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IFE
31/03/2025

IFE Diário 6.155

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves, Paulo Giovane e Tatiane Freitas

IFE
31/03/2025

IFE nº 6,155

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves, Paulo Giovane e Tatiane Freitas

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IFE Diário 6.155

Regulação

Gesel: Nivalde de Castro alerta sobre a necessidade de investimentos no setor elétrico diante dos eventos climáticos extremos

Com a renovação de 20 contratos de concessão de distribuidoras de energia no Brasil, o foco passou a ser aumentar a resiliência das redes devido aos eventos climáticos extremos. Empresas como Enel e Neoenergia anunciaram investimentos em modernização e automação das redes até 2027, buscando mitigar os impactos de fenômenos como ventos fortes e chuvas intensas. Além disso, a criação de planos de contingência e a colaboração entre distribuidoras são consideradas essenciais. No entanto, Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), alerta que, dada a imprevisibilidade dos eventos climáticos, é necessário elevar os investimentos para evitar que as distribuidoras sejam responsabilizadas injustamente, como aconteceu com a Enel em São Paulo. Ele destaca a importância de um ambiente regulatório adequado para garantir investimentos prudentes e manter a qualidade do serviço, sem penalizar as distribuidoras pelas consequências dos fenômenos climáticos. Acesse a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Aneel mantém bandeira verde em abril

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, em abril, a bandeira tarifária continuará verde, o que significa que não haverá custo adicional nas contas de luz. Desde dezembro de 2024, a bandeira verde tem sido mantida devido às condições favoráveis de geração de energia no país. A Aneel destacou que, apesar da transição do período chuvoso para o seco, a geração nas usinas hidrelétricas, que é mais barata que a térmica, segue estável, o que contribui para a manutenção da bandeira verde. A cor da bandeira pode mudar mensalmente, dependendo das condições de fornecimento de energia, com cobranças adicionais sendo aplicadas caso as bandeiras amarela ou vermelha sejam acionadas. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Aneel: Mudança de Submódulos dos Procedimentos de Comercialização entra em debate

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu Tomada de Subsídios para aprimorar Submódulos dos Procedimentos de Comercialização (PdC), para adequação às Regras de Comercialização de Energia Elétrica nas versões 2024 e 2025. Também será sugerida a criação do submódulo 9.1, de resposta da demanda para adequação às Regras de Comercialização de Energia Elétrica. Os Submódulos que têm aprimoramento previsto incluem: Adesão à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE); Cadastro de agentes; Coleta e ajuste de dados de medição; Contratos do Ambiente Livre; Mecanismo de Venda de Excedentes etc. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)

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Aumento na conta de luz impacta inflação e atinge maior valor do IPCA em 22 anos

Em fevereiro, a conta de luz foi responsável por uma alta de 17% na inflação, impactando o IPCA, que atingiu 1,31%, o maior valor para o período em 22 anos. Esse aumento foi parcialmente causado pela recomposição dos valores após o bônus Itaipu, que em janeiro resultou em um desconto nas tarifas. A hidrelétrica binacional Itaipu, que tem ampliado seus investimentos socioambientais, como em projetos para a COP30 e a compra de terras para indígenas, contribuiu para o aumento nos custos, com os gastos em projetos socioambientais impactando diretamente a tarifa. Além disso, a conta de energia dos consumidores inclui tributos e encargos, como ICMS e Contribuição para Iluminação Pública, que representam cerca de 34% do valor total. O aumento dos encargos, incluindo subsídios para energia limpa e termelétrica, e a previsão de crescimento de alguns custos, como os relacionados à reserva de capacidade, são desafios para a competitividade industrial e resultam em uma transferência de renda dos consumidores para os geradores. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Senador Marcos Rogério diz não ver “ambiente” para reforma no setor elétrico via MP

O presidente da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado, Marcos Rogério, afirmou que não considera viável a reforma do setor elétrico por meio de Medida Provisória (MP). A proposta de encaminhar uma MP sobre o tema foi defendida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mas, segundo o senador, a complexidade da reforma exige um debate mais amplo, envolvendo diferentes interesses. Ele destacou que a tramitação de uma MP requer requisitos constitucionais que podem não ser atendidos nesse caso. O senador também ressaltou que o governo deve assumir a liderança no debate sobre a reforma do setor elétrico, apontando a existência de um vácuo na condução do tema. Além disso, abordou a necessidade de recomposição dos quadros das agências reguladoras. Sem mencionar diretamente a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Marcos Rogério explicou que o Senado só iniciará as sabatinas dos indicados quando o governo federal encaminhar todos os nomes pendentes. Ele criticou a estratégia do governo de manter substitutos interinos em cargos estratégicos sem apresentar novos indicados, afirmando que esse tipo de conduta compromete a relação entre os poderes e deve ser pautado pelo respeito e pela reciprocidade. (Agência Infra - 27.03.2025)

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O setor elétrico brasileiro e a necessidade de atualizar o marco regulatório

O setor elétrico brasileiro enfrenta a necessidade de atualizar seu marco regulatório, que data de 2004, para se adaptar às mudanças no mercado e à matriz energética atual, dominada por fontes renováveis como solar e eólica. O modelo em vigor, que foi criado em uma época em que a geração era majoritariamente hidrelétrica e térmica, não acompanha o crescimento da geração distribuída e a integração das fontes renováveis, que agora representam 30% da matriz elétrica. A falta de sincronização entre a geração renovável e a infraestrutura de transmissão, que leva mais tempo para ser implementada, pressiona o planejamento e a flexibilidade do sistema. A transição para um novo modelo regulatório enfrenta resistências políticas e a necessidade de lidar com contratos antigos, mas é fundamental para garantir a eficiência e a sustentabilidade do setor no futuro, incluindo uma possível abertura total do mercado e a adaptação ao novo cenário climático. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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TCU: Auditoria nas agências reguladoras visando verificação de gargalos

O Tribunal de Contas da União (TCU) realizará auditorias em todas as agências reguladoras, conforme anunciado pelo presidente da Corte, ministro Vital do Rêgo. Uma auditoria-piloto já está em andamento na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e, após sua conclusão, o modelo será aplicado às demais agências ao longo do ano. A iniciativa busca identificar gargalos nesses órgãos, como a demora nos processos de licenciamento. Segundo o ministro, o orçamento das autarquias não é compatível com a amplitude de suas funções, sendo necessário aumentar os recursos financeiros para garantir maior independência. Ele ressaltou que as agências arrecadam recursos, mas os valores são direcionados ao Tesouro, sem retorno direto para seu fortalecimento. Vital do Rêgo também destacou a importância de reduzir a interferência política nas agências, permitindo que operem de acordo com a legislação. O TCU pretende atuar quando for provocado ou quando houver necessidade de intervenção constitucional. (Agência Infra - 27.03.2025)

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STF homologa acordo de R$ 240 mi da Itaipu para reparar comunidades indígenas

O STF homologou um acordo emergencial no qual Itaipu destinará R$ 240 milhões para comprar 3 mil hectares de terras no Paraná, reparando os danos causados aos Avá-Guarani durante a construção da usina. O valor pode ser complementado em 2026, com saldo aplicado em novas áreas se necessário. Itaipu se compromete a restaurar ambientalmente as terras e fornecer recursos para serviços essenciais. As áreas beneficiarão as aldeias Tekoha Guasu Guavira e Tekoha Guasu Okoy Jakutinga. Participaram do acordo AGU, Funai e Ministério dos Povos Indígenas. O acordo alivia a situação das comunidades enquanto aguardam a demarcação, sem encerrar a ação judicial. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Aneel libera 136,6 MW em operações teste e comercial de usinas

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação em teste de seis usinas, somando 76,6 MW, incluindo a UFV Dilumix Industrial (0,17 MW), EOL Ventos de Santo Antônio (27 MW), PCH Linha Onze Oeste (22,5 MW), EOL Coxilha Negra 2 (4,2 MW) e EOL Itaúna II (5,9 MW). Para operação comercial, liberou mais 60 MW, com destaque para a UTE Inpasa Balsas (26,1 MW), EOL Coxilha Negra 4 (4,2 MW) e UTE APE ROHDEN (1,8 MW). Totalizando 136,6 MW de capacidade instalada. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)

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Transição Energética

Brasil e Japão firmam parceria para impulsionar biocombustíveis e transição energética

A UNICA e o IEEJ assinaram um Memorando de Entendimento para fortalecer a cooperação entre Brasil e Japão no desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis, destacando o etanol brasileiro como peça-chave na descarbonização. O acordo, firmado durante a visita de Lula ao Japão, visa ampliar o intercâmbio tecnológico e impulsionar a meta japonesa de adicionar 10% de etanol à gasolina até 2030. O etanol brasileiro, com baixa pegada de carbono e suprimento confiável, é visto como solução estratégica não apenas para veículos, mas também para aviação e transporte marítimo, incluindo a produção de SAF. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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Decisão de Trump pode beneficiar o Brasil com investimentos em energias renováveis

