IFE Diário 6.152
Regulação
Artigo GESEL: "Tempestades, quedas de árvores e apagões: o custo da inação na infraestrutura urbana e elétrica"
Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Sidnei Martini (professor da USP e pesquisador associado do GESEL-UFRJ) e Fernando de Lima Caneppele (professor da FZEA/USP e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP) tratam da fragilidade da infraestrutura urbana brasileira frente aos eventos climáticos extremos, como tempestades que têm causado grandes destruições, especialmente em São Paulo. Eles destacam a importância de um planejamento urbano adequado, com manejo correto da arborização, que, sem a devida manutenção, tem se tornado uma ameaça à rede elétrica e à mobilidade urbana. Além disso, discutem a necessidade urgente de modernização das redes elétricas e a adoção de tecnologias como redes inteligentes, que podem acelerar a resposta a falhas. Para enfrentar esses desafios, propõem uma abordagem integrada entre governos, prefeituras e concessionárias, com investimentos em infraestrutura, monitoramento contínuo e uso de tecnologias avançadas, de modo a prevenir e mitigar os impactos econômicos e sociais das tempestades. Acesse o artigo na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.03.2025)
MME publica portaria com agenda regulatória até 2027
O Ministério de Minas e Energia (MME) divulgou sua agenda regulatória para o período de 2025 a 2027, com 30 propostas estratégicas para o setor energético. Algumas das diretrizes incluem a atualização do Regimento Interno do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), critérios para antecipação de entrada em operação de usinas contratadas no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e otimização do uso de termelétricas em cenários de excedentes energéticos. Além disso, a portaria aborda a exportação de energia elétrica interruptível sem devolução de usinas hidráulicas e termelétricas contratadas na modalidade energia de reserva. Também menciona o estímulo à digitalização gradual das redes de distribuição de energia e serviços, incluindo instrumentos de medição. Essas medidas visam aprimorar a eficiência e a segurança do setor energético no país, promovendo uma maior sustentabilidade e modernização das infraestruturas elétricas. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel estabelece em R$ 30,7 mi quota de custeio do Proinfa de maio
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que as transmissoras de energia elétrica que atendem consumidores livres e autoprodutores devem recolher um montante de R$ 30,7 milhões à ENBPar até 10 de abril. Esse valor é referente ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) e envolve a participação de 22 empresas, incluindo nomes como Isa Cteep, Eletrobras, Cemig, EDP Goiás, Copel, CPFL, Chesf, Eletronorte, SMTE, Afluente, Coqueiros, Brilhante, TER, Itaim, Taesa-GTESA, Taesa ATE III, Eletrosul, ONTE, EBTE, Lagos, Itamaracá e Guanabara. Essas empresas têm unidades de consumo conectadas à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN) e estão envolvidas nessa operação. O prazo estabelecido para o recolhimento do montante é crucial e demonstra a importância dada pelo setor elétrico a incentivos para fontes alternativas de energia. A medida visa estimular o uso de energias renováveis e sustentáveis, promovendo a diversificação da matriz energética e contribuindo para a redução da emissão de gases de efeito estufa. A determinação da Aneel reflete a preocupação com a sustentabilidade e a busca por soluções energéticas mais limpas e eficientes no país. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel prorroga prazo para contribuições sobre regulamentação de ativos de transmissão
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prorrogou até 11 de abril o prazo para envio de contribuições à Tomada de Subsídios 008/2024. A consulta pública discute a regulamentação do Decreto nº 11.314/2022, que estabelece normas para indenização de ativos de transmissão não depreciados ou amortizados em casos de substituição ou extinção de concessão. As sugestões devem ser encaminhadas para o e-mail ts008_2024_fase2@aneel.gov.br.O decreto em questão busca assegurar tratamento justo aos investimentos em infraestrutura de transmissão de energia, impactando concessionárias e consumidores. A data original não foi divulgada, mas a extensão do prazo demonstra flexibilidade da agência para receber subsídios técnicos. (Aneel – 24.03.2025)
Aneel e BID firmam parceria para modernização energética e capacitação regulatória
A Aneel e o BID assinaram um memorando de entendimento para cooperação em projetos de modernização energética, incluindo regulação, eficiência energética, inovação tecnológica e transição energética. O acordo, válido por três anos, visa capacitar servidores da Aneel e aprimorar políticas públicas, além de auxiliar países com menor maturidade regulatória. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, destacou o potencial do acordo para beneficiar a sociedade brasileira, enquanto a diretora Agnes da Costa elogiou a agilidade e expertise do BID em decisões técnicas. A parceria também abordará universalização do acesso à energia, qualidade regulatória e cooperação internacional. Annette Killmer, representante do BID no Brasil, reforçou o diálogo próximo entre as instituições e a abertura para novas oportunidades. A cerimônia de assinatura contou com a presença de especialistas do BID, como Carlos Echevarría Barbero, e técnicos de ambas as instituições. (Aneel – 25.03.2025)
Aneel destaca potencial de usinas reversíveis e baterias para armazenamento de energia
