IFE
27/06/2023

IFE 5.749

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
27/06/2023

IFE nº 5.749

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.749

Regulação

GESEL participa de comissão especial da Câmara dos Deputados para debater hidrogênio sustentável

Acontece nesta terça-feira, dia 27 de junho de 2023, às 14h, na Câmara dos Deputados, em Brasília, a primeira audiência pública (AP) para discutir o panorama da produção e consumo de hidrogênio sustentável. A AP acontece no âmbito da Comissão Especial da Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde da Câmara dos Deputados e contará com a presença do Coordenador do GESEL, Professor NIvalde de Castro. Foram convidados ainda: a professora da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Regina Mambeli Barros; o coordenador do Laboratório de Hidrogênio da Unicamp (LH2), Ennio Peres da Silva; o coordenador do coordenador do Laboratório de Hidrogênio do Instituto Avançado de Tecnologia e Inovação (Iati), Robson Carmelo. (GESEL-IE-UFRJ – 27.06.2023)  
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GESEL realiza fórum com a Prefeitura do RJ

O GESEL, junto à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda do Rio de Janeiro (SMTE), realizará, no próximo dia 29 de junho, das 9 às 18h, no Planetário do Rio (Gávea), o fórum “Rio de Janeiro: capital dos empregos verdes”. Participarão das mesas, o secretário municipal do Clima de Niterói, Luciano Paez, o diretor executivo do Instituto Fecomércio de Sustentabilidade (IFeS), Vinicius Crespo, a diretora regional da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Camila Nascimento, o coordenador do Climate Reality, Sergio Besserman, o diretor de Estudos Econômicos e Estratégicos da Empresa de Pesquisa Energética, Giovani Machado, o presidente da RIO+ Saneamento, Leonardo Righetto, o chefe do departamento de Energia do BNDES, Alexandre Siciliano Esposito, os fundadores do Ciclo Orgânico e da Favela Orgânica, Lucas Chiabi e Regina Tchelly, respectivamente, entre outros. O evento tem apoio do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Universitária José Bonifácio. Saiba mais e inscreva-se: https://trabalho.prefeitura.rio/noticias/forum-debate-como-transformar-o-rio-de-janeiro-na-capital-dos-empregos-verdes/ (GESEL-IE-UFRJ – 27.06.2023)  
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Distribuidoras de energia começam a debater renovação de concessões

O MME anunciou a abertura de consulta pública por 30 dias para discutir propostas de diretrizes para a renovação de concessões de 20 distribuidoras de energia elétrica, privatizadas na década de 1990, cujos contratos de concessão chegam ao fim entre 2025 e 2031. Essas distribuidoras respondem por 62% do mercado nacional e atendem 55,6 milhões de unidades consumidoras, com receita bruta de R$ 168 bilhões. A consulta pública, que termina em 24 de julho, e as propostas de diretrizes eram aguardadas pelo mercado. O MME vinha sinalizando que exigiria das empresas “contrapartidas sociais” para renovar os contratos. Mas as condições para as contrapartidas não estavam claras. O governo também decidiu não optar por uma renovação onerosa, que exige um pagamento de bônus pelos concessionários. O ministério estabeleceu que as distribuidoras devem comprovar que não existe “excedente econômico” na prestação do serviço. O excedente acontece quando a concessionária tem ganhos econômicos maiores que o previsto na exploração da concessão. Assim, o governo propôs uma metodologia para medir eventual existência de excedente econômico que, se verificado, será convertido para a apresentação das contrapartidas sociais, exigência da qual o governo não abriu mão. A Abradee entende que não há excedente econômico para ser apurado porque as distribuidoras passam por revisões tarifárias periódicas, que revelariam tal situação. “A visão da associação é de que não existe esse valor para realizar a contrapartida social”, disse Marcos Madureira, presidente da Abradee sobre eventuais excedentes econômicos. Para Angela Gomes, diretora técnica da PSR, a contrapartida é bem-vinda no contexto do país, mas existe a necessidade do contrato ser flexível: “Se o processo busca precificar o futuro com base nos resultados do passado, acabará amarrando a regulação e impedindo a almejada evolução". (Valor Econômico - 27.06.2023)
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Aneel publica valores do superávit de Itaipu a serem repassados às distribuidoras

