IFE
28/06/2023

IFE 5.750

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
28/06/2023

IFE nº 5.750

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.750

Regulação

Decreto qualifica empreendimentos de energia dentro do PPI

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou nesta quarta-feira no Diário Oficial da União (DOU) decreto que trata sobre a qualificação de empreendimentos públicos federais do setor de energia elétrica no âmbito do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República. Segundo decreto, ficam qualificados, no âmbito do PPI os seguintes empreendimentos públicos federais do setor de energia elétrica: leilões de Transmissão de Energia Elétrica; e leilões de Geração de Energia Elétrica. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Transmissão: Aneel mantém prorrogação de projetos não prioritários na pandemia

A diretoria da Aneel rejeitou recurso apresentado por cinco transmissoras e manteve uma decisão de junho de 2020 que autorizou a postergação em quatro meses dos prazos de entrada em operação comercial de empreendimentos não prioritários. A autorização foi direcionada a projetos cujos cronogramas foram definidos após a declaração da pandemia de Covid-19 em 11 de março daquele ano. As empresas Mantiqueira Transmissora de Energia S.A., Chimarrão Transmissora de Energia S.A., Transmissora Sertaneja de Eletricidade S.A., Veredas Transmissora de Eletricidade S.A. e Pampa Transmissão de Energia S.A. solicitaram que os efeitos da Resolução Autorizativa 8.926/20 fossem aplicados a todos os seus projetos de transmissão, inclusive os considerados prioritários pelo Operador Nacional do Sistema. O pedido considera a prorrogação de prazos com afastamento de penalidades às concessionárias, como por exemplo, a aplicação de descontos de Parcela Variável por Atraso na Entrada em Operação (PVA). (CanalEnergia – 27.06.2023)
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Aneel autoriza 23,5 MW para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início da operação comercial, a partir de 27 de junho, a UG1 da UFV Ferreira Costa Natal, com 0,7 MW de capacidade instalada; e as UG5 a UG8, com 22,8 MW, da EOL Cajuína A6. Os empreendimentos, que estão localizados no estado do Rio Grande do Norte, somam 23,5 MW de capacidade instalada. Para operação em teste, a Aneel liberou a UG3, da EOL Serra do Seridó VII, com 5,5 MW de capacidade instalada. (CanalEnergia – 27.06.2023)
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Transição Energética

BNDES e governo analisam subsídios para transição energética

Da mesma forma como foi relevante para o surgimento da indústria eólica e da energia solar, o BNDES quer ser protagonista no desenvolvimento das novas renováveis, como a eólica offshore e o hidrogênio verde. “Queremos incentivar a indústria dos eletrolisadores, amônia verde, química verde, combustíveis de baixo carbono e estamos considerando políticas para isso”, disse a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudanças Climáticas do banco, Luciana Costa, durante um evento organizado pelo CEBRI e o Institute of the Americas (IOA) nesta terça-feira, 27 de junho, no Rio de Janeiro. A executiva defendeu como interessante a elaboração de subsídios inteligentes e focados, afirmando que a questão está sendo debatida com o governo, no sentido de onde faz mais sentido colocar os incentivos e o prazo para acabarem, citando a possibilidade de um novo Proinfa para o hidrogênio com leilões para o ano que vem, algo que o resto do mundo já está fazendo. “Já fizemos isso com a energia renovável pós apagão e fizemos isso direito”, lembra Luciana, ponderando que a descarbonização no Brasil será muito mais barata que outros países do mundo e que pode ser a primeira potência mundial em atingir a neutralidade. (CanalEnergia – 27.06.2023)
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Governo pretende injetar CO2 no subsolo

O governo federal planeja apresentar ao Congresso um projeto de lei para estabelecer regras para empresas injetarem em camadas subterrâneas gases que causam o efeito estufa. A tecnologia de captura e estocagem de carbono (CCS, na sigla em inglês) está ainda em estágios iniciais pelo mundo. Consiste em retirar o CO2 emitido em processos industriais, transportá-lo por tubulações e armazená-lo em formações geológicas no fundo da terra. O MME, que vem discutindo o assunto desde 2021, disse que as regras estarão incluídas em um pacote mais amplo de medidas que está sendo chamado de PL do Combustível do Futuro. “O governo federal, em breve, vai apresentar ao Congresso Nacional o Projeto de Lei do Combustível do Futuro, que endereça, dentre outros temas, o marco regulatório para atividade de CCS no Brasil”, afirmou a assessoria do MME. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Uso de vapor do subsolo para gerar energia geotérmica ainda é tímido

