IFE
27/11/2023

IFE Diário 5.850

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

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27/11/2023

IFE nº 5.850

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Gabriela Mesquita de Vasconcelos, Gustavo Rodrigues Esteves, Maria Luísa Michilin, Paulo Giovane e Sofia Paoli

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IFE Diário 5.850

Regulação

Artigo GESEL sobre os desafios tecnológicos das distribuidoras de energia

Em artigo publicado pelo Broadcast Energia, Nivalde de Castro (professor no Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do GESEL), Alessandra Amaral (Diretora Executiva da Adelat - Associação de Distribuidoras de Energia Elétrica Latino-Americanas) e Lorrane Câmara (pesquisadora do GESEL) examinam os principais aspectos da transformação das distribuidoras tradicionais (Distribution Net Operators – DNOs) em Distribution System Operators (DSOs), à medida que os Recursos Energéticos Distribuídos ganham destaque. Para o autor e as autoras, "o momento de redefinição das bases contratuais das concessionárias de distribuição é uma grande oportunidade para possibilitar a criação de mecanismos, via o conceito de “regulação flexível”, que permitam investimentos nas DSOs".Para ler o artigo na íntegra clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.11.2023)
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Artigo GESEL: “Energia nuclear: Riscos e potencialidades em relação a outras fontes de energia”

Em artigo publicado pelo GESEL, Isadora Verde, Pedro Ludovico (pesquisadores juniores do GESEL), João Pedro Gomes (pesquisador do GESEL) e Paulo Maurício Senra (pesquisador sênior do GESEL) discorrem sobre os riscos e potencialidades da energia nuclear em relação as demais fontes de geração de energia. Segundo os autores, “a energia nuclear se mostra essencial nas bases de sistemas elétricos de diversas nações”. Contudo, os pesquisadores destacam que “a invisibilidade de algumas consequências de acidentes nucleares e a temporalidade imprevisível do armazenamento de resíduos aumentam a complexidade da utilização desta fonte de energia”. Por fim, reforça-se a ideia de que uma das formas de se equilibrar segurança energética, desenvolvimento econômico e sustentabilidade, é através da energia nuclear. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 27.11.2023)
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Artigo GESEL: “A necessidade de uma autoridade nacional operante para o desenvolvimento do segmento nuclear no Brasil”

Em artigo publicado pelo GESEL, Cristina Rosa (pesquisadora junior do GESEL), João Pedro Gomes (pesquisador do GESEL) e Paulo Maurício Senra (pesquisador sênior do GESEL) abordam a necessidade de uma autoridade nacional voltada para o desenvolvimento da energia nuclear no Brasil. Segundo os autores, “o Brasil possui condições efetivas e tangíveis para se estabelecer como um importante player no mercado global das cadeias de suprimento da energia nuclear [...] No entanto, para que o país possa aproveitar o cenário delineado pelo processo de transição energética e transformar o seu potencial natural, produtivo e institucional em desenvolvimento econômico e social efetivo, capaz de gerar maior renda, emprego e arrecadação de impostos, é imprescindível, entre outras ações, a consolidação de um órgão regulador bem qualificado”. Para ler o artigo na íntegra, clique aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 26.11.2023)
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GESEL na mídia: Enel deve recorrer ao direito de excludente de responsabilidade

Em matéria do Valor Econômico sobre a opinião da Associação das Distribuidoras no âmbito da discussão a respeito do cancelamento da concessão da Enel em São Paulo, o Coordenador do GESEL, Professor Nivalde de Castro, é citado: "Em entrevista dois dias depois das fortes chuvas em são Paulo, o professor do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nivalde de Castro, disse que o evento climático que atingiu São Paulo foi desproporcional e que a empresa deve recorrer ao direito de excludente de responsabilidade". Acesse a matéria na íntegra aqui. (GESEL-IE-UFRJ – 24.11.2023)
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Congresso apoiará decisão contra reajuste tarifário de energia no AP, diz Alcolumbre

O senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) assegurou o apoio do Congresso Nacional para derrubar o reajuste tarifário de energia no Amapá. Ele enfatizou que o estado seria impactado com o maior reajuste da história do país, com um aumento de 44,4% das tarifas, e passaria a ter a energia mais cara do Brasil. Alcolumbre acredita que a importância desse ajuste não seguir adiante será reconhecida pelo Parlamento. “Tenho certeza que 513 deputados e 81 senadores ficarão ao lado do Amapá para que isso não aconteça”, comento. Além disso, ele se encontrou com o presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar “angústias e preocupações” em relação ao assunto. A esse respeito, garantiu que há apoio integral do chefe do executivo e do governo federal na rejeição à medida. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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MP das fontes renováveis pode ser alterada para evitar aumento de tarifa no Amapá

A medida provisória das fontes renováveis, que concede mais 36 meses para projetos de energia renovável entrarem em operação comercial, pode ser alterada para evitar um aumento de 44,4% na tarifa proposta pela distribuidora local no Amapá. A revisão tarifária, considerada inevitável pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), está prevista para dezembro. Como solução, o governo considera permitir que parte do aporte anual da Eletrobras para o desenvolvimento de projetos na Amazônia Legal seja revertida à modicidade tarifária no Amapá. (Valor Econômico - 24.11.2023)
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MP das fontes renováveis pode incluir PCHs na contratação compulsória

A minuta da medida provisória das fontes renováveis pode incluir novos temas, como a inclusão de projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) na contratação compulsória de 8 gigawatts (GW) em potência, prevista na lei da privatização da Eletrobras. Isso poderia atenuar o impacto de uma medida polêmica que favorece as térmicas. Além disso, a MP pode estabelecer critérios de elegibilidade para projetos que desejam prorrogar por mais 20 anos a participação no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). (Valor Econômico - 24.11.2023)
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Autoprodutores temem inclusão na CDE com MP das fontes incentivadas