A decisão de Donald Trump de apoiar o setor de óleo e gás e declarar uma "emergência energética nacional" nos Estados Unidos pode beneficiar o Brasil ao atrair investimentos que antes seriam destinados aos EUA, especialmente em energias renováveis. Com a menor demanda dos EUA por componentes de energia renovável, como painéis solares, o Brasil pode se beneficiar com preços mais baixos desses equipamentos, além de ganhar protagonismo na transição energética, devido às boas relações com a China e à atração de investimentos, especialmente em energia eólica e veículos elétricos. A União Europeia também pode redirecionar recursos para o Brasil, visto as rígidas regras de descarbonização da região. O país tem potencial para se destacar ainda mais como destino de investimentos em energias verdes, especialmente com a realização da COP30 em 2024, tornando-se um hub estratégico no cenário global de transição energética. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Brasil enfrenta desafios na indústria e transporte na 2ª fase da transição energética

A assessora do MME, Mariana Espécie, destacou no COP 30 Business Forum que o Brasil avançou na descarbonização da matriz elétrica, elevando as renováveis de 74% para 89,1% em uma década. Agora, o foco é superar os desafios nos setores de difícil redução de emissões, como indústria e transporte. O governo trabalha em regulamentações, como o Programa Combustível do Futuro, que inclui biocombustíveis para aviação e transporte marítimo, além da Lei do Paten. A cooperação internacional, especialmente com os EUA, é crucial para desenvolver tecnologias como a captura de carbono, diante de regulações globais ainda incertas. (Broadcast Energia - 28.03.2025)

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Desafios da transição energética do Brasil rumo à COP30 na Amazônia

Em 2024, o Brasil, que sediará a COP30 na Amazônia, enfrenta desafios em sua transição energética, com o aumento das fontes renováveis, como solar e eólica, e a geração distribuída (GD). Embora o país seja líder em renovabilidade, com 89% de sua eletricidade proveniente de fontes renováveis, a expansão da geração renovável exige investimentos de R$ 600 bilhões em transmissão e armazenamento, além de ajustes no sistema de precificação e governança. A crescente demanda, especialmente em picos de calor, expõe a necessidade de reservas de potência e flexibilidade no sistema, levando a leilões de reserva de capacidade e a discussão sobre a utilização de termelétricas e gás natural. Além disso, o país precisa enfrentar problemas como o direcionamento da energia do Nordeste para o consumo regional e o impacto da sobrecarga do sistema elétrico, especialmente com a migração de grandes projetos, como hidrogênio verde e data centers, que exigem novos investimentos em infraestrutura. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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MME define instituições para o Fórum Nacional de Transição Energética 2025/2026

O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou, em 26 de março, a lista de instituições da sociedade civil selecionadas para integrar o plenário do Fórum Nacional de Transição Energética no ciclo 2025/2026. A escolha, feita pelo Comitê Executivo do Fonte, seguiu os critérios da Resolução Cefonte nº 3/2025 e inclui representantes de setores como Petróleo e Gás, Biocombustíveis, Transportes, Elétrico e Mineração. As inscrições foram analisadas pelo MME, com apoio dos ministérios da Educação, Trabalho e Ciência, Tecnologia e Inovação. O processo garantiu a conformidade das entidades habilitadas para debater a transição energética no país. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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MMA/Capobiano: Brasil pode ser carbono negativo com engajamento do setor privado

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Ribeiro Capobianco, ressaltou a importância do setor privado no alcance das metas climáticas do Brasil e na possibilidade de se tornar o primeiro país carbono negativo do mundo. Durante o COP30 Business Forum em São Paulo, promovido pela Amcham Brasil, Capobianco enfatizou que o engajamento do setor privado é essencial para impulsionar a economia em direção à neutralidade de emissões. Ele destacou o interesse do mercado em investir na transição verde, mas alertou que é necessário mais do que recursos financeiros, sendo crucial o compromisso e interesse genuíno. O secretário apontou a restauração florestal como um dos principais caminhos para essa mudança, ressaltando seu potencial econômico. Além disso, destacou as vantagens competitivas do Brasil em matriz elétrica limpa, biocombustíveis e energias renováveis. Para acelerar a transição, Capobianco defendeu a necessidade de políticas públicas consistentes, estabilidade jurídica e acesso a crédito, salientando a importância da parceria entre setor público e privado, com a sociedade garantindo uma transição justa. Com o compromisso do governo federal e a crescente adesão empresarial, o Brasil está construindo uma base sólida para uma economia de baixo carbono, segundo ele. Capobianco expressou otimismo em relação ao avanço do Brasil nesse sentido. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Operadores de rede ampliam investimentos para integrar energias renováveis e recursos distribuídos

A ABI Research aponta que os operadores de rede estão aumentando investimentos em infraestrutura para acomodar a expansão de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) e reduzir a intermitência de fontes renováveis. O relatório prevê que, até 2030, mais de 200 GW de capacidade serão negociados em mercados de flexibilidade, alcançando 1.100 GW (equivalente a US$300 bilhões/ano) até 2040. Segundo Daniel Burge, analista da ABI, esses mercados trarão adaptabilidade significativa às redes elétricas a partir de 2027, mesmo com o armazenamento em escala ainda limitado. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Amcham Brasil propõe medidas para impulsionar agenda climática rumo à COP 30

A Amcham Brasil apresentará um documento com propostas para fortalecer a agenda climática antes da COP 30, em Belém (PA). O texto incentiva a economia de baixo carbono, destacando ações empresariais para reduzir emissões, mesmo com desafios políticos. Entre as sugestões estão: antecipar as NDCs, avançar no financiamento climático, regular o mercado de carbono, desenvolver hidrogênio verde e promover economia circular e combate ao desmatamento. A entidade defende maior participação do setor privado e cooperação entre governo, Congresso e empresas para efetivar as mudanças. (Valor Econômico – 28.03.2025)

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Airbus alerta para desaceleração na descarbonização aérea devido a incertezas geopolíticas

A Airbus prevê que as incertezas geopolíticas, como a priorização de combustíveis fósseis pelo governo dos EUA, desacelerem a descarbonização da aviação. Apesar disso, a empresa mantém o foco no longo prazo, com o combustível sustentável de aviação (SAF) como principal solução, ainda que seu alto custo e produção limitada sejam desafios. O CEO Guillaume Faury destaca a necessidade de equilibrar economia e ecologia, enquanto Julie Kitcher, chefe de sustentabilidade, reconhece instabilidades na "diplomacia ambiental", mas ressalta que avanços tecnológicos impedirão uma paralisação total. A Airbus investe €3 bilhões anuais em pesquisa, incluindo aeronaves mais eficientes e uso de hidrogênio, visando a meta de 2050. A renovação de frota e otimização de tráfego aéreo também são estratégias para reduzir emissões. (Broadcast Energia - 28.03.2025)

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Moody’s: Cumprir meta de descarbonização traz risco de crédito muito alto para alguns setores

A Moody's Ratings divulgou um relatório destacando as implicações de crédito para setores intensivos em carbono devido ao cumprimento das metas de descarbonização pelas empresas. Apesar do aumento dos investimentos em energia limpa, as emissões globais de carbono continuam a crescer, colocando em risco o cumprimento das metas de redução. A economia global enfrenta uma lacuna de investimento climático de US$ 2,7 trilhões anualmente até 2030 para alcançar as metas de "net zero". Setores como petróleo e gás, mineração de carvão, concessionárias de energia a carvão e outros enfrentam alto risco de descarbonização. A Moody's identificou obstáculos como reversões de políticas, geopolítica e demanda crescente por energia. Apesar disso, a expectativa é que os compromissos nacionais com a descarbonização e a economia favorável das energias renováveis continuem a impulsionar o investimento na transição para uma economia de baixo carbono. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Relatório da Irena aponta expansão das renováveis

A expansão das fontes renováveis de geração somou 585 GW no ano passado, indica uma participação de 92,5% da expansão total da capacidade e uma taxa recorde de crescimento anual (15,1%). Segundo levantamento Renewable Capacity Statistics 2025, divulgado pela Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), são quase 4,5 TW de potência instalada. Apesar de o número positivo, a entidade aponta que o progresso ainda fica aquém dos 11,2 TW necessários para se alinhar à meta global de triplicar a capacidade instalada de energia renovável até 2030. A energia solar e eólica, aponta a Irena, responderam por 96,6% de todas as adições líquidas renováveis em 202, em específico, a energia solar fotovoltaica aumentou 451,9 GW no ano passado. A China sozinha adicionou 278 GW à expansão total, por outro lado, a eólica diminui ligeiramente e observou uma recuperação da fonte hidrelétrica. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)

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MME: Indústria e transporte são desafios da 2ª onda da transição energética

No evento COP30 Business Forum em São Paulo, a assessora especial do Ministério de Minas e Energia, Mariana Espécie, destacou que o Brasil está em um momento crucial para consolidar sua transição energética. Apesar do progresso na descarbonização da matriz elétrica, com a participação de fontes renováveis aumentando de 74% para 89,1% em uma década, os desafios agora se concentram na indústria e no transporte. Espécie ressaltou a necessidade de enfrentar a matriz de difícil abatimento, especialmente nesses setores. O governo está trabalhando em regulações complementares, como o Programa Combustível do Futuro, que inclui biocombustíveis para aviação e transporte marítimo, e a implementação da Lei do Paten. A cooperação internacional é fundamental nesse novo ciclo, com destaque para a troca de experiências com os Estados Unidos no desenvolvimento de tecnologias, como a captura e armazenamento de carbono. A assessora enfatizou que muitas regulações estão sendo estabelecidas no contexto global, ainda com incertezas, e a colaboração com outros países será essencial para avançar nessa transição energética no Brasil. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Brasil: Hidrogênio verde tem potencial de R$ 70 bilhões até 2030