Embora o aproveitamento de reservatórios de água ou vapor superaquecidos no subsolo tenha se transformado quase numa obsessão ecológica de startups e de investidores de novos modelos de energia limpa e renovável de alguns países, a geração geotérmica de eletricidade ainda é considerada tímida em comparação a seu potencial, calculado entre 70 GW e 80 GW pelo Banco Mundial. Até 2022, pouco mais de 20% das reservas geotérmicas conhecidas eram usadas para gerar energia elétrica, segundo a ThinkGeoEnergy Research. Para a Associação de Energia Geotérmica (GEA, na sigla em inglês), apenas 7% foi explorado. “No Brasil, em que predomina a baixa entalpia [50 °C a 150 °C], a temperatura das fontes termais tem outras vocações, com oportunidade para indústria, agropecuária, residências, além do lazer e turismo”, diz Edson Fernando Escames, professor da FGV Management. O país tem potencial para gerar energia elétrica geotérmica, mas ainda há muito a avançar, diz. “Temos muitas oportunidades, e a melhor maneira é o ensino, a pesquisa e o alinhamento com iniciativas do setor privado. As novas gerações têm um importante papel nesse sentido”, diz o professor. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Indústrias antecipam as metas de descarbonização

Grandes consumidoras de energia, as indústrias vêm puxando a ampliação das matrizes renováveis para enquadrar suas cadeias produtivas nos protocolos internacionais que versam sobre a redução de emissões de gases de efeito estufa. O segmento é o maior responsável pela adoção dessas novas fontes no Brasil, que já equivalem a quase 10% de seu consumo total, gerados por meio de fontes alternativas como a eólica, a solar, a biomassa e o hidrogênio verde em 2023, segundo projeção da EPE. A GM é uma das que alavancam esse uso. Embora a meta global seja tornar a produção integralmente fundamentada em energias renováveis até 2035, as fábricas dos Estados Unidos devem alcançá-la dentro de dois anos. A busca por fontes limpas fez com que a companhia economizasse cerca de 17 mil MW no último triênio. Já o plano da Heineken é tornar a produção 100% renovável até o fim de 2023. No Brasil há 13 anos, a cervejaria centenária aposta nas caldeiras de biomassa para geração de energia de suas plantas. Com investimento de R$ 1,15 bilhão, a Hydro Alunorte investe em dois projetos de energia solar. Um deles é o Mendubim, de 531 MW, que corresponderá a 60% da energia produzida nas plantas do Pará. O outro é o Feijão, de energia eólica e solar de 586 MW, no Nordeste do Brasil. Ambos já estão em fase de construção. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Investidores buscam energytechs

Os investimentos em energytechs (startups do setor de energia) na América Latina subiram 33% entre 2021 e 2022, de US$ 614,5 milhões para US$ 817,3 milhões. Os valores, que incluem operações de fusões e aquisições, aparecem em relatório recente da consultoria em inovação Beta-i Brasil, que analisou 541 empresas na região. “A pesquisa evidencia uma concentração de investimentos em soluções na área de renováveis”, afirma Renata Ramalhosa, CEO da Beta-i Brasil. “Quase 12% das empresas relatam atuação nessa vertical, e uma das tecnologias com forte potencial é o hidrogênio verde". “[Entre as startups] há oportunidades para resolver desafios complexos do setor energético, geralmente atrelados aos três ‘Ds’ da indústria: ‘descarbonização’, ‘digitalização’ [dos sistemas] e ‘descentralização’ [da produção de energia]”, detalha Ramalhosa. A estimativa da consultora, por conta do cenário econômico global instável e de juros altos no Brasil, é que o volume de aportes no segundo semestre seja menor do que nos dois anos anteriores. “Porém, a liberalização do setor elétrico e o novo regulamento do programa de pesquisa da Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel] vão ser estímulos importantes para o crescimento do ecossistema de energytechs no país”, avalia. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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UE: auditores temem que metas climáticas esbarrem em problemas financeiros

A agência de auditoria da União Europeia (UE) alertou hoje que pode não haver financiamento suficiente para cumprir as metas climáticas do bloco. A advertência do Tribunal de Contas ocorre quando o bloco de 27 nações já está lutando para manter a imagem de líder global em prol da neutralidade climática. Em um relatório de 63 páginas, o tribunal também observou que a Comissão Europeia, o braço executivo da UE, não incluiu todas as emissões de gases de efeito estufa em suas contas, o que pode levar a estatísticas excessivamente otimistas. Os autores do relatório também acharam que parte da contabilidade da Comissão era muito vaga. (Broadcast Energia - 26.06.2023)
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IEA: Fontes limpas atraem mais investimentos que as fósseis