O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, afirmou que é possível combinar usinas reversíveis e baterias no armazenamento de energia elétrica, defendendo avanços regulatórios para o setor. Durante seminário sobre Sistemas de Armazenamento Hidráulico, ele destacou a necessidade de políticas públicas para impulsionar esses projetos. Usinas reversíveis funcionam bombeando água entre reservatórios, armazenando energia em períodos de excesso de produção e liberando-a em picos de demanda. Com 110 GW de hidrelétricas em operação no Brasil, Feitosa ressaltou o potencial de expandir o parque com unidades reversíveis. Além disso, enfatizou a complementaridade entre essa tecnologia e as baterias, indicando que o uso associado pode otimizar a eficiência energética. O debate incluiu a regulação de armazenamento, abrangendo tanto usinas irreversíveis quanto soluções em baterias. A abordagem integrada visa fortalecer a segurança e a flexibilidade do sistema elétrico nacional. (Broadcast Energia – 23.03.2025)
Setor elétrico pressiona por cobrança horária de energia, mas mudança ainda é lenta
Associações e consultorias defendem que as bandeiras tarifárias evoluam para um sistema de preços dinâmicos por horário, como já ocorre em outros países. Enquanto o mercado livre já adota essa prática, o mercado cativo (residencial) possui apenas a Tarifa Branca, pouco difundida. A implementação exigiria medidores inteligentes e enfrenta resistências, como custos adicionais e dúvidas sobre a resposta dos consumidores. Apesar da lentidão nas discussões, o crescimento da energia solar pode acelerar mudanças no sistema. (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Artigo GESEL: "Impactos da geração distribuída no Setor Elétrico Brasileiro"
Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador-geral do GESEL), Fernando França (pesquisador associado do GESEL-UFRJ) e Roberto Brandão (diretor científico do GESEL-UFRJ) abordam os desafios e impactos da expansão da geração distribuída no Setor Elétrico Brasileiro, destacando a necessidade de adaptações técnicas, regulatórias e de infraestrutura para garantir a segurança e eficiência do sistema. O Setor Elétrico Brasileiro está passando por uma transformação significativa impulsionada pela transição energética, com o crescimento acelerado das fontes renováveis, especialmente solar e eólica. A rápida expansão da micro e minigeração distribuída (MMGD) impacta a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), exigindo adaptações técnicas e regulatórias. A descentralização da geração, sem controle direto do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), desafia a estabilidade e confiabilidade do sistema. Para mitigar os riscos, são necessárias inovações regulatórias, investimentos em infraestrutura e maior coordenação entre ONS e distribuidoras. Além disso, o artigo questiona a manutenção de subsídios à GD, argumentando que o setor já é maduro e pode operar sem incentivos que distorcem os preços da energia. Acesse o texto na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2025)
Bandeiras tarifárias são consideradas ultrapassadas pelo setor elétrico
O sistema de bandeiras tarifárias, criado há dez anos, repassa mensalmente aos consumidores os custos variáveis da geração de energia, substituindo o modelo defasado de ajustes anuais. Apesar de ser um avanço, o setor elétrico considera o mecanismo obsoleto, pois não reflete variações horárias de preço, especialmente com a expansão da energia solar. Especialistas defendem que a tarifação dinâmica, baseada em horários de consumo, seria mais eficiente, incentivando o uso de energia quando há maior oferta e menor custo, como durante o dia. (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Aneel define tarifa de repasse da potência contratada de Itaipu para 2025
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu a tarifa de repasse da potência contratada de Itaipu Binacional para 2025, após dificuldades relacionadas ao déficit de R$ 355,8 milhões na conta de comercialização da usina. Embora o governo tenha inicialmente planejado manter o valor de 2024, a situação financeira impôs a necessidade de um novo tratamento para o déficit, resultando na manutenção da tarifa em US$ 17,66 por kW até dezembro de 2025. O governo brasileiro também anunciou um acordo com o Paraguai para garantir o preço da energia durante o período de 2024 a 2026. Caso a solução proposta não fosse adotada, a tarifa poderia subir para US$ 18,72 por kW, gerando um aumento de 5,99% na cobrança para o Brasil. (Valor Econômico - 25.03.2025)
Aneel define em R$ 107,3 mi encargo da CDE das transmissoras
A Agência Nacional do Sistema Elétrico (Aneel) determinou que as concessionárias de transmissão que atendem consumidores livres e autoprodutores com unidades de consumo conectadas à rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN) terão que pagar um total de R$ 107,3 milhões referentes ao encargo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) de janeiro. O prazo para o recolhimento desses valores é até 10 de abril, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União. Ao todo, 22 empresas estão incluídas nessa obrigatoriedade de pagamento, sendo algumas delas: Isa Cteep, Eletrobras, Cemig, EDP Goiás, Copel, CPFL, Chesf, Eletronorte, SMTE, Afluente, Coqueiros, Brilhante, TER, Itaim, Taesa-GTESA, Taesa ATE III, Eletrosul, ONTE, EBTE, Lagos, Itamaracá e Guanabara. Essa determinação visa garantir o financiamento de políticas públicas do setor elétrico e manter o equilíbrio do sistema, refletindo a importância da contribuição dessas empresas para o desenvolvimento energético do país. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel analisa indicações para vagas na diretoria enquanto governo negocia com parlamentares
