IFE Diário 6.153
Regulação
Gesel: Nivalde de Castro vê iniciativas como as da Braskem como válidas para reduzir pressão sobre o sistema elétrico
A falta de infraestrutura e dificuldades no acesso à rede elétrica no Brasil estão afetando a expansão de empresas em diversos setores, levando ao cancelamento ou adiamento de projetos. Atrasos na expansão das linhas de transmissão, a falta de investimentos e entraves burocráticos tornam a viabilidade de novos empreendimentos desafiadora, com empresas como Shell e Braskem buscando alternativas, como a geração de energia próxima às suas operações. O professor Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) da UFRJ, destaca que os gargalos são estruturais, pois novas linhas de transmissão não são construídas sem previsão de demanda, e os consumidores acabam arcando com os custos desses investimentos. Ele aponta que iniciativas como as da Braskem, que buscam soluções de curto prazo, são válidas para reduzir a pressão sobre o sistema de transmissão. Leia a matéria na íntegra aqui. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Decretos e reservas técnicas garantem estabilidade na tarifa de Itaipu
Com previsão de saldo negativo de R$332 milhões, a Aneel utilizou um crédito de R$1,6 bilhão obtido de distribuidoras durante a pandemia. Um decreto de março detalhou o uso dos recursos e criou uma reserva técnica de R$586 milhões para amortecer tarifas futuras, promovendo estabilidade financeira. A medida evitou um aumento de 5,99% nas tarifas, garantindo maior eficiência na gestão de Itaipu. (Folha de São Paulo – 25.03.2025)
MME rebate dados do Idec sobre metas do Luz para Todos
O Ministério de Minas e Energia (MME) contesta dados do Idec sobre o Programa Luz para Todos, alegando inconsistências metodológicas. O Idec apontou que distribuidoras da Amazônia Legal não cumpriram metas em 2024, mas o MME explicou que avanços são contabilizados pela homologação das ligações, e não pela data de execução. Em 2024, 60.179 unidades foram atendidas, beneficiando 240,7 mil pessoas, e o biênio 2023/2024 superou as metas em áreas remotas. O governo priorizou o programa com investimentos recordes, de R$1,7 bilhão em 2024 e previsão de R$4,3 bilhões para 2025. (Agência CanalEnergia - 24.03.2025)
Aneel: Consulta Pública vai aprimorar a regulamentação da TUSDg
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (25/3) a abertura de Consulta Pública (CP013/2025) para o aprimoramento da Análise de Impacto Regulatório relativa à regulamentação da TUSDg quando da transferência de Instalações de Transmissão de Interesse Restrito Exclusivo de Centrais de Geração para conexão Compartilhada ( ICG) e Instalações de Transmissão de Interesse Exclusivo e Caráter Individual das Centrais de Geração ( IEG). A proposta prevê a inclusão de novo parágrafo no Submódulo 7.4 dos Procedimentos de Regulação Tarifária (PRORET) para dar tratamento e clareza à definição da TUSDg no momento de transferência das ICGs e IEGs. Existem 15 ICGs que são acessadas por 150 centrais geradoras. A proposta de aprimoramento consta na Análise de Impacto Regulatório n° 2/2025-STR/ANEEL, elaborada para tratar do tema. O prazo para contribuições começa na próxima quinta-feira (27/3) e termina no dia 12 de maio. As sugestões serão recebidas pelo e mail cp013_2025et@aneel.gov.br. (Aneel – 25.03.2025)
Tomada de Subsídios debate alteração de Submódulos dos Procedimentos de Comercialização
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) decidiu abrir Tomada de Subsídios para aprimorar Submódulos dos Procedimentos de Comercialização (PdC). O objetivo é a adequação dos PdC às Regras de Comercialização de Energia Elétrica, versões 2024 e 2025. Pela proposta, haverá aperfeiçoamentos nos seguintes Submódulos: Adesão à CCEE; Cadastro de agentes; Atendimento; Coleta e ajuste de dados de medição; Contratos do Ambiente Livre; Contratos do Ambiente Regulado, Sazonalização e Revisão da Sazonalização de Garantia Física; Receita de Venda de CCEAR; Apuração e liquidação financeira da receita de venda de Angra I e II ; Apuração e liquidação financeira relativa às Cotas de Garantia Física; Mecanismo de Venda de Excedentes; Contabilização e recontabilização; Liquidação no mercado de curto prazo; Apurações da Energia de Reserva; Liquidação financeira; MCSD de Energia Existente; MCSD de Energia Nova. Também será sugerida a criação do submódulo 9.1 – Resposta da demanda para adequação às Regras de Comercialização de Energia Elétrica – REGRAS, versão 2024 e 2025, entre outros aprimoramentos. (Aneel – 26.03.2025)
Aneel prorroga prazo para contribuições sobre regulamentação de ativos de transmissão
A Aneel prolongou até 11 de abril o prazo para envio de contribuições à Tomada de Subsídios 008/2024, que discute a regulamentação do Decreto nº 11.314/2022. O decreto estabelece normas para indenização de ativos de transmissão não depreciados ou amortizados em casos de substituição ou extinção de concessão. As sugestões devem ser encaminhadas para ts008_2024_fase2@aneel.gov.br. Mais detalhes estão disponíveis no site da agência. A medida visa ampliar a participação de interessados na definição das regras. (Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Aneel estabelece pagamento de R$ 107,3 mi por transmissoras para CDE
