IFE
28/11/2023

IFE Diário 5.851

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

IFE
28/11/2023

IFE nº 5.851

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

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IFE Diário 5.851

Regulação

Aneel mantém bandeira verde em dezembro e conta de luz segue sem taxa adicional

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que manterá a bandeira tarifária verde em dezembro, o que significa que as contas de luz continuarão sem cobranças de custos extras no próximo mês. A decisão é atribuída às condições favoráveis de geração de energia no país, com os reservatórios das usinas hidrelétricas cheios, evitando o acionamento de fontes mais caras, como as termelétricas. A previsão inicial feita no início do ano de que não haveria acionamento de uma bandeira tarifária mais cara para 2023 se confirma, totalizando 20 meses sem cobranças adicionais nas tarifas de energia. A bandeira verde está em vigor desde abril de 2022 e se aplica a todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN). O sistema de bandeiras tarifárias foi implementado em 2015 para indicar os custos da geração de energia aos consumidores, refletindo mensalmente os recursos necessários por meio da "conta Bandeiras". (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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Aneel estabelece regras para transferência de controle em empreendimentos

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabeleceu novas regras para a aprovação de planos de transferência de controle de serviços e instalações de geração e transmissão de energia, como alternativa à extinção da outorga. A regulamentação, publicada no Diário Oficial da União, propõe limitar as outorgas para empreendimentos não operacionais, exceto em casos de ampliação. O plano de transferência deve comprovar a viabilidade da troca de controle societário, os benefícios para a adequação do serviço prestado e a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato vigente. Após aprovação, há um prazo de 120 dias para a conclusão da transferência, com a assinatura do termo aditivo ao contrato de concessão ou permissão em até 60 dias. O regulamento também prorroga o prazo para apresentação de planos em análise por 120 dias. (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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MME propõe estender subsídios para energia renovável, mas medida gera dúvidas

A medida provisória proposta pelo Ministério de Minas e Energia para estender o prazo de acesso aos subsídios para projetos de energia renovável está gerando dúvidas no setor. A medida, que visa liquidar a longa fila de usinas que pediram outorga, mas ainda não saíram do papel, daria mais 36 meses para projetos outorgados conseguirem conexão ao sistema e entrarem em operação comercial, garantindo um desconto de 50% no pagamento das tarifas de transmissão e distribuição. No entanto, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou 3.987 pedidos de outorga desde a última extensão. No entanto, a maioria dos projetos enfrenta dificuldades para acessar a rede de transmissão. A Aneel estima que os projetos representam uma potência de 169,4 gigawatts (GW), o que exigiria uma execução de investimentos em tempo recorde. Além disso, o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, alertou que a superoferta de energia, além de existir a probabilidade de causar problemas, também não encontraria demanda suficiente no mercado para absorvê-la. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Abrace Energia alerta para impacto de "jabutis" no marco legal das eólicas offshore

O setor eletrointensivo do Brasil, que consome 40% do gás natural e energia elétrica do país, alertou para um aumento de custo de R$ 28 bilhões por ano para os consumidores se o marco legal das eólicas offshore for aprovado. A Abrace Energia, que representa o setor, divulgou um posicionamento onde lista uma série de medidas incluídas em projetos de lei que poderiam aumentar ainda mais o custo da energia. Essas medidas incluem o aumento do preço teto para a contratação das térmicas Eletrobras, a contratação obrigatória de pequenas centrais hidrelétricas e parques eólicos, a contratação obrigatória de térmicas a Hidrogênio/Etanol, o fim do rateio de encargos do setor elétricos diferenciado por nível de tensão, e a transferência de ineficiências de custos pagas pelos consumidores das distribuidoras para o mercado livre. Essas medidas, segundo a associação, impactam a competitividade de toda a indústria nacional. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Transição Energética

Lira monta 'força-tarefa' para votar 'agenda verde' e apresentar resultados na COP28