A Superintendência de Gestão Tarifária e Regulação Econômica da Aneel publicou os valores resultantes do superávit da conta de comercialização de Itaipu em 2022 a serem repassados pela ENBPar às concessionárias e permissionárias de distribuição. Uma parcela do saldo positivo de R$ 386,5 milhões, registrado no ano passado será liberada para as empresas até 30 de junho, com o objetivo de postergar o repasse tarifário do custo da energia da usina para os consumidores do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Por meio do Despacho 2001/23, a agência reguladora também estabeleceu o valor da Tarifa Bônus de Itaipu em R$0,0037456/kWh. Esse valor será creditado nas faturas de energia elétrica emitidas no período de 1º a 31 de julho de 2023. Em razão do superávit, o Decreto 11.027, de 2022, autorizou a Aneel a diferir os pagamentos que as distribuidoras cotistas de Itaipu teriam que fazer à ENBPar, desde que solicitado pelas empresas e com o correspondente diferimento de repasse tarifário. O desembolso em favor de concessionárias e cooperativas de distribuição é limitado ao saldo da conta de comercialização de energia da usina. Se houver uma eventual sobre de recursos, ela será destinada ao crédito de bônus de Itaipu na conta dos consumidores da distribuidoras cotistas. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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Aneel libera mais de 18,9 MW entre operação comercial e em teste

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para início de operação comercial, a partir de 23 de junho, a unidade geradora UG10, da EOL Anemus Wind 2, de 4,2 MW de capacidade instalada, localizada no estado do Rio Grande do Norte. Para operação em teste, a Agência liberou a UG13, da EOL Ventos de Santa Leia 01, de 4,5 MW, e a UG15, da EOL Ventos de Santa Leia 14, de 4,5 MW, ambas localizadas no estado do Rio Grande do Norte. Por fim, a Aneel também liberou a UG4, da EOL Ventos de São Roque 05, de 5,7 MW, no estado do Piauí. As deliberações foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 23 de junho. (CanalEnergia - 23.06.2023)
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Aneel prorroga operação de 150 MW térmicos no RJ

A superintendência de fiscalização técnica da Aneel prorrogou, por prazo indeterminado, a operação comercial da unidade geradora UG31, de 150 MW da térmica Santa Cruz. A usina de Furnas está localizada na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Outra deliberação do regulador foi para dois aerogeradores da central Ventos de Santa Leia 13, totalizando 9 MW de capacidade instalada no município de Lajes (RN) e de titularidade da Casa dos Ventos. (CanalEnergia - 26.06.2023)
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Artigo de Edvaldo Santana: "Predadores elétricos"

Em artigo publicado pelo Valor Econômico, Edvaldo Santana, doutor em engenharia da produção e ex-diretor da Aneel, aborda a questão das ineficiências do setor de energia brasileiro. Em primeiro lugar, o autor afirma que a regra de rateio dos subsídios é devastadora: "a subvenção é dada ao gerador, mas não chega lá na ponta, para todos os consumidores, sob a forma de menor tarifa. Ao contrário. Eleva a conta de luz dos não privilegiados. Isso reflete uma falha econômica denominada de ineficiência distributiva". Em seguida, o autor discorre a respeito do conflito no setor de gás que envolve o MME e a Petrobras. Santana aponta que "sem transparência, ninguém sabe o exato preço do gás do pré-sal. Mas não passa de US$ 2,5/MMBTU o valor que a Petrobras paga, offshore, às demais exploradoras. Com a reinjeção, que faz sumir 70 milhões de m3 ao dia, a oferta é reduzida e o preço elevado, numa clássica estratégia monopolista". Por fim o autor aponta que a exploração da Margem Equatorial não diminuirá o preço do gás natural e que as ineficiências do setor energético (eletricidade e gás) podem cobrar um preço alto em breve: "propagar as ineficiências distributiva e alocativa, com seus efeitos perversos, típicos predadores elétricos, abrirá caminho para a espiral da morte, quando todos perderão com o colapso tarifário e o canibalismo da oferta - sobretudo no SEB." (GESEL-IE-UFRJ – 27.06.2023)
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Transição Energética

