IFE
28/07/2023

IFE Energia Nuclear 32

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e João Pedro Gomes
Pesquisadores: Cristina Rosa e João Pedro Gomes
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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28/07/2023

IFE nº 32

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e João Pedro Gomes
Pesquisadores: Cristina Rosa e João Pedro Gomes
Assistente de pesquisa: Sérgio Silva

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IFE Energia Nuclear 32

Políticas Públicas e Planos de Governo

Brasil: PL propõe reaproveitamento de trabalhadores demitidos pela Eletrobras

Deputados da Rede, PSB, Psol e PT apresentaram projeto lei que prevê a absorção de trabalhadores da Eletrobras demitidos sem justa causa pela Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. (ENBPar) e por outras empresas públicas e de economia mista federais. O PL 1.189/23 altera o Artigo 1º da Lei 14.182, que autorizou a privatização da ex-estatal. A mudança abrange dispensas ocorridas na holding e nas subsidiárias, no período de 48 meses a partir da data de publicação da Medida Provisória 1031/ 2021, convertida na chamada Lei da Eletrobras. A reintegração seria feita, sempre que possível, em cargos de mesma complexidade ou similaridade aos que os trabalhadores exerciam nas empresas das quais foram demitidos. O dispositivo que previa o aproveitamento de funcionários demitidos pela companhia por outras estatais foi vetado em julho de 2021 pelo então presidente Jair Bolsonaro. O veto foi mantido pelo Congresso Nacional. (Agência CanalEnergia – 17.07.2023) 
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Brasil: Lula debateu submarino nuclear em jantar com almirantes, diz Múcio à CNN

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, disse à CNN que o presidente Lula (PT) e a cúpula da Marinha debateram a situação do submarino de propulsão nuclear que o Brasil desenvolve com tecnologia francesa durante jantar com almirantes na quarta-feira (14/7). “Foi um jantar muito bom, amistoso. Conversamos muito sobre o programa de submarinos da Marinha. O presidente tinha essa dúvida sobre a situação do projeto”, disse Múcio à CNN. O Programa de Submarinos (Prosub) é o principal projeto desenvolvido pela Marinha brasileira em parceria com a França. Segundo a própria Força, está prevista “a produção de quatro submarinos convencionais e a fabricação do primeiro submarino brasileiro convencionalmente armado com propulsão nuclear”. O presidente, segundo Múcio, sinalizou apoio à conclusão do projeto. O Palácio do Planalto tem utilizado os projetos prioritários das Forças Armadas para se aproximar dos militares. (CNN – 13.07.2023) 
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Brasil: CMO vai avaliar dinheiro para segurança nuclear

Depois do recesso parlamentar, a Comissão Mista de Orçamento (CMO) vai analisar projetos que disponibilizam dinheiro, principalmente, para a segurança nuclear, o atendimento a locais atingidos por desastres naturais e o combate à gripe aviária. É pouco menos de R$ 1,2 bilhão, dividido entre dois projetos de lei (PLNs) e quatro medidas provisórias (MPs). As proposições estão na pauta da CMO aguardando votação. Depois, em caso de aprovação, serão encaminhadas para os Plenários do Congresso Nacional — caso dos PLNs — ou da Câmara dos Deputados e do Senado Federal — caso das MPs. O Executivo enviou dois PLNs abrindo créditos orçamentários para o setor de segurança nuclear. O dinheiro não é um investimento novo: trata-se apenas de remanejamento de verbas como consequência do atraso na instalação da Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN). Autarquia criada em 2021, a agência assumirá a responsabilidade pelo setor, que pertencia à Comissão Nacional de Energia Nuclear. No entanto, a presidência da ANSN ainda está vaga, o que impede o início das atividades. Sendo assim, o governo precisou realocar a dotação orçamentária destinada à agência de volta para a Comissão Nacional. (Agência Senado – 25.07.2023) 
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ENBPar: Fábio Amorim assume Consultoria Jurídica

O advogado Fábio Amorim da Rocha foi nomeado na semana passada chefe da Consultoria Jurídica da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional. O convite partiu do presidente da estatal responsável pela área nuclear e por Itaipu, Luiz Fernando Paroli, que foi eleito para o cargo na primeira quinzena de julho. Amorim é especializado em Direito Regulatório e exerce, desde 2010, a função de presidente da Comissão de Energia Elétrica da seção da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro. Ele também exerceu a mesma função na OAB Federal. Exerce ainda a função de árbitro da Câmara de Mediação e Arbitragem da FGV, CBMA, Camesc e Camfiep. No setor elétrico, foi diretor de Gente e Gestão Empresarial e superintendente Jurídico da Light SA; além de assessor jurídico da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica. (Agência CanalEnergia – 24.07.2023) 
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ABDAN: Saída de ministra da Ciência e Tecnologia pode atrapalhar setor nuclear

O rumor de uma possível saída da Ministra de Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, para acomodar parlamentares do Centrão deixou o setor nuclear brasileiro preocupado, já que a entrada de um nome sem experiência pode desarticular os avanços já ocorridos. Entre outras atribuições, a agenda da ministra inclui pautas no setor nuclear. O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento Atividades Nucleares (Abdan), Celso Cunha, diz que entende que é importante o governo ter maioria para ter governabilidade, mas se diz estar preocupado que uma pasta tão importante seja ocupada por alguém sem familiaridade com o setor. “Ciência e Tecnologia foi alvo de um massacre no governo anterior [do ex-presidente Jair Bolsonaro-PL] com falta de investimentos. Foi terra arrasada. Agora, a Abdan, como entidade empresarial, nota que os ministérios começaram a funcionar. O de Ciência e Tecnologia foi o primeiro”, diz Cunha. Segundo ele, o setor atômico vê a ministra como uma dirigente proativa, já que ela fez anúncios importantes e liberou recursos para o setor. Interromper este processo seria criar uma expectativa ruim no setor empresarial que pode atrapalhar os avanços já ocorridos. (Valor Econômico – 26.07.2023) 
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Bélgica: Acordo vinculativo sobre operações de reatores previsto para outubro