A Aneel determinou que 22 concessionárias de transmissão, incluindo Isa Cteep, Eletrobras e Cemig, paguem R$107,3 milhões relativos à Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) referente a janeiro. O valor deve ser recolhido até 10 de abril, conforme despacho no Diário Oficial. A medida visa financiar políticas públicas do setor elétrico e equilibrar o sistema, reforçando a contribuição dessas empresas para o desenvolvimento energético nacional. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel define quota de R$ 30,7 mi para Proinfa em maio
A Aneel estabeleceu que 22 transmissoras de energia, incluindo Eletrobras, Cemig e CPFL, devem recolher R$30,7 milhões até 10 de abril para custear o Proinfa. O programa incentiva fontes alternativas de energia, promovendo renováveis e reduzindo emissões. As empresas envolvidas atendem consumidores livres no Sistema Interligado Nacional (SIN), reforçando o compromisso do setor elétrico com sustentabilidade e diversificação da matriz energética. A medida destaca a importância de políticas públicas para energias limpas no Brasil. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
CGIEE aprova Agenda Regulatória para 2025-2027 com revisões anuais
O Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE) aprovou sua Agenda Regulatória para o período 2025-2027, conforme a Resolução CGIEE Nº 2 publicada no Diário Oficial da União em 24 de março de 2025. O comitê se comprometeu a revisar anualmente a agenda e ajustá-la conforme necessário para os próximos três anos, visando aprimorar a eficiência energética. A decisão reforça o planejamento regulatório contínuo do setor. (Agência CanalEnergia - 24.03.2025)
Acordo entre Brasil e Paraguai mantém tarifa de Itaipu estável em 2025
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, por unanimidade, a tarifa de US$17,66/kW.mês para Itaipu em 2025, válida de abril até o fim do ano. O valor seria maior sem o uso de recursos da usina, permitido por decreto do presidente Lula e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que evitou aumento na conta de luz. A decisão foi baseada em acordos entre Brasil e Paraguai que estabelecem repasses de recursos para manter os custos baixos. (Folha de São Paulo – 25.03.2025)
MME publica portaria com agenda regulatória até 2027
O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou sua agenda regulatória para 2025-2027, com 30 medidas estratégicas. Entre elas estão a atualização do regimento do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), critérios para antecipação de operação de usinas do Leilão de Reserva de Capacidade e otimização de termelétricas em excedentes energéticos. A portaria também trata da exportação de energia interruptível e incentiva a digitalização das redes de distribuição, incluindo medição inteligente. O objetivo é aumentar a eficiência, segurança e sustentabilidade do setor elétrico nacional. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel espera resolver corte de geração, mas Congresso também debate tema
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, expressou esperança de que a agência reguladora resolva a questão dos cortes na geração de energia, embora o Congresso também discuta soluções. Ele destacou que o tema é prioritariamente regulatório, mas reconheceu a importância do debate legislativo. O foco é ampliar ressarcimentos a empreendedores afetados, o que pode impactar tarifas. Feitosa criticou o excesso de subsídios pagos pelos consumidores durante a expansão das renováveis, agora causando cortes por limitações no sistema. Defendeu maior transparência e hierarquização nos cortes, além de reforma setorial para equilibrar custos e investimentos, como adaptações climáticas. (Broadcast Energia – 26.03.2025)
ONS: Integração de REDs visando flexibilidade do sistema elétrico
Em evento da Associação da Indústria da Cogeração, Christiano Vieira, diretor do ONS, destacou a integração de Recursos Energéticos Distribuídos (REDs) como prioridade regulatória. Com o crescimento da Geração Distribuída (50 GW em 2024), o sistema requer maior flexibilidade, especialmente devido à alta produção solar diurna e à demanda noturna. O ONS trabalha na observabilidade e gestão dos REDs, visando implementar o modelo DSO (Operadores do Sistema de Distribuição), que aproxima a operação das distribuidoras à da transmissão, com medições e controles inteligentes. (Broadcast Energia - 26.03.2025)
Transição Energética
Vibra se torna primeira empresa a disponibilizar combustível sustentável de aviação no Brasil