O investimento global em tecnologias para geração de energia limpa deverá alcançar US$ 1,7 trilhão em 2023, superando, pelo oitavo ano consecutivo, o montante destinado aos combustíveis fósseis, que deverá ficar em pouco mais de US$ 1 trilhão. Se for mantido o ritmo de investimentos anuais, o acumulado até 2030 excederia o patamar necessário para cumprir as promessas do Acordo de Paris e evitar que a temperatura média global suba acima de 1,5 ºC. A conta é do relatório World Energy Investment 2023, lançado em maio pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), e engloba recursos destinados a geração por fontes renováveis, VEs, energia nuclear, redes inteligentes, armazenamento, combustíveis de baixa emissão e eficiência energética. A agência aponta que, pela primeira vez, os investimentos previstos em 2023 em energia solar (US$ 382 bilhões) devem ser o triplo dos recursos alocados no petróleo - o que não significa que a energia fóssil esteja fora do horizonte nas próximas décadas. Membro do IPCC, o físico Paulo Artaxo, professor e pesquisador da USP, avalia que o Brasil tem potencial singular na corrida pela transição energética, mas precisa corrigir a rota e priorizar fontes renováveis em detrimento das fósseis. “Ainda não estamos explorando todo o potencial da geração eólica e solar, apesar do crescimento dessas fontes. O Brasil precisa ajustar o foco e se tornar uma potência global em geração de energia limpa a baixo custo”, defende Artaxo. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Empresas

Redução média de 2,24% nas tarifas da Enel SP

A diretoria da Aneel aprovou a redução média de 2,24% das tarifas da Enel Distribuição São Paulo (Enel SP) pelo processo de revisão tarifária periódica. A classe de consumo de baixa tensão, que inclui pequenos comércios e clientes residenciais, terá redução média de 0,97%. Dentro deste grupo, os consumidores residenciais terão redução de 0,91%, enquanto os clientes da classe rural terão o aumento de 5,19%. Os consumidores industriais e de comércios de grande porte (alta tensão) terão as tarifas reduzidas em 6,10%, em média. Já os clientes da alta tensão denominados “Subgrupo A5” terão as tarifas elevadas em 7,63%. (Valor Econômico - 27.06.2023)
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Tarifas terão reduções de 0,31% em TO e de 3,89% no interior do PR

A Aneel aprovou os reajustes tarifários da Energisa Tocantins e da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel, localizada no Paraná. As tarifas das mais de 650 mil unidades consumidoras do estado de Tocantins serão reduzidas em média em 0,31% no dia 4 de julho, com reduções médias de 0,76% na alta tensão e de 0,19% na baixa tensão. No caso da Cocel, que atende 57 mil unidades consumidoras no interior paranaense, as tarifas ficarão em média 3,89% menores que as atuais, com efeito redutor médio a ser percebido de 14,42% para os consumidores conectados em alta tensão e de 3,70% para os da baixa tensão. O reajuste passa a valer na próxima quinta-feira, 29 de junho de 2023. (CanalEnergia – 27.06.2023) 
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Chesf investe R$ 2,79 mi no Piauí

A Chesf investiu cerca de R$ 2,79 milhões na região sul do Piauí com um empreendimento na subestação de São João do Piauí. A empresa entregou para operação comercial uma nova unidade de reator reserva 500kV, 33,3 MVA. A iniciativa trará mais confiança e qualidade na transmissão de energia elétrica em uma região próxima a um polo econômico no Estado. Segundo a companhia, a entrega desse reator tinha como prazo para implantação 36 meses, com data limite em 9 de março de 2024. A obra foi concluída com antecedência de oito meses. A execução da obra ficou a cargo da Hitachi. (CanalEnergia – 27.06.2023)
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Aprovado modelo de novos contratos de usinas da Copel GT

A diretoria da Aneel aprovou a minuta do contrato de concessão que vai regular a exploração das hidrelétricas Governador Ney Aminthas de Barros Braga (Segredo) e Governador José Richa (Salto Caxias), após a privatização da Copel Geração e Transmissão. Também foram feitas alterações no modelo de contrato da UHE Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia), que também pertence à estatal. Segredo tem 1.260 MW de potência instalada e Salto Caxias 1.240 MW. Ambas estão localizadas no rio Iguaçu, no estado do Paraná. Os empreendimentos terão um novo contrato de concessão por 30 anos, em regime de produção independente de energia elétrica. O contrato atual de Segredo termina em setembro de 2032 e o de Salto Caxias em março de 2033. (CanalEnergia – 27.06.2023)
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CEA Equatorial adquire primeira subestação móvel do Amapá