O hidrogênio verde (H2V) apresenta grande potencial para o Brasil, com investimentos no setor podendo atingir R$ 70 bilhões até 2030, consolidando o país como um importante player global devido à abundância de energia renovável e incentivos fiscais. No entanto, desafios como a infraestrutura limitada para transporte e armazenamento, o alto custo de produção e a falta de um mercado de carbono regulado ainda dificultam o avanço do mercado interno, que tende a se expandir com a evolução da regulação e novos investimentos. Projetos como hubs em estados com facilidades portuárias e iniciativas de empresas como a White Martins e a Neoenergia estão impulsionando a produção e comercialização do H2V, principalmente para exportação e descarbonização de setores eletrointensivos. Apesar disso, o setor ainda enfrenta incertezas jurídicas, como a falta de clareza na regulação de infraestruturas e contratos de compra e venda. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Crise Climática

Haddad debate financiamento climático com CEOs para economia sustentável

O ministro Fernando Haddad reuniu-se com 20 CEOs em São Paulo para discutir parcerias entre governo e setor privado no financiamento climático, visando mitigar mudanças climáticas e acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. O evento, organizado pelo CEBDS e hospedado pela Vale, contou com líderes de empresas como Engie, Shell e Bayer. Marina Grossi, presidente do CEBDS, destacou a importância do diálogo para políticas eficientes, alinhadas ao Plano de Transformação Ecológica e ao mercado de carbono, garantindo crescimento sustentável. (O Globo – 27.03.2025)

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Mudanças climáticas e os desafios para a energia no Brasil em 2024

O verão de 2024 no Brasil foi o sexto mais quente desde 1961, com destaque para fevereiro, que registrou ondas de calor e recordes de demanda de energia, além de chuvas intensas, como a de 24 de janeiro em São Paulo. Esses eventos climáticos extremos têm impactado o setor elétrico, exigindo investimentos em adaptação, resiliência das redes e maior flexibilidade no sistema, além de preocupações com a pobreza energética no país. Estudo da Munich Re aponta que os prejuízos climáticos globais somaram US$ 250 bilhões em 2023. No Brasil, a adaptação ao novo cenário climático está gerando pressões sobre as tarifas de energia, já que muitos consumidores gastam uma parte significativa de sua renda com a conta de luz. Empresas como Eletrobras e Evoltz estão investindo em monitoramento e análise de riscos climáticos para adaptar seus ativos e operações. A questão também envolve o envelhecimento da infraestrutura de geração e transmissão hidrelétrica, o que aumenta a necessidade de inovações para garantir a sustentabilidade do setor sem onerar demais os consumidores. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Impactos dos desastres naturais nos municípios brasileiros e a necessidade de planejamento municipal

Nos últimos 10 anos, 93% dos municípios brasileiros foram afetados por desastres naturais, como tempestades, secas e enchentes, segundo a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. A gestão inadequada do saneamento e a falta de recursos para a prevenção e resposta a emergências climáticas agravam a situação, com mais de 90% das cidades sem estrutura adequada. Exemplos de cidades afetadas incluem o Rio Grande do Sul, Petrópolis e o litoral paulista. O planejamento municipal é essencial para mitigar esses impactos, como mostram ações em Campinas e São Paulo, que buscam melhorar a segurança hídrica e reduzir perdas. Empresas como a Aegea também estão desenvolvendo planos para aumentar a resiliência hídrica e evitar interrupções no abastecimento, como demonstrado pelos projetos em resposta às enchentes no Rio Grande do Sul. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Empresas

Eletrobras confirma indicações de Mantega, Tolmasquim, Rondeau e Hubner nos conselhos

A proposta da administração da Eletrobras para a nova composição dos conselhos fiscal e de administração da companhia foi confirmada, com indicações de nomes de destaque. O ex-ministro Guido Mantega foi indicado para o Conselho Fiscal, juntamente com Maurício Tolmasquim, Silas Rondeau e Nelson Hubner para o Conselho de Administração. A assembleia geral extraordinária está marcada para 29 de abril, onde serão discutidos termos de conciliação e eleições para os conselhos. A União terá direito a eleger membros dos conselhos, com destaque para Tolmasquim, Rondeau e Vanessa Lopes, sujeitos à exclusão em caso de aprovação da Conciliação. Uma reforma no Estatuto Social propõe tornar o Conselho Fiscal permanente com cinco membros, incluindo uma cadeira indicada pelo governo, ocupada por Mantega e suplente Regis Andreson Dudena. Os indicados comprometeram-se a se descompatibilizar de outras posições caso sejam eleitos. A proposta reflete a importância da participação da União na empresa, buscando garantir uma gestão transparente e eficiente. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Indicações na Eletrobras mostram queda de influência de Silveira

As recentes indicações do governo para o conselho da Eletrobras revelam uma disputa política que enfraquece o ministro Alexandre Silveira. Três dos quatro nomes (Maurício Tolmasquim, Nelson Hubner e Guido Mantega) são do PT, enquanto Silas Rondeau, ligado ao MDB, sugere um possível acordo ou perda de espaço do ministro. Os indicados devem atuar mais como fiscais da diretoria do que como decisores, pressionando por transparência. A ausência de aliados de Silveira no grupo é vista como sinal de desgaste político. Além disso, o acordo favorável à Eletrobras pode gerar cobranças sobre sua gestão privada. (Broadcast Energia - 28.03.2025)

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Indicações para conselhos da Eletrobras geram descontentamento no setor elétrico

O governo federal indicou nomes ligados ao PT e ao setor elétrico para os conselhos da Eletrobras, como Guido Mantega (Conselho Fiscal) e Maurício Tolmasquim, Silas Rondeau e Nelson Hubner (Conselho de Administração). A escolha desagradou agentes do setor, que criticaram a falta de renovação e lembraram polêmicas passadas dos indicados. Embora sem poder para alterar o plano estratégico da empresa (o governo terá apenas 3 das 10 vagas no CA), há dúvidas sobre quem assumirá os cargos que deixarão. Especialistas destacam que a Eletrobras se beneficiou do acordo com a União, evitando custos bilionários com Angra 3 em troca das indicações. Apesar das críticas, reconhecem que os nomes têm experiência no setor, evitando indicações sem qualificação. (Broadcast Energia - 28.03.2025)


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Ativa Investimentos: Indicação de Mantega para Conselho Fiscal da Eletrobras é neutra para ação

A notícia da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega para o Conselho Fiscal da Eletrobras gerou certa inquietação no mercado financeiro, porém, a Ativa Investimentos afirmou que essa nomeação já era esperada e não deve ter um impacto significativo nas ações da empresa. A vaga de Mantega foi acordada entre a Eletrobras e o governo, seguindo um acordo prévio que previa a indicação de membros para o conselho de administração e fiscal. Além de Mantega, o governo também indicou Nelson Hubner, Maurício Tolmasquim e Silas Rondeau para o Conselho de Administração. A corretora ressaltou que, independentemente das escolhas, o governo permaneceria como minoritário nos conselhos, mantendo a dinâmica prevista. Apesar de possíveis resistências devido ao histórico de Mantega, a Ativa reafirmou sua recomendação de compra das ações da Eletrobras, destacando que a nomeação do ex-ministro não altera a tese de investimentos na empresa. A análise da corretora enfatizou que a escolha de Mantega se encaixa na estrutura planejada e não afeta a visão positiva em relação à Eletrobras no momento. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Eletrobras propõe a acionistas incorporação da Eletropar

A Assembleia Geral de acionistas da Eletrobras, marcada para 29 de abril, terá como pauta principal a discussão sobre a incorporação da Eletropar pela Eletrobras. A Eletropar, empresa da qual a Eletrobras detém 83,71% das ações, é responsável pela gestão de participações do grupo em diversas companhias. A proposta de incorporação visa permitir que a Eletrobras execute seu plano estratégico, desbloqueando valor através da racionalização de estruturas societárias, governança eficiente e gestão integrada. A incorporação resultará em um aumento de capital da Eletrobras no valor de R$ 35,375 milhões, com emissão de 1.532.788 ações ordinárias. Os acionistas minoritários da Eletropar terão a oportunidade de migrar para a base acionária da Eletrobras, com uma relação de troca de 1 ação da Eletropar para 0,8 ação da Eletrobras. Além disso, está previsto o direito de recesso, com proposta de reembolso no valor de R$ 18,4635 por ação ordinária da Eletropar. A assembleia também irá discutir o termo de conciliação assinado com o governo para encerrar a disputa sobre a limitação do poder de voto, bem como a eleição dos novos conselhos de administração e fiscal. A AGE e AGO seguirão a sequência de eventos, com a AGE sobre o termo de conciliação precedendo a AGE da incorporação da Eletropar e a AGO para avaliação das contas de 2024 e eleição de novos conselheiros. A decisão da assembleia terá impacto significativo no futuro da Eletrobras e na estratégia de negócios do grupo. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Enel São Paulo pede antecipação da prorrogação de concessão, mas enfrenta resistência