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) está em processo de definição de dois novos diretores, cujas indicações dependem de mediação entre o governo e parlamentares. O Ministério de Minas e Energia (MME) sugeriu Gentil Nogueira, secretário de Energia Elétrica, e Rômulo Gobbi do Amaral, assessor do ministro Gilmar Mendes (STF). Uma das vagas será aberta com o término do mandato de Ricardo Tili em maio, enquanto outra está ocupada interinamente por Ludimila Lima da Silva, que já desempatou votações importantes. Há ainda pressão política, como a indicação do senador Eduardo Braga (MDB-AM) por Willamy Frota, e precedentes de acomodação de interesses do Congresso, como ocorreu na ANP. O governo mantém uma lista tríplice para preenchimento automático em caso de vacâncias. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
Transição Energética
Brasil e Japão: Cooperação técnica e financeira para o desenvolvimento sustentável
Os governos do Brasil e Japão assinaram, em 25 de março, um memorando com objetivo de fortalecer a cooperação técnica e financeira para a promoção do desenvolvimento sustentável em ambos os países. De acordo com o governo brasileiro, o documento abrange áreas como ações de mitigação das emissões de gases de efeito estufa e adaptação a mudanças climáticas, incluindo a aplicação de tecnologias de sinalização precoce para eventos climáticos extremos, promoção da economia circular e acesso a recursos genéticos. Estão previstos também - como instrumentos de execução da parceria - a realização de diálogos políticos, projetos conjuntos, pesquisas e estudos de viabilidade, compartilhamento de informações e organização de seminários e workshops. "A assinatura do memorando fortalece a cooperação global para o enfrentamento à mudança do clima rumo à COP30 e as relações entre Brasil e Japão em setores importantes para os dois países”, declarou a ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
BNDES capta R$ 1,077 bi no Japão para financiar projetos de energia limpa no Brasil
O BNDES contratou um empréstimo de US$190 milhões (R$1,077 bilhão) com instituições financeiras japonesas, incluindo o JBIC, para financiar projetos de transmissão de energia renovável e biocombustíveis no Brasil, visando reduzir emissões de gases de efeito estufa. A operação, firmada durante a visita oficial do presidente Lula ao Japão, reforça a parceria histórica entre o BNDES e o JBIC, que já totaliza R$18 bilhões em financiamentos desde os anos 1960. Os recursos serão destinados a iniciativas alinhadas com a linha GREEN, focadas em eficiência energética, fontes renováveis e preservação ambiental. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
Brasil apresentará propostas ousadas na COP30, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o Brasil apresentará propostas ousadas na COP30, em novembro, focando em serviços ambientais de floresta em pé e mercado internacional de carbono. Ele destacou a colaboração entre os Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, com avanços em biocombustíveis, energia limpa, títulos verdes e regulamentação do mercado de carbono. Haddad observou que o agronegócio está mais atento às questões ambientais, e a queda no desmatamento tem aberto novos mercados para produtos brasileiros. Além disso, citou um projeto para atrair investimentos em inteligência artificial através de uma política nacional de data centers, aproveitando a energia limpa disponível no país. O ministro enfatizou que o Brasil vive uma oportunidade única na área ambiental, capaz de alavancar desenvolvimento sustentável e captar recursos internacionais, reforçando a posição do país como líder em agendas verdes. (Broadcast Energia – 23.03.2025)
China acelera transição energética e mantém demanda por minério, diz presidente da Vale
O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a China não está recuando em sua agenda de descarbonização, mas sim acelerando os esforços para reduzir emissões. Durante visita ao país, ele observou uma mudança positiva na economia, com maior estímulo ao consumo e crescimento na manufatura, compensando a crise no setor imobiliário. A produção de aço permanece acima de 1 bilhão de toneladas, impulsionada por infraestrutura, energia renovável e veículos elétricos. A Vale vê oportunidades no fornecimento de minério de alta qualidade e níquel, essenciais para a transição energética global. (O Globo – 24.03.2025)
Vale investe em inovação e parcerias com China para mineração sustentável
A Vale está focada em inovação e tecnologias para reduzir emissões, como o "briquete verde", que diminui a pegada de carbono na produção de aço. A empresa também utiliza navios com rotor sail, cortando emissões em 7%. Pimenta destacou a parceria estratégica com a China, maior demandante de minerais críticos, e o alinhamento com o governo brasileiro para investimentos em desenvolvimento econômico. O Brasil, como potência em minerais raros, pode ser protagonista na transição energética global. (O Globo – 24.03.2025)
Vibra começa a oferecer combustível de aviação sustentável no Brasil
