IFE
19/06/2023

IFE 5.743

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

IFE
19/06/2023

IFE nº 5.743

Assinatura:
Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditores: Fabiano Lacombe e Sérgio Silva
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: Ana Eduarda Oliveira, Bruno Elizeu, Leonardo Gonçalves, Maria Luísa Michilin, Sofia Paoli e Vinícius José

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IFE 5.743

Regulação

Câmara fará audiência pública sobre eficiência energética no País

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara realiza na tarde de hoje, às 15h, audiência pública para discutir sobre eficiência energética no Brasil. A reunião foi convocada pelo deputado Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ) e tem como finalidade debater a substituição de fontes de energia fósseis por renováveis, e aumentar a eficiência energética no País. Entre os convidados estão: a secretária Nacional de Mudança do Clima do MMA, Ana Amélia Campos Toni; o secretário Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Leonardo Picciani; o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Rodolfo Henrique de Saboia; o gerente do departamento de Energia Elétrica do BNDES, Guilherme Oliveira Arantes; a gerente-executiva de Mudança Climática e Descarbonização da Petrobras, Viviana Canhão Bernardes G Coelho; a gerente de Mercados de Carbono da Petrobras, Maria Izabel Magalhães Gomes Ramos; o diretor-geral do Instituto Nacional de Eficiência Energética (INEE), Fernando Perrone; o diretor de Energia da Abrace, Victor Hugo Iocca; e o diretor do Instituto Internacional Arayara, Juliano Bueno de Araújo. (Broadcast Energia - 15.06.2023)
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MME abre consulta sobre ciclo 22/23 do CPAMP

O governo abriu Consulta Pública sobre a documentação técnica da Equipe de Trabalhos Técnicos da Comissão Permanente para Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico – CPAMP, que trata dos aprimoramentos metodológicos para o Ciclo 2022/2023. De acordo com a Portaria no. 736, os documentos e as informações podem ser obtidos na página do Ministério de Minas e Energia, Portal de Consultas Públicas. Os interessados tem até o dia 19 de julho de 2023 para enviar suas contribuições. Até o momento da redação desta nota, às 12h, a CP ainda não estava disponível no site mencionado. (CanalEnergia - 16.06.2023)
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"Jabutis" na MP do Minha Casa, Minha Vida podem custar R$1 bi para consumidores

Na contramão do discurso em defesa da redução da conta de luz, o Congresso Nacional aprovou nesta semana uma série de medidas relacionadas ao setor elétrico que devem resultar no aumento dos custos para os consumidores. Segundo manifestação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) enviada ao Ministério de Minas e Energia (MME), ao qual o Broadcast Energia teve acesso, os "jabutis" -trechos estranhos ao texto original- embutidos na Medida Provisória (MP) que tratava do programa Minha Casa, Minha Vida têm potencial de impacto anual de R$ 1 bilhão, a ser suportado pelos demais consumidores via aumentos nas tarifas. A proposta aprovada pelos parlamentares, que agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclui a instalação de painéis solares nos projetos do programa habitacional. Contudo, alguns pontos causaram preocupação. Entre eles, a compra compulsória dos excedentes de energia elétrica gerada por esses consumidores pelas distribuidoras, a redução mínima de 50% no custo de disponibilidade dos consumidores inscritos no Cadastro Único e a dispensa de licitação para os órgãos públicos na aquisição de excedente de energia das unidades consumidoras de programas sociais ou habitacionais. (Broadcast Energia - 16.06.2023)
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AGU alerta STF sobre desproporcionalidade na gestão da Eletrobras

A disputa do governo para alterar o atual acordo de acionistas na Eletrobras ganhou mais um capítulo. A Advocacia-Geral da União encaminhou para o Supremo Tribunal Federal manifestação na qual alerta para a desproporcionalidade na gestão da empresa, uma vez que um grupo que detém apenas 0,05% das ações da empresa indicou três representantes para o Conselho de Administração, enquanto a União, que tem 42% das ações, não consegue indicar nenhum. A petição foi feita no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo presidente da República para que a lei de desestatização da empresa seja interpretada de modo que a União exerça controle na empresa proporcional ao percentual de ações que possui. No documento, a AGU reitera que a situação atual inviabiliza a concretização do próprio modelo de privatização projetado pela lei – o de diluição do capital social da União mediante aportes de recursos para a empresa mediante a oferta de novas ações. Além da desproporcionalidade na composição do Conselho de Administração, a AGU cita como exemplos episódios em que a União não conseguiu participar da gestão da empresa, como a alteração do estatuto para excluir os representantes dos empregados do conselho; a decisão de aumento da remuneração dos administradores e a rejeição do pedido da União para substituir seu representante no conselho. A AGU também destaca que, como regra, a limitação do número de votos de cada acionista só é aprovada depois que o capital da companhia já foi pulverizado ou diluído, visto que não existe motivo jurídico ou econômico para um acionista controlador se auto impor restrição prejudicial. Segundo a ação, não há razão justificável para o Estado abrir mão, unilateralmente, dos poderes inerentes às suas ações ordinárias, limitando sua atuação de modo absolutamente desproporcional ao patrimônio público investido. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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Transição Energética

