IFE
05/12/2023

IFE Diário 5.856

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

IFE
05/12/2023

IFE nº 5.856

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

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IFE Diário 5.856

Regulação

Aneel: Reunião sobre envio de projetos para 2ª Chamada de Sandboxes Tarifários

Em 6 de dezembro de 2023, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) conduzirá uma reunião online para discutir o envio de projetos à 2ª Chamada Pública de Sandboxes Tarifários, sem estabelecer temas prioritários. A nota divulgada pela agência destaca que a reunião técnica visa esclarecer dúvidas de representantes das distribuidoras de energia e das entidades executoras de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, como consultorias, academia e startups. A Aneel enfatiza que essa iniciativa oferece às distribuidoras a oportunidade de desenvolver modelos de negócios e testar técnicas e tecnologias, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela agência. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Transição Energética

Brasil apresenta plano de transformação ecológica na COP28

O governo brasileiro lança nesta sexta-feira, na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28), em Dubai, o plano de Transformação Ecológica. A apresentação será aberta ao público na Action Arena, um dos pavilhões do centro de exposições da COP28. Capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esse programa pretende impulsionar o Brasil na disputa por espaços em áreas como bioeconomia e energia limpa. Antes mesmo do lançamento oficial, Haddad se reuniu hoje com investidores internacionais, com vistas a captar recursos para o País, em encontro organizado pela AYA Partners, uma entidade internacional que articula conexões e negócios da economia verde. Em discurso durante a abertura do evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o plano e criticou a falta de compromisso dos países, que afeta a credibilidade dos acordos celebrados. "O não cumprimento dos compromissos assumidos corrói a credibilidade do regime. É preciso resgatar a crença no multilateralismo", afirmou. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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COP28: Lula cita plano do Brasil por transformação ecológica e critica ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje, durante discurso na abertura da COP28, o plano de Transformação Ecológica, que será lançado nesta sexta-feira no evento em Dubai. Capitaneado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esse programa pretende impulsionar o Brasil na disputa por espaços em áreas como bioeconomia e energia limpa. O presidente criticou também a falta de compromisso dos países afetar a credibilidade dos acordos celebrados e questionou o fato de a ONU não conseguir promover a paz no planeta. "O não cumprimento dos compromissos assumidos corrói a credibilidade do regime. É preciso resgatar a crença no multilateralismo", afirmou. "É inexplicável que a ONU, apesar de seus esforços, se mostre incapaz de manter a paz, simplesmente porque alguns dos seus membros lucram com a guerra. É lamentável que acordos como o Protocolo de Kyoto ou os Acordos de Paris não sejam implementados. Governantes não podem se eximir de suas responsabilidades”, acrescentou. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Transformação ecológica necessita de US$160 bi/ano, diz Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta sexta-feira, 1º de dezembro, na Conferência do Clima (COP28), em Dubai, que quase uma centena do iniciativas do Plano de Transformação Ecológica deverão ser lançadas até a COP 30, que vai acontecer daqui a dois anos, em Belém (PA). Haddad citou estudos da iniciativa privada mostrando que a transformação da economia poderia gerar de 7,5 a 10 milhões de empregos em todos os setores, mas serão necessários investimentos adicionais de US$ 130 bilhões a US$160 bilhões por ano na próxima década, principalmente em infraestrutura para ações de adaptação, produção de energia, indústria e mobilidade. (CanalEnergia - 01.12.2023)
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COP28/Governo Biden declara apoio ao Plano de Transformação Ecológica do Brasil

O governo dos Estados Unidos declarou apoio ao Plano de Transformação Ecológica (PTE) do Brasil e a intenção de trabalhar conjuntamente com o País na pauta da mudança climática. Um comunicado oficial conjunto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do enviado do presidente Joe Biden para questões de clima, John Kerry, informa que serão criados grupos de trabalho com a primeira reunião programada para fevereiro do ano que vem, antes da Reunião Ministerial das Finanças do G20. Haddad e Kerry se encontram logo mais (às 13h, horário em Dubai) no pavilhão brasileiro na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), que ocorre em Dubai (Emirados Árabes Unidos). (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Reino Unido e Brasil firmam contrato para repasse de £80 mi

Durante a COP 28, o Reino Unido anunciou um adicional de £35 milhões ao Fundo Amazônia, elevando sua contribuição total para mais de R$ 700 milhões. O contrato com o BNDES também foi firmado para o repasse de £80 milhões prometidos pelo primeiro-ministro Rishi Sunak ao presidente Lula. A ministra Claire Coutinho fez o anúncio em reunião com Marina Silva e Aloizio Mercadante. Além disso, serão revelados na COP outros projetos de cooperação entre o Reino Unido e o Brasil, incluindo dois hubs de hidrogênio e descarbonização da indústria. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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Brasil se torna observador associado na Opep+

O presidente Lula confirmou que o Brasil se tornará um observador associado na Opep+, após um convite formalizado durante sua visita à Arábia Saudita. Em um evento na COP 28, Lula enfatizou que o Brasil não influenciará as decisões da Opep, mas participará para promover investimentos em energias renováveis e preparar nações petrolíferas para a transição energética, focando no hidrogênio verde. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, vê a entrada do Brasil na Opep+ como uma oportunidade para avançar o debate sobre economia verde. O Brasil, com uma produção diária de cerca de 3,67 milhões de barris de petróleo, junta-se aos países que juntos produzem 16,5 milhões de barris por dia, enquanto os membros da Opep produzem 28,7 milhões, liderados pela Arábia Saudita. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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Governo brasileiro defende investimento em energias limpas na Opep+

Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, está considerando a criação de uma subsidiária da empresa no Oriente Médio, chamada "Petrobras Arábia", com localização a ser definida. O presidente Lula confirmou a participação do Brasil como observador na Opep+, apesar das críticas sobre a aparente contradição com o compromisso pela descarbonização. Em resposta, Lula e ministros como Marina Silva e Alexandre Silveira, junto com Prates, argumentam que o Brasil usará sua posição na Opep+ para incentivar países produtores de petróleo a investir em energias limpas, especialmente o hidrogênio verde, como alternativa aos combustíveis fósseis. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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Bird e BNDES anunciam parceria para fomentar indústria de baixo carbono no Brasil