A Vibra, distribuidora de combustíveis, anunciou que começou a oferecer no Brasil o combustível de aviação sustentável (SAF), com o produto já disponível na base do Aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Importado, o SAF é produzido a partir de óleo de cozinha usado, uma fonte renovável, e reduz em cerca de 80% as emissões de CO2 em comparação ao combustível convencional. A empresa, que é a primeira a disponibilizar o SAF no país, espera ampliar sua oferta utilizando sua infraestrutura em mais de 90 aeroportos. Embora o SAF seja crucial para reduzir as emissões do setor aéreo, sua produção global ainda é limitada e seu preço elevado, sendo até cinco vezes mais caro que o combustível tradicional. A indústria de aviação tem como meta chegar a 2050 com emissões líquidas zero de carbono. (Valor Econômico - 25.03.2025)
PL 862/2025 libera diesel sem biodiesel e gera críticas ambientais
O PL 862/2025, proposto pelo deputado Marcos Pollon, permite a venda de diesel sem biodiesel, causando preocupação no setor de biocombustíveis e críticas por retrocesso ambiental. O projeto visa atender quem prefere diesel puro, mas pode consolidar uma prática irregular de distribuidoras que já vendem combustível abaixo do teor obrigatório. A ANP regulamentaria a venda, enquanto o setor alerta para riscos à concorrência e à transição energética, especialmente com o aumento de irregularidades e preços altos do biodiesel. O debate surge antes da COP30, colocando o Brasil em foco nas discussões ambientais. (Valor Econômico - 24.03.2025)
Parceria visa mapear potencial energético das correntes oceânicas brasileiras
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em parceria com a PUC-Rio e o Senai/CIMATEC-BA, assinou um protocolo para desenvolver o Atlas do Potencial Hidrocinético Oceânico do Brasil. O projeto visa consolidar dados existentes sobre correntes marítimas e identificar regiões com maior capacidade de geração de energia limpa a partir desse recurso renovável, que converte o movimento da água em eletricidade sem emitir CO₂, contribuindo para a redução de gases de efeito estufa. (EPE – 24.03.2025)
Títulos sociais ganham força em meio à queda de políticas verdes
O mercado de títulos sociais, parte do segmento ESG avaliado em US$ 1,8 trilhão, desafia a desaceleração geral enquanto Donald Trump recua em políticas verdes. Vendas desses títulos dispararam 130% no último ano, totalizando US$ 657 bilhões globalmente. Com aplicações em saúde, habitação e educação, esses títulos emergem como refúgio para investidores ESG, gerando retornos sólidos e rivalizando com os títulos verdes. Grande parte dessa expansão foi impulsionada pela agência Ginnie Mae nos EUA, reclassificando títulos existentes e focando em projetos sociais como famílias de baixa renda e veteranos. (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Lacunas de financiamento desafiam o desenvolvimento sustentável
Embora o mercado de títulos sociais continue crescendo, a ONU estima um déficit anual de US$4 trilhões para alcançar o desenvolvimento sustentável global. Ásia-Pacífico, com maioria de mercados emergentes, contribuiu com apenas US$7,6 bilhões em vendas este ano. Grandes gestoras de ativos estão expandindo investimentos sociais em países em desenvolvimento, como WHEB Asset Management, adquirida pela Foresight Group. Apesar do impacto positivo em transações locais, o financiamento ainda enfrenta desafios em termos de escala e abrangência em mercados emergentes. (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Artigo de Tiago Hayashida: “Esperança em tempos de retrocesso: A liderança que resiste”
Em artigo publicado no Mundo RH, Tiago Hayashida (gerente executivo de finanças e pessoas da CCEE) trata dos desafios de transmitir sinais de esperança ante um cenário marcado pela desconstrução de agendas éticas e sustentáveis. O autor aponta que preocupação com o tema tem respalda em um estuda da Gallup que indicou que 56% das pessoas desejam que a liderança proporcione um ambiente de esperança, reduzindo o sofrimento e ampliando o bem-estar. Contrasta, todavia, que este é um estímulo bastante complexo em um mundo onde a ideologia prevalece sobre a pragmática análise de fatos. Ademais, constata que, apesar de avanços no entendimento sobre a importância da diversidade e da responsabilidade ambiental, políticas essenciais vêm sendo enfraquecidas, como o abandono de regras de transparência climática nos EUA e ataques a programas de inclusão. Segundo o autor, a solução não é simples, mas – parafraseando Silvio Meira – argumenta que “quem tem responsabilidade não deixará de fazer o que é certo, mesmo que seja um esforço solitário”. Dessa forma, conclui que a escolha pelo caminho da consciência social e ambiental cabe à liderança das organizações e, não obstante as adversidades, algumas empresas vêm reforçando seus compromissos, mostrando que a esperança ainda pode ser cultivada por meio de decisões responsáveis e intergeracionais. (GESEL-IE-UFRJ – 26.06.2025)
Crise Climática
Coreia do Sul enfrenta tragédia histórica com incêndios que já destruíram 15 mil hectares
Incêndios florestais sem precedentes na Coreia do Sul já causaram a morte de 18 pessoas e deixaram 19 feridas, com seis em estado grave. As chamas, que atingem a região sudeste do país, se espalham rapidamente devido ao clima seco e aos ventos fortes, destruindo 15 mil hectares e forçando a evacuação de milhares de pessoas, incluindo moradores de uma aldeia tradicional da Unesco. A tragédia é considerada a pior do tipo na história do país. Mais de 6.700 bombeiros e 80 helicópteros estão mobilizados para combater os incêndios, com o apoio de militares dos EUA. O governo sul-coreano está implementando uma resposta nacional em grande escala, mas as autoridades alertam para a persistência das condições climáticas secas, que podem agravar a situação nos próximos dias. Este evento é mais um reflexo de fenômenos climáticos extremos, impulsionados pelo aquecimento global. (Valor Econômico - 26.03.2025)