Absolar e SEC fazem parceria para fortalecer transição energética

A Absolar e o Smart Energy Council (SEC) fecharam uma parceria estratégica que visa reforçar a colaboração internacional entre os setores solares dos dois países (Austrália e Brasil), no sentido de promover o desenvolvimento, crescimento e uso de energia solar fotovoltaica e tecnologias sinérgicas no combate às mudanças climáticas. A proposta do acordo é promover uma aceleração no desenvolvimento dos mercados de energia solar nos dois países, a fim de promover um intercâmbio tecnológico e comercial, bem como ampliar a atração de novos investimentos, geração de empregos e renda e criação de oportunidades de negócios em energia solar nos dois países. Segundo o presidente do Smart Energy Council, Steve Blume, cerca de 25% das residências australianas já possuem sistemas fotovoltaicos nos seus telhados e a instalação de baterias para armazenamento de energia elétrica é cada vez mais comum. Ele ainda afirmou que embora historicamente o país tenha utilizado muita geração termelétrica fóssil a partir de carvão mineral, o governo da Austrália anunciou recentemente metas ambiciosas de transição energética, com o objetivo de elevar a participação das fontes renováveis na geração de energia elétrica dos atuais 27% para 82% até 2030. O hidrogênio verde também está nos planos da Austrália e é uma área na qual pretende trabalhar junto com a Absolar e o Brasil. Para a Absolar, a Austrália representa um mercado altamente relevante para o Brasil em termos de troca de experiências sobre temas como regulamentação e políticas públicas, e a cooperação bilateral poderá aumentar a atração de novos investimentos internacionais e a geração de empregos de qualidade. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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Transgrid mapeia os US$ 11 bi necessários para a rede líquida zero da Austrália

O Australian TSO Transgrid divulgou um roteiro de energia, detalhando um investimento de AUD 16,5 bilhões (US$ 11 bilhões) necessário para aumentar o sistema de energia em New South Wales (NSW) e garantir a operação segura de uma rede líquida zero. O Roteiro de Segurança do Sistema descreve o programa de trabalho do Provedor de Serviços de Rede de Transmissão de NSW em três pilares críticos para construir e operar um sistema de energia seguro, confiável e com baixas emissões. (Smart Energy – 26.06.2023)
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Empresas

Comgás, Sabesp e Enel organizam em São Paulo um evento para debater a infraestrutura das “cidades do amanhã”

A Comgás, maior distribuidora de gás encanado da América Latina, realiza, em parceria com Sabesp e Enel, na próxima quinta-feira (29), das 8h30 às 16h, no teatro do Edifício Birmann 32 (B32), a 3ª Conferência Anual do Núcleo Compartilhado de Obras (NCO). O evento discutirá a infraestrutura para as “cidades do amanhã” e promoverá debates entre as principais utilities de São Paulo, corporações e entes do poder público, sobre a coordenação de atendimentos de emergência e gestão de obras, com foco em prevenção de danos, apresentando melhores práticas em gestão compartilhada, além de soluções e iniciativas do setor, em busca de mais segurança e eficiência nesse mercado.No evento terá um painel dos presidentes da Sabesp, Enel, Comgás, Sanasa e Cetesb e, palestras com Dennys Spencer, diretor de operações na Ambipar Response; Capitã Daniela Santos de Oliveira, do Corpo de Bombeiros; James Wingate, representante da 811 Northern Califórnia; Liliane Wietzerbin, da Gas Natural de France (GRDF). E também, mesa de debate entre utilities, corporações e poder público.(Petronotícias – 26.06.2023)
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Cemig investe R$ 9 mi em iluminação e UFVs de 40 Apacs