Durante a COP28, o Banco Mundial e o BNDES anunciaram uma parceria para fomentar a indústria de baixo carbono no Brasil. Um memorando de entendimento foi assinado para desenvolver mecanismos financeiros e apoiar projetos na cadeia de hidrogênio de baixo carbono, incluindo energia renovável, logística, infraestrutura e descarbonização industrial. Há um diálogo sobre uma linha de crédito de até US$ 1 bilhão do Banco Mundial para criar um fundo de riscos para projetos de hidrogênio. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, vê isso como uma chance para promover uma reindustrialização verde no Brasil e diversificar a matriz energética limpa. A iniciativa busca impulsionar investimentos privados em hidrogênio de baixo carbono, acelerando a transição do Brasil para uma economia limpa e possibilitando a descarbonização dos setores de transporte, urbano e industrial, reduzindo as emissões de GEE e aumentando a competitividade do Brasil na produção de bens e serviços verdes para mercados internacionais.(Valor Econômico - 02.12.2023)
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COP28/Fazenda e BID iniciam criação de plataforma para investimentos 'verdes'

O Ministério da Fazenda e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram hoje a criação de uma plataforma de hedge cambial para investimentos “verdes”. A proteção da variação cambial é um dos obstáculos para o Brasil atrair recursos estrangeiros, segundo o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Ilan Goldfajn. A criação da plataforma ajuda a eliminar essa barreira e incentiva o desenvolvimento de projetos verdes. O ministério e o BID estimam que a plataforma tem o potencial de mobilizar coberturas de até US$ 3,4 bilhões. O plano do governo brasileiro e do banco multilateral é que o mecanismo de proteção cambial esteja disponível já no ano que vem. O objetivo é atrair investidores em projetos de adaptação e mitigação ambiental, como reflorestamento, infraestrutura resiliente a tempestade em cidades, transição energética, hidrogênio verde ou agricultura de baixo carbono. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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COP28: BNDES lança edital de R$ 450 mi para projetos de restauração florestal

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou na tarde deste sábado (horário em Dubai) um edital de R$ 450 milhões para investir na restauração de grandes áreas desmatadas ou degradadas do bioma amazônico. A chamada faz parte de um programa maior, denominado Arco de Restauração na Amazônia. Os recursos irão sair do Fundo Amazônia, formado por doações de fundos soberanos. O Restaura Amazônia vai selecionar três organizações com experiência e capacidade para atuar como parceiros gestores da iniciativa nos territórios. Cada um será responsável por uma das três macrorregiões estabelecidas: Estados do Acre, Amazonas e Rondônia; Mato Grosso e Tocantins; e Pará e Maranhão. (Broadcast Energia - 02.12.2023)
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BEI e BNDES discutem linha de crédito de € 300 mi para ações climáticas

O Banco Europeu de Investimento (BEI) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram um protocolo de intenções na COP 28, em Dubai, no intuito de explorar oportunidades de cofinanciamento nos setores das energias renováveis, meio ambiente e social, incluindo a Amazônia. A ideia é reforçar a coordenação entre as duas instituições, promovendo atividades conjuntas para buscar garantir maior complementaridade e coesão dos trabalhos. Foi citada a possível definição de uma linha de crédito de até € 300 milhões, a ser destinada especialmente aos segmentos de água e saneamento. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Eletrobras e BNDES fecham acordo para descarbonização e recuperação de bacias

A Eletrobras e o BNDES definiram um acordo de cooperação para efetivação de parcerias visando a descarbonização da Amazônia e recuperação de bacias hidrográficas. Sob a recomendação do Ministério de Minas e Energia e em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil, as empresas irão promover na COP 28, em Dubai, o evento Fundos para Aceleração da Transição Energética do Brasil, no intuito de apresentar a iniciativa, com a presença do ministro Alexandre Silveira. Além de investimentos socioambientais envolvendo regiões de bacias, menor pegada de carbono no Norte, a parceria prevê ações para melhoria da navegabilidade dos rios Madeira e Tocantins, além de projetos para interligar comunidades isoladas. A ideia é focar no desenvolvimento de união de forças e expertise por meio de matchfunding de restauro ambiental, visando alavancar recursos que serão investidos nos fundos regionais. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Mercadante diz que IRA/EUA é plano Marshall ao contrário e penaliza emergentes

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou neste sábado que a lei climática americana - chamado Inflation Reduction Act (IRA) - retira a competitividade de empresas de economias emergentes, como o Brasil. Em um painel durante a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), que ocorre em Dubai (Emirados Árabes Unidos), Mercadante disse que o IRA é um “Plano Marshall ao contrário”, referindo-se ao programa americano que apoiou a reconstrução de países penalizados durante a Segunda Guerra Mundial. A lei climática americana oferece incentivos fiscais para a produção nos Estados Unidos de painéis solares, veículos elétricos e outros produtos de energia renovável feitos com metais extraídos nos Estados Unidos ou países com acordos de livre comércio com os EUA. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Brasil perde R$ 10 bi anuais em créditos de carbono por desmatamento

O estudo da Kognita Lab e da Fundação Dom Cabral revela que o Brasil perde cerca de R$ 10 bilhões anuais em créditos de carbono devido ao desmatamento, com a região Norte sendo a mais afetada. Se o mercado fosse regulamentado e não houvesse perda florestal, cada unidade federativa poderia ganhar a partir de US$ 3 milhões anuais, com o Pará podendo obter até US$ 515 milhões. Utilizando dados do Prodes e algoritmos estatísticos, os autores estimaram a receita potencial baseada no volume de CO2 emitido pelo desmatamento. Cada crédito de carbono, avaliado conservadoramente em US$ 4,30, corresponde a uma tonelada de CO2. O levantamento não considerou os custos operacionais da venda de créditos, indicando que o lucro real seria menor. (Valor Econômico - 04.12.2023)
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COP30 vai mostrar uma Amazônia que é fauna e flora, mas que é, sobretudo, gente

