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IFE
28/03/2025

IFE Diário 6.154

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves, Paulo Giovane e Tatiane Freitas

IFE
28/03/2025

IFE nº 6,154

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Gabriel Eleotério, Gustavo Rodrigues Esteves, Paulo Giovane e Tatiane Freitas

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IFE Diário 6.154

Mercado Livre de Energia Elétrica

Abraceel: ACL respondeu por 43% da energia consumida no Brasil em 2024

Um estudo conduzido pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) apontou que o consumo médio no mercado livre de energia elétrica brasileiro atingiu 26.802 MW médios em 2024, aumento de 8% em relação à média do ano anterior. O ambiente de contratação livre (ACL) passou a representar 43% de toda a eletricidade consumida no país no ano que passou, 8% a mais na comparação anual. Além disso, foram transacionados cerca de R$ 193 bilhões na modalidade. O desempenho foi impulsionado pela migração em quantidade recorde de consumidores em 2024. Foram 25.966 novas unidades agregadas, atingindo a marca de 64.497 unidades consumidoras livres, crescimento de 67%. Tal expansão, por sua vez, foi propelida Portaria 50/2022, que autorizou a migração para o ACL de todos os consumidores do Grupo A. Além disso, o estudo apurou que as fontes eólica, solar centralizada, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) geraram 64% da energia negociada nesse ambiente, o que demonstra que o volume contratado compreende, em sua maioria, eletricidade renovável. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)

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Artigo de Guilherme Susteras: "A abertura total do mercado de energia será boa para quem?"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Guilherme Susteras (pós-doutorando em política energética pela USP) trata das implicações da abertura total do mercado de energia no Brasil, destacando os riscos e custos elevados para a sociedade, com base em experiências internacionais, como a do Reino Unido. Ele aponta que, embora haja promessas de descontos e benefícios, na prática, o mercado liberalizado leva a aumentos nas tarifas e à exclusão dos consumidores de menor poder aquisitivo. A abertura também pode resultar em uma competição predatória e aumentar o risco de falências de comercializadoras, o que geraria custos para o governo e a população. Susteras argumenta que, em vez de liberalizar completamente, o foco deve ser a melhoria da infraestrutura energética para promover um crescimento sustentável e confiável. (GESEL-IE-UFRJ – 28.03.2025)

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Regulação

Silveira propõe leilão para reforçar Orçamento com até R$ 37 bi

O Ministério de Minas e Energia, sob Alexandre Silveira, prepara um leilão do excedente de petróleo da União nos campos do pré-sal (Tupi, Mero e Atapu) para arrecadar entre R$23 bilhões e R$37 bilhões ainda em 2025. A receita, classificada como primária, ajudará a garantir o déficit zero no Orçamento, evitando contingenciamento de emendas parlamentares. O leilão, focado no óleo (não nos campos), precisa ser realizado até setembro, exigindo urgência legislativa. Empresas chinesas e indianas demonstraram interesse. A medida também fortalece Silveira politicamente, consolidando sua imagem como solucionador no governo Lula. (Folha de São Paulo – 26.03.2025)

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Aneel abre consulta para atualizar Procedimentos de Comercialização de Energia

A Aneel iniciou uma Tomada de Subsídios para revisar os Submódulos dos Procedimentos de Comercialização (PdC), alinhando-os às Regras de Comercialização de Energia Elétrica (2024/2025). As mudanças incluem melhorias em cadastro de agentes, contratos (livre e regulado), medição, liquidação financeira e mecanismos como venda de excedentes. Também será proposto um novo submódulo (9.1) sobre resposta da demanda. O objetivo é modernizar e adequar os processos às novas normas, garantindo maior eficiência no setor elétrico. (Aneel – 26.03.2025)

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Operação em teste e comercial somam 136,6 MW em liberações

A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou para operação em teste, a partir de 25 de março, a UG1, da UFV Dilumix Industrial, com 0,17 MW de capacidade instalada; as UG8, UG9 e UG10, da EOL Ventos de Santo Antônio 08, com 13,5 MW; a UG5 a UG7, da EOL Ventos de Santo Antônio 06, com 13,5 MW; as UG1 a UG3, da PCH Linha Onze Oeste, com 22,5 MW; a UG24, da EOL Coxilha Negra 2, com 4,2 MW; e por fim, a UG2, da EOL Itaúna II, com 5,9 MW. No total, foram liberadas 76,6MW de capacidade instalada. Para operação comercial foram autorizadas a UG19, da EOL Coxilha Negra 4, com 4,2 MW; a UG1, da UTE Inpasa Balsas, com 26,1 MW; e a UG1, da UTE APE ROHDEN, com 1,8 MW, somando no total, 60 MW.(Agência CanalEnergia - 26.03.2025)

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STF homologa acordo para Itaipu destinar R$ 240 mi em reparação às comunidades indígenas

O Supremo Tribunal Federal homologou um acordo emergencial para a compra de 3 mil hectares de terras no oeste do Paraná, como reparação pelos danos causados às comunidades indígenas Avá-Guarani durante a construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A Binacional destinará R$ 240 milhões para a aquisição das áreas, com possibilidade de complementação em 2026. Se o montante não for totalmente usado, o saldo poderá ser destinado a áreas adicionais. Itaipu se compromete a restaurar ambientalmente as áreas adquiridas e oferecer recursos para serviços essenciais. As terras serão destinadas às aldeias das Terras Indígenas Tekoha Guasu Guavira e Tekoha Guasu Okoy Jakutinga. A Advocacia-Geral da União, Funai e Ministério de Povos Indígenas participaram do acordo, que tem efeito imediato para amenizar a situação das comunidades enquanto aguardam a demarcação de suas terras. O acordo não encerra a ação judicial, mas busca minimizar os conflitos e a miséria enfrentada pelos indígenas. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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MME: Atualização da agenda regulatória do CGIEE

O Ministério de Minas e Energia (MME) atualizou a agenda regulatória do Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) para o triênio 2025-2027, visando dar maior transparência e previsibilidade ao setor produtivo e à sociedade. As principais ações para 2025 incluem a definição de índices mínimos de eficiência energética para novas edificações, regulamentação de sistemas de iluminação LED, e a proposta de regulamentação de refrigeradores comerciais, que ainda não possuem normas específicas. Também estão previstos ajustes em sistemas de ar-condicionado, ventiladores de mesa, e compressores a ar. A agenda prioriza a economia de energia e o desenvolvimento tecnológico do setor, com foco na melhoria da qualidade de vida e no conforto dos consumidores. (Ponta Porã Informa - 26.03.2025)

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Empreendedores de baixa renda poderão receber descontos na conta de luz

Os pequenos empreendedores com receita bruta anual de até R$ 30.639,90 poderão receber descontos na tarifa de energia elétrica. Um projeto de lei (PL 561/2025) do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) garante ao chamado nanoempreendedor o enquadramento no Programa de Tarifa Social de Energia Elétrica, que recebe subsídios do governo federal para cobrir os descontos. A proposta será distribuída às comissões apropriadas para discussão e votação. Mecias esclareceu que a reforma tributária regulamentou a figura do nanoempreendedor na Lei Complementar 214, de 2025, estabelecendo critérios tributários específicos que não contemplaram a categoria. (Agência Senado – 27.03.2025)