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), montou uma "força-tarefa" para destravar a chamada "agenda verde" antes da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP28), que ocorre de 30 de novembro a 12 de dezembro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Na próxima semana, Lira quer os deputados focados em aprovar propostas relacionadas ao meio ambiente, como o mercado de carbono e o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten), uma alternativa de financiamento de projetos sustentáveis, sem subsídios e incentivos fiscais. Lira e o governo Lula querem apresentar resultados concretos na conferência climática para atrair recursos estrangeiros ao País, já que cada vez mais os investidores internacionais se preocupam com transição energética para reduzir a emissão de gases poluentes. (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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BNDES: Brasil precisa agregar valor ao seu H2 Verde

O mercado de hidrogênio no Brasil precisa ser maior do que apenas a exportação do insumo. A janela de oportunidade de ser um protagonista global é 2030. Mas há desafios em relação ao custo de capital e precificação de produto verde. E para resolver essas questões, o Brasil tem que entrar nas discussões e estabelecer um mercado de carbono, pois o país, apesar de ser o 5º maior emissor tem 50% desse volume derivado do desmatamento, ante uma matriz energética mais limpa que a média mundial. Essa é a avaliação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que deverá financiar R$ 52 bilhões em projetos de infraestrutura e energia no setor da indústria verde. O caminho será o de incentivar o segmento industrial para comercializar produtos com alto valor agregado e não apenas commodities. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Petrobras estuda projetos de energia eólica, solar, biorrefino e hidrogênio verde

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, destacou que as decisões de investimento do plano estratégico 2024-2028 da empresa visam beneficiar tanto os acionistas quanto o governo. A empresa está considerando parcerias para minimizar riscos e compartilhar aprendizados. A Petrobras está avaliando projetos de transição energética, com foco em energia eólica (em terra e no mar), energia solar fotovoltaica, biorrefino, hidrogênio verde e captura e armazenamento de carbono. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Eletrobras: Conselho aprova diretrizes para produção de hidrogênio verde

O conselho de administração da Eletrobras aprovou diretrizes estratégicas para o hidrogênio verde a fim de balizar sua atuação em relação às perspectivas de expansão da sua produção e uso na matriz energética nacional e global. Segundo comunicado ao mercado, são prioridades para a Eletrobras suprir a demanda elétrica da cadeia de produtiva de hidrogênio verde e derivados com energia limpa e renovável e avaliar oportunidades para sua produção; estabelecer alianças estratégicas com potenciais clientes e fornecedores aumentando a competitividade de projetos de produção de hidrogênio verde e derivados; influenciar, no Brasil e no exterior, a escala, a integração tecnológica e o apoio institucional para operações de hidrogênio verde e derivados; e promover e apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação na cadeia de produção e uso do hidrogênio verde. (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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CNPE deverá avaliar Plano Nacional do H2 na próxima reunião

A Secretaria de Planejamento e de Transição Energética deverá levar à pauta da próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética a proposta de arcabouço regulatório do Plano Nacional de Hidrogênio. A ideia é integrar uma série de políticas que estão sendo tratadas pelo governo no sentido da transição energética. Segundo o secretário Thiago Barral, o hidrogênio é apenas um dos elementos de um portfólio mais amplo de soluções nesse campo. Além do insumo, inclui a questão da transmissão para atribuir mais flexibilidade ao sistema elétrico, atribuir mais resiliência e a capacidade de interligação de mais projetos de geração de energia renovável. Leilões de potência para segurança e suporte para integração das fontes, Fundo Clima como alvo de financiamento e o BDNES como implementador. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Cemig e UNIFEI: Acordo de cooperação contribui para estudos sobre H2V

A Cemig e a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI) firmaram acordos de cooperação para fins de colaboração científica e tecnológica entre as duas instituições. A parceria abrange atividades de pesquisa, desenvolvimento, serviços científicos, capacitação, transferência e aprimoramento de tecnologias. Uma medida notória foi a transferência da Central Geradora Hidrelétrica (CGH) Luiz Dias, de 1,62 MW de capacidade, que era de propriedade da Cemig, para a UNIFEI, de forma não onerosa. O propósito é que a CGH seja utilizada para compensar a energia que será utilizada no laboratório do Centro de Hidrogênio Verde (CH2V) da UNIFEI, de modo a contribuir com o aprofundamento das pesquisas sobre o combustível. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Chega ao Brasil o barco movido a hidrogênio que roda o mundo