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta sexta-feira em jantar oferecido em Dubai junto ao xeique Mohammed Bin Zayed, dos Emirados Árabes, que a COP30, a ser realizada em Belém em 2025, "vai apresentar ao mundo uma Amazônia que é fauna e flora, mas que é, sobretudo, gente". Lula e a primeira-dama, Janja, foram os anfitriões do jantar 'Amazônia: Uma experiência imersiva', em Dubai. O presidente está nos Emirados Árabes para a COP28, realizada de 30 de novembro a 12 de dezembro. A comitiva brasileira, porém, retorna ao País na semana que vem. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Brasil tem potencial para liderar no setor energético sustentável

O presidente em exercício Geraldo Alckmin destacou a importância da reforma tributária para melhorar as perspectivas fiscais do Brasil e enfatizou a necessidade de aumentar a competitividade e produtividade. Ele ressaltou que, apesar da queda dos juros e da inflação e do crescimento do PIB, o país não deve se acomodar. Alckmin apontou que o Brasil tem potencial para liderar no setor energético sustentável, especialmente no desenvolvimento de combustível de aviação sustentável (SAF) e hidrogênio verde, áreas que representam oportunidades significativas para a indústria química e a economia verde. (Valor Econômico - 04.12.2023)
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Presidente da Petrobras defende papel da empresa no futuro da energia

Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, destacou a importância da empresa na transição energética durante a COP28, enfatizando que o mundo ainda necessita de petróleo e que as receitas petrolíferas devem ser investidas na transição energética. Ele mencionou que a Petrobras é essencial para essa transição devido à sua tecnologia avançada, equipe qualificada e presença global. A empresa está expandindo sua participação em projetos de conservação e estratégias de créditos de carbono para acelerar a descarbonização no Brasil, tendo já realizado a primeira compra de créditos de carbono no segundo semestre do ano e planejando continuar nesse caminho. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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CCUS e hidrogênio de baixo carbono são apostas da Petrobras para descarbonização

A Petrobras firmou um protocolo de intenções com o governo do Rio de Janeiro durante a COP-28 em Dubai, visando a avaliação de projetos-piloto para um hub de captura e armazenamento de CO2 (CCUS). O acordo também prevê a análise de soluções de descarbonização, como o hidrogênio de baixo carbono. A empresa já planeja desenvolver um projeto-piloto de CCUS no norte fluminense, com capacidade de armazenar 100 mil toneladas de CO2 anualmente, utilizando infraestrutura existente e conhecimento técnico adquirido em suas operações de exploração e produção no Estado. Este conhecimento será essencial para a futura implementação de um hub de CCUS em grande escala no Rio de Janeiro. (Valor Econômico - 04.12.2023)
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Unigel avança com projeto de maior fábrica de hidrogênio verde do mundo

A Unigel está avançando com seu projeto para estabelecer a maior fábrica de hidrogênio verde e amônia verde do mundo em Camaçari, Bahia, com previsão de início de operação em 2024. A fábrica terá capacidade inicial de produção de 100 mil toneladas anuais de hidrogênio verde e 600 mil toneladas anuais de amônia verde. Os eletrolisadores necessários já estão prontos na Espanha. Apesar de enfrentar desafios financeiros, a Unigel busca um sócio estratégico para o projeto e está otimista com a renegociação de suas dívidas. O presidente da empresa, Roberto Noronha Santos, defende o papel da indústria química na sustentabilidade e vê o Brasil como um líder potencial em energia renovável e sustentabilidade. (Valor Econômico - 04.12.2023)
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Colômbia se compromete a acabar com uso de combustíveis fósseis

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reafirma sua posição como líder ambiental na América do Sul, defendendo que a transição ecológica deve ser financiada por fundos públicos e não pelo setor privado. Ele propõe uma nova arquitetura global que inclui um pacto entre países de diferentes níveis econômicos e sugere a substituição de dívidas externas por serviços ambientais. Enquanto o Brasil se aproxima da Opep+, Petro assina a adesão da Colômbia ao tratado de não proliferação de combustíveis fósseis, alinhando-se com pequenos países e organizações que se opõem à exploração de novas reservas de combustíveis fósseis. A Colômbia se torna o primeiro país latino-americano a se comprometer formalmente com o fim do uso de combustíveis fósseis, apoiando a missão de limitar o aquecimento global a 1,5ºC, em contraste com as ações do Brasil na Opep+. No cenário internacional, o presidente Lula enfrenta desafios, como a oposição do presidente francês Emmanuel Macron ao Acordo UE-Mercosul, considerando-o desatualizado e insuficiente para as questões climáticas e de biodiversidade. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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Kerry discorda que lei climática dos EUA reduz competitividade de países como Brasil

O enviado do presidente dos EUA, Joe Biden, para questões de clima, John Kerry, discorda que a lei climática do país reduz a competitividade de economias emergentes, como o Brasil. Kerry participou de breve entrevista coletiva à imprensa brasileira nesta tarde (horário em Dubai), depois de reunir-se com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Realmente não acredito nisso”, disse Kerry. Mais cedo, durante um painel na 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que a lei climática americana - chamado Inflation Reduction Act (IRA) - retira a competitividade de empresas de economias emergentes. (Broadcast Energia - 02.12.2023)
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EUA se comprometem com redução gradual de geração de energia a base de carvão

John Kerry, o enviado especial dos EUA à 28ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP28), que ocorre nos Emirados Árabes, anunciou que o país estava se juntando à Powering Past Coal Alliance, o que significa que a administração Biden se compromete a não construir novas usinas de carvão e a eliminar gradualmente as usinas existentes. Nenhuma data foi fornecida para quando as usinas existentes teriam que ser desativadas. “Trabalharemos para acelerar a eliminação progressiva do carvão em todo o mundo, construindo economias mais fortes e comunidades mais resilientes”, disse Kerry. “O primeiro passo é parar de agravar o problema: parar de construir novas centrais termoelétricas a base de carvão.” (Broadcast Energia - 02.12.2023)
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COP28: Guterres alerta para distância de metas fechadas no Acordo de Paris