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Setor elétrico avança em discussões sobre cortes de energia renovável

Liu Aquino, diretor da Echoenergia (Equatorial), afirmou que o setor elétrico está mais atento aos cortes de geração renovável (curtailment), com avanços nas discussões em relação a 2024. Um grupo de trabalho, em parceria com o comitê setorial, já produz conclusões importantes, como a implementação de compensadores para aliviar o sistema. Aquino citou uma consulta pública da Aneel e ações judiciais movidas por associações de energia eólica e solar, com liminares recentemente cassadas. Leonardo Lucas, da Equatorial, destacou redução de 63,8% no curtailment no 4º trimestre de 2024, representando 16,9% da geração renovável. (Broadcast Energia - 27.03.2025)

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ONS: Conquista de certificação de eficiência energética

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) conquistou o nível Bronze da certificação internacional CEEDA (Certified Energy Efficiency in Data Centers Award) para o Centro de Processamento de Dados do Rio de Janeiro. De acordo com o Operador, o prêmio reafirma o compromisso da organização com a eficiência energética. A certificação está conectada à estratégia ASG+, com ênfase no pilar “ONS+Verde”, que busca promover a gestão ecoeficiente dos recursos nas instalações do ONS, a redução de emissões de carbono, o uso de energia de baixo carbono. Além disso, estabelece critérios ecoeficientes e socioambientais para a contratação de soluções de TI. Para o atendimento dos requisitos do nível Bronze, o órgão destacou que foram tomadas medidas como: implementação de novas políticas, processos e procedimentos operacionais, bem como a integração de fornecedores de tecnologia alinhados às condições de sustentabilidade. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Transição Energética

Decreto oficializa presidência e estrutura de cargos para COP30 no Brasil

O presidente em exercício Geraldo Alckmin assinou um decreto oficializando a Presidência da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) e aprovando a estrutura de cargos e funções de confiança até 1º de dezembro de 2026. O documento foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), confirmando os nomes dos líderes responsáveis pela organização do evento. O embaixador André Corrêa do Lago, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE), foi designado como presidente da COP30, enquanto Ana Toni, secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, assumirá o cargo de diretora-executiva (CEO) da conferência. O governo destacou que, com remanejamentos de servidores da Casa Civil e do Ministério das Relações Exteriores, a estrutura não acarretará em aumento de despesas, assegurando a realização da COP30 programada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro em Belém (PA). Esta ação demonstra o comprometimento do Brasil em sediar e liderar discussões essenciais sobre mudanças climáticas e sustentabilidade, reforçando seu papel no cenário internacional de combate ao aquecimento global e proteção do meio ambiente. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Brasil e Japão: Entidades estabelecem parceria para acelerar transição energética

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e o Instituto de Economia da Energia do Japão (IEEJ) assinaram um Memorando de Entendimento para ampliar a colaboração entre Brasil e Japão no desenvolvimento e uso de biocombustíveis sustentáveis. O documento, oficializado durante a agenda setorial realizada em linha com a visita de Estado do presidente Luiz Lula Inácio da Silva à Tóquio, reforça a relevância do etanol brasileiro na transição para uma economia de baixo carbono, promovendo o intercâmbio de conhecimento e tecnologia entre os dois países. Com uma meta ambiciosa de elevar a mistura de etanol na gasolina para 10% até 2030, o Japão tem expandido a demanda por biocombustíveis e o Brasil possui importante diferencial competitivo nesta frente. De acordo com a UNICA, o etanol produzido no Brasil também se apresenta como solução estratégica para além do setor automotivo e contempla as demandas do transporte marítimo e aéreo, com grande potencial na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF). Além de sua baixa intensidade de carbono, existe a confiabilidade do suprimento, um diferencial competitivo do Brasil. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Cúpula dos Povos reunirá milhares de pessoas em Belém para debater justiça climática

A Cúpula dos Povos, que ocorrerá paralelamente à COP30 em Belém, entre 12 e 21 de novembro, reunirá entre 20 mil e 30 mil pessoas para debater e reivindicar ações climáticas e sociais, com foco na justiça climática e em temas como racismo ambiental, direitos territoriais e uma transição energética justa. Organizada por mais de 400 movimentos sociais e ambientalistas, a cúpula busca contestar as políticas de governos, grandes corporações e o mercado financeiro, propondo alternativas como a regulação do mercado de carbono e a promoção de soluções agroecológicas e sustentáveis. O evento também abordará questões de democracia, igualdade de gênero, combate à violência e à opressão. A Cúpula se inspira em mobilizações anteriores e tem como objetivo pressionar por mudanças no sistema climático global, destacando a importância de ações concretas durante a COP30, com a participação ativa de movimentos sociais. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Amcham Brasil apresenta propostas para fortalecer a agenda climática visando à COP30

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) apresentará, em evento nesta sexta-feira, um documento com propostas para fortalecer a agenda climática, visando à COP30, que acontecerá em novembro em Belém, no Pará. O foco está em incentivar a transição para uma economia de baixo carbono, destacando a importância de ações empresariais para reduzir emissões e promover soluções sustentáveis, apesar de desafios políticos, como a postura do governo dos EUA. O documento propõe, entre outras coisas, a apresentação antecipada das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o avanço no financiamento climático, a regulação do mercado de carbono, a implementação de um mercado de hidrogênio verde e a criação de políticas para a economia circular e o combate ao desmatamento. A Amcham também defenderá maior envolvimento do setor privado nas negociações climáticas, ressaltando a necessidade de uma atuação coordenada entre governo, Congresso e empresas para implementar essas mudanças. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Pará: Concessão de florestas desmatadas não empolga grandes empresas de crédito de carbono

Algumas das principais desenvolvedoras de crédito de carbono do Brasil não participarão da primeira concessão de florestas desmatadas do país, organizada pelo governo do Pará. Apenas a Systemica e a BR Carbon entregaram propostas para o leilão na B3, enquanto empresas como Mombak, Carbonext, Ambipar e outras desistiram. O desinteresse surpreendeu autoridades, pois muitas dessas empresas participaram de consultas públicas e roadshows. Nesse edital, empresas se comprometem a restaurar áreas públicas desmatadas em troca de venderem créditos de carbono. O negócio, assim, impulsiona a geração de valor financeiro na restauração florestal. Hoje, isso só é feito em áreas privadas compradas ou arrendadas pelas próprias desenvolvedoras, sem interferência pública. A baixa adesão, contudo, provoca preocupações acerca do futura desse modelo. A área contemplada pelo edital é a de Recuperação Triunfo do Xingu (URTX), de 10 mil hectares e a 150 quilômetros da região urbana mais próxima. (Folha de São Paulo – 26.03.2025)

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Fórum de Governança e Sustentabilidade vai debater o setor de energia

O Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil) realiza amanhã (26) o 1º Fórum de Governança e Sustentabilidade no Setor de Energia, um evento gratuito e híbrido, que ocorrerá no AQWA Corporate, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do YouTube. O evento reunirá lideranças do setor de energia, especialistas em auditoria interna e governança corporativa, trazendo discussões sobre gestão de riscos, ESG, saneamento e regulamentação do setor energético. O Fórum contará com a participação de Brad M. J. Monterio, Vice-Presidente Executivo do The Institute of Internal Auditors , que abordará o tema “Managing ESG Risks and Compliance: The Role of Internal Audit”. (Petronotícias – 25.03.2025)