O Energy Observer, primeiro barco movido a hidrogênio do mundo, com emissão zero de gases poluentes e autossuficiente em energia, chegu ao Ceará para realizar uma escala em Fortaleza, no Marina Park Hotel. Como parte do 6º ano de sua expedição global, esta é a primeira vez do Energy Observer na América do Sul. Incluindo visitas guiadas e exposições que abordam a transição energética. Comandada por uma tripulação de marinheiros, engenheiros, jornalistas e cientistas, a embarcação-laboratório – que é totalmente alimentada por energias renováveis e produz seu próprio hidrogênio a partir da água do mar – trabalha no desenvolvimento de soluções sustentáveis e energia limpa, além de aumentar a sensibilização sobre o tema. Comandada por uma tripulação de marinheiros, engenheiros, jornalistas e cientistas, a embarcação-laboratório – que é totalmente alimentada por energias renováveis e produz seu próprio hidrogênio a partir da água do mar – trabalha no desenvolvimento de soluções sustentáveis e energia limpa, além de aumentar a sensibilização sobre o tema. O evento é organizado pela Qair com apoio do Governo do Estado do Ceará, Prefeitura de Fortaleza, CSI, Grupo Accor e dos patrocinadores Air Liquide e Toyota. (Petronotícias - 24.11.2023)
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Distribuidoras vão à justiça por descumprimento de metas de biocombustíveis

Distribuidoras regionais de combustíveis no Brasil estão recorrendo à Justiça para evitar multas e alterar o cálculo das obrigações do programa RenovaBio, que visa expandir a produção de biocombustíveis e reduzir as emissões de carbono. Pelo menos 18 empresas já entraram com ações judiciais, obtendo liminares favoráveis à suspensão de suas obrigações. A estratégia visa contornar os altos preços dos Créditos de Descarbonização (CBios) e evitar punições por não atingir as metas do programa. O movimento destaca a dificuldade das distribuidoras, especialmente as pequenas e médias, em cumprir o RenovaBio. A questão central envolve a volatilidade dos preços dos CBios, que aumentaram significativamente nos últimos anos. Algumas empresas defendem uma revisão no cálculo das metas e buscam apoio judicial para suspender temporariamente suas obrigações, destacando preocupações com a especulação no mercado de CBios e os riscos de descontinuidade empresarial. O fenômeno evidencia os desafios enfrentados pelo setor diante das complexidades do programa de descarbonização. (O Estadão - 24.11.2023)
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Índia aposta na transição energética, mas luta contra lixo e queima de carvão

Minutos antes de um avião de carreira da Air India tocar o solo numa tarde de domingo, em setembro, os passageiros do voo AI-522 entre Nova Délhi e Hyderabad ouviram um recado pouco usual no sistema de som da aeronave. Além dos avisos protocolares de afivelar os cintos e do tempo faltando para aterrissagem, o chefe de gabinete transmitiu uma mensagem especial do líder político do país. O primeiro-ministro Narendra Modi apelava para que adotassem um “estilo de vida mais consciente com o meio ambiente” e pedia que mudassem seus hábitos e poupassem água. O recado faz todo o sentido. Considerada desde abril a nação mais populosa do mundo, com 1,428 bilhão de pessoas, a Índia está em vias de se tornar a terceira maior economia do planeta, mas já ocupa essa posição no ranking que qualquer país optaria por não figura: o dos maiores poluidores do mundo. A Índia emite , atrás apenas da China, o maior emissor de gases de efeito estufa, e dos Estados Unidos. (O Estadão - 24.11.2023)
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Bird/Fleischhaker: É preciso investimentos de adaptação para mudanças climáticas