A Cemig concluiu as ações de eficiência energética realizadas em 40 Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) de sua área de concessão, além da sede da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados. O investimento de R$ 9 milhões teve como principais focos a modernização da iluminação e instalação de 39 UFVs, englobando o Programa de Eficiência Energética da companhia, regulado pela Aneel. Também foram trocados equipamentos obsoletos como chuveiros, geladeiras e freezers. As plantas solares foram instaladas nas unidades localizadas em Alfenas, Araxá, Belo Horizonte, Betim, Campo Belo, Caratinga, Conselheiro Lafaiete (Feminina e Masculina), Divinópolis, Frutal, Governador Valadares, Inhapim, Itabira, Itaúna (Feminina e Masculina), Ituiutaba, Januária, Lagoa da Prata, Nova Lima, Paracatu, Passos, Patos de Minas, Patrocínio, Pedra Azul, Perdões., Pirapora, Pouso Alegre (Feminina e Masculina), Rio Piracicaba, Salinas, Santa Bárbara, Santa Luzia, São João Del Rei (Feminina e Masculina), Teófilo Otoni e Viçosa. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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Ampere fecha acordo para contar com previsões meteorológicas do Inmet

A Ampere Consultoria fechou um acordo de cooperação com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para acessar os dados observados em todas as estações meteorológicas e pluviômetros do país vinculados à instituição, tida como referência nacional em termos de pesquisas, acompanhamento e previsões meteorológicas. O acesso aos dados será feito diretamente pelo sistema da entidade, por meio de API (sigla em inglês para Application Programming Interface). Segundo a Ampere, a inclusão das informações observadas pelas estações do Inmet permite ajustes contínuos e automáticos na base de dados da consultoria, aumentando a assertividade e a robustez das previsões. A parceria prevê ampla divulgação dos produtos meteorológicos e informações ligadas ao setor elétrico, principalmente aquelas relacionadas aos preços de energia, planejamento energético e análise regulatória. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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Leilões

Primeiro leilão de transmissão de 2023

O primeiro leilão de transmissão deste ano será realizado na próxima sexta-feira, 30, na sede da B3, em São Paulo. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), os projetos ofertados exigirão R$ 15,7 bilhões em investimentos. A expectativa é que o certame seja competitivo, possibilitando deságios em relação à Receita Anual Permitida (RAP) máxima definida pela agência reguladora e pavimentando o caminho para a melhora do escoamento de energia, especialmente de usinas eólicas e solares instaladas no Nordeste. Um total de 33 empreendimentos, divididos em nove lotes, estão previstos e incluem a construção e manutenção de 6.184 quilômetros de linhas de transmissão e 400 MVA em capacidade de transformação de subestações, nos estados da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. O prazo para a construção é de 36 a 66 meses. (Broadcast Energia - 26.06.2023)
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD mantém-se no piso regulatório de R$ 69,04/MWh em todo o País

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) segue no patamar regulatório mínimo de R$ 69,04 por MWh nesta terça-feira, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já são oito meses no piso regulatório, que em 2022 era de R$ 55,70 por MWh. O preço não apresenta oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os PLDs médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. O cálculo do PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 27.06.2023)
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ONS estima carga 2,2% maior em junho

A última revisão semanal do Programa Mensal de Operação do mês de junho aponta que a carga deverá crescer 2,2% na comparação com o mesmo período de 2022. Houve uma redução do crescimento em decorrência do Sudeste/Centro-Oeste que agora indica leve expansão de 0,2%. No Sul está a única queda com 1,5%. No Norte está o maior crescimento com 14,3% e no Nordeste a expansão é projetada em 6,9%. Os volumes estimados de energia natural afluente continuam nos patamares projetados anteriormente. NO SE/CO estão em 94% da média de longo termo, o mais elevado do país. Na outra ponta está o NE com ENA de 51% da média. No Norte é calculado índice de 76% e no Sul está em 63% da MLT. Com isso, o Operador aponta que o uso dos reservatórios continuam acima de 80% em todo o país. O menor índice está no NE com 84,6%, no SE/CO, que é responsável por 70% da capacidade de reservação do país, é estimado um nível de 86,2% no final da próxima semana, 30 de junho, no Sul está em 88% e no Norte o mais elevado com 99,6%. (CanalEnergia - 23.06.2023)
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Reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estáveis novamente

