IFE
28/07/2023

IFE 5.772

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
28/07/2023

IFE nº 5.772

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

Ver índice

IFE 5.772

Regulação

Secretaria do Estado do RJ defende licitação de concessões de energia

A Secretaria de Energia e Economia do Mar do Estado do Rio de Janeiro defende em nota técnica datada de 24 de julho a realização de um novo processo licitatório para as concessões de energia elétrica que abrangem 91 dos 92 municípios fluminenses, a cargo da Light Serviços de Eletricidade e da Enel Distribuição Rio. A nota foi uma contribuição para a consulta pública aberta pelo MME em 22 de junho para discutir as condições das concessões de distribuição de energia elétrica que irão vencer no período de 2025 a 2031. Em recuperação judicial, a Light reivindica ao MME a renovação antecipada de seus contratos de concessão de geração e transmissão. A distribuidora da Light fornece energia em 31 municípios fluminenses, enquanto a Enel atende 66 cidades (em algumas cidades, como Duque de Caxias, as duas empresas dividem a concessão). Os contratos de concessão de ambas as empresas terminam em 2026. “Sem a garantia de renovação, ela [Light] não pode rolar o débito de seu saldo devedor. Um pedido de recuperação judicial torna evidente a baixa eficiência e a má gestão econômico-financeira do contrato de concessão”, afirma a nota da secretaria estadual. As empresas têm 36 meses antes do fim do prazo do contrato de concessão para pedir a renovação. O MME, por sua vez, tem 18 meses antes do término do contrato para dar seu parecer, dizendo se aceita renová-lo ou não. (Valor Econômico - 28.07.2023)
Link Externo

Artigo de Claudio Sales, Eduardo Müller Monteiro e Richard Hochstetler: "O futuro das concessões de distribuidoras elétricas"

Em artigo publicado no Valor Econômico, Claudio Sales, Eduardo Müller Monteiro e Richard Hochstetler, membros do Instituto Acende Brasil, discutem a questão das concessões das empresas de distribuição elétrica. Os autores apontam que a responsabilidade envolvida no processo de prorrogação dos contratos é gigante. "Afinal, quanto mais cedo forem definidas as diretrizes para a prorrogação dos contratos, mais cedo se reduz a incerteza jurídica que pode prejudicar a continuidade dos investimentos bilionários que precisam ser feitos de forma constante nas redes de distribuição para manter a adequada prestação de um serviço público essencial à população". Os autores sublinham que uma das premissas mais acertadas é a opção pela prorrogação das concessões com o objetivo de reduzir tanto os custos de transação quanto os riscos de comprometimento da continuidade do serviço envolvidos em um processo licitatório. Abordando a Nota Técnica 14 do MME que embasa a Consulta Pública 152/2023, os autores abordam alguns pontos do documento, tais como: a investigação proposta pelo MME acerca do “eventual excedente econômico” a ser capturado no processo de prorrogação das concessões; a intenção de se capturar os “benefícios fiscais” para custear “contrapartidas sociais” como condicionante para a prorrogação das concessões de distribuição; a estipulação de diretrizes visando a promover maior homogeneidade dos indicadores de qualidade do serviço de distribuição de eletricidade entre as diversas concessionárias do país; o problema de furtos e fraudes de eletricidade, que reduzem as receitas das distribuidoras e elevam as tarifas dos consumidores; prever a possibilidade de adoção de uma regulação tarifária prospectiva, baseada em planos de investimentos que permitisse a majoração da tarifa ao longo do ciclo tarifário condicionada à efetiva realização dos investimentos programados. Neste sentido, os autores apontam que "os passos iniciais para a prorrogação das concessões de distribuidoras de eletricidade dados pelo MME caminham na direção correta" e que cabe ao Ministério ouvir as contribuições da sociedade para pavimentar a construção de um futuro sustentável para a distribuição de eletricidade no Brasil.
Ver PDF

Itaipu Binacional: Brasil vai apresentar até setembro proposta para revisão de acordo