Lula enviará ao Congresso criação da Autoridade Climática junto com Mercado de Carbono

Exigência de Marina Silva para voltar a ser ministra do Meio Ambiente no terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a Autoridade Climática está finalmente em vias de sair do papel, de acordo com fontes do governo. Como registrou o Broadcast na semana passada, a proposta técnica do grupo interministerial para a criação de um mercado de carbono regulado no Brasil está pronta e deverá ser apresentada ao Legislativo em agosto. A ideia é entregar ao mesmo tempo a sugestão de um desenho para o mercado de carbono e também o novo órgão. A Autoridade Climática precisa do aval do Congresso, que recentemente esvaziou os ministérios do Meio Ambiente e dos Povos Indígenas. Ao apresentar um projeto de lei com as duas pontas já amarradas, com a justificativa de que a nova instituição será fundamental para fiscalizar o novo mercado, a expectativa é a de que o texto seja mais fácil de passar pelo crivo de deputados e senadores. (Broadcast Energia - 15.06.2023)
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Petrobras: Investimento na produção de diesel vegetal

O diretor de transição energética e sustentabilidade da Petrobras, Mauricio Tolmasquim, afirmou que a companhia vai investir R$ 3 bilhões para elevar a produção de diesel vegetal. Segundo o executivo, o diesel considerado renovável tem de 5% a 7% de seu conteúdo formado por óleos vegetais. “A refinaria do Paraná, a Repar, já produz o diesel vegetal. Agora vamos começar também em Duque de Caxias [Reduc], e em Cubatão. Em Cubatão, a produção vai ser 100% desse diesel vegetal. É uma revolução”, disse Tolmasquim em evento da Coppe/UFRJ. O diretor explicou que um dos grandes desafios globais é fazer com que os combustíveis utilizados em logística de transportes marítimo e aéreo sejam menos poluentes. Segundo ele, a Petrobras tem investido para encontrar uma solução para isso, e que o hidrogênio verde é um dos caminhos. “Estamos em uma série de ações para investir em energia renovável, precisamos disso para produzir esse hidrogênio verde. Estamos buscando parcerias com outras empresas, no Brasil e fora, para parques eólicos e solares. Ainda precisamos de um marco regulatório bem estabelecido no Brasil para melhorar isso". (Valor Econômico - 15.06.2023) 
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CIER: Energia do Brasil pode ajudar na descarbonização da região

Um levantamento feito pela Comissão de Integração Energética Regional (CIER) mostrou que o Brasil poderia ampliar a exportação de energia limpa e renovável para os países que fazem fronteira e ajudar na descarbonização da matriz elétrica da América do Sul. Segundo os dados dos relatórios da CIER, há uma potencial oferta de energia a custos competitivos gerada no Brasil que poderia substituir, pelo menos em parte, a eletricidade de termelétricas convencionais - mais caras e poluentes - gerada nos países vizinhos da ordem de 201 milhões de MWh por ano em seu valor máximo. Em termos comparativos, o volume equivale a um terço do consumo anual do Brasil. Os cinco países com maior potencial de absorver a energia brasileira são Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Venezuela. Por outro lado, países com um bom potencial de intercâmbio, como o Peru, sequer tem uma interconexão com o Brasil. O vice-presidente do CIER, Celso Torino, defende que as autoridades do sistema elétrico brasileiro reflitam sobre essa oportunidade, já que ampliar o intercâmbio ajudaria os vizinhos nas respectivas agendas de redução das emissões, traria divisas ao Brasil e reduziria os impactos nas tarifas dos consumidores brasileiros. (Valor Econômico - 19.06.2023)
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ONU/Guterres: combustíveis fósseis são 'incompatíveis com a sobrevivência humana'