A concessionária francesa Engie e o governo federal belga assinaram um acordo-quadro para estender a operação dos reatores de energia Doel 4 e Tihange 3 por 10 anos. O acordo estabelece o enquadramento para negociações futuras visando um acordo final e juridicamente vinculativo em outubro. A Agência Federal de Controle Nuclear da Bélgica (FANC) definiu suas expectativas de segurança nuclear para a operação estendida das unidades, incluindo a entrega pontual de combustível nuclear, melhorias no projeto da usina e a qualificação de equipamentos importantes para a segurança. A FANC propôs alterações aos regulamentos de segurança para permitir a extensão e especificou as condições necessárias para a retomada da operação após 40 anos de operação. A Engie Electrabel está desenvolvendo planos de ação para melhorias de segurança, sujeitos à aprovação da FANC. (WNN - 25.07.2023) 
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Bulgária: Agência Reguladora solicita o uso de combustível da Westinghouse

A Agência Reguladora Nuclear da Bulgária recebeu um pedido para emitir uma licença para o uso do combustível VVER-1000 da Westinghouse na unidade 5 da usina nuclear Kozloduy. O pedido compreende mais de 80 documentos totalizando mais de 8.400 páginas, principalmente documentação técnica e análises de segurança. Em novembro do ano passado, a Assembleia Nacional da Bulgária votou pela busca de uma alternativa à Rússia como fornecedora de combustível nuclear, e posteriormente a unidade 5 de Kozloduy assinou um contrato de dez anos com a Westinghouse para fornecer o combustível VVER-1000. A Westinghouse já tem experiência no fornecimento de combustível para usinas nucleares russas VVER na Ucrânia, e o novo projeto RWFA é uma evolução de seu projeto anterior WFA. A usina de Kozloduy também assinou um acordo com a Framatome para o fornecimento de combustível nuclear para a sexta unidade. (WNN - 24.07.2023) 
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Canadá: Segundo reator remodelado de Darlington está operando novamente

A unidade 3 da usina nuclear de Darlington, no Canadá, passou por uma reforma e foi reconectada à rede elétrica 169 dias antes do previsto. A reforma faz parte de um projeto de 10 anos para permitir que a planta continue operando até 2055. Durante a reforma, todo o combustível e água pesada do reator são removidos, e milhares de componentes são inspecionados e substituídos. A unidade 3 está operando com 100% de capacidade, fornecendo energia limpa e confiável, evitando emissões de gases de efeito estufa e gerando eletricidade suficiente para abastecer 350.000 residências por um ano inteiro. O projeto de reforma das quatro unidades da usina está previsto para ser concluído até o final de 2026. (WNN - 19.07.2023) 
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China: Módulo principal instalado em Haiyang IV

Um importante marco foi alcançado na construção da usina nuclear de Haiyang 4, na China, com a instalação bem-sucedida de um grande módulo na unidade em construção. A operação foi concluída com sucesso usando uma grua de 3.000 toneladas, e o módulo, que pesa cerca de 340 toneladas, foi posicionado com precisão no local. Haiyang 4 é um reator nuclear de água pressurizada (PWR) com capacidade para 1250 MWe, e a instalação do módulo representa um passo significativo no progresso da construção da unidade. O projeto é parte do esforço contínuo da China em aumentar sua capacidade de geração de energia nuclear e diversificar sua matriz energética. (WNN - 20.07.2023) 
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Coreia do Sul: País considera novas usinas nucleares

O Ministério da Indústria da Coréia do Sul está considerando a necessidade de novas usinas energéticas para expandir o fornecimento de energia e atender à crescente demanda prevista por eletricidade, impulsionada pela eletrificação da indústria, veículos elétricos e geradores de alta tecnologia. O 10º Plano de Eletricidade anterior foi bem-sucedido em aumentar a participação das usinas energéticas no mix de energia, mas o país agora planeja revisar um novo plano de mix de energia, incluindo a possibilidade de construir novas usinas energéticas. A Coreia do Sul tem expandido suas ambições energéticas desde que o novo presidente assumiu o poder, revertendo a política de eliminar gradualmente a energia nuclear. (WNN - 12.07.2023) 
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Coreia do Sul: Novos avanços nos planos de construção de usinas nucleares

O governo sul-coreano disse na terça-feira que, em breve, começará a discutir ativamente planos para construir novas usinas nucleares que apoiem as metas de redução de carbono e melhorem o fornecimento de energia do país. Durante uma reunião de política energética realizada pelo Ministério da Energia, o governo confirmou que está considerando uma combinação de fontes de energia que seja racional e eficiente em termos de custos e que envolverá a introdução de novas usinas nucleares. Um painel de especialistas será lançado ainda este mês para discutir um plano básico de oferta e demanda de energia. O plano de energia de longo prazo deve ser finalizado este ano e estará em vigor até 2038. Para o país responder ao aumento da demanda de energia no longo prazo, "é necessário considerar um mix de energia que inclua novas usinas nucleares", disse o ministro da Energia, Lee Chang-yang. (Valor Econômico – 19.07.2023) 
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Coreia do Sul e Polônia: Países intensificam cooperação em matéria nuclear

Durante o Fórum Empresarial Coréia-Polônia em Varsóvia, foram assinados vários acordos relacionados à energia nuclear entre empresas sul-coreanas e polonesas. Seis desses acordos estão ligados à geração de energia nuclear, incluindo a Doosan Enerbility assinando MoUs com empresas polonesas para construir novas usinas energéticas na Polônia. Além disso, a Hyundai Engineering Company (HEC) da Coreia do Sul assinou um Acordo Preliminar com a Grupa Azoty Zakłady Chemiczne Police SA da Polônia e a Ultra Safe Nuclear Corporation (USNC) dos EUA para cooperação no desenvolvimento de energia nuclear na Polônia, incluindo a tecnologia Micro-Modular Reactor (MMR) da USNC para produção de combustível com emissão zero. (WNN - 14.07.2023) 
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Emirados Árabes Unidos: Cursos educacionais nucleares