A CEA Equatorial adquiriu a primeira subestação móvel do Amapá. O equipamento é composto pelo transformador de força, casa de controle, para-raios e demais proteções, além do caminhão de tração, veículo responsável por fazer o transporte da subestação. A unidade possui 30MVA de potência e opera em 138KV e 69KV, ou seja, pode substituir as subestações da rede de distribuição no Estado. Pela capacidade de mobilidade, a subestação móvel, instalada em um único chassi, poderá ser descolada para qualquer ponto do estado com segurança e agilidade. O presidente da CEA Equatorial, Augusto Dantas, garante que esse é um grande avanço no setor elétrico e que os investimentos ocorrem de forma intensa para garantir uma boa entrega no trabalho desenvolvido pela distribuidora desde a sua concessão. A subestação móvel soma-se as outras 19 subestações, entre as já entregues e as que ainda seguem em construção no estado. O investimento para a nova aquisição foi de R$ 10 milhões. Ainda no ano de 2023, a CEA Equatorial fará a entrega de mais 11 subestações em todo o estado. Todas as obras passam por melhoria e quando entregues, garantirão uma melhora considerável no fornecimento de energia para todos os clientes amapaenses. (CanalEnergia – 27.06.2023) 
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Hitachi aposta em solução que utiliza AI para ajudar o setor elétrico

Na terça-feira, 27 de junho, o grupo Hitachi LTD lançou no Brasil o Hitachi Vegetation Manager (HVM), uma solução de planejamento de recursos de circuito fechado que utiliza inteligência artificial e análises avançadas para melhorar a precisão e a eficácia das atividades de trabalho de vegetação e dos esforços de planejamento de uma organização. A solução fornece recursos de alta tecnologia, incluindo imagens dos satélites para monitorar linhas de transmissão e distribuição, especialmente em áreas rurais, e melhorar o manejo de vegetação, o planejamento de esforços, a confiabilidade da rede e a resiliência de longo prazo. Segundo o gerente de soluções digitais da Hitachi Energy, Rodrigo Mateini, a solução levará imagens do satélite para o tablet. “Estamos falando em aplicar inteligência artificial para monitorar as faixas de servidão no Brasil e poder com a informação ter uma primeira avaliação de como está a presença das linhas de transmissão no país. O processo é feito em quatro etapas”, explicou. As etapas são: integração com Maxar, tecnologia de satélite; planejamento otimizado; visibilidade 360 e UX simplificado e personalizado. Com a solução será possível identificar riscos e perigos atuais e futuros que antes não eram detectados por métodos tradicionais de inspeção. Também servirá de apoio à tomada de decisão orientado por dados para reduzir o impacto nos seus ativos e melhorar a lucratividade. E irá oferecer uma decisão centralizada de vegetação, desde a análise de imagens até o planejamento da equipe e o desempenho de empreiteiros. (CanalEnergia – 27.06.2023) 
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Engie Chile consegue financiamento de US$ 400 mi do IFC para descarbonização

A International Finance Corporation, membro do Grupo Banco Mundial, anunciou a assinatura de um empréstimo verde e vinculado à sustentabilidade para a Engie Chile. O financiamento, no valor total de US$ 400 milhões, ajudará a empresa a passar da geração de energia baseada em combustíveis fósseis para a geração de energia renovável e instalação de sistemas de armazenamento. O financiamento inclui US$ 200 milhões fornecidos pela IFC, US$ 114,5 milhões por investidores no programa de portfólio de cofinanciamento gerenciado pela IFC e US$ 35,5 milhões pelo investidor ILX Fund com foco em ODS no âmbito do Programa de Empréstimos B da IFC. Um empréstimo paralelo adicional de US$ 50 milhões, obtido pela IFC, deverá ser concluído nas próximas semanas para concluir um pacote de financiamento total de US$ 400 milhões. Este é o primeiro empréstimo vinculado à sustentabilidade que o IFC concede ao setor energético chileno, o que contribuirá para facilitar o fornecimento de energia limpa ao Sistema Elétrico Nacional, contribuindo para mitigar a intermitência da geração renovável através da implementação da tecnologia de armazenamento de energia. O empréstimo também foi estruturado com um objetivo específico de desempenho sustentável para o descomissionamento ou modernização dos ativos remanescentes de geração de carvão da empresa, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas ao reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 800.000 toneladas de CO2 por ano. (CanalEnergia – 27.06.2023) 
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Leilões

BofA: Leilão de transmissão de energia tem risco-retorno atraente, mas criação de valor limitada