Consumidores eletrointensivos que investem em autoprodução de energia elétrica temem que o governo decida incluir a categoria entre os pagantes dos encargos da Conta de Desenvolvimento Energético, na medida provisória que prorroga por 36 meses os descontos tarifários para fontes renováveis. A expectativa no setor elétrico era de que a MP polêmica, que pode ampliar os custos para os consumidores de energia, fosse anunciada nesta quinta-feira, 23 de novembro. A Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia analisou uma proposta semelhante apresentada pelo senador Zequinha Marinho, por meio do PL 3189/2023, e concluiu que a alteração na incidência da CDE aumentaria o custo para os autoprodutores em 43%. Em contrapartida, a redução pretendida pela medida para o consumidor em baixa tensão seria mínima, variando de 0,2% a 0,7%, de acordo com o estado. Os valores maiores foram apurados nas regiões Sudeste e Sul. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Câmara prorroga incentivos fiscais a Sudam e Sudene até 2028

Em 22 de novembro de 2023, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei estendendo até 2028 os incentivos fiscais para as áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), deixando de fora a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco). O relator na Câmara, deputado Eduardo Bismarck, argumentou que a exclusão da Sudeco se deu pela falta de previsão de impacto orçamentário e financeiro na proposta. A medida, agora aguardando a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proporciona benefícios, como a redução de 75% do imposto sobre a renda para empresas nas regiões contempladas. A decisão diverge do Senado, que havia aprovado a inclusão da Sudeco, mas enfrentou resistência no Ministério da Fazenda devido ao impacto não estimado da renúncia fiscal. O projeto busca manter a isonomia constitucional entre as regiões do país, garantindo a continuidade dos incentivos para promover o desenvolvimento econômico. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Aneel: Fixação de cotas de CDE e Proinfa para transmissoras

A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou cotas de pagamento para as transmissoras que atendem consumidores livres e autoprodutores conectados à Rede Básica do Sistema Interligado Nacional (SIN). O valor total das cotas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) ficou em R$ 92,13 milhões. Já o custeio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) para janeiro de 2024 ficou no montante de R$ 33,48 milhões. Para ambos, o pagamento deve ocorrer até o dia 10 de dezembro, conforme publicação na edição de 23 de novembro do Diário Oficial da União (DOU). (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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TCU determina que Aneel suspenda descontos para fontes incentivadas

Em 23 de novembro de 2023, o Tribunal de Contas da União (TCU) ordenou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) se abstenha de conceder novos descontos nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e de distribuição (Tust/Tusd) para novas autorizações de fontes incentivadas, como energia eólica e solar. A decisão visa evitar concessões indevidas de benefícios, identificadas pelo TCU, que revelou que a Aneel tem concedido descontos de 50% para usinas de fontes incentivadas de até 300 megawatts (MW) de forma irregular. O tribunal apontou a prática de fracionamento de empreendimentos de um mesmo projeto para evitar ultrapassar o limite legal estabelecido. O relator do processo, ministro Benjamin Zymler, determinou que a Aneel apresente um plano de ação em 180 dias para aprimorar as regras e evitar benefícios em casos de fracionamento ou divisão de empreendimentos em projetos menores. O TCU também solicitou considerações sobre empreendimentos já autorizados e subsídios vigentes, incluindo estudos de impacto da correção de irregularidades nas autorizações concedidas. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Aneel defende segurança jurídica em decisão sobre concessão da Enel em São Paulo

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, enfatizou a necessidade de respeitar a segurança jurídica e legal em qualquer decisão sobre a concessão da Enel em São Paulo. A declaração veio após o pedido do prefeito Ricardo Nunes para cancelar o contrato de concessão com a Enel, motivado por quedas frequentes de energia na cidade. Feitosa destacou a importância de avaliar rigorosamente a gravidade das infrações antes de romper um contrato de 30 anos. Ele também ressaltou que os contratos de concessão estabelecem critérios para a caducidade e qualquer ação nesse sentido deve seguir um rito específico, que pode resultar em penalidades financeiras e outras sanções. (Valor Econômico - 26.11.2023)
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Aneel apresenta novo procurador-geral

O novo procurador-geral da Aneel tomou posse na última quinta-feira, 23 de novembro. Em seu discurso, o advogado membro da Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2014, Raul Lisboa, elogiou o comprometimento do corpo técnico da Agência e disse ser esse o maior desafio de sua carreira. Lisboa tem graduação em Direito pela Universidade Federal da Bahia (2009) e especialização em Políticas Anticorrupção pela Universidade de Salamanca (2021). Na AGU, atuou como diretor técnico do Departamento de Assuntos Extrajudiciais. Durante a posse, a diretora Agnes da Costa falou sobre a relevância da parceria entre a AGU, a Procuradoria-Geral Federal e a Agência: “Conheço o Raul há pouco tempo, mas pelo pouco que o conheço, vi que ele demonstra uma postura alinhada àquilo em que essa casa acredita muito, que é um trabalho de preservar a estabilidade regulatória e a segurança jurídica do setor”, pontuou. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Aneel autoriza uso de nova versão do Dessem

A Superintendência de Regulação da Aneel autorizou o uso da versão 20 do modelo computacional Dessem, para fins de programação diária da operação eletroenergética do Sistema Interligado Nacional (SIN) e cálculo do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), a partir do PMO de janeiro 2024. Ficou aprovado também o uso da versão 29 do modelo computacional Newave, para fins de planejamento e programação da operação do SIN e formação do PLD, a partir do PMO de janeiro 2024. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Entrevista de Maurício Bähr: "Estamos vivendo um excesso de subsídios"

Em entrevista publicada pelo Valor Econômico, Maurício Bähr (CEO da Engie Brasil) trata da necessidade de uma utilização mais eficaz dos recursos naturais e expressa críticas à prorrogação de subsídios para energias renováveis, como a eólica. Bähr argumenta que tais subsídios resultam em contas de luz mais altas para os consumidores mais pobres e podem desestimular novos investimentos. Ele aponta que a diversificação do setor elétrico, que incorporou energia solar e eólica nas últimas três décadas, trouxe desafios significativos e sugere uma revisão da dinâmica dessa evolução. Bähr destaca a distorção tarifária causada pela geração solar distribuída, que beneficia os mais ricos em detrimento dos mais pobres, e defende a criação de regras que permitam o uso mais eficiente dos recursos naturais e a redução dos subsídios. Ele também menciona a complexidade operacional crescente devido à natureza imprevisível do vento e do sol e acredita que o hidrogênio verde deve competir de igual para igual com as outras fontes de energia, sem receber subsídios. (GESEL-IE-UFRJ – 26.11.2023)
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Transição Energética