A Nawah Energy Company lançou o Curso de Diploma em Tecnologia Nuclear (DNT) com o objetivo de educar e capacitar graduados da Escola Nacional de Ensino Médio dos Emirados Árabes Unidos para atuarem como operadores locais na usina nuclear de Barakah. Esse programa de nível de entrada de 24 meses é direcionado a estudantes de alto desempenho, buscando encorajar, apoiar e estimular a próxima geração de cidadãos dos Emirados Árabes Unidos a seguir carreiras como profissionais químicos. A primeira turma de graduados do ensino médio treinou o treinamento em setembro, e após a conclusão bem-sucedida do programa de treinamento e avaliação, eles assumirão funções como operadores locais em Barakah. O programa será realizado nas instalações da Emirates Nuclear Energy Corporation (ENEC) e na fábrica de Barakah, situada na região de Al Dhafra, em Abu Dhabi. (WNN - 20.07.2023) 
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EUA: Massachusetts rejeita pedido para descarregar água radioativa de usina nuclear fechada na baía

Os reguladores ambientais de Massachusetts negaram um pedido da empresa de desmantelamento de uma usina nuclear fechada para liberar mais de 1 milhão de galões (3,8 milhões de litros) de águas residuais radioativas na Baía de Cape Cod. O projeto de decisão do Departamento de Proteção Ambiental do estado, emitido em 26 de julho, disse que negou o pedido da Holtec para uma modificação da licença porque a descarga da Usina Nuclear de Pilgrim em Plymouth violaria uma lei estadual que designa a baía como um santuário oceânico. O rascunho não será finalizado até depois de um período de comentários públicos que termina em 25 de agosto. A liberação das águas residuais tratadas representaria uma ameaça ao meio ambiente da baía, à saúde humana, às indústrias de pesca e marisco e à economia da região, disse Andrew Gottlieb, diretor executivo da Association to Preserve Cape Cod, em um comunicado. (Power Engineering – 26.07.2023) 
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EUA e Gana: Cooperação em regulamentação nuclear

A Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC) e a Autoridade Reguladora Nuclear de Gana reafirmaram sua cooperação em segurança e regulamentação nuclear, à medida que Gana desenvolve um programa de energia nuclear. O presidente do NRC, Christopher Hanson, visitou Gana e discutiu a parceria com a Autoridade Reguladora Nuclear de Gana (NRA) no desenvolvimento de um programa regulatório para supervisionar a energia nuclear comercial no país. Gana declarou sua intenção de prosseguir com um programa de energia nuclear para fins pacíficos em 2013 e, atualmente, está na fase de trabalhos preparatórios para a construção de sua primeira usina nuclear. Cinco fornecedores internacionais manifestaram interesse em ajudar o país a construir sua primeira usina, e os EUA, Japão e Gana anunciaram uma colaboração estratégica para apoiar a implantação de pequenos reatores modulares no país. (WNN - 24.07.2023) 
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França: Começa o processo de pré-licenciamento do Nuward SMR

A EDF, como futura operadora da potencial primeira usina Nuward na França, apresentou o arquivo de opções de segurança para o pequeno reator modular (SMR) ao regulador de segurança nuclear do país, a Autorité de Sûreté Nucléaire (ASN). O arquivo de opções de segurança é um documento que apresenta os objetivos de segurança, as características globais do projeto e os principais princípios de operação e gerenciamento de riscos do reator Nuward. Ele permite um feedback antecipado da ASN, antes da futura aplicação de uma nova instalação nuclear necessária para iniciar a construção de uma usina na França. De acordo com a EDF, a apresentação do arquivo é uma etapa essencial para preparar e garantir o processo de licenciamento da primeira fábrica Nuward SMR na França, cuja construção está prevista para começar em 2030. (WNN - 21.07.2023) 
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Reino Unido: Avanços nos planos de 'renascimento nuclear'

O desenvolvimento mais recente pode resultar em bilhões de libras em investimentos do setor público e privado em projetos de pequenos reatores modulares (SMR) no Reino Unido. O secretário de segurança energética do Reino Unido, Grant Shapps, anunciou que as empresas agora podem registrar seu interesse na Great British Nuclear (GBN) para participar de uma competição para garantir o apoio financeiro para desenvolver seus produtos. O anúncio, de acordo com o Departamento de Segurança Energética e Net Zero, pode resultar em bilhões de libras em investimentos do setor público e privado em projetos de pequenos reatores modulares no Reino Unido. É um passo à frente na missão do país de aumentar a segurança energética e diminuir a dependência de combustíveis fósseis e está sendo saudado pelo governo do Reino Unido como uma “revivificação massiva da energia nuclear.” (Power Engineering – 19.07.2023) 
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Reino Unido: Financiamento busca acelerar o desenvolvimento da usina nuclear Sizewell C

O governo do Reino Unido anunciou a alocação de 218 milhões de dólares para financiar o desenvolvimento contínuo da usina nuclear Sizewell C. Esse financiamento permitirá preparar o local para construção futura, adquirir componentes-chave da cadeia de suprimentos e expandir a força de trabalho. O projeto visa sustentar 10.000 empregos durante o pico da construção e representará uma etapa importante rumo à meta de fornecer até um quarto da eletricidade do Reino Unido a partir de energia nuclear doméstica até 2050. A usina Sizewell C terá dois reatores EPR, produzindo 3,2 GW de eletricidade, o suficiente para abastecer cerca de seis milhões de residências. A decisão final de investimento está prevista para 2023. (WNN - 25.07.2023) 
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Reino Unido: As operações de reboco são retomadas no local do repositório LLW