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Vibra importa SAF e faz primeira comercialização do biocombustível no Brasil

A empresa Eneva, por meio da Azulão Geração de Energia, recebeu uma multa de R$ 256,4 mil devido ao atraso na implantação da usina termelétrica Jaguatirica II, localizada em Boa Vista (RR). A usina, que opera a gás natural e possui capacidade instalada de 141 megawatts (MW), deveria ter iniciado o suprimento até 28 de junho de 2021. No entanto, houve atrasos na entrada em operação das unidades geradoras, com a UG 1 atrasada em 10 dias, a UG 2 em 34 dias e a UG 3 em 70 dias, mesmo após dias de excludente concedidos pela agência reguladora. O relator revisor, Ricardo Tili, destacou que esse atraso afeta o fornecimento de energia para Roraima, principalmente para Boa Vista, que depende significativamente da usina. Ele ressaltou que a Jaguatirica II deveria reduzir os custos de geração de energia na região, atualmente subsidiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e é fundamental para garantir a confiabilidade operativa do sistema elétrico local, fornecendo serviços essenciais como controle de frequência e tensão. A multa aplicada reflete a importância da pontualidade na implementação de projetos energéticos para garantir o abastecimento e a estabilidade do sistema elétrico regional. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Wärtsilä realizará teste para geração de energia limpa com etanol

A Wärtsilä firmou parceria com a Energética Suape II para realizar um teste de geração de energia limpa, que utilizará etanol. Essa operação será realizada na sede da usina em Recife (PE), e será o primeiro teste do mundo com motor a etanol para produção de eletricidade em larga escala. O projeto foi registrado pela fabricante no primeiro trimestre de 2025. A Wärtsilä irá operar e manter o motor por meio de um Contrato de Operação e Manutenção (O&M) com a Energética Suape II. Este foi registrado no quarto trimestre de 2024 e possui a renovação por dois anos. Como parte do acordo, serão até 4.000 horas de testes com o motor Wärtsilä 32M ao longo de dois anos, a partir de abril de 2026. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)

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MME: Divulgação de lista de participantes do Fórum Nacional de Transição Energética

O Ministério de Minas e Energia divulgou nesta quarta-feira, 26 de março, a lista de instituições da sociedade civil que poderão compor o plenário do Fórum Nacional de Transição Energética para o ciclo 2025/2026. A divulgação dos nomes foi feita pelo Comitê Executivo do Fonte e seguiu o cronograma estabelecido pela Resolução Cefonte nº 3/2025. As vagas abrangem setores como Petróleo e Gás, Biocombustíveis, Transportes, Elétrico e Mineração. Após o período de inscrições, a documentação das instituições foi avaliada pela equipe do MME, que participa da Secretaria Executiva do Fonte. Representantes do Ministério da Educação, do Trabalho e da Ciência, Tecnologia e Inovação também participaram do processo de habilitação. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Moody's Rating: Cumprir metas de descarbonização eleva risco de crédito em setores intensivos em carbono

O relatório da Moody 's Ratings revela que o cumprimento das metas de descarbonização pode elevar significativamente o risco de crédito para empresas de setores intensivos em carbono, como petróleo, gás e carvão, que acumulam US$ 5 trilhões em dívidas. Apesar do aumento nos investimentos em energia limpa desde 2019, as emissões globais de carbono continuam a crescer. A lacuna anual de investimento climático para atingir metas "net zero" até 2030 é de US$2,7 trilhões. Obstáculos como reversões de políticas e crescente demanda por energia dificultam a transição para uma economia de baixo carbono. (Broadcast Energia - 27.03.2025)

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ABI Research: REDs levam operadores de rede a elevarem investimento em infraestrutura

O Relatório da empresa global de inteligência tecnológica ABI Research ‘Energy Flexibility Trading for Utilities, Industries, and Enterprises‘ aponta que os operadores de rede estão investindo pesadamente na expansão da infraestrutura para se adaptar à proliferação de Recursos Energéticos Distribuídos e para atenuar a intermitência de ativos renováveis. Segundo o documento, a expectativa é que até 2030, mais de 200 GW de capacidade sejam trocados por mercados de flexibilidade e até 2040, a capacidade recém-acessível atingirá 1.100 GW, equivalente a 2.100 TWh — valendo mais de US$ 300 bilhões hoje — por ano. Segundo Daniel Burge, analista da ABI Research, embora a adoção de armazenamento dedicado em escala permaneça limitada, os mercados de flexibilidade oferecerão adaptabilidade significativa para redes de energia rígidas a partir de 2027. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Crise Climática

MetSul: Ciclone extratropical coloca RS e demais regiões em alerta de chuvas intensas

Um ciclone extratropical previsto para o Rio Grande do Sul e o extremo oeste de Santa Catarina traz a possibilidade de temporais, com rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo nesta quinta-feira (27/03), informou o MetSul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu quatro alertas de “perigo potencial” com chuvas e ventos intensos que abrangem todas as outras quatro regiões do Brasil. “A previsão é de acumulados de chuva no Oeste da Bahia. Do Centro ao Norte de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, as precipitações podem ocorrer de forma isolada”, alertou a meteorologista Andrea Ramos. A recomendação do Inmet é de que a população evite enfrentar o mau tempo, observe a alteração nas encostas e, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia. (O Globo – 27.03.2025)


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Calor extremo impulsiona demanda global por energia e faz crescer o uso de combustíveis fósseis

A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), em novo relatório, demonstrou a íntima relação entre as altas temperaturas de 2024 e a aceleração da demanda por energética. No último ano, as temperaturas médias anuais ultrapassaram, pela primeira vez, a marca de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais. Isso impulsionou a demanda global por energia, especialmente para refrigeração. Ao mesmo tempo, a demanda para a atividade econômica em países com a China e Índia também impulsionou a disparada da demanda por eletricidade. O crescimento foi mais de 2%, quase o dobro da média da última década. Essa alta, por sua vez, levou à maior queima de combustíveis fósseis, criando um ciclo vicioso de aquecimento e emissões de CO2. Sem o calor extremo, a IEA estimou que o crescimento das emissões teria sido reduzido pela metade. Não obstante, as fontes renováveis e nuclear representaram 80% da nova geração de eletricidade, evitando um crescimento ainda maior da poluição. Para o cumprimento da meta do Acordo de Paris para o enfrentamento do aquecimento global, todavia, as emissões precisariam ser reduzidas em 43% até 2030, o que exige uma intensificação dos esforços de descarbonização. (Folha de São Paulo – 26.03.2025)

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Empresas

Eletrobras e União: Assinatura de Termo de Conciliação em conclusão às negociações na CCAF