O governo brasileiro deverá apresentar até o início de setembro uma proposta para a revisão do Anexo C, que estabelece as bases comerciais de venda de energia elétrica gerada pela usina hidrelétrica de Itaipu Binacional, do Tratado de Itaipu. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o objetivo é apresentar ao país vizinho um “acordo equilibrado entre as partes”. O acordo foi assinado em 1973 e estabelece que o Brasil e o Paraguai têm direito a 50% da energia produzida pela usina. Entretanto, como o lado paraguaio não consome toda sua parte, o país vende o excedente para o lado brasileiro. O acordo prevê que as regras devem ser revistas após 50 anos, prazo que vence no dia 13 de agosto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um encontro com presidente eleito do Paraguai, Santiago Penã, e o tema estará na pauta. Silveira afirmou que participará do encontro, mas será o Ministério de Relações Exteriores que conduzirá as negociações por se tratar de um acordo internacional. “A meta é termos um acordo que atenda os interesses dos dois países e isso se dá por meio de um amplo debate. A vinda do presidente paraguaio é a demonstração de que o Brasil voltou a conversar com o mundo”, disse Silveira. (Valor Econômico - 27.07.2023)
Link Externo

Empresas

Cepel: Pedro Jatobá será o novo diretor-geral do centro

Pedro Jatobá será o novo diretor-geral do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), no lugar de Amilcar Guerreiro, que estava à frente da instituição desde abril de 2019. O novo diretor-geral do centro assume o cargo a partir do dia 1º de agosto. Jatobá foi diretor de geração da Eletrobras, entre outros cargos, e atualmente ocupa o cargo de presidente do conselheiro de administração da Norte Energia, dona da hidrelétrica de Belo Monte. Com a privatização da Eletrobras, o Cepel tornou-se um centro de pesquisa dissociado da ex-estatal. A Lei da Eletrobras estabeleceu que a companhia terá que manter o centro por seis anos. Outras empresas associadas também fazem contribuições ao centro de pesquisas, mas a principal fonte de recursos ainda é a Eletrobras. Os modelos matemáticos que calculam os preços da energia elétrica, por exemplo, foram desenvolvidos pelo Cepel. (Valor Econômico - 27.07.2023)
Link Externo

CPFL e Neoenergia levam o Prêmio Abradee Nacional

Os grupos CPFL e Neoenergia foram os grandes vencedores da 25ª edição do Prêmio Abradee, levando a categoria principal com a CPFL Santa Cruz ( empresas abaixo de 500 mil consumidores) e a Neoenergia Cosern (empresas acima de 500 mil clientes). A premiação anual da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica foi entregue em cerimônia nesta quinta-feira, 27 de julho, no Clube Naval, em Brasília. As distribuidoras de ambos os grupos foram agraciadas em diferentes categorias. Outro destaque da premiação foram as distribuidoras do Grupo Energisa. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

Vendas da Nordex crescem 29,5% no 1° semestre

As vendas da fabricante de aerogeradores Nordex foram de € 2,8 bilhões no primeiro semestre, crescendo 29,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda foi negativo em € 114 milhões. De acordo com a companhia, nos primeiros seis meses de 2023, a entrada de pedidos do grupo no segmento de Projetos foi de 2,6 GW, abaixo dos 3 GW do mesmo período de 2022. O número corresponde a novos pedidos no valor de € 2,35 bilhões, o mesmo patamar do primeiro semestre do ano passado. Segundo a fabricante, no primeiro semestre de 2023, a produção na montagem de turbinas atingiu 2,88 GW, pouco abaixo do volume do semestre anterior, de 2,93 GW. O número de pás de rotor produzidas subiu para 2.224. Desse total, a companhia produziu 506, enquanto 1.718 pás foram adquiridas de fornecedores externos. Fora instaladas 632 turbinas eólicas em 22 países com uma produção total de 3,1 GW nos primeiros seis meses desse ano. No mesmo período de 2022 foram 416 em 16 países, somando 1,9 GW. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