Os Serviços de Resíduos Nucleares (NWS) estão preparando 260 contêineres de resíduos radioativos para serem colocados em cofres de descarte no Repositório de Resíduos de Baixo Nível (LLWR) do Reino Unido em Cumbria. Os contêineres de resíduos de baixo nível serão encapsulados em rejunte à base de cimento para formar blocos monolíticos, garantindo a gestão segura e em conformidade com regulamentos ambientais. O trabalho de preenchimento, vedação e proteção dos contêineres levará mais de cinco meses para ser concluído. Após o trabalho, os contêineres serão colocados em cofres de concreto armado no LLWR para disposição final e permanecerão no local. A NWS realizou melhorias nas instalações de rejunte, permitindo atingir o objetivo de tornar os resíduos permanentemente seguros. O LLWR recebe resíduos sólidos de baixo nível de várias fontes, incluindo a indústria nuclear, Ministério da Defesa, estabelecimentos médicos e de pesquisa. (WNN - 11.07.2023) 
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Dinâmica Internacional

AIEA: Desligamento a frio de todas as unidades de Zaporizhzhia

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) está solicitando uma investigação sobre a possibilidade de instalar uma caldeira externa para gerar o vapor necessário para colocar todas as seis unidades da usina nuclear de Zaporizhzhia em desligamento a frio. A usina, a maior da Ucrânia e da Europa, está sob controle russo desde março de 2022, e devido à situação na linha de frente da guerra e ao rompimento da barragem que garantia o abastecimento de água de resfriamento, foi ordenado que todas as unidades fossem colocadas em desligamento a frio. A AIEA expressou preocupações sobre a situação de segurança e proteção nuclear, e seus especialistas estão trabalhando no local para garantir o cumprimento de princípios básicos de segurança. A agência está buscando melhores condições de trabalho para sua equipe na usina e observou que há planos para construir poços adicionais para reabastecer a água de resfriamento essencial. (WNN - 13.07.2023) 
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AIEA: Declaração do Diretor Geral sobre a situação na Ucrânia

Durante uma caminhada em 23 de julho, a equipe da AIEA viu algumas minas localizadas em uma zona tampão entre as barreiras internas e externas do local. Os especialistas relataram que estavam situados em uma área restrita que o pessoal operacional da planta não pode acessar e estavam de costas para o local. A equipe não observou nenhum dentro do perímetro interno do local durante a caminhada. “Como relatei anteriormente, a AIEA estava ciente da colocação anterior de minas fora do perímetro do local e também em locais específicos dentro . Nossa equipe levantou essa descoberta específica com a usina e eles foram informados de que é uma decisão militar e em uma área controlada por militares”, disse o diretor-geral Grossi. (IAEA – 24.07.2023) 
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AIEA: Minas terrestres perto da maior usina nuclear da Europa

Inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disseram ter encontrado minas terrestres ao redor da usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, renovando os receios de um acidente no local. Explosões sem supervisão perto da estrutura poderiam causar uma enorme tragédia nuclear. O local está sob controle da Rússia desde o início da guerra e é um dos principais focos de preocupação do conflito, com acusações da Ucrânia de que a Rússia está usando o local para armazenar armamentos, arriscando um acidente em larga escala. Em nota divulgada no site oficial, a AIEA diz que as minas foram plantadas em uma zona entre as barreiras internas e externas do perímetro da usina. (Valor Econômico – 25.07.2023) 
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AIEA: Associação apresenta apoio aos ODS no Fórum Político de Alto Nível da ONU

A AIEA participou do Fórum Político de Alto Nível das Nações Unidas de 2023 na sede da ONU em Nova York, de 10 a 19 de julho, enfatizando as contribuições críticas feitas pela ciência e tecnologia nuclear para a conquista dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). “Enfrentamos um futuro incerto em um momento de convergência das crises hídrica, energética e climática. Devemos trabalhar juntos para encontrar soluções viáveis ​​para atender às prioridades dos países, aumentar sua resiliência e reduzir as desigualdades globais”, disse o vice-diretor geral da AIEA e chefe do Departamento de Cooperação Técnica, Hua Liu. A AIEA está focada em ajudar os países a atingirem suas metas de ODS, e o Fórum Político de Alto Nível de 2023 apresentou análises aprofundadas de cinco ODS, incluindo água limpa e saneamento (SDG 6) e energia limpa e acessível (SDG 7). A AIEA promove o uso da ciência e tecnologia nuclear para criar energia limpa, confiável e acessível e o uso de técnicas nucleares, como a hidrologia isotópica , para aumentar a segurança hídrica. (IAEA – 20.07.2023) 
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AIEA: Missão consultiva internacional de proteção física na Nigéria

A Agência Internacional de Energia Atômica concluiu uma missão internacional de consultoria em proteção física na Nigéria. Esta missão de revisão por pares teve como objetivo avaliar o regime de segurança nuclear da Nigéria e fornecer recomendações para aumentar sua eficácia. A equipe revisou o regime de segurança nuclear para materiais nucleares e outros materiais radioativos e instalações e atividades associadas. O escopo da missão também incluiu a avaliação dos sistemas de proteção física instalados no Primeiro Reator de Pesquisa da Nigéria, na Instalação Temporária de Armazenamento de Resíduos Radioativos, no Departamento de Radioterapia do Hospital Universitário Ahmadu Bello e na Instalação de Irradiação Gama no Centro de Tecnologia Nuclear (NTC). (IAEA – 14.07.2023) 
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UE: Restrições a produtos do Japão são suspensas

A União Europeia suspendeu todas as restrições à importação de alimentos, incluindo peixes, produzidos perto da usina nuclear de Fukushima, no Japão, enquanto Tóquio se prepara para liberar águas residuais radioativas tratadas no oceano. A medida do bloco ocorre após testes bem sucedidos com produtos realizados pelas autoridades japonesas e pelos estados membros do bloco europeu, informou a Comissão Europeia. “Tomamos essa decisão com base na ciência, em evidências e na avaliação da Agência Internacional de Energia Atômica”, disse a repórteres a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen. Seu anúncio ocorre logo após a Agência Internacional de Energia Atômica aprovar o controverso plano do Japão de lançar águas contaminadas da usina nuclear no Oceano Pacífico. O governo disse que o programa começará ainda neste ano, embora não tenha especificado uma data. (Veja – 14.07.2023) 
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Inovação Tecnológica

AIEA: Protegendo as tecnologias digitais da próxima geração de reatores nucleares