Empresas
Enel SP: Prefeituras vão entrar com ação conjunta para barrar renovação da concessão
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), informou, em 24 de março, que as prefeituras de 24 municípios atendidos pela Enel moverão ação conjunta para impedir a renovação do contrato de concessão da distribuidora. O contrato da Enel em São Paulo se encerrara em 2028, mas poderia ser estendido conforme nova norma para renovação aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa, no entanto, está envolvida em disputas judiciais por descumprimento da qualidade dos serviços e outras pendências com a Aneel que, enquanto não resolvidas, impedirão a avaliação da possibilidade de renovação contratual. Em sua defesa, a Enel afirmou que está investindo R$ 10,4 bilhões até 2027 para melhorar a infraestrutura e reduzir falhas no fornecimento de energia em sua área de concessão. Também enfatizou que cumpre com todos os compromissos estabelecidos no contrato de concessão e que tem reforçado estruturalmente seu plano operacional. Uma vistoria do Ministério Público em 2024, entretanto, apontou que a empresa deixou de investir R$ 602 milhões na infraestrutura entre 2020 e 2022, resultando em problemas no sistema elétrico. O parecer técnico identificou falhas estruturais que afetam a qualidade do serviço e prejudicam os consumidores. Esse cenário perpetua as tensões entre a Enel e o governo municipal, que, em março de 2024, pleiteou a caducidade da concessão da empresa. (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Itaipu: Assinatura de acordo que prevê R$ 240 mi para compra de terras a indígenas
A Itaipu Binacional assinou, em 24 de março, um acordo com a União e o grupo indígena Avá-guarani para que a hidrelétrica compre terras para indígenas do oeste do Paraná. A região tem um longo histórico de violência envolvendo ruralistas e indígenas. O acordo foi firmado no âmbito de uma ação cível originária movida pela Procuradoria Geral da República (PGR). No processo, a PGR apontava a necessidade de reparação por "violação a direitos humanos e fundamentais" à etnia Avá-guarani em razão "das ações e omissões" das autoridades no processo de construção e instalação da hidrelétrica ainda na década de 1960. Segundo a Itaipu, foram reservados R$ 240 milhões para a aquisição de 3.000 hectares de terras aos indígenas em 2025, podendo ainda ocorrer suplementação em 2026, caso necessário. Após a compra das terras, as autoridades também se comprometeram a fornecer uma estrutura básica para as comunidades indígenas, como água potável, energia elétrica, saneamento básico, acesso à saúde e à educação. O acordo ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). (Folha de São Paulo – 24.03.2025)
Eletronuclear: Novo plano de demissões para aposentados que não aderiram ao PDV
A Eletronuclear anunciou que irá implementar o Plano de Desligamento Complementar (PDC) para cerca de 90 empregados aposentados. Segundo a empresa, a medida visa adequar os custos à remuneração da energia gerada por suas duas centrais nucleares, assegurando sua perenidade e a manutenção dos 2 mil postos de trabalho atuais ocupados por concursados. O PDC será direcionado aos colaboradores já aposentados que estavam contemplados no Plano de Demissão Voluntária (PDV), lançado anteriormente, mas que não aderiram ao programa. A decisão de agora segue as exigências legais e regulamentares aplicáveis às estatais e está em conformidade com a reforma da previdência de 2019, que determinou a extinção do vínculo empregatício nas empresas públicas no momento da concessão da aposentadoria. A organização esclarece ainda que nenhum empregado essencial à operação das usinas será desligado sem que haja um sucessor, garantindo a transferência de conhecimento e a continuidade segura das atividades. O processo de desligamento começará nos próximos dias e será conduzido ao longo de 2025. (Agência CanalEnergia - 24.03.2025)
Aeris registra prejuízo de R$ 833 mi no 4º tri 2024 e aposta na retomada do setor eólico
A Aeris, fabricante de pás eólicas, registrou um prejuízo de R$ 833 milhões no quarto trimestre de 2024, impactado por uma baixa contábil de R$ 751 milhões devido à perda de contratos com grandes clientes como Siemens Gamesa, Nordex e Weg. O prejuízo líquido acumulado no ano foi de R$ 934,1 milhões. A redução da receita líquida foi de 42,5% no trimestre, e 46,5% no ano, devido à desaceleração do setor eólico no Brasil. A empresa, que precisou descomissionar várias linhas de produção, aposta em uma retomada do setor a partir de 2026 e em fortalecer suas exportações, que já representam 31,8% de sua receita. A Aeris também enfrenta desafios financeiros, com uma dívida líquida de R$ 1,18 bilhão, e está negociando a reestruturação da dívida. A entrada de um novo sócio, como a chinesa Sinoma Blade, ainda é uma possibilidade, mas depende das condições oferecidas por investidores. (Valor Econômico - 25.03.2025)
Light: Negociação para renovação da concessão por mais 30 anos avança
A Light reportou avanços na negociação com o governo do Rio de Janeiro para a antecipação da renovação por mais 30 anos da concessão de energia elétrica, que tem término previsto para 2026. Já na esfera federal, onde formalmente a renovação pode ou não ser acontecer, a informação é que os entendimentos com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estão acertados. (O Globo – 23.03.2025)
Cemig projeta exposição de 700 MW médios no 1° tri 2025, devido ao descasamento no PLD