O Brasil precisará investir o mais rapidamente possível em políticas de mitigação de efeitos das mudanças climáticas na nova realidade de ondas de calor, mais enchentes no Sul e secas no Norte e Nordeste. “Isso exige investimentos de adaptação”, diz Cornelius Fleischhaker, economista sênior para o Brasil na Prática Global de Macroeconomia, Comércio e Investimento do Banco Mundial. Cornelius participou da equipe que elaborou o relatório “O Brasil do Futuro – Rumo à produtividade, Inclusão e Sustentabilidade”. O estudo faz um exercício de longo prazo de como o Brasil pode chegar daqui a 20 anos se aproveitando de um círculo virtuoso que precisa ser consolidado agora. Na entrevista, Cornelius traça um panorama dos principais desafios para o País entrar nessa rota. Ele alerta sobre a necessidade de mudanças nas políticas públicas e do encontro inevitável do País com novas mudanças na Previdência Social. Mas, por outro lado, haverá a oportunidade única de utilizar mais recursos por aluno na educação, já que o número de estudantes vai decrescer. (O Estadão - 24.11.2023)
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Artigo de Maria Netto-Schneider e Izabella Teixeira: "O clima no G20 do Brasil"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Maria Netto-Schneider (diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade) e Izabella Teixeira(ex-ministra do Meio Ambiente) tratam da liderança do Brasil no G20 a partir de dezembro de 2023, com o lema “Construindo um mundo justo e um planeta sustentável”. Elas destacam a necessidade de acelerar a ação coletiva para conter a crise climática, citando os custos econômicos da inação e os impactos climáticos. Além disso, ressaltam a importância dos países do G20, que correspondem a cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa globais e a 80% do PIB global, na realização de acordos significativos para o alcance das metas do Acordo de Paris. As autoras também discutem as oportunidades para avançar a agenda de Desenvolvimento Sustentável do G20 e a necessidade de implementar medidas políticas significativas para melhorar a capacidade dos países de baixo e médio rendimento em atrairem financiamento climático internacional. (GESEL-IE-UFRJ – 27.112023)
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Empresas

Petrobras mira 50% de energia renovável em portfólio de eletricidade até 2030

Mauricio Tolmasquim, diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, anunciou que a empresa planeja ter um portfólio de produção de eletricidade composto por 50% de termelétricas e 50% de energia renovável até 2030. Durante uma teleconferência sobre o plano estratégico 2024-2028, ele também revelou a intenção da companhia de quadruplicar a capacidade de produção de biocombustíveis até 2030. Investimentos em eólicas offshore serão anunciados após a implementação do marco regulatório, e a empresa está considerando aquisições e parcerias para o desenvolvimento de eólicas em terra (onshore) e solares fotovoltaicas. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Eletrobras: Convocação de AGE para debater a incorporação de Furnas

A Eletrobras aprovou uma assembleia geral extraordinária (AGE) para o dia 29 de dezembro que terá como objeto de deliberação a incorporação de Furnas. Caso aprovada, a companhia deve absorver todos os bens, direitos, contingências e obrigações da subsidiária, sem aumento de capital, emissão de novas ações ou direito de recesso. Segundo a Eletrobras, ainda, a proposta representa uma etapa do planejamento estratégico de reorganização societária da companhia. A esse respeito, a incorporação de Furnas compreende intenções de melhora de eficiência, competitividade, segurança de pessoas, ativos, negócios e meio ambiente, e ampliação de práticas ESG. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Comerc Energia: Aquisição da Gestal

O Grupo Comerc Energia adquiriu a gestora de energia Gestal. Com a operação, a empresa passará a fazer parte da Comerc Eficiência, braço de eficiência energética do grupo. Segundo o CEO da Comerc, a aquisição consolidade a posição da companhia no mercado de telemetria e automação de sistemas para eficiência energética, chegando a cerca de 81 mil pontos de medição instalados. Ainda, os três sócios-executivos da Gestal se juntarão à equipe da Comerc Eficiência em posições de liderança. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Eneva e Vibra propõem fusão para criar gigante de energia

A Eneva propôs uma fusão com a Vibra, criando uma nova empresa com valor de mercado de quase R$ 50 bilhões e se tornando a terceira maior de energia de capital aberto difuso. A gestora Dynamo, que possui participação em ambas as empresas, vê méritos na transação, e não se espera problemas com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A fusão está alinhada com a estratégia da Vibra de expandir seu portfólio de energias e pode ajudar a Eneva a reduzir seu nível de alavancagem. A nova empresa será uma "corporation", com Sérgio Rial como presidente do conselho de administração e um novo CEO a ser indicado. A empresa resultante buscará fortalecer-se no setor de renováveis, contribuindo para a substituição de combustíveis com menor pegada de CO2. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Eneva e Vibra: Fusão pode criar gigante de energia com valor de mercado de R$ 50 bi