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, discursou contra as empresas de combustíveis fósseis nesta quinta-feira, 15. No pronunciamento, ele acusou as companhias de trair as gerações futuras e minar os esforços para eliminar gradualmente um produto que ele chamou de "incompatível com a sobrevivência humana". Guterres também rejeitou as sugestões de alguns executivos do petróleo - uma delas feita por Sultan al-Jaber, funcionário dos Emirados Árabes Unidos que vai liderar a próxima cúpula climática da ONU em Dubai - de que as empresas de combustíveis fósseis podem manter a produção se encontrarem uma maneira de capturar as emissões de carbono. De acordo com ele, isso apenas os tornaria “destruidores mais eficientes de planetas”. (Broadcast Energia - 15.06.2023)
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Artigo de Fernanda Feil, Fernando Teixeira e Luiz Fernando de Paula: "Transição energética: O papel do fundo soberano no Brasil"

Em artigo publicado no Jornal GGN, Fernanda Feil, professora credenciada no Programa de Pós Graduação em economia da UFF e pesquisadora do Finde/UFF, Fernando Amorim Teixeira, doutor em economia pela UFF, pesquisador Finde/UFF e membro do GT-Reindustrialização da REBRIP, e Luiz Fernando de Paula, professor de Economia do IE/UFRJ e coordenador do GEEP/IESP-UERJ, analisam a questão da transição energética e do fundo soberano de riqueza (FSR) no Brasil. Para os autores, os objetivos dos FSRs são multifacetados, indo desde a formação de poupança intergeracional até a estabilização da economia. Além disso, os FSRs podem ter propósito de desenvolvimento, uma vez que tais recursos podem ser direcionados para financiar investimentos domésticos de longo prazo. Em particular, esses fundos têm a capacidade de investir em áreas que são frequentemente consideradas excessivamente arriscadas ou de prazo muito longo para investidores privados. Os autores sublinham que: "a transição energética é um processo que demanda investimentos substanciais, o que coloca os Fundos Soberanos em uma posição de destaque para contribuir no desenho de políticas voltadas ao seu financiamento. As diretrizes devem contemplar, por exemplo, o aumento da alocação de recursos dos FSRs para projetos de pesquisa e desenvolvimento em energia renovável, infraestrutura para produção e distribuição de energia e programas de formação de mão de obra especializada na área. Por fim, os autores apontam que: "a gestão estratégica dos fundos soberanos focada no apoio à transição energética no Brasil pode ajudar o país a superar os desafios inerentes a essa transição, bem como a aproveitar as oportunidades que ela oferece. A promoção de energias renováveis pode gerar empregos, tende a contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa, promover o desenvolvimento regional e fortalecer a economia do país". (GESEL-IE-UFRJ – 19.06.2023)
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Empresas

Fitch revisa perspectiva da Eletrobras para negativa

A agência de classificação de risco Fitch Ratings confirmou os ratings de inadimplência (IDRs) de emissores de moeda estrangeira e local de longo prazo da Eletrobras e os ratings de títulos seniores sem garantia em BB-. O rating da escala nacional da companhia, bem como suas controladas com classificação e suas debêntures locais em circulação, foram confirmados em AA(bra). A Fitch revisou a perspectiva de classificação para os ratings corporativos para negativo. Segundo a Fitch, a revisão para negativo reflete a expectativa de menor geração de caixa advinda da venda de energia não contratada, o que deve evitar que a Eletrobras tenha uma desalavancagem como esperado. A agência também levou em conta o aumento do risco da usina hidrelétrica (UHE) Belo Monte, onde a Eletrobras garante R$ 14 bilhões de dívida, além das incertezas em torno do novo plano de capex e a necessidade de endereçar cerca de R$ 20,4 bilhões de dívidas com vencimento até dezembro de 2024. Ainda de acordo com a agência de risco, os ratings da Eletrobras consideram sua base de ativos relevante e diversificada, alavancagem moderada a alta e forte posição de liquidez, com expectativa de FCF positivo a partir de 2024. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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Light: Presidente da empresa de distribuição deixa o cargo

A Light, distribuidora de energia fluminense em processo de recuperação judicial, informou no sábado, em comunicado ao mercado, que Thiago Freire Guth renunciou aos cargos de diretor-presidente da Light Sesa, a distribuidora do grupo Light, e de conselheiro de administração da Light Energia. Segundo comunicado da empresa, Guth desempenha as funções até 30 de junho de 2023. Com a notícia, as ações da Light devem ter mais um dia de volatilidade na bolsa nesta segunda-feira (19), na visão de fontes de mercado. A previsão de oscilação das ações da empresa se apoia em um novo fator de incerteza com a saída do executivo. O anúncio surpreendeu, uma vez que Guth estava na posição há pouco tempo, tendo assumido a presidência da Light Sesa em abril deste ano. Antes Guth havia ocupado o cargo de diretor-executivo da Light Holding. No comunicado de sábado, a empresa informou apenas que a liderança do grupo Light segue sendo conduzida por Octavio Pereira Lopes, na qualidade de diretor-presidente da Light e presidente dos conselhos de administração da Light Sesa e da Light Energia. (Valor Econômico - 19.06.2023)
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Isa Cteep: Licença ambiental para obras do projeto Riacho Grande