A Enel São Paulo protocolou junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um pedido para antecipar a prorrogação por 30 anos de seu contrato de concessão para distribuir energia nos 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, que atualmente se encerraria em 2028. O pedido busca adiantar os efeitos da renovação, autorizada em fevereiro deste ano para contratos com vencimento entre 2025 e 2031. No entanto, a medida enfrenta resistência, com prefeitos da Grande São Paulo, incluindo o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciando ação conjunta contra a renovação, criticando a empresa pelos problemas frequentes nos serviços prestados. Em resposta, a Enel reafirmou seu compromisso com os clientes e anunciou investimentos recordes de R$ 10,4 bilhões entre 2025 e 2027 para melhorar e expandir o sistema de distribuição. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Light: Resultados da operação em 2024 são divulgados

A Light compartilhou as demonstrações financeiras de sua operação em 2024. A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no período, um resultado maior do que os R$ 255 milhões registrados em 2023. O Ebtida ajustado ficou em R$ 2 bilhões (-2,6%) e a receita líquida da companhia subiu 4,7%, para R$ 15 bilhões. Ainda, a arrecadação aumentou 1,1 ponto percentual e ficou em 98,7%, sendo beneficiada pelo crescimento da taxa de arrecadação no segmento varejo. Quanto à dívida líquida, a empresa registrou resultado de R$ 6,8 bilhões no quarto trimestre de 2024, um recuo de 25% na comparação anual. E em relação aos indicadores de qualidade do serviço no 4T24, o DEC da Light ficou em 6,74 horas, ou 4,5% inferior ao limite regulatório – sendo a melhor performance da série histórica para o 4º trimestre -, enquanto o FEC foi 3,04x; ou 36% abaixo do previsto pela regulação. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)


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Light solicita renovação antecipada de concessão com condições diferenciadas

A Light enviou um ofício ao Ministério de Minas e Energia manifestando interesse na renovação antecipada de sua concessão, destacando a necessidade de um contrato que leve em consideração as especificidades de sua área de operação. A empresa, que enfrentou dificuldades como um alto índice de perdas comerciais, com 68,4% de perdas não técnicas, busca uma solução estruturada, incluindo um tratamento tarifário diferenciado para regiões com severas restrições operacionais. A companhia também está em processo de recuperação judicial, com passos a serem cumpridos antes da assinatura do novo contrato de concessão e a realização de aumento de capital entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão pelos acionistas. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Light protocola carta ratificando pedido de prorrogação de outorga da Light Sesa

Na noite de ontem, a Light e a Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light SESA), ambas em recuperação judicial, anunciaram a protocolação de uma carta que reforça o pedido de prorrogação da outorga da concessão da Light SESA perante a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Ministério de Minas e Energia. A solicitação de extensão da concessão é um passo importante para garantir a continuidade dos serviços prestados pela Light SESA, empresa responsável pela distribuição de energia elétrica em parte do estado do Rio de Janeiro. A medida visa assegurar a estabilidade e a operação ininterrupta do fornecimento de eletricidade para os consumidores atendidos pela concessionária. A decisão de buscar a prorrogação da outorga demonstra o comprometimento da Light e da Light SESA em manter a qualidade e a regularidade no fornecimento de energia, mesmo diante do processo de recuperação judicial pelo qual passam. A renovação da concessão é uma etapa fundamental para a continuidade das operações da Light SESA e para a manutenção dos serviços essenciais de distribuição de eletricidade para a população. A empresa aguarda agora a análise e a aprovação dos órgãos competentes para garantir a continuidade de suas atividades e o atendimento às necessidades energéticas da região atendida. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Light/Nogueira: Novo contrato prevê que a área de risco terá tratamento distinto

No dia 28 de março de 2025, o diretor-presidente da Light, Alexandre Nogueira, comunicou a analistas e investidores sobre o novo contrato de concessão da distribuidora. Nogueira destacou que o contrato aborda um tratamento diferenciado para as áreas de risco, considerando isso como uma evolução em relação ao contrato atual. Ele ressaltou que essa mudança já está refletida na minuta do novo contrato e no decreto emitido pelo Ministério de Minas e Energia. Além disso, a empresa enviou um ofício para o MME e a Aneel solicitando a prorrogação da outorga de concessão. Nogueira enfatizou a importância desse tratamento diferenciado para as áreas de risco, que enfrentam dificuldades operacionais. Ele destacou que essa medida é crucial para garantir a sustentabilidade econômica e financeira da Light, além de possibilitar um aumento nos investimentos, principalmente na modernização e renovação da rede da distribuidora. Essas declarações reforçam o compromisso da Light em buscar soluções para melhorar sua eficiência operacional e garantir um serviço de qualidade para seus consumidores. A empresa demonstra estar atenta às demandas do setor elétrico e empenhada em promover melhorias que beneficiem tanto a empresa quanto seus clientes. A busca por investimentos em modernização e renovação da rede também evidencia a preocupação da Light em acompanhar as inovações tecnológicas e as necessidades do mercado de energia elétrica. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Light/Tostes: Melhoria da saúde financeira da distribuidora é principal desafio

O diretor financeiro e de relações com investidores da Light, Rodrigo Tostes, apontou a melhoria da saúde financeira da distribuidora de energia elétrica como o principal desafio de curto e médio prazo da companhia em 2025. Durante uma teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre de 2024, Tostes destacou o trabalho realizado ao longo do ano, tanto na frente operacional quanto na parte financeira. Ele ressaltou que a restruturação da dívida da empresa, concluída no ano anterior, foi um marco importante. A companhia conseguiu entregar um parecer sem ressalvas referente ao ano passado, algo que não havia ocorrido em 2023. Na frente operacional, Tostes mencionou melhorias significativas, como a redução do tempo de atendimento emergencial em mais de 50% em relação a 2022. No entanto, ele apontou a necessidade de uma solução estrutural na área de perdas, especialmente nas regiões com severa restrição operacional. Tostes explicou que essa solução visa promover o equilíbrio dos contratos, principalmente nas regiões mais impactadas. A empresa está focada em garantir a viabilidade da operação e o impacto financeiro nas regiões onde atua, testando abordagens adequadas para cada uma delas, levando em consideração a viabilidade econômica dos investimentos a curto e médio prazo. Em resumo, a Light está concentrando esforços em melhorar sua saúde financeira, implementando medidas de eficiência e sustentabilidade-financeira, ao mesmo tempo em que busca soluções estruturais para questões operacionais, visando garantir sua operação de forma viável e sustentável no futuro. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Light/Tostes: Tudo caminha para que edital de recompra (leilão reverso) saia nos próximos dias

O diretor financeiro e de relações com investidores da Light, Rodrigo Tostes, anunciou que a empresa pretende realizar um leilão reverso para pré-pagamento com desconto do bond da Light Energia no valor de aproximadamente U$S 90 milhões. Este leilão, também conhecido como recompra, é considerado um passo importante para a conclusão do plano de recuperação judicial da empresa. Além disso, Tostes destacou que outros passos necessários incluem a renovação do contrato da distribuidora, o aumento de capital privado estimado entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão, e a conversão das debêntures da Light S.A. no valor de cerca de R$ 2,3 bilhões. A conversão das debêntures está prevista para ocorrer em até 90 dias após a assinatura do novo contrato de concessão. Essas ações são parte de um plano mais amplo da Light para reestruturar suas finanças e garantir sua estabilidade no mercado de energia. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Equatorial: Provisão relacionada a GD no 4º tri 2024 considera registro de todo o saldo histórico

O diretor financeiro e de relações com investidores da Equatorial, Leonardo Lucas, discutiu durante uma teleconferência os resultados financeiros da empresa no quarto trimestre de 2024. Ele destacou a provisão feita em relação aos reconhecimentos com geração distribuída (GD), considerando o registro do saldo histórico das concessões do grupo. Esta provisão é baseada em dados recentes e visa cobrir diversos aspectos, incluindo contas regulatórias que impactaram em R$ 140 milhões. Dentre essas contas, estão indicadores de qualidade no Rio Grande do Sul, eventos climáticos extremos, ganhos de qualidade na concessão de Goiás e a necessidade de ligações no Pará. O plano de investimento da empresa tem como objetivo mitigar essas questões, buscando melhorar a infraestrutura e serviços oferecidos. A abordagem estratégica de Leonardo Lucas reflete o compromisso da Equatorial em enfrentar desafios e aprimorar seu desempenho operacional em diferentes regiões do país. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Equatorial Energia solicita prorrogação de concessões no Pará e Maranhão por 30 anos

A Equatorial Energia protocolou junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um requerimento para a prorrogação por 30 anos dos contratos de concessão de distribuição de energia no Pará e no Maranhão. A concessão no Pará expira em 2028, enquanto no Maranhão se estende até 2030. Após o protocolo, a Aneel terá 60 dias para enviar um parecer técnico e financeiro ao Ministério de Minas e Energia, que terá 30 dias para decidir sobre a prorrogação. Durante a teleconferência sobre os resultados do quarto trimestre, o presidente da Equatorial, Augusto Miranda, confirmou que o conselho da empresa já aprovou a proposta de renovação no Maranhão e também no Piauí. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Equatorial: Perspectiva de melhora no DEC ante previsão de eventos climáticos mais brandos