Petrobras: Geração de energia da Petrobras sobe 2,4% no segundo trimestre

A geração de energia da Petrobras ficou em 581 MW med no segundo trimestre desse ano, 3,4% acima dos 562 MW med registrados no mesmo período do ano passado. De acordo com a estatal, foi buscado principalmente atender à demanda interna por vapor, destinando parte da geração em oportunidades comerciais relacionadas à exportação para a Argentina. No semestre, a geração ficou em 588 MW med, 49,3% abaixo dos 1.160 MWmed de 2022. A Venda de Disponibilidade Térmica em Leilão no trimestre ficou em 1.655 MW med, recuando 19,4% em relação aos 2.053 MW med de 2023, Não foram realizados contratos novos ou encerramento de antigos em 2023. A entrega de gás nacional no segundo trimestre foi de 33 de metros cúbicos/dia, 29% abaixo do volume entregue no mesmo trimestre do ano passado, de 34 mm³/dia. Ainda de acordo com a Petrobras, as vendas de 50 mm³/dia de gás natural do segundo trimestre de 2023 ficaram 10,7% abaixo dos 56 mm³/ dia do mesmo período de 2022. Já no semestre, houve recuo de 18% com os 61 mm³/dia em relação aos 50 mm³/dia. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

WEG adquire totalidade das ações da BirminD

A WEG firmou acordo para a aquisição da BirminD, empresa de tecnologia atuante no mercado de inteligência artificial para processos industriais. A WEG já detinha participação controladora de 51% na empresa e agora assume a integralidade das ações. Segundo a companhia, a aquisição faz parte da estratégia de crescimento dos negócios digitais, que desde 2020 conta com a tecnologia da BirminD em suas soluções, incluindo produtos e serviços como o B-WISE e Motion Drive Operation Center (MDOC), que é um serviço de monitoramento de ativos industriais com emprego de sensoriamento de dados e diagnósticos baseados em insights de inteligência artificial e algoritmos de machine learning. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

EDP tem prejuízo de R$ 222,7 milhões no segundo trimestre

A EDP fechou o segundo trimestre com prejuízo de R$ 222,7 milhões frente ao lucro de R$ 381,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Em nota a companhia afirmou que o resultado foi impactado pela reclassificação de todos os ativos e passivos de Pecém como “Ativo não circulante mantido para venda”, mensurando os empreendimentos mantidos para venda pelo menor entre o seu valor contábil e o valor justo menos despesas de venda. A reclassificação teve um valor total de R$ 577,2 milhões. Na análise semestral o lucro é de R$ 264 milhões, 70,8% abaixo do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda foi superior a R$ 1 bilhão, diminuindo 8,8% em relação ao segundo trimestre de 2022. A receita líquida atingiu mais de R$ 3,5 bilhões, pouco abaixo do aferido no período anterior. O Capex chegou a R$ 577,3 milhões, crescendo 9,4% na comparação trimestral e R$ 1,185 bilhão, 22,1% na semestral. Enquanto isso a dívida líquida da empresa soma R$ 10,1 bilhões, 5,5% menor do que no período passado. As distribuidoras fecharam o trimestre com redução das perdas totais de 7,7% na EDP São Paulo, redução de 0,50 p.p., enquanto a EDP ES apresentou perdas totais de 11,76%, recuo de 0,32 p.p., além de estar 0,43 p.p. abaixo do limite regulatório estipulado pela Aneel na última Revisão Tarifária Periódica. Até junho deste ano a concessionária investiu R$ 227,9 milhões em projetos de combate às perdas, sendo os recursos empregados na substituições de medidores, inspeções de campo, blindagem da rede de distribuição através da tecnologia BTZero, blindagem de medição de edifícios populares, instalação de remotas e manutenção dos ativos de telemedição. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

Cemig coloca em operação a subestação Itinga 1

A subestação (SE) Itinga 1 entrou em operação neste mês para reforço do sistema elétrico da Cemig. O empreendimento foi construído exclusivamente para atender à mineradora Sigma Lithium e teve um custo total de R$ 16,5 milhões, e o investimento foi da Sigma, com aprovação do projeto pela Cemig. A obra teve início em agosto do ano passado e vai possibilitar a interligação da mineradora ao sistema elétrico da companhia, por meio da conexão da nova SE às subestações de Araçuai 2 e Itaobim. Segundo o diretor de distribuição da Cemig, Marney Antunes, a companhia está participando ativamente dessa transformação que está ocorrendo no Vale do Jequitinhonha, a partir da exploração do lítio. Para o executivo, a interligação da mineradora com o sistema elétrico da Cemig, permite que a atividade seja realizada com uma energia renovável, que é a energia hidrelétrica. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

