27.02.2023)
Link Externo

Brasil: País terá de alcançar emissões negativas até 2040 para atingir neutralidade

O Brasil terá de alcançar emissões negativas de CO2 entre 2035 e 2040, para atingir a neutralidade na geração líquida de gases de efeito estufa até 2050. Isso será possível quando a diferença entre o valor emitido e o capturado da atmosfera ficar em torno de 500 milhões de toneladas, aponta estudo sobre transição energética produzido em parceria pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Empresa de Pesquisa Energética e Centro de Economia Energética e Ambiental da Coppe/UFRJ. A análise mostra os desafios que o país terá que enfrentar no caminho para a descarbonização da economia, a partir de três cenários distintos de transição energética: “Transição Brasil”, “Transição Alternativa” e “Transição Global”. Todos eles indicam crescimento na demanda por energia, a necessidade de atualizar e criar marcos regulatórios para a transição energética e o fato de novas tecnologias e infraestrutura não terem atingido ainda o grau de desenvolvimento necessário para terem escala e competitividade. (Canal Energia – 01.03.2023)
Link Externo

Brasil: Petrobras tem lucro recorde e pré-sal financiará parte da transição energética

Após registrar o maior lucro líquido de sua história, atingindo R$ 188,3 bilhões e subindo 76,6% em relação a 2021, a Petrobras seguirá atuando com foco principal na exploração e produção de petróleo, gás natural e derivados, mas sem deixar de perseguir os caminhos para o protagonismo na transição energética. O presidente Jean Paul Prates disse que esse momento está cada vez mais próximo em direção às diversas fontes renováveis e sustentáveis, e que o próprio core business da estatal irá construir e financiar esse futuro. “Temos grande evidência na descarbonização com o maior programa do mundo e vamos manter nosso foco no pré-sal, primeiro porque é nossa atividade principal e é importante justamente para financiar em parte essa transição energética”, comentou o executivo durante a teleconferência da companhia nessa quinta-feira, 2 de março. Prates ressaltou existir várias formas da corporação ir costurando e alimentando a transição energética sem tirar o foco da extração e produção dos tradicionais combustíveis, que irão angariar 83% dos investimentos da petroleira nesse ano. Pensando mais no longo prazo ele lembra que a eólica offshore e o hidrogênio verde já estão previstos nos planos do setor e que o conhecimento da estatal em águas profundas coloca o Brasil em posição privilegiada nesses mercados. (CanalEnergia – 02.03.2023) 
Link Externo

Brasil: Hidrogênio verde poderá ser produzido em um complexo eólico e solar de 1 GW

O Governo anunciou que dois investidores europeus, F9 e Eurosolar, estão interessados em adicionar a produção de hidrogênio verde a um complexo híbrido de energia eólica e solar de 1.043,5 MW no estado do Rio Grande do Norte. O complexo será desenvolvido pela empresa local Maturati e os investidores buscam atender à demanda nos mercados doméstico e internacional. O governo iniciará os procedimentos legais para assinatura de um Memorando de Entendimento para formalizar o acordo. A governadora do estado também assinou um MoU com a Enerfin do Brasil para um projeto piloto de hidrogênio verde e apresentou o programa de hidrogênio verde do estado para a EDP Renováveis SA. (Renewables Now – 06.03.2023)
Link Externo

Brasil: Petrobras e Equinor vão estudar projetos de até 14,5 GW de eólica offshore

A Petrobras e a Equinor ampliaram a cooperação para avaliar a viabilidade técnico-econômica e ambiental de sete projetos de geração de energia eólica offshore na costa brasileira, com potencial para gerar até 14,5 GW. Além dos dois projetos iniciais, a parceria irá avaliar a viabilidade de parques eólicos em outras regiões do país. A Petrobras tem ambição de neutralizar suas emissões até 2050 e a energia eólica offshore é um dos segmentos prioritários em seu plano estratégico para o período 2023-2027. A empresa investe em projetos de desenvolvimento tecnológico, como os testes da Boia Remota de Avaliação de Ventos Offshore em parceria com os SENAIs do Rio Grande do Norte e Santa Catarina. (CanalEnergia – 06.03.2023)
Link Externo

Brasil: Biomassa com captura de carbono na aposta para zerar emissões até 2050

Um estudo realizado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) mostra que a biomassa com captura e armazenamento de carbono (CCUS) tem um papel importante na descarbonização do setor de energia para que o Brasil alcance a neutralidade de carbono até 2050. O estudo traz três cenários, incluindo onde os biocombustíveis avançados se destacam como o principal vetor de substituição aos fósseis no setor de transportes. A eletrificação, por sua vez, tem a perspectiva de ocorrer em nichos. A meta de emissões negativas de CO2 deve ser atingida em torno de 2035-2040, uma década antes do momento de alcance da neutralidade climática no país. O estudo também alerta para a necessidade de acabar com o desmatamento ilegal, que representa 73% das emissões totais no país. O relatório faz nove recomendações políticas, com foco na captura e armazenamento de carbono (CCUS). (EPBR - 03.03.2023)
Link Externo