A Eletrobras comunicou, em 26 de março, a assinatura de Termo de Conciliação com a União, decorrente dos trabalhos da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), concluídos no final de fevereiro. Segundo o informe, os termos de conciliação e de rescisão do acordo assinado em 2022 com a EnBPar serão submetidos à deliberação da assembleia geral da Companhia e à homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Pelo novo acordo, a União poderá indicar três dos dez integrantes do Conselho de Administração e um dos cinco representantes do Conselho Fiscal da empresa, respeitados os critérios de elegibilidade do estatuto da Companhia. Já a Eletrobras não terá mais a obrigação de injetar recursos na construção de Angra 3, caso o projeto siga em frente, e será apoiada pela União no desinvestimento de sua participação na Eletronuclear. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)


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Safra: Termo de conciliação entre Eletrobras e União é positivo para companhia

O Termo de Conciliação assinado entre a Eletrobras e a União foi visto como positivo pela equipe de análise do Safra, tendo em vista que sinaliza a proximidade do "capítulo final da disputa". Os analistas do banco avaliaram que os termos gerais do acordo permaneceram inalterados em relação à proposta inicial anteriormente divulgada. Entre os detalhes salientados pela análise, destacam-se os trâmites ainda necessários para que o acordo se torne efetivo – aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), acionistas e convocação de Assembleia Geral Ordinária – e o item de subscrição da dívida de R$ 2,4 bilhões pela Eletrobras em favor da Eletronuclear, que será convertida em capital condicionada à redução das despesas de Pessoal, Materiais, Serviços de Terceiros e Outros (PMSO). (Broadcast Energia - 27.03.2025)

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Light registra lucro líquido de R$ 1,895 bi no 4º tri 2024

A Light registrou um lucro líquido de R$ 1,895 bilhão no quarto trimestre de 2024, um aumento de quase 38 vezes em relação aos R$ 50 milhões do mesmo período de 2023. A receita operacional líquida cresceu 12,4%, atingindo R$ 4,115 bilhões. No entanto, o Ebitda do trimestre caiu 42,5%, para R$ 356 milhões. No acumulado de 2024, a empresa obteve um lucro líquido de R$ 1,644 bilhão, um aumento de 6,5 vezes em relação ao ano anterior, enquanto a receita líquida subiu 5,4%, para R$ 14,876 bilhões. O Ebitda total de 2024 foi de R$ 1,893 bilhão, registrando uma queda de 12% em comparação com 2023. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Grupo CPFL: Financiamento de R$ 1,1 bi com o NDB para melhorias na rede

O Grupo CPFL assinou um contrato de financiamento com o New Development Bank (NDB), também conhecido como banco do BRICS. Os recursos, que somam aproximadamente, R$ 1,1 bilhão, serão destinados à ampliação e à modernização da rede de distribuição, com a instalação de novos equipamentos e a atualização tecnológica da infraestrutura existente. Segundo a empresa, a operação reforça a relevância dos projetos do Grupo CPFL para o setor energético, especialmente em um momento de desafios no cenário econômico nacional. Ainda, destaca que A relação com o NDB representa uma conquista importante para a companhia, que reforça o papel estratégico da sua controladora, a State Grid Corporation of China, na ampliação das conexões internacionais e no acesso a novas oportunidades de financiamento para projetos sustentáveis. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)


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Equatorial: Resultados financeiros e desempenho do serviço de distribuição em 2024

O Grupo Equatorial compartilhou os resultados financeiros de sua operação em 2024. No período, o lucro líquido da companhia totalizou R$ 3,7 bilhões, uma alta de 31% em relação a 2023. O Ebitda chegou a R$ 2,9 bilhões, crescimento de 20,7%, e a receita operacional líquida somou R$ 12,6 bilhões, subindo 12,2%. Ademais, os custos operacionais tiveram redução de 13,5%, ficando em R$ 1,9 bilhão, a dívida bruta chegou a R$ 56,2 bilhões (+8%), e os investimentos consolidados no período totalizaram R$ 2,7 bilhões (+2%). Quanto aos desempenho do grupo nos indicadores de qualidade do serviço de distribuição, três das sete concessões estão dentro do limite regulatório do DEC, e seis das sete concessões estão enquadradas dentro do limite regulatório do FEC. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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Presidente da Equatorial avalia possibilidade de participar do leilão da Cosanpa

O presidente da Equatorial Energia, Augusto Miranda, afirmou que a companhia está avaliando a possibilidade de participar do leilão de privatização da Cosanpa, concessionária de águas e esgotos do Pará, destacando a sinergia entre a empresa e a distribuidora de energia da Equatorial no estado. No entanto, Miranda enfatizou que, embora o tema esteja sendo discutido pelo conselho de administração, ainda não há uma decisão sobre a participação no leilão, e que analisar o ativo não implica necessariamente em uma candidatura. A Equatorial já detém a concessão de uma empresa de águas no Acre e possui participação na Sabesp. (Valor Econômico - 27.03.2025)

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Equatorial aprova manifestação de interesse em renovar concessões no Maranhão e Piauí

O conselho de administração da Equatorial aprovou a manifestação de interesse em renovar as concessões de distribuição de energia no Maranhão e Piauí, que vencem nos próximos anos, após negociações com a União sobre as novas condições contratuais. A decisão visa garantir segurança jurídica para as empresas. Além disso, o presidente Augusto Miranda destacou que, mesmo diante de um cenário desafiador, a Equatorial consolidou seu crescimento em 2024, registrando um lucro líquido de R$ 1,5 bilhão no quarto trimestre, um aumento de 51,8% em relação ao ano anterior. (Valor Econômico - 27.03.2025)

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Cade aprova vendas de hídricas entre Copel, Neoenergia, Âmbar e Cemig

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou duas operações de compra envolvendo as empresas Âmbar, Cemig, Copel e Neoenergia. Teve aval a aquisição de 100% do capital social da Geração Céu Azul (GCA), de posse da Neoenergia, para a Copel Geração e Transmissão. As empresas são consorciadas no projeto da hidrelétrica Baixo Iguaçu (350 MW), no Paraná, com participações de 30% e 70%, respectivamente. A operação foi anunciada em fevereiro deste ano pela Copel, se sobrepondo à transação iniciada pela subsidiária da Iberdrola no Brasil, que tinha vendido a participação na UHE para a EDF. A companhia paranaense exerceudireito de preferência e comprou a totalidade da usina, fechando depois um acordo de venda do ativo à Energo Pro por um valor superior do acordo negociado com os franceses. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Cade aprova venda de hidrelétricas da Cemig para Âmbar Energia sem restrições

O Cade aprovou, sem restrições, a compra de quatro usinas hidrelétricas da Cemig pela Âmbar Energia, do Grupo J&F. O negócio, no valor de R$52 milhões, inclui a PCH Machado Mineiro e as usinas Sinceridade, Martins e Marmelos. A Âmbar afirmou que a aquisição faz parte de sua estratégia de expansão no setor elétrico, aumentando a geração de energia e reforçando a segurança do Sistema Interligado Nacional. Já a Cemig destacou que a venda alinha-se ao seu planejamento estratégico, otimizando seu portfólio e realocando capital com a venda de ativos menores. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 27/03/2025. (Broadcast Energia - 27.03.2025)


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ANA emite outorgas de direito de uso de recursos hídricos para Cemig e Copel