O Bank of America (BofA) vê um perfil de risco-recompensa atraente nos termos do leilão de nove projetos de transmissão de energia, que ocorrerá na próxima sexta-feira (30). Por outro lado, o banco espera uma criação limitada de valor presente líquido. O banco afirma que, no seu cenário-base, a concorrência reduzirá novamente os retornos. “Estimamos cerca de 7,5% de taxa interna de retorno real em um cenário de 30% de desconto para as receitas e 10% de eficiência na implantação do investimento”, afirmam os analistas Arthur Pereira e Gustavo Faria. Os analistas destacam ainda que, nos últimos oito leilões (de 2018 a 2022), os licitantes ofereceram um desconto médio de 50% nas receitas máximas, refletindo poucas oportunidades de crescimento e eficiências esperadas em relação à estimativa do regulador. “Apesar dos investimentos planejados mais altos e das condições de financiamento mais restritivas, com rendimento dos títulos de longo prazo do Brasil em 5,8% contra 4,8% em média 2020 a 2022), ainda esperamos um leilão altamente competitivo”, afirmam. (Valor Econômico - 27.06.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD médio diário permanece no valor mínimo de R$ 69,04/MWh em todo o País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) permanece no piso regulatório de R$ 69,04 por MWh nesta quarta-feira, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já são nove meses de PLD no patamar regulatório mínimo, que em 2022 era de R$ 55,70 por MWh. O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. O cálculo do PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 28.06.2023) 
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Reservatórios do Sul operam com 88,7% da capacidade

Os reservatórios do Sul tiveram queda de 0,2 ponto percentual na última segunda-feira, 26 de junho, segundo o boletim do ONS. O subsistema trabalha com 88,7% de sua capacidade. A energia armazenada marca 18.151 MW mês e ENA é de 15.280 MW med, equivalente a 56% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A região Nordeste caiu 0,2 p.p e está operando com 85,3% de sua capacidade. A energia retida é de 44.101 MW mês e ENA aponta 2.112 M MW med, valor que corresponde a 51% da MLT. Já o submercado do Sudeste/Centro-Oeste diminuiu 0,1 p.p e operava com 86,6% do armazenamento. A energia armazenada mostra 177.138 MW mês e a ENA aparece com 28.634 MW med, o mesmo que 92% da MLT. A Região Norte baixou 0,3 p.p e trabalha com 98,8%. A energia armazenada indica 15.123 MW mês e a energia natural afluente computa 5.980 MW med, correspondendo a 76% da MLT. (CanalEnergia – 27.06.2023) 
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Mobilidade Elétrica

BYD: Construção de fábrica de VEs na Bahia

O grupo chinês BYD irá anunciar na próxima semana a construção de uma fábrica de VEs na Bahia. Apesar de próximo, o anúncio oficial ainda depende de algumas definições. A principal é a localização da fábrica. Não estão totalmente concluídas as negociações dos chineses com a Ford para a compra da fábrica da montadora americana em Camaçari, fechada em 2021. O governo baiano preparou-se para oferecer outra área caso as negociações com a Ford fracassem. A vice-presidente global da companhia, Stella Li, afirma que a empresa ainda decidirá quais modelos planeja produzir aqui. E revela que, além dos carros 100% elétricos, pretende fabricar no Brasil híbridos “plug-in” que poderão usar etanol. Para a executiva, futuramente o mercado brasileiro poderá ser parecido com o que é hoje o da China: metade dos carros totalmente elétricos e a outra metade de híbridos “plug-in” a etanol. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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ABVE: Redes de postos inauguram estações para VEs

Parcerias tem viabilizado redes de postos de recarga para VEs. Segundo a ABVE, há cerca de 3.200 eletropostos públicos ou semipúblicos no país. A EzVolt, investida da Vibra - que fechou parceria com Jaguar Land Rover e Volvo -, tem mais de 600 carregadores em 13 Estados. Destes, sete ultrarrápidos estão em postos no Rio de Janeiro e em São Paulo, e mais três devem ser inaugurados no próximo trimestre. “A meta é implementar corredor elétrico de 9.000 km”, diz Ernesto Pousada, CEO da Vibra, que investiu mais de R$ 20 milhões em infraestrutura e iniciativas relacionadas a eletromobilidade. A GM, por sua vez, tem parceria com WEG e Eletricus para soluções de recarga residencial e móvel. A Audi possui 152 carregadores no país entre modelos ultrarrápidos e semirrápidos, em parcerias com EDP, Volkswagen, Porsche e Raízen. A Raízen atua por meio do programa Shell Recharge, com estações de recarga rápida no Brasil, Argentina e Paraguai em cidades, rodovias e pontos estratégicos. O plano de expansão para este ano inclui, além da rede - que estará disponível nos aplicativos da marca e da startup Tupinambá -, parceiros como locadoras, supermercados e postos de combustíveis, com projetos como construção de lounges de carregamento. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Montadoras ampliam oferta de elétricos