O Grupo Equatorial Energia acredita que a ocorrência de eventos extremos mais brandos em 2025 deverá ter impacto atenuante sobre os indicadores de qualidade de energia ante o desempenho dos últimos anos. Em 2024, quatro das sete concessões de distribuição do grupo ficaram fora do limite regulatório do indicador de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC). Não obstante, foram registradas reduções para as distribuidoras de Goiás, Piauí e Maranhão, onde o indicador ficou em 2,6h, 2,2h e 0,6h – respectivamente – consoante apuração no último trimestre do ano passado. O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, Leonardo de Lima, lembrou que os 16 temporais e tempestades em 2023 no Rio Grande do Sul causaram um “efeito cauda”, já que a companhia busca nesses momentos alocar grande parte de sua estrutura de manutenção e construção. “Agora com adversidades mais brandas vamos conseguir que os índices melhorem”, prevê o executivo. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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CPFL solicita prorrogação de concessões de energia elétrica por 30 anos

A CPFL Energia informou que suas controladas RGE, CPFL Paulista e CPFL Piratininga solicitaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a assinatura de novos termos aditivos aos contratos de concessão de distribuição de energia elétrica, conforme o Decreto nº 12.068 de 2024. Esses termos garantem a prorrogação das concessões por mais 30 anos, com novos prazos de vigência a partir de 2027 e 2028 para as distribuidoras. As três empresas atendem uma área de 280,3 mil quilômetros quadrados, abrangendo 642 municípios e uma população de cerca de 21,8 milhões de habitantes, com 10,2 milhões de consumidores. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Cemig: Justiça proíbe cortes energia à Bombril em razão da recuperação judicial

A Cemig foi proibida pela justiça de cortar o fornecimento de energia para as plantas industriais da Bombril, que está em recuperação judicial em razão de dívidas estimadas em R$ 2,3 bilhões. A empresa afirma ter sofrido ameaças de suspensão do suprimento pela distribuidora para a fábrica em Sete Lagoas (MG), e, segundo a mesma, o corte significaria um prejuízo de R$ 1,5 milhão por dia. A dívida da Bombril com a Cemig é anterior ao ajuizamento da recuperação judicial, que aconteceu em 10 de fevereiro deste ano. Portanto, afirmou a distribuidora, consta da sua relação de credores e, pela legislação, somente poderá ser paga dentro dos termos do plano de recuperação judicial, a ser apresentado aos credores. O pedido de recuperação judicial foi aceito pela Justiça, que nomeou a Laspro Consultores como administradora judicial. (Folha de São Paulo – 27.03.2025)


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Cemig: Conselho de administração tem renúncia de cargo

A Cemig recebeu, em 27 de março, a carta de renúncia de José João Abdalla Filho ao cargo de conselheiro de administração, com efeitos a partir do dia 02 de abril de 2025. A Companhia informou que adotará as providências necessárias para eleição de substituto, conforme disposição estatutária e regulação aplicável. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)


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BTG aumenta número de cadeiras no conselho da Eneva; André Esteves assume uma delas

Em São Paulo, no dia 28 de março de 2025, o sócio e presidente do conselho de administração do BTG Pactual, André Esteves, assumirá uma cadeira no conselho da Eneva, empresa de energia, indicando a crescente importância da mesma para o banco. O BTG também aumentará sua presença no conselho da Eneva de três para quatro assentos. Rodrigo Alves, sócio do BTG na área de private equity e responsável pelos ativos de energia, se tornará conselheiro da Eneva. Felipe Gottilieb, atual indicado do banco, passará a integrar o comitê financeiro da empresa. Renato Mazzola e Barne Laureano, outros sócios do BTG, permanecem como indicados no conselho. Marcelo Medeiros deixa a posição, enquanto Henri Philippe Reichstul, José Afonso Castanheira e Guilherme Bottura, indicados por acionistas minoritários, continuam. A assembleia geral para eleger a nova chapa está marcada para 30 de abril. O aumento de indicados foi possibilitado após o BTG ampliar sua participação na Eneva de 38,3% para 48,5%, com a transferência de quatro usinas termelétricas para os ativos da empresa no ano anterior. A Eneva deve participar de leilões de energia do governo federal, incluindo um agendado para 27 de junho, visando garantir fornecimento de energia nos períodos noturnos. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Leilões

Brasil realizará leilões de capacidade elétrica e baterias de armazenamento para flexibilizar o sistema

O Brasil realizará, em junho, um leilão de reserva de capacidade para contratar potência elétrica de hidrelétricas e termelétricas a gás natural e biocombustíveis, visando flexibilizar a operação do sistema elétrico. Além disso, no segundo semestre, ocorrerá o primeiro leilão de baterias de armazenamento, essencial para armazenar energia das fontes intermitentes, como eólica e solar, para horários de maior demanda. Embora as térmicas fósseis sejam vistas como necessárias para garantir a segurança energética, especialistas alertam sobre seus impactos econômicos e ambientais, dada a meta de neutralidade de carbono até 2050. As térmicas a gás são consideradas uma transição energética, mas há preocupações sobre a dependência dessa fonte e os custos elevados. O leilão de baterias, por sua vez, pode ajudar a desenvolver o mercado de armazenamento no país, ainda atrasado em relação a outros países, e mobilizar investimentos significativos, embora a falta de uma regulamentação clara ainda represente um desafio. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Aneel abre consulta para leilão A-5 e propõe veto à minigeração distribuída

A Aneel aprovou a consulta pública para ajustes no edital do leilão de energia Nova A-5 (2025), destinado a hidrelétricas de até 50 MW. O período de contribuições vai de 26/03 a 12/05/2025, com leilão em 22/08 e início de fornecimento em 01/01/2030. A proposta veta a participação de minigeração distribuída (MD) registrada na data do edital, garantindo igualdade com CGHs em operação. Empreendimentos já em funcionamento também estão excluídos. Vencedores não terão descontos em TUST/TUSD, e a EPE registrou 241 projetos (3 GW), o dobro da capacidade do último leilão A-5 (2022). A medida busca evitar disputas futuras. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Prazo coloca em risco novo leilão da bacia da Foz do Amazonas

O leilão de 47 novos blocos de petróleo da bacia do Foz do Amazonas pode ser a última chance para o governo Lula (PT) expandir a exploração da margem equatorial, e o rumo incerto do pregão pressiona o Ministério de Minas e Energia, que já se prepara para buscar alternativas. A exploração de petróleo na Foz do Amazonas tem sido um dos pontos de maior tensão dentro do governo Lula, colocando em lados opostos Marina e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. O foco da disputa é a licença ambiental do Ibama para a Petrobras perfurar o bloco 59, a estatal precisa que essa autorização seja dada ainda em abril para ter tempo de terminar a perfuração no prazo previsto. Mesmo com a pressão, o governo já vem pensando em alternativas para esquivar da problemática, como ofertas de novas áreas em bacias já exploradas. (Folha de São Paulo – 29.03.2025)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

ONS/PMO: Carga do SIN em abril deve alcançar 83.207 MWmed, alta anual de 1,9%

Em São Paulo, técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgaram projeções para a carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) nos meses de abril e maio de 2025. Em abril, a carga deve atingir 83.207 megawatts médios (MWmed), representando um aumento de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para maio, a previsão é de 80.394 MWmed, um incremento de 1,7% em comparação com o mesmo mês de 2024. No subsistema Sudeste/Centro-Oeste, a carga prevista para abril é de 47.419 MWmed, um crescimento de 1,0% em relação a 2024. Já para maio, a estimativa é de 45.394 MWmed, um aumento de 0,1%. No Sul, a projeção indica 14.180 MWmed em abril, um crescimento de 1,8% em relação ao ano anterior, e para maio, a previsão é de 13.531 MWmed, representando um aumento de 4,4%. No Nordeste, a carga esperada para abril é de 16.659 MWmed, um avanço de 2,7%, e para maio, a previsão é de 13.420 MWmed, um aumento de 2,9%. Por fim, no Norte, a projeção é de 7.949 MWmed em abril, uma elevação de 6,5% em relação a 2024, e para maio, a expectativa é de 8.049 MWmed, um aumento de 4,9% comparado ao mesmo mês do ano anterior. Essas previsões indicam um cenário de crescimento moderado na demanda por energia no Brasil nos próximos meses. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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ONS projeta que CMO caia de R$ 245,18/MWh para R$ 232,95/MWh no Sudeste/Centro-Oeste em abril

O Operador do Sistema Elétrico (ONS) estima que o Custo Marginal da Operação (CMO) no Sudeste/Centro-Oeste do Brasil irá cair de R$ 245,18 por megawatt-hora (MWh) na primeira semana de abril para R$ 232,92 por MWh na última semana do mês. No Sul, o CMO começará em R$ 246,64 por MWh e diminuirá para R$ 235,32 por MWh ao longo do período. Nas regiões Norte e Nordeste, o CMO foi fixado em R$ 0,00 por MWh, assim como nos meses anteriores. O CMO é o custo de produção de 1 MWh para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e varia de acordo com as condições dos reservatórios das usinas hidrelétricas. A decisão de acionar as usinas é tomada diariamente com base no modelo Dessem, considerando as condições do SIN. Em diferentes níveis de carga, o valor do CMO para o Sudeste/Centro-Oeste varia de R$ 254,61 a R$ 225,05 por MWh. No Sul, os valores diferem entre cargas pesadas, médias e leves. Esse cenário reflete a dinâmica do setor elétrico e as medidas adotadas para garantir o abastecimento de energia no país. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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ONS: La Niña tem gerado pouco efeito no SIN e deve passar à condição de neutralidade no 2° tri 2025