A Eneva, empresa de energia, propôs uma fusão com a Vibra (ex-BR Distribuidora), distribuidora de combustíveis. Se a fusão for concretizada, a nova empresa terá um valor de mercado de cerca de R$ 50 bilhões, tornando-se a terceira maior empresa de energia de capital aberto difuso, com uma liquidez diária de R$ 300 milhões. A transação foi intermediada pela gestora Dynamo, acionista de ambas as empresas. A nova empresa será uma "corporation" sem um controlador definido, com Sérgio Rial como presidente do conselho de administração e um novo CEO a ser indicado. Os atuais executivos, Lino Cançado da Eneva e Ernesto Pousada da Vibra, permanecerão na liderança das respectivas empresas. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Eneva e Vibra: Fusão com foco na transição energética

A proposta de fusão entre Eneva e Vibra pode criar uma gigante do setor de energia com forte atuação na transição energética. A fusão, que resultaria em uma empresa com acionistas dividindo igualmente as ações, pode trazer ganhos substanciais de eficiência e alocação de capital. No entanto, a avaliação de mercado inferior da Eneva pode gerar controvérsias. A proposta está atualmente sob análise do conselho de administração da Vibra e requer aprovação de acionistas e entidades reguladoras. A ideia de fusão surgiu da Dynamo, que possui participação em ambas as empresas, e pode indicar uma tendência de consolidação no setor de energia. (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Cemig quer prorrogação das concessões das UHEs Emborcação e Nova Ponte

A Cemig quer prorrogar as concessões das hidrelétricas Emborcação e Nova Ponte, mediante transferência de controle acionário das usinas da área de Geração e Transmissão. As UHEs possuem potência instalada de 1.192 MW e 510 MW, respectivamente, com encerramento da outorga em 26 de maio e 12 de agosto de 2027. Em nota, a empresa revelou que tem interesse em estender o contrato por até 30 anos, a critério do poder concedente. O entendimento é que qualquer decisão efetiva sobre o tema está condicionada à deliberação dos acionistas e à análise do Poder Legislativo Estadual. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Engie/Keller: Prorrogação de subsídio no fio para renováveis é desnecessário

Executivos da Engie expressaram críticas à possível prorrogação dos benefícios para empreendedores em geração renovável, cujas outorgas foram emitidas até março do ano passado. Rumores indicam que o governo está preparando uma Medida Provisória para estender em 36 meses o prazo para que esses empreendedores garantam descontos na tarifa de transmissão e distribuição. O diretor de Regulação e Mercados da Engie, Marcos Keller, considera a prorrogação desnecessária, gerando custos adicionais em subsídios repassados aos consumidores. Ele destaca que os subsídios às renováveis já totalizam R$ 10 bilhões, e a mudança legislativa proposta pode criar desequilíbrios, afetando os investimentos da empresa. A possível iniciativa atenderia a uma demanda dos governadores do Nordeste, alegando dificuldades no atual sistema de transmissão. No entanto, Keller argumenta que a região continuará atraindo investimentos independentemente da prorrogação. Além disso, ele defende o fim dos subsídios à micro e minigeração distribuída, assim como à autoprodução, destacando a estratégia de "autoprodução por equiparação" como uma forma de evitar encargos. (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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Engie não participará de leilão de transmissão de dezembro/23; foco em março/24

O diretor de Novos Negócios da Engie, Guilherme Ferrari, reiterou que a companhia não irá disputar projetos no próximo leilão de transmissão, marcado para 15 de dezembro. Segundo ele, a decisão de não participar leva em conta que, tirando os lotes de corrente contínua, os projetos não são significativos, por isso a companhia preferiu se concentrar em analisar melhor os empreendimentos que serão ofertados no próximo certame, previsto para o fim de março de 2024. O diretor de implantação da Engie, Marcio Neves, acrescentou que a não participação no leilão de dezembro também se deve à uma questão de “planejamento”. Ele lembrou que a companhia ganhou no último leilão, realizado em junho, um grande projeto, com mais de 1 mil quilômetros de linhas. E comentou que, à medida que a Engie foi expandindo sua atuação no segmento de transmissão, montou uma equipe que foi mantida a despeito da finalização da implantação de obras anteriores. (Broadcast Energia - 24.11.2023) 
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Cosan: Desinvestimentos são fundamentais para a desalavancagem

