IFE
29/06/2023

IFE 5.751

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
29/06/2023

IFE nº 5.751

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.751

Regulação

Governo qualifica leilões de LTs e geração no âmbito do PPI

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 28 de junho, o decreto 11.581/23, que qualifica os Leilões de Transmissão e os Leilões de Geração de Energia no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos da Presidência da República. O próximo certame do setor será o leilão de LTs, que acontece nesta sexta-feira, 30 de junho. O leilão está cercado de muitas expectativas, já que tem expectativas de investimentos de R$ 15,7 bilhões. O segundo leilão, previsto para outubro, deverá reunir R$ 19,7 bilhões na disputa. Os leilões de energia nova ainda não foram divulgados pelo governo. (CanalEnergia - 28.06.2023)
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'Revolução verde' da Fazenda fica para volta do recesso, após arcabouço e tributária

Com a perspectiva de que o caminho estará livre no Congresso após a aprovação do arcabouço fiscal e da reforma tributária, o Ministério da Fazenda se prepara agora para entregar ao escrutínio do Legislativo sua proposta de revolucionar a economia por meio de ações sustentáveis. Se o ambiente político estiver favorável na ocasião, a ideia da equipe econômica é apresentar o Plano de Transformação Ecológica assim que os parlamentares voltarem do recesso. Previsto inicialmente para maio, o governo considerou que era melhor "centrar fogo" nos dois assuntos econômicos mais difíceis e relevantes para o País. Até porque, de acordo com fontes da equipe econômica, as premissas do arcabouço e da reforma dão os fundamentos necessários para essa nova etapa. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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Aneel suspende prazo para distribuidoras fazerem aportes para descumprimento de metas de eficiência

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) suspendeu nesta terça-feira, 27, o prazo para que as distribuidoras tenham que fazer aportes de capital destinados a reverter o descumprimento de critério de eficiência com relação à gestão econômico-financeira para o ano de 2022. A decisão atende pleito da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). Os contratos de concessão prorrogados com base em lei de 2013 possuem, entre suas cláusulas, métricas de melhoria contínua na prestação do serviço que devem ser avaliadas pela agência. Os parâmetros mensuram a eficiência no serviço e na gestão econômica e financeira da concessão, que devem ser alcançados ou superados pela empresa ao longo dos primeiros cinco anos de contrato. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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Transição Energética

EPE: Leilões de petróleo seguem a pleno vapor no mundo em meio a corrida por descarbonização

Com planos de voltar a se internacionalizar, não será por falta de ofertas que a Petrobras ficará de fora de oportunidades na África, Guiana e Suriname. Em meio à corrida dos países para cumprir suas metas de descarbonização, as rodadas de licitações de petróleo e gás continuam a todo vapor no mundo, com oportunidades em grandes reservatórios, como mostra estudo feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A tendência, destaca o estudo, é que projetos em águas profundas e em plataformas continentais passem a ser mais visados, por possuírem uma menor pegada de carbono do que campos em terra, assim como está sendo observada a necessidade de períodos de payback (retorno) dos projetos cada vez mais curtos, uma vez que o horizonte de demanda por petróleo fica cada vez mais incerto, destaca a EPE. (Broadcast Energia - 28.06.2023) 
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Nove em cada dez empresas querem se descarbonizar, mas falta regulamentação

Nove em cada dez empresas brasileiras têm motivação para se engajarem em uma jornada de descarbonização e conseguem calcular parte de suas emissões de carbono. O maior desafio nesse processo é a falta de regulamentação clara sobre o assunto. É o que mostra estudo realizado pelo Centro Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável (Cebds) e pelo Boston Consulting Group (BCG) com 53 grandes empresas de setores como agronegócio, transporte, saneamento, mineração e energia. O principal fator de pressão para o engajamento no assunto vem de dentro: em 75% das empresas, é a alta liderança que cobra o envolvimento em uma jornada de descarbonização e 64% relatam que há pressão dos investidores pelo mesmo movimento. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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Empresas

Aprovada minuta de contrato para regular outorga de hidrelétricas da Copel após privatização