No primeiro trimestre de 2025, a Cemig enfrenta um descasamento no Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) entre os submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul em comparação com o Norte e Nordeste. Isso resultará em uma exposição de 700 MWmed para a empresa, segundo Marcus Vinicius de Castro Lobato, superintendente de Planejamento de Comercialização da Cemig. Essa exposição é 100 MWmed menor do que a registrada no último trimestre de 2024. A empresa tem sua energia contratada principalmente no Sudeste/Centro-Oeste, onde o PLD chegou a ultrapassar R$ 400,00 por MWh, enquanto sua geração de energia está concentrada no Nordeste, com um PLD próximo ao piso regulatório de R$ 58,60 por MWh. Esse descompasso resulta na exposição da Cemig, que deve ser de aproximadamente 700 MWmed no primeiro trimestre de 2025. Durante a teleconferência de resultados do quarto trimestre de 2024, o executivo explicou que a exposição no último trimestre do ano passado foi sazonalizada. A situação atual reflete a disparidade nos preços de energia entre os submercados, impactando a empresa no curto prazo. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Brava/Oddone: Não está no radar vender participação adicional de Atlanta
O presidente da Brava Energia, Décio Oddone, afirmou recentemente que a empresa não tem planos de vender mais uma parcela de sua participação no campo de Atlanta, localizado na Bacia de Santos. Em setembro do ano passado, a Brava concluiu a venda de 20% de participação nos campos de Atlanta e Oliva por US$ 309 milhões para a empresa americana Westlawn Americas Offshore. Oddone declarou que a empresa pretende manter sua participação de 80% em Atlanta, indicando que não repetirá o movimento de venda. Essa decisão sugere que a Brava está comprometida em manter sua presença e investimentos em Atlanta, mesmo diante de oportunidades de parcerias ou venda de participações. A postura da empresa pode refletir sua estratégia de longo prazo e a confiança na rentabilidade e potencial de crescimento do campo de Atlanta. A manutenção da participação majoritária também pode fortalecer a posição da Brava no mercado de energia, garantindo-lhe controle e influência sobre as operações e decisões relacionadas a esse ativo. A declaração de Oddone lança luz sobre a visão e os planos da Brava Energia para o futuro, destacando sua abordagem cautelosa e estratégica em relação aos seus ativos na Bacia de Santos. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Neoenergia Elektro investirá R$ 40 mi para modernização de redes em 3 municípios de SP
A Neoenergia Elektro anunciou um investimento significativo de R$ 40 milhões para modernizar a infraestrutura nos municípios de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Santo Antônio do Pinhal, localizados na Serra da Mantiqueira. Esses aportes abrangem a expansão, modernização e manutenção do sistema elétrico dessas regiões até 2029. No decorrer deste ano, a empresa pretende destinar R$ 4 milhões, priorizando ações de inspeção e manutenção preventiva da rede urbana. Ademais, está prevista a realização de obras de melhoria em 7 quilômetros de rede, visando torná-las mais robustas para suportar o aumento de carga e garantir o equilíbrio com a vegetação local. Essas iniciativas representam um passo significativo para aprimorar a qualidade e a confiabilidade do fornecimento de energia nessas localidades, promovendo benefícios tanto para os moradores quanto para o desenvolvimento econômico regional. A Neoenergia Elektro reafirma seu compromisso em investir em infraestrutura moderna e eficiente, contribuindo para a construção de um sistema elétrico mais resiliente e sustentável. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Voith Hydro: Chegada de novo CEO
A Voith Hydro anunciou a assunção de Jan Lüder como novo Presidente e CEO da companhia. O executivo assumirá o cargo no dia 1 de abril e passará a integrar o Conselho de Administração Corporativo do Grupo Voith. Segundo comunicado da empresa, Jan Lüder é formado em engenharia elétrica pela Universidade Técnica de Berlim, na Alemanha, e, ao longo de sua carreira, acumulou passagens por empresas como a Siemens AG, ThyssenKrupp e Sulzer AG, tendo ocupado cargos de liderança em divisões de tecnologias, soluções industriais e geração de energia. (Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Solfácil: Chegada de novo CTO
A Solfácil comunicou a chegada de Mateus Neves para o cargo de Chief Technology Officer (CTO). A assunção do executivo coincide com um momento de aceleração tecnológica da companhia, que recentemente atualizou suas plataformas de financiamento e distribuição e ampliou o portfólio com produtos como baterias. Com passagens por empresas de inovação no agronegócio, Neves assume o cargo com a missão de fortalecer a frente tecnológica da Solfácil, com foco no uso de inteligência artificial (IA) para apoiar integradores e ampliar a eficiência de produtos e processos. O executivo possui doutorado (Ph.D) pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) da Unicamp. Ele também atuou em iniciativas em parceria com o Departamento de Energia dos EUA, voltadas à sustentabilidade e eficiência energética. (Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Leilões
Governo esbarra na Petrobras por menor preço em leilão de gás natural