A Fitch Ratings, agência de classificação de riscos, afirmou que desinvestimentos de ativos são fundamentais para que Cosan se liberte do endividamento nos próximos anos. Segundo a agência, a aquisição de participação minoritária da Vale pela empresa incluía uma estrutura de financiamento complexa que aprofundou seu endividamento, mesmo com os dividendos adicionais da mineradora. Assim, apesar da conquista de maior diversificação geográfica e de produtos, a avaliação é que a Cosan enfraqueceu seus indicadores de crédito e terá dificuldades para abater o serviço da dívida. Dessa forma, a empresa passa a depender de estratégias de desinvestimentos, que podem vir da redução da participação nos principais ativos do grupo. A pressão para a amortização da dívida começará a aumentar a partir de 2025. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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EPE: Conselho elege dois novos diretores

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) elegeu Thiago Ivanoski e Reinaldo da Cruz Garcia como novos diretores de Estudos Econômico-Energéticos e Ambientais (DEA) e de Estudos de Energia Elétrica (DEE). A nomeação aconteceu após a 250ª reunião do Conselho de Administração, em 24 de novembro, e a posse dos novos executivos deve ocorrer em até 30 dias. Ivanoski ingressou na EPE em 2008, onde atuou como Superintendente-Adjunto na Superintendência de Projetos de Geração entre 2018 e 2019, Consultor Técnico entre 2013 e 2018 e Analista de Pesquisa Energética entre 2008 e 2013. Já Garcia atuou como Analista de Pesquisa Energética na EPE entre 2009 e 2011 e, mais recentemente, ocupava o cargo de Diretor de Programas da Secretaria Executiva do MME. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Nova edição do Prêmio EDP nas Escolas anuncia vencedores

A EDP anunciou os vencedores de mais uma edição do Prêmio EDP nas Escolas, parte do programa homônimo da empresa. A competição que visa engajar o ambiente estudantil em temas relevantes para a sociedade e o meio ambiente teve, na edição de 2023, o desafio de criação de conteúdos no tema de energias renováveis. A premiação ocorre para as categorias de escolas, estudantes e professores e as recompensas consistem em melhorias de infraestrutura e ferramentas e aparelhos digitais. É de compromisso do programa o estímulo à mudança da prática pedagógica através de ações inovadoras e a promoção da inclusão digital em escolas públicas de todo o país por meio da capacitação de professores, doação de aparelhos e disposição de conteúdos diferenciais para a formação dos estudantes. Os trabalhos vencedores estão disponíveis no site do projeto. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Região Norte tem níveis estáveis e opera com 49,5% da capacidade

A Região Norte apresentou níveis estáveis, no último domingo, 26 de novembro, segundo o boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O subsistema está operando com 49,5% da capacidade. A energia armazenada mostra 7.568 MW mês e a ENA aparece com 1.462 MW med. O subsistema do Nordeste diminuiu 0,2 p.p e opera com 55,6% da sua capacidade. A energia armazenada indica 28.742 MW mês e a energia natural afluente computa 2.341 MW med. A região Sudeste e Centro-Oeste também teve níveis estáveis e está com 64,3%. A energia armazenada mostra 131.516 MW mês e a ENA aparece com 24.231 MW med. A Região Sul cresceu 0,6 p.p e está operando com 94,5% da capacidade. A energia armazenada marca 19.338 MW mês e ENA é de 24.244 MW med, equivalente a 165% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. (CanalEnergia - 27.11.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Solução com IA usada pela EDP ES simula atendimento humanizado