Petrobras planeja investir US$ 11,5 bi em projetos de baixo carbono

A Petrobras planeja investir US$ 102 bilhões (R$ 500 bilhões) nos próximos cinco anos, de acordo com seu plano estratégico 2024-2028. A empresa reduziu a participação da exploração e produção de petróleo e gás no investimento total para 72%, e prevê US$ 11,5 bilhões em projetos de baixo carbono. A empresa planeja investir US$ 3,9 bilhões na descarbonização das operações, US$ 300 milhões em projetos de hidrogênio verde e sistemas de captura e armazenamento de carbono, e US$ 5,2 bilhões em geração eólica e solar. A Petrobras prevê que o investimento em baixo carbono chegará a 16% em 2028. Além disso, a empresa planeja investir em refino, transporte e comercialização (16% do total), e em gás, energia e baixo carbono (9% do total). No biorrefino, a empresa planeja investir US$ 1,5 bilhão para aumentar a produção de diesel verde. (Valor Econômico - 24.11.2023)
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Petrobras cria fundo de US$ 1 bi para projetos de baixo carbono

A Petrobras planeja alocar US$ 1 bilhão para a criação de um fundo voltado para projetos de baixo carbono, conforme informado pelo diretor de transição energética e de sustentabilidade da empresa, Mauricio Tolmasquim. Os recursos serão usados para financiar projetos que, embora mais caros, proporcionem maior eficiência na descarbonização em comparação com outros projetos mais baratos, mas com menor redução de emissões. O diretor de engenharia, tecnologia e inovação da Petrobras, Carlos Travassos, ressaltou que o investimento total anual está sujeito às condições de mercado. Além disso, o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Sergio Caetano Leite, afirmou que a Petrobras está interessada em explorar novos modelos de financiamento e parcerias, sem comprometer seu endividamento. (Valor Econômico - 24.11.2023)
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Petrobras: Investimento em renováveis para os próximos 5 anos

A Petrobras anunciou investimentos de cerca de R$ 25 bilhões para energias renováveis até 2028, como parte do Plano Estratégico da petroleira. Os recursos para esse segmento devem ser direcionados – principalmente – para tecnologias Maduras como eólicas onshore e solares. Segundo o diretor executivo de Transição Energética e Sustentabilidade da companhia, Maurício Tolmasquim, a justificativa para a escolha se faz pela rentabilidade, preço competitivo e conexão que tem com o hidrogênio. Para ele, o Brasil será foco de ação devido à abundância e qualidade dos recursos naturais de vento e sol, diferenciais entre os outros países. Além disso, revelou entusiasmo com o prognóstico da competitividade para o hidrogênio verde (H2V). A previsão é que o combustível brasileiro terá o menor valor do mundo em decorrência da competitividade das demais renováveis, visto que energia é 80% do custo do H2V. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Petrobras promete transição energética gradual e responsável

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, afirmou que o plano estratégico da empresa garante retorno para o Brasil e para os investidores da companhia, apesar de reconhecer que a empresa está atrasada na transição energética e deve investimentos em refinarias. O plano prevê um investimento de US$ 102 bilhões (cerca de R$ 500 bilhões no câmbio anual) nos próximos cinco anos, representando o maior volume de investimentos feito por uma empresa brasileira. “Vamos fazer transição energética de forma gradual, responsável, sem abrir mão da produção de petróleo”, disse Prates.(Valor Econômico - 24.11.2023)
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Eólicas offshore e hidrogênio de baixo carbono serão tema de debate na Câmara

No plenário da Câmara, o presidente Arthur Lira planeja realizar uma "semana verde" como parte dos preparativos para a 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP28). Durante este período, os parlamentares buscarão aprovar questões relacionadas ao mercado de carbono, ao Programa de Aceleração de Transição Energética (Paten) e ao "combustível do futuro". Além disso, também serão discutidos os marcos legais das energias eólicas offshore e do hidrogênio de baixo carbono. (Valor Econômico - 26.11.2023)
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Unipar: Aquisição de empresas e produção de H2V

O CEO da Unipar, Maurício Russomanno, afirmou que está de olho em negócios no Brasil e na América do Norte, como parte da meta de dobrar o tamanho da empresa até 2032. Segundo ele, a empresa está estudando a aquisição de novas empresas, com forte interesse em firmas do setor químico, capital intensivo e business-to-business industriais. "Só com projetos orgânicos, com novas fábricas, a gente não vai chegar lá”, disse Russomano. Ainda, o executivo espera um cenário desafiador para a Unipar em 2024 se custo de financiamento continuar elevado. Por outro lado, a empresa está avaliando entrar no mercado de crédito de carbono com a produção de hidrogênio verde, a partir da iniciativa de energia limpa que fez a companhia apostar no combustível para substituir o gás poluente que era usado nas caldeiras. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Fusão entre Eneva e Vibra pode impulsionar transição energética

A Eneva, empresa de energia, propôs uma fusão com a Vibra (ex-BR Distribuidora), distribuidora de combustíveis, numa operação conhecida como "merger of equals", onde ambas as empresas teriam a mesma participação na nova companhia. A proposta foi feita pela gestora Dynamo, que é acionista de ambas as empresas. Com a fusão, a nova empresa buscará fortalecer-se no setor de energias renováveis, com a capacidade de contribuir para a substituição de combustíveis com menor pegada de CO2, baseando-se em energia eólica, biogás e etanol. (Valor Econômico - 26.11.2023)
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Brasil aposta na transição ecológica para se tornar um país desenvolvido

O presidente Lula vê a presidência do G20 como uma oportunidade para o Brasil se tornar um país desenvolvido, associando essa possibilidade à transição ecológica, “Essa questão da transição energética se apresenta para o Brasil como uma oportunidade que não tivemos no século passado.”, afirmou Lula. Ele acredita que o Brasil é um local seguro para investimentos na transição ecológica. No entanto, ele pediu aos ministros que não esqueçam de cuidar do país, especialmente em meio à queda de popularidade do governo petista. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, delineou o plano do governo, defendendo uma "nova globalização" ou "reglobalização sustentável", pois a economia mundial está "numa encruzilhada". (Valor Econômico - 24.11.2023)
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Brasil incorpora questão climática em planejamento de todos os setores econômicos