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje, 27, a minuta do contrato de concessão que regulará a nova outorga das hidrelétricas Segrego e Salto Caxias, que pertencem à Copel Geração e Transmissão (Copel-GT). O governo paraense, controlador da companhia, planeja fazer ainda neste ano uma oferta de ações no mercado para privatizá-la. Os contratos de concessão das hidrelétricas foram assinados em 1999, com término de vigência em 2009 e 2010. Posteriormente, os termos finais foram prorrogados por 20 anos e, ainda, alterados em consequência da repactuação do risco hidrológico. Após as modificações, o contrato de concessão da UHE Segredo vencerá em 2032, já da UHE Salto Caxias em 2033. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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Auren conclui cessão de direitos de R$ 4 bi envolvendo UHE Três Irmãos

A Auren Energia a Cesp anunciaram em comunicado ao mercado nesta quarta-feira, 28 de junho, que concluiu a cessão do direitos creditórios em virtude do acordo judicial firmado com a União para a indenização da Cesp pela reversão de bens não amortizados ou não depreciados em relação à UHE Três Irmãos. O preço da cessão ficou em R$ 4.217.364.793,00. O acordo envolveu a cessionária True Securitizadora. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Norte Energia investiu R$ 413,3 mi em sustentabilidade em 2022

A Norte Energia, que opera a UHE Belo Monte (PA – 11.233 MW), investiu no ano passado R$ 413,3 milhões em ações socioambientais e de sustentabilidade. O relatório de sustentabilidade destaca as ações na capacitação de pessoas e no combate ao aquecimento global, a partir da geração de energia limpa e renovável da usina e das ações para a neutralização de carbono com a implantação de medidas de compensação dos efeitos de gases estufa. As informações contidas foram verificadas pela empresa Ernst & Young. Além do R$ 413,3 milhões em ações socioambientais e de sustentabilidade, outros R$ 16,9 milhões foram investidos em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento, todos voltados para tecnologia, inovação e meio ambiente. Ao todo, os investimentos da Norte Energia em socioambiental e sustentabilidade somam R$ 6,5 bilhões. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Neoenergia irá pagar R$ 387 mi de JCP

A Neoenergia informou em comunicado ao mercado na quarta-feira, 28 de junho, que aprovou a deliberação de Juros sobre Capital Próprio no valor de R$ 387.059.000,00. O valor é correspondentes a R$ 0,3193050597 por ação ordinária. De acordo com a companhia, o pagamento será realizado em dezembro deste ano, com base na posição acionária de 30 de junho. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Equatorial inaugura LD de Alta Tensão em Goiás

A Equatorial Goiás inaugurou a nova Linha de Distribuição de Alta Tensão (LDAT) Barro Alto-Goianésia, em Goiás. Com 35 km de extensão, a LD contou com investimentos superiores a R$ 38 milhões e servirá para viabilizar a conexão de novos clientes e o atendimento às solicitações de aumento de carga numa região de aproximadamente 58 mil unidades consumidoras dos municípios de Goianésia, Jaraguá e parte de Barro Alto. Segundo a companhia, o empreendimento também poderá disponibilizar energia para comércios e indústrias se instalarem na região. A linha em funcionamento, que atualmente é a única da localidade, funcionará em casos de eventual suplência em caso de ocorrência grave nas estruturas, sendo uma alternativa para o atendimento e remanejo da carga até a conclusão dos reparos. O sistema também está alinhado à tecnologia de equipamentos telecontrolados, os quais conferem maior flexibilidade à operação e com recuperação de incidentes podendo acontecer direto do Centro de Operações em Goiânia. A empresa também destacou que um ativo deste porte exige planejamento assertivo, considerando que muitos equipamentos são produzidos especificamente para o projeto, sendo necessário comprometimento com prazos e procedimentos de segurança. São cerca de 140 torres instaladas, com estruturas que chegam a até 24 metros de altura, que se inicia na Subestação Goianésia e segue até a SE Barro Alto de Furnas, onde a Equatorial construiu um vão para receber a rede. A linha percorre os municípios de Barro Alto e Goianésia e mais de 99% da sua extensão foi construída na zona rural. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Thymos certifica benefícios ambientais da Chemtrade por utilização de renovável