A Vibra Energia, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, tornou-se a primeira companhia a disponibilizar combustível de aviação sustentável (SAF, na sigla em inglês) no país, após importar o biocombustível, informou a companhia em nota à imprensa nesta terça-feira (25). O SAF da Vibra já está disponível em base localizada no aeroporto internacional Tom Jobim (GIG), o Galeão, na cidade do Rio de Janeiro. Ao todo, em janeiro, foram importados pela empresa 23 contêineres tanque com cerca de 550 mil litros de SAF, que embarcaram do porto de Antuérpia, na Bélgica, disse a empresa. Inicialmente, a distribuidora planeja misturar o biocombustível ao combustível de aviação convencional, na proporção de 10% de SAF e 90% de combustível fóssil, reduzindo as emissões de carbono nos voos abastecidos pela Vibra com a mistura. Futuramente, entretanto, poderá elevar a mistura até o limite de 50%, conforme permitido por normas internacionais. (Folha de São Paulo – 25.03.2025)
Wartsila testará etanol em termelétrica brasileira em projeto pioneiro
A finlandesa Wartsila firmou parceria com a Energética Suape II (controlada pelo Grupo 4M e Petrobras) para testar geração de energia em larga escala usando etanol, um pioneirismo global. Os testes com o motor Wartsila 32M ocorrerão por até 4 mil horas a partir de abril de 2026 na termelétrica Suape II (PE), que tem capacidade de 381 MW. O projeto visa descarbonizar o setor elétrico, substituindo combustíveis fósseis por etanol, abundante no Brasil. A iniciativa integra o programa Wise, cofinanciado pelo governo finlandês, e pode impulsionar o uso do biocombustível em leilões de energia. (Agência CanalEnergia - 24.03.2025)
Bio-óleo produzido a partir do caroço de açaí no Amapá pode ser alternativa ao gás e petróleo
Um bióleo a partir de caroço de açaí e outros resíduos está sendo desenvolvido na Universidade do Estado do Amapá (Ueap). O componente é aprimorado para se tonar um substituto do gás e do petróleo, funcionando para a produção de combustível e compostos químicos farmacêuticos. Em geral, contribuindo para produção de energia líquida, sólida e gasosa. O processo funciona com a pirólise técnica, que consiste no aquecimento o caroço de açaí a vácuo, acelerando a decomposição e gerando o bióleo nomeado Produto Líquido Orgânico (PLO). Menyklen Penafort, que é professor do colegiado de engenharia química da Ueap e pesquisador extensionista, é o responsável pela produção. Ele contou que a ideia surgiu a partir da percepção de um grande problema ambiental. "Tudo surge a partir de um problema ambiental. Nós temos um produto em abundância na região que é o resíduo do caroço do açaí e nós somos entusiastas com esse produto. Vamos produzir tudo a partir dele, produzindo bioenergia, biogás, carvão ativado para o tratamento de água, que inclusive serve para tratar a salinização das águas no Bailique", contou o pesquisador. (G1 – 20.03.2025)
CCEE e Instituto TOTUM celebram parceria para emissão de certificados
No ano em que a região amazônica sediará a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança no Clima (COP 30), os olhos do mundo se voltam para o papel do país na promoção de uma transição energética justa e inclusiva. Com mais de 93% de sua eletricidade com origem em fontes renováveis, o Brasil é uma referência global em geração limpa. Agora, atravessa uma nova fronteira, com a evolução das Certificações de Energia Renovável. Em seu propósito de desenvolver mercados eficientes, inovadores e sustentáveis e como uma das pioneiras no fomento e na facilitação do segmento de RECs (Renewable Energy Certificates), a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE firmou uma parceria com o Instituto TOTUM, que passará a ter acesso à Plataforma Brasileira para Certificação de Energia Renovável. O acordo reforçará a credibilidade dos certificados emitidos por uma das principais empresas do segmento e será um passo importante para a ampliação da robustez deste setor. (CCEE – 26.03.2025)
IRENA: Fontes renováveis atingem 46% da capacidade global instalada
A Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) anunciou que, em 2024, a participação de fontes renováveis na capacidade global instalada alcançou 46%, com um aumento recorde de 15,1%. No Brasil, a geração de energia limpa cresceu de 85,8% em 2023 para 86,9% em 2024. As fontes renováveis atingiram 4.448 gigawatts (GW) de capacidade, um aumento de 585 GW, mas o progresso ainda está abaixo da meta global de triplicar a capacidade instalada até 2030, que exige um crescimento anual de 16,6%. A Irena destacou que a maior parte do aumento global veio da Ásia, com a China respondendo por 64% da capacidade adicional. A agência enfatizou a necessidade de um ritmo mais rápido de crescimento das usinas de energia renovável para atingir as metas estabelecidas na COP28. (Valor Econômico - 26.03.2025)
Crise Climática
Fazenda/Rosito: Brasil buscará consenso no Brics para financiamento climático