O governo está trabalhando para viabilizar o primeiro leilão de oferta de gás natural do pré-sal, considerando três cenários de redução de preço, sendo um deles com um corte de até 70% sobre o valor atual praticado pela Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal que representa a União nos contratos de partilha. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, argumenta a favor da redução de preço, destacando que o gás natural brasileiro está entre os mais caros do mundo. A PPSA utilizará cálculos apresentados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) para buscar a redução do preço da molécula de gás esperada para o leilão. Fontes oficiais indicam que esses cálculos serão usados para confrontar a Petrobras, que defende a manutenção dos atuais patamares de preços e condições contratuais. A Petrobras controla 100% das UPGNs e detém participação majoritária nos gasodutos de escoamento (Rota 1, 2 e 3) que operam com o gás extraído da Bacia de Santos. A empresa afirmou que não irá comentar o assunto quando procurada. Este movimento do governo e das empresas do setor de petróleo e gás evidencia a busca por uma maior competitividade no mercado brasileiro de gás natural, visando atrair investimentos e impulsionar o setor. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Aneel abre consulta pública para aprimorar regras de contratação de energia no Leilão A-5
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a abertura de uma consulta pública para aprimorar as regras de contratação de energia, focando em novos projetos de concessão de hidrelétricas com entrada em operação até cinco anos, no "Leilão A-5". A consulta, que estará disponível de 26 de março a 12 de maio, visa definir empreendimentos com prazo de suprimento de 20 anos, com início de operação em 1º de janeiro de 2030. A sessão pública do leilão está prevista para 22 de agosto, e o edital de licitação deverá ser publicado em 23 de julho. (Valor Econômico - 25.03.2025)
Oferta e Demanda de Energia Elétrica
MME/Silveira: Linhão que liga Roraima ao Sistema Interligado deve ser finalizado até o fim do ano
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que as obras do linhão de transmissão que conecta Manaus a Boa Vista estão 80% concluídas e devem ser finalizadas até o fim do ano, com um investimento total de R$ 2,6 bilhões. A Linha de Transmissão (LT) Tucuruí 500 kV, parte do projeto, promete economizar mais de R$ 1 bilhão por ano para os consumidores brasileiros, principalmente através da redução do custo da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). Essa economia será alcançada com o desligamento de térmicas a óleo, beneficiando áreas não integradas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A responsabilidade pela construção é da Transnorte Energia (TNE), consórcio formado por Alupar (51%) e Eletronorte (49%), controlada pela Eletrobras. A linha de transmissão de 500 kV possui três subestações e aproximadamente 1.390 torres de transmissão. O ministro afirmou que a obra deve ser inaugurada até dezembro, com a energia fluindo pelo Linhão. Este projeto é crucial para a integração energética e a redução de custos para os consumidores brasileiros. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
ANA concede outorgas para uso de recursos hídricos a usinas da Cemig (MG) e Copel (PR)
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) emitiu outorgas para aproveitamento hidrelétrico a duas usinas: à Cemig GT, para a usina de Irapé (MG), e à Copel, para a usina Foz do Areia (PR). As autorizações foram publicadas no Diário Oficial da União em 25/03/2025. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
ONS reduz projeção para carga do Sistema Interligado em março e prevê alta anual de 3,8%
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo a expectativa de carga de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) para março, passando a esperar uma demanda menor de 86.637 MWmed, o que representa uma alta anual de 3,8%, abaixo da previsão anterior de 4,2%. No Sudeste/Centro-Oeste, principal centro de carga do país, a estimativa caiu de 49.490 MWmed para 49.476 MWmed, com crescimento anual de 3,5% em vez dos 3,6% esperados anteriormente. No Sul, a estimativa também reduziu de 15.831 MWmed para 15.551 MWmed, representando um aumento de 5,9% em relação a 2024, contra os 7,8% previstos anteriormente. No Nordeste, a demanda esperada passou de 13.878 MWmed para 13.802 MWmed, indicando um crescimento anual de 1,4% em vez de 1,9%. Já no Norte, a expectativa de carga subiu para 7.808 MWmed, em comparação com os 7.796 MWmed anteriores, resultando em um aumento anual de 5,5% ao invés de 5,4%. Essas revisões apontam para uma redução na demanda de energia elétrica no SIN em março, refletindo possíveis mudanças nos padrões de consumo e nas condições econômicas do país. (Broadcast Energia – 24.03.2025)
Mobilidade Elétrica
Fábrica de baterias da Toyota será adiada e reavaliada devido à queda na demanda por VEs
A Toyota adiou a construção de uma fábrica de baterias no sudoeste do Japão devido à desaceleração da demanda global por veículos elétricos. A montadora reavalia sua estratégia e, embora ainda planeje avançar com a construção, reconsiderará os produtos a serem fabricados e a escala da operação. A fábrica, inicialmente prevista para produzir baterias de alta performance para veículos elétricos, deve iniciar operações em 2028, mas o plano de localização foi adiado. A demanda por carros elétricos tem se tornado mais imprevisível, com a Toyota reduzindo suas metas de produção de veículos elétricos e focando em híbridos, enquanto se expande na China com novos modelos e fábricas. O impacto do adiamento na economia local e no emprego da região de Fukuoka é aguardado com otimismo pelo governador. (Valor Econômico - 25.03.2025)
Energias Renováveis
BNDES aprova R$ 690 mi para projeto de parques eólicos