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou nesta sexta-feira que os países estão a "quilômetros" de cumprir o Acordo de Paris, celebrado em 2015 para conter o aquecimento global. "Os sinais vitais da Terra estão falhando: emissões recorde, incêndios ferozes, secas mortais e o ano mais quente de todos", disse. "Estamos a quilômetros dos objetivos do Acordo de Paris, e a poucos minutos da meia-noite para o limite de 1,5 graus". Durante seu discurso na sessão de abertura da COP-28, em Dubai, Guterres fez um apelo aos chefes de Estado para que ajam rápido para evitar a catástrofe global. "Mas não é tarde demais. Vocês podem evitar que o planeta colapse e queime. Temos as tecnologias para evitar o pior do caos climático, se agirmos agora", disse. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Líderes globais avançam na luta contra emissões de metano

Os líderes globais, incluindo o governo Biden e a União Europeia, estão avançando na luta contra as emissões de metano, um potente gás de efeito estufa, através de novos regulamentos e incentivos financeiros. A regra final sobre metano dos EUA exige que os produtores de petróleo e gás tapem vazamentos e interrompam a queima de gás, com inspeções regulares para evitar que o metano escape para a atmosfera. A UE propôs regras semelhantes e exigirá rastreamento e relatório de metano para importações e exportações a partir de 2027. Além disso, um fundo de US$ 1 bilhão foi anunciado por John Kerry para ajudar países de baixa renda a reduzirem suas emissões de metano. A China, o maior emissor mundial de metano, não aderiu ao Compromisso Global de Metano, mas concordou em incluir o metano em seu plano climático para 2035. A nova regra do metano dos EUA visa evitar 58 milhões de toneladas de emissões de metano até 2038, com impacto imediato no clima atual. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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BTG/Mansueto: Todos os países terão subsídio para transição energética

O economista chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida, afirmou que assim como tem havido em outros países, o Brasil terá subsídios para promoção da transição energética. Para o economista, porém, mais do que incentivos, é preciso apresentar regras claras para atração de investimentos promovendo um mix entre regulatório e incentivo. Ele ponderou, no entanto, que tecnologias como a geração eólica e solar hoje precisam mais de “estabilidade de regra” do que incentivos, que devem ter foco em inovação e que quando fala em subsídios não se refere ao setor elétrico especificamente, mas a uma visão mais ampla da transição energética. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Isa Cteep firma parceria com IHP para mapear áreas no Pantanal

A Isa Cteep anunciou uma nova parceria com o Instituto Homem Pantaneiro (IHP) para o mapeamento das áreas florestais no Pantanal, com potencial para o desenvolvimento de novos projetos de preservação e recuperação para a geração de créditos de carbono. Esses créditos são instrumentos de incentivo à preservação, desenvolvidos no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) para recompensar financeiramente áreas por seus resultados de redução de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). A iniciativa, segundo a companhia, faz parte do Conexão Jaguar, programa de sustentabilidade desenvolvido desde 2019 pela Isa e suas empresas com o propósito de promover a conservação da biodiversidade, a mitigação das mudanças do clima e o desenvolvimento de comunidades. O foco é apoiar a implementação de projetos em áreas prioritárias para a conservação do habitat da onça-pintada, o que contribui para a mitigação das mudanças climáticas em linha com a transição energética, na medida em que incentiva e fortalece a captura e o estoque de carbono. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Transição energética divide acionistas da Origin Energy

A oferta de US$ 11 bilhões pela Origin Energy, uma das principais empresas de energia da Austrália, foi rejeitada pelos acionistas, refletindo estratégias divergentes na transição energética. Cerca de 69% dos acionistas apoiaram a aquisição pelo consórcio da Brookfield Asset Management, porém, não atingiu o limiar de 75% para aprovação. A proposta rejeitada permite uma nova oferta se o consórcio adquirir mais de 4,9% da empresa. Enquanto o AustralianSuper vê valor acrescido nos ativos da Origin devido à transição energética, o governo australiano prometeu apoiar novos projetos renováveis. A Brookfield, por sua vez, acredita que pode acelerar a mudança da Origin para energia limpa, planejando investir até US$ 30 bilhões em energia renovável e armazenamento até 2033. (Valor Econômico - 04.12.2023)
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Empresas

Taesa: Não participaremos do leilão de dezembro, começamos a estudar o de março

A Taesa não participará do leilão de transmissão que será realizado no próximo dia 15, pois considera que o certame será muito focado na tecnologia HVDC, que está fora de seu escopo de atuação, disse o diretor-presidente da empresa, André Moreira. Para este leilão, boa parte das grandes empresas já anunciou que não deve participar, e o mercado considera os investidores chineses como os favoritos para ficar com a concessão do lote 1, a principal do certame, e que tem a previsão da tecnologia HVDC. Ele, contudo, afirmou que a empresa já começa a analisar os ativos que serão licitados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “Do leilão de dezembro não participaremos, pois é focado em HVDC e grandes lotes. Mas o de março começamos a olhar para fazermos [propostas] com disciplina financeira”, afirmou. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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Isa Cteep: Modernização de linha de transmissão de 1970 em SP

A Isa Cteep finalizou a obra de reconstrução e energizou a linha de transmissão de 345 kV entre os municípios Santo André e Cubatão (SP). A estrutura foi originalmente construída na década de 1970 e possuía risco de erosão devido aos efeitos climáticos. A renovação contou com investimentos de R$ 45 milhões e modernizou 9,6 km de LTs e 22 torres de energia. Devido à mata fechada e ao relevo sinuoso que dificultam o acesso ao traçado, a empresa lançou mão de estratégias inovadoras, como o uso de helicópteros e drones para garantir a segurança dos trabalhadores e minimizar o impacto ambiental. Além disso, a operação contou com uma equipe de biólogos e veterinários para dar instruções de cuidados com a fauna e a flora e práticas menos agressivas. Falta, ainda, a compensação ambiental prevista com o término da obra. (CanalEnergia - 01.12.2023)
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Auren Energia e Insper: Parceria para a criação cursos de extensão