A eletromobilidade ganha espaço no país, com maior oferta de veículos, preços mais atraentes, busca por sustentabilidade em entregas urbanas e melhor relação custo-benefício em transporte pesado. Só no segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas de eletrificados cresceram 43% em 2022 sobre 2021, com quase 50 mil unidades, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Em 2023, o número de montadoras no segmento passou de 27 para 34 e, em maio, as vendas subiram 90% sobre igual período de 2022, para 6,4 mil unidades. A expectativa é alcançar 70 mil unidades vendidas em 2023, segundo o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais e governamentais da GWM (Great Wall Motors) Brasil - montadora chinesa que deve começar a produzir em Iracemápolis (SP) no ano que vem. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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BorgWarner: ônibus e comerciais leves devem puxar eletrificação no Brasil

Em sua apresentação no Electric Days Brasil 2023, a BorgWarner mostrou sua visão de transição energética com foco nos veículos comerciais. A empresa norte-americana acredita que a transição para a mobilidade elétrica no Brasil pode ser protagonizada pelos veículos de transporte de cargas e passageiros, em especial comerciais leves e ônibus. Marcelo Rezende, Diretor para Sistemas de Baterias da BorgWarner no Brasil, destacou o potencial do país, que tem a 4ª maior frota de veículos comerciais do mundo. Por aqui, 65% das mercadorias são transportadas pelo modal rodoviário, um segmento que representa apenas 6,6% da frota total, mas tem importância econômica estratégica.O executivo reforçou que a eletrificação tem grande importância econômica, e indiscutivelmente ambiental, citando estudos que mostram a relação direta entre o nível de veículos poluentes e o aumento de doenças respiratórias. Olhando por esse ponto, a descarbonização se apresenta como uma saída indispensável. A transição para a mobilidade elétrica no transporte de cargas e passageiros também representará uma grande contribuição para a redução das emissões, uma vez que os transportes rodoviários são responsáveis por 70% das emissões do setor no país.Considerando essas vantagens, Rezende explica que o Brasil tem um potencial enorme de expansão para os veículos comerciais elétricos. Tanto os ônibus elétricos quanto os veículos de entregas urbanas e caminhões de pequeno porte que podem circular dentro das cidades. O executivo fala em um aumento de 400% na frota eletrificada até 2025 e representando 11% do total em 2030, o que é expressivo diante dos baixos números de participação atuais. Atualmente, apenas 0,1% da frota de veículos comerciais é totalmente elétrica. (Inside EVs – 27.06.2023) 
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Renault: Carros elétricos serão metade da frota global em 2040

A Renault acredita que é necessária uma estratégia holística, começando pela rede de fornecedores até chegar ao fim do uso do veículo, reduzindo as emissões de carbono em todos os processos. Caique Ferreira, diretor de comunicação da Renault, explica que a empresa vê estas metas de ESG funcionam não só como uma forma de contribuir ao meio-ambiente como também traz novas oportunidades de negócios, de encontrar novas matrizes energéticas e matérias-primas. No caso do Brasil, a empresa fez um trabalho para reduzir o consumo de energia em 12% na produção de um motor em comparação a 2021. O complexo em São José dos Pinhais (PR) usa energia vinda somente de fontes limpas e 40% da área total é de mata preservada.As metas de ESG estão tornando-se cada vez mais importantes para os consumidores, principalmente depois da pandemia. Uma pesquisa feita pela IBM mostra que 54% dos clientes pagariam mais por um produto por ser sustentável ou ambientalmente responsável e 82% optariam por um transporte ecológico, ainda que mais caro. Só que a transição será em ritmos diferentes dependendo dos países, por questões políticas e socioeconômicas. Por isso, a Renault acredita que, em 2040, metade dos carros no mundo serão elétricos, enquanto a outra metade terão motores a combustão, seja com um sistema híbrido ou não. Esta participação grande dos motores térmicos justifica uma nova empresa do Grupo Renault chamada Horse, que iniciará a operação nesta semana e será responsável por desenvolver novos propulsores a combustão. É uma joint venture com a chinesa Geely, dona de diversas marcas como a Volvo. (Inside EVs – 27.06.2023) 
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Baterias vão apoiar uso ampliado de fontes variáveis