A Isa Cteep anunciou que o Ibama concedeu licença de instalação para o Projeto Riacho Grande, em São Paulo, e com isso as obras podem ser iniciadas. O projeto consiste na implementação de 63 quilômetros de linhas de transmissão, uma nova subestação blindada com 800 MVA de potência e duas ampliações de subestações existentes. Segundo a Isa Cteep, o empreendimento contribuirá com o aumento da confiabilidade do sistema elétrico e a garantia do atendimento no ABC e nas regiões norte, sul e leste da capital. O investimento da Aneel é de R$ 1,14 bilhão e a receita anual permitida é de R$ 82 milhões no ciclo 2022 e 2023. O prazo máximo estipulado pela Aneel é março de 2026. (Valor Econômico - 16.06.2023)
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Engie comissiona seu maior sistema de bateria

A Engie comissionou seu maior projeto de armazenamento de energia em baterias, localizado na Austrália. O empreendimento está na área da antiga usina de Hazelwood e agora é chamado de Hazelwood Battery Electricity Storage System (HBESS), uma bateria em grande escala de 150 MW/150 MWh, tornando-se o maior sistema dessa modalidade da empresa. A bateria é composta por 342 módulos Fluence e a capacidade instalada será capaz de armazenar o equivalente a uma hora de eletricidade gerada pelos sistemas solares instalados nos telhados de 30.000 residências no estado de Victoria, bem como, injetar essa energia na rede em períodos de pico de demanda. Segundo comunicado, o comissionamento desta instalação está totalmente alinhado com a ambição da Engie de aumentar as tecnologias de flexibilidade e acelerar o desenvolvimento do armazenamento em bateria. A HBESS contribuirá para a meta do Grupo de 10 GW de capacidade instalada de baterias até 2030, anunciada em fevereiro passado. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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Leilões

Leilões A-1 e A-2 são marcados para 1º de dezembro

Foram marcados para o dia 1° de dezembro de 2023 os Leilões de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Empreendimentos de Geração Existente, mais conhecidos como Leilão "A-1" e "A-2", deste ano, conforme portaria publicada nesta sexta-feira, 16, no Diário Oficial da União, com as diretrizes para os certames. A energia será comercializada na modalidade por quantidade e os custos decorrentes dos riscos hidrológicos serão integralmente assumidos pelos vendedores. Os períodos de suprimento será de 1º de janeiro de 2024 a 31 de dezembro de 2025 para o Leilão A-1 e de 1º de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2026, para o A-2. (Broadcast Energia - 16.06.2023) 
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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

CCEE: PLD permanece em R$ 69,04/MWh em todo o Sistema Interligado Nacional

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) encerra mais uma semana no piso regulatório de R$ 69,04 por MWh, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Já são oito meses no PLD valor regulatório mínimo, que em 2022 era de R$ 55,70 por MWh. O PLD não registra oscilações ao longo do dia em todo o Sistema Interligado Nacional (SIN), de forma que os valores médios, mínimos e máximos coincidem em todos os submercados do País. O cálculo do PLD considera os limites máximos e mínimos para cada período e submercado. O valor reflete os modelos computacionais do setor, que levam em conta fatores como carga, incidência de chuvas e o nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas. (Broadcast Energia - 16.06.2023) 
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ONS: CMO Para a semana de 16 a 23 de junho permanece zerado

O Custo Marginal da Operação (CMO) válido para a semana entre 17 e 23 de junho segue zerado em todos os submercados do Sistema Interligado Nacional (SIN), informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O CMO é o custo para se produzir 1 MWh para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O valor zerado reflete o alto nível dos reservatórios das hidrelétricas em todo País e sinaliza o vertimento turbinável em algumas usinas. O ONS já havia indicado, em reunião do Programa Mensal de Operação (PMO) referente a junho, a perspectiva de CMO zerado durante todo o mês. (Broadcast Energia - 16.06.2023) 
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ONS: Carga de energia do SIN deve terminar junho em 70.520 MW médios, alta de 3,1%