A secretária de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda e coordenadora da trilha financeira da presidência brasileira nos Brics, Tatiana Rosito, afirmou que o Brasil não buscará ampliar os compromissos dos 11 países-membros com financiamento climático, mas sim buscar consensos para garantir US$ 1,3 trilhão em financiamento público e privado. Rosito destacou que a discussão se concentra na mobilização de recursos externos, principalmente de países desenvolvidos, para financiar projetos relacionados às mudanças climáticas. A gestão brasileira do grupo Brics tem como um dos seis objetivos o financiamento climático, o que representa uma abordagem inovadora dentro do bloco. A busca por uma agenda mais ambiciosa reflete a posição do Brasil na presidência do Brics e da COP 30. Rosito ressaltou a importância de ampliar os posicionamentos convergentes dentro do bloco para as negociações da COP 30, que ocorrerá em outubro, em Belém. Ela enfatizou a discussão sobre a origem e o apoio financeiro a projetos de infraestruturas resilientes às mudanças climáticas, que é um dos objetivos da trilha de finanças do grupo. A intenção é avançar no diálogo intra-Brics e na cooperação em parcerias público-privadas, tributação e alfândega. Essa abordagem demonstra um esforço conjunto dos países do Brics em lidar com questões climáticas e financeiras de forma colaborativa e inovadora. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
EPE: Discussão de Planos Setoriais de Mitigação em oficina sobre o Plano Clima
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em 24 e 25 de março, participou de oficina sobre o Plano Clima realizada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces). Com o tema "Contribuições ao Plano Setorial de Mitigação: Energia, Indústria e Transportes", o evento contou com contribuições do setor privado, comunidade acadêmica e organizações da sociedade civil aos Planos Setoriais de Mitigação. O Plano Clima, a ser aprovado pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), trará ações de enfrentamento às mudanças do clima no Brasil até 2035, sustentando-se em dois pilares: mitigação e adaptação. Além das Estratégias Nacionais de Mitigação e Adaptação, o Plano será composto por planos setoriais, que foram tema de exposições, debates e dinâmicas de grupo na oficina, com enfoque nos setores Energia, Indústria e Transportes. (EPE – 26.03.2025)
Empresas
Eletrobras e União assinam termo de conciliação sobre aumento de vagas no conselho
A Eletrobras e a União assinaram um termo de conciliação sobre a disputa relacionada ao aumento de vagas do governo no conselho de administração e à conclusão da usina nuclear Angra 3. O acordo resolve uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela União em 2023 contra a limitação de seu voto a 10% do capital da Eletrobras, apesar de ter cerca de 45% de participação. O termo estabelece que nenhum acionista pode exercer mais de 10% dos votos e que a União poderá indicar três dos dez membros do conselho de administração. O acordo também envolve a rescisão do contrato com a ENBPAR e será submetido à assembleia geral da Eletrobras e à homologação do Supremo Tribunal Federal (STF). A assembleia geral ordinária está prevista para 29 de abril. (Valor Econômico - 26.03.2025)
Equatorial registra lucro líquido de R$ 1,50 bi no 4º tri 2024
A Equatorial registrou lucro líquido de R$ 1,50 bilhão no quarto trimestre de 2024, um aumento de 51,8% em relação ao mesmo período de 2023. No ano de 2024, o lucro líquido totalizou R$ 3,76 bilhões, crescimento de 31,0% em comparação com 2023. A receita líquida no quarto trimestre foi de R$ 12,6 bilhões, alta de 12,2%, e a receita líquida de 2024 foi de R$ 45,3 bilhões, um aumento de 10,7% sobre o ano anterior. O Ebitda no quarto trimestre ficou em R$ 2,93 bilhões, alta de 20,7%, e o Ebitda anual alcançou R$ 11,3 bilhões, crescimento de 12,9% em relação a 2023. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Aeris: Apesar de prejuízo em 2024, empresa cresce acima das projeções
A Aeris Energy compartilhou os resultados financeiros de suas operações no último trimestre de 2024 e para o consolidado do ano. A empresa reportou um prejuízo de R$ 934,1 milhões em 2024 e de R$ 833,1 milhões no 4T24, impactados pelo impairment causado pela descontinuidade de três contratos: Siemens Gamesa, Nordex e Weg. Outras demonstrações como a receita operacional líquida e as despesas financeiras líquidas também apresentaram recuo. O Ebtida, por sua vez, apesar de negativo em R$ 1,6 bilhão no 4T24 (-0,8%), atingiu R$ 138,8 milhões (+9,2%) em 2024. Ademais, a posição de caixa da companhia no encerramento de 2024 foi de R$ 345,8 milhões, a dívida bruta totalizou R$ 1,5 bilhão, e os investimentos somaram R$ 93,9 milhões. Para os próximos anos, o CEO da companhia, Alexandre Negrão, aposta no mercado externo como um fator estratégico para o crescimento. Ainda, não obstante o prejuízo, o executivo pontua que a Aeris registrou um crescimento acima das projeções no 4T24, impulsionado pelo desempenho sólido da divisão Service, que respondeu por 26% da receita total no período. Esse avanço ocorre em um cenário de queda na receita do segmento de pás eólicas, mas com tendência de alta da demanda por manutenção e suporte técnico para turbinas mais potentes e sofisticadas. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)