Em São Paulo, no dia 27/03/2025, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) discutiu o impacto do enfraquecimento do La Niña no clima do Brasil. Com a transição para uma condição de neutralidade prevista para o segundo trimestre, não são esperados impactos significativos nas principais bacias do Sistema Interligado Nacional (SIN). O diretor de operações do ONS, Christiano Vieira, destacou que a previsão para abril a junho é de chuvas dentro da média histórica ou abaixo dela. Durante a reunião do Programa Mensal da Operação (PMO), os técnicos do ONS mencionaram que na próxima semana é esperado o avanço de frentes frias no Sudeste e Sul, trazendo precipitações, mas na semana seguinte, a expectativa é de redução dessas chuvas. Para o restante do mês, há a possibilidade de entrada de ar frio, porém com redução da umidade em grande parte do país. Essas informações são importantes para o setor elétrico e para o planejamento de recursos hídricos, pois influenciam diretamente na geração de energia e na gestão dos reservatórios. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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ONS: Energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas deve terminar abril em 68%

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou suas projeções para o volume de energia armazenada (EAR) nos reservatórios das hidrelétricas do Brasil até o final de abril de 2025. No geral, a previsão é de uma redução no nível de armazenamento em comparação com os valores atuais. No Sudeste/Centro-Oeste, região que detém a maior parte da capacidade de armazenamento do país, a expectativa é que os reservatórios terminem o mês com 67,3% da capacidade, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao presente. Já no Sul, a projeção é de um armazenamento de 36,5%, o que representa uma redução significativa de 3,1 pontos percentuais. No Nordeste, excluindo o Maranhão para fins elétricos, a previsão é de encerrar o mês com 74,9% de armazenamento, uma queda de 3,3 pontos percentuais. Por fim, no Norte, a perspectiva é de um aumento no armazenamento, com uma EAR de 97,6%, um acréscimo de 2,9 pontos percentuais em relação aos valores atuais. Essas projeções indicam um cenário de atenção para o setor elétrico, especialmente diante da necessidade de gerenciamento dos recursos hídricos e energéticos do país para garantir o abastecimento de energia de forma sustentável e eficiente. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Abrage/Marisete: Estratégia de exportação de energia pode ser uma solução para os impactos do curtailment

A presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Marisete Fátima Pereira, argumentou a favor da estruturação de uma espécie de "portfólio" com diferentes fontes de energia destinado à exportação para países vizinhos. Segundo a executiva, a venda do excedente de geração para o exterior seria uma solução de médio prazo para lidar com o problema de corte de geração de energia, ou “curtailment”. A esse respeito, reiterou que os cortes na geração afetam principalmente as usinas hidrelétricas, e que isso – somado aos desafios regulatórios e de mercado das usinas reversíveis, apesar da disponibilidade – deveria impelir a Agência Nacional de Energia Elétrica a diversificar as fontes que são alvo dos cortes. Além disso, ela defendeu o estabelecimento de um teto para os subsídios, sobretudo os subsídios cruzados da CDE, bem como uma avaliação para o encerramento daqueles que não se justificam mais. (Broadcast Energia - 28.03.2025)


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Desmatamento na Amazônia impacta geração de energia nas hidrelétricas Itaipu e Belo Monte

O desmatamento na Amazônia tem causado perdas significativas nas duas maiores hidrelétricas do Brasil, Itaipu e Belo Monte, que juntas perdem anualmente 3,8 mil GWh de energia, o suficiente para abastecer 1,5 milhão de pessoas. Essa perda representa um prejuízo superior a R$ 1 bilhão por ano para as usinas. O impacto ocorre devido à alteração dos padrões de chuvas na região, afetando a vazão dos rios e, consequentemente, a capacidade de geração das usinas. As usinas dependem da Amazônia para manter o regime de chuvas e, com o desmatamento, as correntes de ar que transportam umidade perdem eficiência. O estudo aponta a necessidade de políticas de conservação para mitigar esses efeitos e garantir a estabilidade do fornecimento de energia no Brasil. (Climate Policy Initiative - 31.03.2025)

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CCEE: PLD desta sexta-feira segue com descolamento entre submercados

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) encerrou a semana com disparidade entre os submercados brasileiros. Enquanto Sudeste/Centro-Oeste e Sul registraram valores acima de R$ 400,00 por megawatt-hora (MWh), o Nordeste e Norte mantiveram-se no piso regulatório de R$ 58,60 por MWh. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o PLD médio para o Sudeste/Centro-Oeste atingiu R$ 384,24 por MWh, com picos de R$ 406,73 por MWh às 19h e mínima de R$ 367,09 por MWh ao meio-dia. No Sul, o PLD médio foi de R$ 384,60 por MWh, com máxima de R$ 406,77 por MWh às 19h e mínima de R$ 368,63 por MWh ao meio-dia. Já no Nordeste e Norte, o PLD permaneceu constante no valor mínimo ao longo do dia, sem oscilações entre máximas e mínimas. Esta disparidade nos preços reflete as condições de oferta e demanda de energia em cada região, destacando a complexidade e a heterogeneidade do setor elétrico brasileiro. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Mobilidade Elétrica

Brasil avança na reciclagem de baterias de veículos elétricos

Sistemas de armazenamento de energia e baterias de lítio de veículos elétricos podem ser 100% recicladas, uma tecnologia que, embora já seja aplicada mundialmente, começa a ser implantada no Brasil em pequena escala. Embora a frota de veículos eletrificados no país ainda seja recente, com 177 mil unidades comercializadas em 2024, já existem empresas especializadas na reciclagem desses componentes. As baterias, com vida útil de 8 a 15 anos, são processadas para separar materiais como plásticos, alumínio e metais valiosos como lítio, cobalto e níquel, que são reutilizados em novas baterias. O mercado global de reciclagem de "massa negra", composto desses metais, é promissor e deve crescer consideravelmente até 2032. No Brasil, devido ao baixo volume de baterias descartadas, a separação dos componentes ocorre atualmente nos EUA, mas espera-se que isso seja feito localmente em até 15 anos. Empresas como a BYD já investem na reciclagem e reaproveitamento de baterias, com foco na sustentabilidade e na transição energética. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Montadoras chinesas de veículos elétricos divulgam resultados mistos no 1º trimestre

As principais montadoras de veículos elétricos (EVs) chinesas, como BYD, XPeng, Li Auto, Nio, Zeekr e Xiaomi, estão prestes a divulgar seus resultados de vendas de março e do primeiro trimestre. Enquanto a BYD tem mostrado forte desempenho, com crescimento nas vendas e expansão internacional, a XPeng também tem apresentado resultados impressionantes, especialmente com seus novos modelos, como o sedã Mona M03. No entanto, a Nio enfrenta dificuldades, com quedas nas vendas e expectativas não atendidas para seu modelo Onvo L60. A Xiaomi, que entrou recentemente no mercado de EVs, também está ganhando terreno com o lançamento do SU7. A Tesla, por sua vez, prevê um trimestre fraco, com vendas abaixo das expectativas devido à sazonalidade, o lançamento recente do Model Y e a associação política de Elon Musk. As ações das montadoras variaram, com a BYD alcançando altas recordes, enquanto a Tesla e outras empresas enfrentam quedas significativas no valor de suas ações. (Valor Econômico - 30.03.2025)

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Energias Renováveis

Geração solar no Brasil cresce 22% ao ano, com destaque para a energia distribuída

A geração solar no Brasil, que representa 22% da matriz elétrica nacional, deve crescer a uma taxa média anual de 22% até 2027, impulsionada pela geração distribuída (GD), que já responde por dois terços da energia fotovoltaica no país. Esse avanço acompanha a alta global de 4% na demanda por eletricidade, conforme a transição energética e a descarbonização da economia. Com mais de 55 gigawatts (GW) de potência instalada, a maioria da geração solar é proveniente de sistemas residenciais e comerciais pequenos, incluindo cerca de 5 milhões de unidades consumidoras. Fatores como a redução de custos, maior eficiência dos sistemas, e incentivos financeiros têm contribuído para esse crescimento, que, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar, não será afetado pela política energética dos Estados Unidos, representando uma oportunidade para o Brasil se destacar no setor. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Desafios da geração de energia fotovoltaica e a sobrecarga nas redes elétricas brasileiras