Todas as inovações trazem benefícios potenciais que podem transformar indústrias, mas também trazem riscos potenciais. No campo nuclear, reatores nucleares avançados, incluindo SMRs, estão incorporando tecnologias inovadoras, particularmente tecnologias digitais que geram novas soluções. “Um desafio para a implantação de SMRs é como acelerar o desenvolvimento de sua tecnologia e demonstrar seu nível de prontidão, mantendo a conformidade com os padrões de segurança e proteção nuclear”, disse Rodney Busquim e Silva, Diretor de Segurança de Tecnologia da Informação da AIEA. “Isso reforça a necessidade de soluções de instrumentação e controle digital e segurança de computadores a serem consideradas e mantidas durante o ciclo de vida do SMR.” A AIEA conecta especialistas de organizações nucleares e outras para discutir e identificar problemas e desafios relacionados à segurança de computadores relacionados às características tecnológicas e operacionais dos SMRs. (IAEA – 25.07.2023) 
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Descomissionamento por projeto: Como os reatores avançados são projetados com o descarte em mente?

Planejar o fim da vida desde o início pode não ser particularmente atraente ou uma prioridade. No entanto, quando se trata do ciclo de vida de uma instalação nuclear, o valor em contabilizar esse fim de vida está levando projetistas, fornecedores e órgãos reguladores a abordar o descomissionamento antecipadamente. Essa abordagem proativa, conhecida como descomissionamento por projeto, baseia-se nas melhores práticas e lições aprendidas com a experiência anterior e implementa um conceito 'por projeto' que também é aplicado à segurança nuclear, proteção e salvaguardas. Quando o descomissionamento é considerado desde o início, os desenvolvedores de instalações podem fazer escolhas de projeto que tornarão o descomissionamento mais seguro, eficiente e econômico. Os objetivos do descomissionamento por projeto são planejar melhor a sequência das atividades de descomissionamento, reduzir a exposição potencial à radiação dos trabalhadores e reduzir a quantidade de resíduos radioativos, diminuindo assim a carga sobre as instalações de resíduos e as gerações futuras. A AIEA está desenvolvendo uma publicação focada nos aspectos de design de SMRs para descomissionamento, que deve ser publicada em 2024. (IAEA – 18.07.2023) 
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Robôs, IA e modelos 3D: Como avanços tecnológicos ajudam no descomissionamento nuclear?

Robôs, drones, inteligência artificial (IA) e outras tecnologias digitais emergentes, que já estão ajudando a avançar em projetos de descomissionamento nuclear em todo o mundo, devem desempenhar um papel cada vez mais importante no setor, à medida que mais e mais países optam por desmantelar imediatamente suas usinas nucleares aposentadas. instalações. Para ajudar a realizar o trabalho com eficiência e reduzir os riscos, inclusive financeiros e radiológicos, os países estão recorrendo a ferramentas de alta tecnologia, como realidade virtual e simulação 3D – uma tendência que parece se intensificar nos próximos anos, à medida que várias usinas nucleares envelhecem e outras instalações nucleares são desativadas gradualmente. Em 2022, a AIEA lançou uma iniciativa global destinada a impulsionar o papel de tecnologias novas e emergentes no descomissionamento de instalações nucleares. A iniciativa, um projeto colaborativo entre organizações envolvidas no planejamento ou implementação de descomissionamento e atividades de pesquisa associadas, visa fornecer informações sobre as novas e emergentes ferramentas e tecnologias digitais usadas no gerenciamento de dados, planejamento, licenciamento e implementação de descomissionamento. (IAEA – 19.07.2023) 
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Energy Northwest: Primeiro SMR deve estar operando em Washington até 2030

A empresa de serviços públicos Energy Northwest e o desenvolvedor de pequenos reatores modulares X-Energy assinaram um acordo para trazer vários SMRs Xe-100 para o estado central de Washington. A Energy Northwest disse que espera colocar o primeiro módulo Xe-100 online até 2030. O projeto inclui a implantação potencial de “até 12 pequenos reatores modulares avançados Xe-100” capazes de gerar até 960 MW de eletricidade. Espera-se que o projeto Xe-100 seja desenvolvido em um local controlado pela Energy Northwest adjacente à Columbia Generating Station em Richland. A Energy Northwest é proprietária da Columbia Generation Station, que é a única instalação de energia nuclear comercial na região. A agência também possui e opera ativos hidrelétricos, solares, de armazenamento de baterias e eólicos. (Power Engineering – 19.07.2023) 
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França e Índia: Cooperação para incluir SMRs

A França e a Índia anunciaram um programa de cooperação em pequenos reatores modulares e reatores modulares avançados, durante uma reunião entre o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e o presidente francês, Emmanuel Macron. Eles também concordaram em trabalhar juntos no desenvolvimento de tecnologias energéticas, incluindo o Reator de Pesquisa Jules Horowitz. Além disso, parabenizaram o progresso nas discussões sobre o projeto de energia nuclear em Jaitapur, com a proposta da EDF para construir seis reatores EPRs na Índia. A usina de Jaitapur, com capacidade instalada de 9,6 GWe, seria a maior usina nuclear do mundo e geraria energia para milhões de lares indianos. (WNN - 17.07.2023) 
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França: Usina de Bugey vai hospedar dois reatores EPR2

O Conselho de Política Nuclear da França selecionou o local da usina nuclear de Bugey, no leste do país, para a instalação do terceiro par de reatores EPR2, após os locais de Penly e Gravelines. A EDF e o Framatome estão desenvolvendo o EPR2 como uma versão simplificada do projeto EPR, incorporando feedback de experiências anteriores. O plano prevê a construção de três pares de reatores EPR2 em Penly, Gravelines e em Bugey ou Tricastin. O primeiro par será construído em Penly, com os trabalhos preparatórios previstos para começar em meados de 2024. Estudos e análises técnicas ainda continuarão em Tricastin para abrigar futuros reatores energéticos. (WNN - 25.07.2023) 
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Pesquisadores criam isótopos de hidrogênio para combustível em processo de fusão nuclear