África e Oriente Médio

O papel da mineração africana na transição energética

A Wood Mackenzie participou de dois painéis de discussão no Mining Indaba deste ano na Cidade do Cabo, África do Sul. O evento posicionou a África – e o fornecimento de metais críticos – no centro da transição energética. A chamada à ação unânime é que um investimento extraordinário em novas minas é necessário, e logo. A maioria dos participantes da indústria também concordou com os desafios de fazê-lo. Mas poucos no setor podem fornecer uma solução ideal sobre quem pagará e como a cadeia de valor deve evoluir. Em muitos painéis de discussão e palestras na Mining Indaba, parecia haver pouca discordância de que para metais de transição energética – lítio, cobre, níquel, cobalto, vanádio e grafite, entre outros – existe atualmente uma incompatibilidade entre a demanda futura e a capacidade da indústria entregar. Os números da Wood Mackenzie sugerem que, para atingir as metas do Acordo de Paris de carbono zero até 2050, a produção de cobre e alumínio deve dobrar, a produção de níquel precisa aumentar três vezes e o mundo exigirá nove vezes a quantidade de lítio produzida hoje. Existe um amplo entendimento de que, com cerca de 30% da riqueza mineral global, a mineração africana desempenhará um papel crítico no fornecimento dos materiais necessários para atender às metas mundiais de emissões. (WoodMac – 28.02.2023)
Link Externo

Oceania

Austrália: Governo estabelece financiamento de US$ 1,5 bilhão para armazenamento de energia

O governo do estado de New South Wales, na Austrália, planeja acelerar a transformação do sistema elétrico com o estabelecimento de um fundo de US$1,5 bilhão, chamado Clean Energy Superpower Fund, que ajudará a fornecer armazenamento de energia renovável e projetos que garantam a segurança da rede, como energia solar em telhados, baterias comunitárias, baterias de grandes escalas e usinas hidrelétricas reversíveis em todo o país. O governo do estado também investirá US$23 milhões para expandir o Roteiro de Infraestrutura de Eletricidade e desbloquear as restrições da rede local. O fundo superará as restrições de rede e implantará infraestruturas de armazenamento e rede elétrica que liberará o potencial da energia renovável. Todos os projetos serão avaliados pelo Australian Energy Market Operator (AEMO) ou pelo Regulador de Energia da Austrália para garantir que sejam do interesse financeiro de longo prazo dos consumidores. Destaca-se que o Clean Energy Superpower Fund faz parte do plano econômico de longo prazo do Governo de New South Wales, que visa atrair US$32 bilhões em investimentos privados e apoiar mais de 9.000 empregos até 2030. (NSW Government - 18.02.2023)  
Link Externo

Eventos

ONU: Evento propõe avanço socioambiental na Agenda 2030

A ONU realizará em setembro deste ano a Cúpula dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) com o objetivo de avançar a Agenda 2030, avaliando o cumprimento das metas de erradicação da fome e da pobreza, mudanças climáticas, água, biodiversidade, saúde e direitos humanos junto aos países. Em janeiro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reiterou o apelo aos países do G20 para que concordem com um estímulo global de pelo menos US$ 500 bilhões por ano para apoiar os países do sul global a avançarem nos ODS. (Valor Econômico - 03.03.2023)
Link Externo

ESG Energy Forum IBP

A indústria de óleo, gás e energia, tem um papel essencial na transição para uma economia com baixa emissão de carbono, minimizando impactos sociais, e prezando por um ambiente de negócios que priorize o desenvolvimento e implementação de práticas respeitáveis, éticas e transparentes. O IBP realiza pela primeira vez o ESG Energy Forum, que congrega diferentes agentes do ecossistema para integrá-los por meio de experiências, trocas de insights e conexões com o poder público, o mercado privado e os agentes do terceiro setor. O evento acontecerá nos dias 20 e 22 de junho, no Hotel Fairmont Rio de Janeiro, em Copacabana. O evento discutirá a transição energética como meio para um futuro com menos emissões, as políticas e os avanços de projetos como as eólicas offshore, a tecnologia de Captura, Armazenamento e Utilização de Carbono (CCUS, na sigla em inglês), o mercado de carbono no contexto das grandes companhias de petróleo, o hidrogênio verde e demais ações para desenvolvimento da agenda social da diversidade e inclusão como motor da inovação para a sociedade. (IBP)
Link Externo