Aeris Energy busca novo sócio estratégico para superar crise financeira
As negociações para a aquisição da fabricante de pás eólicas Aeris Energy pela chinesa Sinoma Blade não avançaram, mas a empresa não descarta a entrada de um novo sócio estratégico para superar a crise financeira. A Aeris enfrenta dificuldades devido à perda de contratos com grandes clientes e ao aumento da dívida, que atingiu R$ 1,18 bilhão. Em resposta, a empresa renegociou suas dívidas com credores e busca diversificar suas receitas, ampliando sua atuação no setor de serviços e manutenção, além de aumentar as exportações. Apesar do momento difícil, a família controladora acredita na capacidade de recuperação da empresa, que pode se beneficiar da saída da GE Vernova do mercado latino-americano, tornando-se a única fabricante de pás eólicas no Brasil. (Valor Econômico - 26.03.2025)
Itaú BBA: Após aquisição de hidrelétricas, Engie deve manter dividendo em 55%
A Engie Brasil Energia, de acordo com analistas do Itaú BBA, manterá o pagamento de dividendos em 55% do lucro, seguindo sua política estabelecida. O valor presente líquido da transação em questão é de R$ 589 milhões, com uma taxa interna de retorno de 12%. As usinas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, anteriormente da EDP e CTG, possuem contratos vantajosos para a energia, o que promete gerar um fluxo de caixa significativo para a Engie. Espera-se que esses ativos gerem um Ebitda de R$ 360 bilhões a partir de 2025. No entanto, a transação pode impactar os dividendos futuros da empresa devido ao desembolso de caixa envolvido. A alavancagem da Engie também pode aumentar, atingindo cerca de 3,8 vezes a relação dívida líquida/Ebitda. Os investidores, embora ansiosos por um retorno aos 100% de pagamento de dividendos, não devem ver essa mudança em um futuro próximo, dada a natureza da transação e seus efeitos financeiros. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
EDP: Segundo a Fitch, venda de UHEs para a Engie fortalece o caixa da empresa
A venda das usinas hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão, no Amapá, pela EDP/CTG Brasil para a Engie deverá fortalecer o caixa e os indicadores financeiros da elétrica portuguesa no Brasil, segundo avaliação da Agência de Classificação de Risco Fitch Ratings. De acordo com a Fitch, entrada de R$ 1,2 bilhão da venda dos dois ativos e os demais recursos esperados com a desconsolidação de dívidas e alienação de 90% da EDP Aliança contribuem para que a EDP possa executar seu plano de investimentos de R$ 6 bilhões para o ciclo 2025-2026. A empresa explica as alienações seguem a estratégia de reciclagem de ativos e redução do risco hidrológico no portfólio, permitindo o desenvolvimento de novos projetos e investimentos em distribuição. (Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Cemig: Justiça anula decisão que cancelava leilão de PCHs e CGHs realizado em 2023
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) enfrenta uma reviravolta judicial em relação a um edital de leilão realizado em agosto de 2023. A 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte emitiu uma nova sentença declarando a anterior nula de pleno direito devido a um "vício na formação do processo". Essa decisão reverte a sentença de janeiro deste ano que havia julgado procedente a ação popular movida pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG) contra o leilão para desinvestimento de ativos de pequeno porte, como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) que não estavam alinhados com o planejamento estratégico da Cemig. O Sindieletro/MG contesta a venda das 15 usinas de pequeno porte, alegando que não houve aprovação prévia em referendo popular. Com a nova sentença, a Cemig se compromete a continuar atuando no processo e levar a nova decisão para apreciação do mérito. Essa reviravolta judicial destaca a complexidade e os desafios enfrentados pelas empresas do setor energético, especialmente no que diz respeito à venda de ativos e à participação da sociedade civil em decisões estratégicas. Acompanhar o desenrolar desse caso será crucial para entender o impacto que essa nova sentença terá no futuro da Cemig e no setor energético como um todo. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Cade autoriza venda de trecho de transmissão em SC pela EDP Brasil à fundo gerido pela Actis