A carga de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN) deve encerrar junho em 70.520 MWmed, alta de 3,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. No Sudeste/Centro-Oeste, a perspectiva é que a carga aumente 1,4% para 39.492 MWmed. Por outro lado, no Sul a projeção é de queda de 1,6%, a 12.083 MWmed. Para o Nordeste, a estimativa é uma alta de 6,9%, a 11.731 MWmed, enquanto que no Norte a previsão é de alta de 15,9%, a 7.214 MWmed. (Broadcast Energia - 16.06.2023)  
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ONS mantém estimativa de reservatórios acima de 80% no SIN

Os dados da terceira revisão semanal do Programa Mensal de Operação de Junho mostra uma relativa estabilidade em relação aos números projetados para o final do mês quando comparados às atualizações da semana anterior. Destaque continua sendo o nível dos reservatórios acima de 80% em todo o país. O mais elevado continua com o Norte, cuja previsão é de alcançar 99,6% do total. O Sul aparece com 87,8%, no Sudeste/Centro-Oeste a estimativa é de 86,2% e no Nordeste em 84,5%. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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ENA estimada para junho fica estável em 94% da média histórica

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) estimou que a Energia Natural Afluente (ENA) para junho deve ficar em 94% da média de longo termo (MLT), estável em relação ao projetado no Programa Mensal da Operação (PMO) da semana passada. Para o Sul, a projeção é de ENA em 60% da média, um aumento de 14 pontos percentuais (p.p.) em relação ao PMO anterior. Já na Região Nordeste, a projeção aponta afluências de 52% da MLT, aumento de 1 p.p., informou o ONS. Já para o Norte, a estimativa é que a ENA alcance 78% da média, uma diminuição de 2 p.p. em relação à projeção anterior. Segundo o ONS, a ENA estimada para o final do mês segue "compatível com o esperado para o período tipicamente seco". (Broadcast Energia - 16.06.2023) 
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Região Sul opera com 81,3% do nível de armazenamento

O submercado do Sul apresentou crescimento de 0,9 ponto percentual e estava operando com 81,3% da capacidade, na última quinta-feira, 15 de junho, se comparado ao dia anterior, segundo o boletim do ONS. A energia armazenada marca 16.640 MW mês e ENA é de 9.481 MW med, equivalente a 32% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A região Sudeste/Centro-Oeste teve aumento de 0,1 p.p e está em 86,4%. A energia armazenada mostra 176.784 MW mês e a ENA é de 31.847 MW med, valor que corresponde a 91% da MLT. Os reservatórios do Norte subiram 0,1 p.p e operam com 99,1% da capacidade. A energia armazenada marca 15.159 MW mês e ENA é de 7.744 MW med, equivalente a 87% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A energia armazenada indica 44.987 MW mês e a energia natural afluente computa 2.423MW med, correspondendo a 53% da MLT. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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Mobilidade Elétrica

União Europeia: Parlamento europeu aprova novas regras para produção de baterias

O Parlamento Europeu aprovou novas regras para a produção de bateria no bloco que visam diminuir a pegada de carbono da produção do produto em toda a cadeia. Após passar pelo parlamento, a proposta deve ser aprovada individualmente em todos os países da União Europeia para começar a ser aplicada. É esperado que entre em vigor no próximo ano. “Pela primeira vez, temos uma legislação de economia circular que cobre todo o ciclo de vida de um produto - uma abordagem que é boa tanto para o meio ambiente quanto para a economia. As baterias funcionarão bem, serão mais seguras e fáceis de remover”, disse o eurodeputado italiano Achille Variati. Segundo as novas regras, baterias grandes para VEs, indústrias e veículos como scooters terão que ter uma etiqueta indicando a pegada de carbono provocada pela produção. Os fabricantes terão que prestar contas sobre os impactos ambientais e sociais das cadeias de suprimentos e cumprir níveis mínimos sobre o uso de materiais reciclados, como lítio e cobalto. (Valor Econômico - 14.06.2023)
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Toyota apresenta sua própria giga prensa para reduzir os custos de elétricos

A Toyota mostrou a primeira giga fundição que a ajudará a obter um custo de produção mais baixo para os próximos veículos totalmente elétricos baseados em uma arquitetura totalmente nova que chegará ao mercado em 2026. O grupo sediado em Aichi disse no passado que irá se inspirar nos processos de fabricação da Tesla, como o uso de giga prensas, para simplificar a produção e, por fim, reduzir os custos e aumentar suas margens de lucro.Embora a Toyota não tenha mencionado as diferenças entre a seção traseira antiga e a nova, podemos perceber pela foto que a iteração anterior era composta por pelo menos 33 componentes diferentes, enquanto a giga fundição é apenas uma grande peça de metal, o que, segundo a fabricante nipônica, ajudará a reduzir drasticamente o número de processos envolvidos durante a produção, bem como os investimentos necessários. No comunicado oficial, a Toyota menciona que a nova plataforma de veículos elétricos terá três componentes principais que formam uma estrutura modular - frente, centro - que abriga a bateria - e seção traseira. O primeiro veículo elétrico baseado na nova arquitetura criada para esse fim será lançado em 2026 sob a marca Lexus, com uma bateria de íons de lítio de última geração que permitirá uma autonomia de mais de 600 milhas (965 quilômetros), de acordo com um anúncio recente da Toyota. (Inside EVs - 18.06.2023) 
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Toyota recebe mega subsídio para desenvolver baterias de VEs