Uma equipe da Colorado School of Mines acredita que a criação de uma membrana bem-sucedida pode permitir um custo menor e um sistema de energia de fusão nuclear mais seguro. Uma equipe da Colorado School of Mines está trabalhando para criar membranas de hidrogênio para uso em usinas de fusão nuclear. O projeto, financiado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Departamento de Energia dos EUA (ARPA-E), pode desempenhar um papel fundamental para tornar a fusão uma fonte realista de energia limpa no futuro. A equipe do Mines, liderada por Colin Wolden, professor de engenharia química e biológica, está desenvolvendo membranas compostas para esse fim. (Power Engineering – 25.07.2023) 
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Pulsar Fusion: Motor de foguete a fusão nuclear começa a ser construído

A tecnologia de propulsão por fusão nuclear tem o potencial de revolucionar as viagens espaciais em termos de velocidade e uso de combustível. Os mesmos tipos de reações que alimentam o Sol podem reduzir pela metade o tempo de viagem a Marte, ou fazer uma viagem a Saturno e suas luas levar apenas dois anos, em vez de oito. É incrivelmente empolgante, mas nem todo mundo está convencido de que vai funcionar: a tecnologia precisa de temperaturas e pressões ultra-altas para funcionar. Para ajudar a provar a viabilidade da tecnologia, o maior motor de foguete de fusão já está sendo construído pela Pulsar Fusion em Bletchley, no Reino Unido. A câmara, com cerca de 8 metros (26 pés) de comprimento, está programada para começar a disparar em 2027. Além de tornar as viagens de ida e volta aos planetas muito mais curtas, a fusão nuclear também promete fornecer energia limpa quase ilimitada para a vida aqui na Terra. (Aeroflap – 24.07.2023) 
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Reino Unido: Financiamento de tecnologia de reator refrigerado a gás de alta temperatura

O Department for Energy Security and Net Zero do Reino Unido concedeu à Ultra Safe Nuclear Corporation UK (USNC) uma doação de até 29 milhões dólares para apoiar o desenvolvimento e demonstração da tecnologia de reator refrigerado a gás de alta temperatura. O prêmio, que foi anunciado juntamente com o lançamento do Great British Nuclear, é uma doação de fundos equivalentes por meio do programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Demonstração de Reator Modular Avançado do Reino Unido. A inscrição foi enviada por uma equipe conjunta da USNC e da Jacobs, que apoiará o programa de projeto de engenharia de front-end como um subcontratado líder. Segundo Francesco Venneri, CEO da USNC, este é um próximo passo importante para a implantação de baterias nucleares de Reator Micro-Modular (MMR) no Reino Unido e em toda a Europa. (WNN - 20.07.2023) 
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Reino Unido: GBN, concurso de seleção para SMRs

O Reino Unido lançou o Great British Nuclear (GBN), um programa de competição para apoiar projetos de pequenos reatores modulares (SMR) e reatores modulares avançados. O objetivo é impulsionar a rápida expansão de novas usinas nucleares no país. O GBN visa avaliar e decidir sobre tecnologias até o outono de 2023 e espera ter os primeiros SMRs funcionando no início dos anos 2030. Embora não haja financiamento imediato anunciado, o total pode chegar a £20 bilhões (US$26 bilhões). O programa também faz parte da meta do governo de fornecer um quarto da eletricidade do país a partir de energia nuclear até 2050. Diferentes empresas, incluindo a Rolls-Royce e a GE Hitachi, podem participar da competição para projetos de SMR. (WNN - 18.07.2023) 
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Rússia: Projetos para usina nuclear subaquática no Ártico

O Malakhit Marine Engineering Bureau, em São Petersburgo, Rússia, está trabalhando em um projeto de módulo submersível de energia subaquática com capacidade total de 20 MWe, composto por duas unidades de energia nuclear. Esse módulo poderá operar a 400 metros de profundidade, fornecendo energia nas regiões árticas, onde usinas tradicionais não são viáveis. O projeto tem como objetivo abastecer depósitos em zonas de plataforma do Ártico e guarnições remotas do norte, reduzindo o risco de colisão com icebergs. O módulo funcionará de forma autônoma, com manutenção periódica, e possui vantagens como mergulho e subida controlados por linhas de ancoragem e maior resistência sísmica na coluna d'água. Embora não esteja claro o estágio atual do projeto, a Rússia já possui um programa de usinas nucleares flutuantes e vem buscando o desenvolvimento de tecnologias para operar de forma eficiente em ambientes marítimos desafiadores. (WNN - 20.07.2023) 
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Rússia: Mini Usina Nuclear que fica no fundo no mar, projeto planeja distribuir energia em locais remotos

Em uma era de avanços tecnológicos sem precedentes, a busca por fontes de energia renováveis e eficientes está cada vez mais intensa. O gigante eslavo, Rússia, está avançando uma ideia audaciosa, a construção de um módulo subaquático para geração de energia nuclear. A mini usina nuclear submersa é especialmente adaptada para a implantação em regiões árticas. Vamos mergulhar neste conceito fascinante e descobrir como ele pode remodelar o futuro da energia. O Bureau de Engenharia Marinha Malakhit, sediado em São Petersburgo, é o cérebro por trás dessa iniciativa inovadora. Seus planos envolvem duas unidades de usina nuclear subaquática, com capacidade combinada de 20 MWe, capazes de se submergir até impressionantes 400 metros de profundidade. Segundo a Strana Rosatom, revista especializada em assuntos nucleares da Rússia, tal profundidade submarina minimiza os perigos de choques com icebergs. Além disso, o módulo teria funcionamento independente, exigindo apenas manutenções trimestrais realizadas por uma equipe de até seis profissionais. (Click Petroleo e Gas – 24.07.2023) 
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Rússia: Experimentos com combustível nuclear de emergência