O submercado Sudeste/Centro-Oeste novamente apresentou estabilidade no nível de armazenamento dos reservatórios, com 86,7% da capacidade no último domingo, 25 de junho, se comparado ao dia anterior. As informações são do boletim do ONS. A energia armazenada somou 177.318 MW mês, e a energia natural afluente (ENA) 28.718 MW med, valor que corresponde a 92% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A região Sul apresentou alta de 0,4 p.p. e operava com 88,9%. A energia armazenada marca 18.187 MW mês e ENA é de 18.650 MW med, equivalente a 56% da MLT. Os reservatórios do Norte apresentaram estabilidade e operam com 99,1% da capacidade. A energia armazenada marca 15.163 MW mês e ENA é de 6.189 MW med, equivalente a 77% da média de longo termo armazenável no mês até o dia de ontem. A Região Nordeste registrou perdas de 0,1 p.p. e opera com 85,5% da sua capacidade. A energia armazenada indica 44.189 MW mês e a energia natural afluente computa 2.136 MW med, correspondendo a 51% da MLT. (CanalEnergia - 26.06.2023)
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Mobilidade Elétrica

GWM mostra soluções que vão construir a eletrificação no Brasil

A GWM é uma das montadoras que defende uma solução eclética para a transição energética. Durante a apresentação no Electric Days Brasil, Oswaldo Ramos, Diretor de Operações da GWM no Brasil, explicou a necessidade de abraçar as diferentes tecnologias e as vantagens de cada uma, com ênfase nos modelos híbridos e híbridos plug-in, suas primeiras ofertas aqui no país. O executivo começa a apresentação destacando que existe uma revolução em curso e que o nosso mercado está de fora. Existe a necessidade de abraçar a tecnologia em diversas formas, não apenas nas opções de propulsão dos veículos, mas em áreas como condução autônoma e veículos mais inteligentes.Oswaldo também explica os diferentes níveis de eletrificação, mesmo dentro da propulsão híbrida, que varia entre os sistemas de 48 volts "híbrido-leve", híbrido total e híbrido plug-in. A partir do HEV as vantagens começam a ser notadas, como o consumo mais baixo, com o PHEV (híbrido plug-in) representando um passo seguinte e já entregando um pouco da experiência de carro elétrico, considerando o uso no modo totalmente elétrico com a autonomia de até 170 km com a bateria. Ademais, o executivo da GWM também destacou a importância das outras opções de propulsão que avançam no mercado, como os carros elétricos e, por fim, os veículos movidos a hidrogênio, que são promissores em aplicações específicas, como longa distância, ficando o desafio por conta de viabilizar a produção em escala do hidrogênio verde. (Inside EVs - 26.06.2023) 
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Toyota defende híbrido plug-in no Brasil

A Toyota, até o momento, é a única fabricante a oferecer um carro híbrido flex, aceitando também o etanol, mesmo que o biocombustível seja defendido por muitas outras empresas como uma forma mais rápida de descarbonização. Para a maior produtora de veículos do Japão, não há um caminho definitivo para reduzir as emissões, preferindo trabalhar com tecnologias diferentes e evoluindo de acordo. Viviane Mansi, diretora de comunicação e sustentabilidade da Toyota na América do Sul, revela que a fabricante tem planos de aplicar uma evolução para o sistema híbrido flex oferecido no Brasil, e que pode passar a ter carros híbridos plug-in como um passo seguinte. Durante sua apresentação no Electric Days Brasil, a executiva explica que modelos como Corolla Hybrid e Corolla Cross Hybrid, tem um impacto pequeno na rotina dos motoristas, porém muito maior no aumento da autonomia e na redução das emissões de poluentes. A explicação é que carros com sistemas HEV, com uma bateria pequena carregada com o movimento do veículo, dispensa qualquer infraestrutura diferente, sendo mais democrática do que um PHEV, que exigiria uma investimento extra para ter um carregador residencial. O mesmo acontece com um veículo elétrico. (Inside EVs - 26.06.2023) 
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Inovação e Tecnologia