A Auren Energia fechou uma parceria com o Insper para a criação de dois programas de extensão acadêmica. Os cursos ‘Futuro da Energia’ e ‘Gestão Estratégica de Negócios’ têm a proposta de capacitar profissionais para a compreensão mais ampla do setor de energia e para uma gestão de negócios articulada e resiliente frente as novas tendências do setor. A trilha Futuro da Energia engloba temas como: transição energéticas, fontes renováveis e práticas ESG. Já a extensão Gestão Estratégica de Negócios, por outro lado, aborda conteúdos sobre contexto econômico, estratégias, transformação tecnológica e vai simular situações práticas como recurso para o aprendizado. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Schneider Electric: Diversidade racial é o novo compromisso

A Schneider Electric assumiu compromisso de ter 50% de suas posições de liderança ocupadas por pessoas negras em sete anos. A meta segue a “Ambição 2030” do Movimento Raça é Prioridade do Pacto Global da ONU no Brasil. Entre as iniciativas já adotadas em favor da diversidade racial estão as vagas afirmativas. Hoje, 22% do quadro de colaboradores é composto por pessoas negras. Nos passos seguintes, a empresa pretende lançar esforços para o aumento da diversidade também nos cargos de liderança coorporativa. As ações concretas planejadas para essa finalidade contemplam o engajamento da alta liderança, abertura de mais vagas reservadas, promoção de programas de capacitação e a derrubada de preconceitos sociais remanescentes. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Leilões

Leilões de energia A-1 e A-2 terminam com R$ 1,3 bi em contratos movimentados

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) realizaram os Leilões de Energia Existente A-1 e A-2. No total, foram negociados contratos que somaram R$ 1,325 bilhão, visando ao fornecimento no período entre janeiro de 2024 e dezembro de 2026, resultando em uma economia estimada de cerca de R$ 234,5 milhões. Os certames tiveram como objetivo a venda de energia elétrica proveniente de empreendimentos existentes para suprir as necessidades de distribuidoras que atendem o consumidor final. “Com esses novos leilões, garantimos um suprimento energético seguro e de qualidade. Os resultados vão ser sentidos no bolso dos brasileiros na hora de pagar a conta de luz. Seguimos trabalhando para que, no setor elétrico, o Brasil tenha um ambiente que favoreça os negócios, com diminuição de custos e segurança jurídica”, declarou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. (Petronotícias - 01.12.2023) 
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Leilão A-1 negocia 473 MW médios e movimenta R$ 754,9 mi

O leilão de energia existente A-1, realizado na manhã de hoje, negociou 473 MWm, ou 8,298 milhões de MWh, ao valor médio de R$ 90,97/MWh. Com isso, foram transacionados R$ 754,9 milhões. O preço negociado correspondeu a um deságio médio de 9,03% em relação ao preço teto de R$ 100/MWh. A energia foi adquirida por seis distribuidoras, sendo três ligadas ao grupo Enel - Enel Rio (ex-Ampla), Enel São Paulo (ex-Eletropaulo) e Enel Ceará (ex-Coelce) - e duas ao grupo Equatorial - Equatorial Pará (ex-Celpa) e Equatorial Maranhão (ex-Cemar). As distribuidoras da Enel no Ceará e em São Paulo foram as maiores compradoras. A concessionária cearense adquiriu a maior parcela transacionada no certame - 3,206 milhões de MWh, o que corresponde a 38,6% do total negociado -, seguida pela distribuidora paulista, com 3,066 milhões de MWh, ou 36,9% do total. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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Leilão A-2 permite contratação de 278 MW médios, com deságio de 21,85%

O leilão de energia existente A-2, realizado nesta sexta-feira, 01, movimentou R$ 570,944 milhões, com a negociação de 278 MWmed, ou 4,87 milhões de MWh, ao preço médio de R$ 117,22/MWh. Esse valor representa um deságio de 21,85% em relação o preço inicial de R$ 150/MWh. Um total de seis distribuidoras participaram do certame, sendo quatro do grupo Equatorial - as distribuidoras em Alagoas (ex-Ceal), Pará (antiga Celpa), Maranhão (ex-Cemar), e Piauí (antiga Cepisa). Completam a lista a CPFL Jaguari e a Enel São Paulo (ex-Eletropaulo). Juntas, as quatro distribuidoras da Equatorial responderam por quase 57% do volume negociado. Individualmente, porém, o destaque foi para a Enel SP, que negociou 1,747 milhão de MWh, ou 35,87% do total transacionado. A distribuidora paulista também foi uma das principais compradoras do leilão A-1, realizado mais cedo. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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CPFL Energia informa entrada em operação comercial do Lote 6; RAP é de R$ 11,5 mi

A CPFL Energia e a CPFL Transmissão (CEEE-T) comunicaram a entrada em operação comercial do empreendimento do Lote 06, com 10 meses de antecedência em relação ao prazo disposto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no contrato de concessão. O empreendimento faz parte do leilão de transmissão 001/2020, realizado em dezembro de 2020. A Receita Anual Permitida (RAP) projeto, homologada para o ciclo 2023-2024, é de R$ 11,5 milhões. Segundo a CPFL, o contrato prevê a construção da Subestação 230/138 kV Cachoeirinha 3, incluindo obras de seccionamento de linhas de transmissão 230 kV e 138 kV, as entradas de linhas correspondentes na nova subestação e a aquisição dos equipamentos necessários às modificações, substituições e adequações nas entradas de linhas das subestações existentes. A entrada em operação da Subestação beneficiará aproximadamente 200 mil unidades consumidoras no Estado do Rio Grande do Sul. (Broadcast Energia - 01.12.2023)  
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Hitachi Energy desiste de leilão de transmissão por tecnologia antiga