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu outorgas de direito de uso de recursos hídricos para aproveitamentos hidrelétricos a usinas operadas pela Cemig e pela Copel. A Cemig GT obteve a outorga para o aproveitamento hidrelétrico da usina de Irapé, localizada em Berilo e Grão Mogol, Minas Gerais. Por sua vez, a Copel, por meio da F.D.A Geração de Energia Elétrica, recebeu a outorga para a usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto, conhecida como Foz do Areia, situada em Pinhão e Bituruna, Paraná. Essas autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União de terça-feira, 25 de março de 2025. A concessão dessas outorgas destaca o comprometimento com a geração de energia por fontes renováveis e a importância do setor hidrelétrico na matriz energética do país. A ANA reforçou a necessidade de uma gestão responsável dos recursos hídricos para garantir a sustentabilidade e o suprimento de energia para a população. A iniciativa também evidencia a parceria entre o setor público e privado na busca por soluções energéticas sustentáveis. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Processo sobre renovação da EDP Espírito Santo entrará em pauta

Em Brasília, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, anunciou que o processo de renovação contratual da EDP Espírito Santo será discutido em breve. A distribuidora é a primeira de uma lista de 19 concessões que devem ser renovadas por 30 anos. Feitosa destacou que o processo da EDP Espírito Santo será rapidamente incluído na pauta da reunião pública da diretoria. Ele também mencionou um encontro agendado com o governador do estado, com a presença da diretora e relatora Ludimila Lima. Feitosa ressaltou que a EDP apresenta indicadores que atendem às exigências do decreto, e que a decisão de renovar ou não o contrato terá impacto significativo na vida da população do Espírito Santo pelos próximos 30 anos. A Aneel está comprometida em garantir uma análise cuidadosa e em dialogar com as autoridades estaduais para tomar a melhor decisão para os consumidores de energia da região. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Aberta consulta pública sobre revisão tarifária da Energisa Rondônia

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abriu consulta pública para discutir a Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) da distribuidora Energisa Rondônia. A decisão, publicada no Diário Oficial da União em 27/03/2025, permite envio de contribuições pelo site da Aneel até 12 de maio. A agência reconsiderou pedido da empresa, que alegava perdas econômicas e financeiras significativas em 2019, após negativa anterior. O processo visa reavaliar as tarifas com base nesses impactos. A medida busca equilibrar os interesses da concessionária e dos consumidores, garantindo transparência na revisão. (Broadcast Energia - 27.03.2025)

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Produção de eletricidade da TotalEnergies subiu 23% em 2024

O Relatório de Progresso de Sustentabilidade e Clima 2025 da TotalEnergies mostra que a petroleira francesa continua a construir um modelo de negócios lucrativo e diferenciado em energia, tornando-se rapidamente um dos motores de caixa da empresa. Em 2024, foram investidos US$ 4 bilhões no negócio de Integrated Power e a produção líquida de eletricidade subiu 23%. De acordo com a companhia, esse crescimento contribuiu para reduzir em 16,5% a intensidade de carbono do ciclo de vida dos seus produtos de energia vendidos no ano passado em comparação a 2015, excedendo a meta inicial de queda de 14%. A petroleira se coloca como a ‘major’ mais comprometida com a transição energética. Segundo ela, foi a mais lucrativa pelo terceiro ano consecutivo com um Retorno Médio Sobre Capital Empregado de 14,8%, sendo também a major que mais investe na transição energética, com cerca de US$ 5 bilhões investidos em 2024 em energias de baixo carbono, principalmente em eletricidade e energias renováveis. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)

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Enel: Comitê Científico da Fundação Enel reúne 15 especialistas internacionais

O Comitê Científico da Fundação Enel, composto por 15 especialistas internacionais nos campos da ciência, academia e cultura, realizou, em 25 de março, sua primeira reunião. A junta foi estruturada para garantir uma variedade de perspectivas e promover uma abordagem inovadora e multidisciplinar para a transição energética global e os desafios do desenvolvimento sustentável. Além de ter Laura Cozzi - diretora de Sustentabilidade, Tecnologia e Perspectivas e chefe de Modelagem Energética da Agência Internacional de Energia (IEA, em inglês) – na liderança, o grupo tem em sua composição outros nomes de destaque como: Francesco Billari (reitor da Universidade Bocconi, Milão), Donatella Sciuto (reitora da Universidade Politécnica de Milão), Michael Mehling (diretor-adjunto do CEEPR), Gauri Singh (diretora-geral adjunta da IRENA) etc. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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Statkfraft Brasil: Nova vice-presidência de operações estratégicas

A Statkraft Brasil anunciou a nomeação de Diogo Scussel para o cargo de vice-presidência de operações estratégicas. Com mais de seis anos na companhia e uma sólida trajetória nas áreas de gestão de ativos, fusões e aquisições e gerenciamento de projetos, o executivo sucede Thiago Tomazzoli, que assumiu o cargo de CEO da Statkraft Brasil em fevereiro. Nos últimos meses, Scussel atuou como VP head de gerenciamento de projetos na Noruega, com foco na otimização da execução de projetos de ativos de geração, desde a fase pré-construtiva até o início da operação. (Agência CanalEnergia - 27.03.2025)


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Petrobras indica Mauricio Tolmasquim para concorrer ao conselho da Eletrobras

A Petrobras anunciou que seu diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade, Mauricio Tolmasquim, foi indicado para concorrer ao cargo de conselheiro de administração da Eletrobras na assembleia geral de abril. Além de Tolmasquim, o governo indicou outros nomes ligados a gestões petistas anteriores, como Guido Mantega e Silas Rondeau, para o conselho da Eletrobras. No entanto, Tolmasquim e Rondeau podem enfrentar dificuldades devido a potenciais conflitos de interesse, já que ambos ocupam posições em empresas que competem com a Eletrobras, como a Petrobras e a Enbpar. A situação levanta questões sobre a transparência e as boas práticas na eleição dos conselheiros, com especialistas apontando a necessidade de evitar membros com conflitos de interesse para garantir o bom funcionamento do colegiado. (Valor Econômico - 27.03.2025)

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Indicações para o conselho da Eletrobras geram discussões sobre conflitos de interesse

O governo indicou quatro nomes ligados a gestões petistas anteriores para os conselhos da Eletrobras, incluindo os ex-ministros Guido Mantega, Silas Rondeau e Nelson Hubner, além de Mauricio Tolmasquim, atual diretor da Petrobras. Esses nomes passarão por eleição na assembleia de acionistas da Eletrobras em 29 de abril. No entanto, Tolmasquim e Rondeau enfrentam potenciais conflitos de interesse devido às suas posições na Petrobras e na Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (Enbpar), já que ambas as empresas são concorrentes diretas da Eletrobras. Além disso, a Eletrobras recentemente aumentou o número de vagas em seu conselho e alterou seu estatuto social para prevenir a eleição de candidatos com conflitos de interesse, o que pode afetar os indicados. As questões sobre os possíveis conflitos de interesse geram discussões sobre a imparcialidade dos conselhos e as melhores práticas de governança. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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ENBPar descumpre determinação da CGU e mantém sigilo sobre acordo da energia de Itaipu