A NEO, uma empresa especialista em tecnologia e desenvolvimento de soluções digitais, desenvolveu um produto chamado Niah, que combina duas inteligências artificiais, uma proprietária e outra generativa, com alta capacidade de aprendizado e adaptação, voltada para o atendimento e a experiência do cliente. A solução já é utilizada por 12 grandes clientes no Brasil, incluindo a distribuidora Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília. A implantação da IA generativa ainda está na fase piloto, quando ela atua como um assistente do operador humano, utilizando o mesmo material de treinamento das equipes. Na etapa seguinte, a Niah vai passar a interagir com o cliente, a partir do aprendizado adquirido. A proposta da IA generativa é permitir um atendimento mais humanizado e eficiente, que vai além da ideia do chatbot, que é usado em 99% dos atendimentos por whatsapp e funciona com um menu de opções que muitas vezes não consegue atender a demanda do cliente. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Energias Renováveis

ECOM inaugura usina fotovoltaica do projeto Santa Rita em São Paulo

A ECOM, uma das principais empresas do setor, inaugurou o projeto "Santa Rita", marcando sua entrada no mercado de usinas solares fotovoltaicas no Brasil. Com um investimento de quase R$ 16 milhões e financiamento do BNDES, o projeto visa instalar três unidades para atender às regiões do centro-leste e do litoral de São Paulo, beneficiando municípios como Limeira, Campos do Jordão, Ubatuba, Ilhabela, Bertioga e Guarujá. Com uma capacidade total de 3,8 MWp para Geração Distribuída compartilhada, esse é o primeiro passo da ECOM em direção aos seus objetivos de crescimento com ativos de Geração Distribuída. O CEO da empresa, Márcio Sant’Anna, destaca a importância do projeto na expansão da energia renovável no país, visando um Brasil mais verde e eficiente em energia, além de reforçar a democratização da redução do custo da energia elétrica no estado de São Paulo. A iniciativa conta com o apoio do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima e faz parte do Programa Fundo Clima & BNDES Finem. (Petronotícias - 25.11.2023)
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Setor fotovoltaico representa 40% do faturamento da Ourolux

A Ourolux, empresa brasileira de iluminação supermercadista, investiu R$ 100 milhões em sua unidade fotovoltaica, visando expandir sua participação no mercado de energia solar. Atualmente, os produtos fotovoltaicos representam 40% do faturamento da empresa, e a projeção é alcançar 70% nos próximos anos. Além de oferecer iluminação mais eficiente, a Ourolux está envolvida em projetos solares e no Mercado Livre de energia, fornecendo materiais fotovoltaicos, desenvolvendo projetos de geração distribuída e realizando a manutenção para grandes clientes. Embora 2023 tenha apresentado desafios regulatórios após um ano positivo em 2022, a Ourolux continua acreditando no crescimento do mercado, investindo em tecnologias e reforçando sua equipe de vendas para enfrentar os desafios futuros, com uma expectativa de crescimento significativo de 25% nos próximos anos. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Ourolux: Novo Diretor Comercial de produtos solares assume

A Ourolux anunciou a chegada do novo Diretor Comercial, Rafael Carneiro. O executivo assume o cargo com a promessa de fortalecer os investimentos e as operações na Ourolux Solar, unidade de produtos fotovoltaicos da empresa. Carneiro conta com 20 anos de experiência no mercado de energia, já tendo passado por cargos de liderança nos segmentos de comercialização e vendas, além de atuações como trader e gerente de portfólio. (CanalEnergia - 27.11.2023)
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Conta da energia eólica offshore está aumentando e põe em risco novos projetos

Os projetos eólicos offshore estão enfrentando desafios financeiros significativos, com um aumento de quase 40% nos custos de desenvolvimento desde 2019, devido a preços mais altos de aço, trabalho e financiamento da dívida. Empresas como Ørsted estão enfrentando dificuldades devido a acordos de fornecimento de energia assinados a preços que não cobrem os custos atuais. Fabricantes de turbinas, incluindo Vestas, GE e Siemens Energy, estão sendo impactados, com perdas substanciais relatadas. Os governos, incluindo a Alemanha e os EUA, estão aumentando os preços nos leilões de licenças para compensar os desafios do setor, refletindo a necessidade de cumprir metas de energia limpa. O aumento dos preços pode ser uma solução mais barata do que renegociar contratos antigos. Apesar da energia eólica offshore ainda ser globalmente competitiva, a imaturidade da cadeia de abastecimento nos EUA contribui para a percepção de custos elevados nesse mercado, tornando mais difícil para os governos atingirem metas de emissões zero de forma econômica. (Broadcast Energia - 24.11.2023)
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Grupo Rejaile investe R$ 50 mi em refinaria para produzir biometano