A Thymos Energia entregou sua certificação de energia renovável à Chemtrade Brasil, indústria multinacional de cloro e derivados. Pelos cálculos da consultoria, a opção da companhia de adquirir energia renovável para alimentar as atividades no país contribuiu para evitar a emissão de 1.379,12 tCO2 equivalente, durante os anos de 2020 e 2021. A certificação está alinhada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU em sua Agenda 2030. A indústria de cloro-álcalis é uma das maiores consumidoras de energia elétrica do País. Um estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor) indica que a eletricidade corresponde a quase 40% do custo de produção desse segmento, o que dimensiona o quanto é eletrointensivo. Assim, a opção por energia renovável é uma escolha bastante estratégica para tornar a produção de cloro e derivados mais sustentáveis. Esse contexto motivou a Chemtrade a usar o insumo advindo de fontes limpas, com a gestão da Thymos Energia. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Leilões

Engie: Taxa de juros e aquisições podem baixar competitividade no leilão de amanhã

A Engie Brasil está pronta para participar do leilão de transmissão marcado para essa sexta-feira, 30 de junho, esperando que talvez a concorrência aconteça em um patamar abaixo das disputas anteriores. “Espera-se um nível de competição elevado, talvez menor que os certames anteriores por algumas especificidades como taxas de juros, investimentos adquiridos por alguns players e tamanho dos lotes. Não vai ser fácil mas vamos fazer nosso melhor”, disse o diretor-presidente da Engie Brasil Energia, Eduardo Sattamini, após participar de uma mesa de debates em um evento organizado pelo CEBRI e o Institute of the Americas (IOA) na quarta-feira, 28 de junho, no Rio de Janeiro. Sobre a outra competição sinalizada pelo MME para o ano que vem, estipulada em R$ 20 bilhões, o executivo comentou ser uma decisão acertada, afirmando que tem conversado há anos com os governos de que para se ter uma indústria sustentável na transmissão é preciso ter a distribuição dos investimentos ao longo do tempo, de forma homogênea. Outro certame também é previsto para outubro desse ano. Sattamini disse crer na efetivação do leilão de capacidade no fim do ano para dar maior segurança ao sistema em meio a um cenário de sobreoferta das renováveis intermitentes, trabalhando com a criação de valor para as hidrelétricas que hoje sofrem bastante com a estrutura de mercado e falta de valoração de seus atributos, por meio da utilização dos poços abertos em pelo menos duas usinas. Já o pipeline de 1,8 GW será retomado quando o consumo e a demanda voltar a crescer, ou no caso de mais térmicas serem aposentadas. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Enel defende leilões de energia com fontes associadas a baterias

O presidente do Conselho de Administração da Enel Brasil, Guilherme Lencastre, defendeu que o País promova leilões de energia abertos a projetos híbridos de energia eólica e solar associados a baterias. A presença das baterias e sua capacidade de equalizar a oferta de energia, diz Lencastre, deveria ter uma remuneração adicional que viabilizaria e fomentaria o modelo de negócio. Lencastre também defendeu remuneração especial para os serviços ancilares de hidrelétricas, ou seja, sua ativação para compensar as quedas pontuais na oferta de energia do sistema. "A solução (para a intermitência) são leilões de capacidade, leilões de reserva onde as baterias poderiam ser viabilizadas por meio dessa remuneração por atributo. O Brasil já tem potencial enorme para fazer solar e eólica juntas, que se complementam. Se você, ainda em cima disso, introduz a bateria com essa remuneração de atributos, minimiza muito a intermitência e tem ganho de escala", afirmou o executivo. (Broadcast Energia - 28.06.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

Dcide: Preços de referência de longo prazo voltam a subir; convencional volta aos R$ 87/MWh