Segundo a entidade, os experimentos foram realizados como parte do programa de criação de combustível nuclear tolerante (ATF, na sigla em russo), que pode ser usado em situações de emergência em usinas nucleares. Mesmo em caso de mau funcionamento do núcleo do reator, o ATF retarda o início da reação do vapor de zircônio, o que contribui para a liberação de hidrogênio, um gás explosivo.A introdução de combustível de emergência é um passo importante para melhorar a confiabilidade da energia nuclear. “Em teoria, o revestimento de carboneto de silício não apenas minimizará os riscos, mas também eliminará completamente a reação do vapor e do zircônio nas usinas nucleares”, disse Rosatom. Portanto, a introdução de barras de combustível de carboneto de silício eliminará a necessidade de alguns sistemas de segurança e, então, será mais barato construir unidades de energia nuclear. (Prensa Latina – 21.07.2023) 
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Empresas

Eletronuclear: Empresa amplia acesso à internet para aldeias e quilombos

A Eletronuclear realizou a instalação de internet em seis aldeias e três quilombos das cidades de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro (RJ). A iniciativa, que foi concluída neste mês, levou conectividade a 578 famílias. Para o presidente da Eletronuclear, Eduardo Grand Court, levar esse benefício para áreas de difícil acesso é foi muito importante para o progresso da sociedade. Ele ressaltou que a exclusão social precisa ser substituída por oportunidades de conhecimento, educação e comunicação. O projeto faz parte do conjunto de ações socioambientais promovidas pela empresa em atendimento à condicionante estabelecida pelo Ibama para a Licença de Operação da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. (Agência CanalEnergia – 20.07.2023) 
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Eletronuclear: Empresa vai pagar compensações ambientais para Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro

A direção da Eletronuclear, empresa de geração de energia nuclear responsável pelas Usinas Angra 1 e 2, se comprometeu a pagar a dívida das compensações ambientais prometidas aos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro a título de compensações ambientais pela construção da usina nuclear de Angra 3. O montante total gira em torno de mais de R$ 300 milhões. Foram 14 anos de espera. A mesa redonda foi presidida pelo deputado federal Max Lemos (PDT/RJ), membro efetivo da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal. Só o município de Angra dos Reis receberá pouco mais de R$ 264 milhões em cinco parcelas. A primeira será depositada ainda este ano no valor de R$ 24.850 milhões. As outras serão pagas até 2027 no valor de R$ 59.881.788 milhões por ano. Está previsto para o dia 4 de agosto a assinatura do termo de compromisso final entre as partes. O município de Rio Claro terá direito a receber cerca de R$ 10 milhões. O valor ainda não está fechado, pois a prefeitura ainda não formalizou a proposta final, que será apresentada em audiência pública que será realizada no município no dia 01 de agosto. Já Paraty deve receber pouco mais de R$ 40 milhões. A exemplo de Rio Claro, a proposta final será debatida em audiência pública, ainda sem data marcada. (Diario do Vale – 14.07.2023) 
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Georgia Power: Avanço nos testes na central de Vogtle IV

A Georgia Power concluiu a conclusão bem-sucedida de todas as 364 inspeções, testes e análises, assim como o atendimento de todos os critérios de aceitação, conhecidos como ITAACs, na unidade Vogtle 4. Essa documentação foi observada pela Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC/EUA). Os ITAACs são padrões que devem ser verificados antes do carregamento do combustível no novo reator, garantindo que a instalação seja construída e operada de acordo com a licença e os regulamentos do NRC. A próxima etapa é receber a descoberta 103(g) do NRC, após o que a Southern Nuclear poderá carregar o combustível e iniciar a sequência de inicialização. O carregamento de combustível está previsto para ocorrer ainda este ano, com o Vogtle 4 planejado para entrar em operação no final deste ano ou no início de 2024. (WNN - 21.07.2023) 
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Kairos Power: Solicitação de licença de construção duas unidades geradoras

A empresa Kairos Power apresentou um pedido à Comissão Reguladora Nuclear dos EUA (NRC) para construir uma usina Hermes 2 ao lado do reator de teste de sal fundido Hermes em Oak Ridge, Tennessee. O Hermes 2 seria uma planta de demonstração de duas unidades que produziriam e venderiam eletricidade. O pedido está sob avaliação do NRC para determinar se é aceitável e completo para iniciar o processo formal de revisão técnica. O projeto visa demonstrar a arquitetura completa de futuras usinas comerciais com base nos aprendizados do reator Hermes, e a construção está prevista para começar em julho de 2025, com a primeira unidade concluída até julho de 2027. A segunda unidade seria finalizada um ano após a primeira, com um período operacional de 11 anos para cada reator. (WNN - 25.07.2023)
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KHNP: Tecnologia de aprimoramento de segurança de reatores

A Korea Hydro & Nuclear Power (KHNP) desenvolveu o primeiro sistema de monitoramento automático baseado na web do mundo para prevenir acidentes em usinas nucleares. O Sistema de Suporte ao Operador de Especificação Técnica (TOSS) monitora o status operacional em tempo real, detecta condições insatisfatórias e notifica o operador, fornecendo orientações sobre como agir. O sistema permite verificar em tempo real as condições limitantes da operação e os requisitos de ação, possibilitando medidas de segurança imediatas e prevenção de erros humanos. O TOSS está em uso piloto nas unidades 1 e 2 da usina de Shin Wolsong e será aplicado em todas as usinas nucleares da empresa, visando aumentar ainda mais a segurança operacional. (WNN - 21.07.2023) 
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Lotus Resources Limited e A-Cap Energy Limited: Proposta de fusão anunciada

As empresas júnior de urânio australianas, Lotus Resources Limited e A-Cap Energy Limited, concordaram em uma fusão através de um esquema de acordo aprovado pelo tribunal, onde a Lotus adquirirá 100% das ações da A-Cap. A fusão combinará os ativos de urânio da Lotus no projeto Kayelekera no Malawi com o projeto Letlhakane em Botswana da A-Cap, criando uma importante empresa de urânio focada na África com uma base de recursos aumentada para cerca de 241,5 milhões de libras. A transação está sujeita a aprovações acionárias e regulatórias, e se tudo correr conforme o planejado, espera-se que seja concluída em outubro deste ano. (WNN - 14.07.2023) 
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TerraPower e Centrus Energy Corp: MoU para atendimento das necessidades HALEU da planta de demonstração Natrium