A ENBPar, estatal responsável pela parte brasileira da hidrelétrica de Itaipu, descumpriu uma determinação da Controladoria-Geral da União (CGU) e manteve em sigilo o "Acordo Operativo" que define diretrizes sobre a contabilização da energia gerada pela usina, incluindo a "energia excedente", que pode impactar diretamente as tarifas de energia para mais de 130 milhões de brasileiros, com um custo adicional estimado de R$ 1,7 bilhão anuais. Embora a CGU tenha ordenado a liberação do documento, a ENBPar alegou que o conteúdo é sigiloso devido à sua natureza internacional e à participação de uma entidade estrangeira, o que gerou críticas de especialistas, juristas e entidades de transparência, que consideram o descumprimento uma violação da Lei de Acesso à Informação e dos princípios de transparência e responsabilidade pública. A situação levanta preocupações sobre a falta de clareza sobre o impacto da energia de Itaipu nas contas de luz e na economia brasileira. (Valor Econômico - 27.03.2025)

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Leilões

Aneel/Sandoval: Houve pedido para pequenas alterações de datas em leilões deste ano

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, solicitou ao Ministério de Minas e Energia (MME) ajustes nas datas dos leilões do setor energético previstos para o final do ano, visando evitar acumulação de atividades. Feitosa enfatizou que as mudanças não afetarão os leilões programados para o meio do ano. Ele mencionou a necessidade de espaçamento adequado entre os leilões para garantir eficiência e destacou a realização de 6 leilões em 2025, com modelos de contratação distintos, como sistemas isolados, baterias e reserva de capacidade. O diretor-geral ressaltou a importância de um intervalo de pelo menos 30 dias entre os leilões, mas admitiu que poderá ser reduzido para 15 ou 20 dias, desde que haja viabilidade operacional. As alterações propostas buscam assegurar o sucesso e a organização dos processos de leilão no setor energético. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Aneel aprova consulta para leilão A-5 com proposta de veto à minigeração distribuída

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura de consulta pública para aprimorar o edital do leilão de energia Nova 'A-5' de 2025, destinado a empreendimentos hidrelétricos de até 50 MW. A consulta estará aberta de 26 de março a 12 de maio de 2025, com o certame previsto para 22 de agosto deste ano e o início de suprimento em 1º de janeiro de 2030. A diretora Agnes da Costa destaca a vedação da participação de centrais geradoras registradas como Minigeração Distribuída (MD) na data de publicação do edital, visando manter isonomia com Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) em operação comercial. Empreendimentos de geração em operação até a publicação do edital não podem participar. A proposta de vedação da MGD visa evitar questionamentos futuros. Os empreendimentos vencedores não terão direito a descontos nas Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão (TUST) e de Distribuição (TUSD), sendo recomendado explicitar a renúncia a esses descontos na minuta do edital. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou 241 projetos com cerca de 3 GW de capacidade inscritos até 11 de março, dobrando a capacidade do último leilão A-5 em 2022. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Abril será desafiador para o setor elétrico, diz Climatempo

O mês de abril deverá ser desafiador para o setor elétrico quando se pensa em nível de afluências. Apesar de o sistema de bloqueio atmosférico, que manteve as temperaturas acima da média por cerca de 40 dias no Sudeste/Centro-Oeste, ter se dissipado, as chuvas não retornaram ao seu nível normal. E os próximos 30 dias, que representam o final do período úmido de 2024/2025 apresentará chuvas abaixo da média, à exceção do Norte. De acordo com a meteorologista Ana Clara Marques, da Climatempo, um reflexo desses bloqueios é que São Paulo teve o 3º mês de março mais quente de sua história. “A tendência de abril é de que não vejamos o corte precoce das chuvas nesse mês que é de transição. Mas as chuvas será irregulares. Essa característica se estende até metade do mês com volumes abaixo da média no Sudeste, com isso a vazão não dará a resposta comum ao normal para o final de período úmido”, alerta ela em sua participação no CanalEnergia Live desta quarta-feira, 26 de março. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)

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CCEE: PLD médio diário fica em R$ 385,63 por MWh no Sudeste/Centro-Oeste nesta 4ª feira

Hoje, 26 de março de 2025, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) médio diário atingiu R$ 385,63 por megawatt-hora (MWh) no Sudeste/Centro-Oeste e R$ 385,74 por MWh no Sul, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Nos dois mercados, houve oscilações semelhantes nas curvas de preços ao longo do dia. O PLD apresentou sua mínima ao meio-dia, atingindo R$ 370,16 por MWh no Sudeste/Centro-Oeste e R$ 370,20 por MWh no Sul, antes de voltar a subir. Já a máxima intraday foi registrada às 19h, chegando a R$ 412,91 por MWh no Sudeste/Centro-Oeste e R$ 412,95 por MWh no Sul. No entanto, nos subsistemas Nordeste e Norte, o PLD permaneceu no piso regulatório de R$ 58,60 por MWh em todas as faixas horárias, sem oscilações significativas. O cálculo do PLD leva em consideração os limites máximos e mínimos para cada período e submercado, refletindo modelos computacionais do setor que consideram variáveis como carga, chuvas e nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. Esses números são essenciais para entender a dinâmica do mercado de energia elétrica e suas variações ao longo do dia, impactando diretamente na economia e na gestão energética do país. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Mobilidade Elétrica

Prefeito de SP culpa Enel por atraso em ônibus elétricos e sugere biometano

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) atribuiu à Enel o atraso na eletrificação da frota de ônibus de São Paulo, alegando falta de infraestrutura para recarga. Com R$ 6 bilhões disponíveis, a cidade enfrenta dificuldades para cumprir a meta de zerar emissões até 2038. Nunes critica a concessionária por falhas no serviço e ameaça ação judicial se a Aneel renovar sua concessão. Enquanto isso, propõe o uso de biometano, produzido em aterros sanitários, como alternativa ao diesel, aproveitando a rede de gás existente. Também estuda criar "corredores verdes" com ônibus não poluentes. (O Globo - 26.03.2025)

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Mercedes-Benz apresenta 3ª geração do CLA com versões elétricas e híbridas

A Mercedes-Benz apresentou a terceira geração do CLA na Europa, agora com versões elétricas e híbridas, que devem chegar ao Brasil em breve. O modelo passou por mudanças de design, como maçanetas embutidas e uma grade iluminada, além de um foco na aerodinâmica, com aumento de tamanho, mas redução de capacidade do porta-malas. No interior, mantém as três telas no painel e inclui tecnologia avançada, como o MB.Drive e o assistente virtual MBUX. O CLA é construído na plataforma MMA, permitindo recargas ultrarrápidas, e estará disponível nas versões elétricas CLA 250+ e CLA 350 4MATIC, com autonomia de até 792 km e aceleração de 0 a 100 km/h em até 4,9 segundos. Também haverá uma versão híbrida leve. (Valor Econômico - 28.03.2025)

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Mitsubishi e Foxconn: Parceria visando fabricação de VEs