Os preços de referência para a energia nos próximos quatro anos inverteram o movimento observado nas últimas semanas e registraram alta no mais recente levantamento da consultoria Dcide. O índice de energia convencional de longo prazo, que considera contratos para os anos de 2024 a 2027, foi medido em R$ 87,05 por MWh, o que corresponde a um aumento de 0,4% em relação aos R$ 86,70/MWh anotados na semana anterior. Na comparação mensal, no entanto, o indicador segue registrando queda, de 4,85%, enquanto em relação com o mesmo período de 2022 a baixa é de 49,04%. Já o índice de Energia Incentivada Longo Prazo, proveniente de usinas eólicas, solares, biomassa ou PCHs com desconto de 50% na tarifa fio, foi medido em R$ 115,47/MWh, alta de 0,58% frente os R$ 114,80/MWh da semana passada. Em um mês, a queda acumulada é de 2,66%, enquanto em um ano o indicador caiu 44,51%. (Broadcast Energia - 28.06.2023) 
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CCEE: PLD médio diário continua no valor mínimo de R$ 69,04/MWh em todos os submercados do País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) continua no piso regulatório de R$ 69,04 por MWh nesta quinta-feira, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já são nove meses de PLD no patamar regulatório mínimo, que em 2022 era de R$ 55,70 por MWh. O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. O cálculo do PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 29.06.2023) 
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Região SE/CO conta com 86,6% da capacidade dos reservatórios

O submercado do Sudeste/Centro-Oeste apresentou níveis estáveis e a capacidade está em 86,6% na última terça-feira, 27 de junho, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada mostra 177.097 MW mês e a ENA é de 28.519 MW med, valor que corresponde a 92% da MLT. A Região Sul também contou com níveis estáveis e está operando com 88,7% da capacidade. A energia armazenada marca 18.147 MW mês e ENA é de 12.518 MW med, equivalente a 57% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. Os reservatórios do Norte tiveram queda de 0,2 ponto percentual e estão com 98,6% da capacidade. A energia armazenada marca 15.093 MW mês e ENA é de 5.929 MW med, equivalente a 75% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A Região Nordeste caiu 0,1 p.p e operava com 85,2% da sua capacidade. A energia armazenada indica 44.039 MW mês e a energia natural afluente computa 2.081 MW med, correspondendo a 51% da MLT. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Parceria desenvolve projeto inédito de hidrogênio a partir de etanol

Um projeto inédito no mundo para produção de hidrogênio renovável a partir do etanol começa a se materializar no Brasil, por meio de uma parceria entre Shell Brasil, Raízen, Hytron, USP e o braço de inovação em biossintéticos e fibras do Senai, o Cetiqt. A iniciativa, que tem como objetivo validar a tecnologia de reforma de etanol, envolve a construção de uma planta dimensionada para produzir 50 metros cúbicos por hora de hidrogênio. A primeira planta, prevista para começar a operar ainda neste ano, inclui a instalação de uma estação de abastecimento veicular (HRS - Hydrogen Refuelling Station) no campus da USP, na cidade de São Paulo. Os ensaios para avaliar o biocombustível a partir do etanol serão realizados em três ônibus que circulam na Cidade Universitária, que deixarão de utilizar diesel e motores a combustão; eles serão adaptados com motores equipados com células a combustível para operar com hidrogênio. Os testes incluirão ainda um Toyota Mirai, primeiro carro de série da montadora japonesa que será movido a hidrogênio. O projeto é financiado pela Shell Brasil, que está injetando R$ 50 milhões para construção da planta, desenvolvimento da tecnologia e realização dos estudos de avaliação da eficiência do biocombustível e das emissões de CO2, por meio da cláusula de pesquisa, desenvolvimento e inovação da ANP. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Datacenters apostam em energias renováveis

De vilões a aliados, os datacenters podem desempenhar um papel fundamental na condução da eletricidade 4.0 e contribuir para mudar a trajetória das mudanças climáticas. Altamente densos em energia, os datacenters apostam nas fontes renováveis, em parques próprios e de terceiros. Além disso, avançam no uso de sistemas de gestão de energia e em soluções de IA, IoT e automação para redução do consumo. A Odata fechou parceria com a Omega para utilização de energia de um parque eólico na Bahia, que garante 100% de consumo de energia renovável. Carolina Maestri, diretora de ESG & EHS da Odata, diz que o foco em energia renovável está tão dentro da estratégia que a oportunidade de investimento foi identificada pela área de desenvolvimento de negócios e levou quase dois anos para a conclusão do acordo. Sergio Abela, diretor de operações de datacenters da Ascenty, informa que a empresa começou a investir em geração própria solar em 2018, nos escritórios, e, em 2021, alcançou 100% de energia renovável no mercado livre. A Ascenty tem 23 datacenters em operação na América Latina, sendo 19 no Brasil. A Takoda, spin off da Tivit, tem quatro datacenters, sendo três no Brasil e um na Colômbia. No Brasil, as três instalações têm 100% de energia renovável via autogeração por meio de uma parceria com a Casa dos Ventos, um dos maiores parques eólicos no Rio Grande do Norte. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Energias Renováveis