O crescimento da geração de energia fotovoltaica no Brasil tem sido impactado pela dificuldade de conexão dos sistemas solares à rede elétrica, o que tem gerado prejuízos para consumidores e empresas. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD) criticam as distribuidoras, que alegam limitações técnicas, especialmente após a sanção da Lei 14.300, que gerou uma corrida para conectar os sistemas antes do prazo. A falta de capacidade de algumas redes, como em Minas Gerais, tem resultado em negações de conexão ou exigências caras e pouco claras para adaptar os projetos. Além disso, a crescente demanda por geração distribuída tem causado sobrecarga nas subestações e gerado inversão de fluxo de energia. Embora as distribuidoras aleguem estar trabalhando para atender a demanda, muitos projetos, especialmente os rurais e de GD remota, enfrentam dificuldades para se conectar à rede, o que prejudica a economia de energia e o retorno do investimento. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Aneel revoga a pedido outorga de usina solar de subsidiária da Copel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revogou, a pedido, a outorga de uma usina fotovoltaica da Aventura Holding, pertencente à Copel. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União de sexta-feira, 28 de março de 2025. A usina, denominada Aventura Solar, que teria uma capacidade de 10 megawatts, estava planejada para ser construída em Touros, município do Rio Grande do Norte. Inicialmente, a outorga foi concedida à EDP Renováveis, mas posteriormente foi transferida para a Aventura Holding. A revogação da outorga se deu devido ao fato de que a usina não possuía contratos ou compromissos estabelecidos com o setor, tais como conexão e uso da rede elétrica, participação no mercado livre de energia ou no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Esses elementos são essenciais para a viabilidade e operação de empreendimentos de geração de energia. Portanto, diante da falta de acordos que respaldassem a atividade da usina, a Aneel optou por revogar a outorga, anulando assim a autorização para o funcionamento da Aventura Solar. Essa decisão da Aneel destaca a importância da regulamentação e da garantia de que os empreendimentos de geração de energia estejam devidamente inseridos no contexto do mercado energético. A revogação da outorga da usina fotovoltaica da Aventura Holding ressalta a necessidade de cumprimento das normas e requisitos estabelecidos pelo órgão regulador, visando assegurar a segurança e eficiência do sistema elétrico nacional. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Fundo administrado pela Sudene libera R$ 109 mi para a EDP Renováveis Brasil

O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), administrado pela Sudene, liberou cerca de R$ 109 milhões para a EDP Renováveis Brasil implementar a planta fotovoltaica Monte Verde nos municípios de Lajes, Pedro Avelino e Jandaíra, no Rio Grande do Norte. O valor é referente à segunda parcela do financiamento para a instalação do empreendimento. O parque gerador será de 181,1 MWp, com produção anual estimada de 464.000 MWh. Os investimentos totais são de R$ 914,5 milhões, com R$ 411 milhões financiados pelo FDNE. A expectativa é de que sejam gerados 260 postos de trabalhos. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)

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A expansão das fontes limpas de energia e os desafios da infraestrutura de transmissão no Brasil

A expansão das fontes limpas de energia no Brasil depende da melhoria da infraestrutura de transmissão, especialmente no Nordeste, que concentra grande parte da geração eólica e solar, e que precisa se conectar de forma mais eficiente com o Sul-Sudeste, grandes consumidores de eletricidade. Embora o governo tenha promovido leilões de transmissão nos últimos anos, com investimentos significativos, há desafios como atrasos na execução de projetos, dificuldades de financiamento devido ao aumento da taxa de juros e a descentralização da geração de energia, que exige maior adaptação do sistema. Além disso, a expansão da malha de transmissão é crucial para atender demandas futuras, como as de grandes consumidores de energia, como data centers, mas a instabilidade climática, como secas e enchentes, também impacta os projetos. A necessidade de uma rede mais eficiente e adaptada é urgente para garantir o suprimento e o desenvolvimento do setor energético no país. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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O crescimento das fusões e aquisições no setor eólico e solar no Nordeste

O setor de energias renováveis tem impulsionado fusões e aquisições no Nordeste do Brasil, região que concentra a maior parte da capacidade de geração eólica e grandes produtores de energia solar. Empresas como Engie, CCR, Eneva e Neoenergia estão liderando essas transações. Exemplos incluem a compra pela CCR de participação nas usinas eólicas Neoenergia Oitis e a aquisição de ativos fotovoltaicos pela Engie no Brasil, além de investimentos em parques eólicos e termelétricas, como os realizados pela Pátria Investimentos e Eneva. O Nordeste se destaca como a região com maior volume de operações, especialmente nos setores de energia, infraestrutura e tecnologia. Apesar de uma queda de 16% nas transações gerais, o ritmo de negócios na região superou a média nacional, com a expectativa de continuidade dos investimentos nos próximos anos.(Valor Econômico - 31.03.2025)

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Setor de energia eólica no Brasil enfrenta desafios, mas perspectivas melhoram a partir de 2027

O setor de energia eólica no Brasil enfrenta desafios devido a uma queda significativa na demanda por novos projetos de parques eólicos, com a instalação de novas usinas caindo 31,25% em 2024, após um período de crescimento de investimentos até 2023. No entanto, a perspectiva é positiva a partir de 2027, com novos impulsos de demanda, como data centers e hidrogênio verde. Empresas como Auren Energia e Vestas estão investindo no setor, e a Engie, apesar da complexidade do cenário, continua ampliando sua capacidade eólica com investimentos significativos. A demanda por energia renovável também é impulsionada por grandes consumidores, como a Dow, que assinaram contratos de longo prazo para abastecimento com energia eólica e solar, reforçando a importância da transição energética e da diversificação das matrizes energéticas. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Casa dos Ventos obtém aval para operação de 90 MW em turbinas eólicas

A Casa dos Ventos recebeu autorização para operar unidades geradoras que totalizam 90 megawatts em diferentes usinas eólicas localizadas em Morro do Chapéu e Várzea Nova, na Bahia. As unidades contempladas foram a UG 1, 2, 3 e 11 da usina Ventos de Santo Antônio 05, as UG 9 a 14 da usina Ventos de Santo Antônio 06, com exceção da UG 4 que foi autorizada para operação em teste, as UG 3 a 6 e 8 da usina Ventos de Santo Antônio 07, e as UG 1, 2 e 7 da usina Ventos de Santo Antônio 08, além da UG 11 para teste. Cada unidade geradora possui capacidade de 4,5 MW. A autorização para operação comercial das UGs foi publicada no Diário Oficial da União, representando um avanço significativo para a geração de energia eólica no Brasil. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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EOL Ventos de Santo Antônio recebe liberação de 90 MW

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou para operação comercial, a partir de 27 de março, as UG3 a UG14, da EOL Ventos de Santo Antônio 05, 06, 07 e 08, que juntas somam 81 MW de capacidade instalada. Para operação em teste foram autorizadas as UG4 e UG11, das EOL Ventos de Santo Antônio 06 e 08, com 9 MW de capacidade instalada.(Agência CanalEnergia - 28.03.2025)

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Cade autoriza transações de hidrelétricas entre Copel, Neoenergia, Âmbar e Cemig

O Cade aprovou duas transações no setor elétrico: a venda da hidrelétrica Baixo Iguaçu (350 MW) pela Neoenergia para a Copel, após exercício de direito de preferência, e a aquisição pela Âmbar de quatro pequenas hidrelétricas (14,8 MW) da Cemig. As operações ainda dependem da Aneel. A Âmbar justificou a compra como parte da expansão do grupo J&F, enquanto a Cemig afirmou que a venda alinha-se à otimização de seu portfólio. O TCE MG analisa denúncia sobre suposta falta de transparência na venda dos ativos mineiros. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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Gás Verde planeja quadruplicar a produção de biometano até 2028 no Brasil

A Gás Verde, responsável por cerca de 40% da produção de biometano no Brasil, planeja quadruplicar sua produção até 2028, expandindo para 640 mil m³ diários com a conversão de térmicas a biogás em várias regiões do país. O biometano, um combustível 100% renovável, tem grande potencial para a transição energética, substituindo o gás natural e combustíveis fósseis, com a capacidade de reduzir emissões de carbono em até 99%. A produção de biometano no Brasil está em crescimento, com perspectivas de aumento significativo até 2033, e grandes investimentos estão sendo feitos, como os da Nestlé, que substituirá o GLP por biometano em suas fábricas, e da Louis Dreyfus Company, que está construindo uma fábrica de biogás. A indústria de biometano no país ainda está nos primeiros passos, mas há um grande potencial para descarbonização e substituição de combustíveis fósseis. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Gás e Termelétricas

MME: Pietro Mendes é cotado para Secretaria-Executiva

O secretário de Petróleo, Gás e Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Pietro Mendes, é cotado para assumir a Secretaria-Executiva da pasta, substituindo Arthur Valério, cuja exoneração está prevista para 2 de maio. Apesar de o ministro Alexandre Silveira ter afirmado que Valério não manifestou diretamente a intenção de deixar o cargo, fontes indicam que sua saída já está definida e será ocupada por um nome interno do ministério. Inicialmente, o secretário de Energia Elétrica, Gentil Nogueira, era apontado como favorito para a vaga, mas Pietro Mendes surge como o nome mais forte no momento. Mendes também havia sido indicado para uma diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), mas sua nomeação tem perdido força. Paralelamente, o ministro Silveira mantém a intenção de indicar Gentil Nogueira para a diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Há possibilidade de mudanças em indicações feitas no fim de 2024, incluindo a de Pietro Mendes para a ANP, caso o governo não consiga viabilizar sua aprovação. (Agência Infra - 27.03.2025)

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ANP adia até 1º de abril consulta prévia sobre tarifas de transporte de gás natural

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) prorrogou para o dia 1º de abril o prazo da consulta pública sobre a regulamentação de tarifas de transporte de gás natural. O adiamento foi solicitado pelo mercado devido à relevância do tema, após o vencimento do prazo original em 27 de março. A consulta visa revisar critérios para o cálculo das tarifas de transporte de gás natural, aprovação de tarifas propostas por transportadores e mecanismos de repasse de receita entre transportadores interconectados. A ANP busca contribuições de agentes econômicos, consumidores e usuários da indústria de petróleo, gás natural e biocombustíveis, visando transparência e legitimidade nas ações regulatórias. Este processo reflete a importância da participação pública na definição de políticas que impactam diretamente o setor energético do país. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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ANP: Produção de petróleo e gás natural sobe 2,3% em fev25 ante fev24, para 4,483 mi boed