O embaixador André Aranha Corrêa do Lago, negociador-chefe do Brasil para a mudança do clima, afirma que todos os setores econômicos do país incorporaram a questão climática em seu planejamento. Ele defende que o tratamento multilateral da mudança do clima seja fortalecido e acredita que o Fundo de Perdas e Danos será aprovado na COP28 em Dubai. O Brasil apresentará uma iniciativa de um fundo para preservar as florestas, originário dos países que possuem esses patrimônios naturais. Corrêa do Lago também discute a complexidade do fim dos combustíveis fósseis, destacando que o Brasil é um produtor e qualquer recomendação da COP levará em conta as soluções individuais de cada país.(Valor Econômico - 24.11.2023)
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CEBDS/Mastroti: Brasil tem tudo para liderar agenda global verde

O Brasil tem tudo para liderar a agenda global verde, disse há pouco o diretor-executivo da CBDS, Ricardo Mastroti, em sua participação no evento Empresas Mais do Estadão em parceria com o Broadcast. O executivo destaca, no caso do Brasil, o fato de a agenda climática ter chegado à mesa do Ministério da Fazenda mostra que “a ficha caiu”. “Esse era um tema do Ministério do Meio Ambiente”, disse. De acordo com Mastroti, agora o mercado de carbono sai. “Não tem reposta certa no mundo, mas a resposta errada é não fazer”, disse o diretor da CBDS. Para ele, as empresas brasileiras têm um espaço fantástico pela frente. O Brasil tem a maior janela de oportunidade com o economia verde, disse. "É a maior oportunidade para sanarmos, a maior chaga deste país, que é a desigualdade." (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Consultoria aponta rotas sustentáveis para a construção na COP 28

A indústria da construção é responsável por 39% do total de emissões de gases de efeito de estufa (GEE), sendo que 28% provêm do carbono operacional e 11% do carbono incorporado, considerando a produção de materiais de construção, a extração de matérias-primas e a construção e reforma de edifícios. Por isso, a adequação do setor é essencial para as metas de redução de emissões de carbono a serem atingidas. Os dados são do relatório Building tomorrow: The COP of Action – Recommendations for COP 28 from the construction sector, da consultoria Accuracy, publicado no primeiro semestre desse ano. No documento, a emissão de GEE é avaliada em toda a cadeia, desde o fornecimento de matérias-primas e fabricação de insumos, na fase de produção, passando pela construção em si e avançando pelo uso das edificações, o que inclui a operação e manutenção de prédios e casas. Além disso, a análise segue até a construção chegar ao fim da vida útil, com atividades de demolição e de processamento de disposição de rejeitos. (Engie – 24.11.2023)
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COP28 pede acordo global para triplicar renováveis até 2030

Um estudo da Think Tank de Energia Ember revelou que existe uma lacuna de 3,7 TW entre os objetivos nacionais coletivos e a necessidade global de triplicar a capacidade renovável para 11 TW até 2030, conforme movimentos de descarbonização e transição energética. Apesar do avanço significativo na produção mundial de energia renovável, com previsão de 500 GW de acréscimo em 2023, muitos países, incluindo Brasil e Estados Unidos, têm metas superiores aos acréscimos anuais médios projetados. Dez nações, como a Índia, têm metas ambiciosas para atingir a triplicação global, enquanto outras doze, incluindo Estados Unidos e Brasil, possuem metas que excedem a projeção global em 40% até 2030. O relatório destaca a necessidade de revisão das metas atuais e ressalta o potencial eólico offshore brasileiro. O estudo também discute as metas de 57 países e da União Europeia, que representam 90% das emissões globais do setor de energia, e destaca a importância de uma transição justa distante dos combustíveis fósseis, apoiada por financiamento, redes e cadeias de suprimentos. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Telefónica: Plano de reduzir suas emissões em 90% até 2030

A Telefónica anunciou que pretende alcançar uma redução de 90% em suas emissões operacionais globais – nos escopos 1 e 2 – até 2030, além de 56% em toda a sua cadeia de valor. A expectativa é que esse compromisso permitirá que emissões líquidas zero sejam atingidas até 2040. Em 2022, o grupo reduziu o consumo de energia em 7,2% (2015 como referência) mesmo com a expansão de suas operações. Isso foi possível através da implementação de projetos de eficiência energética e da entrada de fontes renováveis, que passaram a figurar 82% do consumo global de eletricidade da Telefónica, sendo 100% para o Brasil, Europa, Peru e Chile. Além disso, a empresa também possui um plano de ação climática para apoiá-la na transição para o Net Zero, de modo contribuir para o aproveitamento de vantagens econômicas e garantir o cumprimento de seus objetivos de descarbonização. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Artigo de Fabiola Sena, Cristiane Araújo, Frederico Freitas, Hugo Crema e Guilherme Czernay: "O que dizem os Projetos de Lei sobre Hidrogênio de Baixo Carbono?"

Em artigo publicado pelo EPBR, Fabiola Sena, Cristiane Araújo (sócias da FSET Consultoria em Energia), Frederico Freitas (associado), Hugo Crema e Guilherme Czernay (estagiários) tratam do momento decisivo que o Brasil enfrenta para o hidrogênio de baixo carbono. Eles destacam três Projetos de Lei (PLs) que estão moldando o futuro regulatório do hidrogênio no país, mas ressaltam que a indefinição regulatória tem causado atrasos nas decisões de investimento. Os autores discutem as definições de hidrogênio de baixo carbono, renovável e verde nos PLs, e apontam a necessidade de uma abordagem mais flexível que se alinhe às transformações tecnológicas e às melhores práticas do mercado. Eles também mencionam a proposta de um Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio, que informaria sobre as emissões em toda a cadeia de produção. (GESEL-IE-UFRJ – 24.11.2023)
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Empresas

Petrobras: Plano de investimento de US$ 102 bi em cinco anos é aprovado

A Petrobras aprovou um novo planejamento estratégico para 2024-2028. Nele, são previstos investimentos de US$ 102 bilhões (+31%), sendo US$ 91 bilhões para projetos em implantação e os outros US$ 11 bilhões para aqueles em avaliação. O aumento do volume de recursos está associado a novos projetos, incluindo potenciais aquisições e ativos que estavam em desinvestimentos e voltaram para a carteira da empresa, além da inflação de custos que impactou a cadeia de suprimento. A ideia central do planejamento é preparar a petroleira para as próximas transformações no ramo da energia. “Petróleo e gás natural seguirão como drivers preponderantes de valor, com resiliência econômica e ambiental, financiando a chamada transição justa”, observou a Petrobras. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Incorporação de Furnas é essencial para reorganização societária da Eletrobras