Absolar: Geração distribuída solar atinge 22 GW de capacidade instalada e 2 milhões de sistemas

A geração distribuída de energia solar atingiu mais de 22 gigawatts (GW) de potência instalada no Brasil, com mais de 2 milhões de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos. Esse crescimento impulsiona a transição energética e a reindustrialização no país, com cerca de R$ 111,2 bilhões investidos desde 2012, gerando mais de 660 mil empregos. Os sistemas solares atendem aproximadamente 2,6 milhões de consumidores em todo o Brasil, e Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Paraná são os estados líderes em potência instalada. A energia solar é vista como uma alavanca para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do país, embora a alta taxa de juros atual possa dificultar o crescimento dessa indústria. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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Arteris: Ampliação de aportes em projetos de MMGD

A Arteris, empresa que atua em gestão de rodovias, está ampliando investimentos em energia solar de minigeração distribuída para tentar reduzir os gastos com energia elétrica nas áreas de concessão em São Paulo. Ao todo serão 38 empreendimentos solares no interior de São Paulo que vão demandar R$ 16 milhões. Deste montante, 21 plantas já estão em operação. A ideia é que o restante fique pronta até o fim de 2023. A ideia de migrar para a geração própria é um movimento que as empresas estão fazendo há bastante tempo como meio de reduzir os custos fixos com eletricidade. Por serem usinas de pequeno porte instaladas geralmente nas praças de pedágio, juntas elas detêm apenas 2,1 MWac de capacidade instalada, com estimativa de produção de 6.167 MWh por ano, o que corresponde a 20% do total de energia elétrica consumida nas sete concessionárias da companhia e a holding. (Valor Econômico - 29.06.2023)
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Petrobras vai aumentar a capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável ainda neste ano

A Petrobras planeja aumentar em 146% sua capacidade de produção de Diesel R, um combustível renovável, após obter autorização para operar uma nova unidade de produção na Refinaria Presidente Getúlio Vargas. A empresa espera processar 12,3 milhões de litros por dia, o que seria suficiente para abastecer cerca de 41 mil ônibus convencionais e reduzir cerca de 1.300 toneladas de gases de efeito estufa. O Diesel R é produzido por coprocessamento de diesel mineral com óleo vegetal, e sua utilização não requer adaptações nos motores dos veículos. Esse aumento na capacidade de produção faz parte do Programa de BioRefino da Petrobras, que investirá aproximadamente US$ 600 milhões em combustíveis sustentáveis nos próximos cinco anos. A empresa planeja expandir a produção de Diesel R em outras refinarias e considera a implantação de plantas dedicadas à produção de BioQAv e Diesel R100. (Petronotícias – 27.06.2023)
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Corrida por combustível sustentável de aviação agita mercado de bioenergia

A corrida pelo combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) agita algumas das principais empresas do mercado brasileiro de bioenergia. A Boeing, fabricante norte-americana de aviões, tem compromisso de fornecer aeronaves comerciais capazes de voar com combustível 100% renovável até 2030. No Brasil, com a diversidade de recursos naturais, a meta ambicionada é transformar o país em uma OPEP da SAF. A Brasil BioFuels (BBF) planeja inaugurar até 2026 uma planta na Zona Franca de Manaus com investimento de R$ 2 bilhões para produzir até 500 mil metros cúbicos de biocombustível ao ano. A Raízen vai investir R$ 24 bilhões até 2031 em 20 unidades de produção de etanol de segunda geração, feito a partir da biomassa extraída do processo produtivo do etanol. A Petrobras anunciou a destinação de US$ 600 milhões ao Programa BioRefino (diesel renovável e bioquerosene de aviação) na Refinaria Presidente Bernardes, com capacidade para a produção de 6 mil barris por dia de BioQAV e outros 6 mil de diesel 100% renovável a partir do processamento de até 790 mil toneladas/ano de matéria-prima. Segundo a ANP, que acompanha a evolução das rotas tecnológicas para produção de SAF, "o principal desafio é o preço do SAF, superior ao do QAV fóssil. Por isso a necessidade de aumento da produção, para que se tenha um ganho de escala”. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Gás e Termelétricas