O avanço dos carros elétricos tende a contribuir com a produção de energia elétrica pelo vento e pela luz do sol. A incorporação de baterias semelhantes às dos automóveis em usinas eólicas e fotovoltaicas aumenta a eficiência delas. Com baterias, se tornam mais previsíveis e confiáveis. Ou seja, melhor preparadas para assumir um papel cada vez mais predominante na matriz energética nacional. Os complexos eólico e solar já respondem por 13,3% e 5% da capacidade de geração no país, respectivamente. O custo dessas baterias ainda é um obstáculo para sua incorporação em sistemas de geração. A massificação da produção de VEs, entretanto, tende a barateá-las. Um estudo da consultoria McKinsey estima que o mercado de baterias crescerá mais de 30% ao ano até 2030. Na rede elétrica nacional, baterias também acomodadas em contêineres têm sido usadas numa subestação em Registro (SP), no Vale do Ribeira, para oferecerem energia extra em períodos de alta demanda. A instalação é da transmissora Isa Cteep. Foi inaugurada em março e é considerada a primeira de larga escala no Brasil. A subestação de Registro atende ao litoral sul de São Paulo, região que sofre com picos de consumo em todo fim de ano por conta do turismo sazonal. As baterias fornecem 60 megawatts-hora por até duas horas. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Inovação e Tecnologia

Petrobras: Planos para exportação de hidrogênio

O diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, disse que a estatal tem estudado o mercado de hidrogênio e que pode vender o produto para o mercado interno ou externo. “Ainda não sabemos se vamos começar pelo Brasil ou pelo exterior, vai depender dos preços do mercado e da regulação”, disse em evento organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri). Segundo o executivo, tanto o hidrogênio verde, produzido a partir de energia limpa, quanto o hidrogênio azul, produzido a partir de combustíveis fósseis, estão no radar para se tornar produtos para que a companhia venda. “Hidrogênio está no nosso radar, tanto o verde quanto o azul. O verde porque pretendemos produzir fontes renováveis, e o azul porque temos gás natural e especialistas em injetar gás carbônico. Mas ainda estamos olhando o mercado". (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Eólicas offshore e H2V aguardam regulamentação ainda neste ano

Duas importantes fontes de energia emergentes, a geração eólica offshore e o hidrogênio verde, não contam com marcos legais estabelecidos. A falta de aparato regulatório ainda não impacta os projetos ainda em fase de desenvolvimento em usinas geradoras que utilizam as novas tecnologias, mas já acende um sinal de alerta aos investidores. “Não podemos chegar a 2024 sem uma regulação satisfatória para as novas tecnologias. O mundo não vai ficar nos esperando. Os investimentos vão para onde há segurança jurídica”, diz Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica. No Congresso Nacional tramitam três PLs com o objetivo de regular o tema. O que é visto como o mais promissor é o PL 576/2021, proposto pelo ex-senador Jean Paulo Prates, atual presidente da Petrobras. O projeto foi aprovado pela comissão de infraestrutura do Senado em agosto de 2022 e agora tramita na Câmara dos Deputados. Para Martins, o país precisa estabelecer se quer desenvolver energia offshore e, em caso positivo, criar uma política de estímulos, e não taxas. Elbia Gannoum defende que as taxas estabelecidas tenham valor simbólico em um primeiro momento. “É uma tecnologia nova, precisa de apoio para começar”, afirma. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Modernização da rede elétrica é vital para acomodar fontes intermitentes

A complexidade da operação do sistema elétrico, com o avanço de fontes descentralizadas e variáveis, como eólicas e solares, tem transformado a maneira de operação da rede de energia, com desafios tanto para o operador quanto para transmissoras e distribuidoras. Quando o sol para de brilhar no fim da tarde, há uma queda na geração fotovoltaica verificada no ONS, já que não há mais luz no céu para produção de energia. A complexidade de operação também traz desafios para as transmissoras. Sua atuação passará por mudanças. Elas poderão se tornar mini operadoras do sistema, que terá uma digitalização crescente, já que o envio de dados crescerá em todas as pontas da rede. “O avanço das renováveis na geração de energia cria inequações. Primeiro, tem um problema de qualidade de frequência, variação de voltagem. Em alguns momentos, há excesso de oferta de carga e não é fácil regular, não se consegue baixar uma térmica ou modular uma hidrelétrica. O uso de bateria de armazenamento passa a ser essencial. Isso será a realidade, não tenho a menor dúvida”, diz o CEO da Isa Cteep, Rui Chammas. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Especialistas veem espaço para crescimento exponencial da geração de biomassa

Com 628 usinas utilizando biomassa como combustível pelo país, há espaço para crescimento exponencial dessa indústria, conforme especialistas. Porém, é preciso políticas públicas eficazes. “Falta um projeto político ambicioso, que deveria ser prioridade nacional, para aproveitar melhor a matéria orgânica disponível, desenvolvendo o campo e descarbonizando o país. Ainda estamos na antessala desta transformação rural. O Brasil carece de avanços técnicos e tecnológicos e vai precisar gerar mercado criando novos regimes de compra”, diz Daniel Vargas, Coordenador do Observatório de Economia da FGV. “Existem estudos em andamento para produção de hidrogênio a partir do etanol celulósico, do bagaço moído. A indústria da cana pode derivar, até mesmo, para sua geração em larga escala”, diz. Para o executivo, camas de frango e gado são outras fontes importantes com possibilidade de gerar biogás em grandes volumes. Conforme a Aneel, somente 18 empreendimentos geram eletricidade, hoje, a partir de esterco animal. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Rede 5G traz oportunidades para melhorar a eficiência energética