A Hitachi Energy optou por não participar do leilão de transmissão de energia devido à escolha de uma tecnologia mais antiga pelo Ministério de Minas e Energia e à falta de recursos humanos para preparar propostas a tempo. O leilão prevê investimentos de quase R$ 22 bilhões para a construção e manutenção de linhas de transmissão e subestações. A empresa, pioneira em equipamentos de transmissão desde a década de 1950, agora se concentra em tecnologias mais modernas. Críticas ao MME pela escolha da tecnologia LCC sugerem que isso pode limitar a concorrência. A Aneel expressou preocupações sobre a entrega dos projetos, enquanto a Hitachi destaca a alta demanda global por equipamentos de transmissão e sua presença significativa no primeiro leilão de 2023.(Valor Econômico - 02.12.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário mantém-se no patamar mínimo regulatório em todos os submercados

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) médio diário mantém-se no piso regulatório, de R$ 69,04 por megawatt-hora (MWh), nesta sexta-feira, de acordo com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O indicador está neste patamar desde 21 de novembro, depois de variar na semana anterior em decorrência, principalmente, de forte onda de calor que atingiu boa parte do País. O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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ONS: Custo Marginal da Operação é mantido em R$ 0,00 por MWh entre 02 e 08/12

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) manteve em R$ 0,00 por megawatt-hora (MWh) o Custo Marginal da Operação (CMO) para a semana de 02 a 08 de dezembro. O CMO é o custo para se produzir 1 MWh para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e está nesse patamar desde o final de 2022, devido à condição favorável para a produção de energia nas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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ONS: Carga de energia no SIN deve terminar dezembro em 79.155 MW médios, alta de 9,5% ante 2022

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve alcançar 79.155 megawatts médios (MWmed) até o final de dezembro, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) no mais recente boletim do Programa Mensal da Operação (PMO). Em relação ao mesmo período de 2022, a estimativa representa uma alta de 9,5%, mas ante a projeção divulgada na semana anterior ela está 0,3% menor. No Sudeste/Centro-Oeste, principal centro consumidor de energia do País, a carga deve alcançar 44.761 MWmed este mês. Para o Sul, o ONS projeta carga em 13.378 MWmed, em linha com o observado um ano antes. No Nordeste, a previsão é que a carga fique em 13.482 MWmed. Já no Norte o consumo de energia deve terminar o mês em 7.534 MWmed. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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ONS: Previsão de ENA para dezembro é revisada para baixo em todos os subsistemas

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) revisou para baixo a previsão de Energia Natural Afluente (ENA), quantidade de água que chega aos reservatórios das hidrelétricas para se transformar em energia, para todos os subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) em dezembro. No Sudeste/Centro-Oeste, que responde por aproximadamente 70% do armazenamento de água para produzir energia, houve redução de 35 pontos porcentuais (p.p.) na ENA estimada para o mês. Para o Sul, a ENA acumulada do mês foi projetada em 239% da média, redução de 110 p.p. ante a estimativa divulgada semana passada. No Nordeste, a ENA estimada é de 18% da média, redução de 13 p.p. em comparação com a estimativa anterior. Já no Norte a projeção é que a ENA seja de 34% da média, redução de 18 p.p. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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EPE: Consumo de eletricidade em outubro bate recorde, com alta de 8,1% ante outubro de 2022

O consumo de energia elétrica no Brasil subiu em média 8,1% em outubro ante igual mês do ano passado, atingindo 45.920 gigawatts-hora (GWh), o maior consumo de toda a série histórica, iniciada em 2004. A taxa, comparada ao mesmo mês de 2022, foi a maior desde julho de 2021, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As classes residencial (13,7%) e comercial (12,2%) lideram a expansão no consumo, enquanto a indústria, que vinha patinando nas últimas divulgações do consumo pela autarquia, deu um salto de 3,2% em outubro, registrando alta crescimento de consumo em 24 dos 37 setores pesquisados. Os destaques foram as indústrias de metalurgia, produção de alimentos e mineração. Quanto ao ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 40,4% do consumo nacional de energia elétrica em outubro, com 18.559 GWh. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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Região Norte tem queda de 0,1 p.p e opera com 48,5% da capacidade

A Região Norte apresentou queda de 0,1 ponto percentual, no último domingo, 03 de dezembro, segundo o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O subsistema está operando com 48,5% da capacidade. A energia armazenada mostra 7.418 MW mês e a ENA aparece com 1.961 MW med, o mesmo que 20% da MLT. A UHE Tucuruí segue com 20,32%. O subsistema do Nordeste diminuiu 0,3 p.p e opera com 53% da sua capacidade. A região Sudeste e Centro-Oeste teve níveis estáveis e está com 63,9%. A Região Sul cresceu 0,7 p.p e está operando com 97,7% da capacidade. A energia armazenada marca 19.983 MW mês e ENA é de 21.189 MW med, equivalente a 216% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. As UHEs G.B Munhoz e Passo Fundo funcionam com 99,86% e 96,19% respectivamente. (CanalEnergia - 04.12.2023) 
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Citi: Ritmo de instalação de sistemas de GD diminui em novembro para 233 MW

O ritmo de instalações de novos sistemas de geração distribuída (GD) diminuiu em novembro, para 233 megawatts (MW), aponta levantamento feito pela equipe de analistas do Citi, com base em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando havia uma corrida para implantar novas unidades e manter incentivos, o volume é 70% menor, e em comparação com outubro o volume de instalações caiu 51%. O relatório destacou, ainda, que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mantém previsões em alta para o segmento. Eles pontuaram, por exemplo, que o as projeções anuais de instalações para 2024 aumentaram para 4,3 gigawatts (GW) e para 3,5 GW em 2025. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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Eletrobras: Reforço no sistema de transmissão de MS é concluído