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a venda da participação da EDP Brasil na linha de transmissão EDP Transmissão Aliança SC, em Santa Catarina, para a Edge Empreendimentos e Participações, administrada por fundos geridos pela Actis. O negócio, no valor de R$ 2,37 bilhões, foi anunciado em dezembro do ano passado e envolve um trecho regido pelo Contrato de Concessão nº 039/2017-Aneel, com 435 quilômetros de extensão e prazo de vigência de 30 anos. A EDP justificou a transação como uma forma de alienar ativos operacionais para realizar novos investimentos no setor elétrico, focando em ativos para construção no segmento de redes e solar, alinhado com o plano global do grupo EDP. Por sua vez, a compradora destacou a oportunidade de gerar valor para seus investidores ao expandir seus investimentos no segmento de transmissão de energia elétrica. A transação representa uma estratégia de asset rotation transparente e competitiva, buscando gerar valor e promover o crescimento no setor energético. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Enel SP: Aporte de R$ 4 mi em melhorias de eficiência energética no Hospital das Clínicas da USP
A Enel SP está investindo R$ 4 milhões na modernização do sistema de climatização do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), em São Paulo. A iniciativa visa garantir maior conforto térmico e bem-estar para as 45 mil pessoas que circulam diariamente no complexo hospitalar. O projeto, financiado com recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE) da Aneel, substituirá dois chillers - equipamento responsável pelo resfriamento na central de ar-condicionado - por um modelo com 17% de aumento na eficiência, e seis motores antigos por motores de alto rendimento. A economia anual estimada com as melhorias é de aproximadamente 2.205 MWh/ano. A conclusão das obras está prevista para o final de 2025. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
CCEE: PLD segue descolado nos submercados; Sudeste/Centro-Oeste tem média de R$ 392,32 MWh
No dia 25 de maio de 2025, o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) revelou um cenário de descolamento entre os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul em comparação com o Nordeste e o Norte. No Sudeste/Centro-Oeste, que representa mais da metade do consumo de energia do país, o PLD teve uma média diária de R$ 392,32 por megawatt-hora (MWh), com picos de R$ 415,25 por MWh às 19h e mínima de R$ 375,55 por MWh às 12h. Já no Sul, a média foi semelhante, atingindo R$ 392,36 por MWh, com valores máximos e mínimos próximos aos do Sudeste/Centro-Oeste. Por outro lado, os submercados Nordeste e Norte mantiveram um PLD constante de R$ 58,60 por MWh ao longo do dia, sem variações entre máximas e mínimas. Essa disparidade nos preços entre os submercados reflete as condições de oferta e demanda de energia em diferentes regiões do país, impactando diretamente o custo da energia para consumidores e empresas. O acompanhamento dessas variações no PLD é essencial para entender o panorama do setor elétrico e suas implicações econômicas. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Energisa: Consumo total de energia aumentou 2,9% em fevereiro ante mesmo mês de 2024
Em fevereiro de 2025, o Grupo Energisa registrou um aumento no consumo de energia elétrica em suas áreas de concessão, atingindo 3.515 GWh, representando um crescimento de 2,9% em relação ao mesmo período no ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelas temperaturas acima da média e pelo bom rendimento nos setores de alimentos e minerais. As classes residencial, industrial e comercial foram as responsáveis pelo resultado positivo, com destaque para o aumento de 6,1% na classe residencial e 2,1% na classe industrial. Todas as nove distribuidoras do grupo apresentaram variações positivas no consumo, com destaque para EMR, ESE, ESS, EMS e EPB. No acumulado de 2025, o consumo de energia elétrica totalizou 7.040 GWh, um aumento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2024, com destaques para EPB, ESE e EMR, que registraram crescimentos significativos. O setor industrial foi impulsionado pelos setores de alimentos, minerais, têxtil e óleo e gás, enquanto o setor comercial teve destaque em supermercados, call centers, instituições de saúde e educação. Por outro lado, a classe 'outros' teve uma redução de 1,8%, especialmente devido ao menor consumo em iluminação pública. Este cenário reflete a dinâmica do consumo de energia elétrica nas áreas de concessão do Grupo Energisa, com diferentes setores e classes contribuindo para o crescimento observado. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Mobilidade Elétrica
BYD: Após exitoso 2024, companhia aposta em mudança estratégica para 2025