A Toyota receberá um subsídio de cerca de US$ 853 milhões do governo japonês para expandir a produção de baterias de veículos elétricos, em uma tentativa de aumentar a produção doméstica e se tornar menos dependente das cadeias de suprimentos relacionadas à China, de acordo com o Nikkei. O incentivo monetário surge no momento em que as empresas japonesas - lideradas pela Panasonic, fornecedora da Tesla – detêm menos de 10% de participação na utilização de baterias automotivas, enquanto os fornecedores chineses – principalmente CATL e BYD – controlam mais de metade, de acordo com a SNE Research, citada pelo Nikkei. A Toyota disse que usará o dinheiro para desenvolver a próxima geração de baterias de íons de lítio, que usam a tecnologia bipolar de fosfato de ferro de lítio e têm o potencial de oferecer 20% mais autonomia em veículos elétricos e custar cerca de 40% menos do que as baterias de íons de lítio da geração atual usadas no crossover Toyota bZ4X. A montadora japonesa provavelmente colocará a bateria de próxima geração em produção por volta de 2026 ou 2027, quando os veículos elétricos baseados em uma nova plataforma dedicada chegarão ao mercado com uma autonomia anunciada de cerca de até 965 km com uma única carga. Além disso, a Toyota usará uma parte do subsídio para a pesquisa e desenvolvimento de suas baterias de estado sólido. (Inside EVs - 17.06.2023) 
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Tesla já instalou mais de 500.000 sistemas de armazenamento de energia

A Tesla revelou nesta semana que o seu número global e acumulado de instalações do sistema de armazenamento de energia residencial Powerwall já ultrapassou 500.000 unidades. Esse é um número enorme - o mais alto do segmento, até onde sabemos - e aumenta rapidamente, com centenas de novas unidades basicamente todos os dias. O marco anterior de 250.000 unidades foi registrado em 17 de novembro de 2021, o que significa que a empresa instalou outras 250.000 em apenas 1 ano e meio. A produção média de 18 meses deve ser significativamente superior a 150.000 unidades por ano. Alguns relatórios até indicam que a produção atual pode ser duas vezes maior do que isso. (Inside EVs - 17.06.2023) 
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Kibon adota frota de VEs com sistema de recarga da GreenV

A Kibon, marca nacional líder do segmento de sorvetes, anunciou recentemente sua nova frota de veículos elétricos como parte do plano estratégico para neutralizar as emissões da Unilever, multinacional britânica considerada a terceira maior empresa de bens de consumo do mundo. E para apoiar a infraestrutura de carregamento, a empresa firmou uma parceria com a GreenV, startup especializada em soluções tecnológicas para a mobilidade elétrica. O acordo prevê a instalação de pontos de carregamento para a nova frota de veículos elétricos da Kibon - até o final do ano, serão instalados um total de 29 carregadores. Dos 29 pontos de carregamento previstos para 2023, quatro já estão em pleno funcionamento, sendo um deles o Fast Charge de 30 kW e os outros três o Station Parking GreenV de 7kW. O objetivo é que, em 2026, todos os Centros de Distribuição da marca de todo o país tenham veículos elétricos em suas frotas, além de unidades para carregar os automóveis, que têm autonomia de até 250 km com carga total. Além da instalação física, a GreenV também será responsável pelo gerenciamento dos pontos de recarga. (Inside EVs - 18.06.2023) 
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Energias Renováveis

Petrobras assina convênio para avançar em eólica offshore

A Petrobras assinou um protocolo de intenções com a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) e o Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) visando o estudo e análises do potencial eólico offshore na Margem Equatorial Brasileira. A iniciativa, que congrega R$ 5 milhões em investimentos, contempla esforços da companhia em energia renováveis, descarbonização e transição energética, estabelecendo ainda o compromisso da criação de um Instituição de Ciência e Tecnologia (ICT) de referência para pesquisa e desenvolvimento desses setores. “É um dia histórico e esse convênio vem na intenção de voltar ao tempo e recuperar a relação da Petrobras e Senai, com a ideia de criar um ecossistema com pessoas falando e tratando sobre eólica offshore por meio de ciência, medição, previsão de potencial para os investidores e a necessidade de definição de uma lei”, destacou o presidente da petroleira, Jean Paul Prates, durante a cerimônia que marcou o acordo. (CanalEnergia - 16.06.2023)
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GWEC: Indústria eólica bate recorde de instalação no mundo