Falta de um plano nacional pode deixar Brasil fora da corrida pelo hidrogênio verde

O Brasil, apesar de possuir uma matriz elétrica limpa e potencial para liderar a produção e comercialização de hidrogênio verde, ainda não tem um planejamento nacional para incentivar o setor. Enquanto outros países avançam com planos estruturados, o Brasil corre o risco de perder oportunidades de exportação e se tornar menos competitivo nesse mercado em crescimento. A demanda global por hidrogênio verde é alta, mas o país possui apenas um projeto anunciado. É necessário acelerar os esforços governamentais para desenvolver a indústria do hidrogênio verde e aproveitar seu potencial de geração de energia renovável. (O Estadão – 25.06.2023)
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GNLink e a PRF Gas Solutions firmam acordo para a produção de H2V 

A GNLink, distribuidora de gás natural, e a empresa portuguesa PRF Gas Solutions, assinaram acordo de cooperação tecnológica e desenvolvimento de negócios, no Brasil, para implantação de unidades de produção de Hidrogênio Verde (H2V), com capacidade de até 5 MW. As empresas destacaram que a exemplo do desenvolvimento do mercado de Hidrogênio Verde na Europa, irão explorar o mesmo nicho de oportunidades no Brasil, visando a transição energética com redução de carbono, nas aplicações H2V para injeção em gasodutos de Gás Natural, abastecimento de veículos (Fuell Cell) e utilização por Indústrias em processos industriais. (CanalEnergia - 23.06.2023)
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Airbus lança programa para geração de energia de propulsão usando células de combustível com hidrogênio

O Airbus UpNext lançou um programa de demonstração para explorar uma nova arquitetura de geração de energia não propulsiva usando células de combustível de hidrogênio. O objetivo é substituir a APU tradicional por um sistema de célula de combustível de hidrogênio em um A330, visando reduzir as emissões de CO2, óxidos de nitrogênio (NOx) e ruído associados à APU convencional. Essa iniciativa também contribuirá para o amadurecimento da segurança e operações de futuras aeronaves movidas a hidrogênio. A Airbus UpNext planeja realizar uma demonstração de voo até o final de 2025, envolvendo o reabastecimento da aeronave com hidrogênio e testando o sistema em condições realistas de voo. A cooperação com o governo espanhol e parceiros externos será fundamental para o sucesso dessa série de testes. (Petronotícias – 23.06.2023)
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Empresas da Coreia do Sul e da Dinamarca se unem para fornecer sal combustível de urânio para barcaças modulares

A Kepco Nuclear Fuel (KNF), a GS Engineering & Construction e a Seaborg Technologies estão estudando a viabilidade de desenvolver uma instalação de produção de sal combustível de urânio de baixo enriquecimento (LEU) na Coreia do Sul. O projeto envolve o uso da tecnologia de reator compacto de sal fundido (CMSR) da Seaborg. A parceria visa fornecer sal de combustível com flúor para o mercado global de energia nuclear de 4ª geração. As empresas pretendem explorar essa oportunidade de negócio e contarão com a experiência da KNF em produção de combustível nuclear e manuseio de fluoretos, bem como a expertise da GS E&C em projetos de engenharia e construção. (Petronotícias – 25.06.2023)
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Maersk vai fazer experiência para adaptar um de seus navios para usar metanol como combustível

A Maersk anunciou planos de adaptar um navio existente para funcionar com metanol verde, tornando-se a primeira empresa na indústria naval a realizar essa conversão. O retrofit do motor está programado para ocorrer em meados de 2024, com possíveis implementações adicionais em 2027. Essa iniciativa faz parte da estratégia da Maersk para atingir zero emissões líquidas até 2040 e acelerar a transição de combustíveis fósseis para combustíveis verdes. Além disso, a empresa estabeleceu metas de curto prazo para 2030, incluindo uma redução de 50% nas emissões por contêiner transportado e o transporte de 25% dos contêineres com combustíveis verdes. A Maersk pretende demonstrar que retrofit de motores para metanol pode ser uma alternativa viável à construção de novos navios, contribuindo para a descarbonização da logística. (Petronotícias – 23.06.2023)
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Energias Renováveis