AES Brasil lança programa de inovação com o Sebrae no RN

A AES Brasil e o Sebrae lançaram um Programa de Inovação Aberta com foco em energias renováveis no Rio Grande do Norte. O Conecta Energia RN ainda com a parceria da AVATI Aceleradora e visa impulsionar e estimular o desenvolvimento de soluções inéditas para o setor na região. A ideia é promover desafios voltados aos temas de Inovações Socioambientais, Descarbonização e Energia Eólica, proporcionando uma oportunidade para que o ecossistema local de startups e empreendedores possa submeter suas ideias de projetos ao mesmo tempo em que desenvolve novos negócios. Será oferecido suporte ao aos novos negócios de alto valor, com os participantes tendo a chance de interagir com especialistas para ampliar seus conhecimentos e estabelecer contatos de networking. Após a avaliação dos proponentes, a iniciativa irá conceder premiações de R$ 30 mil, R$ 20 mil e R$ 10 mil respectivamente para os três primeiros colocados. (CanalEnergia - 27.07.2023) 
Link Externo

Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Dcide: preços de referência para energia de curto prazo apresentam alta semanal nas duas fontes

Os preços de referência para a energia a ser entregue nos próximos três meses, portanto, de curto prazo, apresentaram alta semanal tanto considerando as fontes convencionais quanto as incentivadas, com desconto de 50% na tarifa fio, segundo levantamento da consultoria Dcide, divulgado nesta quarta-feira, 26. O índice convencional trimestral ficou em R$ 70,87 por MWh, o que representa alta de 0,16% ante os R$ 70,76 por MWh da semana passada. Em um mês, o aumento é de 0,65% enquanto na comparação anual com o mesmo período do ano passado há baixa de 28,44%. Já para a energia incentivada, o preço de referência para o MWh subiu 0,22% ante o verificado na semana passada, passando de R$ 102,12 por MWh para R$ 102,34 por MWh. Em um mês, a alta é de 3,59%. Em 12 meses, a queda foi de 23,79%. (Broadcast Energia - 26.07.2023) 
Link Externo

CCEE: PLD médio diário permanece no piso regulatório, de R$ 69,04/MWh, em todos os submercados

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) permanece no piso regulatório de R$ 69,04 por MWh, nesta quinta-feira, 27, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já mais de dez meses de PLD no patamar regulatório mínimo, que em 2022 era de R$ 55,70 por MWh. O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. O cálculo do PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 27.07.2023) 
Link Externo

Agência Internacional de Energia Atômica relata minas perto de Zaporizhzhia. usina teve mais um reator desligado

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) relatou ter visto “minas explosivas direcionais na periferia no sítio” da central nuclear de Zaporizhzhia, na Ucrânia. Enquanto isso, o reator 4 da usina foi colocada em desligamento a quente, enquanto o reator 5 saiu do desligamento a quente para desligamento a frio. Isso permitirá a realização de trabalhos de manutenção. A decisão de mudar o reator 4 para desligamento a quente foi tomada pelos operadores da usina nuclear, que está sob controle militar russo desde o início de março do ano passado. Quando uma unidade está em desligamento a quente, ela pode fornecer o vapor necessário para, como explicou a AIEA, “vários propósitos de segurança nuclear, incluindo o processamento de resíduos radioativos coletados em tanques de armazenamento”. (Petronotícias – 26.07.2023) 
Link Externo

ONS: Gargalo nas redes de MG para escoar alto volume de energia solar

O ONS vê gargalos sistêmicos e restrições no escoamento de geração de energia na região norte de Minas Gerais, bem como no Triângulo Mineiro. O problema, que afetaria a rede de alta tensão da Cemig Distribuição e linhas de transmissão de outras empresas, é causado pelo grande número de projetos de geração de médio porte e de MMGD fotovoltaica em implantação na região do Estado. As redes não suportariam o alto volume de geração prevista para entrar em operação nos próximos anos. De acordo com uma nota técnica divulgada esta semana pelo ONS, não há capacidade remanescente para o escoamento de novas usinas em condições normais de operação e/ou em situações de contingência (operação de emergência) especialmente durante o dia, quando há geração fotovoltaica elevada. O estudo indica que em cenários de carga reduzida, a geração prevista provocará o que o operador classifica como "fluxo reverso", que é a exportação de energia, uma vez que a capacidade das usinas é maior que o consumo de energia no Estado. "Em razão do expressivo aumento das solicitações de acesso de novos geradores e da micro e minigeração distribuída nas redes de distribuição, passam a ser observados impactos nos transformadores da RBF desses locais", disse o ONS, em comunicado. (Valor Econômico - 27.07.2023)
Link Externo