A BYD reportou que suas vendas anuais ultrapassaram, pela primeira vez, o montante de US$ 100 bilhões (R$ 565 bilhões) em 2024. A campeã chinesa de veículos elétricos (VEs) dominou seu mercado doméstico e vem avançando em sua investida de expansão internacional. Alternativamente a sua concorrente americana Tesla, que vende apenas veículos totalmente elétricos (BEV), a BYD, no último ano, se beneficiou da demanda renovada por veículos híbridos na China. Ademais, a companhia recuou em sua estratégia agressiva de preços para ganhar participação no mercado e passou a focar no aumento da lucratividade. “Eles tentam elevar os preços de varejo inovando e atualizando seus modelos", explicou a analista automotiva da S&P Global Mobility, Serena Shen. Em 2024, o lucro líquido do grupo subiu 34%, alcançando Rmb 40 bilhões (R$ 31 bilhões). Para 2025, a empresa busca tornar sua linha ainda mais atraente com a introdução de novas tecnologias como o sistema de condução avançada God’s Eye e carregadores ultrarrápidos de VEs. Em sua abrasiva expansão internacional, a BYD aposta que pode superar montadoras tradicionais como Volkswagen e Toyota em mercados europeus e no sudeste asiático. A ambição, todavia, impeliu respostas de outros países, como barreiras comerciais e investigações sobre subvenções e condições de trabalho. (Folha de São Paulo – 25.03.2025)
Tesla começa a vender carros na Arábia Saudita em abril de 2024
A Tesla começará a vender seus carros na Arábia Saudita em abril de 2024, superando a rixa com o governo saudita que remonta a 2018, quando Elon Musk anunciou, de forma controversa, que teria financiamento garantido para tirar a Tesla da bolsa, após conversas com o fundo soberano saudita (PIF). Esse episódio gerou um processo de investidores e tensões públicas entre Musk e o chefe do PIF. No entanto, as relações se acirraram ao longo dos anos, mas começaram a melhorar recentemente. A Tesla já vende em outros países do Oriente Médio, como os Emirados Árabes Unidos, e agora planeja um lançamento significativo em Riad, com demonstrações de seus veículos elétricos, o Cybercab e o robô Optimus. Apesar das dificuldades no mercado local, como a baixa infraestrutura de carregamento, a Tesla vê na Arábia Saudita um potencial crescente, enquanto o PIF já investiu em concorrentes como a Lucid e a Ceer. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Nissan busca parcerias estratégicas para explorar inteligência artificial e carros autônomos
O novo CEO da Nissan, Ivan Espinosa, afirmou que a empresa buscará parcerias para aumentar sua competitividade e explorar novas tecnologias, como inteligência artificial e carros autônomos. Ele destacou a necessidade de desenvolver veículos "inteligentes" e mencionou que as parcerias não se limitarão apenas às fabricantes de automóveis tradicionais, mas também com empresas que possam ajudar a desenvolver essas inovações. Espinosa, que assumirá o cargo em meio a desafios financeiros e culturais, ressaltou a urgência de gerar receita e acelerar a tomada de decisões, com a meta de reduzir o tempo de desenvolvimento de novos carros de 55 para 37 meses. A Nissan também está se concentrando em atualizar sua linha de produtos, incluindo novos modelos híbridos e elétricos, além de trabalhar para melhorar a percepção da marca e recuperar seu desempenho comercial. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Energias Renováveis
Aneel revoga outorga de sete usinas fotovoltaicas da Energia Capital
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) revogou a outorga de sete usinas fotovoltaicas da Energia Capital - Assessoria, Investimentos e Corretagem de Seguros, localizadas em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. As usinas, nomeadas de Sol do Sertão B a H, tinham capacidades que variavam de 6,8 a 40,8 megawatts (MW) cada. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, foi motivada pelo pedido da empresa responsável, sem detalhes sobre os motivos. A Aneel constatou que as usinas não foram construídas nem comercializaram energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), além de não terem assinado contratos para o uso da infraestrutura de transmissão. O diretor Ricardo Tili, relator do processo, destacou que diante desses fatores, a revogação da outorga era uma medida que poderia ser atendida. A revogação dessas outorgas representa um revés para o setor de energia renovável e levanta questões sobre a transparência e o cumprimento das obrigações por parte das empresas do setor. A falta de desenvolvimento e comercialização das usinas fotovoltaicas levanta preocupações sobre o planejamento e a viabilidade de projetos de energia no país. A decisão da Aneel evidencia a importância do cumprimento das regras e contratos no setor energético, visando garantir a segurança e eficiência do sistema elétrico nacional. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Canadian Solar é multada em R$ 544 mil por atraso na implantação de três usinas solares
No dia 24 de março de 2025, as controladas da Canadian Solar foram multadas em R$ 544 mil devido ao atraso na implantação de três usinas fotovoltaicas. As usinas Francisco Sá 1, 2 e 3 foram contratadas no Leilão n° 001/2018-Aneel com início de suprimento previsto para 1° de janeiro de 2022. No entanto, as usinas só entraram em operação em teste em 17 de fevereiro de 2022, obtendo aval para operação comercial em 07 de abril do mesmo ano. A empresa recorreu da multa, que inicialmente era de R$ 249 mil para cada usina, sendo reduzida posteriormente para R$ 181,3 mil. A penalidade foi publicada no Diário Oficial da União e destaca a importância do cumprimento dos prazos estabelecidos para projetos de energia. Este caso evidencia a necessidade de as empresas do setor energético cumprirem rigorosamente seus compromissos contratuais, respeitando as datas de entrega e operação das usinas para garantir a eficiência do sistema e a confiança no mercado. (Broadcast Energia – 25.03.2025)