Petrobras fecha dois contratos para fornecimento de gás natural com a distribuidora de Santa Catarina

A Petrobras anunciou ao mercado que celebrou dois novos contratos de compra e venda de gás natural com a Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGÁS), com vigência a partir de janeiro de 2024 e 2026. Os dois acordos terão término em dezembro de 2034, no valor estimado de R$ 7,6 bilhões. Os novos contratos são fruto da Chamada Pública nº 001/2023 realizada pela SCGÁS e garantem o suprimento do mercado regulado no estado, que ultrapassa os 24 mil consumidores. Atualmente, a distribuidora de gás conta com 7 contratos de suprimento assinados com a Petrobrás, Tradener e Galp. Em nota, a Petrobras disse que “os novos contratos reforçam a parceria comercial entre as empresas e contemplam flexibilidades para a SCGÁS que corroboram marcos da abertura do mercado de gás natural brasileiro, mantendo a segurança e confiabilidade do suprimento Petrobras em condições comerciais competitivas e aderentes à realidade da indústria de gás natural”. (Petronotícias – 28.06.2023) 
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Aneel determina devolução de ressarcimento por energia não gerada em Angra 2

A Agência Nacional de Energia Elétrica atendeu pedido da Eletronuclear e autorizou o expurgo das 336 horas (14 dias) em que a usina de Angra 2 ficou indisponível em 2021, e que foram apuradas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico como Energia Não Fornecida Isenta de Ressarcimento (ENF-IR). A decisão significa tem um custo calculado em R$ 99 milhões para uma energia que não foi gerada, ao liberar a empresa do ressarcimento aos consumidores cotistas da usina. A Aneel determinou à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica o reprocessamento das liquidações financeiras mensais da Angra 2, para incluir as horas paradas em 2021 no valor da ENF_IR, expurgando assim os ressarcimentos mensais ocorridos durante o ano de 2022. As diferenças resultantes do recalculo em relação ao valor efetivamente liquidado, serão incluídas nas liquidações financeiras mensais, em 12 parcelas atualizadas de acordo com as regras de comercialização. (CanalEnergia - 28.06.2023)
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TCU julga pedido de reexame de acórdão sobre obras de Angra 3

Volta à pauta dos Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) o pedido de reexame contra acórdão de 2018 que apreciou auditoria operacional realizada com objetivo de analisar o processo de decisão de retomada das obras da usina nuclear de Angra 3. O tema já constava na pauta da semana passada, mas não chegou a ser apreciado. A usina já está com quase 70% das obras realizadas. Esta semana, notícias veiculadas na imprensa indicaram que o ex-ministro de Minas e Energia no segundo mandato de Lula, Nelson Hubner, que tomou posse no conselho de administração da ENBPar na semana passada, teria planos de fazer o governo desistir da construção da usina, tendo em vista o alto custo envolvido na conclusão do projeto e o elevado valor do megawatt-hora proveniente do empreendimento. (Broadcast Energia - 28.06.2023) 
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Coordenadores de frentes parlamentares do Rio e Minas defendem as atividades nucleares no país em visita a NUCLEP

A Frente Parlamentar em Defesa das Atividades Nucleares do Brasil, liderada pelo deputado Júlio Lopes, está desempenhando um papel importante diante da oposição à conclusão da usina nuclear Angra 3. Essa oposição poderia resultar em demissões de milhares de trabalhadores e impedir a criação de empregos adicionais. Os parlamentares têm visitado instalações nucleares de destaque, como a empresa NUCLEP, no Rio de Janeiro, para ampliar seu conhecimento. Eles são defensores do desenvolvimento de setores industriais estratégicos do Brasil e terão um papel ainda mais relevante daqui para frente. A NUCLEP desempenha um papel crucial na reconstrução de Angra 3 e na construção do primeiro submarino com propulsão nuclear e armamento convencional do país. Os deputados destacaram a importância da indústria nuclear brasileira e dos profissionais altamente capacitados e especializados nesse setor estratégico. Eles elogiaram a liderança e a reestruturação realizada pelo presidente da NUCLEP, ressaltando a confiança do mercado e o potencial da empresa para novas oportunidades. A visita à NUCLEP impactou positivamente o coordenador da bancada de Minas Gerais, que destacou a importância da empresa para o desenvolvimento nuclear do Brasil e enfatizou a relevância de uma visita do Ministro de Minas e Energia às instalações fabris da empresa. (Petronotícias – 27.06.2023)
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Austrália: BHP quer fim da proibição de energia nuclear