A indústria eólica bateu a marca de 1 TW de capacidade instalada em todo o mundo, segundo informações do Global Wind Energy Council (GWEC). O setor levou cerca de 40 anos para atingir o marco de 1TW e, com o ritmo de crescimento que vem apresentando, a previsão é que o próximo TW levará menos de 7 anos para ser instalado. Segundo a entidade, este marco de capacidade coloca em foco o papel que a energia eólica desempenha na descarbonização da energia global, ajudando o mundo a atingir suas metas climáticas e energéticas. De acordo com dados do GWEC, projetos concluídos recentemente na China, EUA, Marrocos e Europa elevaram a capacidade além do limite de 1TW, à medida que a indústria atende às crescentes ambições de governos em todo o mundo. “Chegar a 2 TW até 2030 e, eventualmente, 8 TW até 2050 exigirá colaboração e cooperação sem precedentes em todo o mundo e a criação de uma nova força de trabalho enorme e diversificada. No GWEC, estamos ansiosos para trabalhar com governos, empresas e comunidades em todo o mundo para tornar essa visão uma realidade”, disse o CEO do GWEC, Ben Backwell. (Valor Econômico - 15.06.2023)
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Gás e Termelétricas

Petrobras e Shell defendem reinjeção de gás e minimizam volume disponível; MME questiona

No mesmo dia em que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), acusou a Petrobras de negligência por reinjetar grandes volumes de gás natural em campos de petróleo, executivos graduados do setor minimizaram publicamente o potencial gasífero do País. O diretor de Transição Energética e Sustentabilidade da própria Petrobras, Mauricio Tolmasquim, e o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, descartaram a possibilidade de o Brasil basear largamente sua matriz energética no insumo. As razões? Baixo volume relativo de reservas e alto custo de produção. Já o presidente da Shell disse que é preciso desmistificar a questão. "Temos que desmistificar a questão do gás reinjetado no Brasil. Um gás extraído a 250 km da costa nunca vai ser competitivo", disse Pinto da Costa em complemento a Tolmasquim. (Broadcast Energia - 15.06.2023) 
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MME/Silveira: Estamos lutando diariamente para mudar política de reinjeção do gás

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), voltou à carga contra a Petrobras nesta sexta-feira, 16, ao criticar sua política de reinjeção de gás em reservatórios de petróleo. Silveira disse lutar diariamente para reverter a prática, a fim de produzir mais gás para fornecer a grandes consumidores e fomentar a "reindustrialização" do País. Silveira defendeu que o governo exerça o controle da companhia para alcançar este objetivo, ainda que reconhecendo a "autonomia de governança e natureza jurídica" da Petrobras, uma empresa de capital misto. Silveira foi duro ao dizer que as unidades de processamento de gás natural da Petrobras estão "completamente sucateadas" e poderiam estar produzindo volumes maiores do insumo. (Broadcast Energia - 16.06.2023) 
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UTEs Norte Fluminense, Termopernambuco e Fortaleza tem CVUs atualizados

A superintendência de regulação dos serviços de geração da Aneel decidiu conhecer e dar provimento à solicitação da Usina Termelétrica Norte Fluminense S.A. para revisão do Custo Variável Unitário da UTE Norte Fluminense, relativos aos meses de maio e junho de 2023. Os valores referentes ao mês de maio ficaram fixados da seguinte forma: Norte Fluminense 1, no valor de R$ 106,53; Norte Fluminense 2, no valor de R$ 123,54; Norte Fluminense 3 em R$ 237,78, respectivamente. Referente ao mês de junho ficou a Norte Fluminense 4, com valor de R$ 635,84. A Agência reguladora também decidiu conhecer e dar provimento à solicitação da Termopernambuco S.A., autorizando a utilização do CVU da UTE Termopernambuco, no valor de R$ 236,90/MWh. Outra solicitação atendida pela Aneel, foi autorização da utilização do CVU da UTE Fortaleza, no valor de R$ 285,83/MWh. (CanalEnergia - 16.06.2023) 
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Eletronuclear: Denúncia falsa de bomba nas usinas nucleares