Aeris/ABEEólica/Abimaq: Incentivos a leilões de energia eólica e importação de equipamentos
A Aeris Energy, em parceria com a ABEEólica e Abimaq, informou, em 26 de março, que estão sendo deliberadas tratativas com o governo para incentivar leilões de energia eólica e a implementação de uma alíquota compatível com o mercado para a importação de componentes e aerogeradores. Além disso, foi pleiteado com êxito a alteração das regras do Fundo Clima, aumentando o apetite aos investimentos no futuro. “O setor eólico vem passando por uma crise significativa, mas temos observado sensibilidade por parte do Governo para apoiar medidas que impulsionem o crescimento”, pontuou o CEO da Aeris, Alexandre Negrão. “Durante 2024, realizamos diversas iniciativas para preservar a força da indústria e retomar a demanda de forma consistente”, completou. (Agência CanalEnergia - 26.03.2025)
Vingroup planeja investir até US$ 30 bi em energia renovável e usina de GNL no Vietnã
O conglomerado vietnamita Vingroup planeja investir até US$ 30 bilhões em projetos de energia renovável e uma usina de gás natural liquefeito (GNL) no Vietnã. A proposta inclui o desenvolvimento de 25,5 gigawatts de capacidade de energia até 2030, com a maior parte do investimento focada em energia eólica e solar, especialmente nas províncias de Ninh Thuan e Khanh Hoa. A empresa também propõe a construção de uma usina de GNL em Haiphong com capacidade de 5 GW. A Vingroup planeja uma segunda fase de expansão entre 2031 e 2035, visando 27 GW de capacidade adicional. O governo vietnamita está revisando o plano de desenvolvimento de energia do país (PDP8), que inclui a construção de usinas nucleares e a expansão das fontes renováveis, alinhando os projetos da Vingroup ao crescimento econômico projetado de pelo menos 8% para o PIB do Vietnã. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Leilões
Eneva recorre ao STJ contra critério do MME em leilão de reserva de energia
A Eneva ingressou no STJ com um mandado de segurança para suspender o uso do "Fator A" no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) 2025, alegando que o critério, introduzido pelo MME sem consulta pública, distorce a concorrência ao favorecer certas fontes energéticas. O leilão contratará termelétricas a gás, biocombustíveis e hidrelétricas. A Abrace Energia criticou a judicialização, defendendo o Fator A como aprimoramento para garantir flexibilidade na geração. Paralelamente, o STJ já concedeu liminar a termelétricas de biocombustíveis, questionando o teto do CVU, o que levou o MME a adiar prazos do certame. (Broadcast Energia – 26.03.2025)
Gás e Termelétricas
Lucro da Cnooc em 2024 cresce para US$ 19 bi, impulsionado pela produção de energia
O lucro da Cnooc em 2024 aumentou para 137,9 bilhões de yuans (US$ 19 bilhões), impulsionado pelo crescimento da produção de energia, embora abaixo das expectativas e do recorde de 2022. A empresa também anunciou um aumento de 12% no dividendo anual. A produção de petróleo e gás subiu para 726,8 milhões de barris de óleo equivalente, com destaque para a Guiana. Apesar da queda nos preços globais de petróleo, a Cnooc manteve seu foco em extrair recursos, o que a torna menos impactada pela redução da demanda por combustíveis fósseis. A empresa também está expandindo suas operações downstream, com um investimento de US$ 2,7 bilhões na refinaria Daxie e planejando aumentar a produção de gás até 2027. Além disso, a Cnooc se uniu à Exxon Mobil em um processo judicial contra a aquisição da Hess pela Chevron. (Valor Econômico - 27.03.2025)
Aneel mantém multa de R$ 2,75 mi à usina termelétrica em Roraima
Em reunião da diretoria colegiada nesta terça-feira (25/3), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve multa de R$ 2,75 milhões à empresa Brasil BioFuels em decorrência do atraso na implantação da usina termelétrica BBF Baliza. A geradora, com potência outorgada de 17,6 MW (megawatts), está localizada no município de São João da Baliza, em Roraima. A Agência negou recurso da empresa à penalidade editalícia à empresa, que, em 18 de fevereiro deste ano, já teve o valor da penalidade reduzido de R$ 4,24 milhões para R$ 2,75 milhões. Na ocasião, a Aneel também reconheceu 254 dias de excludente de responsabilidade pela demora no cronograma de implantação. Com isso, foi modificada a data de responsabilidade da empresa para a entrada em operação comercial, de 28 de junho de 2021 para 9 de março de 2022. A energia da usina foi comercializada no Leilão nº 1/2019-ANEEL, destinado ao atendimento do mercado consumidor do estado de Roraima. (Aneel – 25.03.2025)