Segundo dados da EPE, s empresas de telecomunicações foram o quarto maior consumidor de energia na categoria de serviços, e o 13º na classificação do IBGE em 2022. Com a chegada da rede 5G, que demanda mais antenas, as operadoras que já possuem experiência com a geração distribuída e a capilaridade na alimentação dos pontos para a entrega do sinal serão beneficiadas. “O 5G já nasce com o conceito de eficiência energética como princípio de design e, além disso, a evolução da tecnologia permite uma melhor distribuição dos componentes computacionais onde o processamento pode ser mais bem aproveitado”, afirma Matheus Rodrigues, sócio líder de tecnologia, mídia e telecomunicações da Deloitte. A nova rede aumenta de forma incremental o atual modelo de produção e consumo de energia e ao mesmo tempo traz oportunidades para melhorar a eficiência energética. “A tecnologia permite um controle mais dinâmico do uso da rede e tem capacidade de conectar mais dispositivos IoT (Internet das Coisas) que contribuem para a eficiência energética em muitos setores da economia, como transporte, manufatura e energia”, destaca Adriano Correia, líder em energia da Deloitte. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Energias Renováveis

Energia eólica e solar se consolidam como tendência do futuro

Nas últimas duas décadas, houve uma transformação da matriz de energia elétrica no Brasil, com a diversificação de fontes e o avanço das fontes eólicas e solar. As eólicas somam 26 GW de potência, que correspondem a 13% da eletricidade do país. Já a solar totaliza 30 GW de capacidade, com 21 GW em GD solar, 14% da geração nacional. Os dados são da Absolar. O avanço das duas fontes está ligado à queda no preço das tecnologias. Em dez anos, segundo a Agência Internacional para as Energias Renováveis, o custo de adoção da eólica e solar caiu 80%. No Brasil, com grande irradiação e os ventos fortes, as duas estão entre as mais competitivas. O investimento nas duas fontes renováveis também desperta a atenção no H2V, que pode ser produzido no Brasil só com fontes limpas. Um estudo da BloombergNEF projeta o país como um dos únicos capazes de oferecer hidrogênio verde a um custo inferior a US$ 1 por kg até 2030. (Valor Econômico - 28.06.2023)
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Petrobras: Elevação de 146% na produção de diesel com matéria-prima renovável

A Petrobras prevê aumentar em 146% sua capacidade de produção de diesel com conteúdo renovável (Diesel R). A companhia recebeu autorização da ANP para operar mais uma unidade de produção desse combustível na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR). A utilização da capacidade depende de disponibilidade de matéria-prima e das condições de mercado. A capacidade de produção de Diesel R da estatal passará dos atuais 5 milhões de litros por dia para 12,3 milhões de litros por dia, ainda neste ano. Para efeito de comparação, esse volume total seria suficiente para abastecer cerca de 41 mil ônibus convencionais, gerando redução de emissões de cerca de 1.300 toneladas de gases do efeito estufa. Em nota, a empresa informou que o diesel com conteúdo renovável é o primeiro produto lançado no âmbito do Programa de BioRefino da Petrobras. A iniciativa investirá, nos próximos cinco anos, aproximadamente US$ 600 milhões no desenvolvimento de uma nova geração de combustíveis sustentáveis, essenciais para o movimento de transição energética. (Valor Econômico - 27.06.2023)
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Gás e Termelétricas

AIE: setor de gás e petróleo deve investir 2% da receita para reduzir emissões de metano em 15%

O setor de petróleo e gás deveria investir 2% de sua receita líquida anual para reduzir as emissões de metano em 15% até 2030, aponta a Agência Internacional de Energia (AIE). De acordo com relatório publicado pela agência, seriam necessários US$ 75 bilhões para colocar o setor no caminho para cortar por completo as emissões até 2050. Do total investido, US$ 55 bilhões devem ser usados para conter a liberação do gás na extração, enquanto outros US$ 20 bilhões iriam para tecnologias voltadas à indústria de refino e processamento. A AIE aponta também que é possível que o setor invista em tecnologia para captura e produção de energia com base no gás metano, o que, até 2030, seria possível arrecadar US$ 45 bilhões com a venda do metano capturado e compensar o investimento na tecnologia. (Broadcast Energia - 27.06.2023) 
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