Brassunny assina contrato com empresa chinesa para projetos fotovoltaicos no Brasil

A fabricante chinesa de equipamentos solares Shinefar e a brasileira Brassunny fecharam um importante negócio durante a SNEC PV Power Expo 2023, a maior feira global do setor. A parceria visa fortalecer o crescimento das duas empresas no mercado solar brasileiro, com a Brassunny planejando comercializar os produtos da Shinefar a partir do segundo semestre. Além disso, a empresa brasileira Célula Energia também estabeleceu uma parceria com a Shinefar para lançar um laboratório móvel que irá testar a qualidade dos módulos fotovoltaicos, contribuindo para o controle de qualidade e a escolha adequada dos componentes utilizados nas instalações solares. Essas iniciativas refletem a tendência de crescimento e amadurecimento do mercado de energia solar no Brasil. (Petronotícias – 24.06.2023)
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Energia renovável anual deve triplicar até 2030

No primeiro volume do World Energy Transitions Outlook (WETO) 2023 divulgado hoje, a Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA) identifica o caminho a seguir para corrigir imediatamente o curso climático de 1,5 ° C. O relatório pede maior ambição global na implantação de energias renováveis, possibilitada por infraestrutura física, políticas e regulamentos, e destaca as capacidades institucionais e da força de trabalho. O WETO 2023: 1,5 ° C Pathway posiciona a eletrificação e a eficiência como principais impulsionadores de transição, possibilitados por energia renovável, hidrogênio limpo e biomassa sustentável e acompanha a implementação em todos os setores de energia. De acordo com a última edição, houve algum progresso, principalmente no setor de energia, com adições recordes de capacidade renovável global de 300 gigawatts (GW) em 2022. No entanto, a distância entre o que foi alcançado e o que é necessário continua a crescer. (EE Online – 27.06.2023)
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Gás e Termelétricas

Excelerate Energy: Aposta no mercado de gás brasileiro

Mesmo com um cenário de baixa geração térmica motivada por reservatórios cheios nas hidrelétricas, a Excelerate Energy pretende manter no Brasil suas duas principais embarcações para transporte de GNL. Kobos afirmou que o cenário energético mudou por causa do conflito entre Rússia e Ucrânia, o que elevou a procura por GNL diante das sanções impostas por países europeus contra os russos - em vigor desde janeiro. A maior demanda impactou nos preços do insumo no mercado internacional e manteve a demanda externa alta. No Brasil, a principal classe de consumo de gás natural é a geração termelétrica, seguida pela indústria. Por sinal, o governo tem atuado a fim de criar um movimento, ao qual denomina “neoindustrialização”, baseado, entre outras iniciativas, na redução dos preços do gás natural no país. “Nós queremos continuar no mercado brasileiro, é um excelente mercado. Queremos alocar os nossos melhores ‘assets’ no Brasil e continuaremos a fazer isso e sempre buscando a melhor maneira de fazê-lo”, afirmou Kobos. As atenções da companhia, neste caso, se voltam para a transição energética. Para o executivo, o Brasil está muito à frente de outros países em relação ao tema e o gás é um recurso importante para ajudar em projetos de descarbonização. (Valor Econômico - 27.06.2023)
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Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro gera preocupações