O conselho de administração da Eletrobras aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a incorporação de Furnas, sua subsidiária integral. A operação, que não resultará em aumento de capital, emissão de novas ações ou direito de recesso, permitirá à Eletrobras absorver todos os bens, direitos, contingências e obrigações de Furnas. A empresa vê a incorporação como um passo essencial para sua própria reorganização societária, visando destravar alavancas de valor associadas à integração eficiente e eficaz da gestão e segurança das pessoas, ativos e negócios das duas companhias. No entanto, a implementação da incorporação apresenta riscos, incluindo falhas, obstáculos ou atrasos na captura das sinergias esperadas e/ou na implementação de processos e sistemas, além de dificuldades ou obrigações de natureza operacional, comercial, financeira, contratual e tecnológica durante o processo de consolidação de atividades. (Valor Econômico - 25.11.2023)
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Cemig pode ser federalizada para abater dívida de Minas com a União

A Cemig, uma das principais empresas de energia do Brasil, está sendo considerada para federalização como uma solução para a dívida de Minas Gerais com a União. A empresa, possui um papel significativo no setor energético além das fronteiras do estado, possui uma capacidade instalada de 5,9 gigawatts (GW) através de 89 usinas, além de uma rede de transmissão própria de mais de 10 mil quilômetros. A Cemig planeja investir R$ 42 bilhões entre 2023 e 2027 para expandir seus negócios e explorar novas oportunidades. No entanto, a proposta de federalização é incerta, pois o governador Zema, que sempre defendeu a privatização das estatais mineiras, pretende vender as ações da estatal no mercado financeiro e transformá-la em uma ‘corporation’. (Valor Econômico - 23.11.2023)
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Cemig e Copasa: Analistas veem proposta de federalização como negativa

A possibilidade de federalização das estatais mineiras Cemig e da Copasa ascendeu alertas para riscos políticos e movimentou a opinião de analistas. A operação se daria como parte do pagamento das dívidas do Estado com a União. Um denominador comum na análise dos especialistas, no entanto, é a complexidade da manobra. Analistas do BTG pactual pontuaram as diferenças de riscos para os acionistas da Copasa, que está inserida no Novo Mercado e, portanto, mais protegida, e os da Cemig. Além disso, salientaram que aquisição da Cemig, após a privatização da Eletrobras, poderia ser estratégica para o governo federal. Quanto à Copasa, por ser uma empresa de saneamento, envolveria também competências dos municípios e a federalização se tornaria mais complexa. Os analistas do Safra reforçam a avaliação negativa e lançam mão, também, do exemplo da Eletrobras para apontar pessimismo quanto ao desempenho operacional. Por fim, analistas do Itáu BBA entendem que a operação pode representar uma mudança na gestão e estratégia das empresas que, na opinião deles, já conta com equipes muito boas. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Conselheiro do Ibef-SP expressa preocupação com a federalização da Cemig e Copasa

Charles Putz, conselheiro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), expressou preocupação com a possível federalização das estatais mineiras Cemig e Copasa. Ele teme que a governança corporativa possa ser comprometida e que os membros do conselho possam ser influenciados por interesses governamentais, em vez de buscar o melhor para as empresas. A incerteza sobre a continuidade do atual conselho competente da Cemig também foi levantada. A federalização foi sugerida pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como uma maneira de pagar a dívida pública do estado, o que causou uma queda nas ações da Cemig e da Copasa. Putz acredita que o impacto da federalização dependerá do preço pago pelos ativos e espera que a qualidade dos serviços não diminua. No entanto, ele prevê um resultado negativo para os acionistas minoritários, pois as empresas podem se tornar menos rentáveis. (Valor Econômico - 23.11.2023)
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Transferência de controle da Amazonas Energia é negada

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) negou o pedido de transferência de controle da Amazonas Energia para a Green Energy Soluções em Energia devido à falta de aptidão técnica e econômico-financeira da nova empresa. A Amazonas Energia, privatizada em 2018, enfrentou desafios na restauração de seus indicadores econômico-financeiros e acumulou uma dívida significativa de R$ 9,6 bilhões. A Aneel recomendou a caducidade da concessão, passando a responsabilidade para o Ministério de Minas e Energia (MME), que tem a habilidade de negociar alterações legislativas para tornar a concessão mais sustentável. Em caso de caducidade, as dívidas da empresa serão transferidas para o atual controlador, o grupo Oliveira Energia, e a concessão ficará disponível para licitação. Se os serviços se deteriorarem a níveis insustentáveis, a Aneel pode intervir na empresa até a assunção de um novo concessionário, que pode ser via licitação ou mudança de controle.(Valor Econômico - 26.11.2023)
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Comitê autoriza repasse de R$ 22,1 mi à Transnorte Energia

O Comitê Gestor do Programa de Redução Estrutural de Custos de Geração de Energia na Amazônia Legal e de navegabilidade dos rios Madeira e Tocantins autorizou o repasse de R$ 22,1 milhões à Transnorte Energia. O aporte é um reembolso de valores sobre compensação por impactos socioambientais irreversíveis na terra indígena atingida pela construção, operação e manutenção do Linhão de Tucuruí. Esse valor está compreendido no acordo realizado pela Justiça Federal que prevê R$ 90,3 milhões para mitigação dos efeitos do empreendimento na região, dos quais R$ 88,5 milhões vem da Conta de Desenvolvimento da Amazônia Legal (CDAL). (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Siemens Energy: Plano de recuperação de lucro na Gamesa

A Siemens Energy lançou um planejamento estratégico para recuperar o negócio de turbinas eólicas após a crise na Gamesa. A companhia espera retomar a lucratividade da fabricante até 2026. As dificuldades para os negócios vieram de contratos para eólicas onshore e offshore potencialmente deficitários, que fizeram com que as ações da empresa despencassem desde junho. A estratégia de reparação, agora, é baseada na simplificação do portfólio de produtos, otimização das operações e no fortalecimento de processos e controle. Algumas medidas já em curso incluem a ampliação da capacidade de produção, redução de custos, seletividade comercial e alocação de recursos para o crescimento e atendimento das necessidades dos clientes. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Engie: Participação nos leilões de 2024 é avaliada