O BHP Group Ltd. está pedindo que a Austrália revogue a proibição de longa data à energia nuclear enquanto o país se move para descarbonizar seu sistema elétrico. A energia nuclear “deve fazer parte da conversa” na Austrália, disse Laura Tyler, diretora técnica da maior mineradora do mundo, em entrevista na quarta-feira. “Para garantir que tenhamos uma mistura de energia segura e confiável, precisamos ser capazes de combiná-la” com a energia nuclear complementando a energia eólica, solar, baterias e outras fontes de eletricidade, disse ela. A maior parte dos ganhos da BHP vem de suas minas australianas de minério de ferro e carvão, mas a empresa também produz urânio, o combustível para reatores nucleares, em seu local em Olympic Dam, no sul da Austrália. A Austrália nunca desenvolveu a geração de energia nuclear e há uma proibição de seu uso desde a década de 1990. O governo trabalhista apoia a proibição, argumentando que a riqueza de recursos renováveis do país significa que ela não é necessária. No entanto, a coalizão Liberal-Nacional de oposição quer que ela seja derrubada, alegando que eólica, solar e baterias não podem fornecer energia de carga básica confiável para substituir as usinas de carvão que estão sendo desativadas. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Artigo de Suzana Kahn: "Não temos este gás todo"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Suzana Khan, vice-diretora da COPPE/UFRJ, aborda a questão do gás natural na transição energética. Primeiramente, a autora sublinha que, no caso brasileiro, "[na] matriz energética já com enorme parcela de fontes renováveis, o aumento do uso do gás natural para gerar eletricidade nos levaria para direção contrária à transição, pois é também um combustível fóssil, que gera emissões de carbono para a atmosfera". A vice-diretora da COPPE/UFRJ sublinha que, dessa forma, as prioridades devem ser: "aumentar a produção de petróleo nos campos existentes e com investimentos já realizados, e isto se faz através da reinjeção de gás natural e água nos poços; e na direção da transição energética, ser o vetor para o processo de descarbonização de setores complexos em termos logísticos e de difícil redução das emissões de carbono, como setor de transporte rodoviário a longa distância, transporte aéreo e marítimo". Para reduzir as emissões destes setores, o gás natural pode ser usado na produção de hidrogênio “azul“ via CCUS, nas refinarias para produzir diesel renovável a partir de óleos vegetais, o chamado Diesel R, e na produção de combustíveis sintéticos para a aviação. Por fim, a autora aponta que "o Brasil deve ser criativo na busca de uma industrialização moderna, seguindo um modelo próprio e em consonância com suas riquezas naturais. O que é bom para a Europa e para os Estados Unidos não nos atende necessariamente. Nós podemos seguir um modelo de industrialização mais original, de vanguarda, baseado nas fontes de energia abundantes e variadas que temos." (GESEL-IE-UFRJ – 29.06.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Statkraft e Qair Brasil poderão importar e exportar energia

O Secretário de Planejamento e Transição Energética do MME, Thiago Barral, publicou na quarta-feira, 28 de junho, no Diário Oficial da União, Portaria onde autoriza a Qair Brasil Comercialização de Energia S.A a importar e exportar energia elétrica interruptível com a República Argentina e com a República Oriental do Uruguai. A Statkraft Energia do Brasil Ltda. também recebeu autorização para importar energia elétrica interruptível com a República Argentina e com a República Oriental do Uruguai. Segundo os critérios utilizados pelo ONS, a importação e a exportação de energia elétrica de que trata a autorização não deverão afetar a segurança eletroenergética do SIN. A exportação de energia elétrica não poderá produzir majoração dos custos do setor elétrico brasileiro. A energia elétrica importada será liquidada no Mercado de Curto Prazo brasileiro. (CanalEnergia - 28.06.2023) 
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