A Mitsubishi deve recorrer à Hon Hai Precision, subsidiária da Foxconn, fabricante do iPhone, para a produção de uma futura linha de carros elétricos. A parceria permitiria à montadora japonesa acelerar o desenvolvimento de veículos elétricos com menor custo, aproveitando a infraestrutura e a cadeia de fornecedores já estabelecidas pela Hon Hai. A iniciativa ocorre em meio a um período instável para a aliança global entre Mitsubishi, Renault e Nissan. Para a Foxconn, a colaboração representa uma oportunidade de expandir sua plataforma MIH (Mobility in Harmony) e consolidar sua presença no setor automotivo. A empresa já revelou conceitos de veículos elétricos e adquiriu, em 2022, uma antiga fábrica da General Motors em Ohio (EUA). No entanto, apesar de parcerias pontuais com pequenas montadoras e da tentativa de produzir veículos elétricos em larga escala, a gigante de tecnologia ainda não obteve sucesso nesse segmento. Pelo acordo, a produção dos veículos elétricos da Mitsubishi será realizada em Taiwan, com destino a mercados da Ásia e Oceania. Ainda não há definição sobre prazos ou datas para o início da fabricação. (Automotive Business - 24.03.2025)

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Inovação e Tecnologia

EPRI: Lançamento de consórcio de IA visando desenvolvimento de aplicações para o setor de energia

Em anúncio do Electric Power Research Institute (EPRI, na sigla em inglês), foi lançado o Open Power AI Consortium em parceria com a Nvidia para desenvolver modelos de IA aberta voltados ao setor de energia. O consórcio busca reduzir custos operacionais e melhorar a experiência do cliente, criando modelos específicos para desafios do setor. Um ambiente sandbox será desenvolvido para validar aplicações de IA em parceria com startups, academia e empresas. O primeiro conjunto de modelos, treinado com dados proprietários do EPRI, será disponibilizado via Nvidia NIM. A iniciativa visa impulsionar a inovação e aumentar a eficiência energética globalmente. (Smart Energy – 24.03.2025)

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Itron, Nvidia e Microsoft: Parceria visando aplicação de IA em redes inteligentes

Em parceria com a Nvidia e a Microsoft, a Itron está impulsionando a inteligência artificial na borda da rede elétrica. A colaboração com a Nvidia visa integrar plataformas de computação avançada para otimizar operações de concessionárias. Já a parceria com a Microsoft foca na aplicação do GenAI Copilot para permitir consultas em linguagem natural sobre dados de medição e distribuição. Além disso, a Itron expande sua parceria com a Schneider Electric para aprimorar a gestão de recursos distribuídos via uma plataforma SaaS alimentada por IA. O lançamento global está previsto para 2025. (Smart Energy – 24.03.2025)

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Japão e Coreia do Sul como protagonistas das baterias nucleares

A Agência de Energia Atômica do Japão desenvolveu o que diz ser a primeira “bateria recarregável de urânio” do mundo e que os testes verificaram seu desempenho em carga e descarga. Enquanto isso, pesquisadores sul-coreanos desenvolveram um protótipo de bateria betavoltaica alimentada pelo isótopo carbono-14. A voltagem de célula única do protótipo de bateria recarregável de urânio é de 1,3. A bateria foi carregada e descarregada 10 vezes, e o desempenho da bateria permaneceu quase inalterado. De acordo com a Japan Atomic Energy Agency (JAEA), atualmente há cerca de 16.000 toneladas de urânio empobrecido armazenadas no Japão e cerca de 1,6 milhão de toneladas armazenadas em todo o mundo. Já os pesquisadores sul-coreanos estão considerando o radiocarbono como uma fonte de baterias nucleares seguras, pequenas e acessíveis, que podem durar décadas ou mais sem recarga. (Petronotícias – 27.03.2025)

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Energias Renováveis

Greener: Preço da energia solar tem queda de 9% para o consumidor final em 2024

O preço da energia solar para consumidores finais no Brasil caiu 9% em 2024, impulsionado pela redução no custo dos painéis solares, segundo pesquisa da Greener. Para sistemas de maior porte (acima de 150 kW), a queda foi ainda mais expressiva, chegando a 16%. Apesar de uma leve alta no segundo semestre de 2024 devido ao câmbio e tributos, os kits fotovoltaicos de até 75 kWp registraram queda média de 13% no preço. O retorno do investimento em sistemas residenciais melhorou 10,6%, reduzindo o payback médio de 3,5 para 3,2 anos. (Portal Solar - 26.03.2025)

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Climate Energy Finance: Capacidade global de fabricação de painéis solares atingirá 1,8 TW em 2025

A capacidade global de produção de painéis solares deve atingir 1,8 TW até o final de 2025, segundo projeções do think tank australiano CEF (Climate Energy Finance). Esse volume corresponde ao triplo da demanda global instalada em 2024. O setor deve receber investimentos significativos ao longo do ano, com a China dominando a cadeia de suprimentos e registrando um aumento de 29% na capacidade fabril em relação a 2023. A oferta excedente pode levar à consolidação do mercado, eliminando fabricantes menos competitivos. Fora da China, a expansão da produção enfrenta desafios como custos elevados e incertezas políticas. Nos Estados Unidos, políticas protecionistas impulsionaram a produção doméstica, que deve alcançar entre 55 e 60 GW anuais até o fim de 2025. Na Índia, a produção de módulos solares cresce, mas ainda depende da importação de wafers e células chinesas, tornando-se vulnerável a restrições comerciais. A energia solar caminha para se tornar, até 2030, a fonte mais barata de geração elétrica globalmente. A queda nos custos de capital (CAPEX) impulsiona essa tendência, com os valores reduzindo de US$ 3.000/kW entre 2014 e 2016 para cerca de US$ 1.000/kW em 2024. Esse avanço decorre do aumento da eficiência dos módulos e da queda no preço do polissilício. Atualmente, projetos solares com armazenamento já superam a competitividade de novas usinas a carvão na Índia e a gás na Alemanha. Os custos de implantação variam entre US$ 500 e US$ 700/kW na Ásia, enquanto nos EUA permanecem acima de US$ 1.200/kW devido a tarifas sobre módulos importados. (Canal Solar - 25.03.2025)

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SolarPower Europe: Uso de equipamentos solar plug-in cresce na Europa

O uso de equipamentos de energia solar plug-in está crescendo na Europa, impulsionado pela redução nos preços dos módulos fotovoltaicos, tornando essa tecnologia mais acessível. Esse sistema, composto por uma ou duas placas solares conectadas a uma tomada comum por meio de um cabo e um microinversor, permite que consumidores gerem parte da própria energia sem necessidade de instalações complexas. Comumente instalados em varandas, esses painéis podem suprir até 25% do consumo anual de eletricidade de uma residência. Apesar de sua geração ser menor que a de sistemas convencionais de telhado, a eletricidade produzida pode abastecer diretamente aparelhos eletroeletrônicos. Em imóveis com medidor bidirecional, há possibilidade de injetar o excedente na rede, embora restrições regulatórias impeçam a participação desse sistema em esquemas de compensação de créditos em alguns países. A Alemanha lidera o mercado, com mais de 780 mil sistemas plug-in registrados até o final de 2024, e estimativas indicam que o número real pode chegar a 4 milhões. Pequenos sistemas de armazenamento de energia (1 a 5 kWh) também acompanham esse crescimento, com baterias de até 2 kWh registrando aumento de 24 vezes no país entre 2023 e 2024. (Portal Solar - 21.03.2025)