A Eletrobras concluiu a implantação do reator de barras de 230 kV na Subestação Anastácio (150 MVA), no Mato Grosso do Sul, sob responsabilidade da subsidiária CGT Eletrosul. As melhorias contaram com investimento de R$ 19,7 milhões e resultarão no incremento de R$ 3 milhões à receita anual da companhia. A medida proporciona um reforço no sistema de transmissão que atende a região do pantanal. (CanalEnergia - 01.12.2023)
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Mobilidade Elétrica

EUA: Novas restrições para veículos elétricos

O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas restrições para veículos sustentáveis como parte da Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês). O objetivo é o fortalecimento da segurança das cadeias de abastecimento no país. Segundo comunicado, a partir de 2024, um veículo elétrico (VE) não poderá conter quaisquer componentes de bateria fabricados ou montados por entidades estrangeiras de preocupação e, a partir de 2025, a restrição se estenderá também para os minerais críticos, que não poderão ser extraídos, processados ou reciclados por essas empresas. Apesar de não ser diretamente mencionada, as orientações afetam parte significativa da produção chinesa. Além disso, os VEs deverão estar sujeitos a critérios legais adicionais, incluindo requisitos acessórios de fornecimento de materiais, que a montagem final seja realizada na América do Norte e que os veículos não excedam o preço de varejo sugerido. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Energias Renováveis

Ludfor inaugura usina solar em Rio Espera (MG)

A Ludfor inaugurou a operação da UFV Rio Espera 1, uma usina de energia solar em Rio Espera, Minas Gerais, com capacidade anual de geração de 4.157 MWh. A planta, que começou a operar na última quinta-feira, ocupa mais de 5 hectares e conta com 5.102 módulos fotovoltaicos. Com um investimento de R$ 13,1 milhões, a empresa planeja construir mais três usinas na cidade, reforçando sua presença na geração de energia renovável. A UFV Rio Espera 1 tem potencial para atender cerca de 5.500 habitantes, equivalente à população do município de Rio Manso. A compensação ambiental estimada indica uma redução de aproximadamente 2.660 toneladas de CO2 por ano. Além desta, a Ludfor já opera duas usinas em Pernambuco e gerencia sete Centrais Geradoras Hidrelétricas no Sul do Brasil. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Comerc avança na operação de usinas solares e articula novos projetos

A Comerc Energia anunciou o início da operação comercial da usina solar São João do Paracatu, no Ceará, com uma capacidade instalada de 267 megawatts-pico (MWp). Com este marco, a empresa, vinculada à Vibra Energia, se aproxima da marca de 1.500 MWp provenientes de geração solar centralizada. Além disso, a Comerc está concentrando esforços na fase final do desenvolvimento do projeto Várzea, de 117 MWp, com entrega prevista para o primeiro semestre de 2024, totalizando investimentos de aproximadamente R$ 6 bilhões. A empresa também iniciou negociações para futuras etapas de crescimento, envolvendo potencialmente investimentos adicionais de R$ 3 bilhões. Atualmente, o grupo Comerc possui uma capacidade operacional total de 1.668 MWp, incluindo usinas de grande porte em operação e projetos de geração solar distribuída, com planos de alcançar 1.900 MWp nos próximos meses. (Broadcast Energia - 01.12.2023)
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Aliança Energia inaugura Central Eólica Gravier, no Ceará

A Aliança Energia inaugurou oficialmente a Central Eólica Gravier, situada em Icapuí, Ceará, com uma capacidade instalada de 71,4 MW, composta por 17 aerogeradores de 4,2 MW cada. O empreendimento, representando um investimento de R$ 400 milhões, tem potencial para atender o consumo de 550 mil pessoas ou 180 mil residências. A Aliança Energia destaca a importância desses projetos na diversificação da matriz energética, na criação de oportunidades econômicas, empregos locais, envolvimento comunitário e no estímulo ao crescimento sustentável em colaboração com as comunidades vizinhas. (CanalEnergia - 01.12.2023)
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Renováveis somam 110,3 MW em liberação para teste

Em 1º de dezembro de 2023, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação em teste de várias unidades geradoras (UGs) de diferentes parques eólicos e de geração solar, totalizando 110,3 MW de capacidade instalada. Destacam-se a UG4 e UG6 da EOL Ventos de São Roque 3 e 26, a UG7 da EOL Ventos de São Vitor 7, as UG3 da EOL Cajuina B13 e as UG1 a UG145 da UFV Panatí 3, 4 e 5. Além disso, a Aneel concedeu autorização para a operação comercial das UG1 a UG14 da EOL Canudos I, totalizando 49 MW de capacidade instalada. (CanalEnergia - 01.12.2023)
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COP-28: Brasil e 117 países prometem triplicar produção de energia renovável até 2030

Na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP-28) em Dubai, 118 países, incluindo o Brasil, comprometeram-se a triplicar a capacidade global de produção de energia renovável até 2030, como parte dos esforços para descarbonizar o setor de energia, responsável por três quartos das emissões de gases do efeito estufa. Liderada pela União Europeia, Estados Unidos e Emirados Árabes, a iniciativa visa facilitar a transição energética e reduzir a dependência do carvão. Paralelamente, 22 países, incluindo os Estados Unidos, anunciaram a intenção de triplicar a capacidade de produção de energia nuclear até 2050, destacando a importância dessa fonte para cortar emissões nas próximas décadas. O financiamento e os desafios de construção são destacados como obstáculos para a expansão da energia nuclear. Além disso, grandes empresas de petróleo, incluindo Saudi Aramco e ExxonMobil, comprometeram-se a quase eliminar as emissões de metano de suas operações, respondendo às metas climáticas do acordo de Paris de 2015. Esses esforços incluem novas regulamentações governamentais e monitoramento internacional. (O Estadão - 03.12.2023)
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Relatório mostra que barreira internas impedem avanços das renováveis