A Engie anunciou que não participará do leilão de transmissão de dezembro. Maurício Bähr, presidente do conselho de administração da companhia, justifica que o desinteresse se dá por conta do foco atualmente ser a tecnologia de corrente contínua. Para os leilões de 2024, no entanto, a empresa acredita que haverá um número maior de lotes de interesse e deverá participar sem nenhuma parceria. Quanto ao leilão de reserva de capacidade, também previsto para 2024, o executivo declarou que, a depender do regramento, a companhia vai considerar participar, visto que tem duas usinas de 1 GW que podem ser ofertadas. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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EDP ES: Chamada pública para projetos de eficiência energética

A EDP Espírito Santo abriu chamada pública do Programa de Eficiência Energética e prevê o investimento de R$ 3,6 milhões em projetos com aplicação prevista para o próximo ano. O objetivo do programa, segundo a empresa, é incentivar propostas para o uso racional da energia elétrica, de maneira a minimizar desperdícios e otimizar a utilização de recursos energéticos pelas unidades consumidores em sua área de concessão. As inscrições para o programa podem ser feitas até o dia 12 de janeiro de 2024. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Dcide: índices trimestrais de energia voltam a subir depois de reportar redução mensal

Os preços de referência para a energia de curto prazo, com entrega nos próximos três meses, voltaram a apresentar alta na base mensal, segundo o mais recente levantamento da consultoria Dcide. Na semana passada, os índices de energia convencional e incentivada haviam reportado queda em relação ao mês anterior, apesar de registrarem aumento semanal. O índice convencional trimestral, nesta semana, foi de R$ 78,87 por megawatt-hora (MWh), representando aumento de 1,41% em relação aos R$ 77,77 por MWh da semana passada. Em um mês, a alta foi de 1,98%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, é observado aumento de 27,50%. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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CCEE: PLD médio diário segue no piso regulatório, de R$ 69,04 por MWh, em todo o País

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) médio diário segue no piso regulatório de R$ 69,04 por megawatt-hora (MWh) nesta quinta-feira, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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ONS/PMO: Carga de energia do SIN vai chegar a 79.412 MW médios em dezembro, alta de 9,9%

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve alcançar 79.412 megawatts médios (MWmed) em dezembro, alta de 9,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) durante reunião do Programa Mensal da Operação (PMO), que ocorre na tarde desta quinta-feira, 23. Segundo técnicos do órgão setorial, o aumento deve ser impulsionado sobretudo pelas altas temperaturas, mas influenciado também pela melhora na atividade econômica. No Sudeste/Centro-Oeste a previsão é que dezembro registre 44.782 MWmed. Já no submercado Sul, a estimativa é que a carga alcance 13.519 Mwmed no próximo mês. No Nordeste, a carga esperada é de 13.551 MWmed no próximo mês. Enquanto no Norte, a estimativa é que o consumo seja de 7.560 MWmed. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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ONS/PMO: consumo de energia no SIN deve ser de 82.534 MWmed em janeiro, aumento de 10,6%

O consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo de janeiro deve ser de 82.534 megawatts médios (MWmed), de acordo com projeção divulgada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) durante o primeiro dia da reunião do Programa Mensal da Operação (PMO) referente a dezembro. Se confirmada, esta carga representará aumento de 10,6% frente à registrada em janeiro deste ano. No Sudeste/Centro-Oeste, principal centro de carga do País, a expectativa é que o primeiro mês de 2024 tenha 46.705 MWmed. Já no Sul, espera-se que a carga seja de 14.551 MWmed. No subsistema Nordeste, a carga projetada é de 13.833 MWmed, enquanto no Norte, a expectativa é de 7.445 MWmed. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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ONS/PMO: onda de calor exigiu acionamento de térmicas e importação de energia elétrica

A onda de calor que afetou boa parte do País na semana passada fez com que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionasse usinas termelétricas para o atendimento à demanda nos horários de pico. O órgão setorial também importou energia da Argentina e do Uruguai para dar conta da carga, que ultrapassou os 100 gigawatts (GW) diante das altas temperaturas nos dias 13, 14, 16 e 17 de novembro. A importação de energia, que foi em modo de devolução da Argentina e na modalidade comercial do Uruguai, foi de 26 megawatts médios (MWmed), menor que os 55 MWmed importados em outubro. Já o despacho por ordem do mérito foi de 348 MWmed neste mês, menor que os 223 MWmed do anterior. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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ONS recebe ofertas para Resposta da Demanda

O Operador Nacional do Sistema Elétrico está recebendo propostas para o programa estrutural de resposta da demanda, vigente desde outubro de 2022 e instituído pela Resolução Normativa Aneel nº 1040/2022. O programa prevê o recebimento de ofertas de redução do consumo de consumidores participantes do Ambiente de Contratação Livre previamente habilitados, como recurso adicional para atendimento ao Sistema Interligado Nacional, desde que aceita pelo ONS. O objetivo é obter resultados mais vantajosos tanto para a confiabilidade do sistema elétrico como para a modicidade tarifária dos consumidores finais. Com as temperaturas acima da média na maior parte do país, o Operador sinaliza a necessidade de utilização deste recurso para atendimento a ponta de carga do SIN, sendo a resposta da demanda um excelente recurso para contribuir para a segurança operativa, de forma sustentável e com redução dos custos. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Previsão de carga para 2024 deve subir, após consumo maior em 2023

Um desempenho da carga de energia mais forte que o projetado ao longo dos últimos meses no Sistema Interligado Nacional (SIN) deve levar as autoridades do setor elétrico a realizar um ajuste para cima nas previsões contidas no Planejamento Anual da Operação Energética (PLAN) 2024-2028, que será divulgado nos próximos dias. A previsão oficial da carga de energia do País é feita em conjunto pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A divulgação do relatório com o planejamento para o próximo quinquênio deve ocorrer até o início de dezembro. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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Mobilidade Elétrica

Certaja Energia: 1ª fase de projeto de eletromobilidade tem investimento de R$ 800 mil