A produção de petróleo e gás natural no Brasil teve um aumento significativo em fevereiro, alcançando 4,483 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O destaque fica para o pré-sal, que representou 78,79% desse total. Em todo o país, a produção de petróleo atingiu 3,485 milhões de barris por dia (bpd), um aumento de 1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já a produção de gás natural teve um crescimento de 6,7%, totalizando 158,6 milhões de metros cúbicos diários (m3/d), de acordo com dados preliminares da ANP. Na região do pré-sal, a produção total em fevereiro foi de 3,532 milhões de boed, um aumento de 5,8% em relação ao mesmo período de 2024. O volume de petróleo extraído chegou a 2,739 milhões de barris por dia, representando um avanço de 4,4% em comparação ao ano anterior. Já a produção de gás natural registrou um aumento de 11%, atingindo 126 milhões de m3/d, resultado da entrada em operação do escoamento via Rota 3 em novembro do ano passado. Esses números demonstram a contínua expansão e importância da produção de petróleo e gás natural no Brasil, especialmente na região do pré-sal, que tem se destacado como uma fonte significativa de recursos energéticos. O aumento na produção reflete investimentos e avanços tecnológicos no setor, contribuindo para a economia do país e para a segurança energética nacional. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Estagnação do setor de gás no Brasil trás consequências nos preços

A Nova Lei do Gás, de nº 14.134/2021, completa quatro anos. A legislação que prometia impulsionar o comércio do energético não entregou essa perspectiva. Um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a falta de regulamentação efetiva, os sucessivos atrasos na agenda da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e a concentração da comercialização na Petrobras continuam sendo barreiras para a concorrência e a redução dos preços do gás natural no país. As conclusões fazem parte do estudoGás Natural: uma avaliação da abertura do mercado brasileiro sob competência da União. O relatório foi apresentado nesta quinta (27), em Brasília no seminário Abertura do mercado de gás natural. O estudo recomenda para os avanços medidas como, movimentos de garantia a infraestrutura básica, regulação do transportador independente, fomentação da desconcentração do mercado, desenvolvimento de um mercado organizado, um reforçamento ao setor regulador e entre outros. Essa medidas possuem o objetivo de tirar o setor do cenário de estagnação por conta de seus gargalo no fatores de preços e entre outros. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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ANP: Oferta da TBG para período 2025-2029 continua suspensa por divergência sobre tarifa

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiu manter suspenso o Processo de Oferta e Contratação de Capacidade de transporte de gás natural de 2024 da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (POCC 2024 TBG) para o período de 2025 a 2029. A suspensão ocorre devido à demanda abaixo do esperado no ano passado, o que resultou em uma tarifa mais alta do que a praticada anteriormente. A ANP está acompanhando a formação da tarifa da transportadora e analisando a metodologia de cálculo a ser adotada, bem como alternativas para mitigar o aumento das tarifas dos contratos de entrada e saída. Enquanto isso, a agência aprovou o uso do contrato de transporte firme na modalidade de serviço de transporte extraordinário a partir de 1º de abril, permitindo a contratação de capacidade de transporte no Gasbol. A decisão visa garantir a continuidade do transporte de gás natural enquanto o processo de oferta e contratação de capacidade é revisto, o que deve ocorrer nos próximos 45 dias. A medida é essencial para garantir a operação do gasoduto e atender às necessidades dos carregadores participantes do POCC 2024 TBG. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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Projeto do BNDES de termelétricas afetam vilas do Pará

A operação de duas termelétricas movidas por combustível fóssil, financiadas com R$ 5,6 bilhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), vai provocar a emissão de gases de efeito estufa a partir da queima do gás natural. As termelétricas foram incluídas no Novo PAC, do governo Lula (PT), como empreendimento para "transição e segurança energética". A dona dos negócios é a norte-americana New Fortress Energy. A primeira usina, Novo Tempo Barcarena, deve começar a operar no próximo semestre. A segunda, Portocem, no segundo semestre de 2026. O gás a ser usado deve ser importado de Nigéria, Catar e Trinidad e Tobago, entre outros países. A new Fortress afirmou, em nota, que o gás natural polui menos do que o carvão e é uma ponte para transição energética. A principal problemática da situação são os impactos previstos para os pescadores da região que segundo seus representantes afirmaram que ocorreu uma redução de 87% de peixes, muito por consequência da poluição das indústrias e do movimento das embarcações. (Folha de São Paulo – 29.03.2025)

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Aneel mantém multa de R$ 2,75 mi à usina BBF Baliza

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a multa de R$ 2,75 milhões aplicada à Brasil BioFuels devido ao atraso na implantação da usina termelétrica BBF Baliza, em Roraima. A penalidade já havia sido reduzida de R$ 4,24 milhões anteriormente, e a agência reconheceu 254 dias de excludente de responsabilidade no cronograma. Com isso, a data para início da operação comercial foi ajustada para 9 de março de 2022. A usina de 17,6 MW teve sua energia comercializada no Leilão nº 1/2019, atendendo o mercado consumidor do estado. (Agência CanalEnergia - 28.03.2025)

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Eletrobras assina acordo com ENBPar para suspender investimentos na companhia nuclear

A Eletrobras e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) assinaram o termo de suspensão e rescisão do acordo de investimentos anunciados em 2022. Após quase três anos de negociações, as empresas chegaram a um acordo para o fim dos aportes no projeto nuclear. Com isso, a Eletrobras fica liberada de qualquer obrigação adicional de financiar, garantir ou participar da conclusão do empreendimento. A decisão foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e os acionistas foram convocados para uma assembleia geral extraordinária em 29 de abril de 2025. Nessa reunião, será deliberada a aprovação do termo de conciliação, que posteriormente passará por homologação do Supremo Tribunal Federal. A rescisão do acordo representa uma mudança significativa nos planos de investimento da Eletrobras e da ENBPar no setor nuclear, impactando o cenário energético do país e os projetos futuros das empresas envolvidas. A conclusão desse capítulo marca um novo rumo para ambas as companhias e traz incertezas sobre os próximos passos a serem tomados no setor de energia no Brasil. (Broadcast Energia - 31.03.2025)

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A competição entre os estados dos Estados Unidos para a construção de reatores nucleares modulares

Nos Estados Unidos, estados estão competindo para se posicionar na construção e fornecimento de uma nova geração de energia nuclear, com foco em reatores modulares pequenos (SMRs) e microreatores, mais rápidos e baratos de construir que os tradicionais. Esses reatores são vistos como uma solução para atender à crescente demanda de eletricidade, especialmente de gigantes de tecnologia como Amazon e Google. Embora os reatores menores possam começar a operar até 2030, o futuro da energia nuclear avançada ainda é incerto, devido a desafios regulatórios, a falta de soluções para armazenamento de resíduos e à concorrência das energias renováveis, como solar e eólica. Vários estados já aprovaram legislações e propuseram incentivos para apoiar essa tecnologia, enquanto o governo federal oferece subsídios e créditos fiscais. No entanto, a indústria enfrenta ceticismo sobre a segurança e confiabilidade desses reatores, e há preocupações sobre a cadeia de suprimentos e a necessidade de expansão da capacidade de enriquecimento de urânio. (Valor Econômico - 29.03.2025)

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Inovação e Tecnologia

Brasil: Tecnologias avançadas de IA, robótica e baterias otimizam produção de energia

Novas tecnologias baseadas em inteligência artificial (IA), robótica e baterias estão otimizando a produção de energia, com destaque para o uso de sensores Lidar, drones e automação. A Petrobras, em parceria com o Senai, utiliza Lidar em boias para monitorar sistemas eólicos offshore, enquanto a Eccon Soluções Ambientais usa drones equipados com Lidar para avaliar terrenos para energia solar. A Atlas Renewable Energy aumentou sua geração e reduziu custos com o uso de drones para detectar falhas e sujidades nos painéis solares. Empresas como a Tecsci e a Wärtsilä também estão aplicando IA e robôs autônomos para otimizar a geração e a manutenção de energia. No Brasil, a WEG desenvolveu turbinas eólicas 100% nacionais e investe em sistemas de baterias para estabilizar a rede, destacando-se no cenário global pela inovação e alta tecnologia no setor de energia. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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Mercado Livre de Energia Elétrica

Crescimento no mercado livre de energia elétrica e adesão de novos consumidores em 2024

Após a autorização para acesso ao mercado livre de energia elétrica para consumidores de alta tensão, o setor registrou um aumento significativo em adesões, com 26.834 novos consumidores em 2024, um crescimento de 263% em relação ao ano anterior, especialmente nos setores de serviços e comércio. Esse movimento é impulsionado pela possibilidade de redução de custos com energia, que pode chegar a 20% ou até mais, dependendo do porte e consumo da empresa, além da oportunidade de negociar preços e prazos. A sustentabilidade também é um fator importante, já que muitas empresas buscam fontes de energia renovável para reduzir sua pegada de carbono. A abertura do mercado gerou maior concorrência, pressionando os preços para baixo e estimulando fornecedores a oferecerem serviços diferenciados. A expansão do mercado está sendo acompanhada de perto pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que já se prepara para atender a novos consumidores, com a expectativa de que consumidores residenciais possam aderir até 2030. (Valor Econômico - 31.03.2025)

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