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EDP recebe aval para operação em teste de novas turbinas em eólicas no RN

A EDP Brasil recebeu autorização da Aneel para realizar testes em duas unidades geradoras de usinas eólicas localizadas em Pedra Preta, no Rio Grande do Norte. As unidades em questão são a UG 4 da usina eólica Itaúna II e a UG 3 da Itaúna III, ambas com capacidade de 5,9 MW. A permissão para os testes foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 25 de março de 2025. Com essa autorização, a empresa poderá avaliar a operação dessas unidades geradoras em condições reais de funcionamento, visando otimizar a geração de energia eólica. Essa iniciativa demonstra o compromisso da EDP Brasil em expandir e aprimorar suas operações no setor de energias renováveis, contribuindo para a diversificação da matriz energética e para o desenvolvimento sustentável do país. A realização dos testes nas usinas de Pedra Preta representa um passo importante no avanço da capacidade de geração de energia limpa no Brasil, fortalecendo a posição do país como um player relevante no cenário energético global. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Shell descontinua projetos atuais de geração de energia limpa no Brasil

A Shell disse nesta quinta-feira (27) que está descontinuando seus projetos atuais de geração centralizada de energia solar e eólica em terra no Brasil em função de um "ajuste de portfólio". O cancelamento de projetos de fontes renováveis ocorre em meio a um ambiente desfavorável para investimentos no segmento no Brasil. Uma combinação de sobreoferta de energia, crescimento fraco da carga e novos desafios da matriz, como os cortes de geração impostos na operação do sistema elétrico, têm dificultado a viabilização de novos empreendimentos de geração renovável nos últimos anos. O movimento da Shell também acompanha uma estratégia global da petroleira, que tem reduzido operações em energia eólica, solar e hidrogênio. (Folha de São Paulo – 27.03.2025)

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Gás e Termelétricas

Importação de gás e mais blocos para leilão estão na nova agenda regulatória do MME

O Ministério de Minas e Energia publicou sua agenda regulatória para o período entre 2025 e 2027. No segmento de gás natural, as prioridades são a definição de diretrizes para importação e exportação, bem como um plano de contingência para o suprimento do combustível. Já na área de exploração de óleo e gás, a agenda prevê a inclusão de novos blocos no Sistema de Oferta Permanente da ANP e medidas para redução das emissões na atividade de exploração e produção (E&P). Para o setor de biocombustíveis, a agenda prevê a regulamentação da lei Combustíveis do Futuro (14.933/2024), incluindo o aumento da mistura de etanol (35%) e biodiesel (25%) nos combustíveis. Para a aviação sustentável, a meta é a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com incentivos para a produção de SAF (Sustainable Aviation Fuel). (Petronotícias – 24.03.2025)

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Mantida multa de R$ 2,75 mi à usina BBF Baliza por atraso

A Aneel decidiu manter a multa de R$2,75 milhões aplicada à Brasil BioFuels devido ao atraso na implantação da usina termelétrica BBF Baliza, com capacidade de 17,6 MW, em Roraima. A penalidade, inicialmente de R$4,24 milhões, foi reduzida em fevereiro de 2025. A Aneel reconheceu 254 dias de excludente de responsabilidade no cronograma, alterando a data de início das operações comerciais para março de 2022. A energia da usina foi comercializada no Leilão nº 1/2019, voltado ao mercado consumidor do estado. O recurso da empresa foi negado. (Aneel – 25.03.2025)

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Eneva é multada em R$ 256,4 mil por atraso na implantação da usina Jaguatirica II

A empresa Eneva, por meio da Azulão Geração de Energia, recebeu uma multa de R$ 256,4 mil devido ao atraso na implantação da usina termelétrica Jaguatirica II, localizada em Boa Vista (RR). A usina, que opera a gás natural e possui capacidade instalada de 141 megawatts (MW), deveria ter iniciado o suprimento até 28 de junho de 2021. No entanto, houve atrasos na entrada em operação das unidades geradoras, com a UG 1 atrasada em 10 dias, a UG 2 em 34 dias e a UG 3 em 70 dias, mesmo após dias de excludente concedidos pela agência reguladora. O relator revisor, Ricardo Tili, destacou que esse atraso afeta o fornecimento de energia para Roraima, principalmente para Boa Vista, que depende significativamente da usina. Ele ressaltou que a Jaguatirica II deveria reduzir os custos de geração de energia na região, atualmente subsidiados pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), e é fundamental para garantir a confiabilidade operativa do sistema elétrico local, fornecendo serviços essenciais como controle de frequência e tensão. A multa aplicada reflete a importância da pontualidade na implementação de projetos energéticos para garantir o abastecimento e a estabilidade do sistema elétrico regional. (Broadcast Energia – 26.03.2025)

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Eneva: André Esteves assume vaga no conselho de administração

O banqueiro André Esteves, chairman do BTG Pactual, vai assumir assento no conselho de administração da Eneva, a maior operadora privada de gás natural do país. A mudança na composição foi anunciada nesta sexta-feira (28), dentro de uma reestruturação do colegiado que eleva, de três para quatro, o número de representantes do BTG. Na dança das cadeiras, Felipe Gottilieb, da área de capital privado do BTG, deixa o conselho de administração para integrar o comitê financeiro da companhia. Em seu lugar assume Rodrigo Alves, sócio do BTG, da área de private equity e infraestrutura. Também permanecem o sócio Renato Mazzola responsável pela área de private equity e infraestrutura, e Barne Laureano, diretor-executivo do banco. Além disso, a gestora Cambuhy passa a ter representante e o Marcelo Medeiros, sócio fundador da gestora deixa o conselho e permanece Guilherme Bottura. Também ficam os conselheiros independentes, Henri Philippe Reichstul e José Afonso Castanheira. (Folha de São Paulo – 28.03.2025)

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Marcio Felix é reeleito para a Presidência da ABPIP

A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (ABPIP) realizou, nesta quarta-feira (26), no Rio de Janeiro, sua Assembleia Geral Ordinária (AGO), na qual Márcio Felix foi reeleito presidente da entidade para o biênio 2025/2027. Segundo Felix, a nova gestão pretende adotar uma atuação itinerante, ampliando sua presença não apenas no Rio de Janeiro e em Brasília, assim pretende acompanhar de perto a agenda regulatória e o setor energético, com a meta de fortalecer a relação com fornecedores. Entre as prioridades da ABPIP para o novo ciclo está a criação de condições que possibilitem maior longevidade às empresas independentes, em relação ao offshore, está pretende impulsionar o desenvolvimento de terbacks. Por fim, além de Felix, também foram eleitos para a diretoria os executivos João Vitor Moreira(PetroReconcavo) com a cadeira de vice-presidente, Jorge Alejandro Boeri(Brava Energia), Aurélio Cesar Nogueira Amaral (Eneva), Emiliano Gomes Fernandes (PRIO) e Alex Garcia de Almeida (BW Energy) e Braulio Xavier. (Petronotícias – 26.03.2025)

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Biblioteca Virtual

SUSTERAS, Guilherme. "A abertura total do mercado de energia será boa para quem?".

Acesse o artigo abaixo.

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