A TerraPower e a Centrus Energy Corp assinaram um memorando de entendimento para expandir sua colaboração na produção de urânio de alto ensaio e baixo enriquecimento (HALEU) nos EUA, com o objetivo de fornecer combustível para o reator de demonstração Natrium da TerraPower. O reator Natrium, um reator rápido resfriado a sódio com sistema de armazenamento de energia à base de sal fundido, enfrentou atrasos devido à falta de capacidade comercial suficiente para fabricar o combustível HALEU a tempo. Agora, a Centrus trabalhará para aumentar a capacidade de produção de HALEU com cascatas adicionais de centrífugas para atender aos requisitos de combustível da TerraPower. O HALEU é necessário para muitos projetos avançados de reatores em desenvolvimento e oferece várias vantagens em termos de eficiência e segurança. (WNN - 18.07.2023) 
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TVEL: Apresentação de case em conferência para desempenho do TVS-K

Na conferência internacional de combustível nuclear, especialistas da TVEL da Rosatom destacaram que o combustível TVS-K projetado na Rússia para reatores de água pressurizada de design ocidental (PWRs) demonstrou excelente comportamento sob condições operacionais comerciais. A TVEL começou a fabricar o combustível PWR em 2021, e suas versões modificadas do combustível TVS-K são as únicas no mercado que são independentes dos desenvolvedores originais da tecnologia PWR. O combustível TVS-K oferece vantagens únicas aos operadores de usinas nucleares, incluindo maior desempenho das unidades de energia, maior segurança operacional e maior estabilidade nas cadeias de abastecimento de combustível. A TVEL apresentou uma estratégia para o desenvolvimento de combustível nuclear para reatores VVER e pequenos reatores modulares, demonstrando o excelente comportamento do combustível TVS-K sob condições de operação comercial. (WNN - 24.07.2023) 
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UEC: Projeto Christensen Ranch está pronto para ser reiniciado

A Uranium Energy Corp (UEC), empresa de mineração de urânio dos EUA, concluiu seu plano para acelerar as etapas necessárias para a retomada das operações no projeto de lixiviação in situ Christensen Ranch (ISL) em Wyoming, após adquirir a Uranium One Americas Inc (U1A) da corporação nuclear estatal russa Rosatom. A infraestrutura de produção chave foi mantida, atualizada e reformada para facilitar o reinício rápido, e a empresa planeja instalar novos poços no Rancho Christensen para aumentar a produção de urânio para atender à crescente demanda por fornecimento doméstico de urânio nos EUA. O projeto hub-and-spoke da UEC em Wyoming tem recursos minerais estimados em mais de 69 milhões de libras U3O8. (WNN - 13.07.2023) 
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Oklo: Abertura de capital e aceleração de plano de negócios

A Oklo, empresa de energia nuclear, abrirá o capital através de uma fusão com a AltC Acquisition Corp, avaliando a empresa em US$ 850 milhões. A Oklo planeja comercializar sua tecnologia de reator rápido de metal líquido chamado Aurora, que usa urânio metálico de alto teor e baixo enriquecimento para gerar cerca de 15 MWe de eletricidade, além de calor utilizável. A empresa obteve uma licença do Departamento de Energia dos EUA para seu primeiro reator e pretende ser o primeiro reator comercial avançado implantado nos EUA até 2026. A transação deve ser concluída até o final de 2023 ou início de 2024, e espera-se que forneça até US$ 500 milhões de capital bruto para acelerar o plano de negócios e financiar a primeira implantação da usina Aurora. (WNN - 12.07.2023) 
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Estudos

Especialista em clima e energia e quadrinista mostram que energia nuclear é menos destrutiva do que se imagina

Sabe como será a cara do mundo caso a temperatura média da Terra aumentar mais 4ºC nos próximos anos? Mais de um terço da população será afetado. Ficará impossível regular a temperatura do nosso corpo pela transpiração e muitos morrerão. Crianças que estão nascendo agora correm sérios riscos de se encontrar em um lugar onde a sobrevivência em ambiente externo será impossível. Haverá escassez de água, colapso e fome. Entendeu ou é preciso desenhar? O quadrinista Christophe Blain e o especialista em clima e energia Jean-Marc Jancovici, que havia mais de duas décadas vinha repetindo a mesma mensagem para ouvidos moucos, decidiram desenhar. O encontro da dupla francesa gerou “O mundo sem fim” - livro mais vendido na França em 2022, não apenas nas prateleiras dos quadrinhos, e lançado agora no Brasil pela editora Nemo. A HQ reúne informações e análises sobre a evolução da nossa relação com a energia e seu impacto nas mudanças climáticas. (Valor Econômico – 15.07.2023) 
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Estudo HEC: O uso de propulsão nuclear na navegação

Um estudo encomendado pelo American Bureau of Shipping (ABS) e conduzido pela Herbert Engineering Corporation (HEC) investigou o potencial da tecnologia avançada de reator nuclear para fins de propulsão marítima comercial. Esta pesquisa contou com contribuições de renomados desenvolvedores de reatores nucleares e concentrou-se na modelagem do impacto da propulsão nuclear no projeto, operação e emissões de um navio porta-contêineres e de um navio-tanque Suezmax. De acordo com os resultados, a adoção de dois reatores rápidos de 30 MW refrigerados a chumbo no porta-contêineres provavelmente ampliaria sua capacidade de carga e velocidade operacional, eliminando a necessidade de reabastecimento durante todo o seu ciclo de vida de 25 anos. Paralelamente, uma pesquisa liderada pelo inovador desenvolvedor de reatores, Newcleo, sediado no Reino Unido, analisará a viabilidade das aplicações nucleares na indústria naval, incluindo o estudo da pequena tecnologia modular de reator rápido refrigerado a chumbo da referida empresa. (WNN - 25.07.2023) 
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