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou financiamento de R$ 690 milhões para a construção de dois parques de um complexo eólico no Rio Grande do Norte. O valor é destinado a uma subsidiária da empresa Casa dos Ventos, a TGR Subholding 1 S.A. Os dois parques vão integrar o complexo eólico Serra do Tigre, nos municípios de Campo Redondo, Currais Novos, Lajes Pintadas e São Tomé. Do financiamento, a maior parte é do Fundo Clima, o projeto financiado tem investimento total estimado em R$ 889,4 milhões. O BNDES afirma que a construção do complexo deve gerar cerca de 3.500 empregos diretos e indiretos. Por fim, o financiamento contempla os parques Ventos de São Rafael 03 e 06, com capacidade instalada total de 121,5 MW. (Folha de São Paulo – 26.03.2025)
EDP: Obtenção de aval para operação em teste de novas turbinas em usinas eólicas no RN
A EDP Brasil recebeu autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a operação em teste duas unidades geradoras (UG) de diferentes usinas eólicas construídas em Pedra Preta, no Rio Grande do Norte. Os empreendimentos contempladas no aval são a UG 4 da usina eólica Itaúna II e a UG 3 da eólica Itaúna III – ambas de 5,9 MW. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
Metrô de SP terá energia limpa com parceria entre CGN Brasil e Pontoon
A CGN Brasil Energia firmou parceria com o Metrô de São Paulo e a Pontoon Energia para autoprodução de energia renovável. O contrato de longo prazo, com duração de 15 anos e início previsto para 2027, garantirá o abastecimento de parte da demanda energética do metrô com fontes solar e eólica provenientes do Complexo Lagoa do Barro, no Piauí. Com isso, os trens das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata passarão a operar com energia limpa. A expectativa é evitar a emissão de mais de 200 mil toneladas de CO₂ ao longo dos 15 anos de contrato e uma economia de R$ 12 milhões por ano com a autoprodução de energia.(Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Hidroenergia envia rotor para a UHE Rasgão
A Hidroenergia enviou no último sábado, 22 de março, um rotor de 48 toneladas e 5m de diâmetro para uma das unidades geradoras da UHE Rasgão. A hidrelétrica, que pertence à Empresa Metropolitana de Águas e Esgoto S.A. (EMAE) de São Paulo. Devido às grandes dimensões e à alta complexidade da peça, a operação de expedição precisou ser organizada nos mínimos detalhes, envolvendo equipe de planejamento, montagem, engenharia e logística. Em um contexto geral durou três dias de processo. A peça passara por três estados e diversos municípios, sendo que em Barueri, Santana do Parnaíba e Pirapora do Bom Jesus foram necessárias licenças especiais para trafegar. Ademais, a previsão é que o trajeto seja percorrido em duas semanas. Chegando à usina, a equipe de obras e engenheiro residente da Hidroenergia receberão o rotor para montagem.(Agência CanalEnergia - 25.03.2025)
Gás e Termelétricas
Naturgy: Aporte de R$ 676 mi para ampliar serviço de gás encanado no interior do RJ
A Naturgy comunicou que investirá na construção de novos gasodutos e infraestruturas para reforçar e expandir o atendimento à demanda crescente do combustível no interior do estado do Rio de Janeiro. Para a ação, será mobilizado aporte de R$ 672,3 milhões nos próximos dois anos. Segundo a companhia, a ideia é levar, pela primeira vez, gás canalizado a Araruama e ampliar a rede em 17 municípios, como Barra Mansa, Barra do Piraí, Itatiaia, Piraí, Porto Real, Angra dos Reis. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
MME consulta relatório sobre preço da energia da térmica Jorge Lacerda
O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu consulta pública por 20 dias sobre relatório técnico da EPE que avalia o preço da energia do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, vinculado ao Contrato de Energia de Reserva (CER) do Programa de Transição Energética Justa. O documento está disponível no portal do MME, dando continuidade às discussões iniciadas em 2024 sobre a proposta da Aneel para comercialização da energia da termelétrica, movida a carvão e adquirida pela FRAM Capital em 2021. O programa visa uma transição energética equilibrada na região carbonífera de Santa Catarina. (Broadcast Energia - 25.03.2025)
Wärtsilä testa motor movido a etanol na termelétrica de Suape II, em Recife
A Wärtsilä, multinacional finlandesa, firmou um acordo para realizar testes com um motor movido a etanol na termelétrica de Suape II, em Recife, que se tornará a primeira usina térmica do mundo a operar com esse combustível. O motor, desenvolvido para funcionar com etanol produzido a partir de cana-de-açúcar, será instalado no terceiro trimestre de 2025 e os testes devem começar em abril de 2026, com duração de cerca de cinco meses. A iniciativa faz parte da busca pela transição energética e pode oferecer uma solução para a instabilidade do sistema elétrico brasileiro, complementando fontes renováveis como solar e eólica. Caso os testes sejam bem-sucedidos, a usina poderá adotar o etanol como combustível principal, contribuindo para a descarbonização do setor energético. (Valor Econômico - 26.03.2025)
Biblioteca Virtual
CASTRO, Nivalde de; FRANÇA, Fernando; BRANDÃO, Roberto. "Impactos da geração distribuída no Setor Elétrico Brasileiro".
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MARTINI, Sidnei; CANEPPELE, Fernando de Lima. "Tempestades, quedas de árvores e apagões: o custo da inação na infraestrutura urbana e elétrica".
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HAYASHIDA, Tiago. “Esperança em tempos de retrocesso: A liderança que resiste”.
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