Mobilidade Elétrica

Boram: Início da produção de motos elétricas no Brasil

A amazonense Boram começa a montar as primeiras motocicletas elétricas em sua linha de produção neste mês. Até então uma importadora dos veículos da China com atuação na região Norte, a empresa investiu R$ 10,5 milhões para ter uma linha de montagem própria na Zona Franca de Manaus, desenvolver fornecedores locais e atender às exigências da Suframa. A linha montada dentro das instalações da Jabil tem capacidade para até 2,5 mil unidades mensais. Neste primeiro mês, a previsão é montar 300 motos. Em agosto já deve subir para 500. Atingir a capacidade total é estimada, inicialmente, para 2025. Mas esse volume pode ser antecipado. A empresa tem duas negociações em andamento que podem mudar os planos. Sem citar os nomes dos clientes, Thiago, CEO da Boram, conta que negocia com um grande varejista, que pode render encomenda mensal de 1,5 mil unidades. “Se fecharmos um negócio desse tamanho, praticamente toda nossa capacidade já estará ocupada”, afirma o CEO. “A estimativa de atingir a capacidade máxima em 2025 leva em conta apenas a venda na nossa rede de concessionárias”, completa. (Valor Econômico - 17.07.2023)
Link Externo

Renault defende prorrogação de proibição dos motores térmicos para 2040

"A proibição dos automóveis com motores térmicos deve ser alterada, passando para pelo menos 2040, ou seja, cinco anos depois do novo prazo estabelecido pela União Europeia para 2035". Quem disse isso foi Luca de Meo, CEO do Grupo Renault, durante entrevista à ANSA durante a conferência de resultados financeiros divulgados hoje. O executivo também falou à respeito das normas Euro 7, que de acordo com de Meo, devem ter as regras revistas, dando à indústria automobilística mais tempo para se adaptarem às tecnologias atuais. De acordo com Luca de Meo, a proibição dos automóveis com motores movidos a gasolina e diesel deve ser adiada até 2040 para permitir que o mercado dos automóveis elétricos se desenvolva, tanto em termos de infraestruturas de carregamento como em termos de redução dos preços para o consumidor final.(Inside EVs - 27.07.2023) 
Link Externo

Volkswagen assume participação na XPeng

O Grupo Volkswagen adquiriu uma participação de 5% no valor de US$ 700 milhões na startup de veículos elétricos XPeng, em um movimento surpresa que faz parte dos esforços da empresa alemã para fortalecer sua posição no mercado chinês de carros elétricos. Além do acordo com a XPeng, o Grupo Volkswagen divulgou mais detalhes sobre o acordo de cooperação entre a Audi e a SAIC. A montadora diz que o objetivo com os dois acordos é "explorar rapidamente novos segmentos de clientes e de mercado" para alavancar o potencial do mercado de mobilidade elétrica em rápido crescimento da China. Como parte do acordo de estrutura tecnológica da marca Volkswagen com a XPeng, as duas empresas desenvolverão inicialmente em conjunto dois modelos elétricos de médio porte da marca Volkswagen para o mercado chinês. Os veículos elétricos complementarão o portfólio de produtos MEB da Volkswagen e serão lançados em 2026 na China. Como parte da cooperação estratégica de curto e longo prazo, o Grupo Volkswagen disse que investiria aproximadamente US$ 700 milhões na XPeng, o que equivale a uma participação de 4,99% a US$ 15 por ADS, onde 1 ADS (American Depositary Share) representa 2 ações classe A. O Grupo Volkswagen se tornará acionista da XPeng por meio de um aumento de capital e terá um assento como observador no conselho de administração da XPeng. (Inside EVs - 27.07.2023) 
Link Externo