A Certaja Energia dará início a um plano de infraestrutura de carregado para veículos elétricos no Rio Grande do Sul. A cooperativa investirá R$ 800 mil já na primeira fase do projeto para a inauguração de três eletropostos nas rodovias mais importantes do estado do estado – BR-386 e SC-287. Esses pontos são considerados estratégicos por integraram as rotas de escoamento da produção e desenvolvimento gaúcho. Segundo o vice-presidente da companhia, Ederson Madruga, o investimento na eletromobilidade é o caminho para a sustentabilidade e ele aposta que o desempenho da Certaja pode torná-la uma das protagonistas na transformação. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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EUA: Recorde de vendas de VEs em 2023, mas outros países seguem na frente

A estimativa para 2023 é que os veículos elétricos atinjam 9% das vendas de veículos de passageiros nos EUA, segundo a Atlas Public Policy. Esse seria um marco inédito para o país, sendo a primeira vez que os VEs ultrapassam a marca de 1 milhão de unidades comercializadas, podendo chegar a 1,4 milhões. No entanto, apesar do avanço, o país continua atrás de outros como a China, a Alemanha e a Noruega. Circunstâncias diferenciais para esses que ocupam a liderança incluem: metas governamentais de emissões zero ambiciosas, subsídios fiscais para VEs e opções acessíveis que conquistam o consumidor. Nos EUA, por sua vez, apesar de vários fatores terem impulsionado a adoção de VEs, nenhum foi mais relevante do que a queda dos preços. A Tesla, líder no mercado, baixou preços sucessivamente e pressionou o acompanhamento das outros montadoras. Maiores incentivos aos modelos elétricos e descontos diante do aumento da oferta se tornaram práticas comuns. Entretando, ainda há obstáculos no caminho de potenciais novos consumidores, como desafios de infraestrutura. (Broadcast Energia - 23.11.2023)
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Nissan confirma que todos os seus novos carros na Europa serão totalmente elétricos

A Nissan Motors anunciou um investimento de até 3 bilhões de libras esterlinas para expandir sua capacidade de fabricação de veículos elétricos e baterias no Reino Unido, visando ter uma linha totalmente elétrica na Europa. A empresa planeja adicionar uma terceira "giga fábrica" e produzir mais dois modelos em seu centro de veículos elétricos em Sunderland, que utilizará eletricidade renovável de fazendas eólicas e solares. A Nissan confirmou que todos os seus novos carros na Europa serão totalmente elétricos, com o objetivo de ter uma linha completa de carros de passeio totalmente elétricos na Europa até 2030. O investimento inclui até 1,12 bilhão de libras para suas operações no Reino Unido e na cadeia de suprimentos para pesquisa e desenvolvimento, além da produção de veículos elétricos.(Valor Econômico - 24.11.2023)
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Carros híbridos da Toyota ganham força em meio à desaceleração das vendas de elétricos

A visão de Elon Musk para o futuro dos veículos elétricos está sendo desafiada pela Toyota e seus planos de carros híbridos reenergizados. Musk, CEO da Tesla, tem como objetivo ultrapassar a Toyota em entregas anuais de veículos e se tornar a montadora mais vendida antes de 2030. No entanto, a desaceleração no crescimento das vendas de veículos elétricos nos EUA questiona essa meta. Enquanto isso, a Toyota viu um aumento nas vendas de carros híbridos, graças em parte às suas novas ofertas. A empresa japonesa argumenta que os carros híbridos são mais baratos que os totalmente elétricos e oferecem alguns benefícios da eletrificação sem a necessidade de carregamento constante. Apesar da queda nas vendas de híbridos no ano passado e do aumento de 65% nas vendas de veículos elétricos, a Toyota permanece firme em sua estratégia de investir em híbridos, veículos elétricos e outras tecnologias. (Valor Econômico - 25.11.2023)
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Inovação e Tecnologia

SONDA implementa solução de segurança de operações na CPFL Energia

Em 23 de novembro de 2023, a SONDA implementou com sucesso sua solução de segurança operacional baseada em Inteligência Artificial (IA) na CPFL, uma companhia de energia, por meio de um projeto piloto realizado no Centro de Operação de Segurança (COSEG). Batizada de AI Operations SAFE, a plataforma utiliza algoritmos avançados de IA para diagnosticar em segundos se as atividades dos profissionais estão em conformidade com as regras da empresa. Os operadores registram suas atividades por meio de dispositivos móveis, sensores ou câmeras, e o sistema analisa as evidências coletadas, alcançando uma assertividade de 91% na identificação das atividades da equipe de campo. O modelo emprega Machine Learning para aprimorar continuamente os processos, e a próxima etapa incluirá a automação da análise de Análises Preliminares de Risco (APRs), melhorando a produtividade da equipe de analistas do COSEG. A solução destaca-se pela eficácia, segurança e desenvolvimento operacional. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Baterias de zinco: alternativa promissora às baterias de íons de lítio

O grupo químico japonês Nippon Shokubai planeja aumentar a produção de um componente essencial para baterias recarregáveis de zinco em 2024, uma alternativa promissora às baterias de íons de lítio. A empresa desenvolveu separadores que reduzem o acúmulo de cristais nos eletrodos das baterias de zinco, melhorando seu desempenho. As baterias de zinco são vistas como uma opção de baixo custo para projetos de energia renovável que exigem grande capacidade de armazenamento. Além disso, são mais adequadas para aplicações que requerem uma descarga constante de energia ao longo de um período prolongado. A expansão da produção dessas baterias pode impulsionar a cadeia de suprimentos e ajudar a atender à crescente demanda por baterias, prevista para alcançar US$ 36,4 bilhões em 2035. (Valor Econômico - 25.11.2023)
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Energias Renováveis

Consórcio Magalu e Solarprime se unem para facilitar crédito para painéis solares