O relatório “Financiando a transição energética: como governos podem aumentar o investimento corporativo”, da ONG não governamental Climate Group, mostra que enquanto se espera que os líderes mundiais se comprometam a triplicar o aumento da capacidade energética renovável global até 2030 na COP28, barreiras políticas comuns impedem a implementação desse tipo de energia nas maiores economias do mundo. A iniciativa RE100 da Climate Group trabalha com mais de 400 empresas que, juntas, requerem uma demanda energética maior do que a da França e que estão comprometidas a usar energia 100% renovável em todas as suas operações. Elas estão investindo bilhões de dólares para conseguir implementar o uso da energia renovável, mas as barreiras regulatórias as impedem de investir em eletricidade renovável em muitos mercados. De acordo com o Climate Group, isso causaria um efeito cascata para a redução do uso de combustíveis fósseis. (CanalEnergia - 04.12.2023)
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Gás e Termelétricas

ANP: produção de petróleo e gás foi de 4,502 mi boed em outubro, queda de 3,5% ante setembro

A produção de petróleo e gás natural no Brasil caiu 3,5% em outubro contra setembro, para 4,502 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), informou há pouco a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A queda reflete a produção da Petrobras, que no mesmo mês registrou queda de 3,5% em óleo e gás, para 2,911 boe/d. Segundo a ANP, a produção de petróleo do País somou 3,543 milhões de barris diários em outubro, queda de 3,5% na comparação com o mês anterior. Já o gás natural teve queda de 3,47% na produção, para 152,5 milhões de metros cúbicos por dia.A região do pré-sal foi responsável por 76,42% do total produzido, e contribuiu com 3,440 milhões de boe/d. Levando em conta apenas o petróleo, a produção foi de 2,722 milhões de bpd, queda de 3,79%, enquanto a produção de gás natural despencou 6%, para 114,2 milhões de m3/d. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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Ceg: Novos contratos de gás natural com Petrobras têm vigência até 2034

A Ceg, companhia distribuidora de gás do Rio de Janeiro, informou que os novos contratos de gás natural com a Petrobras adquiriram eficácia na quinta-feira, 30. Os contratos dispõem de mecanismos para mitigar as flutuações da demanda decorrentes do esperado dinamismo do mercado livre e permitem a diminuição gradual de volumes ao longo do tempo pela companhia. (Broadcast Energia - 01.12.2023) 
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J&F compra empresa recém-lançada de óleo e gás com foco na América Latina

O Grupo J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista, comprou a empresa de exploração e produção de petróleo e gás Fluxus, que acabou de formalizar acordo para adquirir ativos em produção na Argentina. Será mantida a estrutura da Fluxus, com o fundador, o geólogo Ricardo Savini, agora como diretor-presidente. Savini, que fundou e presidiu a 3R Petroleum, é figura respeitada no setor. Segundo comunicado, a empresa será a “plataforma de investimentos” do J&F nos setores de óleo e gás na América Latina. Em paralelo, a Fluxus celebrou contratos da primeira compra de ativos operacionais da Fluxus na Argentina. A empresa tem com a Pluspetrol um acordo de compra total de três blocos do campo Centenário, na província de Neuquén, e de 33% do campo de Ramos, na província de Salta. (O Estadão - 03.12.2023) 
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Rystad: Decadência da Bolívia na produção de gás vai exigir rearranjo do mercado

Com os poços de gás secando na Bolívia, mas a produção de gás aparentemente interminável do depósito de xisto de Vaca Muerta, na Argentina, e novos reservatórios promissores em águas profundas identificados na costa do pré-sal e da Margem Equatorial do Brasil, a América do Sul provavelmente verá uma remodelação da dinâmica do mercado de gás nos próximos anos. Segundo uma nova análise da Rystad Energy, o Brasil, a Argentina e a Bolívia estão atualmente interligados por uma rede de gasodutos que ajudam a administrar os equilíbrios de oferta e demanda entre os três países. Os novos e promissores recursos de gás da Argentina e do Brasil poderão assistir a uma reformulação desta relação nos próximos anos. Contudo, o sucesso destes planos depende da construção de infraestruturas críticas de transporte de gás nos próximos anos, o que poderá ver a região inundada com gás ou sufocada por estrangulamentos. (Petronotícias - 02.12.2023)
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Declaração na COP 28 apela por triplo da energia nuclear até 2050

Uma declaração lançada na COP 28, assinada por países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Japão, Ucrânia, Coreia do Sul, Finlândia, Marrocos e os Emirados Árabes Unidos, apela para a triplicação do uso de energia nuclear até 2050 para alcançar as metas de zero emissão de carbono. O objetivo "Net Zero-2050", agora lei europeia, busca zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050. John Kerry, enviado dos EUA para o clima, defendeu a declaração como baseada em fatos científicos, afirmando que a energia nuclear é necessária para atingir o zero líquido. No entanto, o movimento 350.org criticou a proposta, argumentando que a energia nuclear não é segura e que as energias renováveis e a eficiência energética são as soluções adequadas para a neutralidade de carbono até 2050. A declaração foi assinada por uma variedade de países, indicando um apoio diversificado à energia nuclear como parte da estratégia de descarbonização global. (Valor Econômico - 02.12.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Tereos entra para comercialização varejista

Visando atender a uma demanda crescente no país, a produtora de açúcar, etanol e energia elétrica Tereos recebeu aval da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para atuar na modalidade varejista no mercado livre brasileiro. Atualmente a companhia informa ser auto suficiente para gerar energia para suas unidades industriais e ainda tem o potencial para produzir cerca de 1.500 GWh por ano de energia excedente para o sistema elétrico. A empresa usa sua principal matéria-prima, a cana-de-açúcar, para produção de biogás e energia. Com a habilitação concedida pela CCEE, entra em um novo mercado, oferecendo mais uma oportunidade para seus clientes no segmento energético. A projeção é destinar no curto e médio prazo pelo menos 10% do seu volume de produção anual para atender à nova demanda. Já do lado do cliente, as vantagens vão desde a redução de custo com energia até a promoção da sustentabilidade, com a aquisição energia renovável. (CanalEnergia - 04.12.2023) 
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