Nelson Hubner, ex-ministro interino e ex-diretor da Aneel, foi indicado para o conselho da ENBPar, o que gerou preocupações no Programa Nuclear Brasileiro. Hubner, sem conhecimento especializado em ciência nuclear, é visto como uma ameaça ao progresso do programa e à conclusão da usina nuclear Angra 3. Apesar do consenso global sobre energia nuclear, Hubner, impulsionado por sua ignorância no assunto, busca persuadir o presidente Lula a abandonar o projeto, o que acarretaria graves consequências para o setor nuclear do país. Hubner acredita que o Brasil não precisa de usinas nucleares para segurança energética e sugere depender exclusivamente da energia hidrelétrica, apesar de suas limitações. Essa postura parece ser impulsionada por interesses pessoais, em vez de uma política energética sólida. Sua influência sobre Lula poderia resultar em um retrocesso para a nação e em repercussões internacionais negativas. Muitos profissionais e empresas investiram significativamente em preparativos para Angra 3 e um programa mais amplo envolvendo Pequenos Reatores Nucleares, que forneceriam energia acessível, segura e limpa em todo o Brasil. (Petronotícias – 26.06.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

Mercado livre de energia cresce 18% em 12 meses

Dados do Boletim da Energia Livre, publicação da Abraceel, apontam que o mercado livre de energia atraiu 5.041 unidades consumidoras nos últimos 12 meses encerrados em abril, um crescimento de 18% no período. Com isso, o ambiente livre de comercialização de energia, que permite aos consumidores escolherem fornecedor e fonte de geração, entre outros aspectos, totalizou 33.197 unidades consumidoras, responsáveis por 39% do consumo nacional de eletricidade no Brasil. O boletim destacou ainda que em maio de 2023, o custo da energia, um dos componentes da tarifa elétrica, foi de R$ 284/MWh no mercado regulado e de R$ 89/MWh do mercado livre, uma diferença de 69%. O mercado livre segue como indutor das energias renováveis, absorvendo 76% da energia gerada por usinas a biomassa, 56% por PCH, 48% por eólicas e 55% por solares centralizadas. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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CCEE estuda forma de simplificar medição da AT no mercado livre a partir de janeiro

A CCEE quer simplificar ao máximo dentro do que é possível, a questão da medição no processo de migração de consumidores de alta tensão para o mercado livre. Esse é um dos pontos colocados como questão operacional relevante que precisam ser tratados nesse momento, classificado como reta final do processo para janeiro de 2024, quando 106 mil novos consumidores poderão se tornar elegíveis ao ACL. “Estamos estudando o assunto para que seja o mais suave para o mercado em janeiro de 2024, a questão da simplificação para alcançar a eficiência global é tudo que estamos buscando”, declarou a vice presidente do Conselho de Administração da CCEE, Talita Porto, em sua participação no Enase 2023, realizado esta semana no Rio de Janeiro. Entre os pontos que ainda precisam ser equacionados, aponta o diretor da Excelência Energia, Eriko Brito, estão as questões de qual tipo de medida que será utilizado, convencional ou eletrônico bidirecional, de quem será a responsabilidade da medição, se teremos agregação e como se dará a remuneração pelo serviço. (CanalEnergia - 26.06.2023) 
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Abertura do mercado de energia e transição energética trazem desafios

O mercado de energia elétrica passa por um período de desafios. Reunidos no evento Enase, que aconteceu no Rio de Janeiro, neste mês de junho, presidentes das principais entidades representativas do setor e executivos destacaram o que consideram ser pontos de atenção. As questões se intensificam com a entrada de novos consumidores no mercado livre de energia, a partir de 2024, e também com a adoção de tecnologias que contribuem para modernizar o setor. Presidente da Enel Distribuição São Paulo, Max Xavier Lins, ressaltou que o ambiente atual é de disponibilidade de tecnologias em larga escala e a todos. Exemplo disso são os medidores inteligentes, que transformaram o consumo, ao possibilitarem a autogestão da eletricidade pelos clientes. Em breve, segundo ele, o mercado deve contar também com o advento das baterias extraordinárias. “Acontecerá um crescimento exponencial das novas tecnologias, que vão gerar negócios bilionários. Como gerir uma rede em que os fluxos de potência mudarão em múltiplos sentidos várias vezes ao dia? Não podemos ser atropelados pela tecnologia”, disse Lins. (Além da Energia – 26.06.2023)
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