O Consórcio Magalu e a Solarprime anunciaram uma parceria para facilitar o acesso a painéis solares, lançando uma linha de crédito exclusiva para aquisição de placas fotovoltaicas. A iniciativa visa atender aos clientes por meio dos franqueados da Solarprime, aproveitando o crescimento significativo do Consórcio Magalu, que registrou aproximadamente 130% de aumento no faturamento de planos para compra de painéis solares no primeiro semestre de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Solarprime observou que 34% das vendas de sistemas fotovoltaicos são realizadas por meio de linhas de crédito. A instalação dos painéis proporciona uma redução de até 90% nas despesas mensais com eletricidade, contribuindo positivamente para o meio ambiente por meio do uso de energia renovável. A parceria reforça o compromisso do Consórcio Magalu com políticas ESG, alinhado à estratégia do ecossistema Magalu. As cartas de crédito, disponíveis a partir de R$ 5 mil, podem ser solicitadas em uma das 469 unidades da Solarprime em todo o país. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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EOL Cajuina B13 inicia teste de 5,7 MW

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou, em 23 de novembro, o início da operação em teste da Unidade Geradora 4 (UG4) da EOL Cajuina B13, com uma capacidade instalada de 5,7 MW. O empreendimento está situado no município de Lajes, no estado do Rio Grande do Norte, sendo de propriedade da Ventos De São Ricardo 10 Energias Renováveis. (CanalEnergia - 23.11.2023)
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Geração a biomassa cresce mais de 8% no acumulado até setembro

Entre janeiro e setembro de 2023, a oferta de bioeletricidade sucroenergética para a rede elétrica alcançou 15.228 GWh, registrando um crescimento de 8,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Esse volume corresponde a 22% da geração de energia de Itaipu em 2022 ou a 12% do consumo anual de energia elétrica da Argentina. Ao incluir outras biomassas, como resíduos de madeira e biogás, a bioeletricidade total ofertada atinge 20.516 GWh, um aumento de 6% em relação a 2022, posicionando-se como a terceira fonte mais representativa no Sistema Interligado, ultrapassando a geração fotovoltaica e as térmicas a gás. O bagaço e a palha, provenientes do setor sucroenergético, representam mais de 74% da bioeletricidade oferecida, alcançando frequentemente mais de 80% durante a safra canavieira no Centro-Sul. A Unica destaca a complementariedade entre a bioeletricidade e a geração hidrelétrica, salientando que o reforço da biomassa contribuiu para economizar 10% da capacidade total de armazenamento de energia nos reservatórios das hidrelétricas na região Sudeste/Centro-Oeste devido à maior previsibilidade e disponibilidade no período seco e crítico para o setor elétrico. (CanalEnergia - 22.11.2023)
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Meta de 11 TW de energia renovável até 2030 exigirá US$ 1,1 tri por ano

O estudo da BloombergNEF (BNEF) revela que líderes mundiais estão criando condições para aumentar a capacidade global de energia renovável até 2030, visando atingir emissões líquidas zero até 2050. A meta é triplicar a capacidade de energia renovável para cerca de 11 terawatts (TW), exigindo um investimento médio de US$ 1,1 trilhão por ano entre 2023 e 2030. O Brasil, com mais de 8 gigawatts (GW) em geração de energia, é um exemplo de sucesso. A BNEF prevê que a energia solar está no caminho certo para atingir as metas, enquanto a energia eólica precisa de ações coordenadas para desbloquear seu potencial. A conclusão do estudo é que um portfólio diversificado de fontes de energia renováveis é melhor para a descarbonização do que um que seja predominantemente solar. (Valor Econômico - 24.11.2023)
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Gás e Termelétricas

Usina termelétrica Termopernambuco tem custo variável unitário revisado

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) acatou pedido de revisão do Custo Variável Unitário (CVU) da usina termelétrica Termopernambuco, que pertence à Neoenergia, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 23. A agência autorizou o CVU de R$ 235,89 por megawatt-hora (MWh) a ser aplicado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a partir da primeira revisão do Programa Mensal de Operação (PMO) após a publicação do despacho. (Broadcast Energia - 23.11.2023) 
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IBS Energy inicia construção da maior termelétrica do Brasil para bioenergia

O grupo IBS Energy iniciou a construção da usina termelétrica Cidade do Livro em Lençóis Paulista (SP), um projeto de R$ 650 milhões que será a maior térmica do Brasil para geração de bioenergia e bioeletricidade, com operação comercial prevista para julho de 2026. A usina, localizada em uma área de 146 mil m2, utilizará várias biomassas, incluindo eucalipto, palha de cana-de-açúcar, cavaco de madeira, resíduos florestais e palha de milho. A operação contará com dois geradores de 40 MW cada, totalizando 80 MW de capacidade instalada, e a energia será comercializada no mercado livre de energia elétrica. A usina foi o único projeto de energia renovável a vencer o primeiro leilão de reserva de capacidade da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2021. (Valor Econômico - 23.11.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

2W Ecobank: Varejista migra mais três clientes para o mercado livre

A 2W Ecobank auxiliou na adesão de mais três empresas ao mercado livre de energia. São elas a Trimetais, Grupo Oliveira’s e Atrium Offices. No total, as três empresas, juntas, economizarão mais de R$ 2 bilhões em energia e evitarão a emissão de cerca de 1.267 toneladas de CO2. Segundo dados da CCEE, a 2W Ecobank foi a varejista que mais cresceu no país nos últimos 12 meses, tanto em volume de energia quanto em número de clientes que migraram para o mercado livre. Esse desempenho destaca a 2W Ecobank entre pequenas e médias empresas brasileiras que buscam soluções mais baratas em energia e sustentabilidade. (CanalEnergia - 24.11.2023)
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Biblioteca Virtual

CASTRO, Nivalde de; AMARAL, Alessandra; CÂMARA, Lorrane. "Os desafios tecnológicos impostos às distribuidoras de energia elétrica".

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LUDOVICO, Pedro; VERDE, Isadora; GOMES, João Pedro; SENRA, Paulo Maurício.“Energia nuclear: Riscos e potencialidades em relação a outras fontes de energia”.

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SENRA, Paulo Maurício; GOMES, João Pedro; ROSA, Cristina. “A necessidade de uma autoridade nacional operante para o desenvolvimento do segmento nuclear no Brasil”.

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SENA, Fabiola; ARAÚJO, Cristiane; FREITAS, Frederico; CREMA, Hugo; CZERNAY, Guilherme. "O que dizem os Projetos de Lei sobre Hidrogênio de Baixo Carbono?"

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Entrevista de Maurício Bähr: "Estamos vivendo um excesso de subsídios".

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