O Grupo Rejaile, sediado no Paraná, anuncia um investimento de R$ 50 milhões na construção da primeira refinaria a operar com resíduos da suinocultura para a produção de biometano. O projeto, chamado "Santa Rita", é uma parceria com o CIBiogás e prevê a instalação de três unidades no município de Toledo, com capacidade total de 3 milhões de m³ de biometano por ano a partir de 2026. O biometano será produzido por meio do refino do biogás, tornando-se 100% renovável. A escolha da suinocultura se baseia na posição do Paraná como o segundo maior produtor nacional de carne suína. O Grupo planeja iniciar a operação em 2026 e dobrar a produção projetada em quatro anos. Além disso, o Grupo Rejaile apresenta seu reposicionamento, mudando o nome da distribuidora para RDP Energia, refletindo sua busca por inovação e responsabilidade ambiental em um mercado em crescimento. A empresa destaca a importância desse investimento para abrir um mercado no estado, contribuindo para a produção e distribuição de biometano e gás natural na região sul do país. (Petronotícias - 25.11.2023)
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EUA: Eximbank lança programa para apoiar exportações de energia renovável

O governo de Joe Biden está focado em expandir a presença americana no Brasil em áreas como energia renovável. A agência de crédito para exportação oficial dos Estados Unidos, Exim, liderada por Lewis, conduz o Programa China e Exportações Transformacionais (CTPE) para manter a liderança de produtos americanos em áreas como energia renovável, armazenamento de energia e eficiência energética. O governo Biden também enfatizou a importância das energias renováveis através da Parceria Global para Infraestrutura (PGI). (Valor Econômico - 27.11.2023)
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Gás e Termelétricas

UTE Cidade do Livro começa a ser construída

A Usina Termelétrica Cidade do Livro, do Grupo IBS Energy, iniciará a sua fase de construção. Com investimento de R$ 650 milhões, a termelétrica será voltada para a geração de bioenergia e bioeletricidade por meio de múltiplos tipos de biomassa. O nome da UTE é uma homenagem a região onde ela está instalada, Lençóis Paulista, no interior de SP, reconhecida oficialmente pela União como a “Capital Nacional do Livro”. O empreendimento “verde” foi o único a vencer o primeiro leilão de reserva de capacidade da Aneel, em 2021. Com 80 MW de capacidade instalada, a planta produzirá energia suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Instalada em uma área de 146 mil m2, irá movimentar para o seu abastecimento uma área equivalente a 20 mil hectares de floresta plantada de eucalipto. Com a queima direta de biomassa em caldeira a vapor, a planta deverá gerar 250 ton/h de vapor, operando com dois geradores de 40 MW, cada. (CanalEnergia - 27.11.2023) 
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Engie: Abertura de baixa tensão terá de ser acelerada

Diante do forte crescimento da geração distribuída nos últimos anos, o presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, defendeu a necessidade de uma aceleração da abertura de mercado livre de energia - em que o consumidor escolhe seu fornecedor - para todos os consumidores atendidos em baixa tensão, como residências e pequenos comércios. “Na verdade, a baixa tensão já está aberta, mas nichada pra GD, e está comendo mercado da distribuidora e da geradora centralizada”, disse o executivo, durante evento para analistas e investidores, realizado hoje na B3. Para ele, a abertura da baixa tensão terá de ser acelerada porque “não se pode abrir mercado para apenas um dos agentes atores atuar, isso gera ineficiência de recursos da economia”, disse. (Broadcast Energia - 24.11.2023) 
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Biblioteca Virtual

SCHNEIDER, Maria Netto-; TEIXEIRA, Izabella. "O clima no G20 do Brasil".

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