A Eletronuclear, estatal que controla as usinas nucleares de Angra dos Reis, informou que recebeu uma denúncia na segunda-feira à noite (12) sobre a existência de uma bomba nas instalações das centrais nucleares, mas que, após uma ampla varredura, concluiu que a informação era falsa. Segundo a empresa, a equipe responsável deu início aos protocolos de segurança necessários e até complementares, incluindo a varredura total das instalações, mas não identificou nenhum material explosivo no local. A empresa diz que a ameaça não foi divulgada à população para não causar pânico sem fundamento. A denúncia foi informada à Polícia Federal (PF), Polícia Militar, Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (GSI/SIPRON), Ibama, prefeituras e Câmara dos vereadores de Angra dos Reis e cidades vizinhas, Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e Colégio Naval da Marinha do Brasil. (Valor Econômico - 15.06.2023)
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Entrevista do Valor Econômico com Alexandre Silveira: "Comando da Petrobras trata política para o gás com negligência e desdém"

Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro do MME, Alexandre Silveira, classificou como “negligente” a postura da Petrobras em relação à política de gás natural do Brasil. Segundo ele, “há distorções inexplicáveis” na atuação da companhia, “inclusive do ponto de vista ético e moral”. Silveira reagiu a declarações feitas pelo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, de que não haveria gás sobrando no país. “O presidente da Petrobras dizer que nada pode ser feito é, no mínimo, para quem tomou posse há cinco meses, negligência”, disse o ministro em entrevista, ao defender o programa Gás para Empregar, voltado a reduzir os preços do combustível. Silveira também analisou o cenário de preços de combustíveis, tema dos primeiros embates entre ele e Prates neste ano. O ministro acredita que a reoneração feita pelo governo foi um ato corajoso, assim como a mudança na política de preços da Petrobras. Para Silveira, a Petrobras e as demais empresas do setor devem queimar mais gordura para garantir valores mais baixos na bomba. (GESEL-IE-UFRJ – 19.06.2023)
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Mercado Livre de Energia Elétrica

CCEE: Interrupção na exportação de energia hidrelétrica para Argentina e Uruguai

A exportação de energia excedente das hidrelétricas do Brasil para Argentina e Uruguai foi interrompida, suspendendo uma receita que ajudou a reduzir impactos nas tarifas dos consumidores brasileiros, a chamada modicidade tarifária. A partir de agora apenas energia gerada a partir de termelétricas está sendo enviada aos países vizinhos, segundo a CCEE. De acordo com a CCEE, o último envio de energia para os dois países foi realizado no dia 11 de junho. Entretanto, não há nenhum comando que estabeleceu o fim da operação, ou seja, o envio de energia pode ser retomado caso exista demanda dos países vizinhos, sobra de energia no Brasil e disponibilidade de linhas de transmissão. A CCEE já havia afirmado que isso ocorreria com o fim do período úmido no Brasil. As chuvas do começo do ano encheram todos os reservatórios do Brasil e impulsionaram a exportação de energia, trazendo divisas que ajudam na modicidade tarifária. A medida também ajudou a diminuir o desperdício de energia das hidrelétricas no Brasil, já que com a baixa demanda e muita água, a maioria das usinas abriram as comportas e liberaram água sem gerar energia. (Valor Econômico - 15.06.2023)
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Tradener: Recorde na exportação de energia para Argentina e Uruguai

A comercializadora de energia Tradener bateu recorde de exportação de energia para Argentina e Uruguai. Nos cinco primeiros meses do ano, foram enviados cerca de 4,3 milhões MWh, o maior volume desde 2006, quando começaram os despachos de energia aos países vizinhos. A crescente demanda se deve por conta da disponibilidade de energia do Brasil, aumento da demanda dos vizinhos e melhor infraestrutura. O CEO da Tradener, Walfrido Avila, explica que o Brasil só exporta energia de termelétricas e das hidrelétricas que estão com sobra de energia (energia vertida turbinável, no jargão do setor), pois não colocam em risco o abastecimento do sistema brasileiro. “Não são normais os pedidos de exportação de energia da Argentina, pois costumam acontecer só no inverno, pois o uso do gás lá é maior na calefação (...). Mas isso está com os dias contados, porque vem aí Vaca Muerta e os argentinos terão gás muito gás”, disse Avila em entrevista, se referindo ao gigantesco empreendimento Vaca Muerta, na Patagônia, com grande potencial de produção de gás. (Valor Econômico - 15.06.2023)
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Biblioteca Virtual

FEIL, Fernanda; TEIXEIRA, Fernando Amorim; DE PAULA, Luiz Fernando. "Transição energética: O papel do fundo soberano no Brasil".

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Entrevista do Valor Econômico com Alexandre Silveira: "Comando da Petrobras trata política para o gás com negligência e desdém".

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